Até porque dizem que já foram à Lua, que eu não acredito, embora tenha visto na televisão, com o José Mensurado ainda quase novo.
Cá para mim os efeitos especiais até eram piores do que os do Caminho das Estrelas e do Espaço 1999 e tudo. O homem andava aos saltinhos muito devagar, via-se logo que era montagem.
Diversos mails me vão chegando com a adesão de muitos Directores à atitude de deixar entregar a autoavaliação a toda a gente que o queira fazer, com ou sem objectivos individuais.
Esta é a atitude correcta, sadia e que procura presrvar o que resta de um bom ambiente de escola.Vou fazendo uma pequena lista, mas por enquanto prefiro não a duivulgar por razões que julgo óbvias.
É muito importante que todas as práticas abusivas sejam denunciadas, assim como todo o tipo de vendettas pessoais que estão a ser feitas com a desculpa da avaliação.
O que mais me custa é que em diversas escolas, algumas das quais eu até conheço de forma mais ou menos próxima, as pessoas preferirem calar-se por terem medo de represálias.
Ora é exactamente com esse medo que os novos tirantes e caciques escolares contam para reinarem a seu bel-prazer.
O documento que se segue circulou hoje para recolha de assinaturas. Entretanto consta que houve uma assinalável inversão de marcha na atitude da Directora em relação aos colegas, o que se saúda vivamente.
PETIÇÃO AO CONSELHO GERAL TRANSITÓRIO
Ex.ª Sra. Presidente
do Conselho Geral Transitório
da Escola Secundária do Castêlo da Maia
Um grupo de professores da Escola Secundária do Castêlo da Maia, abaixo assinados, vem solicitar a intervenção do Conselho Geral Transitório, no âmbito das suas competências, no sentido de tentar obter uma normalização do ambiente que se tem vivido entre a comunidade docente e a Direcção, resultante do conturbado processo de avaliação do desempenho docente que atingiu todo o país, como é do conhecimento público.
Procurando sintetizar o mais possível o assunto desta petição, não podemos, todavia, deixar de tecer alguns considerandos, que julgamos indispensáveis ao bom esclarecimento de todo este Conselho, dada a muita desinformação que tem poluído as vias de comunicação.
1) Qualquer análise do processo, mesmo sumária, permite concluir que a avaliação do desempenho docente, no período que agora chega a termo, fracassou. Vícios graves na legislação inicial (alguns dos quais a tutela, a custo, reconheceu e emendou), alteração de regras a meio do percurso, acrescentamento de exigências que a lei não previa, são alguns dos factores que complicaram tudo até ao fim, em todas as escolas. Podemos concluir que aquilo que vai ser feito não será, em caso algum, uma avaliação de desempenho digna dessa designação. Poderá ser, talvez, uma farsa disso mesmo, se lhe respeitar a forma, isto é, se forem produzidos documentos suficientes para que se pareça com uma avaliação de desempenho.
2) Os signatários deste documento sempre reconheceram a maior pertinência em que se proceda à avaliação do seu desempenho, bem como a necessidade de reformular essa avaliação, fundamentando-a em critérios científicos. A avaliação deve ser uma prática corrente nas escolas e deve decorrer em ambiente de tranquilidade, não perturbando, mas sim potenciando a actividade didáctica. Consideram a avaliação como um direito, dado que ela poderá cumprir o papel de uma certificação da qualidade do seu trabalho.
3) No impasse criado, o Ministério da Educação optou por delegar nas escolas a iniciativa dos procedimentos que considerassem mais adequados, o que acarretou desigualdades gritantes entre escolas, no que se refere às exigências referentes à avaliação do desempenho. Estas desigualdades não podem deixar de gerar situações de injustiça nos futuros concursos de professores, bem como na distribuição de serviço.
4) Por outro lado, se houve escolas cujas direcções adoptaram procedimentos simplificados, de forma a cumprir a lei sem penalizar quem quer que fosse, em outras, como a nossa, foram adoptadas medidas que vão além do que a lei estipula, o que criou constrangimentos e gerou tensões entre professores e entre estes e a Direcção.
5) Relativamente ao que na nossa escola se tem passado, parece-nos necessário informar que:
5. 1) Nenhum professor desta escola desrespeitou os normativos legais sobre avaliação, apesar de a grande maioria os contestar. Em particular, todos entregaram as fichas de autoavaliação previstas na lei.
5. 2) A Direcção, ao tentar formatar os termos em que a autoavaliação deveria ser feita, para além do que a legislação prevê, ultrapassou a própria Comissão de Coordenação da Avaliação de Desempenho Docente da nossa escola, que sobre esse assunto nunca produziu qualquer orientação.
5. 3) Mais do que qualquer outro documento, a autoavaliação é da exclusiva responsabilidade de cada professor, sendo talvez essa a razão pela qual não se afigurou legítimo ao legislador estipular mais do que um conjunto de questões que deveriam ser respondidas pelo professor avaliado.
Os professores abaixo assinados, independentemente da diversidade de atitudes que assumiram ao longo do processo, consideram extremamente penalizador para todos o ambiente que se criou e receiam que o mau clima que ensombra este final de ano lectivo na nossa escola venha a comprometer um saudável início do ano lectivo próximo.
Num apelo às superiores competências do Conselho Geral Transitório, solicitamos a vossa intervenção, no sentido de garantir que nenhum professor seja penalizado neste processo, desde que tenha cumprido com o preceituado na lei. Este apelo decorre da evidência de que qualquer penalização, a acontecer, decorreria de factores extrínsecos ao desempenho docente, o qual deixou, e há muito tempo, de estar em causa.
Na escola estamos em época de balanços; apetece-me fazer um balanço sincero do ano profissional:
Avaliação de desempenho: nada MUDOU; apenas houve um ADIAMENTO. a instituição democrática na escola extinguiu-se. Tudo é feito por nomeação: cargos de orientação educativa e director(a). A votação em sede de Conselho Geral é uma farsa democrática: uma minoria a escolher, com uma influência externa cada vez mais esmagadora e a politização partidária da escola mais descarada. relações laborais deterioradas: se é implementada a competição entre pares através da quotização de classificações e de cargos, implementa-se a lei do mais forte. Hipocrisia, maquiavelismo, adulação, traição, desconfiança, vão ser os comportamentos predominantes. Existe uma casta de professores com o poder de fiscalizar e influenciar a carreira profissional dos seus pares sem se distinguirem funcionalmente deles; os que queriam manter a sanidade das relações interpessoais foram embora, porque sentiram ser insuportável o novo modelo de relacionamento. Os outros vão lentamente se adaptar, e a prazo, já adquiriram o distanciamento suficiente para se comportarem como capatazes. teremos um sistema incoerente: professores responsáveis pela formação de jovens, ensinando-os a adquirir competências sociais como a solidariedade, camaradagem, valores éticos e morais, e no seu quotidiano profissional a executarem o oposto… uma escola marca um almoço/convívio para a semana em que começam as férias docentes. Convívio?! Que raio de convívio salutar, sincero, fraterno, pode existir entre grupos de pessoas colocadas em graus hierárquicos diferentes, com subalternização profissional, em que a maioria está laboralmente fragilizada? as direcções sindicais são fracas. Implementaram uma estratégia predominantemente política que se revelou ineficaz. O apelo ao boicote da entrega de objectivos individuais foi um erro como se depreende pelos resultados obtidos. Os sindicatos deviam ter apelado o boicote ao concurso de titulares e ao conselho geral transitório; nestes dois casos, surgiriam resultados eficazes e evidentes de paralisação do sistema. Contudo, os professores podiam por iniciativa própria ter encetado esse boicote, não concorrendo aos lugares de titular e do conselho geral; os factores individuais impediram esse processo. o ME conseguiu criar a divisão entre professores, colocando-os uns contra os outros, assegurando deste modo o principal e único objectivo da reforma do ECD: poupar dinheiro nos salários. a classe docente não tem poder reivindicativo: 3 manifestações com 2/3 dos profissionais na rua, não conseguiu alterar a substância do modelo educativo imposto; apenas o conseguiu adiar. analisando tudo o que se passou nos últimos 4 anos, a mudança para pior vai ser profunda: a violência (física, psicológica, emocional, moral, social, etc.) vai ser o leitmotiv das sociedades, promovendo o individualismo egocêntrico a um patamar ainda mais elevado.
Os sindicatos de professores saíram hoje do Ministério da Educação sem acordo na negociação do modelo de avaliação de desempenho, e acreditam que este só será alcançado na próxima legislatura.
Os sindicatos de professores saíram, esta terça-feira, do Ministério da Educação sem acordo na negociação do modelo de avaliação de desempenho, e acreditam que este só será alcançado na próxima legislatura. A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) não quer negociar este modelo com o Executivo de Sócrates.
O Ministério da Educação tem tudo na mão para resolver o problema. Maior descrédito do que aquele que o cobre da cabeça aos pés é muito difícil.
Cada dia que passa, a situação torna-se mais insustentável.
Já todos estamos cansados de isto se ter tornado uma questiúncula de ordem pessoal para 3 ou 4 figuras. Até no PS este assunto e este conflito só entusiasmam mesmo os indefectíveis.
O director da escola secundária Alves Redol em Vila Fgranca de Xira adiou a entrega da autoavaliação para dia 31 de Julho de 2009. Porém, soube da existência de escolas da mesma terra (Reynaldo dos Santos e Vasco Moniz) e de S. João da Talha onde essa entrega pode ser feita até dia 2 de Setembro.
Não consigo perceber tanta arbitrariedade neste processo. Será que alguém me pode explicar o que se está a passar com esta disparidade de datas de entrega do mesmo documentos datas totalmente diferentes, sendo este um documento tão decisivo para a avaliação dos docentes?
Muito atenciosamente
Alguém muito confuso com todo este processo!
Uma das propostas mais interessantes do estudo da OCDE sobre a avaliação dos docentes é o da separação de duas vertentes da avaliação: aquela, de carácter mais administrativo, que tem consequências ao nível dos concursos nacionais e que, como tal, implica existência de princípios e instrumentos com um grau mínimo de padronização e garantias de equidade no processo e a avaliação mais virada para o aperfeiçoamento profissional, mais ligada ás necessidades de cada docente e do contexto em que se integra.
Ora esse tipo de distinção está ausente do actual modelo de ADD e, o que é mais grave, está prestes a gerar brutais distorções na forma como as mesmas situações estão a ser geridas pelos órgãos de gestão.
Por enquanto não divulgarei todas e penso mesmo reservar a identificação das escolas e agrupamentos cujo apoio a todos os docentes pode levar a colocá-la(o)s na mira do Ministério.
Mas o que é visível é a diversidade de atitudes, com consequências previsíveis muito diversas para casos similares. E aqui o que está em causa não é a autonomia, mas sim questões processuais que não envolvem a qualidade do desempenho dos docentes.
Outra constatação é que – e a informação foi veiculada recentemente em reunião de representantes do ME com Directore(a)s e (ainda) PCE – cerca de 40% das unidades de gestão viram as suas equipas directivas substituídas parcial ou totalmente na sequência dos procedimentos concursais.
E se a diversidade de condutas a nvel nacional é um problema sistémico, o que dizer de quem definiu (ou não) objectivos com uma dada equipa de gestão e de acordo com determinados princípios explícitos ou implícitos e agora vê a sua avaliação ser feita por um director que pode até estar em desacordo com as soluções iniciais?
É verdade que a maioria das alterações foi benigna. Recebi, por exemplo, a descrição do que se passa na escola da Cidadela (Cascais), que é sintomática de um maior acautelamento dos desmandos anteriores. Mas algumas não o foram. E há casos, como na Secundária de Odivelas, em que a equipa de saída procurou até ao último minuto condicionar o desenvolvimento do processo e acelerá-lo por forma a tentar concluí-lo de acordo com as suas regras (ou ausência delas).
E o que se nota, mesmo entre aquele(a)s que permanecem é uma diversidade de critérios que faz temer nbão só pelos abusos de poder mas também pela completa ausência de orientações uniformes e conformes á lei por parte da tutela, não sendo raro que a instrução informal seja divergente da que fica documentada.
Uma novidade na frente de ataque aos professores, misturando (in)voluntariamente coisas certas com erradas, para isso bastando ver a relação entre o nome do blogue e o conteúdo dos protestos do post inicial.
Se são tantas as queixas em relação ao ensino, por que não designar o blogue de outra forma? Será que é só a avaliação dos professores que é importante?
Pessoalmente gopsto deste tipo de espaços, porque o destempero verbal dos adversários é, por regra, um trunfo para os viasados. Por isso mesmo, aqui sempre peço para moderarem no ataque à bruta e apostarem mais na criatividade e subtileza.
Eis uma passagem muito interessante em que se percebe que, apesar de unipessoal, o novo modelo de liderança pode ser aberto.
Sobre o novo enquadramento legal em matéria gestão escolar, Manuela Gomes sustenta que sua maior discordância relaciona-se com o facto de “haver menor participação alargada da comunidade na eleição do director”. Por outro lado, a responsável considera que há aspectos que surgiram na regulamentação deste modelo e que são bem-vindos. “A forma como estão definidas as reduções no quadro do novo modelo de gestão está melhor pensada do que anteriormente. Cumpre muito mais a realidade de cada escola, está efectivamente melhor pensado”, prossegue.
Apesar da candidatura de Manuela Gomes à direcção da escola Alberto Sampaio ter sido nominal, a directora afirma que ela só se concretizou porque “me candidatei com um conjunto de pessoas com qualidade, pessoas com muita experiência, com uma grande dedicação e competências muito diversificadas. Quando obtive a concordância desses colegas para o novo mandato é que, colectivamente, decidimos apresentar uma candidatura”.
O Conselho Científico do Instituto de Educação e Psicologia (IEP) da Universidade do Minho (UM) ratificou a decisão de não renovação do contrato que liga Daniel Luís àquela instituição. O docente do Departamento de Sociologia da Educação, que mantém o blogue humorístico Dissidências, viu assim confirmada a primeira decisão tomada, há um mês, pelo conselho de departamento.
O blogue é este e tudo isto é ridículo, a menos que já sejamos governado pelo Alberto João em dia de ressaca.
A bipolaridade do Sindep começa a causar-me vertigens. Mas então não era este sindicato que ainda há pouco, no contexto da Plataforma, andava com as atitudes mais radicais?
Bem…
Para quem acha que há sindicatos e sigmas a mais, este tipo de salto para o abismo sempre deixará o terreno mais aberto…
Sou docente no Agrupamento Vertical de Escolas de Canedo no condado da DREN Gostaria de referir alguns aspectos “interessantes” na ADD por aqui.
O sr. director resolveu chamar, nos últimos dias, todos os professores/educadores ao seu gabinete para explicarem as evidências daquilo que referiram na FAA. Esta atitude tem causado mal estar e revolta de alguns professores.
Escola Secundária Ferreira de Castro – Oliveira de Azeméis
Permitida a entrega dos objectivos individuais até ao prazo limite da entrega da auto-avaliação, ou seja, 15 de Julho.
E o que é preciso de acordo com o simplex2 para progredir na carreira, neste novo modelo rigoroso, meritocrático e diferenciador dos desempenhos?
Artigo 8.º
Adaptação do sistema de classificação
(…)
2 — Quando o avaliado não requeira a avaliação efectuada pelo coordenador de departamento curricular, a classificação final da sua avaliação corresponde apenas à classificação obtida na ficha de avaliação preenchida pela direcção executiva, expressa nos termos do n.º 2 do artigo 21.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, com a limitação decorrente da parte final do n.º 2 do artigo 3.º do presente decreto regulamentar.
Avaliação feita pelo órgão de gestão tem os seguintes parâmetros de acordo com o decreto regulamentar 2/2008:
2—Na avaliação efectuada pelo órgão de direcção executiva são ponderados, em função de elementos disponíveis, os seguintes indicadores de classificação:
a) Nível de assiduidade;
b) Serviço distribuído;
c) Progresso dos resultados escolares esperados para os alunos e taxas de abandono escolar, tendo em conta o contexto sócio-educativo; [eliminado]
d) Participação dos docentes no agrupamento ou escola não agrupada e apreciação do seu trabalho colaborativo em projectos conjuntos de melhoria da actividade didáctica e dos resultados das aprendizagens;
e) Acções de formação contínua concluídas;
f) Exercício de outros cargos ou funções de natureza pedagógica;
g) Dinamização de projectos de investigação, desenvolvimento e inovação educativa e sua correspondente avaliação;
h) Apreciação realizada pelos pais e encarregados de educação dos alunos, desde que obtida a concordância do docente e nos termos a definir no regulamento interno da escola [eliminado].
E já agora fica a escala da classificação, para quem não conhecer:
Artigo 21.º
Sistema de classificação
1 — A avaliação de cada uma das componentes de classificação e respectivos subgrupos é feita nos termos do disposto no artigo 46.º do ECD.
2 — Sem prejuízo do disposto no n.º 5, o resultado final da avaliação do docente corresponde à classificação média das pontuações finais obtidas em cada uma das
fichas de avaliação, e é expresso nas seguintes menções qualitativas: Excelente — correspondendo a avaliação final de 9 a 10 valores; Muito bom — de 8 a 8,9 valores; Bom — de 6,5 a 7,9 valores; Regular — de 5 a 6,4 valores; Insuficiente — de 1 a 4,9 valores.