Nesta luta sem quartel entre DN e Público, o I começa a ser uma opção para manter a cabeça lúcida:
Ai Portugal
Há momentos graves na história de um país – eis um deles. A separação dos poderes exige que a justiça intervenha sem hesitações. E que no dia 27 os eleitores salvem Portugal.
Há momentos na vida de um país que ficam para a história – uns celebram-na, recordando momentos gloriosos e feitos de homens grandes. Outros afundam-na, invocando a vergonha e erros de homens pequenos. O episódio que envolve a Presidência da República e o governo de Portugal afundam uma memória colectiva. Em Agosto, quando surgiu esta história, escreveu-se aqui: Portugal não aguenta outra história que termine sem culpados. E agora? Eis um raciocínio em sete etapas, como os pecados mortais.(continua)
Cada um terá a sua ideia sobre a melhor forma de salvar Portugal, mas uma coisa é certa: desta vez é indispensável saber-se exactamente o que se passou ao longo de todo este processo.
Já chega de casas pias, fripor, felgeiradas e isaltinices neste país, de derrapagens financeiras que ninguém assume, tráficos de influências que ninguém assume e toda uma panóplia variada de questões demasiado importantes para que continuemos a ser governados desta forma.
Confesso que uma outra parte do problema é olhar e encontrar nos boletins de voto três tipos de partidos: aqueles que têm feito do regime aquilo que ele é (PS, PSD, CDS); aqueles que têm feito ofício de dizer mal do regime por lhes ser adverso (CDU), mas quantas vezes não o fazendo com a transparência necessária (veja-se o caso do BE sempre que à baila surgem questões como escutas em matérias políticas…); aqueles que de tão pequenos nos fazem recear que o nosso voto se perca sem que uma voz se erga.
Eu, ao contrário de quem tem muitas certezas e gosta de assumir posições muito covnictas, por vezes baseadas meramente em preconceitos e paredes-meias com o fanatismo, ainda não sei onde fazer a cruz para ajudar a salvar Portugal.
Isto, partidno do princípio que ainda acredito que exista salvação.
Setembro 19, 2009 at 12:40 pm
[...] Opiniões – Martim Avillez de Figueiredo [...]
Setembro 19, 2009 at 12:42 pm
Isto já começa a assustar, o marido da ex-mulher de José Sócrates, morreu de morte súbita, um ataque cardíaco fulminante durante o sono, seu nome Paulo Chaby, um tipo que nunca teve problemas de coração, mais um…
Setembro 19, 2009 at 1:17 pm
confesso o mesmo desalento, a mesma indecisão… quase que chego a querer votar psd
Setembro 19, 2009 at 1:21 pm
Eu não tenho partido político. Sempre votei no que me pareceu o menos mau: o CDS.
Desta vez tenho de votar PSD. Não para salvar Portugal. Apenas para livrar Portugal desta Crápula (=indivíduo sem escrúpulos).
Votar em qualquer outro partido é dar o governo, mesmo que com maioria relativa, ao maior Crápula que governou Portugal.
Isso não me pesará na consciência!
Setembro 19, 2009 at 1:22 pm
#1,
Livresco, isso não vem ao caso…
Setembro 19, 2009 at 1:25 pm
Muitos professores vão votar BE para castigar o PS.
Irão dar razão à Helena Matos:
«Boa parte dos jornalistas, da opinião e de alguns dirigentes políticos (…) tratavam [o BE] como uma espécie de amigo lá de casa. À direita essa relação servia para provar que não eram salazarentos e à esquerda, entendendo aqui por esquerda o PS, era o atestado de pertença de esquerda, coisa que em Portugal faz muita falta. Houve um tempo nas redacções em que discordar daquelas causas “porreiras” do BE era particularmente difícil para uma geração de jovens jornalistas ditos muito sem preconceitos mas sem qualquer capacidade de dizer que não estão de acordo com o que se torna unânime. Tudo isto contribuiu não para que o BE fosse diferente mas sim para que fosse apresentado como tal. Ora acontece agora que o BE pode vir a ser necessário para o PS governar logo há que mudar de estratégia e passar a mostrá-lo noutra perspectiva que não a do porreiraço compagnon de route. Não foi o BE quem mudou. Estão é a mostrá-lo sob outra perspectiva.»
Helena Matos, Blasfémias
Setembro 19, 2009 at 1:53 pm
“…ainda não sei onde fazer a cruz para ajudar a salvar Portugal.”, dizes. Mas sabes onde não a vais fazer, não é verdade? Logo, já estás a ajudar.
Setembro 19, 2009 at 2:07 pm
“Eu, ao contrário de quem tem muitas certezas e gosta de assumir posições muito covnictas, por vezes baseadas meramente em preconceitos e paredes-meias com o fanatismo, ainda não sei onde fazer a cruz para ajudar a salvar Portugal.”
Estou como tu mas talvez pior. Será que Portugal terá salvação?
Ou teremos mesmo de bater no fundo para que toda a gente acorde…
Às vezes, desculpem-me aqueles que já passam dificuldades, apetece-me que o Páis entre na bancarrota. Talvez muita gente ganhasse juízo.
Setembro 19, 2009 at 2:37 pm
# 7
Pedro Castro
Eu, que sou natural de Angola e que sempre vi o 25 de Abril tal como ele verdadeiramente foi e não como aquilo que dizem que foi, há muito tempo que digo que os portugueses (com minúscula) um dia chorarão lágrimas de sangue.
Já não estamos muito longe disso.
Não é por nada disto – até porque sempre me assumi como Português de Angola e não como angolano -, mas estou cada vez mais perto de requerer a nacionalidade angolana.
Então se o Crápula (=indivíduo sem escrúpulos) ganhar as eleições, o meu pedido entra na Embaixada de Angola logo no dia 28.
É uma vergonha intolerável ser governado por canalhas e patifes…
Setembro 19, 2009 at 2:46 pm
Portugal não tem salvação…penso eu.
Por isso, dia 27, não sei se votarei.
Setembro 19, 2009 at 3:10 pm
#9 não deixe de votar, seja no que for
Setembro 19, 2009 at 3:17 pm
para aqueles que pensam votar BE. Qual será a posição do Sr. Louçã sobre a educação se vier a constituir governo em coligação com o Sr. Sócrates. Será que mantém a mesma intransigência quanto às políticas de educação que diz ter?
Penso que devem reflectir sobre esta questão
Setembro 19, 2009 at 3:29 pm
#11
Eu nem quero acreditar nas notícias que têm vindo a público sobre a aliança que se está a cozinhar entre o PS e o BE.
Então depois de toda a oposição que Francisco Louçã tem feito a JS, está pronto a dar-lhe o braço para um passeio em conjunto???
Depois de muitos Professores terem confiado no BE, na Ana Drago que pareceram defender-nos das maiores ofensas que já recebemos de um governo, preparam-se para governar juntos?
Depois de acusarem o PS e com razão de ser de direita , os representantes da extrema esquerda unem-se a estes?
Como podemos confiar nestes políticos????
Setembro 19, 2009 at 4:32 pm
professor com memória
sabe onde votar.
Isto é válido para funcionário público …
para todo e qualquer eleitor.
Portugal precisa de gente honesta, séria e competente!
Para desgraça já chega…
Setembro 19, 2009 at 5:31 pm
#4. Eu sei Paulo…, mas este país começa a parecer a quinta dimensão, hoje vi a primeira página do 24 hs, já se desconfia das próprias paredes…
Setembro 19, 2009 at 7:08 pm
#8 Olha Mário possivelmente seremos dois, porque também nasci lá…
Mas não te esqueças se o “Eduardinho” falecer, ouvi dizer que ele desloca-se muitas vezes aos states para tratamentos, não sei não…
… aqueles generais vão querer disputar o bolo.
Setembro 19, 2009 at 8:58 pm
A minha indecisão é cada dia que passa maior. Mas é melhor votar numa alternativa do que voto nulo, não?
Setembro 19, 2009 at 10:09 pm
«aqueles que têm feito ofício de dizer mal do regime por lhes ser adverso (CDU),…»
O regime criado por este fantoches não tem ingredientes suficientes para desagradar? Se calhar não tem, e eu é que sou viciado no ofício de dizer mal. Começo a ficar também baralhado; não sei se não ficarei em casa descansadinho, no dia 27.
Setembro 19, 2009 at 11:46 pm
Depois de uma semana na dúvida, já me decidi após saber das últimas sondagens – voto útil. A perspectiva do outro senhor ganhar novamente anda a tirar-me o sono.
Setembro 20, 2009 at 1:05 am
Se uma eventual coligação do BE com o PS correr mal para o Bloco, como é mais que certo, onde está a base de apoio social do Bloco para protestar na rua?
O BE nas mãos do PS é uma bolachinha nos dentes do monstro.
Depois não se venham queixar que o BE é o novo PRD e que estamos lixados (outra vez).
E admitir esta coligação é partir do princípio que o PS tem de ter perto de 40%, já que o BE, segundo alguns, poderá chegar a 12%. Então, se a coligação PS+BE chegar para formar maioria, significa também uma derrota estrondosa do PSD, que não chegará aos 30%, supondo que o CDS tenha 8% e a CDU fique a par do BE com 12%.
Setembro 20, 2009 at 3:17 pm
Ainda não li em lado nenhum dirigentes do Bloco que fariam alianças com José Socrates. Já ouvi várias vezes Louçã dizer que com este PS nunca faria qualquer acordo. Estas notícias de jornais não passam de notícias vindas de empresas de infomação do PS, pois interessa-lhes desacreditar o Bloco.Indiquem-me uma única declaração de dirigentes do Bloco a defender uma coligação com este PS.
Setembro 20, 2009 at 5:04 pm
Na 1ª fase, foi a depressão, a morte da esperança. Na 2ª fase, a resignação, tal como um doente terminal sabe que chegou ao fim de linha.
No meio desta fossa que não drena, tenho a certeza de que não há salvação para todos os que possuem ética e moral. Apenas flutuarão na imundicie todos os outros…
Setembro 20, 2009 at 10:34 pm
Concordo com o Fenando. Bloco de Esquerda não é solução e o Louçã já deu provas disso, Sócrates também não, assim como Manuela Ferreira Leite. Pensem bem…
Dia 27 lá estaremos.
Setembro 20, 2009 at 10:55 pm
Muita espuma para tão poucas ondas…