Acusações de facilitismo são “insulto aos professores”, diz Sócrates
Por onde andam uns testes PISA quando precisamos deles para tira-teimas?
Agosto 25, 2009
Acusações de facilitismo são “insulto aos professores”, diz Sócrates
Por onde andam uns testes PISA quando precisamos deles para tira-teimas?
Agosto 25, 2009 at 12:14 pm
Sobre a abertura do ano lectivo,os custos do ensino para as famílias e a situação nas escolas, leia-se a declaração de Jorge Pires,da Comissão Política do PCP:
Jorge Pires, em Conferência de Imprensa, referiu que o regresso às aulas ficará marcado por um conjunto de orientações e decisões que transitam do ano anterior e que foram causadoras de profunda instabilidade e dificuldades para os jovens e as suas famílias, para os professores e restantes trabalhadores da educação, orientações que põem em causa a existência da Escola Pública como garante do direito de todos à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.
Ao contrário do que o Primeiro-Ministro e a Ministra da Educação afirmam, a insistência em tais orientações põe em causa a existência de uma Escola Pública capaz de garantir efectivamente o acesso de todos os portugueses ao «ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar».
A pouco mais de 15 dias da abertura do ano lectivo 2009/2010, o Governo procura, através da utilização de alguns elementos estatísticos, mostrar que tudo vai bem no que ao ensino diz respeito, quando é sabido que a realidade é bem diferente do cenário virtual que ainda hoje foi criado na escola D. Dinis.
Como vem sendo hábito, sobre os problemas de fundo que afectam o nosso sistema educativo, problemas como a instabilidade no funcionamento das escolas durante o ano lectivo de 2008/2009, o governo não só nada diz, como no essencial procura manter as mesmas orientações. Assim podemos afirmar que o próximo ano lectivo começa como terminou o anterior. Mal!
O regresso às aulas para mais de 1 milhão e quatrocentas mil crianças e jovens, ficará indubitavelmente marcado por um conjunto de orientações e decisões que transitam do ano anterior que foram causadoras de uma profunda instabilidade e acrescidas dificuldades para os jovens e as suas famílias, para os professores e restantes trabalhadores da educação.
Ao contrário do que o Primeiro Ministro e a Ministra da Educação afirmam, a insistência em tais orientações põe em causa a existência de uma Escola Pública capaz de garantir efectivamente o acesso de todos os portugueses ao «ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar».
Quanto aos números hoje apresentados pelo Governo que indicam uma quebra nas taxas de insucesso e abandono escolares, reflectem não o desenvolvimento de medidas para dar resposta aos principais problemas que se abatem sobre o sistema de ensino, mas apenas para melhorarem as estatísticas.
É sabido que hoje as escolas têm mais dificuldades em dar resposta adequada aos alunos com necessidades educativas especiais, devido ao novo quadro legal que foi imposto; é sabido que hoje estão criadas condições para que na gestão das escolas prevaleçam interesses que não são os da educação; é sabido que se transferiram competências para os municípios que estes não estarão em condições de assumir; é sabido que foram criadas condições de trabalho aos professores que dificultam a sua actividade profissional através de medidas que constam do Estatuto da Carreira Docente; é sabido que foram tomadas medidas, aprovados diplomas e feitas pressões sobre as escolas com o intuito, sobretudo, de disfarçar o insucesso da política educativa com um sucesso estatístico.
São muitos os problemas que transitam para o próximo ano lectivo. Desde logo os custos com a educação para as famílias, onde o governo revela a sua insensibilidade social. Como é sabido os manuais escolares são a componente que mais pesa na despesa das famílias com a educação, que segundo os últimos dados disponíveis atinge cerca de 600 euros em média por ano. Os custos com os manuais escolares tiveram este ano um aumento médio anunciado de 4,5%, bem acima da taxa de inflação, em resultado de uma Convenção assinada com as Editoras, que teve como consequência imediata o maior aumento de preços nos últimos anos.
O Governo tenta justificar este escandaloso aumento com as medidas na Acção Social Escolar (ASE). Mas as contas das famílias mais necessitadas nesta altura do ano fazem- -se sempre a contar os tostões. Tomemos o exemplo do 7º ano em que este aumento foi de 10,71 % (de 140 € para 155 € no escalão A). Em primeiro lugar é necessário recordar que uma família com um filho no 7º ano para receber este apoio não pode ter tido um rendimento bruto superior a 5700 € em 2008; se esta família comprar todos os manuais e livros de actividades disponíveis, a soma a pagar será de 289 €, isto é, para o seu filho que está no escalão A da ASE, a comparticipação de 155 € representa apenas 53,63% daquele montante; mas se adquirir apenas os manuais mais 4 livros de actividades, a despesa será de 245,25 € e a comparticipação da ASE será de 63,2 %, isto é, pagará do seu bolso 90,25 €, apenas menos 3,22 € do que pagaria no ano lectivo passado, apesar de a comparticipação ter aumentado 15 €.
O PCP apresentou em Abril deste ano um Projecto de Lei que, entre outras propostas, asseguraria a gratuitidade dos manuais escolares até ao 12º ano para os alunos que estão abrangidos pelos escalões 1 e 2 do abono de família. Este projecto baixou à Comissão Parlamentar e aí ficou sem ser agendada a sua discussão e votação no Plenário, pelo que esta medida – que iria realmente aliviar as brutais despesas das famílias mais carenciadas com a educação dos seus filhos – foi, na prática, rejeitada pelo PS recusando assim trilhar o caminho do cumprimento dos preceitos constitucionais em matéria de direito ao ensino e da sua gratuitidade. O PCP que também apresentou anteriormente um projecto de lei para garantir a gratuitidade de todos os manuais escolares a todos os alunos na escolaridade obrigatória, considera que esta medida é urgente e, esta sim, terá um impacto muito positivo no sucesso escolar e no combate ao abandono precoce.
Num momento de crise profunda, com uma taxa de desemprego que não pára de crescer, com uma distribuição do rendimento nacional cada vez mais desfavorável aos trabalhadores e com o agravamento do endividamento das famílias próximo dos 120% do rendimento disponível, este aumento vai certamente criar ainda mais dificuldades e influenciar negativamente o sucesso escolar das camadas sociais mais desfavorecidas, designadamente dos trabalhadores de baixos rendimentos.
Também no plano laboral o ano escolar que se inicia no próximo dia 1 de Setembro será marcado pelo agravamento da precariedade e do desemprego dos professores (que atingirá valores nunca antes verificados, recordando-se que a uma semana estão mais de 50 000 professores por colocar), pelas dificuldades de organização das escolas e por um agravamento da crise no sector da Educação que nenhuma das iniciativas de propaganda eleitoral conseguirá disfarçar.
Os PCP saúda os professores e educadores e manifesta a sua disponibilidade para continuar a apoiar as suas lutas em defesa de uma profissão dignificada e valorizada – para o que contribuirá decisivamente a revogação e substituição do actual Estatuto da Carreira Docente – e de uma Escola Pública, democrática, de qualidade, gratuita e para todos. Saúda igualmente os estudantes, os trabalhadores não docentes das escolas, os pais e encarregados de educação, toda a comunidade educativa, assumindo o PCP o compromisso de continuar a ter a Educação como prioridade na sua acção e intervenção políticas.
O PCP reafirma o seu compromisso de uma ruptura com a política de direita que assuma a educação como um valor estratégico fundamental para o desenvolvimento do País e para a defesa da identidade nacional, com um efectivo combate ao abandono escolar e a promoção do sucesso escolar e educativo, passa por, entre outras medidas:
- estabelecer a gratuitidade de todo o ensino como elemento crucial da garantia ao acesso e sucesso escolares, objectivo a atingir de forma progressiva num prazo máximo de seis anos, com a distribuição gratuita dos manuais escolares no ensino obrigatório, já no próximo ano lectivo;
- o incremento do apoio social escolar em todos os níveis de escolaridade com crescimento considerável das capitações para a atribuição dos respectivos apoios e dos montantes limite previstos para as diversas áreas;
- a expansão do sistema público de Educação Pré-Escolar, articulado com a rede escolar do 1º ciclo, no cumprimento da obrigação que a Constituição impõe ao Estado, garantindo a – frequência universal, gratuita e obrigatória no ano que anteceda o ingresso das crianças no ensino básico, bem como as condições para universalidade da frequência a partir dos 3 anos;
- uma nova lei de gestão democrática das escolas que respeite os princípios, objectivos e valores consagrados na Constituição da República e na Lei de Bases do Sistema Educativo;
- revogar o estatuto da carreira Docente, tendo como prioridades a revisão da estrutura da carreira docente eliminando a sua divisão em categorias e rever regras de progressão; eliminar a prova de acesso à profissão docente; substituir o actual modelo de avaliação de desempenho; garantir uma efectiva estabilidade profissional e a defesa do emprego docente.
24 de Agosto 2009
Agosto 25, 2009 at 12:21 pm
Nós é que fomos os culpados .Poderiamos não ter cedido às pressões e lá se ía o sucesso.Realmente fomos burrinhos.
Agosto 25, 2009 at 12:23 pm
No JN em versão papel
Guinote ironiza com estatuto.
Muito concorrido.
Quero ver esse motores bem quentes.
Agosto 25, 2009 at 12:27 pm
“Por onde andam uns testes PISA quando precisamos deles para tira-teimas?”
Pois! …
Agosto 25, 2009 at 12:29 pm
esses
Agosto 25, 2009 at 12:30 pm
#3,
No JN?
Não sei de nada…
Agosto 25, 2009 at 12:33 pm
Excelente Estudo: Incentivos Aos Docentes, Desempenho Dos Alunos e Inflacção das
Classificações
Posted by Paulo Guinote under (In)Sucesso, Estatuto, Estudos, Perversidades
Caro Dr Guinote,
Publiquei recentemente um estudo sobre os efeitos das reformas recentes na educação em termos do desempenho dos alunos no ensino secundário.
Penso que este estudo tem interesse em termos de divulgação junto de um público alargado, para alem do académico.
Os resultados indicam que o desempenho dos alunos no ensino secundario foi prejudicado
significativamente pelas alteracoes introduzidas no Estatuto da CarreiraDocente.
O trabalho esta disponivel em http://ftp.iza.org/dp4051.pdf e um resumo nao-tecnico em
http://economiadaspessoas.blogspot.com/
Obrigado pela atencão.
Dr Pedro Martins
http://www.educar.wordpress.com/2009/03/12/excelente-estudo-incentivos-aos-docentes-desempenho-dos-alunos-e-inflaccao-das-classificacoes/
Agosto 25, 2009 at 12:38 pm
:6
Quando puder faço o scanner.
Agosto 25, 2009 at 12:51 pm
o chulo está preocupado com a puta
Agosto 25, 2009 at 12:54 pm
Para além de spammer, aqui o watcher mostra possuir um léxico muito rico.
Os teste PISA não se aplicam uma vez que há muito pouco para avaliar.
Agosto 25, 2009 at 12:56 pm
8. Faz esse favor, onde estou estou sem scanner – tenho de comprar um scanner de mão:
By the way instala o seguinte programa que me permite fazer scanners de folhas de jornal maior que A4 e depois monto a imagens para dar uma imagem única…:
XnView
Agosto 25, 2009 at 12:59 pm
Relativamente ao XnView (freeware) (#11) instala a versão portuguesa e depois é ir à barra de ferramentas à opção “Criar” e dentro desta opção escolher a opção “Anexar imagens”…
Agosto 25, 2009 at 1:00 pm
#8,
Agradeço, pois não falei com ninguém e sempre quero saber o que escreveram.
A esta hora já não devo apanhar o JN aqui na aldeia.
Limitei-me ao Público e I, para onde me pediram bitaites, neste último caso sobre o que deve o PSD fazer como primeira prioridade na Educação.
Agosto 25, 2009 at 1:01 pm
#9,
Olhós nivéu.
Depois eu é que leio as críticas em off de quem anda por cá a espreitar os comentários.
Agosto 25, 2009 at 1:01 pm
Insulto é ter como primeiro um falhado, um mentiroso, um aldrabão com um diploma a martelo e que nunca soube o que é estudar a sério numa faculdade séria e que nunca soube o que é trabalhar no duro,
Agosto 25, 2009 at 1:02 pm
Esse insulto faz ricochete nos professores.
Agosto 25, 2009 at 1:03 pm
#10
O chulo (Sócrates) que roubou os professores vem agora defendê-los que diz que acusações são insulto aos professores; acho que o congelamento foi um grande insulto mas ele pelos vistos não deu por nada. Quanto ao léxico se ofendi a pedir desculpa estou. Essa do spammer não percebi mas às vezes não conseguimos ficar calados não é? Depois sai asneira.
Agosto 25, 2009 at 1:06 pm
Então nós somos suprimidos (roubados não porque há aqui pessoas a espreitar!) de salário em Setembro de 2005 (que eu saiba pela iniciativa de Sócrates) e eu devo referir-me a isso como? Como uma reforma? A mim não! Vendam essa a outro!
Agosto 25, 2009 at 1:07 pm
reforma
s. f.
1. Acto!Ato ou efeito de reformar.
2. Mudança operada tendo em vista um melhoramento.
3. Melhoramento introduzido numa regra muito moderada, numa Ordem religiosa.
4. Nova organização ou modificação de uma organização existente.
Agosto 25, 2009 at 1:11 pm
Antes de me meter ao trabalho no scanner digo-te que estás tu, a Armandina e o Ca***lho das Caldas.
Agosto 25, 2009 at 1:25 pm
A mim, estas palavras de Sócrates insultam-me pelo enorme cinismo!!!
Também me insultaram as palavras da Ministra no mesmo artigo: “Isto demonstra que os professores souberam separar as suas lutas laborais do trabalho com os seus alunos.”
Dito por eles, é cinismo puro!
Agosto 25, 2009 at 1:28 pm
Acusações de facilitismo são “insulto aos professores”, diz Sócrates
Isto é brincar com a saúde mental das pessoas. Então ele é o primeiro a insultar os professores com o novo ECD, com o congelamento. De repente renasce o figurão e manda uma mensagem onde se lê que ele não gosta que insultem os professores. Quem tenha aparecido agora e sem memória não acredita se lhe contarem o que ele fez no passado recente. Ele está-se borrifando, professor em Portugal passou a ser um escravo que está 40 horas ou mais na escola, a dar aulas, a dar apoio, a fazer tudo o que se possa imaginar e de preferência a ganhar cada vez menos. Até rebentar pois! quando rebenta entra outro!
Agosto 25, 2009 at 1:58 pm
Mail
Agosto 25, 2009 at 2:21 pm
#23,
Recolhido.
Agosto 25, 2009 at 2:57 pm
Insulto é sermos governados por esse pseudo “inginheiro”
Agosto 25, 2009 at 4:15 pm
#17
Substitui o “copy paste” por um simples “link”. Deixarás de ter o “spammer badge”.
Colar barro à parede também é asneira.
Agosto 25, 2009 at 4:25 pm
Vindo de quem vem até preferia ser mesmo insultado…pessoas desse nível nem patra limpar latrinqas deviam servir….em respeito ao paulo nem digo mais nada, pois o que disser só se forem carvalhadas e do pior…
Agosto 25, 2009 at 5:26 pm
Não me sinto insultado, pois só ligo à trampa quando estou distraído, só vejo as imagens televisivas que transmitem algo de interesse, apenas dou importância ao que entendo ser deveras importante. Depois de mais cinco décadas a tentar fazer o meu melhor nos papéis que me foram concedidos para representar nesta vida, sinto apenas que já não consigo representar o papel de ingénuo e permitir, que alguém que teve um comportamento tão vil para mim e para os meus pares, se apresente com falinhas mansas a tentar reverter a situação. JAMAIS!
Agosto 26, 2009 at 4:38 pm
Ohhh! Coitadinho, tão preocupado que ele está com os insultos aos PROFESSORZECOS! Tarde piaste!