Buli
A água do mar aqui nos Algarves continua magnifica. Até 27 de Setembro devíamos ter direito a férias extra pelo que temos sofrido na mão desta ministra.
Digam-me uma coisa: os QZP’s sem componente lectiva podiam concorrer a outro QZP que não o seu de origem e um dos constantes no Aviso de Abertura?
A minha 1ª opção foi para colegas que estão bem atrás de mim na lista graduada, e que concorreram a um QZP que não era o seu de origem nem constava no aviso de abertura…
Mais uma vez, as injustiças estão à vista de todos. Em 27 de setembro, everything but socrates
Pois eu cá concorri a DAR e nada. Tenho 20 anos de serviço.Já tinha sido colocado a 130 Km da minha residência, na primeira fase das colocações e , agora, muitos bem atrás de mim na lista graduada foram colocados bem perto da minha residência. Esta história de nunca sairem as vagas todas a concurso na primeira fase tem muito que se lhe diga. Estabilidade do corpo docente, dizem eles. Mas instabilidade para o próprio docente. E a colocação é por 4 anos. Já estou revoltado desde Julho passado e , agora, ainda estou mais. Nem os posso ver, nem pintados.
PS, jamé!!!
Eu neste concurso não concorri, estou em QE a 60km de casa mas já sabia que no meu grupo não havia esperança de aproximar. Sinto-me cada vez mais revoltada com estes concursos, porque os infelizes que são QE há vários anos como eu, continuam a ficar longe de casa e os QZP mesmo que estejam no Algarve e que só sejam QZP há 2 ou 3 anos conseguiram ficar colocados ao lado de casa. Ou seja, para que servem as listas de graduação? Deve ser só para inglês ver! Claro que esses professores estão contentes mas há professores que leccionam há mais de 15 anos que são QE há mais de 12 e continuam longe e isso é lamentável.
#14
Não é bem assim, que eu sou QZP e fui colocado a 130 Km de casa em Julho passado. E tenho 20 anos de serviço. Lamentável é que outros, bem menos graduados do que eu sejam , agora, nesta 2.ª fase , colocados bem perto da minha residência.
Olhe, tomara eu estar a 60 Km de casa. Já me considerava um felizardo.
Sou o n.º 300 numa lista de graduação.Ficaram nas escolas que me interessavam os n.ºs 406,853,949,964,1124,1169 e 1203… e aqui desisti de ver mais, porque acho que é uma grande injustiça!
#15 mas era isso que eu estava exactamente a dizer é que agora houve QZP que passaram à frente de outros com mais graduação por exemplo conheço casos de pessoas estavam nos QZP no Alentejo que na lista estaria mais de 2000 lugar atrás de mim e que ficaram aqui onde moro. Acha correcto? pois eu não porque se existe uma lista graduada seria para alguma coisa!
Há uma escola em Viseu que não colocou vagas a concurso no grupo 230 (1.ª Fase) e agora tem 6 horários completos e 1 com 18 horas para os DAR…
Como esta deve haver outras…
Das 8 escolas a que concorri na 1.ª fase, 3 apresentavam um total de 5 vagas.
Neste concurso DAR, num conjunto de 5 das 8 escolas a que me candidatei, foram agora colocados 13 professores, todos atrás de mim nas listas de ordenação e todos QE. Todos ficaram em casa…
FANTÁSTICO!
A justiça do sistema de colocações está à vista de todos e a impunidade de procedimentos continua a ser apenas propriedade de alguns…
Este país envergonha-me e prejudica sempre os mais graduados…
No dia 27 de Setembro vou ter bem presentes todas as ofensas, injustiças e ultrajes a que os professores portugueses foram sujeitos nesta legislatura quando depositar o meu voto na urna…
Espero que os resultados eleitorais desse dia não nos condenem a mais um tratamento de escravidão!
#17:
Eu não sei , nem faço ideia do que se passa nessa coisa a que chamam grupos de recrutamentos com números como 100, 110, 500, etc, nem sei bem os mecanismos do concurso e dos destacamentos (nunca tive).
Eu nunca gostei desses números. Sou um simples professor primário, com 20 anos de serviço e perto de 50 anos de idade. Pertenço (ou pertencia) ao QZP da Guarda e fui contratado durante 7 anos. Se , quando tinha 30 anos não me custava ir trabalhar para terras a 120 km de casa, hoje custa-me muito.
Quando vi que este (des)governo tinha mudado as regras do Concurso, disse para comigo: “Estou tramado!!”. E não me enganei.
Mas o que eu sei é que alguns QE ficaram colocados neste Concurso (pelo menos no meu QZP) bem perto de casa e como eram os primeiros da lista , lá se safaram.
O que eu tenho pena e lamento é ter sido colocado na primeira fase (atenção que eu fui colocado na 19.ª prioridade) e não ter ficado por colocar. Se não tivesse sido colocado tinha ficado bem perto de casa neste concurso de hoje ou , pelos menos, a 50 Km , o que eu considero muito bom. Agora, a 130 Km e por quatro anos é que não!!
E, por favor, não me venham com a história de chamarem destacamento aos DACL porque isso são necessidades, não destacamentos.
A lógica deste concurso era tão preversa que um colocado na primeira fase que concorresse a DAR (como eu fiz) não tinha hipóteses nenhumas.
O normal era os concorrentes a DAR ficarem à frente dos outros, já que libertariam a vaga onde tinham sido colocados para dar lugar aos DACL. Isso, sim, teria lógica. Como os DACL estavam atrás, numa lista graduada, se fossem parar mais longe, também teria lógica. O que não tem lógica é este concurso para DAR que foi uma grande treta.
Eu ficarei em Setúbal. Mas também nem assim votarei PS.
O modo como foi concebido este concurso sempre me mereceu muitíssimas críticas. Não mudo de posição só porque obtive colocação na minha primeira opção, em DAR. Continuo a reconhecer razão aos muitos colegas que se vêm objectivamente prejudicados porque se planeia mal e pior se executa.
Já hoje recebi telefonemas e mensagens de colegas que me disseram que ficaram bem colocados.
O problema é que têm menos graduação profissional que muitos outros que entraram em QA longe de casa e a quem não lhes foi “permitido” beneficiar do DAR.
Tem razão. Não lhes foi “permitido” beneficiar de DAR. Esse é , exactamente, o meu caso. Porque os colocados em DAR foram , apenas, uma pequena minoria (e eu nem sei quais os critérios para terem sido esses e não outros).
Eu quero lá saber de entrar em QA se esse QA for a 130 Km da minha residência.
# 19 pois os QE ficarem bem colocados nesta parte do concurso só se for em alguns (poucos) grupos. No meu grupo (300) não houve quase nenhum QE que conseguiu aproximação no distrito de Aveiro e pode ter a certeza que havia vagas só que todas foram para QZP muito menos graduados e quando digo menos graduados estamos a falar muitas vezes de cerca de 2000 lugares de diferença. Eu também tenho muitos anos de serviço e todos eles a fazer vários km por dia mais de 120 por dia quando vejo pessoas com menos 8 anos ou mais de serviço muito menos graduados a leccionar na escola ao lado da minha casa. Lamento mas choca porque afinal nós quando efectivamos tínhamos de ir para longe porque não existia destacamento nem QZP e passados 15 anos continuamos a ter de viajar 120 km por dia e os mais novos ficam nas escolas perto de casa. E não estou a falar por falar pode verificar consultando a lista de colocação do grupo 300 ou outros.
Se eu tivesse que viajar 120 Km por dia considerava-me um sortudo. O ano lectivo passado fazia todos os dias 140 Km (ida e volta) e considerava-me um sortudo.
O pior é ter de fazer 260 Km . É que nem os vou fazer.Vou ter que ficar lá. E gastar o dobro do dinheiro (alojamento, refeições, etc). No meu distrito, no Inverno, é impossível fazer isso. É só gelo e neve. Pense, também, nisso.
De facto assistimos a uma vez mais a esta aberração de concursos. Porque não colocaram primeiro os DAR, pois se havia vagas era justo que fossem para os que ficaram mal colocados e ocupavam uma posição melhor na lista. Mas justiça não é com este governo. Perdeu mesmo os Porfessores, a Srª Ministra.
#28 e quantas vezes ao longo do seu currículo ficou perto de casa?
É que eu em 15 anos e 13 efectiva nunca fiquei perto porque estes últimos anos sou ultrapassada por pessoas que estão trás de mim numa lista (que deveria existir para alguma coisa!) cerca de 2000 ou mais lugares por isso não me acho nada sortuda quando vejo outras em lugares que pela lógica das listas deveriam ser meus. Se acha ser sortudo passar uma vida a fazer 120 km por dia e olhar para aqueles que nos roubaram os lugares devido à falta de lógica destes concursos pois lamento mas então vive no país certo pois eu não acho que tenho sorte por ver que estou a ser enganada e roubada!
Já alguém se lembrou de exigir aos partidos da oposição a realização de um concurso, já no próximo ano, que permita corrigir (pelo menos algumas) as injustiças por aí referidas?
É o momento.
Eu não disse que não acho uma injustiça o que se passa consigo. Eu só disse que se tivesse que fazer 120 Km por dia me considerava um sortudo. Isso não quer dizer que esta trapalhada de concursos não seja mesmo a pior trapalhada de sempre (só comparável à daquela ministra Seabra, quando o Santana era primeiro-ministro).
Só que eu vou ter que ficar lá o que é bem pior do que fazer 120 Km todos os dias. Não posso fazer 260 Km todos os dias, sobretudo no Inverno, Mas a mim o que apetecia mesmo era bater , bater , bater até mais não nos do PS , até deixá-los todos negros, como eles me deixam a mim( as nódoas negras de mágoa que eles me fazem não têm perdão). Isso é que era…
Sempre disse que o pior que havia com os professores eram os concursos e a falta de autoridade. Mas, a maioria achou que o pior era mesmo a avaliação (para mim isso são peanuts). E estamos nisto…
Isso é que era…
Sabe fazer petições on line?
Ou alguém sabe?
É isso, vamos fazer uma petição para que , no próximo ano, haja um novo concurso para corrigir flagrantes injustiças deste concurso (e não interessa que este concurso seja de colocações por 4 anos, senão só se poderá fazer isso daqui a 4 anos, quando já ninguém se lembrar).
Vamos a isso?
Embora, felizmente, já não concorra e esteja a 5mn da escola, compreendo perfeitamente a angústia destes colegas. Acompanho todos os anos esta situação,porque a minha escola tem grande mobilidade e tenho muitos amigos que passam por isto.
Tenho assistido a dramas de colegas com filhos pequenos a centenas de Km do pai ou da mãe, a fazerem viagens constantemente, a mudarem de escola, etc. Para não falar no aspecto financeiro. Alguns no princípio de carreira e com horários incompletos pagam para trabalhar. É este o país que temos.
A minha solidariedade para todos vocês.
Penso que uma petição a pedir novo concurso (quem quisesse ficar nas escolas onde ficou agora por 4 anos e não quisesse concorrer, não o faria) seria boa ideia.
Obrigado pelas suas palavras de solidariedade.
Quem souber fazer petições on -line para um novo concurso (com a tal garantia de que quem quisesse ficar os 4 anos não era obrigado a concorrer) poderia escrever aqui um comentário. Despachar isso, antes que seja tarde, e entregar a todos os grupos parlamentares dos partidos da oposição é uma boa ideia.
As colocações longe de casa são uma das coisas que a opinião pública não apoia. Sei-o por experiência própria. Quando se fala de professores, em qualquer conversa informal e se explica isso, toda a gente nos dá razão.
Até se se descreverem situações desse tipo (professores colocados longe de casa) em blogues ou em jornais impressos (como eu já fiz) o feedback das pessoas é muito bom. Inclusive os do PS que são contra tudo o que os professores dizem, quando se fala ou escreve sobre isso, reconhecem-nos razão. Já vi e ouvi reacções de pessoas ferrenhas do PS , que sobre isto nos dão razão, ou então nada argumentam. Se for sobre outras coisas, defendem a sua dama ( o Governo).
#34
Não sou expert na matéria, nem estou directamente atingido por mais este despautério.
Mas apoio no que puder. Primeiro por uma questão de ética e profissionalismo, que não me permite assistir parado a este desconcerto; segundo, porque contribúo em tudo o que possa traduzir-se num empurrão aos desqualificados que actualmente nos governam.
Achei essa ideia da petição a pedir novo concurso para o ano uma boa ideia mas se quem estiver bem colocado (alguns porque beneficiaram deste)não for obrigado a concorrer a situação vai permanecer a mesma porque as vagas ocupadas por esses (bem colocados) não vão ficar a concurso. Para emendar a situação só um novo concurso onde a graduação seria o 1º critério como antigamente.
Bem, bem, era impugnar este concurso,porque me parece de uma incoerência total, serem agora apuradas vagas e não darem hipótese a quem está num lugar superior na lista ter acesso a elas. Aliás, isto sempre foi acontecendo, mas agora o concurso reveste-se de uma particularidade que até então não existia, é por 4 anos. Dantes ainda tinhamos a leve esperança que no ano seguinte iríamos ficar melhor, agora temos a certeza que vão ser quatro anos revestidos de muita injustiça. Sempre poderemos fazer alguma coisa, se não houver outra possibilidade ainda neste ano (gosto de acreditar que o Pai Natal existe mesmo ), sempre podemos tentar a petição e exigir um concurso no próximo ano, contudo gostaria de saber se de facto não há maneira alguma (ao nível da jurisdição), que nos pudesse dar razão.
pois, concordo, com os colegas descobri agora 7 ou 8 horários a 5 min de casa!!
Não fiquei efectiva na escola em que estive 3 anos. PORQUE A VAGA NÂO FOI enviada
sim isto aconteceu em centenas de escolas, acho que a inspecção devia averiguar porque aparecem 3 e 4 horários completos na mesma escola, e o gp 400 é bem complicado.
Que falta de respeito!
#43,
“sim isto aconteceu em centenas de escolas, acho que a inspecção devia averiguar porque aparecem 3 e 4 horários completos na mesma escola”.
Concordo plenamente. Esta situação sempre aconteceu e a IGE faz sistematicamente “vista grossa”.
Se calhar está na hora de começarmos a elaborar listas de escolas que usam e abusam desta prática e denunciá-las publicamente.
Na reunião da ‘mancha’ a que eu fui dia 26 de Julho na minha escola, sobravam, depois de distribuídas, pelos QE, todas as horas que constavam do documento enviado pelo Conselho Pedagógico ao grupo de recrutamento, 20 horas. Eis o meu espanto quando hoje constato que essas horas passaram de 20 p 42, na medida em que vi hoje nas listas duas colegas, uma com 20 e outra com 22 horas colocadas na minha escola… 22 horas saídas da cartola, nem 21, nem 23, 22 horas. Milagre? Geração espontânea? É que 22 horas são muitas turmas…..
E agora, senhoras e senhores, o novo, o único, o SUPER-TITULAR, O PROFESSOR MENTOR
“(…)O período probatório corresponde a uma fase do processo de desenvolvimento profissional centrada na capacidade de integração do docente na função a desempenhar, na adaptação e participação nas actividades da comunidade educativa, no estabelecimento de interacção com os alunos. O período probatório permite, assim, a ligação entre a escola, a universidade – ou outras escolas superiores de formação de professores – e a comunidade envolvente, possibilitando a socialização profissional do docente e a definição do seu perfil profissional.
Assim, nos termos dos artigos 30.º a 32.º, nº 5 do artigo 40º e nº 5 do artigo 42º do ECD, determino:
1 – O docente em período probatório é acompanhado e apoiado, no plano didáctico, pedagógico e científico por um professor titular, designado para o efeito, adiante denominado por professor mentor.
(…)
LINK:http://www.dgrhe.min-edu.pt/Portal/WebForms/Docentes/PDF/Probatorio/Despacho_período_probatorio.pdf
tantos contratados que entraram nos quadros. até dói olhar para essas listitas dos probatóriandos e dos dispensados. isso tudo somado dá quantos? 300? 400? 1000? 248? e são quase todos dos mesmos grupos..
Obrigado socialismo. Fiquei impedido de levar avante o meu projecto: pegar em alunos no 7º ano e levá-los até ao 12º ano. Fiquei-me pelo 10º ano. No concurso fui rasteirado por duas colegas: uma atrás de mim 800 lugares, a outra atrás de mim só 1100 lugares. Uma maravilha. Para quê trabalhar enquanto tirava o curso, para quê tentar acabar com uma boa média. Este socialismo é só ervas daninhas.
ora bem, eu ouvi um vice presidente alegar ( por não enviar vagas)que estava a defender quem lá estava pois as turmas diminuem de ano para ano na escola dele e ele receava que os que já lá estavam excedessem as necessidades da escola, não querendo sujeitar o pessoal efectivo ao regime de mobilidade-
se isto for verdadeiro, as escolas n enviaram as vagas ( conservaram-nas) precisamente para defender os seus professores efectivos.
queixam-se uns, queixam-se outros, queixam-se ainda outros, sendo que no final os truques ajudam poucos mas f***** muitos.
aNTES DAS BOCAS AOS SINDICATOS, viram os telejornais?
Sabem que o concurso no próximo ano foi pedido pela Fenprof logo a seguir à 1ª fase, e perante a burla da (não)entrada em quadros?
Amigos, assim somos mesmo fáceis de enganar.
É mais fácil berrar que ler.
bem, talvez daqui a 4 anos, eventualmente, eu fique colocada em quadro de agrupamento, numa escola a 5-10 km de minha casa ( não gosto da escola da terrinha, prefiro andar um bocado de carro)e passe directamente para o 6º ou 7º escalão ou lá o que é, de modo a poder ter uma moradia GRANDE com um jardim à frente. talvez ..
Colegas, vamos pensar realmente naquilo que possamos fazer ainda enquanto é tempo, pois daqui a alguns dias já ninguém se vai lembrar desta 2ª FASE do concurso. Só irá mesmo lembrar-se quem irá ter de andar, andar, KM após Km.
#55
Foi pedido a quem?
Quais as forças políticas que se podem identificar com a Fenprof? Essas forças já assumiram esse compromisso? Vão fazê-lo depois das eleições? Talvez antes das autárquicas?
Agora que já berrei um pouquito mais, vá, porrada nele.
nisto nem culpo muito dos burocratas do ME, eles até queriam passar quase todos os QZP´s para os QA´s, foram publicadas declarações do Valter nesse sentido.
E de facto quem abre e fecha vagas nos Quadros de Escola/Agrupamento é o CE/Director.
Como vos entendo. Os concursos são uma das angústias dos prof. Andar de carro ou de comboio e os filhos e o trabalho da escola e as compras e o cozinhar…Força a todos e para os que neste momento já estão a pensar o que vão fazer com os filhos? Vai um grande abraço de solidariedade. Felizmente já cumpri pena maior e menor e as outras mias leves. Agora estou a 5 minutos de casa.Vejo a aflição das colegas e relembro mágoas.
No meu grupo ficaram colocados 11 professores com graduação inferior à minha em escolas que eram da minha prioridade. Lá vou ter que me fazer à estrada enquanto estes colegas, mais novos e menos graduados vão ficar nas escolas da cidade.
#55
“Sabem que o concurso no próximo ano foi pedido pela Fenprof logo a seguir à 1ª fase.”
Pois… A Fenprof costuma mendigar qualquer coisita… mas quanto a defender os interesses dos que representa…
Terá a Fenprof reparado que não é justo não se poder pedir DAR para o mesmo concelho em que se está colocado em QE? Um exemplo: o nº 8 do QZP é colocado em 1ª parte a 30 km de casa, em QE (no concelho onde reside, o nº 9 do QZP é colocado a 60 km de casa, noutro concelho, mas nesta 2º fase pede DAR e fica a 3 km de casa, enquanto que o outro se mantém a 30.
Terá a Fenprof reparado que os QZP não podiam ser obrigados a concorrer a todas as escolas (do dito QZP) porque os últimos a serem colocados, o seriam nos limites geográficos da Zona, enquanto os primeiros não colocados (graduados abaixo) ficariam ao pé de casa?
#66
“nisto nem culpo muito dos burocratas do ME, eles até queriam passar quase todos os QZP´s para os QA´s”
Pois… Eles até são bonzinhos, até queriam extinguir os Quadros de Zona à revelia do disposto no Estatuto.
Isto não foi bem um concurso, foi (apenas) mais uma forma de criar confusão, injustiça, insatisfação e mal-estar entre os professores.
Felizmente não sou dos mais prejudicados, mas a minha situação não deixa de ser caricata. Era o nº 1 da lista graduada do QZP e estava há 3 anos na mesma escola (a 2 km de casa), onde já antes havia leccionado mais 4 anos. Este ano, se não tivesse sido alterado o diploma dos concursos teria permanecido na escola. Havia uma colega do meu grupo que era vice-presidente e, por isso, à data da 1ª parte dos concursos, se fosse aberta uma vaga de primeira parte, correr-se-ia o risco de, com a mudança da equipa de gestão, sobrar um horário, logo, não foi declarada nenhuma vaga. Mais tarde, o antigo PCE foi nomeado director e a colega passou a adjunta, mantendo-se a necessidade de horário. Há pouco mais de 1 mês, contabilizadas as horas sobrantes depois da manifestação de preferências para os horários, verificou-se que restavam 36 horas lectivas, o que daria um horário completo e mais 14 horas. Já não seriam para mim, porque fiquei colocado em QE no concelho vizinho (a cerca de 12 km de casa). Hoje, consultadas as listas, verifico que estão colocados na dita escola, 3 contratados com horário completo (as 36 horas transformaram-se em 66), o mais graduado deles estava 2 mil lugares abaixo de mim. Algo semelhante se passou no grupo de matemática, onde 2 QZP´s há vários anos na escola saíram, tendo as 32 horas lectivas sobrantes, se transformado agora em 88, dado origem à colocação de 4 contratados com horário completo.
Vejo com algum agrado que vários somos os descontentes com este concurso mas queria só chamar a atenção que em alguns fóruns o panorama é bem contrario porque não se esqueçam que muitos ficaram beneficiados e bem com estes resultados. Eu cada dia fico mais indignada e acho que tenho muitos colegas comigo porque pertenço a um grupo com difícil colocação e depois de tanto sofrer (efectiva há 15 anos) continuo longe e vejo tanta vaga do meu grupo preenchida com QZP.
Quanto às que foram a concurso também não sei de quem é a responsabilidade mas na minha escola e no meu grupo este ano fecho uma vaga para QA e agora ficaram colocados 2 horários de 22 horas e um de 9 horas quando não há turmas para isso. Por isso, será que a responsabilidade de toda esta confusão de vagas foi dos directores? Conhecendo o meu como conheço, acho mais provável ser erro nas colocações mas isso o Ministério nunca vai admitir!
Também estou de acordo com um colegas que aqui deixou a opinião nunca viz tantos horários completos para contratação
Afinal o que teremos que fazer?
Apelo a todos os descontentes com esteas colocações nestes concursos da treta que vão dando sugestões e que se faça algo. Porque está aqui está tudo a cair no esquecimento. Não se esqueçam que os bem colocados até já estarão dispostos a votar PS ( agora são capazes de vir com as desculpas das alternativas e tal…)
Uma coisa que também me chocou foi ver na lista de exclusões a DAR algumas colegas que tinham sido colocadas em Julho a 20 Km de casa. Ainda queriam ficar mais perto. Entupiram o concurso a DAR e nem deram hipóteses aos mal colocados (julgo eu, que não percebo como se processou esse concurso a DAR, essa grande treta).
#66
“de facto quem abre e fecha vagas nos Quadros de Escola/Agrupamento é o CE/Director”
E posso acrescentar (também acedi à aplicação) que, pela primeira vez em concursos, quando os Directores/PCE acederam à aplicação da DGRHE onde deveriam indicar as vagas, os “espaços” já estavam pré-preenchidos com o número de vagas que a DGRHE achava que deveriam ser abertas para cada grupo dessa Escola/Agrupamento (em anos anteriores a aplicação estava em branco e os PCE abriam quantas queriam). Os números que já estavam na aplicação correspondiam quase exactamente ao número de QZPs que estavam há 3 anos na Escola (tinham sido colocados no concurso anterior) e portanto, se precisaram deles 3 anos então mais vale abrir vaga de quadro, tentando assim eliminar os professores de Quadro de Zona (como o Valter disse).
O problema é que quando se abre uma vaga de, digamos Português (grupo 300), não pensemos que essa vaga vai ser preenchida por alguém “novo” (com menos tempo de serviço que todos os que já estão em QE nessa Escola). A maior parte das vezes o que acontece é alguém que está bem colocado na lista de graduação nacional e está a 20 km de casa querer ficar ali no “Escolão” que tanto ambiciona e que nunca abre vagas.
Quando essa docente entra nesse grupo, passa, não a ser a última do grupo (a escolher horário, p.ex) mas sim a 1ª ou 2ª ou 3ª, relegando para escolher horário depois algumas “da casa”. E, se houver um horário zero, não será para a “nova” mas sim para alguém “da casa”.
Chamemos-lhe “coorporativismo”, “proteger os da casa”, não sei… sei que foi isso que aconteceu na maior parte das escolas.
Esqueci-me de dizer que os directores/PCE poderiam seguir a sugestão da DGRHE e manter as vagas ou pura e simplesmente alterá-las para o número que bem entendesse (inclusive 0). Não precisavam de justificar nada.
Aqui ao lado para um dos grupos de recrutamento a DGRHE indicava na aplicação 4 vagas e o PCE abriu 0 (“sabe-se lá quem vem aí!”). É só um pequeno exemplo…
#74 Pode ser como descreve mas “enganou-se” ao escolher o grupo de português 300 porque neste grupo já alguns anos não há aproximação à residência. Neste concurso, e por exemplo no distrito de Aveiro todas as vagas foram ocupadas por condições específicas ou por QZP, alguns vindos até do Algarve e que passaram à frente de muitos colegas que se encontram como eu ainda a 60km de casa. 60 km pode parecer perto mas fazer todos os dias ao longo de já 6 anos é muito km quando outros muito menos graduados nos passaram a perna.
#76
Sim, realmente o 300 é um mau exemplo.
Consideremos então o 500, Matemática.
Mas a questão é: nenhuma PCE quer(ia) arcar com as consequências de ter sido ela a criar um horário zero para um(a) colega “da casa” ao abrir uma vaga para um grupo “difícil” (ou qualquer outro)… Se os PCE não pudessem mexer nas vagas sugeridas pela DGRHE este “hipotético sentimento de culpa” desapareceria…
Aliás os QZPs serem colocados antes do DAR é o mesmo que aconteceu no concurso antes do anterior (dos 3 anos) e que deu origem ao “Movimento dos desterrados”.
Só perceberia esta lógica (1ºDACL/2ªDAR) se as escolas (PCE/director) não pudessem ter mexido nas “sugestões” do número de vagas da DGRHE. Assim, todos os melhores colocados seriam logo colocados na 1ª fase bem como a esmagadora maioria dos QZPs. Quando chegasse a esta fase (2ª) já não haveriam QZPs para colocar e o DAR funcionaria como devia. Se os PCE “fecharam” as vagas que a DGRHE queria abrir, a coisa não funcionou.
Mas o ministério também não corrigiu as “sugestões/correcções” dos PCE ao número de vagas. Poderiam ter ficado no meio. P.ex: DGRHE sugere 4 -> PCE altera para 1 -> DGRHE abre 2.
E os sindicatos assobiam para o lado. Já têm as suas horas e delegados assegurados…
É doloroso ter passado a QA em Julho, numa escola que dista 106 km da minha residência, com acessos muito peculiares, sobretudo porque tenho fobia à condução e a mesma estar no extremo Norte do distrito de Viseu.
Agora constato a existência de colocações em vagas inexistentes na altura de colegas com graduação superior à minha (menor média, tempo de serviço,…). Ei-los na minha terra, a 20 ou 40 km.
O que realmente não entendo são as vantagens que tenho por ter efectivado. Alguém me pode, sff, explicar?
Sinto-me enganado, no seio daquela que foi outra “jogada” de propaganda para a caça ao voto rosa.
#78
Antes do concurso criou-se outro “fantasma” semelhante ao do concurso titular: “não sabes o que vêm aí!” “depois não podes chegar não sei onde…”.
Agora o fantasma foi: “este será o último concurso de professores”.
Assim, ter ficado efectivo numa escola é “muito bom”.
Pessoalmente, preferia ter ficado aqui a 3 minutos de casa durante os próximos 4 anos e depois logo se veria… mas é o prémio por ter-se esforçado mais na licenciatura: “já ficou efectivo. está mais descansado…” IUPI….
Tem razão, Rui.
Já tinha esquecido a instabilidade gerada em redor do “último concurso de professores”.
À sua semelhança também preferia ter ficado mais perto, nestes 4 anos. Resta-nos esperar que o esforço na licenciatura e esta passagem a QA seja compensada no futuro.
Ambos têm razão. embora eu nada saiba sobre essas cenas de grupos de recrutamento e afins (sou do 1.º ciclo) é muito, muito aborrecido estar efectivo ou ser do QA longe de casa.
Eu também preferia ser colocado só um ano e depois logo se via.
Não me interessa mesmo nada ser QE ou QA ou lá o que é isso se for a 130 Km de casa.
Mas os “fantasmas” que se criaram, com a bolsa de recrutamento (para os do QZP) foi uma coisa extraordinária.
Cheguei a ouvir professores QE , que estavam nos primeiros lugares da lista ordenada, com medo de irem parar à bolsa. Estava tudo doido.
E depois acham tudo normal (depois de estarem colocados perto de casa)
Enviei esta missiva para todos os partidos e para os sindicatos.
Eu denunciei esta aberração e pouca vergonha que foram os concursos de professores este ano, com ultrapassagens incríveis. Que todos os que se sentem lesados façam o mesmo.
Pode ser que assim alguém acorde para isto.
AS INJUSTIÇAS DO (NOVO) CONCURSO DE PROFESSORES
Quem não está dentro do assunto pensa que tudo o que se passa com os professores são “ossos do ofício”.
Passo, então, a expor a minha situação (que é idêntica à de muitos professores, mas sem acesso aos grandes meios de comunicação social):
Sou professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico (antigo professor do Ensino Primário, vulgo professor primário) e pertencia, até agora, ao Quadro de Zona Pedagógica da Guarda (QZP 09).
Este ano o Governo resolveu alterar toda a mecânica do concurso de professores para, segundo afirma, estabilizar o corpo docente. E, se bem o pensou, melhor o fez. Como estava é que não podia ser.
Para isso, extinguiu os QZP e os professores deste quadro foram obrigados a concorrer a um Quadro de Agrupamento.
Mas há um pormenor que nunca é falado na comunicação social e só o conhece quem está no terreno. Aquando dos concursos não são apuradas todas as vagas, só algumas. Mais tarde é que vão aparecer outras vagas.
Como sou do Soito (concelho de Sabugal), concorri e coloquei (como é óbvio) o Agrupamento do Sabugal em primeiro lugar e os outros por aí fora, até Seia. Também podia concorrer a Agrupamentos fora do Distrito da Guarda e assim fiz, colocando, também, os Agrupamentos de Covilhã, Belmonte, Fundão e Penamacor. Não podia colocar outros, já que os Distritos de Viseu ou Coimbra, para quem é daqui, ficam longe e do outro lado é Espanha (e não se pode concorrer para Espanha).
Em Julho saíram as listas de colocação. Fiquei colocado, para quatro anos, no Agrupamento de Aguiar da Beira, que tinha posto em 19.º lugar nas minhas preferências (a única sede de concelho do Distrito da Guarda que não conheço). Ora isso fica a 130 Km do Soito, mais ou menos.
Houve muitos professores do (antigo) QZP 09 que não foram colocados e, aquando do concurso havia uma opção que era a de se poder concorrer a aproximação à residência (DAR), depois da colocação.
Acontece que concorri a DAR, mas muitos professores menos graduados do que eu foram, agora, colocados na 2.ª fase em Agrupamentos muito mais perto da minha residência, que eu tinha colocado como as primeiras prioridades no concurso. Também eu estou confuso e muitos outros professores o estão.
O que aconteceu é que os professores que foram colocados na segunda fase do concurso (e cuja colocação aconteceu no dia 28 de Agosto) ficaram em Agrupamentos muito perto do Sabugal e que me interessavam a mim, como Guarda, Almeida, Figueira ou Celorico. E eu estava bem à frente desses professores na lista graduada.
Ou seja, mais valia não ter sido colocado na primeira fase do concurso, que teria, depois, hipótese de ficar muito mais perto da minha residência.
Agora, que já estou colocado, tenho que ir para Aguiar da Beira.
Estas situações não passam na comunicação social. O que interessa é dizer que já estão colocados não sei quantos milhares de professores.
É assim esta vida de professor, agora.
Acho que esta situação comum a muitos professores tem que ser denunciada. Basta ver na Internet as queixas de professores na mesma situação ou os que pedem, encarecidamente, uma permuta para ficarem perto de casa.
Conhecem outra profissão onde se passe uma coisa semelhante?
O que poderá ser feito para alterar esta situação, já no próximo ano lectivo, uma vez que mexe com a vida de uma pessoa durante 4 anos?
No meu caso pessoal não tenho outra hipótese que não seja ficar em Aguiar da Beira, já que será impossível deslocar-me todos os dias para casa, com um Inverno como o do Distrito da Guarda (com gelo e neve).
Porque não foi seguida a lista graduada e as vagas não foram todas apuradas e se colocaram os professores todos em Agosto?
Para quê essa pressa de colocar os professores em Julho, quando ainda havia tantas vagas por atribuir?
Porque é que quem concorreu a DAR estava atrás de quem concorreu a DACL, quando os DACL estavam atrás na lista graduada?
O lógico seria que os DAR apanhassem os lugares que saíram no dia 28 de Agosto, e, como deixavam a vaga livre, esta seria ocupada pelos DACL. Assim, teria toda a lógica. Da maneira como o concurso foi feito só mostrou desprezo pelos professores mais graduados, que estão, com certeza, revoltados.
É urgente elaborar a petição on-line para que haja concursos no próximo ano lectivo, pois pelo andar da carruagem ainda se lembram de , no final destes quatro anos, não haver concursos e pedir às escolas para recrutarem os docentes que lá estão a trabalhar. Assim sendo, os mais graduados permneceriam sempre longe de casa e os menos graduados em casa. Este concurso foi uma vergonha, não se percebe por que razão foram colocados primeiro os DACL,quando teriam colocação na mesma, parece -me a mim que foi para beneficiar filhos e sobrinhos de políticos…
Parabéns paulo, tem toda a razão é que com este modelo os QZP não libertaram vagas contrariamente ao que acontecia se se tivesse seguido a lista graduada!
Peço a todos estes colegas insatisfeitos para irem dar uma vista de olhos num certo fórum de profs e ver como os colegas menos graduados que passaram a pernas a outros ainda se acham cheios de razão e insultam outros porque acham que deveriam ter já colocação não percebendo que infelizmente no nosso país há profs a mais para o número de alunos. E que de facto não é prejudicando colegas que estão no sistema alguns há 20 anos e vão garantir um emprego. Acho insultuoso professores como eu que tivemos de concorrer ao país inteiro (porque antigamente os professores queriam era efectivar e depois aproximar da residência), ir para o Alentejo ou Algarve (sendo do Norte) porque não existiam destacamentos serem agora acusados de não pensar naqueles que não obtiveram vaga. Infelizmente como em qualquer emprego ou profissão não é garantido haver lugar para todos mas costuma-se primeiro escolher os mais antigos porque já andam nesta luta há bem mais tempo.
Agora com este concurso foi exactamente o contrário e quem ficou a ganhar?
# 87 trata-se da “sala de professores” onde só se vê mensagens de pessoal que acha que aqueles que são QA não têm motivos para reclamar porque têm emprego. Como se fosse só isso que estivesse em causa!
A Isa27 retrata muito bem o início da nossa carreira quando, para efectivarmos, concorríamos a todo o país, de Norte a Sul. E quando contratados, colocados depois de Agosto, não tínhamos direito a subsídio de desemprego e contagem do tempo de serviço de acordo com o horário conseguido mais tarde. Assim começamos (eu comecei assim durante 5 anos) e passei a QZP. Claro que respeitamos os contratados – também já o fomos.
Na hierarquia sempre existente entre QA/QE-”QZP” (ainda existem?)-contratados, o que se verificou neste ano lectivo foi uma estranha distribuição das escolas pelos respectivos elementos dos quadros. Os QA/QE têm, na generalidade, melhores médias e maior tempo de serviço pelo que não faz sentido obterem colocações tão distantes da sua residência.
No meu caso pessoal, não são os colegas contratados que me geram alguma confusão mas muitos daqueles que eram (são?) QZP e que conseguiram “luxuosas” colocações, contrariamente aos QA/QE.
Qual a intenção do ME?
Ressuscitar a “rosa”?
A minha dúvida prende-se com o facto de, segundo a portaria nº 622-A/92 (é esta que ainda está em vigor, certo?):
1. o artigo 5º dizer que os docentes que realizem uma permuta têm que ficar no novo lugar pelo período mínimo de 5 anos. Como os destacamentos são de 4…
2. o artigo 18º diz que a autorização da permuta apenas produz efeitos para o início do ano lectivo seguinte…
Daí eu ter perguntado se 2 docentes destacados podem permutar entre si…
Sinceramente, não lhe sei responder. Nunca fiz permutas nem sei qual a legislação que se lhes aplica.
Tente obter resposta num sindicato onde haja alguém que perceba do assunto ou através de fóruns de professores onde há colegas que dominam esse assunto.
#92 Não sei muito bem como se processa as permutas mas duas colegas do meu grupo e da minha escola (um QE da escola e outra destacada na escola) tentaram fazer permuta e o que lhes foi dito é que os professores para permutar teriam que estar numa situação semelhante, ambos QE no mesmo grupo, com as mesmas habilitações e no mesmo escalão.
Não sei se permanece igual ou não mas acho que o melhor sítio para esclarecimentos são as DREs
Agosto 28, 2009 at 11:18 am
http://bulimunda.wordpress.com/2009/08/28/david-bowie-rebel-rebel-revoltem-se-a-27-de-setembro/
Agosto 28, 2009 at 11:19 am
http://bulimunda.wordpress.com/2009/08/28/this-american-life-sera-esta-a-escola-que-nos-sonhamos/
Agosto 28, 2009 at 11:19 am
http://bulimunda.wordpress.com/2009/08/28/a-queda-a-27-de-setembro/
Agosto 28, 2009 at 11:21 am
Comentários para quê? Listas viciadas, compadrios, cunhas, etc…São artistas portugueses….a 27 de Ssetembro out…
Agosto 28, 2009 at 11:27 am
E na “minha” escola ficou uma indivídua alguns 700 lugares abaixo de mim na lista de graduação.
Fula com isto, claro.
Agosto 28, 2009 at 11:39 am
Buli
A água do mar aqui nos Algarves continua magnifica. Até 27 de Setembro devíamos ter direito a férias extra pelo que temos sofrido na mão desta ministra.
Agosto 28, 2009 at 11:54 am
Digam-me uma coisa: os QZP’s sem componente lectiva podiam concorrer a outro QZP que não o seu de origem e um dos constantes no Aviso de Abertura?
A minha 1ª opção foi para colegas que estão bem atrás de mim na lista graduada, e que concorreram a um QZP que não era o seu de origem nem constava no aviso de abertura…
Mais uma vez, as injustiças estão à vista de todos. Em 27 de setembro, everything but socrates
Agosto 28, 2009 at 12:58 pm
Há gente desaparecida das listas. Conheço dois que evaporaram. O que lhes terá acontecido?
Agosto 28, 2009 at 1:03 pm
Eu fiquei no concelho de residência, o que é óptimo, mas não percebi ainda porquê…
Agosto 28, 2009 at 1:19 pm
http://primeirofax.wordpress.com/2009/08/28/estarei-aqui-2/
Não serve de nada, nem assim votarei ps.
Agosto 28, 2009 at 1:27 pm
Não votes, Fafe.
http://iluminacoes.wordpress.com/2009/08/28/1905/
Agosto 28, 2009 at 1:34 pm
Pois eu cá concorri a DAR e nada. Tenho 20 anos de serviço.Já tinha sido colocado a 130 Km da minha residência, na primeira fase das colocações e , agora, muitos bem atrás de mim na lista graduada foram colocados bem perto da minha residência. Esta história de nunca sairem as vagas todas a concurso na primeira fase tem muito que se lhe diga. Estabilidade do corpo docente, dizem eles. Mas instabilidade para o próprio docente. E a colocação é por 4 anos. Já estou revoltado desde Julho passado e , agora, ainda estou mais. Nem os posso ver, nem pintados.
PS, jamé!!!
Agosto 28, 2009 at 2:28 pm
Fiquei às portas de casa, incompleto.
Honestamente, não estava à espera.
Agosto 28, 2009 at 5:15 pm
Eu neste concurso não concorri, estou em QE a 60km de casa mas já sabia que no meu grupo não havia esperança de aproximar. Sinto-me cada vez mais revoltada com estes concursos, porque os infelizes que são QE há vários anos como eu, continuam a ficar longe de casa e os QZP mesmo que estejam no Algarve e que só sejam QZP há 2 ou 3 anos conseguiram ficar colocados ao lado de casa. Ou seja, para que servem as listas de graduação? Deve ser só para inglês ver! Claro que esses professores estão contentes mas há professores que leccionam há mais de 15 anos que são QE há mais de 12 e continuam longe e isso é lamentável.
Agosto 28, 2009 at 5:18 pm
#14
Não é bem assim, que eu sou QZP e fui colocado a 130 Km de casa em Julho passado. E tenho 20 anos de serviço. Lamentável é que outros, bem menos graduados do que eu sejam , agora, nesta 2.ª fase , colocados bem perto da minha residência.
Olhe, tomara eu estar a 60 Km de casa. Já me considerava um felizardo.
Agosto 28, 2009 at 5:31 pm
Sou o n.º 300 numa lista de graduação.Ficaram nas escolas que me interessavam os n.ºs 406,853,949,964,1124,1169 e 1203… e aqui desisti de ver mais, porque acho que é uma grande injustiça!
Agosto 28, 2009 at 5:33 pm
#15 mas era isso que eu estava exactamente a dizer é que agora houve QZP que passaram à frente de outros com mais graduação por exemplo conheço casos de pessoas estavam nos QZP no Alentejo que na lista estaria mais de 2000 lugar atrás de mim e que ficaram aqui onde moro. Acha correcto? pois eu não porque se existe uma lista graduada seria para alguma coisa!
Agosto 28, 2009 at 5:59 pm
Há uma escola em Viseu que não colocou vagas a concurso no grupo 230 (1.ª Fase) e agora tem 6 horários completos e 1 com 18 horas para os DAR…
Como esta deve haver outras…
Das 8 escolas a que concorri na 1.ª fase, 3 apresentavam um total de 5 vagas.
Neste concurso DAR, num conjunto de 5 das 8 escolas a que me candidatei, foram agora colocados 13 professores, todos atrás de mim nas listas de ordenação e todos QE. Todos ficaram em casa…
FANTÁSTICO!
A justiça do sistema de colocações está à vista de todos e a impunidade de procedimentos continua a ser apenas propriedade de alguns…
Este país envergonha-me e prejudica sempre os mais graduados…
No dia 27 de Setembro vou ter bem presentes todas as ofensas, injustiças e ultrajes a que os professores portugueses foram sujeitos nesta legislatura quando depositar o meu voto na urna…
Espero que os resultados eleitorais desse dia não nos condenem a mais um tratamento de escravidão!
Agosto 28, 2009 at 6:06 pm
#17:
Eu não sei , nem faço ideia do que se passa nessa coisa a que chamam grupos de recrutamentos com números como 100, 110, 500, etc, nem sei bem os mecanismos do concurso e dos destacamentos (nunca tive).
Eu nunca gostei desses números. Sou um simples professor primário, com 20 anos de serviço e perto de 50 anos de idade. Pertenço (ou pertencia) ao QZP da Guarda e fui contratado durante 7 anos. Se , quando tinha 30 anos não me custava ir trabalhar para terras a 120 km de casa, hoje custa-me muito.
Quando vi que este (des)governo tinha mudado as regras do Concurso, disse para comigo: “Estou tramado!!”. E não me enganei.
Mas o que eu sei é que alguns QE ficaram colocados neste Concurso (pelo menos no meu QZP) bem perto de casa e como eram os primeiros da lista , lá se safaram.
O que eu tenho pena e lamento é ter sido colocado na primeira fase (atenção que eu fui colocado na 19.ª prioridade) e não ter ficado por colocar. Se não tivesse sido colocado tinha ficado bem perto de casa neste concurso de hoje ou , pelos menos, a 50 Km , o que eu considero muito bom. Agora, a 130 Km e por quatro anos é que não!!
E, por favor, não me venham com a história de chamarem destacamento aos DACL porque isso são necessidades, não destacamentos.
A lógica deste concurso era tão preversa que um colocado na primeira fase que concorresse a DAR (como eu fiz) não tinha hipóteses nenhumas.
O normal era os concorrentes a DAR ficarem à frente dos outros, já que libertariam a vaga onde tinham sido colocados para dar lugar aos DACL. Isso, sim, teria lógica. Como os DACL estavam atrás, numa lista graduada, se fossem parar mais longe, também teria lógica. O que não tem lógica é este concurso para DAR que foi uma grande treta.
Agosto 28, 2009 at 6:22 pm
#10 Fafe,
Fico contente por ti.
Eu ficarei em Setúbal. Mas também nem assim votarei PS.
O modo como foi concebido este concurso sempre me mereceu muitíssimas críticas. Não mudo de posição só porque obtive colocação na minha primeira opção, em DAR. Continuo a reconhecer razão aos muitos colegas que se vêm objectivamente prejudicados porque se planeia mal e pior se executa.
Agosto 28, 2009 at 6:24 pm
#20 Leia-se, vêem
Agosto 28, 2009 at 6:25 pm
Este ‘concurso’ é ridículo… como é que um mecanismo de selecção/colocação pode dar prioridade a quem é menos graduado? Isto é caótico!
Agosto 28, 2009 at 6:31 pm
Já hoje recebi telefonemas e mensagens de colegas que me disseram que ficaram bem colocados.
O problema é que têm menos graduação profissional que muitos outros que entraram em QA longe de casa e a quem não lhes foi “permitido” beneficiar do DAR.
Estou feliz por uns, revoltado por outros…
Agosto 28, 2009 at 6:31 pm
Onde eu escrevi preverso queria, obviamente, escrever perverso
Agosto 28, 2009 at 6:31 pm
Parabéns ao Fafe e ao João Paulo Maia.
Fico contente por terem ficado bem neste sorteio sem regras.
Agosto 28, 2009 at 6:34 pm
#23:
Tem razão. Não lhes foi “permitido” beneficiar de DAR. Esse é , exactamente, o meu caso. Porque os colocados em DAR foram , apenas, uma pequena minoria (e eu nem sei quais os critérios para terem sido esses e não outros).
Eu quero lá saber de entrar em QA se esse QA for a 130 Km da minha residência.
Agosto 28, 2009 at 6:35 pm
# 19 pois os QE ficarem bem colocados nesta parte do concurso só se for em alguns (poucos) grupos. No meu grupo (300) não houve quase nenhum QE que conseguiu aproximação no distrito de Aveiro e pode ter a certeza que havia vagas só que todas foram para QZP muito menos graduados e quando digo menos graduados estamos a falar muitas vezes de cerca de 2000 lugares de diferença. Eu também tenho muitos anos de serviço e todos eles a fazer vários km por dia mais de 120 por dia quando vejo pessoas com menos 8 anos ou mais de serviço muito menos graduados a leccionar na escola ao lado da minha casa. Lamento mas choca porque afinal nós quando efectivamos tínhamos de ir para longe porque não existia destacamento nem QZP e passados 15 anos continuamos a ter de viajar 120 km por dia e os mais novos ficam nas escolas perto de casa. E não estou a falar por falar pode verificar consultando a lista de colocação do grupo 300 ou outros.
Agosto 28, 2009 at 6:41 pm
#27:
Se eu tivesse que viajar 120 Km por dia considerava-me um sortudo. O ano lectivo passado fazia todos os dias 140 Km (ida e volta) e considerava-me um sortudo.
O pior é ter de fazer 260 Km . É que nem os vou fazer.Vou ter que ficar lá. E gastar o dobro do dinheiro (alojamento, refeições, etc). No meu distrito, no Inverno, é impossível fazer isso. É só gelo e neve. Pense, também, nisso.
Agosto 28, 2009 at 6:45 pm
De facto assistimos a uma vez mais a esta aberração de concursos. Porque não colocaram primeiro os DAR, pois se havia vagas era justo que fossem para os que ficaram mal colocados e ocupavam uma posição melhor na lista. Mas justiça não é com este governo. Perdeu mesmo os Porfessores, a Srª Ministra.
Agosto 28, 2009 at 6:49 pm
#28 e quantas vezes ao longo do seu currículo ficou perto de casa?
É que eu em 15 anos e 13 efectiva nunca fiquei perto porque estes últimos anos sou ultrapassada por pessoas que estão trás de mim numa lista (que deveria existir para alguma coisa!) cerca de 2000 ou mais lugares por isso não me acho nada sortuda quando vejo outras em lugares que pela lógica das listas deveriam ser meus. Se acha ser sortudo passar uma vida a fazer 120 km por dia e olhar para aqueles que nos roubaram os lugares devido à falta de lógica destes concursos pois lamento mas então vive no país certo pois eu não acho que tenho sorte por ver que estou a ser enganada e roubada!
Agosto 28, 2009 at 6:49 pm
Porfessores= Professores
, não vá a srªMinistra dizer que tem Professores que nem sabem escrever.
Agosto 28, 2009 at 7:19 pm
Já alguém se lembrou de exigir aos partidos da oposição a realização de um concurso, já no próximo ano, que permita corrigir (pelo menos algumas) as injustiças por aí referidas?
É o momento.
Agosto 28, 2009 at 7:24 pm
#28:
Eu não disse que não acho uma injustiça o que se passa consigo. Eu só disse que se tivesse que fazer 120 Km por dia me considerava um sortudo. Isso não quer dizer que esta trapalhada de concursos não seja mesmo a pior trapalhada de sempre (só comparável à daquela ministra Seabra, quando o Santana era primeiro-ministro).
Só que eu vou ter que ficar lá o que é bem pior do que fazer 120 Km todos os dias. Não posso fazer 260 Km todos os dias, sobretudo no Inverno, Mas a mim o que apetecia mesmo era bater , bater , bater até mais não nos do PS , até deixá-los todos negros, como eles me deixam a mim( as nódoas negras de mágoa que eles me fazem não têm perdão). Isso é que era…
Sempre disse que o pior que havia com os professores eram os concursos e a falta de autoridade. Mas, a maioria achou que o pior era mesmo a avaliação (para mim isso são peanuts). E estamos nisto…
Agosto 28, 2009 at 7:29 pm
#32:
Isso é que era…
Sabe fazer petições on line?
Ou alguém sabe?
É isso, vamos fazer uma petição para que , no próximo ano, haja um novo concurso para corrigir flagrantes injustiças deste concurso (e não interessa que este concurso seja de colocações por 4 anos, senão só se poderá fazer isso daqui a 4 anos, quando já ninguém se lembrar).
Vamos a isso?
Agosto 28, 2009 at 7:42 pm
#34
Embora, felizmente, já não concorra e esteja a 5mn da escola, compreendo perfeitamente a angústia destes colegas. Acompanho todos os anos esta situação,porque a minha escola tem grande mobilidade e tenho muitos amigos que passam por isto.
Tenho assistido a dramas de colegas com filhos pequenos a centenas de Km do pai ou da mãe, a fazerem viagens constantemente, a mudarem de escola, etc. Para não falar no aspecto financeiro. Alguns no princípio de carreira e com horários incompletos pagam para trabalhar. É este o país que temos.
A minha solidariedade para todos vocês.
Penso que uma petição a pedir novo concurso (quem quisesse ficar nas escolas onde ficou agora por 4 anos e não quisesse concorrer, não o faria) seria boa ideia.
Acho que devem avançar com a ideia. Força!
Agosto 28, 2009 at 7:52 pm
# 34
Obrigado pelas suas palavras de solidariedade.
Quem souber fazer petições on -line para um novo concurso (com a tal garantia de que quem quisesse ficar os 4 anos não era obrigado a concorrer) poderia escrever aqui um comentário. Despachar isso, antes que seja tarde, e entregar a todos os grupos parlamentares dos partidos da oposição é uma boa ideia.
As colocações longe de casa são uma das coisas que a opinião pública não apoia. Sei-o por experiência própria. Quando se fala de professores, em qualquer conversa informal e se explica isso, toda a gente nos dá razão.
Até se se descreverem situações desse tipo (professores colocados longe de casa) em blogues ou em jornais impressos (como eu já fiz) o feedback das pessoas é muito bom. Inclusive os do PS que são contra tudo o que os professores dizem, quando se fala ou escreve sobre isso, reconhecem-nos razão. Já vi e ouvi reacções de pessoas ferrenhas do PS , que sobre isto nos dão razão, ou então nada argumentam. Se for sobre outras coisas, defendem a sua dama ( o Governo).
Agosto 28, 2009 at 7:53 pm
#34
Não sou expert na matéria, nem estou directamente atingido por mais este despautério.
Mas apoio no que puder. Primeiro por uma questão de ética e profissionalismo, que não me permite assistir parado a este desconcerto; segundo, porque contribúo em tudo o que possa traduzir-se num empurrão aos desqualificados que actualmente nos governam.
Agosto 28, 2009 at 8:03 pm
Achei essa ideia da petição a pedir novo concurso para o ano uma boa ideia mas se quem estiver bem colocado (alguns porque beneficiaram deste)não for obrigado a concorrer a situação vai permanecer a mesma porque as vagas ocupadas por esses (bem colocados) não vão ficar a concurso. Para emendar a situação só um novo concurso onde a graduação seria o 1º critério como antigamente.
Agosto 28, 2009 at 8:20 pm
Também apoio.
Agosto 28, 2009 at 8:34 pm
#25
Isto não foi concurso nenhum, foi uma coisa socialista às escuras.
Agosto 28, 2009 at 8:42 pm
Bem, bem, era impugnar este concurso,porque me parece de uma incoerência total, serem agora apuradas vagas e não darem hipótese a quem está num lugar superior na lista ter acesso a elas. Aliás, isto sempre foi acontecendo, mas agora o concurso reveste-se de uma particularidade que até então não existia, é por 4 anos. Dantes ainda tinhamos a leve esperança que no ano seguinte iríamos ficar melhor, agora temos a certeza que vão ser quatro anos revestidos de muita injustiça. Sempre poderemos fazer alguma coisa, se não houver outra possibilidade ainda neste ano (gosto de acreditar que o Pai Natal existe mesmo
), sempre podemos tentar a petição e exigir um concurso no próximo ano, contudo gostaria de saber se de facto não há maneira alguma (ao nível da jurisdição), que nos pudesse dar razão.
Agosto 28, 2009 at 9:06 pm
#16 e #18
Isso tudo é por não haver sindicatos.
Agosto 28, 2009 at 9:25 pm
pois, concordo, com os colegas descobri agora 7 ou 8 horários a 5 min de casa!!
Não fiquei efectiva na escola em que estive 3 anos. PORQUE A VAGA NÂO FOI enviada
sim isto aconteceu em centenas de escolas, acho que a inspecção devia averiguar porque aparecem 3 e 4 horários completos na mesma escola, e o gp 400 é bem complicado.
Que falta de respeito!
Agosto 28, 2009 at 9:32 pm
Eu só concorro para fugir do Pais.
Dia 27 decido.
Agosto 28, 2009 at 10:17 pm
#43,
“sim isto aconteceu em centenas de escolas, acho que a inspecção devia averiguar porque aparecem 3 e 4 horários completos na mesma escola”.
Concordo plenamente. Esta situação sempre aconteceu e a IGE faz sistematicamente “vista grossa”.
Se calhar está na hora de começarmos a elaborar listas de escolas que usam e abusam desta prática e denunciá-las publicamente.
Agosto 28, 2009 at 10:29 pm
O Fafe é que acerta sempre.
Agosto 28, 2009 at 10:36 pm
Na reunião da ‘mancha’ a que eu fui dia 26 de Julho na minha escola, sobravam, depois de distribuídas, pelos QE, todas as horas que constavam do documento enviado pelo Conselho Pedagógico ao grupo de recrutamento, 20 horas. Eis o meu espanto quando hoje constato que essas horas passaram de 20 p 42, na medida em que vi hoje nas listas duas colegas, uma com 20 e outra com 22 horas colocadas na minha escola… 22 horas saídas da cartola, nem 21, nem 23, 22 horas. Milagre? Geração espontânea? É que 22 horas são muitas turmas…..
Agosto 28, 2009 at 10:38 pm
Onde é que andam os senhores dos sindicatos…. de férias?
Agosto 28, 2009 at 10:41 pm
E agora, senhoras e senhores, o novo, o único, o SUPER-TITULAR, O PROFESSOR MENTOR
“(…)O período probatório corresponde a uma fase do processo de desenvolvimento profissional centrada na capacidade de integração do docente na função a desempenhar, na adaptação e participação nas actividades da comunidade educativa, no estabelecimento de interacção com os alunos. O período probatório permite, assim, a ligação entre a escola, a universidade – ou outras escolas superiores de formação de professores – e a comunidade envolvente, possibilitando a socialização profissional do docente e a definição do seu perfil profissional.
Assim, nos termos dos artigos 30.º a 32.º, nº 5 do artigo 40º e nº 5 do artigo 42º do ECD, determino:
1 – O docente em período probatório é acompanhado e apoiado, no plano didáctico, pedagógico e científico por um professor titular, designado para o efeito, adiante denominado por professor mentor.
(…)
LINK:http://www.dgrhe.min-edu.pt/Portal/WebForms/Docentes/PDF/Probatorio/Despacho_período_probatorio.pdf
Agosto 28, 2009 at 10:51 pm
lol
ai alguns professores mentores!
o que nos vale é que isto está acabar!
Agosto 28, 2009 at 10:54 pm
tantos contratados que entraram nos quadros. até dói olhar para essas listitas dos probatóriandos e dos dispensados. isso tudo somado dá quantos? 300? 400? 1000? 248? e são quase todos dos mesmos grupos..
Agosto 28, 2009 at 11:00 pm
A não ser que grande parte destes horários sejam para horários das novas oportunidades…
Como Paulo aqui escreveu há uns meses as escolas foram muito conservadoras na abertura de vagas para os Quadros.
Agosto 28, 2009 at 11:06 pm
Obrigado socialismo. Fiquei impedido de levar avante o meu projecto: pegar em alunos no 7º ano e levá-los até ao 12º ano. Fiquei-me pelo 10º ano. No concurso fui rasteirado por duas colegas: uma atrás de mim 800 lugares, a outra atrás de mim só 1100 lugares. Uma maravilha. Para quê trabalhar enquanto tirava o curso, para quê tentar acabar com uma boa média. Este socialismo é só ervas daninhas.
Agosto 28, 2009 at 11:07 pm
ora bem, eu ouvi um vice presidente alegar ( por não enviar vagas)que estava a defender quem lá estava pois as turmas diminuem de ano para ano na escola dele e ele receava que os que já lá estavam excedessem as necessidades da escola, não querendo sujeitar o pessoal efectivo ao regime de mobilidade-
se isto for verdadeiro, as escolas n enviaram as vagas ( conservaram-nas) precisamente para defender os seus professores efectivos.
queixam-se uns, queixam-se outros, queixam-se ainda outros, sendo que no final os truques ajudam poucos mas f***** muitos.
Agosto 28, 2009 at 11:10 pm
aNTES DAS BOCAS AOS SINDICATOS, viram os telejornais?
Sabem que o concurso no próximo ano foi pedido pela Fenprof logo a seguir à 1ª fase, e perante a burla da (não)entrada em quadros?
Amigos, assim somos mesmo fáceis de enganar.
É mais fácil berrar que ler.
Agosto 28, 2009 at 11:17 pm
bem, talvez daqui a 4 anos, eventualmente, eu fique colocada em quadro de agrupamento, numa escola a 5-10 km de minha casa ( não gosto da escola da terrinha, prefiro andar um bocado de carro)e passe directamente para o 6º ou 7º escalão ou lá o que é, de modo a poder ter uma moradia GRANDE com um jardim à frente. talvez ..
Agosto 28, 2009 at 11:18 pm
e na garagem, um pequeno coupé qualquer.
Agosto 28, 2009 at 11:20 pm
e uma pasta LV, que as Tous são para as tesas pirosas.
Agosto 28, 2009 at 11:22 pm
Colegas, vamos pensar realmente naquilo que possamos fazer ainda enquanto é tempo, pois daqui a alguns dias já ninguém se vai lembrar desta 2ª FASE do concurso. Só irá mesmo lembrar-se quem irá ter de andar, andar, KM após Km.
Agosto 28, 2009 at 11:23 pm
e os que ficaram desterrados na 1ª parte do concurso?
Agosto 28, 2009 at 11:23 pm
tb os há.
Agosto 28, 2009 at 11:26 pm
#55
Foi pedido a quem?
Quais as forças políticas que se podem identificar com a Fenprof? Essas forças já assumiram esse compromisso? Vão fazê-lo depois das eleições? Talvez antes das autárquicas?
Agora que já berrei um pouquito mais, vá, porrada nele.
Agosto 28, 2009 at 11:29 pm
Telejornais é mais o daquela estação.. como se chama… aljazira?
Agosto 28, 2009 at 11:33 pm
fashion tv
Agosto 28, 2009 at 11:36 pm
#52
A não ser que grande parte destes horários sejam para as novas oportunidades…
Agosto 28, 2009 at 11:41 pm
Necessidade Transitória ex-Residual,
nisto nem culpo muito dos burocratas do ME, eles até queriam passar quase todos os QZP´s para os QA´s, foram publicadas declarações do Valter nesse sentido.
E de facto quem abre e fecha vagas nos Quadros de Escola/Agrupamento é o CE/Director.
Agosto 29, 2009 at 12:45 am
Como vos entendo. Os concursos são uma das angústias dos prof. Andar de carro ou de comboio e os filhos e o trabalho da escola e as compras e o cozinhar…Força a todos e para os que neste momento já estão a pensar o que vão fazer com os filhos? Vai um grande abraço de solidariedade. Felizmente já cumpri pena maior e menor e as outras mias leves. Agora estou a 5 minutos de casa.Vejo a aflição das colegas e relembro mágoas.
Agosto 29, 2009 at 12:46 am
digo,
mais leves
Agosto 29, 2009 at 12:47 am
No meu grupo ficaram colocados 11 professores com graduação inferior à minha em escolas que eram da minha prioridade. Lá vou ter que me fazer à estrada enquanto estes colegas, mais novos e menos graduados vão ficar nas escolas da cidade.
Que vergonha este ME.
Agosto 29, 2009 at 1:27 am
Os senhores dos sindicatos estão sempre perto de casa.
Preparam bem o terreno para enganarem alguns zecos.
Agosto 29, 2009 at 3:07 am
#55
“Sabem que o concurso no próximo ano foi pedido pela Fenprof logo a seguir à 1ª fase.”
Pois… A Fenprof costuma mendigar qualquer coisita… mas quanto a defender os interesses dos que representa…
Terá a Fenprof reparado que não é justo não se poder pedir DAR para o mesmo concelho em que se está colocado em QE? Um exemplo: o nº 8 do QZP é colocado em 1ª parte a 30 km de casa, em QE (no concelho onde reside, o nº 9 do QZP é colocado a 60 km de casa, noutro concelho, mas nesta 2º fase pede DAR e fica a 3 km de casa, enquanto que o outro se mantém a 30.
Terá a Fenprof reparado que os QZP não podiam ser obrigados a concorrer a todas as escolas (do dito QZP) porque os últimos a serem colocados, o seriam nos limites geográficos da Zona, enquanto os primeiros não colocados (graduados abaixo) ficariam ao pé de casa?
#66
“nisto nem culpo muito dos burocratas do ME, eles até queriam passar quase todos os QZP´s para os QA´s”
Pois… Eles até são bonzinhos, até queriam extinguir os Quadros de Zona à revelia do disposto no Estatuto.
Isto não foi bem um concurso, foi (apenas) mais uma forma de criar confusão, injustiça, insatisfação e mal-estar entre os professores.
Felizmente não sou dos mais prejudicados, mas a minha situação não deixa de ser caricata. Era o nº 1 da lista graduada do QZP e estava há 3 anos na mesma escola (a 2 km de casa), onde já antes havia leccionado mais 4 anos. Este ano, se não tivesse sido alterado o diploma dos concursos teria permanecido na escola. Havia uma colega do meu grupo que era vice-presidente e, por isso, à data da 1ª parte dos concursos, se fosse aberta uma vaga de primeira parte, correr-se-ia o risco de, com a mudança da equipa de gestão, sobrar um horário, logo, não foi declarada nenhuma vaga. Mais tarde, o antigo PCE foi nomeado director e a colega passou a adjunta, mantendo-se a necessidade de horário. Há pouco mais de 1 mês, contabilizadas as horas sobrantes depois da manifestação de preferências para os horários, verificou-se que restavam 36 horas lectivas, o que daria um horário completo e mais 14 horas. Já não seriam para mim, porque fiquei colocado em QE no concelho vizinho (a cerca de 12 km de casa). Hoje, consultadas as listas, verifico que estão colocados na dita escola, 3 contratados com horário completo (as 36 horas transformaram-se em 66), o mais graduado deles estava 2 mil lugares abaixo de mim. Algo semelhante se passou no grupo de matemática, onde 2 QZP´s há vários anos na escola saíram, tendo as 32 horas lectivas sobrantes, se transformado agora em 88, dado origem à colocação de 4 contratados com horário completo.
Agosto 29, 2009 at 8:33 am
Vejo com algum agrado que vários somos os descontentes com este concurso mas queria só chamar a atenção que em alguns fóruns o panorama é bem contrario porque não se esqueçam que muitos ficaram beneficiados e bem com estes resultados. Eu cada dia fico mais indignada e acho que tenho muitos colegas comigo porque pertenço a um grupo com difícil colocação e depois de tanto sofrer (efectiva há 15 anos) continuo longe e vejo tanta vaga do meu grupo preenchida com QZP.
Quanto às que foram a concurso também não sei de quem é a responsabilidade mas na minha escola e no meu grupo este ano fecho uma vaga para QA e agora ficaram colocados 2 horários de 22 horas e um de 9 horas quando não há turmas para isso. Por isso, será que a responsabilidade de toda esta confusão de vagas foi dos directores? Conhecendo o meu como conheço, acho mais provável ser erro nas colocações mas isso o Ministério nunca vai admitir!
Também estou de acordo com um colegas que aqui deixou a opinião nunca viz tantos horários completos para contratação
Agosto 29, 2009 at 10:31 am
Afinal o que teremos que fazer?
Apelo a todos os descontentes com esteas colocações nestes concursos da treta que vão dando sugestões e que se faça algo. Porque está aqui está tudo a cair no esquecimento. Não se esqueçam que os bem colocados até já estarão dispostos a votar PS ( agora são capazes de vir com as desculpas das alternativas e tal…)
Uma coisa que também me chocou foi ver na lista de exclusões a DAR algumas colegas que tinham sido colocadas em Julho a 20 Km de casa. Ainda queriam ficar mais perto. Entupiram o concurso a DAR e nem deram hipóteses aos mal colocados (julgo eu, que não percebo como se processou esse concurso a DAR, essa grande treta).
Agosto 29, 2009 at 1:39 pm
#66
“de facto quem abre e fecha vagas nos Quadros de Escola/Agrupamento é o CE/Director”
E posso acrescentar (também acedi à aplicação) que, pela primeira vez em concursos, quando os Directores/PCE acederam à aplicação da DGRHE onde deveriam indicar as vagas, os “espaços” já estavam pré-preenchidos com o número de vagas que a DGRHE achava que deveriam ser abertas para cada grupo dessa Escola/Agrupamento (em anos anteriores a aplicação estava em branco e os PCE abriam quantas queriam). Os números que já estavam na aplicação correspondiam quase exactamente ao número de QZPs que estavam há 3 anos na Escola (tinham sido colocados no concurso anterior) e portanto, se precisaram deles 3 anos então mais vale abrir vaga de quadro, tentando assim eliminar os professores de Quadro de Zona (como o Valter disse).
O problema é que quando se abre uma vaga de, digamos Português (grupo 300), não pensemos que essa vaga vai ser preenchida por alguém “novo” (com menos tempo de serviço que todos os que já estão em QE nessa Escola). A maior parte das vezes o que acontece é alguém que está bem colocado na lista de graduação nacional e está a 20 km de casa querer ficar ali no “Escolão” que tanto ambiciona e que nunca abre vagas.
Quando essa docente entra nesse grupo, passa, não a ser a última do grupo (a escolher horário, p.ex) mas sim a 1ª ou 2ª ou 3ª, relegando para escolher horário depois algumas “da casa”. E, se houver um horário zero, não será para a “nova” mas sim para alguém “da casa”.
Chamemos-lhe “coorporativismo”, “proteger os da casa”, não sei… sei que foi isso que aconteceu na maior parte das escolas.
Agosto 29, 2009 at 1:46 pm
#74
(continuação)
Esqueci-me de dizer que os directores/PCE poderiam seguir a sugestão da DGRHE e manter as vagas ou pura e simplesmente alterá-las para o número que bem entendesse (inclusive 0). Não precisavam de justificar nada.
Aqui ao lado para um dos grupos de recrutamento a DGRHE indicava na aplicação 4 vagas e o PCE abriu 0 (“sabe-se lá quem vem aí!”). É só um pequeno exemplo…
Agosto 29, 2009 at 2:28 pm
#74 Pode ser como descreve mas “enganou-se” ao escolher o grupo de português 300 porque neste grupo já alguns anos não há aproximação à residência. Neste concurso, e por exemplo no distrito de Aveiro todas as vagas foram ocupadas por condições específicas ou por QZP, alguns vindos até do Algarve e que passaram à frente de muitos colegas que se encontram como eu ainda a 60km de casa. 60 km pode parecer perto mas fazer todos os dias ao longo de já 6 anos é muito km quando outros muito menos graduados nos passaram a perna.
Agosto 29, 2009 at 3:17 pm
#76
Sim, realmente o 300 é um mau exemplo.
Consideremos então o 500, Matemática.
Mas a questão é: nenhuma PCE quer(ia) arcar com as consequências de ter sido ela a criar um horário zero para um(a) colega “da casa” ao abrir uma vaga para um grupo “difícil” (ou qualquer outro)… Se os PCE não pudessem mexer nas vagas sugeridas pela DGRHE este “hipotético sentimento de culpa” desapareceria…
Aliás os QZPs serem colocados antes do DAR é o mesmo que aconteceu no concurso antes do anterior (dos 3 anos) e que deu origem ao “Movimento dos desterrados”.
Só perceberia esta lógica (1ºDACL/2ªDAR) se as escolas (PCE/director) não pudessem ter mexido nas “sugestões” do número de vagas da DGRHE. Assim, todos os melhores colocados seriam logo colocados na 1ª fase bem como a esmagadora maioria dos QZPs. Quando chegasse a esta fase (2ª) já não haveriam QZPs para colocar e o DAR funcionaria como devia. Se os PCE “fecharam” as vagas que a DGRHE queria abrir, a coisa não funcionou.
Mas o ministério também não corrigiu as “sugestões/correcções” dos PCE ao número de vagas. Poderiam ter ficado no meio. P.ex: DGRHE sugere 4 -> PCE altera para 1 -> DGRHE abre 2.
E os sindicatos assobiam para o lado. Já têm as suas horas e delegados assegurados…
Agosto 29, 2009 at 3:19 pm
É doloroso ter passado a QA em Julho, numa escola que dista 106 km da minha residência, com acessos muito peculiares, sobretudo porque tenho fobia à condução e a mesma estar no extremo Norte do distrito de Viseu.
Agora constato a existência de colocações em vagas inexistentes na altura de colegas com graduação superior à minha (menor média, tempo de serviço,…). Ei-los na minha terra, a 20 ou 40 km.
O que realmente não entendo são as vantagens que tenho por ter efectivado. Alguém me pode, sff, explicar?
Sinto-me enganado, no seio daquela que foi outra “jogada” de propaganda para a caça ao voto rosa.
Agosto 29, 2009 at 3:28 pm
#78
Antes do concurso criou-se outro “fantasma” semelhante ao do concurso titular: “não sabes o que vêm aí!” “depois não podes chegar não sei onde…”.
Agora o fantasma foi: “este será o último concurso de professores”.
Assim, ter ficado efectivo numa escola é “muito bom”.
Pessoalmente, preferia ter ficado aqui a 3 minutos de casa durante os próximos 4 anos e depois logo se veria… mas é o prémio por ter-se esforçado mais na licenciatura: “já ficou efectivo. está mais descansado…” IUPI….
Agosto 29, 2009 at 3:43 pm
Tem razão, Rui.
Já tinha esquecido a instabilidade gerada em redor do “último concurso de professores”.
À sua semelhança também preferia ter ficado mais perto, nestes 4 anos. Resta-nos esperar que o esforço na licenciatura e esta passagem a QA seja compensada no futuro.
Obrigado.
Agosto 29, 2009 at 3:47 pm
# 78 e 79
Ambos têm razão. embora eu nada saiba sobre essas cenas de grupos de recrutamento e afins (sou do 1.º ciclo) é muito, muito aborrecido estar efectivo ou ser do QA longe de casa.
Eu também preferia ser colocado só um ano e depois logo se via.
Não me interessa mesmo nada ser QE ou QA ou lá o que é isso se for a 130 Km de casa.
Mas os “fantasmas” que se criaram, com a bolsa de recrutamento (para os do QZP) foi uma coisa extraordinária.
Cheguei a ouvir professores QE , que estavam nos primeiros lugares da lista ordenada, com medo de irem parar à bolsa. Estava tudo doido.
E depois acham tudo normal (depois de estarem colocados perto de casa)
Agosto 29, 2009 at 10:07 pm
Enviei esta missiva para todos os partidos e para os sindicatos.
Eu denunciei esta aberração e pouca vergonha que foram os concursos de professores este ano, com ultrapassagens incríveis. Que todos os que se sentem lesados façam o mesmo.
Pode ser que assim alguém acorde para isto.
AS INJUSTIÇAS DO (NOVO) CONCURSO DE PROFESSORES
Quem não está dentro do assunto pensa que tudo o que se passa com os professores são “ossos do ofício”.
Passo, então, a expor a minha situação (que é idêntica à de muitos professores, mas sem acesso aos grandes meios de comunicação social):
Sou professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico (antigo professor do Ensino Primário, vulgo professor primário) e pertencia, até agora, ao Quadro de Zona Pedagógica da Guarda (QZP 09).
Este ano o Governo resolveu alterar toda a mecânica do concurso de professores para, segundo afirma, estabilizar o corpo docente. E, se bem o pensou, melhor o fez. Como estava é que não podia ser.
Para isso, extinguiu os QZP e os professores deste quadro foram obrigados a concorrer a um Quadro de Agrupamento.
Mas há um pormenor que nunca é falado na comunicação social e só o conhece quem está no terreno. Aquando dos concursos não são apuradas todas as vagas, só algumas. Mais tarde é que vão aparecer outras vagas.
Como sou do Soito (concelho de Sabugal), concorri e coloquei (como é óbvio) o Agrupamento do Sabugal em primeiro lugar e os outros por aí fora, até Seia. Também podia concorrer a Agrupamentos fora do Distrito da Guarda e assim fiz, colocando, também, os Agrupamentos de Covilhã, Belmonte, Fundão e Penamacor. Não podia colocar outros, já que os Distritos de Viseu ou Coimbra, para quem é daqui, ficam longe e do outro lado é Espanha (e não se pode concorrer para Espanha).
Em Julho saíram as listas de colocação. Fiquei colocado, para quatro anos, no Agrupamento de Aguiar da Beira, que tinha posto em 19.º lugar nas minhas preferências (a única sede de concelho do Distrito da Guarda que não conheço). Ora isso fica a 130 Km do Soito, mais ou menos.
Houve muitos professores do (antigo) QZP 09 que não foram colocados e, aquando do concurso havia uma opção que era a de se poder concorrer a aproximação à residência (DAR), depois da colocação.
Acontece que concorri a DAR, mas muitos professores menos graduados do que eu foram, agora, colocados na 2.ª fase em Agrupamentos muito mais perto da minha residência, que eu tinha colocado como as primeiras prioridades no concurso. Também eu estou confuso e muitos outros professores o estão.
O que aconteceu é que os professores que foram colocados na segunda fase do concurso (e cuja colocação aconteceu no dia 28 de Agosto) ficaram em Agrupamentos muito perto do Sabugal e que me interessavam a mim, como Guarda, Almeida, Figueira ou Celorico. E eu estava bem à frente desses professores na lista graduada.
Ou seja, mais valia não ter sido colocado na primeira fase do concurso, que teria, depois, hipótese de ficar muito mais perto da minha residência.
Agora, que já estou colocado, tenho que ir para Aguiar da Beira.
Estas situações não passam na comunicação social. O que interessa é dizer que já estão colocados não sei quantos milhares de professores.
É assim esta vida de professor, agora.
Acho que esta situação comum a muitos professores tem que ser denunciada. Basta ver na Internet as queixas de professores na mesma situação ou os que pedem, encarecidamente, uma permuta para ficarem perto de casa.
Conhecem outra profissão onde se passe uma coisa semelhante?
O que poderá ser feito para alterar esta situação, já no próximo ano lectivo, uma vez que mexe com a vida de uma pessoa durante 4 anos?
No meu caso pessoal não tenho outra hipótese que não seja ficar em Aguiar da Beira, já que será impossível deslocar-me todos os dias para casa, com um Inverno como o do Distrito da Guarda (com gelo e neve).
Porque não foi seguida a lista graduada e as vagas não foram todas apuradas e se colocaram os professores todos em Agosto?
Para quê essa pressa de colocar os professores em Julho, quando ainda havia tantas vagas por atribuir?
Porque é que quem concorreu a DAR estava atrás de quem concorreu a DACL, quando os DACL estavam atrás na lista graduada?
O lógico seria que os DAR apanhassem os lugares que saíram no dia 28 de Agosto, e, como deixavam a vaga livre, esta seria ocupada pelos DACL. Assim, teria toda a lógica. Da maneira como o concurso foi feito só mostrou desprezo pelos professores mais graduados, que estão, com certeza, revoltados.
Atenciosamente
João Duarte
Agosto 30, 2009 at 12:01 am
Parabéns João.
A sua história é a minha, no grupo 230 (Mat/CN), felizmente com menos km mas conheço bem toda realidade de que fala.
Força!!!
Agosto 30, 2009 at 9:16 am
É urgente elaborar a petição on-line para que haja concursos no próximo ano lectivo, pois pelo andar da carruagem ainda se lembram de , no final destes quatro anos, não haver concursos e pedir às escolas para recrutarem os docentes que lá estão a trabalhar. Assim sendo, os mais graduados permneceriam sempre longe de casa e os menos graduados em casa. Este concurso foi uma vergonha, não se percebe por que razão foram colocados primeiro os DACL,quando teriam colocação na mesma, parece -me a mim que foi para beneficiar filhos e sobrinhos de políticos…
Agosto 30, 2009 at 10:46 am
Parabéns paulo, tem toda a razão é que com este modelo os QZP não libertaram vagas contrariamente ao que acontecia se se tivesse seguido a lista graduada!
Agosto 30, 2009 at 10:56 am
Peço a todos estes colegas insatisfeitos para irem dar uma vista de olhos num certo fórum de profs e ver como os colegas menos graduados que passaram a pernas a outros ainda se acham cheios de razão e insultam outros porque acham que deveriam ter já colocação não percebendo que infelizmente no nosso país há profs a mais para o número de alunos. E que de facto não é prejudicando colegas que estão no sistema alguns há 20 anos e vão garantir um emprego. Acho insultuoso professores como eu que tivemos de concorrer ao país inteiro (porque antigamente os professores queriam era efectivar e depois aproximar da residência), ir para o Alentejo ou Algarve (sendo do Norte) porque não existiam destacamentos serem agora acusados de não pensar naqueles que não obtiveram vaga. Infelizmente como em qualquer emprego ou profissão não é garantido haver lugar para todos mas costuma-se primeiro escolher os mais antigos porque já andam nesta luta há bem mais tempo.
Agora com este concurso foi exactamente o contrário e quem ficou a ganhar?
Agosto 30, 2009 at 11:44 am
#86
Pode dizer-me qual é esse fórum para “mandar” lá uma bocas?
Agosto 30, 2009 at 1:03 pm
Alguém me sabe dizer se, à luz da legislação em vigor, é possível a realização entre dois docentes destacados, um em DAR e outro em DACL?
obrigado
Agosto 30, 2009 at 1:06 pm
Se não houver nada que impeça, que se realizem um ao outro. A legislação não aponta nada contra.
Agosto 30, 2009 at 1:20 pm
# 87 trata-se da “sala de professores” onde só se vê mensagens de pessoal que acha que aqueles que são QA não têm motivos para reclamar porque têm emprego. Como se fosse só isso que estivesse em causa!
Agosto 30, 2009 at 2:30 pm
A Isa27 retrata muito bem o início da nossa carreira quando, para efectivarmos, concorríamos a todo o país, de Norte a Sul. E quando contratados, colocados depois de Agosto, não tínhamos direito a subsídio de desemprego e contagem do tempo de serviço de acordo com o horário conseguido mais tarde. Assim começamos (eu comecei assim durante 5 anos) e passei a QZP. Claro que respeitamos os contratados – também já o fomos.
Na hierarquia sempre existente entre QA/QE-”QZP” (ainda existem?)-contratados, o que se verificou neste ano lectivo foi uma estranha distribuição das escolas pelos respectivos elementos dos quadros. Os QA/QE têm, na generalidade, melhores médias e maior tempo de serviço pelo que não faz sentido obterem colocações tão distantes da sua residência.
No meu caso pessoal, não são os colegas contratados que me geram alguma confusão mas muitos daqueles que eram (são?) QZP e que conseguiram “luxuosas” colocações, contrariamente aos QA/QE.
Qual a intenção do ME?
Ressuscitar a “rosa”?
Agosto 30, 2009 at 8:37 pm
#89 Maria C
A minha dúvida prende-se com o facto de, segundo a portaria nº 622-A/92 (é esta que ainda está em vigor, certo?):
1. o artigo 5º dizer que os docentes que realizem uma permuta têm que ficar no novo lugar pelo período mínimo de 5 anos. Como os destacamentos são de 4…
2. o artigo 18º diz que a autorização da permuta apenas produz efeitos para o início do ano lectivo seguinte…
Daí eu ter perguntado se 2 docentes destacados podem permutar entre si…
obrigado a quem me puder esclarecer
Agosto 30, 2009 at 8:55 pm
#92
Eric:
Sinceramente, não lhe sei responder. Nunca fiz permutas nem sei qual a legislação que se lhes aplica.
Tente obter resposta num sindicato onde haja alguém que perceba do assunto ou através de fóruns de professores onde há colegas que dominam esse assunto.
Desejo-lhe boa sorte.
Agosto 31, 2009 at 2:13 pm
#92 Não sei muito bem como se processa as permutas mas duas colegas do meu grupo e da minha escola (um QE da escola e outra destacada na escola) tentaram fazer permuta e o que lhes foi dito é que os professores para permutar teriam que estar numa situação semelhante, ambos QE no mesmo grupo, com as mesmas habilitações e no mesmo escalão.
Não sei se permanece igual ou não mas acho que o melhor sítio para esclarecimentos são as DREs