Hoje foi o dia dos rankings do Expresso e Público, com suplementos a propósito. O do Expresso focado apenas no Ensino Secundário, com poucas páginas a contextualizar os dados, o Público com um destacável de 56 páginas a tentar explicar um pouco as diversas realidades que envolvem esta realidade.

Apesar das diferentes metodologias e abordagens, há algo que permanece: as escolas públicas cada vez se vão reduzindo mais no topo das classificações e as que lá se mantêm (Aurélia de Sousa, Garcia de Orta, Infanta D. Maria) são aquelas em que o acesso se revela mais difícil, permitindo práticas de selecção à entrada.

Pelo meio surgem algumas opiniões a clamar pela necessidade de o ensino público se adaptar a novas práticas e ser permitida naos pais a liberdade de escolha.

Este é um terreno problemático porque o que se defende é o agravamento de práticas de gestão que, ao serem generalizadas, agravariam ainda mais o fosso entre as escolas com desempenhos  globais bem acima da média e aquelas que se vão manetendo e perpetuando no fundo da tabela.

Há que ter consciência que numa seriação haverá sempre primeiros e últimos. O importante é tentar que todos subam e melhorem, com maior ou menor mobilidade na tabela. Que as esclenetes assim se mantenham, que as muito boas se tornem excelentes, que as medianas se tornem boas e que as medíocres deixem de o ser. Mas haverá sempre primeiros e últimos.

Agravar o fosso entre o topo e a base dificilmente é o melhor remédio.

Exp17Out09Expresso, 17 de Outubro de 2009