Agosto 2009


018020017

NOTA INFORMATIVA N.º 1
Prova Pública de acesso à categoria de professor titular
A admissão a concurso para acesso à categoria de professor titular depende de prévia aprovação em prova pública, nos termos do previsto no Decreto-Lei n.º 104/2008, de 24 de Junho, que incide sobre a actividade profissional desenvolvida pelo docente.
1. A partir de hoje, estará disponível a aplicação electrónica para Candidatura e upload do trabalho, e Validação de candidaturas à prova pública, na página da DGRHE em http://www.dgrhe.min-edu.pt.
2. A candidatura destina-se a docentes dos quadros do Ministério da Educação que tenham completado 15 anos de serviço docente, até à inscrição, com avaliação de desempenho igual ou superior a Bom e que preencham os demais requisitos.
3. O processo é realizado integralmente em suporte electrónico, pelo que quer a formalização da candidatura com upload do trabalho, bem como todas a informações e comunicações, são efectuadas com o recurso a aplicações electrónicas.
4. O trabalho ficará acessível para visualização apenas para os membros do Júri.

5. A apresentação do trabalho deverá obedecer aos requisitos formais estipulados no despacho disponibilizado na página da DGRHE, e baseia-se na experiência do quotidiano escolar, do docente, devendo incidir sobre dois dos seguintes domínios:
a. Preparação e organização das actividades lectivas, relação pedagógica com os alunos e avaliação das respectivas aprendizagens.
b. Projectos inovadores desenvolvidos ou a desenvolver que contribuam para a melhoria dos resultados escolares dos alunos.
c. Área de gestão e organização escolar.
6. O processo de candidatura electrónica para realização da prova pública desenvolve-se nas seguintes etapas:
CANDIDATO
• Inscrição obrigatória
• Candidatura e upload do trabalho
• Reclamação para o presidente do júri
• Recurso hierárquico para o director regional
ESCOLA
Validação da candidatura:
a. A validação é efectuada na aplicação electrónica, mediante a documentação apresentada pelo candidato ou a existente no respectivo processo individual, e consiste na confirmação da veracidade dos dados da
candidatura.
b. Sempre que a escola tiver candidaturas para validar recebe um alerta
através do e-mail da escola.
c. Deve ser dado cumprimento integral aos prazos de validação das
candidaturas submetidas pelos candidatos – cinco dias úteis.
CFAE
• Indicação dos membros do júri
• Marcação da discussão da prova pública
JÚRI
• Discussão e decisão
• Listas de classificação
DIRECÇÃO REGIONAL
• Validação dos membros do júri
• Análise e decisão do recurso hierárquico

DGRHE, 17 de Agosto de 2009

O Miguel Pinto acha que encontrou uma falta de coerência na minha defesa de todos se candidatarem à prova pública de ingresso na carreira de titular – e atenção que não é a aprovação nela que assegura o título que depois fica sujeito a concurso com quotas – e repesca posições críticas minhas quando da questão dos OI.

O Miguel só falha – acredito que por distracção e feitos do calor, pois penso que chegámos a discutir isso -  no facto de  no arranque no modelo de ADD eu ter defendido que deveríamos entupir a sua aplicação com recurso a todos os trâmites do complex.

Como acho que deveríamos fazer agora.

Depois vieram os simplex - o primeiro pela mão dos que o Miguel acham estar sempre correctos na estratégia – e as coisas mudaram. Os OI não estavam no ECD e efectivamente eu achei mal que os delegados sindicais apelassem á sua entrega.

Também falha – já agora e está registado no livro do blogue e em um ou dois artigos impressos e julgo que em Setembro em obra colectiva – porque eu até defendi a opção de uma prova ou aula pública para mudança de escalão, a ser feita no fim de cada período de avaliação, preferencialmente de 3 a 5 anos.

Mas o Miguel acha que tudo é imutável, se podem isolar momentos diferentes, em contextos diferentes e que tudo vai dar ao mesmo.

Importante seria o Miguel dizer o que pensa sobre a situação desta prova. Mas o Miguel é prudente. O Miguel está à espera da voz do alto, que comande. E então escreve, de forma circular o seguinte:

O Paulo diria há uns meses que a sua inflexão seria uma incoerência. Diria precisamente: “quer-me parecer que há quem deseje o melhor de dois mundos: recusar a avaliação para efeitos de luta e depois tê-la para assegurar a vidinha.” Mas ainda bem que inflectiu porque não se trata de desejar o melhor de dois mundos, como escreveu ao classificar a acção da FENPROF. Trata-se de escolher a melhor estratégia de luta para o combate político: Estratégia susceptível de se verificar inócua e até de suscitar resultados opostos aos desejáveis. Mas, como diria uma personagem aqui do Norte, prognósticos… só no fim do jogo ;)

Mantenho o que escrevera há uns meses: há uma linha muito ténue que separa a incoerência do desacerto na escolha de uma estratégia de luta. Por todas as razões e principalmente porque a melhor estratégia terá de ser tangível àquilo que a maioria está disposta a dar! E quando se trata de aferir a vontade das maiorias… estamos conversados 8)

Se tomarem atenção, no fundo e à superfície, o Miguel não tem uma posição por falta manifesta de uma opinião que não passe pela crítica à minha.

Ao menos eu penso pela minha cabeça e anuncio o que vou fazer, de forma clara, perante as circunstâncias que se me oferecem. Até poderei vir a mudar, ou inflectir, mas será sempre às claras e à vista de todos, sem ser a mando de. Não, não entreguei os OI, não, não entreguei a FAA, nem a declaração de objecção de consciência dos sindicatos. Entreguei o que achei que dignificava o meu trabalho e o retratava com alguma fidelidade.

E isso sempre assumi às claras… quando achei por bem… sem ser a reboque de. Por isso há quem não goste.

O Miguel fez o que a Fenprof determinou. A opção inócua, sem riscos, tangível para a maioria. Ou algo assim.

O Miguel espera pela Fenprof que, por estes tempos, está a banhos com todo o resto da Plataforma, excepto um ou outro comunicado contra.

Quando a Fenprof se pronunciar, o Miguel fornecerá uma leitura ligeiramente sofisticada da posição dominante, para consumo da maioria.

Já agora, maioria por maioria, acho que foi essa a argumentação – fazer o que a maioria está disposta a dar – que levou o Sócrates a este poder quase absoluto.

Mas se lermos bem, o Miguel defende isso, mas não só, pois não se percebe bem se deixa a porta aberta para outra coisa.

O Miguel é prudente.

O Miguel sabe que não deve arriscar neste momento. Sabe apenas que deve manter-me à distância, com as minhas inflexões e opiniões.

Ele lá saberá porque acha prioritário comentar a minha posição e não a medida do ME.

Estranhas prioridades, Miguel. ;)

As (muitas) mentiras escritas em currículos

Usando os dinheiros do Estado para efeitos propagandísticos, à boa moda da Madeira:

Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues visitam obras de modernização em escolas secundárias de quatro distritos

Haverá período de nojo e decência para esta gente, ou isto irá prolongar-se até 26 de Setembro no mais absoluto despudor?

Algumas questões sobre o concurso para Titulares

Tal como na primeira fase do modelo de ADD, em que achei que deveríamos entupir o modelo, neste caso também defendo a mesma ideia: entupir e demolir o modelo nas provas públicas.

Dá trabalho, muita gente nam lhapetece – fazer manifs é mais simples – mas eu acho que daria um enorme gozo.

Presidência da República teme estar a ser vigiada

O clima psicológico que se vive no Palácio de Belém é de consternação e a dúvida que se instalou foi a de saber se os serviços da Presidência da República estão sob escuta e se os assessores de Cavaco Silva estão a ser vigiados, confessou ao PÚBLICO um membro da Casa Civil do Presidente.

Este clima instalou-se depois de a perplexidade ter atingido aqueles que trabalham com o Presidente da República, quando tomaram conhecimento das declarações, ao PÚBLICO, dos dirigentes do PS José Junqueiro e Vitalino Canas denunciando que havia assessores de Cavaco Silva a participarem na elaboração do programa do PSD.

Esta gente é muito ingénua. Coimo se acreditassem que as conversas de café não se contam e os off não se rompem e transmitem…

014

Supergrass, Sun Hits the Sky

050005037039

Por vezes o óbvio continua a maravilhar.

Mafalda vai ter estátua em Buenos Aires

mafalda141

Mais 22,4% de desempregados inscritos nos centros de emprego no 1º semestre

Sócrates satisfeito por Portugal ter sido um dos primeiros países a “sair da recessão técnica”

Confesso que não estava à espera de tão despudorada tentativa de OPA sobre os professores em pleno período pré-eleitoral.

Não sabemos bem os prazos, estamos mesmo a meio das férias – desta vez não há que nos refugiarmos no eufemismo da interrupção das actividades lectivas – e o objectivo é tão só seduzir os professores através de uma candidatura que na prática é meramente virtual, pois nem sequer todos os que possam ser aprovados na dita prova poderão depois aceder a titulares por via das quotas.

Sent: Monday, August 17, 2009 2.32 PM
Subject: Assunto: Prova pública de acesso à categoria de professor titular

Exmo. (a) Sr. (a)
Director (a)

Na sequência do Decreto-Lei n.º 104/2008, de 24 de Junho, informamos que a partir de hoje se encontrará disponível o formulário electrónico para candidatura e upload do trabalho, da prova pública de acesso à categoria
de professor titular.

Solicita-se assim que informe todos os docentes do Agrupamento ou Escola não agrupada que reúnem os requisitos exigidos para tal.

Informa-se ainda que após a entrada dos requerimentos electrónicos, os dados dos candidatos ficarão disponíveis para validação das respectivas escolas.

As várias etapas deste processo, bem como a operacionalização do mesmo, constam da Nota Informativa, a disponíbilizar na página electrónica da DGRHE.

Com os melhores cumprimentos,

A DGRHE

No entanto eu acho que esta será uma óptima oportunidade para um dos tais combates simbólicos contra este ME. Acho mesmo que – e até já poderíamos ter aproveitado o Lurditas d’Oiro, mas aí é mais complicado por causa das burocracias inerentes – é uma oportunidade dourada para marcarmos a nossa posição.

Acho que todos os docentes em situação de concorrer o devem fazer e transformar a sua prova pública num manifesto individual - sempre com fundamentação se possível irrepreensível e adjectivação moderada – contra este modelo de carreira e de avaliação.

Quem me conhece de perto sabe que é isso que de há muito penso fazer, pelo menos desde que soube que haverá este mecanismo de prova pública.

Acho que este é uma ocasião que se não pode perder para quem tem a coragem de assumir uma posição de recusa das políticas deste ME para a classe docent o fazer em nome individual, na sua escola, perante os seus pares e publicamente.

Sem medos.

Sem escusas pífias.

Sem refúgios atrás de ninguém.

Com orgulho e de cara aberta.

Afinal nada temos a perder, a não ser a nossa coerência e respeito por nós, caso o não façamos.

Uns milhares de provas públicas em que os candidatos aproveitassem para fazer valer a sua voz.

E na eventualidade de uma reprovação, levar até às últimas consequências os seus protestos para saberem se isso se ficou a dever a falta de mérito ou delito de opinião.

Porque eu quero mesmo ver os tais júris formados por vezes por titulares de encomenda a chumbar colegas com maior competência e capacidade que els próprios, que nenhuma prova fizeram para tal função.

Eu acho que isto pode acabar por ser giro, muito giro, em forma de ricochete.

083

Olhem que não, olhem que não…

Melody Gardot, Baby, I’m A Fool

Angela Merkel recusa-se a fazer prognósticos sobre o fim da crise

085076

Da janela da cozinha… E para o outro lado é o mar…

Já lá vão – felizmente? – os tempos em que os jornais continentais chegavam à maior parte das papelarias de S. Miguel no dia seguinte ao da publicação original.

Agora ao meio dia do próprio dia já é possível encontrar quase tudo, mas a preguiça fez com que só lesse algum do material de sábado no dia de hoje. É o caso da divertidíssima apresentação, pelo jornal I de ontem, das equipas de futebol para a Liga deste ano, com o estabelecimento de paralelos com os nossos políticos actuais.

Alguns exemplos:

  • Porto - Alberto João Jardim, rei e senhor há 30 anos.
  • Sporting - Manuela Ferreira Leite – pouco sexy e obcecado pelo défice. Corre por fora.
  • Benfica - José Sócrates – muitas promessas e poucos resultados. Lá para Setembro já se perceberá o que vale.
  • Rio AveMaria de Lurdes Rodrigues – Já de malas feitas para outro campeonato?

Agência de avaliação do ensino superior vai acreditar cursos em 2010-2011

« Página anteriorPágina Seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 297 other followers