Nesta luta sem quartel entre DN e Público, o I começa a ser uma opção para manter a cabeça lúcida:

Ai Portugal

Há momentos graves na história de um país – eis um deles. A separação dos poderes exige que a justiça intervenha sem hesitações. E que no dia 27 os eleitores salvem Portugal.
Há momentos na vida de um país que ficam para a história – uns celebram-na, recordando momentos gloriosos e feitos de homens grandes. Outros afundam-na, invocando a vergonha e erros de homens pequenos. O episódio que envolve a Presidência da República e o governo de Portugal afundam uma memória colectiva. Em Agosto, quando surgiu esta história, escreveu-se aqui: Portugal não aguenta outra história que termine sem culpados. E agora? Eis um raciocínio em sete etapas, como os pecados mortais.

(continua)

Cada um terá a sua ideia sobre a melhor forma de salvar Portugal, mas uma coisa é certa: desta vez é indispensável saber-se exactamente o que se passou ao longo de todo este processo.

Já chega de casas pias, fripor, felgeiradas e isaltinices neste país, de derrapagens financeiras que ninguém assume, tráficos de influências que ninguém assume e toda uma panóplia variada de questões demasiado importantes para que continuemos a ser governados desta forma.

Confesso que uma outra parte do problema é olhar e encontrar nos boletins de voto três tipos de partidos: aqueles que têm feito do regime aquilo que ele é (PS, PSD, CDS); aqueles que têm feito ofício de dizer mal do regime por lhes ser adverso (CDU), mas quantas vezes não o fazendo com a transparência necessária (veja-se o caso do BE sempre que à baila surgem questões como escutas em matérias políticas…); aqueles que de tão pequenos nos fazem recear que o nosso voto se perca sem que uma voz se erga.

Eu, ao contrário de quem tem muitas certezas e gosta de assumir posições muito covnictas, por vezes baseadas meramente em preconceitos e paredes-meias com o fanatismo, ainda não sei onde fazer a cruz para ajudar a salvar Portugal.

Isto, partidno do princípio que ainda acredito que exista salvação.