Eis José Sócrates no seu melhor enquanto animal comunicacional e empático:
Sócrates elogia resultados e rejeita facilitismo
O Primeiro-ministro recusa que a diminuição das reprovações no ensino básico e secundário se deva a um aumento do facilitismo e considera que a Educação está no bom caminho.
“Este resultado quer dizer que o país tem agora uma boa notícia ao nível da qualificação desta nova geração, para poder enfrentar, no futuro, os desafios e os problemas com mais segurança e confiança”, afirmou José Sócrates.
O Primeiro ministro e a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, foram hoje à escola secundária D. Dinis, em Lisboa, apresentar o relatório sobre os resultados escolares dos últimos quatro anos.

Agosto 24, 2009 at 10:13 pm
E as “andanças” não param…
Agosto 24, 2009 at 10:14 pm
À noite também dorme a pensar que está a ser filmado?
Agosto 24, 2009 at 10:15 pm
Terão falado do Peres … estrelo?
Agosto 24, 2009 at 10:19 pm
Gostava de saber quem é a SENHORA que se recusa a cumprimentá-lo!
Grande mulher!
Agosto 24, 2009 at 10:22 pm
e ele com aquele ar de tolo… Vá lá … Dê-me lá o bacalhau…
A senhora deve estar a pensar:
“O que tu queres sei eu…” Para não dizer outra coisa pior…
Agosto 24, 2009 at 10:29 pm
Um beijinho muito grande para o senhor engenheiro da minha Adelaide já que essa aí da foto não quer nada consigo!
Agosto 24, 2009 at 10:32 pm
lalalalala
Agosto 24, 2009 at 10:34 pm
Sim, a fotografia diz tudo!
O discurso do bom caminho…. Eu sei , quando o oiço,que estamos todos, todos, todos a sentir o mesmo.
Raiva!
Agosto 24, 2009 at 10:34 pm
http://iluminacoes.wordpress.com/2009/08/24/1845/
Kiss
Agosto 24, 2009 at 10:34 pm
Será que ela respondeu…
Agosto 24, 2009 at 10:36 pm
No Twitter JMF1957 “A escrever o editorial sobre as estatística do Ministério da Educação. Ou os claros e escuros de opções mal conhecidas pela opinião pública”
Agosto 24, 2009 at 10:41 pm
Agosto 24, 2009 at 10:41 pm
Agosto 24, 2009 at 10:43 pm
há meses….
Agosto 24, 2009 at 10:45 pm
#12
Os xutos já andam dde braço dado com o figurão…Se estes fossem vivos acredito que não se abaixassem…e diriam alto e bom som para quem quisessse ouvir:
(Se o SIS está por aqui, desejo-lhes uma boa noitinha, já agora).
Agosto 24, 2009 at 10:50 pm
A senhora da foto é uma funcionária, pela bata…
Grande mulher!
Agosto 24, 2009 at 10:51 pm
acho que a corjosa senhora estava a pensar,
ummmm estendo a mão…. e depois???? Ele vira-se e aperta a de um figurão qualquer como fez com o Ministro,,,ummmmm não estendo a mão, corro o risco de fazer figura de palhaça!
e assim nasce uma heroína, que já tem a vida devassada pelo Ecchellon portuga….ai tem tem…
Agosto 24, 2009 at 10:53 pm
O protótipo de sucesso educativo socretínio pode conferir-se pela mandatária nacional do pisse da “jubentude” – Carolina dos caroços
AQUI
http://www.educar.wordpress.com/2009/08/23/faz-bem-cerejas-com-carocos-e-para-quem-nao-faz-batota-nem-da-nas-vistas/
Alguém teve a Carolina como aluna …
A Carolina não tem culpa.
Agosto 24, 2009 at 10:54 pm
Além disso também pode ter pensado:
“Hum…daqui só pode vir algum virus…” e como medida de precaução…não estendeu a mão.
Agosto 24, 2009 at 11:01 pm
No meio de tanto sucesso escolar, que, a ser verdadeiro – como Sócrates pretende – seria histórico, só falta entender a razão porque o outro animal-ministra foi o único de substituição anunciada ainda no exercício do cargo. Mistérios…
Agosto 24, 2009 at 11:01 pm
Nuno Crato na RTPn…acho que vou ouvir
Agosto 24, 2009 at 11:08 pm
Será que a Sra. cumprimentou a arrogância ou teve medo do H1N1?
Agosto 24, 2009 at 11:17 pm
#18 Acho que ela foi escolhida mais pelos seus dotes comunicacionais…
Vejam como ela consegue captar a atenção de toda aqui. A vida dela parece ser cheia de episódios interessantes
Agosto 24, 2009 at 11:20 pm
Vou fazer post pra vocês. Té jáaaa…..
Agosto 24, 2009 at 11:20 pm
… de toda a audiencia…
Agosto 24, 2009 at 11:20 pm
#20, Boa!
Se corre tudo sobre rodas pq a vão substituir?
E por que razão andam a publicar artigos nos jornais a responsabilizá-la por “terem perdido os professores”?
Agosto 24, 2009 at 11:22 pm
“…o país tem agora uma boa notícia ao nível da qualificação desta nova geração, para poder enfrentar, no futuro, os desafios e os problemas com mais segurança e confiança”, afirmou José Sócrates.
Não há dúvida, senhor Primeiro-ministro; aliás esta menina Patrocínio é um bom exemplo disso mesmo…
Pior cego é aquele que não quer ver!
Agosto 24, 2009 at 11:26 pm
Este resultado quer dizer que o país tem agora uma boa notícia ao nível da qualificação desta nova geração, para poder enfrentar, no futuro, os desafios e os problemas com mais segurança e confiança” (Sou o bom exemplo a seguir …) – José Sócrates.
Agosto 24, 2009 at 11:28 pm
Reb (26)
É tudo por causa … dos “Votozinhos”.
Agosto 24, 2009 at 11:30 pm
Feito. Pra vós. Lololol….
Agosto 24, 2009 at 11:30 pm
http://iluminacoes.wordpress.com/2009/08/24/unthinkable-desires/
Agosto 24, 2009 at 11:30 pm
animal. disse bem, animal!
Agosto 24, 2009 at 11:33 pm
#26
Porque é feia por dentro e não usa a mesma marca de roupa do seu BOSS.
Porque quer ir para a AR, em tempo de pandemia, para poder decorar por dentro o seu novo apartamento de portadas vermelhas rosadas… e, de outra forma, não o podia fazer.
Porque vai fazer a estatística de presenças da AR, recorrendo a um método singular e de ponta: todos os deputados estarão on-line, mesmo se a ligação for a de casa. E vai aprovar legislação relativa a um novo spss (social package for stupid students) a usar nos seus estudos de estatística sociológica aplicada à política anti-social do seu BOSS.
E, caso seja oposição (os DEUSES do OLIMPO não nos podem abandonar), apresentará lindos gráficos da correlação negativa entre as presenças dos deputados na AR e a frequência da loja que fornece o seu (mas não nosso, espero)BOSS!
Agosto 24, 2009 at 11:35 pm
#11,
Estou curioso…
Até porque…
Agosto 24, 2009 at 11:41 pm
Pois a senhora deve ter pensado…então o homem depois de ter coçado os tomates quer apertar-me a mão? Nã…E se tem chatos?
Agosto 24, 2009 at 11:44 pm
Pois….PENSADO:
CARPE DIEM…
Agosto 24, 2009 at 11:44 pm
Mas a sr.ª mandou-o mesmo copular ou depois apertou-lhe a mão de vaca?
Então e não houve nem uma palavrinha para a descida dos resultados dos exames? Eh! Eh! Eh!
Agosto 24, 2009 at 11:48 pm
Grande senhora esta…
Ficou muito bem na fotografia…
o PM ainda há-de discorrer sobre a falta de “educação” da funcionária no seu próximo discurso eleitoral e apresentar um qq lambebotas das novas oportunidades, de magalhães debaixo do braço e com as teclas ordenadas alfabeticamente, como a alternativa a este “comportamento inadmissível”…
Agosto 24, 2009 at 11:49 pm
Deus é o único ser que, para reinar, nem precisa existir
Baudelaire, Charles
Agosto 24, 2009 at 11:50 pm
Sobre a foto:
Dá a ideia que está a cumprimentar alguém que se encontra ao lado da senhora de bata(?).
Agosto 24, 2009 at 11:52 pm
Por Deus entenda-se José Sócrates claro…
http://bulimunda.wordpress.com/2009/08/24/kings-of-convenience-mrs-cold-hd/
Bons sonhos…
Agosto 24, 2009 at 11:55 pm
Eu acho que este nosso 1º desconhece que o ódio que nutre por nós se voltou contra ele!
Sinto que logo no início de Setembro lhe vamos dar muita dor de cabeça!
Agosto 24, 2009 at 11:58 pm
Para ter dor de cabeça é preciso tê-la. E o sedr não tem nenhuma.
Agosto 25, 2009 at 12:11 am
A MINISTRA DE MIGUEL REAL
“Foi meu sonho como assistente universitária escrever um manual de construção e manipulação de números, tabelas e estatísticas, evidenciando ser a sua natureza um meio ao serviço de todos os fins, defensor de todas as teses, mesmo as mais contrárias e contraditórias; se era isto que Estaline praticava com o nome de «engenharia social», são estalinistas todas as instituições ou organizações sociais que trabalham com estatísticas, e fazem bem, é dever das elites não perturbar com hesitações, verdades problemáticas e indecisões a consciência ignorante e estupidificante das populações, mas iluminar-lhes o caminho através de uma certeza certeira, exposta com clareza aos olhos do vulgo, e, de facto, os números – pau para toda a obra, grão para todo o bico – servem para solidificar e cristalizar estas certezas certeiras. Como professora, as minhas aulas são objectivas, manipulo números e índices ensinando os alunos a inclinar as perguntas dos questionários de modo que não seja frustrada a previsão dos resultados, sei que os alunos me presumem fria e racional, é exactamente como me sinto, imune à emoções.” [pp-28-29]”
(via Almocreve)
Agosto 25, 2009 at 12:21 am
A fotografia fica para a História, está aqui em tamanho gigante…:
http://diario.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/13159403
Agosto 25, 2009 at 12:23 am
Vai um «bacalhau?»
Sócrates cumprimenta funcionários da Escola D. Dinis, após a apresentação dos resultados escolares dos últimos quatros anos lectivos MIGUEL A. LOPES/LUSA
http://diario.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/13159403
Agosto 25, 2009 at 12:50 am
Lá vem o ensino no “Público” e também estou curiosa para ler!!!
Agosto 25, 2009 at 12:52 am
Já estamos a dar algumas dores de cabeça ao PS e mais não posso dizer……
Agosto 25, 2009 at 12:58 am
Se calhar a Sra não o cumprimentou porque o Director já emitiu a ordem de serviço: não cumprimentar nem aproximar-se muito por causa da gripe. Fez a Sra muito bem. Deve gostar tanto dele como nós.
Agosto 25, 2009 at 1:36 am
«Ó filho … o que tu queres sei eu!
Não nasci ontem.»
Não é nada aconselhável o sr PM percorrer uma simples ruela do país (real), sem gorilas e figurantes.
Tenho constatado que FINALMENTE iria conhecer o povo português – o humor do povo anda muito “pró traulitada nesses cabrões todos”.
Agosto 25, 2009 at 1:41 am
“O Primeiro ministro e a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, foram hoje à escola secundária D. Dinis, em Lisboa, apresentar o relatório sobre os resultados escolares dos últimos quatro anos.”
É muito Estado Novo, já foram, não irão.
Agosto 25, 2009 at 1:45 am
Estamos a quase um mês do dia em que o Socratismo vai sofrer aquilo que nem os Castelhanos apanharam em Aljubarrota. É natural: o país nacional, o país sensível, o país plácido, o país com princípios, o país vulgar, eu, nós, você, leitor, vai-se finalmente vingar de uma das mais pavorosas associações mafiosas que já esteve à frente dos nossos destinos.
Sim, é verdade que continuamos na Cauda da Europa, mas, antes, tínhamos um pouco que comer, um pouco de brio nacional, não tínhamos medo de falar, nem olhávamos para o lado, de cada vez que queríamos manifestar o nosso descontentamento, e, sobretudo, não sentíamos que o estado de impunidade das coisas judiciáveis se tinha tornado numa regra, não em lapsos pontuais e corrigíveis.
Quando este governo desaparecer, vão sobrar poucas coisas: algumas anedotas mordazes, uma generalizada sensação de impotência, o sentido de que governar acima da lei, afinal, é possível, apesar da Democracia e dos espaços internacionais em que nos inserimos, e, sobretudo, ficarão algumas figuras carismáticas, no sentido mais profundo da negatividade humana, como só Shakespeare ou Dostoievsky poderiam ter engendrado.
Num esforço de memória, poderia pensar na epígrafe deste desastre nacional.
É evidente que o figurino encaixa perfeitamente em Sócrates, o provinciano dos fatos que lhe assentavam todos mal, suponho que por causa da batata de nariz transmontana, diplomado à força e sem qualquer vergonha na cara. Acima de todos, todavia, não creio ser exagerado imaginar que Maria de Lurdes Rodrigues, a “Anarquista”, poderia perfeitamente servir de sudário para o horror que foi este período político.
Lurdes Rodrigues não conheceu o pai, mas conheceu as durezas dos padrastos, os incómodos da Casa Pia, o acordar de manhã cedo, os banhos de água gelada, a austeridade, o horizonte sem luz, enfim, todos os opostos da pedagogia do afeto e e da humanidade, da pasta que ousou tutelar. Essa figura goza de uma curiosa particularidade: irá desaparecer, para sempre, da nossa vista, antes de que o ano de 2009 termine.
Há um alívio, mas também há uma enorme cicatriz. Essa mulher nunca mais poderá voltar ao anonimato da cidadania, porque até eu, geralmente discreto, cordato e enfiado no meu “noli me tangere”, serei capaz de atravessar a rua, para me cruzar com ela, e lançar-lhe na cara uma daquelas frases amargas que nunca mais se esquecem até ao resto da vida.
Nunca perdoarei o Socratismo, e haverei de lançar-lhe um anátema até ao final da minha vida de intelectual e artista, e é por isso que coloco à frente desta bastardia o rosto infame dessa mulher.
Como todos os monstros, ela aspira à perpetuação: a sua melhor frase é “Mais importante [do] que as pessoas são as políticas”. Tem toda a razão: essa foi a operacionalidade e logística de todo o séc. XX, e conduziu a mais milhões de mortos do que todas as guerras anteriores, justificou as câmaras de gás, os “gulags”, os tarrafais, os fuzilamentos da Guerra Civil de España, Tianamen, o khemrismo vermelho, as purgas de Pinochet, os assassinatos de Fidel, Saddam, as burkas, os Ayatollahs, as vítimas do não perservativo de João Paulo II e tantos outros momentos maravilhosos do nosso passado recente. Maria de Lurdes Rodrigues foi mais modesta: alimentou a bufaria, através do carismático Hipopótamo da DREN, praticou a legislação retroativa e o sadismo das juntas médicas. Para o fim, e é desse fim que hoje veio falar, quis que as suas ideias, mais importantes do que as pessoas, prevalecessem.
Soou-me — e aqui vamos entrar no domínio das generalidades, porque o assunto só me interessa por grosso — que, a meio das férias das pessoas normais, e no tempo das suas permanentes insónias de rancor e passado perdido, que ninguém lhe poderá restituir, tinha cometido mais ums dos seus insólitos atos administrativos, uma tal abertura extraordinária de Concurso para Titulares.
Titular, no sentido corrente do termo, era uma pessoa que detinha um título nobiliárquico, no tempo em que a sociedade se hierarquizava, como tal. Chegada a República, a Titularidade ficou para o mesmo prazer pessoal das pratas da casa e dos ouros de família. Tal não foi o entendimento de Lurdes Rodrigues, cujo horizonte quimérico, de mulher a dias, levava a valores obsoletos, aliás, moderníssimos, como o prova o cadáver debilitado que habita Belém, e cujo sonho seria ter audiências de quinta feira com Sua Excelência o Presidente do Conselho, Dr. Oliveira Salazar. Lá lhe aparece um parecido, só que infinitamente mais estúpido, sem estudos, e profundamente inculto…
A singularidade deste concurso, pelo que me chegou, é que tem data de início, mas não finda: é uma coisa talhada para a Eternidade, assim como as Pirâmides do Egito, e será o Ramesseum da desgraçada, e das suas amargas ideias. Esquece-se de que estará politica e socialmente morta, de aqui a um mês, e que NADA ficará da sua memória, exceto um ódio profundo. É estranho que legisle para a Eternidade, mas deixa coisas sólidas, como o Código de Hamurabbi: “40 páginas de um texto qualquer”, no qual o frango, com 15 anos de casa, se candidata à categoria de criada de dentro, com direito a avental e crista.
40 páginas deve ser um número cabalístico. É pena não ter tempo para investigar, mas deve andar próxima do célebre MBA que ela deu a um gajo com diploma deficiente, que desde logo a presenteou — os ressentidos são sempre generosos — com a Pasta da Educação, daquelas raras pastas que, como a da Cultura, tal todos nós sabemos, podem ser ocupadas por qualquer um.
Suponho que queira terminar o sinistro mandato com o oposto da ideia com que começou: uma “geral” de titulares, para contar cabeças, a ver quantos ainda se ajoelham, perante as últimas “ideias” de uma moribunda política e moral.
(A “geral” dava-lhe eu, e era enviá-la para as celas de alta segurança de Monsanto, onde abriria as pernas e os teria de classificar de “Insuficientes”, “Suficientes”, “Bons”, “Muito Bons” e “Excelentes”. Os Insuficientes e Suficientes teriam direito a repetição de prova, e os Bons, os Muito Bons e os Execelentes, idem aspas, aspas, que é para isso que foram criados os especialistas…)
Suponho que os Professores entendam isto como a derradeira humilhação de uma criatura execrável.
Como é costume, é melhor começar a ler os meus textos sempre pelo fim. Tudo o que escrevi atrás era redundante e esperado: encaixa perfeitamente nas manifestações de caráter anteriores. Novidade, novidade,é o meu amigo S.N., que esteve clinicamente morto, e a quem tentaram todos os métodos de reanimação, até chegarmos ao ponto daquele cabecear dos médicos, que só quer dizer, “pronto, este acabou…”, mas não tinha acabado: como em Dreyer, houve uma silenciosa ressurreição.
As Juntas Médicas, para quem o importante são as ideias da criminosa Lurdes Rodrigues, mandaram-no trabalhar (!), aliás, como todos os desgraçados que por lá passaram, naquela tarde….
É bom saber que, na ausência da Linha 24, ainda continuamos a ter Juntas Médicas milagreiras.
Suponho que seja a discreta e doce mãozinha da Senhora de Fátima.
(Pá, para começar, era um tiro nos cornos, e depois logo se via… Arrebenta
Agosto 25, 2009 at 1:53 am
http://simplex.blogs.sapo.pt/165745.html
TERÇA-FEIRA, 21 DE OUTUBRO DE 2008
Resposta a desafio
Fui desafiada por Filipe Tourais a aderir a um movimento que denuncie, na blogosfera, a alteração das deduções fiscais no IRS para os deficientes.
Sou totalmente solidária com os deficientes e desejaria que a sua voz se fizesse ouvir e fosse mais reivindicativa em várias questões, nomeadamente no acesso ao trabalho e na redução e fiscalização de barreiras físicas para a sua locomoção, para dar só dois exemplos.
Quanto às deduções fiscais tenho reservas bastantes. Tenho conhecimento de enormes deduções no IRS por incapacidade, por exemplo 75%, a doentes a quem foi diagnosticado um cancro. É claro que a maior parte dos tumores malignos são doenças graves mas, felizmente, são já em grande parte curáveis. Mesmo que não sejam curáveis não é obrigatório que, pelo simples facto de se ter uma determinada doença, se tenha 75% de incapacidade e, portanto, um determinado montante de benefícios fiscais.
Este tipo de benefícios deveriam ser mais personalizados e revistos periodicamente. Não sei se a lei actual é melhor ou pior, mas ter 75% de incapacidade, em casos que conheço não se justfica, assim como não se justificava a redução de IRS por essa incapacidade.
Gostaria pois, antes de me associar a esta causa muito específica – a redução dos benefícios fiscais aos deficientes – de me informar melhor sobre o assunto.
Temas: sociedade
publicado por Sofia Loureiro dos Santos às 21:36
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14 comentários:
De anónimo a 14 de Junho de 2009 às 10:42
A senhora é … sem dúvida UMA IDIOTA!
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De isabel do carmo a 7 de Maio de 2009 às 18:32
Ao fazer uma pesquisa no google dei de caras com esta aberração que a senhora com tanta “sabedoria” tornou público. Infelizmente nos tempos que correm a blogosfera permite que se escreva o que nos vai na estupidez sem que ninguém nos ponha no sitio certo . Há 3 meses foi-me diagnosticado um cancro na mama que me levou 2 vezes ao bloco operatório prefazendo um total de de 8 (oito) horas de anestesia. Actualmente a fazer tratamento de quimioterapia – 6 sessões – posteriormente 20 sessoes de rádio e após 5 anos de hormonoterapia. Quis o destino que eu viesse engrossar esta terrivel estatística e tivesse de passar por este pesadelo impedindo-me de trabalhar, sabe-se lá por quanto tempo, e de fazer a minha vida normal. Visto que a sua estupidez não alcança devo dizer-lhe que estes meses tem sido equivalentes a anos, quer em dor fisica quer psicológica. Se para si isto não for suficiente eu OFEREÇO-lHE em dobro tudo o que sofri até hoje e ainda a incógnita do futuro. E já agora que tanta falta lhe faz OFEREÇO-LHE de bom grado os benefícios fiscais que ainda não usei e que tanto inveja lhe fazem. Isabel do Carmo
responder a comentário | discussão
De Sofia Loureiro dos Santos a 7 de Maio de 2009 às 19:48
O único comentário que tenho, Isabel do Carmo, é que espero que se restabeleça o mais depressa possível. E que a incapacidade que tem hoje, eventualmente de 100%, seja bem menor que a que tiver daqui a 2 anos, e ainda menor ou inexistente daqui a 5 anos. E que possa usufruir de todos os benefícios e ajudas que o Estado, ou seja, todos nós, temos o dever de lhe proporcionar para que, quando já estiver melhor, também possa contribuir para os benefícios e as ajudas de quem, nessa altura, necessitar.
responder a comentário | início da discussão
De Sofia Loureiro dos Santos a 7 de Maio de 2009 às 19:56
Já agora, talvez lhe interesse consultar o site “Ame & Viva a Vida”:
http://www.ameevivaavida.pt/index.php/Ame-e-viva-a-vida/um-pouco-de-historia.html
que contém informações úeis, nomeadamente a legislação de apoio ao doente com cancro da mama:
http://www.ameevivaavida.pt/images/stories/pdf/apoio.pdf
responder a comentário | início da discussão
De olho a 20 de Abril de 2009 às 02:36
Tenho uma Mãe que teve a infelicidade de ter um cancro no seio e um sogro que morreu do mesmo mal mas no estômago.
Acabei de ler o que espero ser um mal entendido
“Mesmo que não sejam curáveis não é obrigatório que, pelo simples facto de se ter uma determinada doença, se tenha 75% de incapacidade e, portanto, um determinado montante de benefícios fiscais.
”
Para quem sofre tudo não é demais era o que faltava
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De José Rodrigues a 9 de Novembro de 2008 às 17:37
Que Deus a proteja…porque se um dia o azar lhe bater à porta vai achar que todos os apoios são poucos…BOA SORTE
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De Eu quero ser califa a 24 de Outubro de 2008 às 13:37
Então acha que uma pessoa com uma doença potencialmente mortal deve ser obrigada a trabalhar como as outras???
Então não percebe que vai enfrentar despesas de saúde muito mais elevadas de que este mísero benefício nem sequer cobre 10%???
Desumano…
Se a falta de compaixão e humanidade dessem graus de incapacidade, o seu seria de 100%!
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De lino a 22 de Outubro de 2008 às 18:55
Pelos casos que conheço – e são bastantes, devido à minha profissão – concordo inteiramente com a Sofia.
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De Ana Marques Pereira a 22 de Outubro de 2008 às 18:39
Sofia
Foste por um caminho muito mau ao falares dos doentes oncológicos. O que a lei prevê, que é bastante, é apenas teórico. Na prática quase doente nenhum beneficia . E isso aplica-se quer ao IRS, quer ao selo do carro, quer aos empréstimos. Nada funciona. E para se ter acesso a qualquer benesse é preciso ter mais de 60% de incapacidade, o que significa que está mesmo doente. Penso que foi um entusiasmo literário. Bj
Ana MP
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De Sofia Loureiro dos Santos a 22 de Outubro de 2008 às 18:51
Ana Marques Pereira
Comecei por dizer que não estava bem informada quanto às alterações que tinham sido introduzidas na lei o ano passado. Mas o que é verdade , e sei-o por casos que acompanhei de muitíssimo perto é que, antes da alteração da lei, bastava um diagnóstico de cancro, qualquer tipo e em qualquer estádio, para dar uma enorme percentagem de incapacidade, independentemente da realidade, que podia ser aquela ou não, e resultava numa muito razoável redução no IRS.
Também não me manifesto contra, se há razão para isso. Mas um diagnóstico de cancro não implica obrigatoriamente (felizmente!) incapacidade de 75%.
Mas, repito, não sei quais as alterações legislativas que ocorreram. Por isso achei melhor ir estudar o assunto antes de me juntar a qualquer causa.
responder a comentário | início da discussão
De jrd a 22 de Outubro de 2008 às 13:56
O conhecido jornalista norte-americano Frank Deford, proferiu um dia esta frase lapidar: “Podemos ficar a conhecer tudo sobre um povo, pela maneira como ele trata os animais e as praias”.
A esta frase com que me identifico em absoluto, gostaria de acrescentar : “e os deficientes”.
Sem pretender questionar a bondade da iniciativa em questão, à qual aderi desde a primeira hora, entendo que o problema da discriminação existente e do pouco respeito pelos deficientes em Portugal -não só os do foro oncológico, aos quais manifesto toda a solidariedade do mundo, mas de todos-, extravasa e muito a actuação deplorável do governo no âmbito da fiscalidade.
É por um lado, um problema do Estado e das Instituições e da ausência de estruturas adequadas à integração e movimentação dos menos válidos e , por outro, o comportamento atávico, na linha de muitos outros, que tem a ver com a falta civismo e uma noção errada e egoísta do que é a cidadania, de grande parte da população.
Não vai ser fácil erradicar este deficit crónico de educação a todos os níveis e, desgraçadamente, não se me afigura que a solução passe pela mudança de geração, diria mesmo, que a tendência negativa está a aumentar.
responder a comentário
De Filipe Tourais a 21 de Outubro de 2008 às 22:35
Agradeço-lhe por mais esta, Sofia. Quanto ao que diz, no respeitante a doentes oncológicos, a incapacidade justifica-se inteiramente. ÀS vezes é-nos difícil colocarmo-nos na pele dos outros e imaginarmos a quantidade de imprevistos que só quem passa pelas situações conhece a fundo e, tantas vezes, por vergonha, não confessa.
Os doentes oncológicos não estão aptos para qualquer trabalho. Os benefícios fiscais também se justificam, na medida em que estas pessoas enfrentam despesas que não teriam caso não fossem portadoras, embora temporariamente, de uma incapacidade. Nos casos que tive a infelicidade de conhecer, vou-me lembrando por exemplo de despesas de alimentação extra motivadas pelos efeitos secundários das terapias utilizadas nestas doenças, mas haverá outras, para além de que muitos deles perdem os empregos durante a doença. A meu ver, a sociedade deverá ser solidária também com eles.
responder a comentário | discussão
De Sofia Loureiro dos Santos a 21 de Outubro de 2008 às 23:14
Filipe, obrigada pelo seu comentário, mas não concordo com ele, na totalidade.
Muitas doenças oncológicas são hoje, felizmente, curáveis e mesmo que o não sejam são doenças crónicas como outras, nomeadamente, a diabetes, a SIDA, a IRC. É verdade que muitas pessoas têm incapacidades de graus variáveis em muitas destas ou doutras circunstâncias, mas não apenas e só pelo diagnóstico e sim pelas consequências (física e psicológicas) da sua doença.
Não sou, obviamente, contra os benefícios fiscais em casos de doença com incapacidade, sou é contra o rótulo de grande incapacidade apenas por se ter um determinado diagnóstico.
responder a comentário | início da discussão | discussão
De João Mendes a 24 de Outubro de 2008 às 23:24
Foi-me diagnosticado cancro da próstata e lá fui à cirurgia.
Não sei o que é um cancro curável, mas creia que bem gostava de saber pois o cirurgião apenas me disse que medicina não é matemática. E, por favor, não me venha com percentagens por que eu estou sempre do lado errado da distribuição!
É claro que resta saber se sou deficiente. A meu ver, sou ou seja tenho défice. Ando de fraldas, o sexo foi-se , andar de carro é tormento, a micção é dolorosa and so on…
Mas, estou muito melhor depois de ter partilhado a sua “expertise” em medicina. Ou sou curável ou fico com doença crónica. Óptimo embora não entenda que um amigo de peito se tenha “distraído e me tenha obrigado a ir ao seu funeral há 2 meses porque o tal cancro da próstata a que foi operado se tenha transformado num assassino e não numa dócil doença crónica na pior das hipóteses.
Minha senhora, refreie a sua vontade de opinar sobre tudo e nomeadamente nas áreas onde é ignorante.
Passe bem e que “o acaso” não a leve a passar por estas “pedras”.
A terminar, creia que lhe ofereço o meu benefício fiscal (que ainda não usufruí) se arranjar forma de me devolver a minha próstata em boas condições.
responder a comentário | início da discussão
Agosto 25, 2009 at 1:54 am
Gente desta espalha-se pelo simplex
Agosto 25, 2009 at 1:59 am
Fantástico texto.
Agosto 25, 2009 at 2:06 am
Já passei por este blog e tive oportunidade de ler umas m****s escritas por esta senhora.
É uma socrática pós-moderna com opinião sobre tudo sem validade alguma. Só tenho uma dúvida: quando a promovem a ministra PS? Em alternativa, internem-ma para uma cura de estupidez aguda.
Agosto 25, 2009 at 2:06 am
O meu comentário é para o texto em #52 de Anahenriques.
Agosto 25, 2009 at 9:39 am
A fotografia pode induzir em erro. Qual a certeza da senhora não ter cumprimentado José Sócrates? Podia estar de braços cruzados e depois apertar a mão do 1º.
Agosto 25, 2009 at 11:19 am
JN – 25/07/2009 Página 8
Guinote ironiza com estatuto
Agosto 25, 2009 at 11:24 am
#58
Pois, o que (a ser assim) quer dizer que já lá vai o tempo em que o tuguinha corria atrás dele de mão estendida…Algumas vezes eram tuguinhas bem posicionados que viam o PM negar-lhes o bacalhau…Ah, pois…mudam-se os tempos…
Agosto 25, 2009 at 12:30 pm
Por falar em animal… o darquense ainda está de férias?
Agosto 25, 2009 at 4:20 pm
Sofia como essas fazem-me lembrar um tal de Doutor que fez umas experienciazinhas em campos de exerminio na 2ª guerra mundial…desapareceu na selva amazónica onde segundo se diz apareceram uns ind
ios de olhos azuis….
Agosto 25, 2009 at 4:37 pm
http://iluminacoes.wordpress.com/2009/08/25/revolt/
Agosto 25, 2009 at 9:35 pm
Sócrates mete nojo intelectual!