Claro que não é uma regra universal, mas acho curioso o facto de haver um sector da Direita que adora assinar com três nomes (o próprio e dois apelidos, se possível com um “de” pelo meio ou um y), enquanto um sector da Esquerda não resiste ao uso das duplas vogais. Se nas gerações mais antigas ainda se entende o arcaísmo pré-Acordo Ortográfico do Estado Novo, nos mais jovens é engraçado. Não falo só do Perestrello onde os elles são irrelevantes, mas outros casos como o que que recordo uma colega de Faculdade, da mesma área política que também insistia no duplo elle. Mas há mais, muito mais…

Fico quase sem saber se opte por fazer regressar o meu Guinote à forma original de Guinot, perdida há duas gerações por um avô dado mais aos teatros e às boémias do que às peneiras,  se ouse enveredar por um Guinott mais flamejante, transformando o e final num t decididamente simbólico de algo. Do quê não sei, mas acho que era capaz de ser giro e eliminar, assumindo o galicismo, as dúvidas sobre a pronúncia final.

Ou isso ou então apanhei uma insolação ontem no trajecto do aeroporto para casa, desabituado que estava a estas temperaturas.

7.2

(como nota final, deixo aqui a minha teoria de ter sido Joana Amaral Dias afastada dos órgãos mais importantes do Bloco exactamente por ousar assinar com três nomes em vez dos dois canónicos na extrema esquerda. É uma teoria tão boa como qualquer outra e bem melhor e mais respeitosa que algumas…)