Consta que é muito bom. Os dois primeiros volumes da trilogia, em paperback, custam mais ou menos o mesmo que um dos volumes em português. E só depois de os comprar é que percebi que a tradução de The Girl with the Dragon Tattooo é Homens que não Gostam de Mulheres.
Julho 2009
Julho 23, 2009
Julho 23, 2009
Julho 23, 2009
Curioso, partilho o raro apelido com o autor do post, mas nunca nos cruzámos…
Malandros, mal agradecidos
Julho 23, 2009
O fim de festa
Desta vez, os autores da “campanha negra” estão devidamente identificados: são os juízes do Tribunal de Contas. Por motivo de “urgência”, embora o contrato só terminasse em 2015, o Governo assinou com a Liscont, empresa da famosa “holding” económico-partidária Mota-Engil/Jorge Coelho (e, já agora, Luís Parreirão, também ex-governante socialista da área das Obras Públicas) um “aditamento” à concessão do terminal de Alcântara. Sem concurso, que a coisa era “urgente” e sabe-se lá quem estará no Governo em 2015. É um contrato justo: a Liscont cobra os lucros e o Estado (a Grande Porca bordaliana, a de inesgotáveis tetas) suportará eventuais prejuízos, ou, nas palavras do TC, “o ónus do risco do negócio passa para o [Estado]“. O Estado pagará ainda 1,3 milhões em advogados, consultores & assessores para a montagem e gestão da ampliação do terminal; e até se, durante as obras, calhar serem descobertos vestígios arqueológicos, será (adivinhem quem) o Estado a pagar a paragem dos trabalhos. Só de má-fé é que alguém pode concluir que tudo isto não é de interesse público e do mais transparente que há.
Julho 23, 2009
Caro(a) investigador(a):
Como já vem acontecendo desde 2007, o Conselho dos Laboratórios Associados, com o apoio da FCT, está a organizar o Encontro Nacional de Ciência – Ciência 2009 que terá lugar nos próximos dias 29 e 30 de Julho nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian na Av. de Berna em Lisboa. Este Encontro é aberto a toda a comunidade científica e será organizado em torno de temas. A lista dos temas que irão ser debatidos neste encontro pode ser consultada em http://alfa.fct.mctes.pt/encontros/ciencia2009#temas. O Programa detalhado do Encontro estará disponível até ao fim da semana anterior.
É para mim um grande prazer convidá-lo/a a participar neste encontro anual de cientistas trabalhando em Portugal.
Com os meus cumprimentos,
João Sentieiro
Presidente da FCT
Julho 23, 2009
Secção Estou Muito Contente Comigo mesmo
Posted by Paulo Guinote under Deixa-me Rir, Delírios, Solipsismo[120] Comments
Sócrates diz que não há melhor primeiro-ministro
“Ainda está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor do que eu”, afirmou ontem à noite, no Porto, o secretário-geral do PS, José Sócrates. O primeiro-ministro falava perante 150 empresários.
In your face, Aníbal!!!
Julho 23, 2009
Aquilo Ali Atrás É A Vidraça Da 5 De Outubro
Posted by Paulo Guinote under Inversões de Marcha, Obediências, Olhem Para Mim Aqui!, Performances[28] Comments
Fabulosa pirueta de Alexandre Ventura, a quem parece faltar qualquer coisa, algures na sua anatomia, para se demarcar da resposta que o órgão a que preside deu à Minsitra da Educação:
Parecer do Conselho Científico não chega a dizer se apoia o prolongamento do ‘simplex’, já anunciado pela ministra, mas o presidente desta estrutura defende que o processo deve prosseguir sem pausas.
O presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP), Alexandre Ventura, disse ontem ao DN ser “claro” que esta estrutura se opõe a uma eventual suspensão do modelo de avaliação dos professores, ou dos seus efeitos nas carreiras.
“Não defendemos, de maneira nenhuma, que se termine de forma abrupta o que está a ser feito em termos de avaliação”, assegurou Alexandre Ventura, acrescentando que o CCAP também não é favorável à criação de um novo modelo de base, porque isso significaria perder “o que de bom foi feito” .
O professor universitário veio assim esclarecer posições do conselho sobre o processo de avaliação, depois de ontem ter sido divulgado um documento que não permitia perceber se eram favoráveis à manutenção do actual modelo.
Julho 23, 2009
Caro (a) Professor (a),
Manifestação de preferências ao concurso de professores não esqueça as datas previstas – 20 a 24 de Julho. Não deixe para o último momento.
23 de Julho de 2009
DGRHE
De qualquer maneira o aviso era capaz de ter sido simpático – a quem o dito interessa, para aí no dia 19 ou 20.
Acho eu.
Julho 23, 2009
Muitos de vós terão recebido, pelos detalhes que vi nos destinatários, esta mensagem. Até o Vital Moreira, para não falar em colegas não-gajos.
Deve ser a silly season a chegar. Ou, pensando melhor, algo a não chegar. Sorry…
date Thu, Jul 23, 2009 at 2:15 AM
subject Preciso de homem2009/7/23 Lady Ant
PRECISO DE GAJO… :-\
Julho 23, 2009
Julho 22, 2009
Black Crowes & Kelly Jones, Twice As Hard
Julho 22, 2009
Julho 22, 2009
Há notícias de que começa a chegar às escolas por estes dias a segunda vaga de computadores, o que confirma a meta de 1 computador para cada 2 alunos para 2010 (http://www.escola.gov.pt/objectivos.asp).
Sabendo que não são portáteis mas sim computadores de secretária, tomando como referência que cada mesa é ocupada por 2 alunos, isso vai dar, a partir de 2010, 1 computador em cada mesa. Em todas as salas de aula!
E pergunto eu: como se vai gerir esta “coisa” monstruosa? Para além das questões técnicas (quadros eléctricos, tomadas eléctricas, cabos de rede pela sala, etc.), as questões de disciplina (utilização pelos alunos não autorizada, vandalismo, etc.), e também as questões pedagógicas. O que se vai fazer nas aulas com os computadores a estorvar o trabalho regular?
Definitivamente, as coisas só são feitas para a estatística, com a meta para 2010 de um rácio superior à média europeia.
Se ao menos tivessem aprendido alguma coisa com a experiência dos portáteis fornecidos às escolas ainda há poucos anos! Os portáteis têm a grande vantagem de não estorvarem quando não estão a ser utilizados e de poderem circular pelas salas, respondendo à procura. Um rácio de 1 portátil por cada 4 alunos era muito mais eficaz, mas nunca conseguiria o mesmo efeito “mediático” das estatísticas.
JF
Julho 22, 2009
Excitações – 2
Posted by Paulo Guinote under (In)Sucesso, Citações, Excitações, Zeitgeist[34] Comments
Eu não vos dizia aqui que a situação não era assim tão rara?
Cem passaram com 8 negativas
E nem sequer se fala dos que passam com seis negativas (num conjunto de 9 disciplinas) no 2º CEB.
Pelo meio da notícia o presidente da ANP, João Grancho, tem uma tirada extraordinária quando afirma que para resolver estas situações, o melhor é passar toda a gente.
“O sistema de avaliação dos alunos não é claro e urge esclarecê-lo rapidamente. Penso que, para bem da transparência, o melhor era mesmo acabar com as retenções na escolaridade obrigatória, criando esquemas de apoio e valorização dos alunos que pretendam prosseguir os estudos”, disse, lembrando que “o grande problema reside no facto de se considerarem os resultados dos alunos o centro de tudo”.
Isto faz-me lembrar um empreiteiro que, perante a ruína de uma das paredes da casa, acha que o melhor é começarmos a fazer casas sem paredes que é para não cair nenhuma.
Giro.
Julho 22, 2009
Helena Garrido no Jornal de Negócios:
Para cada lado que se olhe em busca de uma saída, há uma porta fechada, como no Tártaro, a terra mais funda do inferno da mitologia grega. Elevadas dívidas das famílias e das empresas inviabilizam novos aumentos de impostos. Cortes nas despesas públicas estão condicionados pela força dos grupos de pressão que mais comem à mesa do orçamento. E que, contrariamente ao que parecia, os mais perniciosos lobbies não são os professores, os juízes, os médicos e os funcionários públicos em geral. Os grupos de pressão que nos mantêm neste suplício de Tântalo são todos aqueles que hoje nos estão a levar para despesas – sim, despesas e não investimento – em infra-estruturas de betão manifestamente desnecessárias.
Julho 22, 2009
Pela Blogosfera: Passos Perdidos Da Educação
Posted by Paulo Guinote under Blogosfera, Educação, Política[7] Comments
Texto de Luísa Mesquita que recupera uma frase, com a qual discordo, de um senhor da OCDE:
A qualidade de um sistema educativo não pode superar a qualidade dos seus professores
Julho 22, 2009
Ai Não!
Posted by Paulo Guinote under Avaliação, CCAP, Deixa-me Rir, Docentes, Insubordinações[5] Comments
A Ministra da Educação, através de um pedido de parecer sobre o que deveria ser feito em matéria de avaliação dos docentes, queria usar o CCAP como bode expiatório para qualquer solução que viesse a tomar.
Ora o CCAP é um órgão consultivo, de natureza técnica, a quem não compete fazer mais do que aquilo que já fez, ou seja, descrever o que se passa e apresentar recomendações, concordemos ou não com algumas delas.
O que a tutela pretendia era alijar a sua responsabilidade e o que o CCAP fez agora foi muito bem feito.
Conselho Científico não se pronunciou sobre qual a avaliação docente para o próximo ano
A ministra da Educação perguntou qual dos modelos deveria ser adoptado no próximo ano, mas o Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP) não respondeu a esta questão.
De acordo com um parecer do CCAP, emitido a 6 de Julho e hoje divulgado, este órgão optou antes por lembrar as recomendações anteriormente emitidas e sublinhar que, qualquer que fosse a decisão a adoptar, o Governo deveria salvaguardar e garantir um conjunto de princípios.
É claro que acho que este assomo de quase insubordinação também só é possível no ambiente que se vive de fim de arraial, em que só os mais distraídos ficam a apanhar as canas do foguetório falhado.
Julho 22, 2009
Está aqui – depois de ultrapassados aqueles textos introdutórios fixos que fazem desesperar um pouco – o balanço da acção do PROmova e os seus planos para o futuro. Boa ideia a de passarem de reactivos a pró-activos, com a decisão de se assumirem como um think tank e passarem a produzir alguma reflexão pela positiva sobre os fenómenos educativos.
Aliás só peca por tardia tal inflexão, se querem a minha opinião (acho que não querem, mas eu dou na mesma…).
Julho 22, 2009
Mas O Paraíso Não É A Liberdade De Escolha?
Posted by Paulo Guinote under Escolas, Liberdade?, Matrículas, Truques[29] Comments
Alunos sem vaga na escola EB1 de Gualtar
Cerca de 20 alunos que frequentam a Ecola EB1 de Gualtar, não residem na freguesia.
A denúncia foi feita pelos pais de alguns alunos, que apesar de residirem na freguesia, alegam não ter vaga naquele estabelecimento de ensino.“Ao tentar inscrever o meu filho na escola verifiquei uma situação que não me parece correcta: vários pais de outras freguesias delegaram a responsabilidade de encarregado de educação noutras pessoas da freguesia. Alguns até pediram atestados à junta de freguesia”, denunciou um dos pais, que pediu para não ser identificado.
De acordo com o mesmo encarregado de educação, a situação vivida na EB1 de Gualtar está a criar muitas dificuldades às famílias.“Eu que moro em Gualtar, não sei onde vou colocar o meu filho. Possivelmente terei que levá-lo para Pedralva ou Espinho. Isso implica que todos os dias tenha de fazer um desvio de mais de 20 quilómetros, quando moro apenas a um quilómetro da escola de Gualtar”, desabafa o mesmo pai. Isto se conseguir garantir vaga nos estabelecimentos de ensino dessas freguesias, porque “até esses estão cheios”.
A situação, garante, já foi denunciada à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), mas as respostas “são muito evasivas”.
Por esse motivo, os encarregados de educação prometem apresentar hoje, ou o mais tardar até ao final da semana, uma providência cautelar.
“Queremos saber da legalidade da delegação de competências de encarregado de educação, apresentados pelos pais de alunos que não moram na freguesia”, refere o mesmo pai.
Julho 22, 2009
Acabadinho de chegar, directamente do autor, a quem renovo publicamente o agradecimento pela simpatia
Ser, ou não ser: eis a educação
A educação não é uma dádiva dos deuses. A educação é uma obra assombrosa, fruto da frágil elaboração humana. Quando bem utilizada, reconhecemos-lhe a força e o vigor próprio das forças cósmicas. Quando instrumentalizada, em nome de valores inconfessáveis, revela-se débil e ténue, como se não soubesse ser outra coisa que não fosse a de ajudar a humanidade a ser cada vez melhor.
A educação, ou seja, a formação do ser nos saberes e nos valores, é anterior à escola e aos obstáculos que lhe colocaram os currículos formais. A educação era uma responsabilidade colectiva, era a medida do progresso de um povo e, como tal, sancionada e avaliada por cada geração.
Ninguém podia ficar dispensado do acto de educar. E ninguém podia evadir-se do processo e dos rituais inerentes aos procedimentos de socialização educativa.
Ser educado era ser parte do todo. Era ser membro de corpo inteiro e de pleno direito da comunidade. De uma comunidade, toda ela educativa, que decidia também os momentos de avaliação dos progressos colectivamente obtidos. Ser educado era ser reconhecido, aceite e validado para passar de sujeito a actor.
Nesse tempo, não havia educação sem ensino, e todo o acto de ensino só faria sentido se integrado num procedimento educativo, fosse ele formal ou informal.
Porém, o crescimento e o desenvolvimento das sociedades encarregaram-se de criar múltiplos paradoxos. Por um lado, a evolução tecnológica e científica veio simplificar e facilitar a vida do Homem. Por outro lado, o alastrar das comunidades multidimensionais encarregou-se de complexizar o acto de educar.
A separação e a segregação de papéis e de funções levaram a que, a partir de então, a tarefa de todos fosse apenas a missão a prosseguir por alguns. Em poucas décadas nada ficou como dantes. Quanto ao resto, as doutrinas e os doutrinários encarregaram-se de sancionar o novo entendimento quanto ao funcionamento dos estados e das nações.
Desde então, a educação foi repartida por múltiplos agentes. Desde logo, o próprio Estado legislador e sancionador. Mas também as famílias, as novéis instituições escolares, as comunidades religiosas, as associações de profissionais, os emergentes agentes de comunicação massiva, os grupos de pares, e, enfim, o próprio indivíduo.
Esta mudança de paradigma provocou uma das maiores rupturas no acto de socialização e de integração dos indivíduos nas sociedades que os viram nascer.
Esta mudança de paradigma provocou, dizíamos, a inacreditável separação do que, até então, era considerado uno e indivisível, ou seja, a segmentação dos actos de educar e de ensinar. A partir desse inqualificável acordo social, quem educa pode nem saber ensinar e quem ensina pode não ter condições e meios para educar, fazendo recurso à transmissão de valores, procedimento indispensável à concretização do acto educativo.
A separação das responsabilidades educativas entre a escola, as famílias, o Estado e os agentes sociais significativos veio complicar ou dissolver o sentido dos deveres de cada um, e abrir as portas às mútuas acusações.
A educação vale muito. Vale pelo menos a sobrevivência da humanidade. Vale a felicidade, o bem-estar e a melhor das qualidades da vida. Vale a cultura: o pouco que acrescentamos ao que já temos; mais a arte, a literatura, a pintura e a música. Vale a cura e a salvação, a alternância, a tolerância e a diversidade. E a humanidade só avança, só cria e se recria com base naquilo que recebeu, modelou e transformou.
Os governos perverteram a avaliação das escolas e dos professores no momento em que privilegiaram indicadores de medida e de progressão inerentes aos modelos de ensino e aos actos de aprendizagem. O que tem estado em causa para se alcançar uma valoração das escolas e dos professores, tem sido o recurso à divulgação de rankings cuja elaboração se baseia apenas nos resultados escolares dos alunos. Para estes responsáveis pouco importam os resultados educativos. Isto é: saber muito do currículo formal é bom. Francamente bom, dizem! Mesmo que disso resultem algumas práticas marginais e desviantes desses indivíduos durante a frequência do currículo informal ou oculto. Práticas essas que escapam aos indicadores dos especialistas da avaliação e da classificação através dos resultados puramente escolares.
Por sua vez, saber pouco do currículo formal é dramático! Mesmo que isso signifique enormes passos alcançados no sucesso educativo das aprendizagens sociais desses alunos…
São as políticas de educação que temos, mas que não sancionamos. Não as perfilhamos, precisamente porque queremos que a escola e os seus professores sejam sujeitos a um olhar diferente. Que sejam os melhores elos sociais e que possam ver reconhecida a sua capacidade profissional para a co-partilha e para a co-responsabilização do ensino e da educação das crianças e dos jovens que a sociedade lhes entregou, para que os devolvam mais maduros, mais sabedores e mais justos.
João Ruivo
ruivo@rvj.pt



















