Roberto Carneiro na revista Outlook do Económico de hoje:
A ministra da Educação fez coisas muito boas
Não coloco em causa a sinceridade do depoimento, muito menos a legitimidade para se expressarem opiniões encomiásticas acerca de Maria de Lurdes Rodrigues, apresentando-a como mentora de reformas pré-definidas por alguém, algures, e que lhe foram servidas à medida.
O que me faz alguma confusão é que muitos destes testemunhos surjam da parte de pessoas que tiveram benefício directo da acção de MLR no Me. Caso de João Freire, a quem foi rapidamente encomendado aquele estudo que levou á revisão do Estatuto da Carreira Docente, ou Roberto Carneiro, coordenador daquel estudo sobre as Novas Oportunidades que até ao momento apenas concluiu pelo aumento da auto-estima dos envolvidos no projecto.
Em toda esta estória das escutas e potenciais espionagens pelo SIS, metendo a Presidência da República e, indirectamente, fazendo qualquer cidadão sentir-se vulnerável a intromissões, o que me surpreende é o amadorismo de tudo, quando se sabe que não é preciso o SIS para fazer nada disto.
Leiam o Homens Que Odeiam Mulheres de Stieg Larsson (The Girl with the Dragon Tattoo na tradução inglesa) e percebam como qualquer bom hacker pode ler o que bem entender no vosso desprotegido computador. O que Lisbeth Salander faz não é propriamente ficção.
Claro que se preferirem o filme, sueco como o livro original, também já está disponível, embora não no nosso circuito de cinemas.
Para uma peça sobre o impacto da luta dos professores nas próximas eleições, em que a deputada socialista Celeste Correia admite que o fim da maioria absoluta do PS passou pelo conflito aberto no sector da Educação e onde alguns analistas – Rui Ramos, em particular – fazem uma inversão de marcha imperfeita acerca dos professores, desdizendo o que antes disseram, sempre com os sindicatos como fantasma muito particular.
Reproduzo aqui as três respostas, visto só surgir uma na edição impressa:
Na sua opinião, e pela percepção que tem do contacto com os professores, o não voto no PS que partidos é que pode vir a beneficiar?
O não voto no PS irá beneficiar todos os partidos da oposição parlamentar pois vão dar-se dois fenómenos cumulativos: por um lado há abstencionistas que irão votar, por vezes voltando a fazê-lo em partidos em que tinham deixado de votar. Por outro, irá verificar-se saída do eleitorado flutuante (e de algum fixo e esta será a novidade) do PS para os partidos que lhe são mais próximos: o PSD à direita e o Bloco à esquerda.
A promessa dos partidos de acabar com o modelo de avaliação na próxima legislatura está a conquistar o voto dos professores?
Nem isso seria necessário, tamanha é a insatisfação dos professores para com esta liderança do PS. Só que ao prometerem algo que é pedido pela esmagadora maioria dos professores, fizeram com que muitos professores, em especial os que antes votavam PS, optassem por votar agora em outros partidos e não que preferissem abster-se.
Acha que Maria de Lurdes Rodrigues lançou medidas positivas que acabaram por ser totalmente “abafadas” com o modelo de avaliação e o Estatuto da Carreira Docente?
Acho que terá sido parcialmente ao contrário. Ou seja, Maria de Lurdes Rodrigues poderia ver reconhecido o mérito de algumas medidas, caso tivesse sabido implementá-las com a colaboração de todos os agentes educativos. Ao tentar impor inicialmente, de um modo ilegal ou mal regulamentado, medidas como as aulas de substituição ou as actividades de enriquecimento curricular, criou um clima de suspeição que depois só se agravou e tornou quase impossível o diálogo com os professores. Medidas acertadas, pelo menos no plano teórico, como algumas colocada em prática no 1º ciclo, acabaram por ser atraiçoadas pelo modo apressado e conflitual como foram implementadas, quase como se fossem críticas ao trabalho anterior dos docentes, que se limitavam a cumprir o quadro legal existente.
Há momentos graves na história de um país – eis um deles. A separação dos poderes exige que a justiça intervenha sem hesitações. E que no dia 27 os eleitores salvem Portugal.
Há momentos na vida de um país que ficam para a história – uns celebram-na, recordando momentos gloriosos e feitos de homens grandes. Outros afundam-na, invocando a vergonha e erros de homens pequenos. O episódio que envolve a Presidência da República e o governo de Portugal afundam uma memória colectiva. Em Agosto, quando surgiu esta história, escreveu-se aqui: Portugal não aguenta outra história que termine sem culpados. E agora? Eis um raciocínio em sete etapas, como os pecados mortais.
(continua)
Cada um terá a sua ideia sobre a melhor forma de salvar Portugal, mas uma coisa é certa: desta vez é indispensável saber-se exactamente o que se passou ao longo de todo este processo.
Já chega de casas pias, fripor, felgeiradas e isaltinices neste país, de derrapagens financeiras que ninguém assume, tráficos de influências que ninguém assume e toda uma panóplia variada de questões demasiado importantes para que continuemos a ser governados desta forma.
Confesso que uma outra parte do problema é olhar e encontrar nos boletins de voto três tipos de partidos: aqueles que têm feito do regime aquilo que ele é (PS, PSD, CDS); aqueles que têm feito ofício de dizer mal do regime por lhes ser adverso (CDU), mas quantas vezes não o fazendo com a transparência necessária (veja-se o caso do BE sempre que à baila surgem questões como escutas em matérias políticas…); aqueles que de tão pequenos nos fazem recear que o nosso voto se perca sem que uma voz se erga.
Eu, ao contrário de quem tem muitas certezas e gosta de assumir posições muito covnictas, por vezes baseadas meramente em preconceitos e paredes-meias com o fanatismo, ainda não sei onde fazer a cruz para ajudar a salvar Portugal.
Isto, partidno do princípio que ainda acredito que exista salvação.
Numa das duas primeiras sondagens conhecidas nesta campanha eleitoral em que se recorreu ao sistema de simulação de voto em urna, os socialistas surgem perto dos 33 por cento, ao mesmo tempo que o PSD se aproxima da fasquia dos 30 por cento. É uma diferença menor do que a revelada por outras sondagens conhecidas esta semana, mas, no caso do trabalho da Intercampus, não é possível fazer comparações, pois trata-se do primeiro que realiza para estas eleições legislativas.
O método do voto em urna, que tem a vantagem de aproximar os potenciais eleitores da situação com que serão confrontados quando forem votar, e de escolherem em segredo o seu partido preferido, não permite fazer mais perguntas. Além do boletim de voto, a única coisa que se pergunta neste método é se o eleitor vai ou não votar, de modo a excluir os que não tencionam ir às urnas – 10,6 por cento da amostra de 1024 pessoas que foram interrogadas entre os dias 12 e 15 de Setembro.
Entre os que “votaram” neste estudo realizado para o PÚBLICO, a TVI e o Rádio Clube Português, o Bloco de Esquerda surge em terceiro lugar com uma intenção de voto que quase duplicaria o seu resultado de 2005: 12 por cento. A seguir vem o PCP, com 9,2 por cento e, por último, o CDS, que “recolheu” sete por cento dos boletins de voto depositados nas urnas simuladas. A margem de erro indicada pela Intercampus é de 3,05 por cento.
“Aníbal Cavaco Silva e o PSD”. Este é o título da tese de mestrado que Rui Paulo Figueiredo concluiu no ISCTE, em 2004. O assessor de José Sócrates, que alegadamente terá vigiado Cavaco Silva durante uma visita à Madeira, fez uma tese sobre o actual Presidente da República, o que podia indiciar que este teria investigado Cavaco Silva.
Porém, consultando este trabalho, percebe-se que apenas utilizou como material de investigação artigos publicados em jornais e biografias públicas de Cavaco Silva. Além disso, a tese nem é de teor opinativo e conta com 400 páginas de pura objectividade.
Ainda assim, seguindo o percurso de Rui Paulo Figueiredo é fácil encontrar factos que o ligam a S.Bento e… a Belém. Além de ser militante socialista, Rui Paulo Figueiredo foi professor assistente de Direito na Universidade Independente, a mesma do primeiro-ministro. O rol de curiosidades também se estende ao seu percurso político, uma vez que pertenceu ao núcleo socialista de… Belém.
No entanto, Rui Paulo Figueiredo também fez parte da secção do Alto de São João. Era lá que estava quando no início de 2007 substitui Manuel Maria Carrilho na vereação da Câmara Municipal de Lisboa, por este ter renunciado ao cargo.
Tentou ter uma vereação dinâmica e chegou a criar um blogue que pretendia ser uma plataforma de comunicação com a cidade: “Lisboa quem te viu e quem te vê” .
A história fértil para teorias da conspiração não se fica por aqui, pois este pertence a uma organização conhecida pela sua influência: a maçonaria. Os especialistas dizem que a Loja Mercúrio, da Grande Loja Regular de Portugal (GLRP), é das mais influentes no universo maçónico nacional.
(…)
2. Enquanto não negar responsabilidades pessoais no comportamento do seu colaborador de 20 anos, o PR é suspeito de acusar sem provas, de lançar a instabilidade no País.
Acresce um outro aspecto: depois de 27 de Setembro, data em que começará a “averiguar”, já estará eleito um outro primeiro-ministro, que pode ser o mesmo, legitimado pelo voto popular apesar das suspeitas presidenciais sobre ele. Esta não é uma questão de pormenor. Vai com certeza introduzir ainda mais instabilidade num quadro partidário que pode não vir a ter uma solução estável para quatro anos.
Pessoalmente, confesso-me surpreendido. Reconheci sempre em Cavaco Silva uma autoridade moral que me parecia um importante resguardo para o Estado português – e agora não sei que pensar. Eu e, com certeza, muitos cidadãos.
3. Não tenhamos qualquer dúvida. Estamos a viver uma crise sem precedentes. O PR desconfia do primeiro-ministro. Este não consegue, apesar das frases politicamente correctas, esconder que a relação pessoal de ambos é péssima – e teria necessariamente de o ser.
Podemos considerar que a situação não tem um culpado e um inocente. Ambos terão responsabilidades pessoais na escalada de embirração que conduziu a esta triste realidade, até porque estamos perante dois políticos experientes. Mas, acredito, essa experiência não chega para, de 15 em 15 dias, quando estão um diante do outro, trabalharem como se nada fosse. Não pode chegar.
É evidente para quem queira olhar directo para os factos concretos deste caso que foi Cavaco Silva quem abriu as hostilidades (como foi Sócrates quem afrontou sem necessidade o PR no caso do Estatuto dos Açores).
A atitude do PR, a cada dia que passa, debilita a qualidade da nossa democracia e já está a pagar o preço dessa incrível realidade na forma crispada como a sociedade se vai acantonando num e no outro campo de uma guerra que não terá vencedores e tem um perdedor certo: Portugal.
A carreira do juiz Rui Teixeira estará a ser prejudicada por ter sido o juiz de instrução do processo Casa Pia. Todos os magistrados judiciais são avaliados de 4 em 4 anos. Mas a última avaliação de Rui Teixeira foi feita em 2001. Desde então o magistrado voltou a ser inspeccionado com classificação de muito bom mas três conselheiros do Conselho Superior da Magistratura, nomeados pelo Partido Socialista, não concordam com a nota que lhe foi atribuída.
O dia está muito bonito. Esperemos que a iniciativa tenha a criatividade esperada e desejada numa acção deste tipo, mais simbólica do que de massas. E o merecido sucesso em termos de divulgação e impacto, sobreponde-se às historietas de bisbilhotice institucional.
Por razões que já expus ao Ricardo e ao Ilídio, dificilmente poderei comparecer, mas fico à espera de todos os materiais para a divulgação do que se vai passar esta tarde em Lisboa.
Entretanto aqui ficam ligações para o noticiário sobre esta acção de protesto:
Madrid, 15 sep (EFE).- El anuncio de una ley para conceder más autoridad a los profesores ha centrado hoy el discurso de la presidenta de la Comunidad de Madrid, Esperanza Aguirre, en el Debate sobre el estado de la Región, junto a su oferta de “diálogo” a la oposición y los agentes sociales para superar la crisis.
En una intervención con escasos anuncios, el compromiso de Aguirre de presentar próximamente en el Parlamento madrileño una Ley de Autoridad del Profesor ha suscitado el principal interés, máxime cuando se encuentra reciente el debate sobre los valores educativos a raíz de la conducta violenta de un grupo de jóvenes en las fiestas de Pozuelo.
La presidenta ha explicado que la Ley de Autoridad del Profesor concederá a “todos los funcionarios docentes de Primaria y Secundaria la condición de autoridad pública” y que las faltas que se realicen contra ellos tendrán una “consideración más grave” que en la actualidad.
Ha señalado que situará en los equipos directivos de los centros la “responsabilidad del mantenimiento del orden”, lo que compensará con una subida de retribuciones a los jefes de estudio y secretarios.
También pretende que las “familias se impliquen más en el cumplimiento de las normas” establecidas en el Decreto de Convivencia de 2007, entre ellas la prohibición del uso del teléfono móvil en las clases.
Para ello, ha dicho que pedirá a los directores que envíen a los padres durante este mes de septiembre esas normas por escrito, para que las devuelvan firmadas en señal de aceptación.
Só há pouco li o mail da polémica ou, nas palavras do seu autor, da bomba atómica.
São várias as considerações menores que tudo isto me suscita – desde logo a necessidade de melhorar a expressão escrita dos jornalistas, mesmo que em meros mails privados.
Mas há questões bem mais graves ou estranhas.
Claro que a primeira delas é o grau de desconfiança pessoal e institucional entre os detentores dos órgãos de soberania deste país. Já não é novidade, pois a tradição vem dos tempos Eanes/Soares há mais de 30 anos. Só que agora parece terem-se atingido níveis inesperados em gente que se apresenta sisuda e rigorosa. Se no caso do engenheiro não se estranha a tentação pelo truque político, no caso do presidente é preocupante, muito preocupante.
A segunda delas é o facto de matéria tão grave, ou aparentemente tão grave, ter estado mais de um ano no segredo dos deuses e ter aparecido em dado momento, sem que se perceba – ou será melhor nem perceber – porque foi nessa altura e não em outra.
Outra é a forma como vários órgãos de comunicação social têm acesso a informações trocadas entre jornalistas da concorrência e a divulgam, incluindo as fontes dos seus colegas, nomeando-as de forma explícita. E como a informação surge, subitamente, disseminada em várias publicações.
Por fim, e com base nas declarações de alguns intervenientes em todo este processo, a forma estranha como é encarada a acção dos serviços secretos em todo este processo. No fundo, tudo parece uma mistura inábil de bisbilhotice à moda antiga e espionagem de pacotilha, com alguém que é colocado numa mesa para ouvir conversas durante uma refeição, não se percebe exactamente para quê. Mas então se sabiam que o tipo era um penetra a mando de alguém, era difícil manterem a boca fechada?
Isto tudo é ridículo, demasiado ridículo, revelando mais a pequenez da maior parte dos protagonistas e actores secundários desta estória do que qualquer outra coisa.
Para o caso de não repararmos, estamos a falar do topo da hierarquia do Estado. Se juntarmos a tudo isto declarações recentes do Procurador-Geral da República e as guerras intestinas no mundo da Justiça, é realmente altura de pensarmos que quando pensamos ter batido no fundo, há sempre todo um novo patamar de rasquice à espreita.
Nada disto acontece por acaso. Já agora, é perturbador o número de pessoas, por vezes apenas por se envolverem em questões de carácter cívico ou de pesquisa de informação, que se julgam sob escuta ou com os seus computadores acompanhados de longe.
Eu não chamaria a isto um caso de asfixia democrática. Acho apenas que atingimos um grau inédito de sujidade política, em que a baixeza de processos começa a atingir graus inauditos.
A única vantagem é que começa a transparecer com clareza para a opinião pública muito do lixo que normalmente fica arrecadado nos gabinetes de comunicação dos partidos e nas redacções dos órgãos de comunicação social, sendo apenas usado em off como elemento dissuasor.
A novidade é que há compadres e comadres desavindas e a omertá começa a ceder.
É uma prática pedagógica defendida por muita gente, da qual discordo, mas que não considero um exemplo de discriminação como se apressa o editorialista do DN a apregoar. Por vezes a ignorância no tratamento destas questões, faz toldar a análise e resvalar a chinela para a demagocia fácil.
A notícia que ontem fez a manchete do DN não deixa de causar algumas interrogações e preocupações. Uma escola primária, a José Ruy do 1.º ciclo na Damaia, promove a divisão dos alunos em três turmas, de acordo com as suas dificuldades de aprendizagem.
Trata-se, evidentemente, de uma forma de discriminação. Ainda por cima, numa fase da aprendizagem e do crescimento em que o enfatizar das diferenças pode deixar marcas irreversíveis em crianças.
Numa época em que as crianças com deficiência estão integradas no ensino normal, que recebe também alunos estrangeiros que mal falam português, a discriminação feita nesta escola pública contraria todas as orientações pedagógicas.
Acrescem ainda os pareceres médicos e as opiniões de especialistas ouvidos pelo DN que consideram que “toda a investigação diz que essa solução é prejudicial” e que “os alunos com rendimentos mais baixos são os perdedores desta iniciativa”.
Parece, pois, uma evidência que este tipo de solução pode ser adoptado em fim de linha, e nunca no início de um percurso escolar. Aliás, a experiência tem demonstrado que quando as turmas são equilibradas os alunos com mais dificuldades tornam-se competitivos para alcançarem os melhores.
O secretário de Estado da Administração Pública reconhece que alguns serviços se precipitaram na forma como colocaram funcionários públicos na mobilidade especial.
Documentos provam que foi o principal assessor de Cavaco Silva, Fernando Lima, quem deu indicações ao editor do jornal Público, Luciano Alvarez sobre as suspeitas de o Presidente estar a ser vigiado pelo Governo.
O problema é que pelo meio parece que há mails parcialmente forjados, só para reforçar a vendetta.
Obviamente no JN, digo eu, a profissão de fé de Maria de Lurdes Rodrigues, mesmo depois de remodelada:
(…) parece-me urgente afirmar que, nestas eleições, como em outras, o que está em causa é a escolha de um programa para o país, entre vários, que se baseiam em diferentes visões do futuro, da democracia, da igualdade de oportunidades, do mercado e da responsabilidade social do Estado. Nunca no passado recente os programas eleitorais e as visões que os sustentam foram tão claramente diferentes. Não há ambiguidades e, portanto, o que está em causa não é, como alguns querem fazer crer, a avaliação da superioridade moral deste ou daquele candidato. O que está em causa é a escolha, entre candidatos com experiência governativa, baseada na avaliação política das suas competências para concretizar. O que está em causa é a escolha entre dois programas políticos, um que propõe continuar o caminho que vem sendo percorrido e um outro que propõe suspender e alterar esse caminho em matérias essenciais como o futuro do Estado social, a política fiscal e o papel do Estado no desenvolvimento económico do país. Das escolhas e das decisões tomadas nas próximas eleições haverá implicações na nossa vida colectiva, existindo riscos sérios de regressão e de perda do que se alcançou se nos deixarmos vencer pelos novos velhos do Restelo que tudo querem suspender. O medo de hipotecar o futuro revela uma incapacidade para concretizar que prejudicará tanto as actuais como as futuras gerações, uma vez que nada construindo no presente, nada deixaremos como herança.