O problema é que nem sempre o gato e o rato estão onde pensamos. E há uns gatarrões muito anafados por aí. E nem sempre precisam de correr muito para apanhar as suas presas.

Louçã quer tornar o PS refém do Bloco

O Bloco de Esquerda (BE) acredita que o PS vai ganhar as eleições legislativas – Francisco Louçã despreza a “campanha deserta” e a “incapacidade política” do PSD – e, por isso, a nova retórica dos bloquistas está concentrada em dois objectivos: aproximarem-se da ala esquerda do PS e deitar por terra as ambições da maioria absoluta.

A tentativa de seduzir os eleitores socialistas é tão forte que hoje, ao longo do dia, Louçã resgatou a “esquerda possível” e a “asfixia social” do discurso de Manuel Alegre em Coimbra. E juntou ainda ao lote de socialistas históricos que tem vindo a invocar (Alberto Martins, Alegre, António Arnaut) o nome de João Cravinho, que, recorde-se, apoiou a proposta bloquista de acabar com o sigilo bancário.

Em todas as iniciativas realizadas no distrito de Santarém (uma visita a uma feira, um almoço com apoiantes e um comício ao final da tarde) Louçã falou no PS e nos dirigentes que “não representam” o partido, como é o caso de Mário Soares.