Estou com pouco tempo para preencher o post com links a remeter para tudo o que foi aqui ou acolá escrito sobre a questão dos rankings e a relação que eu e o Reitor começámos a estabelecer com a posição em relação à ADD pelos órgãos de gestão.
A teoria/tese seria a seguinte: tendo este modelo de avaliação do desempenho docente sido justificado com a necessidade de melhorar o desempenho dos professores e, indirectamente, o desempenho dos alunos, até que ponto a adesão/adesivagem ao modelo, em particular no seu modelo extensivo não foi prejudicial para os resultados escolares dos alunos, pelo desperdício de tempo e energia?
Foram apresentados casos que demonstram que escolas em que adopção do modelo de ADD foi feita com algum entusiasmo levou à perda de posições nos rankings, em termos relativos e absolutos, relativamente a escolas em que a ADD foi levada a cabo nas calmas.
Alguns comentadores, com destaque para o MAT, encresparam-se um bocado e disseram que isto era a ogica da batata e que seria possível demonstrar o contrário.
O MAT fez um estudo, estimável e que merece atenção, demonstrando que em alguns casos, escolas não adeptas do modelo de ADD também desceram nos rankings.
E exigiu em diversos momentos um pedido de desculpas da minha parte.
É aqui que entra a necessidade de um pouco de rigor e de leitura popperiana.
Vamos lá a tentar entender-nos: a teoria inicial é que o modelo de ADD seria um instrumento para a melhoria do desempenho dos docentes e indirectamente dos alunos, logo dos resultados escolares.
Se é possível fazer análises que provam que escolas com o modelo de ADD a ser aplicado extensivamente desceram de forma sensível no ranking, isso significa a falsicabilidade daquela tese. Nem sequer digo – como Popper – que basta um exemplo contrário para destruir qualquer teoria científica, porque me parece pacífico que a Educação não é uma Ciência, nem pouco mais ou menos, como o H5N1 também já sublinhou num par de comentários.
O facto de podermos fazer análises completamente discordantes, a partir de amostras seleccionadas a olho, com base geográfica ou outra, basta para demonstrar que a implementação do modelo de ADD não trouxe qualquer melhoria significativa ao funcionamento das escolas, no que ao desempenho dos alunos diz respeito. E isso até é possível com casos emblemáticos de aplicação do modelo de ADD.
Ou seja, tal como em outros anos houve escolas a subir, outras a descer e algumas a manter. A implementação da ADD não trouxe qualquer melhoria sensível a nada. Entre as escolas que mais adesivaram e as que menos adesivaram, o balanço tenderá a ser inconclusivo, na melhor das hipóteses para os prosélitos (e não acólitos) da euipa ministerial que está de saída e o seu dilecto primeiro-ministro.
E ao contrário do que alguns comentadores querem fazer crer não é a teoria da adesivagem que está em jogo! O que está em jogo é o balanço da mais agressiva política educativa desenvolvida nas últimas décadas e que serviu, quando deu jeito, para justificar sucessos parciais, mas já se esquece quando se trata de fundamentar os insucessos.
Que fique claro: o que deve estar em causa é a avaliação da política ministerial, infelizmente só possível depois das eleições porque os dados sobre os resultados dos exames, disponíveis desde que a sua classificação foi feita, só foram libertados depois das eleições legislativas e autárquicas.
Cirurgicamente.
Porque se assim não fosse teria sido visível o esplendor do declínio do sector público do ensino no final de um mandato para esquecer, tamanhos foram os erros cometidos e não admitidos por esta equipa ministrial que fez uma aposta em mais escola, mas não em melhor escola.
Outubro 15, 2009 at 6:51 pm
Discordo do ponto de vista que exclui do domínio da ciência todos os resultados que não estejam formulados em termos de lógica dedutiva, como parece transparecer dos comentários de h5n1 corroborados por Guinote. Para o criador de um teorema matemático, a apresentação de um contra-exemplo é a morte (do teorema). Já para a Física, por exemplo, a apresentação de novas equações raramente põe em causa toda uma formulação anterior; normalmente, amplia o campo de aplicação das teorias mais precoces. Num comentátio anterior procurei fundamentar este ponto de vista.
Outubro 15, 2009 at 6:59 pm
António,
Não entrei aqui pelos territórios duros da epistemologia, nem sequer comecei a discutir a definição de “Ciência” ou as fronteiras entre as ciências, ditas duras e as “suaves”.
Isso é todo um outro campeonato sobre o qual já escrevi algures, para efeitos académicos e não só.
Aqui apenas tento recentrar a discussão nos seus termos devidos: o que está mesmo em jogo é a teoria rápida de um par de bloggers ou um mandato do ME?
Outubro 15, 2009 at 7:06 pm
E eu pergunto: esta monumental, fundamental, agressiva e urgente reforma educativa de MLR serviu mesmo para quê?
Se era só para apresentar novos centros escolares e implementar CEFs, Novas Oportunidades e distribuir Magalhães, não era preciso tanta gritaria nem tanto despacho…
No fim da razia evidente (pelo menos naquilo que se pretendia melhorar a 200% em regime de guerra aberta), do despedimento em directo, ainda ouvir dizer que a coisa mais bonita na escola é a professora, deve ser dose…
Outubro 15, 2009 at 7:11 pm
Quimonda, relatório do estado da Justiça, deliberação da ERC, défice de 9%, rankings das escolas…tanta desgraça de uma vez só e só depois das eleições…
Apre! Só o Pai Natal ter roubado os Magalhães.
Outubro 15, 2009 at 7:13 pm
só faltava, desculpem…
Outubro 15, 2009 at 7:18 pm
É que saber eles sabem sempre tudo, não deitam é cá para fora enquanto não convém:
«Basílio Horta diz que já estava à espera dos despedimentos na Qimonda»
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405328&idCanal=57
Outubro 15, 2009 at 7:21 pm
“A implementação da ADD não trouxe qualquer melhoria sensível a nada.”
Se for permitido, apresento a minha discordância em relação a esta afirmação. Efectivamente, a ADD trouxe melhorias substanciais ao orçamento do ME, no capitulo dos salários; uns milhões poupados não é propriamente nada…
Outubro 15, 2009 at 7:25 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/10/15/entender-os-outros/
Porque é que será que nós tentamos ser sempre complicados e coisa e tal..a simplicidade é assim tão difícil de entender..?E daí talvez seja…
Outubro 15, 2009 at 7:26 pm
Isto é simplicidade….
http://bulimunda.wordpress.com/2009/10/15/paco-de-lucia-entre-dos-aguas-como-nos-estamos-nos-tempos-que-correm/
Outubro 15, 2009 at 7:26 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/10/15/rowan-atkinson-fatal-beatings-imaginem-um-rabula-destas-ca/
Outubro 15, 2009 at 7:27 pm
Andamos sempre a escavar a superfície…
http://bulimunda.wordpress.com/2009/10/15/scratching-the-surface-by-vhils-short-film/
Outubro 15, 2009 at 7:40 pm
” Porque se assim não fosse teria sido visível o esplendor do declínio do sector público do ensino no final de um mandato para esquecer, tamanhos foram os erros cometidos e não admitidos por esta equipa ministrial que fez uma aposta em mais escola, mas não em melhor escola.”
Estou em sintonia total contigo, caro Paulo!
Reafirmo o que disse mais abaixo:
“Para um leigo da classe média que olhe para os rankings durante estes últimos 4 anos a conclusão a tirar é que o ensino privado oferece melhores garantias que o ensino público. Na quota de mercado, 15% dos alunos portugueses do básico e do secundário frequentam o ensino privado enquanto que no resto União Europeia a percentagem não excede quanto muito os 10%.”
Quanto tempo será preciso para que todos tenhamos a consciência do eminente dêbácle do sistema público de ensino?
Outubro 15, 2009 at 7:45 pm
#4- …
Outubro 15, 2009 at 7:54 pm
#13
Já agora…
Outubro 15, 2009 at 7:59 pm
DESCULPEM MAS ESTA É A MELHOR…
Outubro 15, 2009 at 8:01 pm
E PARA ENCERRAR…
Outubro 15, 2009 at 8:02 pm
Porque o que nós precisamos mesmo é de um…bem vou à janta..inté…
Outubro 15, 2009 at 8:07 pm
“Quando as pessoas não foram habituadas a ajuizar e se limitam a seguir as suas esperanças, estão lançadas as sementes da manipulação política” S. J. Gould
Dito de outra forma.
O Teorema de Pitágoras tem 2500 anos e ainda se mantém verdadeiro.
A Fórmula e=mc2 também se mantém verdadeira.
Mas já a Teoria do Eduquês é questionada pelos seus resultados catastróficos, embora os crentes no alunocentrismo e na bondade humana tenham muita dificuldade em questionar as práticas que dominam a educação nos últimos 40 anos.
A diferença está à vista: de um lado as teorias científicas que se mantêm válidas, do outro as pseudo-científicas que não resistem à realidade porque enfermam de argumentos (ideológicos) fracos e apresentam resultados que contrariam as hipóteses.
E estou a ser brando, porque não entro em linha de conta com a diferença radical entre “causa” e “justificação”…
Outubro 15, 2009 at 8:08 pm
bom apetite! (Os deputados começaram a trabalhar hoje…e os professores?
Outubro 15, 2009 at 8:09 pm
Boa onda, hoje…
Outubro 15, 2009 at 8:09 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/10/15/uma-pequena-prenda-pra-os-visitantes/
Outubro 15, 2009 at 8:13 pm
Não se esqueçam desta quando forem às acções de formação…tarde e a más horas…
Outubro 15, 2009 at 8:14 pm
E a fa-bu-lo-sa
Outubro 15, 2009 at 8:20 pm
Esta é para as umbiguistas ouvirem DEPOIS da formação
…ou amanhã, que já é fim de semana e tal…
Ânimo, pessoal!
Outubro 15, 2009 at 8:23 pm
eu adoro…digam-me se gostam
Outubro 15, 2009 at 8:24 pm
Tendo por base um conjunto de escolas que foram classificadas como “adesivadas” ou “resistentes à ADD”, o Paulo Guinote (PG) sustentou que as primeiras pioraram o seu funcionamento, usando a alteração que tiveram face ao posicionamento nos rankings entre 2008 e 2009, enquanto que as segundas conseguiram pelo menos não descer.
Quando li a entrada onde se defendia esta tese tomei-a como um exercício interessante mas nada mais do que isso. Por isso, achei algo bizarro que alguns comentadores criticassem a metodologia usada reclamando a absoluta necessidade de se constituir uma amostra representativa para se poder retirar conclusões “cientificamente” válidas. Ora, que eu saiba a Educação do meu Umbigo não é uma revista científica que recorre ao processo do “blind peer-review”, nem o responsável por este blogue é o “editor” todo poderoso que rejeita ou aceita artigos para publicação.
Mas o caso altera-se quando, perante a existência de outras leituras sobre a relação entre as alterações nos rankings e o grau de “adesivagem” face à ADD, se passa afirmar algo diferente: ” O facto de podermos fazer análises completamente discordantes, a partir de amostras seleccionadas a olho, com base geográfica ou outra, basta para demonstrar que a implementação do modelo de ADD não trouxe qualquer melhoria significativa ao funcionamento das escolas, no que ao desempenho dos alunos diz respeito.”
Ora isto não é sério sob o ponto de vista epistemológico, com Popper ou sem ele. Na gíria da investigação científica costuma chamar-se a isto “torturar os dados até que eles confessem a conclusão que queremos dar como provada”. Para poder concluir-se isto teria que se analisar as alterações na posição dos rankings das escolas nos anos anteriores antes da ADD (e quem fizer isso verificará que existem por vezes alterações substanciais no posicionamento das escolas) e após a introdução da ADD (com ou sem maior “adesivagem”) ao longo de um período relativamente prolongado. Por outro lado, é do mais elementar bom senso concluir que o ano lectivo anterior conheceu tantas alterações à ADD e tanta resistência à sua implementação que ele nunca poderia servir como referência para se avaliar a bondade dos seus propósitos.
Pessoalmente estou razoavelmente convencido de que este modelo de ADD não promove a melhoria das práticas docentes que tenham repercussões positivas nas aprendizagens dos alunos. Mas isto não é nenhuma conclusão científica empiricamente validada. É uma crença pessoal.
Pelos vistos o que se passou com o PG é que ao invés de considerar a suposta relação entre ADD e resultados escolares tendo por base os rankings como um exercício interessante, transformou esta crença pessoal, admissível enquanto tal, num dogma que resiste a todas as contradições que encontra pela frente.
Outubro 15, 2009 at 8:26 pm
Outubro 15, 2009 at 8:33 pm
#25
mais por aqui…
Outubro 15, 2009 at 8:33 pm
Pois o umbigo não é a uma revista cientifica..nem você é alguém com arcaboiço para fazer as análise que faz..limite-se a sua pequenez mental de amiba…
Outubro 15, 2009 at 8:40 pm
#29-Também acho. #28-pipa, curto bué!
Outubro 15, 2009 at 8:40 pm
Este texto está bom.
Reconheço que a AD em nada melhorou a escola, mas discordo que tenha prejudicado os resultados dos alunos. Estive nos últimos 3 anos numa Escola que ficou sempre no top dos rankings e a não senti a influência do trio.
Por isso discordo quando afirmar:
Porque se assim não fosse teria sido visível o esplendor do declínio do sector público do ensino
Esta afirmação baseia-se em quê?
Na comparação entre escolas, que beneficiadas pelos rankings, são cada vez mais selectivas na admissão e na exclusão de alunos. Coisa que as escolas públicas não podem fazer.
Um exemplo:
O Colégio S. João de Brito teve o ano passado 2 turmas de Ciências e 1 de Economia, o que corresponde a 60 alunos de matemática, a exame foram 14, sim apenas 14, daí a média de 18 valores. Os outros foram a exame como externos para não estragar a média.
Uma escola pública jamais entrará nestes esquemas. Ninguém imagina a Maria do Rosário Gama (e os outros Directores das Escolas Públicas) a convidar os alunos de 10, 11, 12, 13 valores a anularem a matrícula.
Só faz sentido comparar escolas selectivas com escolas selectivas (no caso do ensino público isto só se verifica nas Escolas Artísticas, daí estarem sempre no totpo dos rankings). E escolas universais com escolas universais.
Outubro 15, 2009 at 8:43 pm
Corrigido
Esta afirmação baseia-se em quê?
Na comparação entre escolas, que beneficiadas pelos rankings, são cada vez mais selectivas na admissão e na exclusão de alunos (algo que as escolas públicas “do ensino regular” não podem fazer) com escolas universais?
Outubro 15, 2009 at 8:43 pm
«Mas isto não é nenhuma conclusão científica empiricamente validada».
E em que conclusões científicas empiricamente (ou não) validadas se baseou o ME, nos últimos anos, para atacar a escola pública com as sempre inadiáveis reformas? Quantas mais contradições serão necessárias para nos libertarem dos dogmas da “avaliação docente” ou mesmo da “divisão da carreira” ou, quem sabe, do “eduquês”? Quantos milhares ou milhões de “crenças pessoais” como as de PG serão necessárias para desmontar e desmistificar a “crença pessoal” dos camafeus do ME?
Consta que já Deus dizia que era proibido comer da Árvore do Conhecimento…As da Ignorância estavam à disposição em quantidade suficiente.
Outubro 15, 2009 at 8:46 pm
«Porque se assim não fosse teria sido visível o esplendor do declínio do sector público do ensino»
«Esta afirmação baseia-se em quê»?
Se calhar baseia-se em evidências menos discutíveis do que as que os levaram a mudar o ECD e “inventar” o Complex…
Há quantos anos estás no terreno, DA? Em quantas escolas diferentes já leccionaste?
Outubro 15, 2009 at 8:50 pm
#12
Pedro, a maioria dos países Europeus têm escolas Especializadas: Liceus de Referência, Escolas Profissionais de referência, etc. O que favorece o ensino público. Por cá as escolas tem de oferecer todo o género de cursos. O que dificulta a criação de ambientes educativos atraentes da “classe média”.
E há poucas escolas profissionais públicas (umas 15, mais coisa menos coisa, contra mais de 200 privadas).
Mais, analisando as séries estatísticas do GEPE, foi durante o Guterrismo/Grilo-Benaventismo que o ensino privado mais cresceu.
Outubro 15, 2009 at 8:51 pm
#34
Desde 1996. Comecei em plena paixão Guterrista. Que achei muito mais prejudicial.
Outubro 15, 2009 at 8:55 pm
E agora vou à sopa, que o sr. doutor pôs-me a dieta. Por causa do “castrol”. Ouviste, DA? As palavras novas que se aprendem com as novas assistentes dos srs. doutores que exercem medicina privada: “castrol alto”. Não é mentira. É a nova geração de detentores do tal certificado de competências…Os novos alunos acabadinhos de terminar o 12º. O que eles elogiam a MLR…
O meu rapaz assim que terminou o 12º pôs-se na alheta e acaba os estudos lá fora…
Outubro 15, 2009 at 8:55 pm
Até amanhã!
Outubro 15, 2009 at 8:59 pm
Ler Guinote faz bem…
Outubro 15, 2009 at 9:04 pm
O problema caro DA, é que a escola seja pública ou privada deveria ter como objectivo a transmissão do conhecimento e da cultura conquistados pelas gerações anteriores, os estudantes sejam eles estudantes do público ou do privado deveriam estudar, os professores sejam do público ou do privado deveriam ensinar e os encarregados de educação do privado ou do público deveriam educar!
Isto acontece numa dúzia de colégios privados e não acontece em NENHUMA “escola” pública!
Enquanto os “professores” da “escola” pública permitirem ser pau para toda a obra e se humilharem SISTEMATICAMENTE perante “alunos”, Ministério da “Educação” e “encarregados de educação” e permitirem ser utilizados para a justificação da existência dos pregadores da fé das “ciências” ocultas da educação, o único futuro que terão será a óbvia perda do seu emprego por este ser completamente irrelevante…! É bom não esquecer que mais de 50% do trabalho de hoje de um “professor” do sector público pode ser feito por qualquer pessoa com o 12º ano de escolaridade! Quem marca as faltas dos “alunos”? Quem matricula? Quem faz actas? Quem entretém meninos quando um “professor” falta? Quem acompanha meninos nos intervalos? Quem organiza festas? Quem organiza visitas de “estudo”? Etc.. Etc..
Se os “professores” do “ensino” público não perceberem definitivamente que o que está em causa vai MUITO para além da avaliação, estão condenados a ser uns meros MOÇOS de RECADOS que qualquer pessoa com o 12º ano pode ser e com salários bem diferentes!
Outubro 15, 2009 at 9:05 pm
#36
1986
No privado. Nem imaginas o choque que foi para mim apanhar o que apanhei no público, quase 3 anos mais tarde. Não sei como sobrevivi depois à paixão Guterrista. Deu para ganhar calo e não me suicidar com a paixão Valteriana. Vou mantendo a esperança que surja alguém com vergonha na cara.
Não sei(ou penso que sei) a quem convém separar definitivamente as águas públicas das privadas. Admira-me é como existem tantos professores que, sabendo o mesmo(porque com certeza sabem), não sintam remorsos por estarem a crucificar 80% de crianças e jovens engaiolados e iludidos num recreio tecnologico o dia inteiro. Não podem ser Professores por paixão nem é o ensino que os apaixona.
Outubro 15, 2009 at 9:13 pm
#26,
Aguardo – ansioso – pelo 2º texto construtivo do Kafkazul.
Ao que parece não percebeu que eu não ergui uma tese científica sobre o assunto.
Adiantei uma hipótese de trabalho para posterior investigação, confirme-se ou não.
Ao contrário do que diz, eu admiti como boas as conclusões do MAT.
Melhor, admiti como bons todos os estudos feitos sobre este assunto.
Levantei uma pista.
Meti Popper à mistura por outras razões.
O Kafkazul levou a questão para a estratosfera.
Acho que sem grande necessidade.
Eu não torturo dados porque – pessoalmente – apresentei 3-4 casos, evidentes, próximos de mim.
Para a próxima escreverei um artigo, com todos os trâmites, para a Harvard Educational Review.
Outubro 15, 2009 at 9:14 pm
#40
O problema caro DA, é que a escola seja pública ou privada deveria ter como objectivo a transmissão do conhecimento e da cultura conquistados pelas gerações anteriores, os estudantes sejam eles estudantes do público ou do privado deveriam estudar, os professores sejam do público ou do privado deveriam ensinar e os encarregados de educação do privado ou do público deveriam educar!
Concordo.
Mas os alunos são diferentes, são necessárias escolas diferentes.
Isto acontece numa dúzia de colégios privados e não acontece em NENHUMA “escola” pública.
Concordo parcialmente. “Nenhuma” parece-me um exagero.
Outubro 15, 2009 at 9:15 pm
#31,
O não teres sentido os efeitos do trio e as coisas terem decorrido bem vem ao encontro do que escrevo.
Outubro 15, 2009 at 9:18 pm
Da isso de não prejudicar é subjectivo…a forma como a ADD fez os professores encarar a profissão irá trazer prejuízos a médio prazo de certeza..daqui a uma vintena de anos será esta geração de 17, 18 anos que irá estará ao comando deste navio que é Portugal e ou muito me engano ou os resultados serão catastróficos..tipo Titanic….
Outubro 15, 2009 at 9:29 pm
Não quero, nem posso, por falta de conhecimentos, envolver-me na discussão “Popperiana” deste assunto.
Fica o meu testemunho.
Na minha escola a ADD foi levada nas calmas. Ainda nem sequer está concluída. Houve um Departamento em que nenhum professor pediu aulas assistidas e outro em que apenas um as requereu.
Subimos de uma forma muito significativa no ranking e o desempenho dos nossos alunos melhorou bastante. É muito significativo o número de alunos que entraram nos cursos com médias mais elevadas, sobretudo se tivermos em conta que apenas tinhamos 5 turmas dos cursos Científico-humanísticos e mais de 2/3 dos alunos vivem em meio rural ou em freguesias periféricas da cidade.
Estamos orgulhosos do desempenho dos nossos alunos e do nosso trabalho.
Outubro 15, 2009 at 9:33 pm
«Mas os alunos são diferentes, são necessárias escolas diferentes».
Criar apenas escolas para ricos e escolas para pobres é o que chamas dar oportunidadess iguais para todos? Nas primeiras ensina-se, nas segundas apascenta-se o alegre e despreocupado rebanho, apenas o suficiente para satisfazer as necessidades dos primeiros?
Outubro 15, 2009 at 9:45 pm
Estou de fugida, sem tempo para fazer os comentários que devo e me obrigam (talvez pelas 23h consiga…).
No entanto, ainda tenho tempo para esclarecer 2 ou 3 coisas:
1. Nunca disse ao Paulo para pedir desculpas pela sua tese de “adesivagem”. Não encontra isso em lado nenhum. Apenas faço o contraditório.
2. O que pretendo refutar é a ideia que baseado em 2 ou 3 casos convenientes se pode construir uma Tese (tal como Paulo fez
num dos seus primeiros post’s sobre o assunto). Para demonstrar qualquer correlação desse tipo temos de ser um pouco mais rigorosos…
3. Não rejeito nenhuma tese e até estou convencido de que a ADD melhora, quando for aplicada efectivamente, a qualidade do ensino e, especialmente, das aprendizagens. Não o demonstro é com estudos casuísticos e demagógicos.
…
Até logo.
Outubro 15, 2009 at 9:52 pm
#48
MAT
Com todo o respeito, você é burro!
“a teoria inicial é que o modelo de ADD seria um instrumento para a melhoria do desempenho dos docentes e indirectamente dos alunos, logo dos resultados escolares.”
O que se pretende confirmar é que bastam a 2 ou 3 casos para deitar abaixo a teoria citada acima!
Outubro 15, 2009 at 9:54 pm
#48
Que Deus observe a tua fé inabalável e te dê o reino dos Céus.
Outubro 15, 2009 at 10:02 pm
#48 Cheira-me a uma dicotomia ensino-aprendizagem. Raios… Alguém me explica o que é um excelente ensino resultando numa pobre aprendizagem. Devo ser burro, só pode.
Outubro 15, 2009 at 10:02 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/10/15/buenas-noches-carpe-diem/
Até amanhã pessoal…
Outubro 15, 2009 at 10:07 pm
O MAT agora meteu a lógica no torno do disparate.
Não reparou que o ponto 2 está de pernas para o ar e que acaba por empurrar a especulação avançada no ponto 3 para o reino da cabalística.
Mas aguardemos os próximos capítulos.
Outubro 15, 2009 at 10:08 pm
Este MAT não é professor, é impossível que um professor diga estas barbaridades e se sinta bem com isso.
Outubro 15, 2009 at 10:09 pm
Mesmo nas escolas não adesivadas – devido ao clima de incerteza, receio e indignação gerado pelas políticas do anterior ME – nós tivemos:
- Vários excelentes professores a solicitarem as reformas antecipadas;
- Muitos professores a assumirem profundo cansaço físico e emocional.
O que obviamente também entra “nestas contas”.
Por outro lado penso que os esdrúxulos resultados dos exames de Matemática no ano passado também podem de “certa forma” afectar uma análise comparativa mais aprofundada.
Por isso eu não penso ser fácil encontrar uma lógica directa de que o “não-adesivamento” acabou por produzir melhores resultados ao nível da questão dos rankings.
O que para mim parece evidente é que os “mais adesivos” não melhoraram os seus resultados. E deveriam… tamanha a defesa da “dama”.
E, diga-se de passagem, se por acaso isso tivesse acontecido,…
… ui, ui…
… era ver os foguetes que o trio-maravilha não tinha lançado ANTES das eleições.
Batiam facilmente o espectáculo de fogo de artifício de fim de ano na Madeira…
…
…
…
Outubro 15, 2009 at 10:16 pm
#54,Eu também acho que há “naquilo” qualquer coisa que não bate certo!!
Outubro 15, 2009 at 10:21 pm
Paulo Guinote disse:
“Ao que parece não percebeu que eu não ergui uma tese científica sobre o assunto.
Adiantei uma hipótese de trabalho para posterior investigação, confirme-se ou não.
Ao contrário do que diz, eu admiti como boas as conclusões do MAT. Melhor, admiti como bons todos os estudos feitos sobre este assunto.”
O problema reside mesmo aqui em termos de solidez argumentativa, e é só disto que se trata. Ao admitir como boas todas as leituras da “hipótese de trabalho” que levantou, as que confirmam a sua tese e as que a rejeitam, a sua conclusão é sempre a mesma: o modelo de ADD implementado não levou à melhoria dos resultados das aprendizagens dos alunos tendo por base os resultados dos rankings das escolas. Compreendo o ponto de partida mas não consigo entender o ponto de chegada.
Mas é possível que seja o cansaço que embota a minha capacidade de compreensão.
Outubro 15, 2009 at 10:21 pm
#49, #50 e #51
Eu de facto devo ser muito burro. Deve ser isso mesmo.
Talvez seja por isso que não perceba como se pode olhar para um ranking e tirar tantas boas conclusões (quando a maior parte dos “entendidos” ainda nem percebeu bem para o que é que um ranking serve).
(cntinuando os meus pontos de #48)
4. As variáveis que estão subjacentes a um ranking são tantas que seria completamente “desonesto” apenas o ler na perpsectiva da ADD. Assim, como se explicaria as diferenças de posições de escolas nos ranking’s, de um ano para o outro, antes de haver esta história da ADD?
5. Obviamente que para “medir” se a ADD tem ou não correlação com a melhoria do ensino, e estou convencido que tem, tem de se olhar para ouro tipo de indicadores – por exemplo, médias de exames nacionais, taxas de insucesso, os testes PISA, e.t.c.
…
E o burro sou eu?
(ainda de fugida e sem tempo…)
Outubro 15, 2009 at 10:26 pm
MAT em 48:
“(…) e até estou convencido de que a ADD melhora, quando for aplicada efectivamente, a qualidade do ensino e, especialmente, das aprendizagens.
Deve ser para rir, é o que se chama dizer merd*!
És burro ou intelectualmente desonesto!:
1. Esta ADD teve como único objectivo congelar os ordenados dos professores!
2. Esta ADD teve como único objectivo roubar os professores!
PONTO FINAL: Não me venhas com merd*s! – ganhem vergonha nessa cara e calem-se, vai gozar com o raio que te parta, deves pensar que somos palhaços e burros!
Outubro 15, 2009 at 10:27 pm
O cansaço é de tal ordem que, ainda hoje, um professor da casa se estava a queixar que dificilmente aguenta mais tempo. Outro só não vai por causa dos filhos. Outra está desesperada que haja resposta ao pedido já efectuado há meses.
Outubro 15, 2009 at 10:28 pm
58. Não querido ou querida não és burro:
és um adesivo intelectualmente desonesto, já disse: ganhem vergonha na cara e calem-se!
Outubro 15, 2009 at 10:30 pm
#59
Não acho que seja burro nem mal educado. Apenas mal educado.
Outubro 15, 2009 at 10:30 pm
#59
“E o burro sou eu?”
– És!
Os seus apaniguados disseram que modelo de ADD seria um instrumento para a melhoria do desempenho dos docentes e indirectamente dos alunos, logo dos resultados escolares.
Basta surja um caso que verifique o contrário para que o que foi dito caia por terra.
Que se pode fazer a alunos como você?
Outubro 15, 2009 at 10:30 pm
MAT:
1. Esta ADD teve como único objectivo congelar os ordenados dos professores!
2. Esta ADD teve como único objectivo roubar os professores!
Ganha vergonha na cara e calem-se:
1. Esta ADD teve como único objectivo congelar os ordenados dos professores!
2. Esta ADD teve como único objectivo roubar os professores!
Outubro 15, 2009 at 10:30 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/10/15/nada-pior-que-o-mal-entendido/
Pois mas Mat, Kafkas e afins estão-se cagando para os filhos ..só têm caniches…
Outubro 15, 2009 at 10:30 pm
As caras dos meus colegas, tal como a minha, é já de muito cansaço. São reuniões e mais runiões, papéis e mais papéis a preencher, aulas para preparar, testes para fazer e corrigir… A continuar neste ritmo não vai ser fácil aguentar até ao final do ano. Os ansiolíticos têm sido uma “muleta” para suportar o dia-a-dia.
Outubro 15, 2009 at 10:30 pm
“são já”
Outubro 15, 2009 at 10:31 pm
corrigindo o meu comentário #62:
#59 livresco
Não acho que seja burro nem palhaço.
Apenas mal educado.
Outubro 15, 2009 at 10:31 pm
#62
Para és burro, pois intelectualmente vales o que vales!
Outubro 15, 2009 at 10:32 pm
Para mim…
Outubro 15, 2009 at 10:32 pm
Concordo que esta ADD só serviu para nos roubar. Alguém está a usufruir desse dinheiro.
Depois deste “apertar do cinto” o país ainda está pior do que antes! Como é que vai ser agora?!!!
Outubro 15, 2009 at 10:33 pm
prof.,
Melhores dias virão, colega.
Vamos acreditar.
Outubro 15, 2009 at 10:35 pm
Maurício, ia escrever o que escreveste.
Em que é que esta ADD pode ter resultado em piores resultados dos alunos>?
Não é preciso recorrer a Popper para verificar qtos professores pediram reforma antecipada. Já agora, dos que ficaram, qtos tiveram depressões, ou, não tão grave, qtos se sentiram extremamente cansados e desmotivados?
A maioria, não tenho dúvidas.
Porquê? Porque passou a ser exigido aos professores que se focassem em assuntos da sua própria avaliação, em detrimento da sua concentração nos alunos.
Isto exige tempo, é esgotante, além de ser sentido por muitos como injusto e inútil.
Sendo a nossa uma profissão de grande disponibilidade para o outro ( no caso, as crianças e jovens), sobrecarregar os professores é da maior falta de bom senso que se possa imaginar.
O que os rankings vão demonstrar não sei.
Mas não duvido que muitos alunos tenham sentido a desmotivação e tristeza dos seus professores.
Aliás, basta perguntar aos alunos mais velhos.
Isso afecta os alunos?
Uma das “ciências humanas”_- a psicologia – diz que sim.
Outubro 15, 2009 at 10:35 pm
68. MAT não posso é? Por ser professor? Por dizer que esta ADD não serviu para mer* de coisa nenhuma a não ser para roubar os professores?
Outubro 15, 2009 at 10:35 pm
Brincalhão resolvi ficar até ás 23…ainda estou a fazer umas coisas na Net…
Este pequeno excerto deste filme faz-nos por imensas questões…Será o Mat real ..? E o Kafka será um projecção do Mat..? Ou serão ambos projecções de uma qualquer catarse Largo Ratiana..?
Pessoalmente inclino-me mais para a 2ª hipótese…
Outubro 15, 2009 at 10:36 pm
Ups!…O excerto era este…
Outubro 15, 2009 at 10:39 pm
(Grande Chico Buarque!!!!!!)
Empiricamente falando, esta ADD não resultou numa melhor aprendizagem dos alunos.
Em termos factuais, poder-se-à concluir isso mesmo, estou certa.
Mas o espírito kafkiano desta ADD mantém-se.
Piorado, em muitos casos, pela nova gestão escolar,em cujas instalações florescem dossiês gigantescos nas estantes, armários e no chão.
Ai a Inspecção!!!!!
Ai os papéis!!!!! Ai as iactas que têm de ser assinadas no canto superior direito, no canto inferior esquerdo e no final. Assim como a data das ditas. Lembram-se como começam as actas? “Aos tantos dias do mês de, do ano tal…..”
Pois. Mas não chega. A data tabém é referida no canto superior direito e no canto inferior esquerdo.
Felizmente não é preciso a data no final.
Mas no final, preparam-se as aulas, investiga-se, preparam-se materiais, fichas, testes, trabalhos de projecto, o uso das TIC..,……
Mentira. No final de muitos dias, abre-se o manual e dobra-se o cantinho da folha.
Para o dia seguinte.
Outubro 15, 2009 at 10:39 pm
MAT TOMA LÁ E EMBRULHA:
NO SÉC. XVI, OS PROFESSORES ERAM MAIS CONSIDERADOS ATÉ PELA COMPANHIA DE JESUS
Ouvir com webReader
Jesuitalivro
“Nada deve ser mais importante nem mais desejável (…) do que preservar a boa disposição dos professores (…). É nisso que reside o maior segredo do bom funcionamento das escolas (…).”
“Com amargura de espírito, os professores não poderão prestar um bom serviço, nem responder convenientemente às [suas] obrigações.”
Recomenda-se a todos os professores um dia de repouso semanal: “A solicitude por parte dos superiores anima muito os súbditos e reconforta-os no trabalho.”
“Quando um professor desempenha o seu ministério com zelo e diligência, não seja esse o pretexto para o sobrecarregar ainda mais e o manter por mais tempo naquele encargo. De outro modo os professores começarão a desempenhar os seus deveres com mais indiferença e negligência, para que não lhes suceda o mesmo.”
Incentivar e valorizar a sua produção literária: porque “a honra eleva as artes.”
“Em meses alternados, pelo menos, o reitor deverá chamar os professores (…) e perguntar-lhes-á, com benevolência, se lhes falta alguma coisa, se algo os impede de avançar nos estudos e outras coisas do género. Isto se aplique não só com todos os professores em geral, nas reuniões habituais, mas também com cada um em particular, a fim de que o reitor possa dar-lhes mais livremente sinais da sua benevolência, e eles próprios possam confessar as suas necessidades, com maior liberdade e confiança. Todas estas coisas concorrem grandemente para o amor e a união dos mestres com o seu superior. Além disso, o superior tem assim possibilidade de fazer com maior proveito algum reparo aos professores, se disso houver necessidade.”
“I. 22. Para as letras, preparem-se professores de excelência
Para conservar (…) um bom nível de conhecimento de letras e de humanidades, e para assegurar como que uma escola de mestres, o provincial deverá garantir a existência de pelo menos dois ou três indivíduos que se distingam notoriamente em matéria de letras e de eloquência. Para que assim seja, alguns dos que revelarem maior aptidão ou inclinação para estes estudos serão designados pelo provincial para se dedicarem imediatamente àquelas matérias – desde que já possuam, nas restantes disciplinas, uma formação que se considere adequada. Com o seu trabalho e dedicação, poder-se-á manter e perpetuar como que uma espécie de viveiro para uma estirpe de bons professores.
II. 20. Manter o entusiasmo dos professores
O reitor terá o cuidado de estimular o entusiasmo dos professores com diligência e com religiosa afeição. Evite que eles sejam demasiado sobrecarregados pelos trabalhos domésticos.”
Ratio Studiorum da Companhia de Jesus (1599)
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2008/11/no-s%C3%A9c-xvi-os-professores-eram-mais-considerados-at%C3%A9-pela-companhia-de-jesus.html
Outubro 15, 2009 at 10:40 pm
MAT relativamente a 78 vocês não aprenderam nada em 500 anos – NADA!: são burros e intelectualmente desonestos!
Outubro 15, 2009 at 10:41 pm
Qto às estatísticas, valem o que valem.
Científico? Os mesmos nºs podem ser interpretados de variadíssimas maneiras.
Mas podemos isolar algumas variáveis e considerar por exemplo apenas uma:
das escolas que aplicaram a ADD a 100%, qtas obtiveram melhores resultados do que nos anos anteriores?
Claro que “isolar” é criar uma situação algo fictícia, mas é um ponto de vista possível.
Ou entaõ, rejeitam-se estes rankings pq não tiveram em linha de conta, por exemplo, qtos alunos fizeram exame em cada uma das escolas. Apenas jogam com percentagens de sucesso e insucesso.
Outubro 15, 2009 at 10:41 pm
#75
Como sempre, grande perspicácia!
Eu também vou pela 2ª hipótese.
Outubro 15, 2009 at 10:42 pm
#
72
Esperemos que sim. É preciso manter o ânimo e ter esperança em melhores dias!
Outubro 15, 2009 at 10:43 pm
#77, exactamente, no final foram-se as esnergias, o tempo, a paciência…
É por isso que me recuso a palhaçadas. Não sou capaz. Preciso de ter energias para os alunos.
Outubro 15, 2009 at 10:44 pm
Também sou dos que acredita que este modelo de ADD nenhum beneficio trouxe no que à melhoria ao desempenho docente e muito menos aos resultados dos alunos. Não partilho no entanto que se possa estabelecer uma correlação negativa ou positiva entre a ADD e os Rankings, sobretudo porque acredito que os professores são e serão sempre essencialmente professores, a sua principal preocupação é e será sempre o sucesso efectivo dos seus alunos, venha quem vier e o que vier.
Acredito que a flutuação nos rankings está relacionada sobretudo com questões de circunstância.
Outubro 15, 2009 at 10:45 pm
Viram o Público de hoje?
Reportagem com a a MLR na inauguração ontem de um centro escolar em celorico e conta o jornalista:
A ministra pergunta a um rapaz da turma o que mais gosta na escola nova.
Resposta: Da professora!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vou guardar esta página do jornal pois foi uma excelente bofetada de luva branca do petiz…(ops nem magalhães, nem salas novas)
Outubro 15, 2009 at 10:46 pm
Reb não vale a pena..eles só ouvem o próprio eco…nada mais..decidi que a partir de hoje não lhe ligo mais..mesmo a sério…que se lixem…vomitem o que tê a vomitar..defequem o que quiserem…masturbem-se intelectualmente com tudo o que quiserem-dildos incluídos-mas estou farto…em bom português que se vão fod.. eles os seus progenitores e a rataria toda que os sustenta…Ámen…
Outubro 15, 2009 at 10:47 pm
# 85
Puto inteligente!
Outubro 15, 2009 at 10:48 pm
Ela só não trucidou o miúdo porque ficava mal em frente aos jornalistas..
Outubro 15, 2009 at 10:48 pm
40-Fartinho da Silva
Sem grande tempo para comentar, quero dizer no entanto, que concordo totalmente com o comentário. Subscrevo-o na totalidade.
Além disso, também eu me sinto… fartinha da silva
Outubro 15, 2009 at 10:48 pm
#83
Preferia 35 horas de aulas por semana a ter que estar atulhado de papéis e a aturar colegas anormais que não passam capachos totalmente mudos face ao ME.
Outubro 15, 2009 at 10:49 pm
Para os que não leram, e para “recentrar” a discussão, repito, em baixo, o meu comentário a esta “história da adesivagem”.
Aqui vai:
Confesso que continuo perplexo com a insistência do Paulo (e dos seus acólitos) em fazer uma correlação entre a “adesivagem” à ADD e a classificação respectiva no ranking das escolas.
A tese é a seguinte: “A adesivagem é inversamente proporcional à qualidade do ensino.”
Muito bem, apesar de considerar este exercício um verdadeiro disparate, por um monte de razões mais que óbvias, decidi alinhar neste argumento simplista e demagógico, cumprindo assim a vontade do Paulo de ”perceber como foi o desempenho das escolas que se estiveram nas tintas para a ADD”.
Assim, tive primeiro de descobrir quais as escolas que “se estiveram nas tintas para a ADD”. Procurei aqui no blogue qualquer coisa a esse respeito e encontrei o famoso grupo dos 14 Conselhos Executivos – ver (2) – que deu a cara contra esta ADD.
Depois fui procurar um ranking que, segundo os mesmos critérios, comparasse as diferentes posições no ranking nos últimos anos. Encontrei este – ver (1) – mas apenas para escolas secundárias. Então decidi analisar as classificações das escolas secundárias (são 9) no tal famoso grupo dos 14 CE que “estiveram nas tintas para a ADD”.
Vamos então aos factos dos dados (como o Paulo gosta):
Das 9 escolas analisadas 6 pioraram (algumas mais do que 100 posições) as suas classificaçãos para 2008 e apenas 3 melhoraram as suas classificações.
Ou seja, com esta pequena amostra, a Tese de que “A adesivagem é inversamente proporcional à qualidade do ensino” é completamente desmentida pelos factos.
Pior, com estes dados, e com a mesma demagogia e falta de rigor, até podíamos pensar exactamente o contrário, isto é, “Quanto menor for a adesivagem pior é a qualidade do ensino”.
E esta, hein????
Aqui ficam os dados:
Escola Secundária Avelar Brotero – Coimbra
Ano2007: 99 // Ano2008: 63 // Ano2009: 301 (desceu 238 posições de 2008 para 2009)
Escola Secundária com 3º Ciclo Rainha D. Amélia – Lisboa
Ano2007: 36 // Ano2008: 71 // Ano2009: 128 (desceu 57 posições de 2008 para 2009)
Escola Secundária D. Duarte – Coimbra
Ano2007: 248 // Ano2008: 245 // Ano2009: 318 (desceu 73 posições de 2008 para 2009)
Escola Secundária da Mealhada
Ano2007: 452 // Ano2008: 226 // Ano2009: 355 (desceu 129 posições de 2008 para 2009)
Escola Secundária de Arganil
Ano2007: 521 // Ano2008: 520 // Ano2009: 485 (subiu 35 posições de 2008 para 2009)
Escola Secundária de Felgueiras
Ano2007: 262 // Ano2008: 322 // Ano2009: 444 (desceu 122 posições de 2008 para 2009)
Escola Secundária Eça de Queirós – Póvoa de Varzim
Ano2007: 128 // Ano2008: 105 // Ano2009: 94 (subiu 9 posições de 2008 para 2009)
Escola Secundária Infanta D. Maria – Coimbra
Ano2007: 8 // Ano2008: 19 // Ano2009: 25 (desceu 6 posições de 2008 para 2009)
Escola Secundária José Falcão – Coimbra
Ano2007: 23 // Ano2008: 32 // Ano2009:30 (subiu 2 posições de 2008 para 2009)
(1) http://jn.sapo.pt/infos/ranking2009.pdf
(2) http://educar.wordpress.com/2009/01/17/nota-a-imprensa-do-grupo-dos-14-em-representacao-dos-pce
Outubro 15, 2009 at 10:49 pm
84. Não é isso que está causa:
O que está em causa é que esta ADD não melhorou porra nenhuma, o único objectivo foi roubar os professores, queimar os miolos a uns tantos para meterem a reforma antecipada com perdas de 20-40%, arranjar maneira de mais ninguém entrar para o quadro e qualquer dia tens professores a 500 euros ao mês com turmas de 45 alunos a receberem a recibos verdes.
Têm dúvidas? Eu não.
Outubro 15, 2009 at 10:53 pm
Para os abéculas lerem–Profissão: Professor
Ser professor nunca foi fácil. Durante séculos exigiu-se que o professor fosse um modelo de virtudes, e mais recentemente que desempenhasse as funções de um técnico, capaz de mudar os comportamentos e atitudes de todo o tipo de alunos. Uma profissão impossível, como afirmava Freud ?
Conceito de Profissão
Numa perspectiva sociológica o conceito de Profissão constitui o que podemos designar por um “constructo”, dada a dificuldade em detalhar os seus atributos. Na língua portuguesa, o termo adquiriu um sentido muito amplo de “ocupação” ou “emprego”. Nos países anglo-saxónicos, pelo contrário, o termo é aplicado para as designar profissões liberais como “médico”, “advogado” ou “engenheiro”. Os atributos destas profissões, transformaram-se em requisitos para todas as actividades profissionais que tenham como objectivo constituirem-se numa profissão, tendo para o efeito que possuir:
- Um saber especializado, aliado a práticas específicas que o profissional necessita de dominar, adquiridas através de uma formação profissional estruturada;
- Uma orientação de serviço. O profissional afirma-se perante outros que exerce a sua actividade por motivos altruísticos, não se pautando por interesses particulares.
- Um código deontológico que determina e regula o conjunto de deveres, obrigações, práticas e responsabilidades que surgem no exercício da profissão.
- Uma associação profissional, cujo objectivo seria, entre outros, o de manter e velar pela ocupação dos padrões estabelecidos entre os seus membros.
Muitos autores tem reagido contra esta tipificação, tomada de empréstimo às profissões liberais, por a mesma ser demasiado estática, esquecendo-se as transformações que nas mesmas ocorreram, nomeadamente a sua integração em organizações burocráticas, nas quais os profissionais perderam grande parte da sua autonomia.
Especificidades
Como todas as profissões, a de professor possuí algumas especifícidades.
r É ponto assente que a mesma requer dois tipos de qualificações:
- As “académicas” (os saberes e saberes-fazer que serão objecto de uma transmissão ou transferência);
- As “pedagógicas” (as metodologias e técnicas que utiliza para o exercício da sua actividade profissional).
Apenas as últimas qualificações são teoricamente exclusívas do professor. A forma como as adquiriu e a importância que lhes concede varia consoante o nível de ensino:
No ensino primário, como refere Philippe Perrenoud, as qualificações pedagógicas tendem a ser sobrevalorizadas em detrimento das qualificações académicas. No ensino secundário, pelo contrário as qualificações académicas tendem a ser proclamadas como nucleares, já que é nelas que os professores deste nível de ensino baseiam o seu prestígio e afirmação da sua autonomia. No ensino superior, as qualificações pedagógicas são desprezadas. Em resumo, quanto mais nos aproximamos dos níveis elevados do percurso escolar, mais são valorizadas as competências académicas em detrimento das competências pedagógicas.
r A Educação para Freud faz parte do grupo das profissões impossíveis. O fim último da educação é ensinar a criança a dominar os seus impulsos, e por isso, o professor tem que inibir, proibir e reprimir. Porém, esta repressão traz consigo o perigo da doença neurótica. O professor vê-se assim perante um dilema insóluvel: escolher entre a repressão e a permissão, sabendo que em ambos os casos, afectará negativamente a criança. A única alternativa que lhe resta é tentar ajudar o aluno a sublimar o maior número possível dos seus desejos e a satisfazer apenas alguns, mas não todos. Mas a prática docente esbarra com outras graves limitações ao seu exercício. O professor está permanentemente a ser confrontado com a questão dos limites da sua influência sobre os alunos. A reacção destes está longe de ser controlada em todos os seus aspectos, sendo todavia esta em grande parte determinante para o seu êxito profissional. Neste aspecto uma formação profissional adequada não é só por si garantia sucesso profissional. O fracasso, como diz Philippe Perrenoud é constitutivo da profissão docente, mas o fracasso dos alunos é também o dos professores e do sistema educativo. Numa profissão técnica, a competência não exclui, nem o erro, nem o sucesso, mas um e outro são excepcionais. Nas profissões que trabalham com pessoas é preciso aceitar, como uma “inevitabilidade”, os semifracassos ou mesmo os fracassos graves.
Funções
Até meados dos anos sessenta, como escreveu Giles Ferry, a actividade do professor tinha como referência o modelo do “Bom Professor”. Este exercia uma função social transcendente, era um verdadeiro modelo moral e político, não apenas porque era tomado como um cidadão exemplar, mas também porque era visto como um sacerdote ao serviço do saber. A sua vida confundia-se com a sua missão. Ser professor era a manifestação de uma vocação ou missão transcendente, não o exercício de uma profissão.
Esta imagem foi destruída, não apenas pela massificação do ensino, mas também pelos estudos sociológicos que surgiram no final da década, primeiro em França, e na década seguinte na Inglaterra e nos EUA. Estes revelaram que os professores estavam profundamente envolvidos em estratégias de poder, em geral, ao serviço das classes dominantes. Havia uma contradição insanável entre as suas práticas e os discursos que eram construídos sobre os professores. Ao serviço do poder dominante funcionavam como “ideólogos profissionais” (Althusser), “agentes de reprodução cultural” (Bourdieu & Passeron), ou “agentes de controlo simbólico” (Bernstein). A sua acção extendia-se contudo para além da esfera ideológica, exercia-se também no terreno da selecção social, onde escudando-se em critérios “neutrais”, faziam uma sistemática eliminação dos alunos oriundos das classes populares, sobretudo à medida que os mesmos frequentavam os níveis de ensino que se afastavam da escolaridade obrigatória. O professorado sentiu-se, então mais do que nunca descontente, percebeu que havia perdido o seu estatuto social de excepção, que o havia colocado acima dos conflitos mundanos. Explorando as contradições sociais que percorrem as escolas, Stanley Aronowitz e Henry Giroux, vieram a público sustentar a vocação intelectual dos professores, mostrando que nem todos eram conservadores, muitos pelo contrário, estavam empenhados na transformação da sociedade.
O certo é que a imagem do professor em princípios dos anos oitenta, era tudo menos altruísta, ou descomprometida com estratégias de poder. Pelo contrário, os professores respiravam envolvimento político por todos os poros, isso mesmo o revelou António Teodoro. As Ciências da Educação não tardaram em descobrir as lutas internas que percorriam as escolas, onde os ganhos de uns significam perda para outros. As relações de poder são sempre a-simétricas.
É neste contexto turbulento que emerge um novo discurso sobre os professores, onde estes são encarados acima de tudo como profissionais empenhados na defesa do profissionalismo da sua classe. O profissionalismo passa a ser a nova varinha de condão com a qual se irá resolver a questão do insucesso escolar, mas para isso, haverá que dar aos professores novos direitos e oportunidades para decidirem sobre o que melhor convém aos seus alunos.
Profissionalismo
O discurso do profissionalismo está hoje largarmento difundido, sendo cada vez mais evidente que é sobre ele que se irá construir o novo ideal para a profissão docente. Mais profissionalismo significa no novo discurso, maior sucesso das escolas, o que se traduzirá em maior desenvolvimento social e económico. O profissionalismo, esconde para muitos analístas, a nova estratégia de mobilidade social ascendente dos professores, com a qual pretendem alcançar um melhor status e mais poder. A consequência deste movimento tem sido o seu progressivo afastamento das lutas sindicais, a deslocação dos seus conflitos laborais para o domínio do exercício profissional, assim como a crescente exigência duma autonomia completa face ao Estado e aos seus mecanismo de controlo, em nome duma melhor eficiência do sistema. Philippe Perrenoud, mostrou todavia que não havia qualquer contradição de interesses a respeito do profissionalismo entre o Estado e os professores. É de mútuo interesse que este se desenvolva. A crescente complexidadade e diversidade das actuais sociedades, exige da parte dos professores uma mais ampla preparação profissional e maior autonomia para enfrentarem gravissimos problemas tais como:.
- A concentração de populações de alto risco nas zonas mais desfavorecidas, os quais se tornam em zonas de educação prioritárias;
- A diversificação cultural e étnica do público escolar, que põe em questão as didácticas e os métodos tradicionais de ensino;
- A heterogeneidade dos saberes escolares, com uma enorme diversidade de exigências nos diferentes cursos;
- A indefinição na divisão do trabalho educativo, nomeadamente entre os professores e as famílias. À medida que se assiste à demissão das famílias da educação, crescem as exigências dos país junto das escolas para que estas os substituam nas suas funções tradicionais;
- A inflação e renovação rápida dos saberes, não apenas desorganiza os conteúdos dos cursos, mas também exige uma formação permanente dos professores;.
- O desenvolvimento de “escolas paralelas” (comunicação social e informática), invadiu a sociedade não apenas com imagens, mas também com informação e formação, concorrendo directamente com os saberes mais sistematizados e menos apelativos difundidos pelas escolas;
- A perspectiva de desemprego, crise de valores, sociedade dual, que favorecem a degradação do trabalho escolar;
- O alargamento da base de recrutamento social dos alunos para cursos mais exigentes, o que impõe metodologias de aprendizagem mais diversificadas, mas também professores mais aptos para lidarem grupos de alunos de proveniências e formações muito heterogéneas.
A diversidade destas situações e a sua premência social, exigem não apenas um sistema de ensino muito descentralizado, mas também uma grande autonomia dos seus agentes.
A abordagem das culturas das escolas por Andy Hargreaves, revelou contudo que a questão da autonomia não é pacífica, dado que esta desencadeia, muitas vezes, efeitos preversos. A maior autonomia das escolas, não significa necessariamente maior autonomia do professores. A autonomia é reduzida frequentemente a uma era questão de reforço do poder interno dos orgãos dirigentes das escolas. Esta posição tem tido apenas como consequência imediata a criação de novos mecanismos de controlo dos professores. O único objectivo destes orgãos, devido a uma lógica de afirmação interna e externa, tem consistido na ocupação e rentabilização de todo o tempo disponível dos professores, impondo-lhes unilateralmente mecanismos artificiais de colaboração e cooperação. O resultado final tem sido uma drástica redução do tempo que o professores dispõem para estarem com os seus alunos ou desenvolverem actividades inovadoras. Desta forma, algo preversa, o aumento da autonomia das escolas acaba por produzir um maior isolamento dos professores e por gerar o aparecimento de exigências impossíveis de poderem ser cumpridas (reforçando os seus sentimentos de culpa), piorando deste modo a desmotivação dos professores e as disfunções das escolas. É bom recordar, como escreveu Rui Canário, que a acção dos professores só em parte é determinada por factores individuais e macro-sociais. Na verdade ela é fundamentalmente mediatizada pelas organizações escolares onde estes estão inseridos. Estas desempenham o papel de filtros que deixam passar certas iniciativas e certas acções, mas não outras, segundo critérios que radicam nas suas lógicas de poder internas.
Conclusão
Utilizando os conceitos de Edgar Morin, podemos classificar a profissão de professor como uma profissão complexa, onde a incerteza, a ambiguidade das funções são o seu melhor traço definidor.
Para fazer face a esta dura realidade, o professor conta acima de tudo consigo próprio, ele é, não apenas observador, como o actor insubstituível da relação pedagógica. Contra a incerteza e as suas próprias carências, o conhecimento das “boas práticas” é neste aspecto importante como referência teórica, mas é preciso dizê-lo que estas raramente são transferíveis para outros contextos e outros actores.
É neste panorama complexo que hoje emerge o modelo dos “professores como práticos reflexivos”, os quais envolvidos num processo de construção e desconstrução de saberes vão elaborando a sua própria concepção de profissão e das boas práticas. O assunto merece um outro desenvolvimento. Voltaremos em breve ao tema.
Carlos Fontes
Outubro 15, 2009 at 10:53 pm
Já agora, gostava de saber se alguém sabe onde posso encontrar o nome das escolas do também famoso grupo dos 13 que deu a cara a favor desta ADD.
Outubro 15, 2009 at 10:54 pm
Fernanda 1 # 77
Outubro 15, 2009 at 10:55 pm
#94
Escarafuncha na estrebaria!
Outubro 15, 2009 at 10:55 pm
Mat, se quer ser honesto, responda-me apenas a esta pergunta:
Em que é que esta ADD pode ter beneficiado os alunos?
Acha que naquelas 2 aulas assistidas os professores se tornaram milagrosamente melhores?
Acha que os portfolios elaborados tornaram a prática docente muito mais positiva?
A sério, explique-me: qual foi o factor, nesta avaliação, que teve um resultado imediato positivo na prática docente?
Outubro 15, 2009 at 10:56 pm
Não é necessário convocar o austríaco para, em terreno epistemológico, mostrar o carácter falacioso do monstro; basta ter estado atento, recuar 4 anos e fazer a genealogia da coisa: o propósito imediato da ADD (e da divisão da carreira docente que a suporta) foi meramente de contenção de custos (lembram-se do déficit?), nunca o de “exibir distinguir e premiar a excelência docente”, como apregoou a propaganda da 5 de Outubro, ou de melhorar os resultados da aprendizagem.
Outubro 15, 2009 at 10:57 pm
Chamo particular atenção para o parágrafo anterior à conclusão e para a mesma…
Outubro 15, 2009 at 11:00 pm
#97
esta ADD nem sequer melhorou o desempenho do(c)ente do MAT! (
)
Outubro 15, 2009 at 11:00 pm
#92 EH EH EH Claro!!
Tudo isto foi para sustentar demagógicamente o funil de acesso aos índices superiores, e para correr com quem já lá se encontrava.
Alias seria curioso verificar como as reformas educativas, sempre suportadas por teorias pedagógicamente rotas, conduziram invariavelmente à diminuição dos efectivos docentes.
Outubro 15, 2009 at 11:02 pm
Para quem não teve pachorra para ler tudo colo aqui as partes que referi…
A abordagem das culturas das escolas por Andy Hargreaves, revelou contudo que a questão da autonomia não é pacífica, dado que esta desencadeia, muitas vezes, efeitos preversos. A maior autonomia das escolas, não significa necessariamente maior autonomia do professores. A autonomia é reduzida frequentemente a uma era questão de reforço do poder interno dos orgãos dirigentes das escolas. Esta posição tem tido apenas como consequência imediata a criação de novos mecanismos de controlo dos professores. O único objectivo destes orgãos, devido a uma lógica de afirmação interna e externa, tem consistido na ocupação e rentabilização de todo o tempo disponível dos professores, impondo-lhes unilateralmente mecanismos artificiais de colaboração e cooperação. O resultado final tem sido uma drástica redução do tempo que o professores dispõem para estarem com os seus alunos ou desenvolverem actividades inovadoras. Desta forma, algo preversa, o aumento da autonomia das escolas acaba por produzir um maior isolamento dos professores e por gerar o aparecimento de exigências impossíveis de poderem ser cumpridas (reforçando os seus sentimentos de culpa), piorando deste modo a desmotivação dos professores e as disfunções das escolas. É bom recordar, como escreveu Rui Canário, que a acção dos professores só em parte é determinada por factores individuais e macro-sociais. Na verdade ela é fundamentalmente mediatizada pelas organizações escolares onde estes estão inseridos. Estas desempenham o papel de filtros que deixam passar certas iniciativas e certas acções, mas não outras, segundo critérios que radicam nas suas lógicas de poder internas.
Conclusão
Utilizando os conceitos de Edgar Morin, podemos classificar a profissão de professor como uma profissão complexa, onde a incerteza, a ambiguidade das funções são o seu melhor traço definidor.
Para fazer face a esta dura realidade, o professor conta acima de tudo consigo próprio, ele é, não apenas observador, como o actor insubstituível da relação pedagógica. Contra a incerteza e as suas próprias carências, o conhecimento das “boas práticas” é neste aspecto importante como referência teórica, mas é preciso dizê-lo que estas raramente são transferíveis para outros contextos e outros actores.
É neste panorama complexo que hoje emerge o modelo dos “professores como práticos reflexivos”, os quais envolvidos num processo de construção e desconstrução de saberes vão elaborando a sua própria concepção de profissão e das boas práticas. O assunto merece um outro desenvolvimento. Voltaremos em breve ao tema.
Carlos Fontes
Outubro 15, 2009 at 11:03 pm
#92
nem mais.
Outubro 15, 2009 at 11:04 pm
Agora fui mesmo… Noites longas sem Mats a pairar nos sonhos…
Outubro 15, 2009 at 11:04 pm
E a leitura dos astros também faz bem.
A previsível queda do governo Sócrates em Outubro de 2011, com o Nodo Norte da Lua em 15º de Sagitário
Qual é a data mais previsível para a queda do governo socialista português chefiado por José Sócrates, que deverá tomar posse em finais de Outubro de 2009?
É o período 11-26 de Outubro de 2011, em que o Nodo Norte da Lua estará em 15º do Sagitário.
Que factos no passado fundamentam esta previsão? Vários, sobretudo a presença de um planeta em 15º de Sagitário:
A) Em 8 de Dezembro de 1977, com Neptuno em 15º de Sagitário, o governo PS de Mário Soares é derrubado pelas oposições no parlamento, maioritárias no seu conjunto.
B) Em 16 de Dezembro de 2001, com Plutão em 15º de Sagitário, António Guterres anuncia a sua demissão do cargo de 1º ministro de Portugal o que faz cair o governo PS.
A Astrologia Histórica que o autor deste blog investiga e produz é fiável? Sem dúvida. Já em 28 de Junho de 2009 escrevemos, neste blog,o seguinte:
«4) Em 27 de Junho, Cavaco Silva (evoca: Vaca) o presidente da República Portuguesa ,marca eleições legislativas para 27 de Setembro próximo, dia em que Marte estará em 19º-20º de Caranguejo. Previsivelmente, com base em estudos sobre eleições anteriores, isto significa uma vitória do PS de Sócrates sem maioria absoluta parlamentar.
O PS de Sócrates, caracterizado pela ignorância sobre astrologia histórica – Santos Silva (SS) e Sócrates Sousa (SS) não atingem a excelência do pensamento de Aristóteles que acreditava no determinismo planetário sobre a vida social … – não pediu legislativas para 11 de Outubro, data que presumivelmente lhe daria nova maioria absoluta. Graças a Deus!
Acertamos na previsão porque descobrimos leis planetárias objectivas que utilizamos racionalmente.
http://astrologia.weblog.com.pt/arquivo/2009/10/a_previsivel_qu.html
Outubro 15, 2009 at 11:05 pm
#97
Tenho as mesmas perguntas.
Mas o problema não é só a ADD propriamente dita.
O grave da questão foram 4 anos de legislação de contra informação mirabolantes e de hipocrisia.
MLR, lembro-me, afirmou que não faria nenhuma revolução no seu mandato à frente do ME.
Mas tentou fazê-la. Assim, ZÁSCATRAPÁS!
VIva a Revolução na Educação!
Outubro 15, 2009 at 11:08 pm
#105
Espera lá um bocadinho Arlindovsky, vou buscar uma Cabeça de Burro.
Comigo este néctar liga muito bem com a astrologia!
Outubro 15, 2009 at 11:08 pm
#97
Assim de repente, e só sobre a melhoria das aprendizagens, destaco o seguinte (agora é que me matam mesmo! heheh):
1. A assiduidade do professores melhorou estrondosamente o que fez com que os alunos tivessem mais aulas e ,assim, cumprissem os planificações anuais.
2. A preocupação dos professores com o sucesso dos alunos aumentou, preocuparam-se em arranjar estratégias para o superar, e deixou-se de ouvir professores a gabarem-se por chumbarem todos os alunos.
3. Estimulou-se o desenvolvimento de actividades diversificadas e enriquecedoras para os alunos.
4. Prestou-se mais apoio aos alunos com dificuldades.
5. Os professores que pensavam que depois de entrar na carreira era um descanso, onde a segurança de um emprego para a vida e a certeza de uma promoção automática eram as únicas coisas que os prendiam à profissão, deixaram de cair no comodismo, na rotina e no facilitismo que a carreira oferecia, melhorando o seu empenho na leccionação de aulas.
Outubro 15, 2009 at 11:10 pm
#108,
Consegue demonstrar alguma destas coisas com factos ou é apenas algo que passou a fazer ou viu passar a fazer com colegas próximos?
Outubro 15, 2009 at 11:12 pm
#108
Pum!
Estás morto!…
Outubro 15, 2009 at 11:12 pm
…deixou-se de ouvir professores a gabarem-se por chumbarem todos os alunos.
Já entendi o que MAT entende por professores. No meu conceito, o chumbo de um único dos seus alunos era sempre acompanhado de sofrimento. Obviamente, vou morrer burro mesmo.
Outubro 15, 2009 at 11:13 pm
ok. O último comentário era um provocação.
Mas vamos discutir a “adesivagem”?
Retomo os pontos de há pouco:
1. Nunca disse ao Paulo para pedir desculpas pela sua tese de “adesivagem”. Não encontra isso em lado nenhum. Apenas faço o contraditório.
2. O que pretendo refutar é a ideia que baseado em 2 ou 3 casos convenientes se pode construir uma Tese (tal como Paulo fez
num dos seus primeiros post’s sobre o assunto). Para demonstrar qualquer correlação desse tipo temos de ser um pouco mais rigorosos…
3. Não rejeito nenhuma tese e até estou convencido de que a ADD melhora, quando for aplicada efectivamente, a qualidade do ensino e, especialmente, das aprendizagens. Não o demonstro é com estudos casuísticos e demagógicos.
4. As variáveis que estão subjacentes a um ranking são tantas que seria completamente “desonesto” apenas o ler na perpsectiva da ADD. Assim, como se explicaria as diferenças de posições de escolas nos ranking’s, de um ano para o outro, antes de haver esta história da ADD?
5. Obviamente que para “medir” se a ADD tem ou não correlação com a melhoria do ensino, e estou convencido que tem, tem de se olhar para ouro tipo de indicadores – por exemplo, médias de exames nacionais, taxas de insucesso, os testes PISA, e.t.c.
Outubro 15, 2009 at 11:14 pm
Um texto excelente de um membro de uma direcção de um agrupamento.
http://pedro-na-escola.blogs.sapo.pt/57215.html
Como trepar 700 lugares no ranking nacional
Hoje, recebemos um telefonema de uma jornalista do jornal Público, que desejava saber quais foram os factores que nos fizeram subir mais de 700 lugares no ranking nacional, segundo as estatísticas daquele órgão de comunicação social. Nós ainda não sabíamos do nosso lugar no ranking, mas a senhora jornalista fez o favor de informar. Um salto fabuloso!
A simpatia da senhora jornalista foi tanta que até sugeriu respostas: mudança de práticas?, mudança de professores?… Com o devido respeito, tenho a dizer que é preciso muita patetice junta e concentrada para sequer se ousar pensar que se trepam 700 lugares num ranking às custas de mudança de práticas ou de professores. É preciso viver mesmo noutro planeta para se adiantar hipóteses destas. Francamente!
Ainda assim, foi necessário dar resposta à senhora jornalista, não sei bem para quê, pelo que se gerou ali logo uma saudável discussão sobre os tais factores que fizeram a diferença. Eu tentei forçar a barra, insistindo que o único factor em causa era a mudança dos pais dos alunos. Alunos diferentes, porque pais diferentes, e o resto são estórias da Carochinha, disse eu. Não colou. Assim sendo, elencámos três factores para justificar o salto:
1. Em 2008, não tínhamos uma turma de CEF no 9º ano, pelo que a exame foram alunos interessados, alunos assim-assim e alunos que se estavam a borrifar completamente para a escola (estes com a conivência dos pais, obviamente). Em 2009, mais de um terço dos alunos do 9º ano estavam num CEF, pelo que, automaticamente, acabaram os níveis 1, e os níveis 2 ficaram em minoria.
2. Os alunos que foram a exame, em 2008, tiveram um 3º ciclo para esquecer, sempre com malucos na turma, a provocarem diariamente perturbações e interrupções das aulas para tratar da indisciplina. Os alunos que saíram do 2º ciclo com quatros e cincos, terminaram o 3º ciclo incapazes de passar acima da fasquia do 3. Tiveram azar, coitados, aqueles que sonhavam voar mais alto, porque, às custas de três ou quatro “órfãos de pais vivos”, ficaram com as “pernas cortadas” para o futuro.
3. Calhou, em 2009, grande parte dos alunos vir desde o 7º ano sem malucos nas turmas e, além disso, grande parte dos alunos ter pais com expectativas, que nunca se demitiram do seu papel de pais, nem das suas exigências para com os deveres e obrigações dos filhos (entenda-se: estudar, ter bons resultados e ter bom comportamento). Calhou, simplesmente. Tiveram sorte, estes alunos. Têm pernas para andar, uns querem seguir para medicina, outros para engenharias, e por aí fora.
As práticas lectivas, os apoios dados pela escola, a qualidade dos professores e mais uma mão-cheia de balelas que enchem páginas de jornais, revistas e blogues, são de uma irrelevância brutal neste assunto. Lamento como tanto se insiste em factores que, na minha humilde opinião, não passam de poeira, de tão insignificantes que são.
E falo com conhecimento de causa. Fui professor destes alunos que subiram 700 lugares no ranking, durante todo o 3º ciclo, e preparei-os para o exame nacional. Tal como todos os meus colegas de Matemática que também prepararam os seus alunos para o exame nacional. Ao contrário do que muitos patetas pensam, não se faz pão sem farinha! E a minha escola teve muita sorte, porque, em 2009, teve um saco cheio de farinha, quando habitualmente o saco traz bem mais areia do que farinha…
Outubro 15, 2009 at 11:15 pm
. A assiduidade do professores melhorou estrondosamente o que fez com que os alunos tivessem mais aulas e ,assim, cumprissem os planificações anuais.
2. A preocupação dos professores com o sucesso dos alunos aumentou, preocuparam-se em arranjar estratégias para o superar, e deixou-se de ouvir professores a gabarem-se por chumbarem todos os alunos.
3. Estimulou-se o desenvolvimento de actividades diversificadas e enriquecedoras para os alunos.
4. Prestou-se mais apoio aos alunos com dificuldades.
A isso só respondo assim …
Outubro 15, 2009 at 11:16 pm
Utilize os seguintes nomes para legendar os burros do filme:
MAT, kafkazul e Maria Campos
Burro da esquerda – _____________________
Burro do centro – _____________________
Burro da esquerda – _____________________
Outubro 15, 2009 at 11:19 pm
6. Com este tipo de exercício, arranjar duas ou três escolas onde aconteça algo semelhante, é possível provar tudo e o seu contrário. Por isso digo que teses baseadas em dois ou três casos não têm validade nenhuma.
7. Como se pode medir a “adesivagem”?
Outubro 15, 2009 at 11:20 pm
Paulo Guinote disse:
“Consegue demonstrar alguma destas coisas com factos ou é apenas algo que passou a fazer ou viu passar a fazer com colegas próximos?”
Tente ver as opiniões do MAT como meras “hipóteses de trabalho”. Os factos que confirmem a tese ou que a infirmem não são particularmente relevantes. Aliás até podem coexistir que a “hipótese de trabalho” mantém a sua validade. Dizem que é uma espécie de epistemologia pós-moderna…
Outubro 15, 2009 at 11:21 pm
# 113
o seu ponto 1 é estrondoso:
Desde quando é que os alunos CEF fazem exame?
Outubro 15, 2009 at 11:21 pm
#108
Não deve ser professor…
Aceito que em todas as profissões há bons e maus profissionais…
Não aceito que possa apelidar a classe de absentista e de perversa (O sucesso dos seus alunos é a maior alegria de um professor).
Estimulou-se o quê? Onde? Como?
O que vieram as medidas deste modelo promover em benefício dos alunos com mais dificuldades? Tem-se visto nos recursos humanos dos apoios educativos!!! A 5 nem comento, deve ter um espelho à frente!
Outubro 15, 2009 at 11:22 pm
a adesivagem mede-se a olho nu.
Outubro 15, 2009 at 11:24 pm
Mat foi apanhado..os alunos CEf podem-se propor a exame se quiserem..
Outubro 15, 2009 at 11:28 pm
#121
Oh Bulimunda deve estar a gozar comigo. Só pode!
Outubro 15, 2009 at 11:28 pm
#118,
Os meus alunos de PCA vão a provas de aferição iguais às dos alunos sem adaptações curriculares.
E esta, hein!!!
Num ano 90% de sucesso, em outro 100%. O ano passado não tive 6ºs anos de LP.
Este ano não me parece, mas vou tentar chegar perto.
Provavelmente no seu caso só turminhas regulares, certo?
Pelos vistos desconhece aspectos básicos da vida dos professorzecos.
Outubro 15, 2009 at 11:31 pm
MAT
Você é um cromo!
Outubro 15, 2009 at 11:31 pm
#108
1a) As planificações não são para se cumprir. São para serem geridas numa perspectiva de ciclo.( pedagogia dixit)
1b)A assiduidade tem a ver com as aulas de substituição?
2- Os professores preocupam-se com o sucesso dos alunos. O que é referido sobre o chumbo dos alunos, poderá ter acontecido. Há umas décadas largas.E com muita propaganda e demagogia à mistura.
3- Sempre foi feito.A diferença é que eram realizadas com muito mais entusiasmo e dedicação.
4- Sempre se prestou. Agora há mais, obviamente. Mas não são horas de componente lectiva, está a ver?
5. Que professores? Quantos?
O português comum considera o defendido nas 5 frases verdadeiro.
Eu não.
E acho que o MAT também não.
Outubro 15, 2009 at 11:33 pm
O azar do Mat é que eu estou com insónias…mas vou ver o Myzentv a ver pega…
Alunos do CEF sentem-se enganados por Ministério
Quando se inscreveram, há dois anos, nos cursos de Educação e Formação (CEF), os cerca de 50 mil alunos afirmam que receberam a garantia de que teriam as mesmas condições que os estudantes dos cursos regulares para fazerem o exame nacional de acesso à universidade. O problema é que os alunos do CEF descobriram que as matérias que dão, nada têm nada a ver com o exame nacional.
O número de alunos dos CEF que vão seguir para a universidade é ainda indefinido porque vão ser submetidos a exames nacionais com matérias que nunca deram e contrariando o que lhes foi dito inicialmente.
As queixas seguem para os Conselhos Executivos, que garantem que nunca deram essa informação.
«Vamos para os exames com matérias que nunca demos e vamos ter que estudar sozinhos», refere uma aluna do CEF.
Também os professores consideram que a escolha dos contéudos programáticos não foram os mais acertados.
«Há uma falta de adequação dos contéudos programáticos para alunos que queiram candidatar-se à universidade. Especificamente em relação à disciplina de Matemática não há compatibilidade entre o ensino do CEF e o que lhes vai ser exigido no exame»
A professora sublinha ainda que dificilmente os alunos que se submeterem ao exame de acesso à universidade vão conseguir ter êxito.
No entanto, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, desvaloriza esta preocupação referindo que «o professor não está lá para ser explicador dos alunos para os exames».
Valter Lemos recusa ainda responsabilidades e garante que as escolas sabiam que estes cursos tinham regras diferentes e deviam ter avisado os alunos.
«Um aluno que vai fazer por exemplo um CEF em hotelaria, que existe para formar um técnico de hotelaria, o que deve ser ensinado nesse curso é o que é preciso ser aprendido para ser um técnico de hotelaria», exemplificou.
«No final desse curso, o aluno quer candidatar-se ao ensino superior. Vê quais os requisitos que a universidade pede, tal e qual como outro aluno», concluiu.
Deste modo, as alternativas para estes alunos são arriscar fazer um exame com matérias que nunca leccionaram ou regressar ao 11º ano.
Outubro 15, 2009 at 11:36 pm
Paulo,
garanto-lhe que há poucos professores na escola a apanhar o que eu apanho (em termos de turmas, claro).
mas isso também não interessa. O que lhe digo, é que já dei CEF’s e nehum aluno vai a exame de 9º ano.
Mas quanto aos meus pontinhos do #112 e #118 não tem nada a dizer?
E já agora, tem o link para o nome das escolas do grupo dos 13?
Outubro 15, 2009 at 11:39 pm
# 126
já vi que abandonou a ideia de que os alunos CEF fazem exame (que seja ponderado nos ranking’s). Fez bem.
Outubro 15, 2009 at 11:41 pm
Outubro 15, 2009 at 11:42 pm
#128
Informe-se, não seja burro!
Outubro 15, 2009 at 11:43 pm
Resposta a # 108
Sr MAT:
Fez-se isso que refere, ou colocou-se no porta-folhas para Inglês (digo, antes avaliador, ou deveria dizer pseudoavaliador?) ver?
Quer-me parecer que M
Outubro 15, 2009 at 11:45 pm
# 128
Nem burro nem mal educado.
Outubro 15, 2009 at 11:46 pm
faltam-me as palavras…http://www.youtube.com/watch?v=ZUEeBhhuUos
Outubro 15, 2009 at 11:49 pm
#127,
O que soube foi isto, porque foram muito envergonhados e só deram a palavra à líder:
http://educar.wordpress.com/2008/12/12/esse-numero-da-azar/
O resto fica para outro dia.
Formação até às 10 horas e amanhã começo cedo e saio lá para a tarde.
Vidas de privilégio.
Outubro 15, 2009 at 11:49 pm
continuação
…Quer-me parecer que MAT , além de uma nulidade a matemática (patente na forma acérrima como defende a quantificação da ADD), um zero à esquerda a Língua Portuguesa (pela imensidão de calinadas de sintaxe e semântica cometidas), será igualmente uma nulidade do ponto de vista das ideias…
Em vez de “rei da adesivagem”, chamar-lhe-ia antes “imperador da bobagem”.
Com respeito
Pepe Rápido
Outubro 15, 2009 at 11:49 pm
Tittytainment
«Lisboa foi o distrito onde mais aumentou o número de pessoas e famílias a receber o Rendimento Social de Inserção (RSI) no último ano. O aumento assinalado é de 37%, num Portugal que já contabiliza dois milhões de pessoas com o RSI.
No final de Junho do ano passado, havia 194.204 pessoas e 68.855 agregados familiares a beneficiarem do RSI no distrito de Lisboa. Um ano depois, o número de beneficiários aumentou, em ambos os casos, mais de 37%. Ou seja, em Junho deste ano recebiam o RSI 266.580 pessoas e 94.981 famílias, isto é, mais 72.376 pessoas e 22.387 agregados do que em igual período de 2007.»
in Jornal de Notícias
Esta notícia, por mais chocante que possa ser, não nos deve surpreender mas sim ser utilizada para mostrar a realidade do mundo em que vivemos e do futuro que os Senhores do mundo nos destinaram. Está mais que assumido por essa gente que este mundo vai caminhar para a era dos 4/5, ou seja que só uma em cada cinco pessoas terá emprego no futuro. Não estou a brincar, o nível de desemprego subirá até aos 80%. Isso implica obrigatoriamente que se saiba que fazer com toda essa multidão de desempregados e pobres. A solução mais moderada passa pelo “tittytainment”, expressão inventada pelo velho Zbigniew Brzezinski e que é uma combinação de “tetas” e “entretenimento”. A ideia é que uma correcta mistura de divertimento estupidificante e de alimentação suficiente permitirá manter controlada a população. Se virmos bem, divertimento estupidificante é o que já não falta por aí e este RSI é um bom começo para garantir alimentação suficiente. Outra arma que esperam usar é o voluntariado, com o qual nos esperam dar a ilusão de que existe um sentido nas nossas vidas e garantir que nos integramos na sociedade. Aí, quem anda muito activo é o Sr. Silva que não se cansa de fazer discursos a promovê-lo e a elogiar as suas virtudes.
Para verem a gravidade da situação e de como esta ideia se está a enraizar na nossa sociedade, no seu “Despacho do Director-Geral do Palheiro:” do blog “ O Jumento” sobre esta notícia, escreveu «Substitua-se o rendimento mínimo por remuneração de trabalho comunitário para os que podem trabalhar.» Isto, meus amigos é exactamente o que preconizam esses senhores do mundo, que trabalhemos por uma côdea de pão.
Já agora e como eu disse que esta é a solução moderada, aqui fica a mais drástica, aquela que já foi discutida no famoso Clube de Bilderberg e que passa pela aniquilação desses incomodativos e dispendiosos 80% da humanidade.
PS: Aproveito para recomendar a leitura do Livro, “A Armadilha da Globalização, O assalto à democracia e ao bem-estar social” de Hans-Peter Martin e Harald Schumann, publicado pela “Terramar” em 1996. No horror da sua leitura verão reproduzido o mundo actual e o negro futuro que perspectiva
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/08/tittytainment.html
Outubro 15, 2009 at 11:51 pm
Ok, reparei agora que entendi mal as justificações que estão no #113.
Peço desculpa por isso e retiro o meu comentário #118.
Confesso que agora – e tenho que dar razão a alguns – fui um pouco burrinho.
Outubro 15, 2009 at 11:52 pm
# 135
Via Ensino de Matemática (…) Está TUDO explicado.
Outubro 15, 2009 at 11:56 pm
“pela imensidão de calinadas de sintaxe e semântica cometidas”
Já viu que podia ser pior… Hoje até está com sorte em não ter encontrado nenhum ero ortográfico.
(aposto que já ia apontar a falta daquele “r” ali no erro).
Deixe lá isso e contribua com os seus argumentos. Ou não têm?
Outubro 15, 2009 at 11:56 pm
# 135
Atenção. Um tipo da “via ensino” de Matemática (MAT) não é licenciado em Matemática.
Pelo que soube por estas “vias” é tudo pró DIDÁCTICAS DA MATEMÁTICA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!?
Outubro 15, 2009 at 11:56 pm
Ó Mat,
Andas a retirar muitos comentários.
Assim não vale.
Assim não há debate.
Com tanto retirar, ainda te apanhamos a confessar que esta ADD à la carte foi uma caca.
Outubro 15, 2009 at 11:58 pm
O Mat não é burro.
Aqui ninguém é burro.
A gente é distraída. O que é diferente.
Outubro 16, 2009 at 12:03 am
MAT
No curso da via “ensino” de Matemática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa teve quantos semestres de Estatística?
Outubro 16, 2009 at 12:04 am
#138
Pelo seu comentário, a anahenriques deve ser do tempo ser daqueles professores – e vai-me desculpar, se não for – que tiraram um curso fora do ensino e depois, não arranjando mais nada, teve que ir para o ensino. Diga lá que nao foi?
Cá para mim o meu ponto 5 de há pouco é mesmo apropriado:
” Depois de entrar na carreira era um descanso. A segurança de um emprego para a vida e a certeza de uma promoção automática, eram as únicas coisas que os prendiam à profissão. E, assim, caiu na rotina, no comodismo e no facilitismo que a carreira oferecia.”
Outubro 16, 2009 at 12:05 am
MAT
Responda se quiser. No tal curso que tirou “via Ensino de Matemática” quantas cadeiras (anuais ou semestrais) teve de Estatística?
Outubro 16, 2009 at 12:07 am
# 144
Totalmente errado.
Pertenço ao professorado de raiz.
Outubro 16, 2009 at 12:07 am
#142
Burro é uma forma carinhosa de dizer distraído!
Outubro 16, 2009 at 12:09 am
#144
Distraído!
Se não fossem esses professores não teria havido ensino em Portugal!
Outubro 16, 2009 at 12:09 am
#138
Dado o cansaço, reformulo o #144,
Pelo seu comentário, a anahenriques deve ser daqueles professores – e vai-me desculpar, se não é – que tiraram um curso fora do ensino- e que nunca pensaram em ser professores – e depois, não arranjando mais nada, tiveram que ir para o ensino ganhar uns trocos. Diga lá se nao foi?
Cá para mim é daqueles que mal entrou na carreira foi um descanso… A segurança de um emprego para a vida e a certeza de uma promoção automática, eram as únicas coisas que o prendiam à profissão. E, assim, caiu na rotina, no comodismo e no facilitismo que a carreira oferecia.
Pois, eu não.
Outubro 16, 2009 at 12:10 am
Desculpem meter-me na conversa, mas estão a alimentar o superego do MAT. Nunca conheceram “espécimes” semelhantes? Deve ser outro injustiçado a quem nunca reconheceram o mérito.
Outubro 16, 2009 at 12:11 am
Ó anahenriques,
Estatística a uma hora destas?
Vá lá e retire o comentário.
Outubro 16, 2009 at 12:12 am
#149
Você deve ter tirado um curso rápido numa ESE?
Outubro 16, 2009 at 12:12 am
Boa noite. Por hoje chega. Até porque já estou a entrar por caminhos que nao são os meus.
Numa discussão de ideias, bastam-me os argumentos.
Boa noite
Outubro 16, 2009 at 12:13 am
#150
Tens razão!
Hasta mañana, buenas noches compañeros!
Outubro 16, 2009 at 12:14 am
# 144
Sou do tempo em que um professor de Matemática sabia de Matemática.
Para o Ensino da Matemática nos diferentes níveis de Ensino e ciclos de Ensino, os licenciados em Matemática ou em outras licenciaturas de habilitação própria teriam obrigatoriamente de frequentar as Pedagógicas e obter aproveitamento. Dois anos com estágio obrigatório no nível/ciclo de Ensino.
Neste momento, pelo que constato, designadamente em comentários seus aqui no Umbigo, é um algo de “transgénico”.
«Nem carne, nem peixe»
Outubro 16, 2009 at 12:14 am
#153,
Bem me queria parecer.
Ler Popper faz bem.
Jogar xadrês também.
Cheque-MAT!
Outubro 16, 2009 at 12:15 am
# 153
MAT
(Já) a fugir?
Outubro 16, 2009 at 12:15 am
E eu que tenho perdido algumas destas discussões interessantíssimas. Logo eu… é o que faz a gripe não-A, o trabalhito com mais de 125 alunos, mais a formação e mais outras razões. Mas pelo menos li o post (bem interessante) e alguns dos comentários (também).
Outubro 16, 2009 at 12:26 am
# 149
Ó MAT,
Não estou a perceber nada. Disse-nos que era professor contratado (…)
Cheira-me a invejasita. Por que será?
Outubro 16, 2009 at 12:33 am
#158,
Não, não é o único.
Outubro 16, 2009 at 12:39 am
Ó MAT
Um médico licencia-se em Medicina mas não é médico. Tem que fazer estágio para aceder´a ter carteira profissional, ser médico. Tem de fazer o “internato”.
Um professor licencia-se numa área do saber que quer vir a ensinar mas não é professor. Tem de fazer estágio para aceder a ter carteira profissional, ser professor. Tem de fazer as “pedagógicas”.
Etc.
Alguém consegue imaginar o que seria um curso de engenharia civil via ensino?
Eu não consigo imaginar um curso de MAT-matemática-via-ensino (…)
Outubro 16, 2009 at 12:57 am
# 139 E #135
Cá estou eu de novo para lhe estragar a prosápia e verborreia eduquesa que parece ter…
No que concerne a argumentos, a que alude em #139, devo-lhe dizer que o tema em discussão (entenda-se ADD) é demasiado sério para argumentar disparates como aqueles que v/exa teima em escrever (repito, sem sintaxe nem semântica!) em diversos blogues.
Talvez teime em não perceber que a ADD, se de facto fosse algo de sério, não deveria ter sido copiada de um modelo Chileno, com critérios meramente economicistas, desprovida de qualquer senso e imposta por um pseudo eng, vendedor de PCS pelo estrangeiro e arredores. Deveria, antes, ter um carácter formativo e visar, em última análise, a melhoria de práticas docentes o que, de modo inevitável, poderia (ou não, não há quaisquer provas disso!)melhorar as aprendizagens (note que eu não disse RESULTADOS!) dos alunos.
Quanto à resposta que dá em #135, deixe-me dizer-lhe que, apesar de não ser dirigida a mim, me diz directamente respeito!
Gostaria de lhe explicar (se tiver capacidade para entender) que não sou de via de Ensino! Sou eng de formação (não na Independente!), exerci na minha área e, a dada altura da minha vida,porque por diversos motivos nunca me desliguei do ensino, dei por mim a leccionar e, em simultâneo, a trabalhar como eng. Por vocação, e não por dinheiro, por amor ao que fazia, e não preso a ambições de carreira, pois ganhava mais no Privado, optei pelo ensino e durante muitos anos, em diveros locais do País ajudei a formar centenas de jovens (alguns, provavelmente como v/exa, não terei ajudado a formar, mas a deformar!). A dada altura, como muitos colegas do seu grupo, frequentei dois anos de Profissionalização em Serviço, paradoxalmente designada de “Formação Inicial”( sabe o que é um paradoxo? Se não, relembre os de ZENÃO e a sua implícita relação com o conceito de limite!).
Devo dizer-lhe que, ao contrário de si, só tomei conhecimento das “Pedagogias do Eduquês” ao fazer a dita Prof. em Serviço: percebi, então, que tudo aquilo que nos ensinavam na Formação inicial constituía o modo como não de deve nunca dar uma aula!.
Quanto a Formação Científica (essa sim importantíssima e hoje menosprezada por gente como o sr!), posso-lhe dizer que foram 5 anos no IST. Não lhe digo o Curso, pois creio que lidará mal com excesso de informação, mas digo-lhe apenas que, do ponto de vista da Matemática, estou ( e qualquer aluno que tenha frequenteado o Técnico na altura em que o fiz, também estar certamente!) disposto a colocar os meus conhecimentos, em qualquer área de Matemática, em confronto com os seus, isto sem taxa de basófia prévia, mas com a séria convicção de que V/EXA ficará certamente “pouco bem visto”. Proponho temas: equações diferenciais, primitivas, transformadas de Laplace, Séries de Fourier…Note que não estou a falar do 2+2 e do 3*4, que o sr e restantes adeptos do eduquês acham normal, por exemplo, ensinar num 12º ano, pelo simples motivo que estão mais preocupados com a vossa sobrevivência , do que com o que realmente ensinam.
Atentamente, aguardo resposta (com,ou sem argumentos!)
PEPE RÁPIDO
Outubro 16, 2009 at 9:51 am
O MAT é um penso rápido, daqueles que estão baralhados e confundem estabilidade profissional com privilégios, metralhando tudo o que não se encaixa no seu padrão ideológico de afirmação pessoal.
O seu sonho é sermos todos iguais numa selva de competição, ao serviço da oligarquia.
É um produto genuíno do Socratismo amoral e perverso que domina este regime.
Outubro 16, 2009 at 12:52 pm
Professores portugueses são os mais precários
17-Jun-2009
O primeiro estudo realizado pela OCDE sobre as condições de trabalho dos docentes indica que os professores portugueses são os mais precários: 32,4% não têm contratato permanente, o dobro da média dos 23 países analisados. O estudo revela também que 17,4% dos professores portugueses têm contratos inferiores a um ano. A Fenprof confirma que muitos docentes estão há mais de 15 anos em situação precária.
Portugal é o campeão da precariedade docente, mesmo atrás de países como a Eslováquia, Turquia, Estónia, Brasil, Malásia e Polónia, sendo o único com valores inferiores aos 70% de estabilidade contratual (67,6%), contrastando com a média dos restantes países, que é de 84,5%. A tabela comparativa encontra-se na página 42 do relatório da OCDE.
Confrontado pelo Diário Económico com estes números, o secretário de Estado da Educação Jorge Pedreira afirmou que se o estudo tivesse sido feito depois dos resultados do actual concurso de professores os indicadores seriam diferentes. “Como os concursos de professores são feitos de três em três anos, nos interregnos desses concursos só podemos contratar professores através de contratos a prazo” acrescentou Pedreira.
Uma tese contestada por Manuel Grilo. Em declarações ao Esquerda.net, o dirigente do SPGL sublinha que praticamente só conseguem colocação efectiva nos concursos nacionais os professores que já são efectivos noutras escolas. Como tal, a quase totalidade dos professores precários ou continua nessa situação (“há alguns há mais de 15 anos a saltar de escola em escola”) ou pura e simplesmente “vão para o desemprego”.
Além disso, as vagas de quadro abertas são sempre poucas, o que implica que imediatamente a seguir aos concursos, haja necessidade de recorrer à contratação precária. Manuel Grilo esclarece ainda que a única forma que o governo encontra para diminuir o número de professores precários é “através do aumento do desemprego docente”.
O dirigente sindical adianta também que existem áreas disciplinares onde a totalidade dos professores se encontra numa situação precária, nomeadamente nas áreas artísticas, ou de electricidade e mecânica. A Fenprof defende que ao fim de seis anos de contratos a termo os professores tenham direito ao vínculo permanente.
O estudo da OCDE indica também que Portugal é dos piores países em matéria de equipamentos e recursos humanos para apoio educativo nas escolas (página 43).
http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=view&id=12420&Itemid=1
Outubro 18, 2009 at 1:09 pm
# 118
Na minha escola os alunos dos CEF vão a exame. Este ano tenho uma turma de CEF e os alunos sabem que vão ser propostos para exame.