Perante a tirada anterior, os entrevistadores engoliram em seco e perguntaram se «É possível fazer reformas contra os principais agentes do sistema que as podem concretizar?»
A resposta é um portento de vazio de substância do género comme ci, comme ça… desde que não diga porquoi…
Bersejei em gálico ou é impressão minha?
Há muitos aspectos de mudança, depende do que estamos a falar. Nesse campo fazem-se generalizações que se baseiam em preconceitos. É uma ideia bondosa dizer que não se pode fazer uma mudança a não ser com aqueles que são alvo dessa mudança. A história está cheia de exemplos em que assim é, mas também de exemplos em que assim não é.
À disciplina que permite este conhecimento tão acutilante do devir histórico das sociedades costuma chamar-se Sociologia Histórica da Balela.
Agosto 31, 2009 at 10:55 pm
Uma verdadeira aberração da natureza!
Agosto 31, 2009 at 11:00 pm
Não diz nada mas chateia o pessoal. Valia mais estar caladinho para não fazer tristes figuras.
Este sr.tem uma cabecinha com um cérebro mui pequenino.
Agosto 31, 2009 at 11:02 pm
…Paulo, hoje está especialmente provocador…
…por isso vou c a cadela à rua…
Agosto 31, 2009 at 11:02 pm
É a madame e já a “masculinizei”. Sorry.
Agosto 31, 2009 at 11:03 pm
Somos governados por imbecis! Falam, falam e não dizem nada de jeito!
Agosto 31, 2009 at 11:04 pm
Há um exemplo na História que se aplica a esta teoria: quando os africanos foram embarcados para o Brasil para trabalharem nas plantações de açúcar, julgo que iam contra vontade.
é só um exemplo, mas há mais.
Agosto 31, 2009 at 11:14 pm
#6
Usando a linguagem msn:
rotflol
Agosto 31, 2009 at 11:14 pm
“À disciplina que permite este conhecimento tão acutilante do devir histórico das sociedades costuma chamar-se Sociologia Histórica da Balela.”
Às vezes também se chama merdonguice!
Agosto 31, 2009 at 11:21 pm
#8,
merdonguice? Bem imaginado! Quem sabe se um destes dias não aprece uma disciplina com essa designação?
Agosto 31, 2009 at 11:22 pm
digo,
aparece
Setembro 1, 2009 at 12:04 am
É uma ideia bondosa dizer que não se pode fazer uma mudança a não ser com aqueles que são alvo dessa mudança.
Antes disse que os outros querem comprar a paz com os professores.
Não acham que MLR deveria ser antes Ministra da Defesa?!
Agora até quer proteger as escolas e tudo do combate político!
Com tanto talento para a guerra e para o confronto parece-me que a senhora está no ministério errado.
Setembro 1, 2009 at 12:20 am
«A história está cheia de exemplos em que assim é, mas também de exemplos em que assim não é.»
E vice-versa
Setembro 1, 2009 at 12:26 am
O Albino que traga as tendas de campanha.
Setembro 1, 2009 at 1:38 am
Distinção
“Este Compromisso de Verdade, que aqui assumo pessoalmente em nome do PSD, distingue-se claramente dos habituais programas partidários.
Distingue-se, em primeiro lugar, porque de forma clara fazemos uma selecção de prioridades. O programa eleitoral do PSD não se apresenta como uma receita que pretende resolver todos os problemas do país ao mesmo tempo e que, indiscriminadamente, tudo promete a todos. Há que ter a coragem de definir as áreas de intervenção urgente e prioritária e de assumir que essas mobilizarão, à frente das restantes, os esforços de um Governo PSD. Assim, tomamos o compromisso de dar prioridade à economia, às questões sociais de solidariedade e saúde, à justiça, à educação e à segurança. Serão estes os cinco campos de intervenção urgente e preferencial de um Governo do PSD. Sabemos, por experiência, que os recursos são escassos e que não é possível fazer – fazer bem – tudo ao mesmo tempo. Sabemos, por conhecimento e em consciência, que a política é a arte da escolha e um exercício permanente de opção e selecção. Os projectos políticos também têm de ser julgados pela capacidade que têm de fazer opções e pelas opções que, substancialmente, fazem. Cabe agora aos portugueses julgar o mérito das opções feitas.
Distingue-se também este Programa, porque é sucinto e objectivo, não se refugiando em generalidades, prometendo tudo a todos. O ponto de honra – a verdadeira nota distintiva – é que todos os critérios definidos, todas as soluções propostas, todas as medidas avançadas são susceptíveis de ser executadas. Tudo o que é explicitado será rigorosamente cumprido. Por isso se trata, não de um programa feito por um conjunto de sábios, que já escreveram dezenas de programas de governo e que se limitaram ao “copy-paste” das versões anteriores, mas de um “Compromisso de Verdade”. Quem estiver à procura neste texto de “soluções mágicas”, “medidas-bandeira” ou “slogans de belo efeito”, vai procurar em vão. Um compromisso de verdade vive da consistência e da coerência interna, não do “panfletarismo fácil”. Com este compromisso, os portugueses sabem com o que podem contar. É um projecto cujo cumprimento e execução podem ser verificados página a página, parágrafo a parágrafo, linha a linha. Este programa deve ser julgado e apreciado também por isso: por esta fácil possibilidade de aferição e controlo externo.
(…) Não se trata, por isso, de um programa editado por um grupo de sábios, a pensar no marketing político, segundo o princípio da satisfação máxima da clientela eleitoral. Trata-se, pelo contrário, de um documento que, não só no seu conteúdo, mas também na sua elaboração, obedeceu a um escrupuloso respeito pelos cidadãos que seriam seus destinatários e pelo imperativo da verdade. Estamos convictos que, só por si, este Compromisso de Verdade contribui para restaurar os laços de lealdade e confiança com o eleitorado, com os cidadãos portugueses.”
Manuela Ferreira Leite, no discurso de apresentação do programa eleitoral do PSD.
http://www.cachimbodemagritte.blogspot.com/2009/08/distincao.html
Setembro 1, 2009 at 7:51 am
Dia 27 vai haver uma mudança contra a vontade daqueles que são alvo da mudança.
Setembro 1, 2009 at 11:08 am
o Voltarem ia para Custóias!
Setembro 1, 2009 at 1:47 pm
Se pensarmos na revolução francesa ou na revolução bolchevique, realmente são exemplos em que as mudanças se fizeram sem a colaboração daqueles que eram o “alvo” (sic)e estavam no centro dos acontecimentos.
A realeza perdeu a cabeça, a burguesia deixou de ter razão para continuar a viver.
Neste perspectiva de tiro ao “alvo”, de remoção dos “obstáculos” (leiam com atenção a entrevista), Maria de Lurdes Rodrigues está certa, e errados estão os que não sabem interpretar o que realmente ela afirma, pensa e representa.
Não existem contradições no seu discurso. Há que perceber o que está em causa na política educativa do PS. E nesta matéria, vejo muito pouco discernimento, principalmente por parte da esquerda, que só vê em toda esta estratégia, um ataque à escola pública, o que é um perfeito disparate.