Na apresentação feita pelo ME dos dados sobre as matrículas nos 9º e 10º anos e conslusões do 9º ano existem diversos aspectos que me espantam nop contexto da manobra propagandística desenvolvida hoje.
Vejamos os quadros em causa (pp 2-4 da apresentação original).
Coloquemos então algumas dúvidas que acho pertinentes:
- Porque será que na análise do insucesso o início da série de dados corresponde a 1996/97 e estes dados remetem apenas para 2000/01? Algum critério especial para a escolha?
- Porque será que se opta por misturar o ensino público e privado, ficando sem se perceber se o aumento do número de alunos se deve a uma melhor captação por parte do ensino público se fiica a dever-se ao aumento da parcela do ensino privado?
- Porque será que o mesmo acontece com a determinação dos níveis de (in)sucesso?
- Porque será que estes dados não surgem contextualizados – eu sei que dava muito trabalho e estragava a leitura - com os dados demográficos das respectivas coortes de alunos, desde a taxa de natalidade ao número de alunos que iniciaram o ensino básico 9 anos antes?
Não quero com isto negar a realidade dos números agora apresentados com pompa e circunstãncia. Apenas me parece que há critérios oscilantes na forma como são tratados e apresentados. Algo que não é raro nos dossiês fornecidos apenas a alguns órgãos de informação e não sujeitos previamente a contraditório.



Agosto 24, 2009 at 10:25 pm
Mais uma vez. o que interessa a este ME é a quantidade e não a qualidade.
Assim não vamos a lado nenhum…….ou por outra, como diz a “anamaria” noutro post, os alunos acabam todos por ir servir para um restaurante!!!!
Agosto 24, 2009 at 10:25 pm
Fartos de manipulação da opinião pública.
Escrevamos para os jornais. É preciso dar lugar ao contraditório.
Agosto 24, 2009 at 10:40 pm
tanta barra, lembra-me um canavial, ao primeiro vento verga tudo!!!
esperemos pelo vento!
Agosto 24, 2009 at 10:43 pm
reb, que tal uma colecta e publicamos um art de pág inteira, com os gráficos e um texto limpo a desmontar as manhas
eu alinho, assim numa coisa a modos que, lavar em público a asneirice da milu e do pinto de sousa, tipo 1ª semana de aulas. Quanto custa uma página no público?!
Agosto 24, 2009 at 11:28 pm
Eu tb alinho.
Uma página para nós: direito ao contraditório!!
Então só se ouve a voz do Albino?
Era o que faltava!
Agosto 24, 2009 at 11:34 pm
#4 e 5,
Artigos pagos, de página inteira ou não passam ao lado da opinião pública.
Acreditem.
Há que desmontar de outras formas.
Porque estes dados são, para todos os efeitos, “reais”.
Há é que explicá-los…
E quem quer explicações escritas em págibnas de publicidade paga?
Calma que já lá se vai…
Agosto 24, 2009 at 11:54 pm
QUando o eleitoralismo chega à educação é a morte de um país. Com o facilitismo e as aprovações obrigatórias mata-se toda uma geração de cabeças pensantes e aniquila-se o futuro. Com uma população de bestas diplomadas, restará a Portugal pedir a integração na Espanha ou transformar-se num país africano.
É nestes aspectos que – assustadoramente – até o fascismo ganha à democracia, ou pelo menos aquilo que os partidos rotativos entendem por democracia: a tomada e permanência no poder a qualquer custo, para recolha e redestribuição de prebendas entre os membros das respectivas seitas e clãs.
Agosto 24, 2009 at 11:56 pm
Porque Sim!
Agosto 24, 2009 at 11:57 pm
#6, Paulo, isto é numerologia, como diz o outro…
~
JÁ viste as reacções da FNE e Fenprof?
A fenprof está prudente…
Agosto 24, 2009 at 11:59 pm
#6, Há alguma possibilidade de saber qtos destes alunos frequentaram as Novas Oportunidades com currículos específicos?
Atenção, eu não sou contra currículos espec
ificos, sou contra a bandalheira e as passagens administrativas,
Agosto 25, 2009 at 12:02 am
Fica bem na imagem…
Para comparar usam-se valores absolutos?
Está bem, não faz mal…
São números… e ainda com ponto!
Com estes gráficos, adivinha-se um futuro promissor…
E quando o sucesso for de 100%, como vão resolver a questão das estatísticas e das evoluções?
Fico aqui sentada à espera por essa época, e de 100 em 100 chegaremos longe…
Agosto 25, 2009 at 12:04 am
Na Coreia do Norte já vai nos 102 por cento…
Agosto 25, 2009 at 12:06 am
O Carnaval é em Fevereiro.
Le poisson d’Avril é em Abril!
Não estão na fase…
Agosto 25, 2009 at 1:18 am
139 mil alunos no 9.º ano?
Em 1994 a natalidade foi uma coisa descomunal. Consequência da prosperidade Cavaquista.
Agosto 25, 2009 at 8:50 am
Bom, de facto na Dinamarca não existe insucesso nem abandono. Há uns anos comparei uma Folkeskole (escola pública que abrange todos os níveis de ensino obrigatório) de Odense com a escola em que trabalhava, EB 23 de Grijó, e concluí que tinham o dobro dos professores para o mesmo número de alunos. Para além disso tinham seguramente 10 vezes mais área em termos de equipamento escolar (incluindo piscina olímpica e sauna), só a biblioteca era maior que todo o 2º piso da minha escola. Os pais não gastam 1 cêntimo (øre) na educação dos filhos, tudo é gratuito (livros, material escolar, transportes, refeições,…) independentemente da situação económica dos pais (que eu tenha tido conhecimento não existiam famílias com dificuldades económicas, todos ganham o suficiente para viver com dignidade). Os alunos que causam problemas disciplinares passam, por exemplo, a fazer parte da tripulação de barcos (com aulas dadas por professores especializados exteriores às escolas, mas em articulação com as mesmas), entre outras alternativas. O ambiente na escola e nas duas aulas a que assisti (uma de 2º ano e outra de 6º) pareceu-me mais o de uma faculdade que o de uma escola de ensino básico. Qualquer lei relativa à educação só será aprovada se reunir 2/3 de votos no parlamento (todos os outros ministérios só precisam de 50% + 1) e as propostas de lei são em grande parte elaboradas pelos professores das escolas. Acho que o Sr. Albino devia visitar uma escola dinamarquesa ou canadiana antes de se meter a dar palpites sobre realidades que não conhece, provavelmente inspirados em press releases do ME.