As duas primeiras páginas da entrevista de MLR ao Diário Económico mereceriam prosa própria caso estivéssemos em 2005, 2006 ou mesmo 2007. Agora até já chateia e sinceramente faltam-me o tempo, a paciência e o ânimo. Vou apenas retirar dela umas passagens que demonstram até que ponto passa por aqui um rasto de… bom, deixa-me ficar calado.
Por ordem de entrada em cena na entrevista, começando pela parte em que discorda que destruam o seu trabalho, visto que ela respeitou o dos antecessores:
Procurei imprimir uma orientação de total respeito pela herança que recebi, colocar o interesse do país, dos jovens e das famílias acima de qualquer outro interesse e continuar o caminho daquilo que são grandes consensos.
Agosto 31, 2009 at 10:44 pm
…Paulo,o melhor é eu ficar calada tb…até pq n quero descer o nível…n quero tocar sequer o nível da iminência parda d 5 d Outubro…
…”palante”
Agosto 31, 2009 at 10:46 pm
É febre, sim.
E medo de arcar sozinha com as responsabilidades.
O que ela quer dizer é que todas as medidas que tomou estavam previstas pelos governos anteriores. Logo, se correu mal, a culpa não é dela, é do governo PSD.
É sempre assim, não é? Herdam coisas e fazem o melhor que sabem, numa base de consensos.
Tretas!
Agosto 31, 2009 at 10:48 pm
“O interesse do país, dos jovens e das famílias acima de qualquer outro interesse.”
Leia-se: o interesse do país, jovens e famílias acima dos interesses corporativistas dos bandalhos dos professores.
Agosto 31, 2009 at 10:50 pm
“colocar o interesse do país, dos jovens e das famílias acima de qualquer outro interesse…”
ESTA MULHER ODEIA-NOS! PARA ELA SOMOS M**DA! ATÉ PARECE QUE O ENSINO EXISTIA SEM NÓS!
Não quero baixar o nível mas só me apetece chamar-lhe “mulher da vida” (nome técnico!)
Agosto 31, 2009 at 10:51 pm
Reb
esta mulher é uma cobra!
Acho melhor o Paulo não transcrever mais entrevista para que o nível do blog não vá para baixo de zero!
Agosto 31, 2009 at 10:52 pm
é bebedeira permanente!
Agosto 31, 2009 at 10:52 pm
Agosto 31, 2009 at 10:52 pm
O interesse é só o pilim. Diz lá, ó Guinote, quanto é que já amealhás-te com estas masturbações intelectuais!
Agosto 31, 2009 at 10:55 pm
…para além d q…o blog por vezes é atacado por parasitas…tipo vírus e assim…
…solução:”no coments”…
Agosto 31, 2009 at 10:56 pm
Não percebo o destaque, a admiração, o bold e o itálico. É verdade, sim senhor, e até é legítimo que a senhora pretenda continuar o caminho daquilo que são os grandes consensos. Ou vais negar que a senhora conseguiu um elevado consenso com o senhor Pedreira e com o senhor Walter… ou Valter? 8)
E mais não digo porque comentar este tipo de entrevistas é chover no molhado
Agosto 31, 2009 at 10:56 pm
#8,
O suficiente para comprar uma gramática e saber conjugar o verbo “amealhar” sem dar dois erros na mesma palavra.
Agosto 31, 2009 at 10:57 pm
#10,
O itálico é o WordPress que obriga em caso de citações.
O bold é para conduzir o olhar suavemente pela prosa.
Mas se incomodar, eu deixo de fazer.
São tiques meus.
Agosto 31, 2009 at 10:59 pm
…#11
…é por estas e(mt) outras q eu gosto deste blog…n “mouche”
Agosto 31, 2009 at 11:04 pm
Deve ter comprado a gramática das Novas Oportunidades, ó Guinote! Ainda tens muita sopa para comer até me conseguires ensinar Português! Vai lá ver ao dicionário ( a sério) como é que se conjuga o verbo amealhar. Não são só os fãs da RDA que sabem escrever Português!
Agosto 31, 2009 at 11:05 pm
O itálico e o bold que fiquem.
Ajudam.
Agosto 31, 2009 at 11:05 pm
“Diz lá, ó Guinote, quanto é que já amealhás-te com estas masturbações intelectuais!”
É na RDA que se escreve assim?
Agosto 31, 2009 at 11:07 pm
#16 Paulo
Não é na RDA, é no Rato!
Agosto 31, 2009 at 11:08 pm
Já agora, quando é que deixam de insultar a senhora? Fica tão mal aos “educadores” deste país! Discutam factos!
Agosto 31, 2009 at 11:08 pm
Eu amea-lhei
tu amealhas-te
ele amea-lhou
Porque não se deixam ficar pelo SIMplex.
Lá ninguém corrige erros.
É que os professores são uns chatos!
Agosto 31, 2009 at 11:08 pm
#14,
Parece é que a pontuação final falhou.
(desculpem esta interrupção)
Agosto 31, 2009 at 11:09 pm
E tinha acento e tudo?
Uau!!!
Agosto 31, 2009 at 11:09 pm
Acho que hoje anda por aqui alguém que deu uma entrevista ao Diário Económico!
Agosto 31, 2009 at 11:09 pm
#18,
Senhor Ferreira, desde quando a “senhora” apresentou factos nestas citações?
Já agora, não sou de moderar comentário, mas tente manter a linguagem em níveis medianos, se quer dar lições aos “educadores”.
Agosto 31, 2009 at 11:10 pm
A RDA é a antiga República Democrática da Alemanha?
Ó Guinote, eu julgava que eras do PSD.
Agosto 31, 2009 at 11:11 pm
#21 Reb
Agosto 31, 2009 at 11:11 pm
Ok! o hífen está a mais! as minhas desculpas à élite iluminada! Que bom não querer saber das ideias,não é? Na próxima vai em SMS
Agosto 31, 2009 at 11:11 pm
…senhora???
…ó toninho, por quem sois…
…quanta delicadeza,porventura ternura,até…
Agosto 31, 2009 at 11:12 pm
“26,
Só o hífen?
Santa ignorância…
#24,
Sou do PPD/PSD/RDA.
Agosto 31, 2009 at 11:13 pm
#26, “elite” também fica melhor sem acento.
Agosto 31, 2009 at 11:13 pm
Eu diria: amealhástes. Não fica bué de melhor?
Credo!
Agosto 31, 2009 at 11:14 pm
Paulo:
procura na gramática das Novas oportunidades “amealháste”
Agosto 31, 2009 at 11:14 pm
#26,
Élite, assim com muita força no É?
Agosto 31, 2009 at 11:15 pm
Pois, o melhor é desconversares, ó toninho.
Agosto 31, 2009 at 11:15 pm
…vá lá ,n sejam maus…eduquem lá o toninho,vá lá…
Agosto 31, 2009 at 11:17 pm
#34 emaria
nós tentamos, mas às vezes os alunos são burros!
Agosto 31, 2009 at 11:17 pm
Pequeninos suburbanos!
Agosto 31, 2009 at 11:19 pm
…então divirtam-se ,q a cadela quer fazer chichi…té já…
Agosto 31, 2009 at 11:20 pm
…sejam meigos c o toninho…
Agosto 31, 2009 at 11:20 pm
Dicionário das Novas oportunidades: Suburbanos – pessoa do sexo masculino ou feminino que não que não frequenta o Largo do Rato; pessoa do sexo masculino ou feminino que não vota PS.
Agosto 31, 2009 at 11:21 pm
Tão (giro, não é?!) a ver como já não falam da “senhora”!Fui! Dediquem-se ao TRAVIAN!
Agosto 31, 2009 at 11:22 pm
Melhor escrever: sub-urbanos.
Só para baralhar um bocadinho mais!
Agosto 31, 2009 at 11:22 pm
#36,
Alto lá.
Vivo numa aldeia.
Eu sou rural.
Rústico mesmo.
Agosto 31, 2009 at 11:23 pm
…qual senhora??
Agosto 31, 2009 at 11:23 pm
ahahahahaha
Obrigada toninhoprof pelas minhas gargalhadas.
Agosto 31, 2009 at 11:23 pm
#40, travian??
Agosto 31, 2009 at 11:24 pm
#41 reb
essa também dever vir no dicionário das NO
Agosto 31, 2009 at 11:25 pm
Adoro estes cromos.
Pena que tenham passado todos para o Simplex.
São tão divertidos.:)
Chegam aqui com nick de professor e dão bué da erros.
Agosto 31, 2009 at 11:26 pm
#46, Bia, vem, sim.
Agosto 31, 2009 at 11:26 pm
…qual senhora?
Agosto 31, 2009 at 11:26 pm
#40, será que se refere ao TRIVIAL?
Agosto 31, 2009 at 11:27 pm
#49, a senhora é a Milu da entrevista.
O Toninho acha que marcou pontos pq nos desviou as atenções do post.
Agosto 31, 2009 at 11:28 pm
…eu consigo passar por cima …até vocês desatarem a comentar…aí agarrem-m,senão mato-o…
Agosto 31, 2009 at 11:29 pm
…ó reb eu percebi…
…m para mim ela n é uma senhora…
Agosto 31, 2009 at 11:31 pm
#51,
Então se é assim, voltemos ao tema.
Facto 1: A senhora recebeu uma herança.
Agosto 31, 2009 at 11:32 pm
#51 reb
Vamos voltar à carga!
Acho que a milú já teve a gripe H1N1, pois afinal foi nos porcos que esta gripe teve origem
Agosto 31, 2009 at 11:34 pm
A herança desta mulher é pesada! Não é fácil herdar tanta estupidez!
Agosto 31, 2009 at 11:35 pm
Facto 2: A ministra respeita as famílias.
Agosto 31, 2009 at 11:36 pm
Tão importantes que vocês são!vejam lá lá se a gravidade não vos esmaga o ego na esplanada! Ó emaria, venha lá daí a morte!Mais depressa lhe saía algo pelas orelhas, mas isso era o que você queria, não era?
Agosto 31, 2009 at 11:39 pm
Factos 3,4: respeita o país e os jovens.
Facto 5: procura caminhos de consensos.
Contra- factos: O MP acha que nim. O EP acha que depois de ter recebido a herança, teria sido uma boa altura para sair.
Agosto 31, 2009 at 11:39 pm
A falta de peso (ou será de centrímetros) (tá bem escrebrido) só pode dar num blogue destes!
Agosto 31, 2009 at 11:39 pm
…ó toninho,tão amargo q você é homem…
olhe q assim morre cedo…
Agosto 31, 2009 at 11:40 pm
Colegas:
Na vossa escola há esplanada? Será que vai fazer parte do novo programa eleitoral equipar as escolas com esplanadas???
Agosto 31, 2009 at 11:41 pm
Vão contribuir para a NATALIDADE (sempre dá 200 euros), se forem capazes !:) No hard feelings !
Agosto 31, 2009 at 11:42 pm
reb:
Procura lá no dicionário das NO: “centrímetros”
Agosto 31, 2009 at 11:43 pm
…ó tninho,e você,tem falta d quê,pra andar por aqui?
Agosto 31, 2009 at 11:43 pm
Já temos um toninho no blog!
Ou antes um toininho! Ó Toino és da élite (com acento)?
Agosto 31, 2009 at 11:44 pm
Não emaria, só gosto de me rir um bocadinho! Sem ressentimentos, continuem a agitar o sistema e sejam MUITO felizes1
Agosto 31, 2009 at 11:45 pm
#66 Pedro Castro
Olá!
Isto hoje está animado! Apareceu mais um crómo
Agosto 31, 2009 at 11:45 pm
…Pedro…este toninho é arraçado d tone…
Agosto 31, 2009 at 11:45 pm
Ò Toino, estás por aqui ome?
Agosto 31, 2009 at 11:47 pm
OH pedrinho, ainda deves ser muito verdinho para saberes puto de puto! Mas está bem, isso vai mudar, abraço!
Agosto 31, 2009 at 11:48 pm
O ome voxemexê é da élite?
Agosto 31, 2009 at 11:49 pm
…Paulo,foi a primeira e última vez q reagi a provocações…
até amanhã…
a cadela já n aguenta mais…
Agosto 31, 2009 at 11:50 pm
Pedro Castro:
o ome é da élite sub-urbana que anda a amealhár dinheiro à nossa conta
Agosto 31, 2009 at 11:50 pm
Que sorte a vossa ter apararecido mais um cromo! Por esta altura vossas exas. já tinham esgotado os trocadilhos da gripe e da ministra, né??
Agosto 31, 2009 at 11:50 pm
#71, Abraço, Toninho!
Agosto 31, 2009 at 11:52 pm
Bia,
Agosto 31, 2009 at 11:53 pm
De vez em quando os pacóvios ressurgem do esgoto. Não vás por aí, Toninho, que ainda levas no focinho.
Agosto 31, 2009 at 11:54 pm
Será que o toninho está enamorado da nossa milú?
Parece que o seu objectivo é apenas defender a dama!
Agosto 31, 2009 at 11:56 pm
Facto 6 (para aí): as escolas serão espaços de protecção anti-gripe A.
Facto 7: não se anda na política à procura de gratidão.
Setembro 1, 2009 at 12:10 am
Muito conveniente, senhor PIXOTE
Setembro 1, 2009 at 12:17 am
Pedro, já viste a nossa sorte?
“Amealha-mos” Toinos diferentes todos os dias.
SÓ têm uma característica em comum: mandam-nos sempre ser felizes.
Acho que isto é da escola do contoleiro.
Setembro 1, 2009 at 12:19 am
Ó tóninho, ligá á télevisão nó diá 27 de Sétembro e góza ós résultados éleitorais dá élite.
Setembro 1, 2009 at 12:22 am
Pois é no dia 27 que ides começar a trabalhar, bando de energúmenos. Acabaram os subsídios para estar no café!
Setembro 1, 2009 at 12:25 am
Olha, é do norte.
São sempre do norte.
Setembro 1, 2009 at 12:25 am
Que grande cáfila tens aqui, oh Guinote!Devias concorrer ao RENDIMENTO MÍNIMO!
Setembro 1, 2009 at 12:27 am
Toninho vê se vais para a tua lata de atum de esterco…caramba arranjam cada lambe botas ou cu ou sei lá o quê…acho que este é copofrágico….
Setembro 1, 2009 at 12:29 am
Do grego energoúmenos, com raiz na palavra grega ergon, que significa trabalho, tarefa.
Olha elogiou-nos….
Setembro 1, 2009 at 12:31 am
O grande Álbino está a enfráscár-se.
Setembro 1, 2009 at 12:32 am
Gostas de Levar no cu, oh Bulimunda! Good for you!
Setembro 1, 2009 at 12:33 am
Hoje há “homem” novo??!!!
Setembro 1, 2009 at 12:34 am
Cáfila?
Põe-te na fila, filho….
Setembro 1, 2009 at 12:36 am
Puro desespero.
Setembro 1, 2009 at 12:37 am
Para gatas escondidas só Whyskas! Só fico nas filas que valham a pena, as outras são muito LARGAS
Setembro 1, 2009 at 12:40 am
É sempre bom sinal quando aparecem:)
Setembro 1, 2009 at 12:40 am
Agradecia que a troca de mimos acabasse.
A maior parte dos comentadores acaba por fazer a vontade aos agentes provocadores e desce ao nível deles.
Isso é lastimável porque é esse o objectivo deles, desacreditar a nossa postura.
Lamento que continuem a deixar-se embarretar.
É quase inútil dizer isto uma e outra vez, sempre que um deles aparece.
Como não estou para chats de tipo juvenil vou-me daqui e espero não ter amanhã de apagar uma série de comentários debilóides como um qualquer toninho-ferreira.
Setembro 1, 2009 at 12:43 am
É grátis e pode ajudar.
http://www.priberam.pt/dlpo/Conjugar.aspx?pal=amealhar
Setembro 1, 2009 at 12:47 am
Olha não sabe o que é coprofagia..bem eu elucido visto ser a especialidade deste governo e seus acólitos…
Setembro 1, 2009 at 12:49 am
Até amanhã….e Paulo não te preocupes o nível suchLISTa é de tal forma débiloide que se lerem três frases sem caroços já é muito….
Setembro 1, 2009 at 12:50 am
Não estudamos para a vida, mas para a escola
Séneca
Setembro 1, 2009 at 12:54 am
Travian: Jogo de estratégia medieval, joga-se no web browser e conta com milhares de jogadores a competir simultaneamente.
Os nossos alunos do 3º ciclo são especialmente fãs, é vê-los correr nos intervalos em direcção ao computador mais próximo, disponível à conquista de nova aldeia, de mais umas tropas etc.
Até eu gosto, não tenho é tempo para entrar no jogo.
Setembro 1, 2009 at 12:55 am
Por mim mal começou… E já acabou.
Boas noites. Sweet dreams.
Kiss
Setembro 1, 2009 at 1:08 am
Olha como se chegou rapidamente a 100 comentários, à custa de um tontinho.
Para variar, eu quero saber quem vai pôr e tirar os meninos engripados naquelas salas de isolamento. A mim não me devem apanhar. E também vai sendo mais que tempo de exigirmos à camarilha a devolução do tempo de serviço que nos roubaram.
Estas entrevistas em catadupa que todos andam a dar fazem parte da estratégia de manipulação, também conhecida por manobra de diversão, que consiste em intoxicar toda a gente com tanta informação, que não haja tempo para digerir nada. Não podemos estar sempre a embarcar nas ciladas.
Setembro 1, 2009 at 1:16 am
Madame de Sade
Dedicado ao meu amigo S.N., que já foi dado como clinicamente morto, embora num tempo felizmente já passado
Estamos a quase um mês do dia em que o Socratismo vai sofrer aquilo que nem os Castelhanos apanharam em Aljubarrota. É natural: o país nacional, o país sensível, o país plácido, o país com princípios, o país vulgar, eu, nós, você, leitor, vai-se finalmente vingar de uma das mais pavorosas associações mafiosas que já esteve à frente dos nossos destinos.
Sim, é verdade que continuamos na Cauda da Europa, mas, antes, tínhamos um pouco que comer, um pouco de brio nacional, não tínhamos medo de falar, nem olhávamos para o lado, de cada vez que queríamos manifestar o nosso descontentamento, e, sobretudo, não sentíamos que o estado de impunidade das coisas judiciáveis se tinha tornado numa regra, não em lapsos pontuais e corrigíveis.
Quando este governo desaparecer, vão sobrar poucas coisas: algumas anedotas mordazes, uma generalizada sensação de impotência, o sentido de que governar acima da lei, afinal, é possível, apesar da Democracia e dos espaços internacionais em que nos inserimos, e, sobretudo, ficarão algumas figuras carismáticas, no sentido mais profundo da negatividade humana, como só Shakespeare ou Dostoievsky poderiam ter engendrado.
Num esforço de memória, poderia pensar na epígrafe deste desastre nacional.
É evidente que o figurino encaixa perfeitamente em Sócrates, o provinciano dos fatos que lhe assentavam todos mal, suponho que por causa da batata de nariz transmontana, diplomado à força e sem qualquer vergonha na cara. Acima de todos, todavia, não creio ser exagerado imaginar que Maria de Lurdes Rodrigues, a “Anarquista”, poderia perfeitamente servir de sudário para o horror que foi este período político.
Lurdes Rodrigues não conheceu o pai, mas conheceu as durezas dos padrastos, os incómodos da Casa Pia, o acordar de manhã cedo, os banhos de água gelada, a austeridade, o horizonte sem luz, enfim, todos os opostos da pedagogia do afeto e e da humanidade, da pasta que ousou tutelar. Essa figura goza de uma curiosa particularidade: irá desaparecer, para sempre, da nossa vista, antes de que o ano de 2009 termine.
Há um alívio, mas também há uma enorme cicatriz. Essa mulher nunca mais poderá voltar ao anonimato da cidadania, porque até eu, geralmente discreto, cordato e enfiado no meu “noli me tangere”, serei capaz de atravessar a rua, para me cruzar com ela, e lançar-lhe na cara uma daquelas frases amargas que nunca mais se esquecem até ao resto da vida.
Nunca perdoarei o Socratismo, e haverei de lançar-lhe um anátema até ao final da minha vida de intelectual e artista, e é por isso que coloco à frente desta bastardia o rosto infame dessa mulher.
Como todos os monstros, ela aspira à perpetuação: a sua melhor frase é “Mais importante [do] que as pessoas são as políticas”. Tem toda a razão: essa foi a operacionalidade e logística de todo o séc. XX, e conduziu a mais milhões de mortos do que todas as guerras anteriores, justificou as câmaras de gás, os “gulags”, os tarrafais, os fuzilamentos da Guerra Civil de España, Tianamen, o khemrismo vermelho, as purgas de Pinochet, os assassinatos de Fidel, Saddam, as burkas, os Ayatollahs, as vítimas do não perservativo de João Paulo II e tantos outros momentos maravilhosos do nosso passado recente. Maria de Lurdes Rodrigues foi mais modesta: alimentou a bufaria, através do carismático Hipopótamo da DREN, praticou a legislação retroativa e o sadismo das juntas médicas. Para o fim, e é desse fim que hoje veio falar, quis que as suas ideias, mais importantes do que as pessoas, prevalecessem.
Soou-me — e aqui vamos entrar no domínio das generalidades, porque o assunto só me interessa por grosso — que, a meio das férias das pessoas normais, e no tempo das suas permanentes insónias de rancor e passado perdido, que ninguém lhe poderá restituir, tinha cometido mais ums dos seus insólitos atos administrativos, uma tal abertura extraordinária de Concurso para Titulares.
Titular, no sentido corrente do termo, era uma pessoa que detinha um título nobiliárquico, no tempo em que a sociedade se hierarquizava, como tal. Chegada a República, a Titularidade ficou para o mesmo prazer pessoal das pratas da casa e dos ouros de família. Tal não foi o entendimento de Lurdes Rodrigues, cujo horizonte quimérico, de mulher a dias, levava a valores obsoletos, aliás, moderníssimos, como o prova o cadáver debilitado que habita Belém, e cujo sonho seria ter audiências de quinta feira com Sua Excelência o Presidente do Conselho, Dr. Oliveira Salazar. Lá lhe aparece um parecido, só que infinitamente mais estúpido, sem estudos, e profundamente inculto…
A singularidade deste concurso, pelo que me chegou, é que tem data de início, mas não finda: é uma coisa talhada para a Eternidade, assim como as Pirâmides do Egito, e será o Ramesseum da desgraçada, e das suas amargas ideias. Esquece-se de que estará politica e socialmente morta, de aqui a um mês, e que NADA ficará da sua memória, exceto um ódio profundo. É estranho que legisle para a Eternidade, mas deixa coisas sólidas, como o Código de Hamurabbi: “40 páginas de um texto qualquer”, no qual o frango, com 15 anos de casa, se candidata à categoria de criada de dentro, com direito a avental e crista.
40 páginas deve ser um número cabalístico. É pena não ter tempo para investigar, mas deve andar próxima do célebre MBA que ela deu a um gajo com diploma deficiente, que desde logo a presenteou — os ressentidos são sempre generosos — com a Pasta da Educação, daquelas raras pastas que, como a da Cultura, tal todos nós sabemos, podem ser ocupadas por qualquer um.
Suponho que queira terminar o sinistro mandato com o oposto da ideia com que começou: uma “geral” de titulares, para contar cabeças, a ver quantos ainda se ajoelham, perante as últimas “ideias” de uma moribunda política e moral.
(A “geral” dava-lhe eu, e era enviá-la para as celas de alta segurança de Monsanto, onde abriria as pernas e os teria de classificar de “Insuficientes”, “Suficientes”, “Bons”, “Muito Bons” e “Excelentes”. Os Insuficientes e Suficientes teriam direito a repetição de prova, e os Bons, os Muito Bons e os Execelentes, idem aspas, aspas, que é para isso que foram criados os especialistas…)
Suponho que os Professores entendam isto como a derradeira humilhação de uma criatura execrável.
Como é costume, é melhor começar a ler os meus textos sempre pelo fim. Tudo o que escrevi atrás era redundante e esperado: encaixa perfeitamente nas manifestações de caráter anteriores. Novidade, novidade,é o meu amigo S.N., que esteve clinicamente morto, e a quem tentaram todos os métodos de reanimação, até chegarmos ao ponto daquele cabecear dos médicos, que só quer dizer, “pronto, este acabou…”, mas não tinha acabado: como em Dreyer, houve uma silenciosa ressurreição.
As Juntas Médicas, para quem o importante são as ideias da criminosa Lurdes Rodrigues, mandaram-no trabalhar (!), aliás, como todos os desgraçados que por lá passaram, naquela tarde….
É bom saber que, na ausência da Linha 24, ainda continuamos a ter Juntas Médicas milagreiras.
Suponho que seja a discreta e doce mãozinha da Senhora de Fátima.
(Pá, para começar, era um tiro nos cornos, e depois logo se via…,
http://www.sinistraministra.blogspot.com/2009/08/madame-de-sade.html
Setembro 1, 2009 at 8:10 am
“…continuar o caminho daquilo que são grandes consensos”
Oh Toninho, não se pode negar que MLR conseguiu. Pela primeira vez existe um grande consenso entre os professores. Foi um excelente trabalho.
Setembro 1, 2009 at 8:14 am
Paulo
Estive bem.
Very diplomatic!
Setembro 1, 2009 at 10:28 pm
Consensos??? Lambebotismo, talvez, consensos nenhuns! É a pior ministra da educação da história de todas as ministras da educação do mundo inteiro!!!Devia estar no guiness.