Há grande agitação pelos lados da Confap. Um dos elementos dos seus corpos sociais surge a defender o seu presidente, em nome do voluntariado parental, atacando os elementos que se demitiram há dias. A Miguel Quintão, que tão bem parece defender o livre arbítrio selectivo, eu apenas colocaria a seguinte pergunta: estará MQ em condições de revelar as questões que colocou logo no dia 7 a Albino Almeida, exactamente com base na ida do dito cujo à Convenção Nacional do PS?
Setembro 2009
Setembro 23, 2009
Setembro 23, 2009
Setembro 22, 2009
Muse, Uprising
Setembro 22, 2009
Setembro 22, 2009
Eu cá acho que a parte do choque tecnológico ainda não chegou aos nossos serviços de bisbilhotice, desculpem, espionagem institucional ou informal.
É minha firme convicção que tudo não passa de orelhame à boa e velha moda antiga.
Porque parece que ninguém se lembra que entre 1986 e 2005 o Palácio de Belém foi um feudo socialista e que dificilmente o novo inquilino conhecerá melhor os cantos á casa do que quem já lá está há muito tempo.
Isto não é tomar partido por nenhuma das partes, é apenas recolocar as coisas nas suas devidas proporções.
Não é necessário nenhum sistema de escutas microscópicas e wireless quando as paredes têm ouvidos e usam cotonete.
Setembro 22, 2009
Eu acredito que o RAP a não vai esmifrar muito, mas nunca se sabe.
Setembro 22, 2009
Também Já Aconteceu Com O PSD (1987-1995)
Posted by Paulo Guinote under Estudos, Política[7] Comments
Investigador defende que o PS é um instrumento ao serviço do seu líder
Um estudo conclui que o PS existe sobretudo em função do líder, e que a estrutura partidária está menorizada. Na comparação com o PSD, o investigador sublinha algumas diferenças.
O investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Marco Lisi, acaba de lançar em livro o estudo no qual analisa o papel dos líderes no Partido Socialista (PS). Na obra A Arte de ser Indispensável – Líder e organização no Partido Socialista português, o autor analisa as diferentes lideranças que ocorreram no partido entre 1976 e 2006 – Mário Soares, Vitor Constâncio, Jorge Sampaio, António Guterres, Eduardo Ferro Rodrigues e José Sócrates.Cada um destes líderes teve uma postura própria que esteve intimamente relacionada com o facto do partido se encontrar no Governo ou na oposição. A grande conclusão deste estudo é que o partido não parece existir como uma entidade autónoma mas apenas como um instrumento ao serviço do líder, o qual pode recorrer aos laços directos com os filiados e com os eleitores para legitimar o seu controlo sobre a organização e sobre a acção do governo.
Segundo este estudo, o PS já alcançou um carácter personalizado, ou seja, há uma crescente identificação do partido com o seu líder. O partido age em função do sucesso do seu secretário-geral, que dispõe da estrutura partidária como de um instrumento para a conquista e manutenção do poder.
Setembro 22, 2009
Acho que este comentário merece destaque, sem que eu faça qualquer comentário que não seja o registo da coragem anónima e da carência de qualquer coisa parecida com fundamentação.
ARRISCANDO-ME A LEVAR OUTRO PUXÃO DE ORELHAS DO DONO DO BLOGUE, O QUE AQUI SE PASSA É SIMPLES:
- O DONO QUER QUE VOTEMOS PSD.
- FÁ-LO INCENTIVANDO AO VOTO E BRANQUEANDO TODO O PASSADO DO PSD.
- FEZ TUDO O QUE PODIA PARA RIDICULARIZAR A ACÇÃO DOS SINDICATOS OU DA CDU NA LUTA DOS PROFESSORES.
- QUANDO VIU QUE PARA MUITOS DE NÓS O BE ERA UMA ALTERNATIVA, INICIOU CAMPANHA CONTRA O BE POR DUAS VIAS: A VITIMIZAÇÃO ÁS MÃOS DO BE E A GRANDE COLIGAÇÃO PS+BE, QUE O LOUÇÃ JÁ RECUSOU NÃO SEI QUANTAS VEZES.MAS SE SE VEM AQUI DIZER QUE ISTO TUDO É APELO AO VOTO NO PSD, VAI DE POST INDIGNADO!
EU REPITO: NEM PS, NEM PSD. ELE QUE ME CHAME CASSETE, MAS TENHO DIGNIDADE E MEMÓRIA E NÃO ESQUEÇO QUE ME LIXOU DURANTE ANOS E ANOS.
Setembro 22, 2009
Não se percebe exactamente o que faz Maria de Lurdes Rodrigues desdobrar-se em aparições por estes dias em tudo o que é comunicação social .
Há dias foi no DN, hoje é no Jornal de Negócios.
Não se percebe se a necessidade é de ordem pessoal, se é de ordem política.
Não é claro se Maria de Lurdes Rodrigues, que há meses parecia ter sido colocada na prateleira e a quem o PS já disse adeus e até nomeou sucessora, decidiu ganhar asas próprias e demonstrar que foi ela a grande mentora da revolução - para retomar a terminologia divertida do grande intelectual vital do regime – que ela julga ter promovido na Educação Nacional. Isso significaria que ela se sentiria injustiçada e estaria a torpedear lateralmente o PS.
A alternativa é que o PS a tenha feito avançar e defender a obra que poderá estar na base do fim da maioria absoluta, numa espécie de sacrifício final. Neste caso, o objectivo seria cativar os votos daqueles que admiram aquilo a que chamam determinação e firmeza de MLR e que poderiam estar vacilantes com a recente delicadeza de José Sócrates.
Seja qual for a hipótese, cada aparição pública e mediática de Maria de Lurdes Rodrigues é um contributo para o cerrar de fileiras dos professores contra o PS. É possível que o think tank socrático considere – na esteira do que congeminou na primeira metade do mandato – que esta guerra rende votos que podem compensar a alienação da classe docente.
Veremos.
A maioria absoluta tornou-se uma miragem. Agora resta saber se não começam a arriscar um pouco mais do que…
Setembro 22, 2009
Mas O Mandato Não Termina Exactamente Por Esses Dias?
Posted by Paulo Guinote under Coincidências, Curiosidades, Deixa-me Rir[12] Comments
Setembro 22, 2009
Setembro 22, 2009
Professores baixam as armas nos seus blogues
Convencidos de que depois das eleições os motivos de contestação podem desaparecer, os docentes prometem manter “a pressão”.
Quando, ironicamente, louvaram a ministra da Educação, Maria Lurdes Rodrigues, por ter conseguido unir uma classe tradicionalmente desunida, os autores dos blogues sobre Educação e os representantes dos movimentos de professores independentes dos sindicatos não estavam a brincar. É por isso mesmo que levam a sério o vazio que, acreditam, será gerado pela perda desse factor de união a partir de dia 27. E que se preparam, desde já, para o dia seguinte às eleições. Com um aviso: venha quem vier a governar o país poderá contar com uma vigilância “activa” de quem não tenciona “perder o cheiro a balneário”.Paulo Guinote fez encher uma caixa de comentários com agradecimentos e despedidas emocionadas quando, anteontem, anunciou no seu blogue A Educação do meu umbigo que, a partir de Outubro, em vez de uma dúzia, passará a escrever dois ou três textos por dia. Ramiro Marques fez acender vários alertas quando no seu blogue Profavaliação decidiu lançar o debate sobre aquilo que, após as eleições, poderá acontecer aos blogues e aos movimentos de professores.
Ambos se basearam na convicção de que, se nada ficará como antes de 2007 – “era uma pasmaceira”, descreve Guinote – “também não será fácil voltar a assistir-se à erupção” que varreu a blogosfera, arrastando 120 mil professores para a rua, em finais de 2008. “O mérito desse movimento impressionante – que, aliás, mantém o meu blogue entre os 20 portugueses mais vistos – é todo de José Sócrates e da sua equipa ministerial”, ironiza Guinote.
Ramiro Marques concorda, mas sente que o momento de viragem já se deu, que “o fim de ciclo antecedeu a mudança de Governo”. “No dia em que foram conhecidos os resultados das eleições europeias, os professores consideraram ganha a guerra contra uma nova maioria absoluta”, acredita.
Guinote admite que sim e diz ser justificada esta “descompressão” dos professores: “Ainda que o próximo governo minoritário seja liderado por José Sócrates, a oposição, de acordo com as promessas feitas, bastará para fazer cair dois dos motivos de muita insatisfação: as quotas previstas neste modelo de avaliação e a divisão da carreira entre titulares e não titulares”.
Correm, então, o risco de verem pulverizados os respectivos blogues? De maneira nenhuma, reagem Paulo Guinote e Ramiro Marques, que não escondem, até, o alívio por poderem trocar a contestação pela reflexão e construção de propostas alternativas. Consideram, ainda, que terão sempre um papel de “pressão e de vigilância sobre o poder político. E, deste, também os movimentos independentes de professores não abrem mão.
“Em relação aos sindicatos, temos esta enorme vantagem de sermos verdadeiramente independentes, de termos uma estrutura bastante ágil e de mantermos o “cheiro a balneário” de quem vive o dia-a-dia das escolas. Se houver motivos para tensões, a nossa capacidade de mobilização mantém-se inalterável”, avalia Ricardo Silva, da APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino).
Tal como Octávio Gonçalves, coordenador do movimento Promova (Professores Movimento de Valorização), Ricardo Silva está disposto a, para além de manter a vigilância, colaborar na construção de soluções. E ambos recusam liminarmente a possibilidade levantada nalguns blogues de os movimentos se virem a juntar para formarem um sindicato independente. “Não somos profissionais de luta, mas de ensino”, justifica o dirigente da APEDE. “Entrámos nesta luta como professores e dela sairemos como professores”, reforça Octávio Gonçalves.
Já Ilídio Trindade, do Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores (MUP), deixa no ar que o MUP “pode vir a assumir uma forma que lhe permita ser mais interventivo”. “Caso os motivos de insatisfação se mantenham, será necessário garantir mais eficácia e capacidade de negociação”, explica. Mas não confirma que o movimento se vá constituir num sindicato, nem dá a certeza de que se virá a verificar alguma alteração. Diz que a estratégia ainda está a ser definida e que será anunciada antes das eleições.
E uma vitória de José Sócrates? Será uma derrota dos professores? Todos dizem que não, mas Ricardo Silva é o mais enfático. “Não precisamos de ir mais longe: há um ano alguém imaginava que hoje não se pudesse conceber outro resultado que não o de uma maioria relativa? Alguém calculava que a Educação tivesse tal peso nos programas eleitorais de todos os partidos? Não e, nesse aspecto, a vitória já é nossa”.
Setembro 22, 2009
Setembro 22, 2009
Manic Street Preachers, You stole the sun from my heart
Setembro 21, 2009
Já Pensaram No Pós-27 de Setembro?
Posted by Paulo Guinote under Eleições, O Dia Seguinte[209] Comments
Em todas as configurações possíveis, seja no plano nacional, seja em relação á Educação?
Porque há muitas configurações para a vitória e para a derrota, conforme os interesses em jogo.
E há que saber o que fazer no dia seguinte, naa semanas seguintes, nos meses seguintes.
Por si só, as eleições – seja qual for o resultado – não resolvem tudo. E há fanatismos que toldam o raciocínio sobre o dia seguinte. Há medos que se acenam de vários lados, visando provocar ruído e acirrar os ânimos contra esta ou aquela solução.
E há que pensar que muito será diferente, mas não mudará em horas ou dias e que é necessário perceber que o tempo da contestação precisa ser substituído pelo da construção de alternativas. Não chega ter criticado, é preciso mais.
E este é um assunto ao qual será necessário voltar.
Setembro 21, 2009
É capaz de ser a modos que esquisito.
Setembro 21, 2009
Pior Que Santana Lopes? É Obra!!!
Posted by Paulo Guinote under Deixa-me Rir, Protagonistas, Sondagem[37] Comments
Sócrates é o pior primeiro-ministro desde 1985
José Sócrates é apontado pelos portugueses como o pior primeiro-ministro desde que Portugal entrou na União Europeia. A sondagem exclusiva da Exame/Gemeo-IPAM indica também que Cavaco Silva é o chefe do Governo mais acarinhado dos cinco políticos que governaram Portugal a partir de 1985.
O actual primeiro-ministro, José Sócrates, vai a votos no próximo domingo. Ainda que as sondagens mais recentes lhe dêem uma ligeira vantagem sobre Manuela Ferreira Leite, de uma coisa não se livra: do rótulo de pior primeiro-ministro desde 1985, ano em que Portugal aderiu à CEE.Sócrates é apontado por 27% dos inquiridos (num total de 800 entrevistados) como o pior chefe do Governo da era europeia, batendo por quatro pontos percentuais o seu antecessor, Pedro Santana Lopes. Esta é uma das principais conclusões do estudo exclusivo que a Exame encomendou ao Gabinete de Estudos de Mercado e de Opinião, do IPAM (Instituto Português de Administração e Marketing).
Setembro 21, 2009
Mas já peca por tardio, caso Fernando Lima tenha agido por conta própria. Se foi a mando de alguém a questão é mais c0mplicada:
Cavaco Silva afasta Fernando Lima do cargo
(…)
O afastamento de Fernando Lima é visto por politólogos contactados pela agência Lusa como um reconhecimento de Cavaco Silva de que os episódios recentes sobre o “caso das escutas” foram “significativos”.Para o politólogo e professor da Universidade de Aveiro Carlos Jalali, o Presidente da República poderá ter afastado Fernando Lima por um de dois motivos: num primeiro nível “para proteger” o outrora assessor no “desempenho das suas funções”, de “ponte” entre a Presidência e a imprensa, e num segundo registo como uma forma de “encontrar responsáveis” para as situações vindas a público recentemente.
O sociólogo André Freire recorda que Cavaco Silva afirmou que não iria falar sobre o assunto das escutas em período eleitoral mas que, depois das eleições, iria tentar “obter mais informações sobre questões de segurança”.
Para André Freire, o presidente da República “falou por acto” ao afastar Fernando Lima do cargo de assessor para a comunicação social da Presidência.
“Este é um assunto que ainda não está totalmente esclarecido e que vai continuar nas notícias. Cavaco reconhece com o afastamento de Fernando Lima que existiu uma tentativa de ‘plantar notícias’ ou de levar jornalistas a procurar informações específicas”, refere o sociólogo.
Já António Costa Pinto, do Instituto de Ciências Sociais (ICS), reconheceu à Lusa “não esperar” o afastamento de Fernando Lima “nesta fase”, tendo em conta a situação actual de “plena campanha eleitoral”.
Em matéria de possível significado político do afastamento de Fernando Lima, Costa Pinto admite que “algo de incorrecto” se passou no âmbito de uma relação “por vezes promíscua” entre “as instituições e a Comunicação social”.
Setembro 21, 2009
O que eu tinha aqui dito no final da passada semana.
Cinco dirigentes da Confap demitem-se por “discordâncias internas sobre políticas”
Lisboa, 21 Set (Lusa) – Cinco dirigentes da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) pediram a demissão devido a “discordâncias internas sobre políticas de educação nacional”, disse hoje à Lusa o vice-presidente demissionário António Amaral.
Dos cinco dirigentes associativos, três pertencem ao Conselho Executivo (Gina Oliveira, Fernando Coelho e António Amaral), e os restantes faziam parte do Conselho de Jurisdição e Disciplina (António Farto e Agostinho Almeida).
O motivo da demissão prende-se com “as posições de apoio do presidente da Confap ao governo”, e ao facto de estas “não terem eco nas associações de pais do distrito de Setúbal”, que os demissionários representam, explicou António Amaral.
As discordâncias não se resumem ao sul do país…
Setembro 21, 2009



















