Julho 2009


Carlos Santa e Eric Clapton, Jingo

Curiosamente não se encontram ainda no site do Partido, mas já estão disponíveis no espaço pessoal de culto ao Grande Líder.

Como é uma apresentação global é suficientemente vago. Se deixarmos de lado a questão de concluir a modernização do parque escolar que surge (p. 4) no espaço dedicado ao investimento público, temos os seguintes «compromissos principais» na secção especificamente dedicada à «educação e formação para todos» (p. 13):

1. Universalizar a frequência da educação pré‐escolar, pelo menos nas crianças com 5 anos de idade.
2. Estender a escolaridade obrigatória até aos 12 anos de escolaridade.
3. Desenvolver o ensino secundário profissional, de modo a garantir que os diplomados com cursos profissionais representem 50% dos diplomados com ensino secundário.
4. Reforçar a acção social escolar, na educação básica, secundária e superior.
5. Desenvolver o Plano Tecnológico da Educação.
6. Duplicar o número de bolsas Erasmus, para 12 mil.

Se repararmos está ausente qualquer referência a uma revisão da Lei de Bases – algo que o alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos acarreta – ou a qualquer mudança relacionada com a carreira docente, gestão das escolas, etc, etc. Se a omissão é voluntária e instrumental, para evitar problemas desde já, se é porque remete esse tipo de questões para os compromissos secundários, logo se verá.

Por agora é mais sedução às famílias…

Reparem que em todas as declarações feitas, se insiste no não convite pessoal de José Sócrates a Joana Amaral Dias. Ou então que ele não pediu a ninguém para a convidarem. E é o que diz o novo  espertalhudo porta-voz do PS, naquele tipo de torção à verdade que é tão fácil de fazer, para isso bastando que a sugestão do convite tenha partido de outra pessoa e tenha merecido o mero assentimento do primeiro fax.

Eis a o que é transcrito na notícia da TSF:

«O Dr. Francisco Louçã insiste numa mentira e numa calúnia», porque não houve qualquer convite do secretario-geral do PS a Joana Amaral Dias, disse.

Em nenhum momento se diz que o convite não existiu. O que se desmente é o protagonista do acto ou do pedido explícito para o fazer. Como acontece, de igual modo, na peça da RTP:

“Desminto categoricamente que tenha convidado Joana Amaral Dias ou que tenha pedido a alguém para a convidar”, afirmou José Sócrates.

Eu que nem gosto especialmente da rapariga – mas isso são manias – em nenhum momento me passa pela cabeça que tenha inventado a abordagem.

Quanto aos outros…

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Ilusao

Os primeiros textos destas compilações têm, respectivamente, 40 (Arendt) e 10 anos (Virilio). São distantes entre si no tempo e contexto, mas não no desejo de desmontar os aparelhos comunicacionais destinados a iludir os cidadãos em questões de política (interna ou internacional), na justificação da violência e da guerra.

Arendt ainda se debruça mais sobre a palavra como meio de iludir. Virilio já mais sobre a utilização da imagem.

Seja como for, a ler com urgência nestes tempos em que a ilusão parece ter substituído quase em definitivo a realidade no mundinho do debate político.

Mais complicado do que ver a primeira página do DN é virá-la e dar de caras com isto:

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Ok. É preciso sangue-frio.

Don’t panic, pleeeease.

Como reagir? Eu cá recorri às minhas memórias cinéfilas e à cena final do segmento Oedipus Wrecks realizado por Woody Allen do filme New York Stories,

Não é tanto o sorriso dele quando imagina a mãe a ser trespassada por espadas (c. 7 min. do vídeo), ou quando parece que a dominadora Sadie Millstein se evaporou de vez, mas mais no final (infelizmente não disponível neste vídeo) quando a mãe lhe aparece, depois de desaparecida, em pleno céu, a assombrá-lo.

NYS

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Diário de Notícias, 26 de Julho de 2009

E ficamos a saber que (esta parte não vem no excerto disponibilizado online):

Pela parte de Maria de Lurdes Rodrigues, segundo os apontamentos que referiu ter realizado no seu caderno, esperava mais questões sobre o 1º e 2º ciclo e outras questões técnicas. O guião da entrevista nunca foi avançado à governante, apesar de ter sido solicitado um resumo dos tópicos por parte dos seus assessores.

Este esclarcimento por parte do entrevistador e até a preocupação em incluí-lo na peça é muito significativo. Tanto pelo que fica explícito, quanto pelo que se adivinha nas sombras.

A parte sobre as fotos é pura e simplesmente anedótica se nos lembrarmos do espectáculo ero-soft de há um ano.

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Esta é a enorme tragédia da nossa Educação, uma ministra que confessa partilhar a visão sobre a Educação de alguém que sobre a dita não tem nenhuma, quanto muito uma vaga ideia. Tanto em termos teóricos, como pela sua própria prática.

A entrevista é interessante, por acaso…

Defende a avaliação mas durante a sua carreira académica não foi avaliada?

Não?

É uma pergunta, o que estou a fazer.

Gostava de dizer que não são as experiências pessoais que dão a legitimidade para a tomada de decisão, nem acho que a legitimidade política venha dessa perspectiva. A legitimidade política vem da legitimidade democrática e os ministros são apenas agentes na condução da política, havendo muitos aspectos que estão para além da própria experiência pessoal. Mas, para que a pergunta não fique sem resposta, e apesar de considerar que não é relevante, não é por eu ter sido avaliada quatro vezes – com prestação de provas públicas perante júris externos que avaliam a carreira docente – que acho que os professores têm de ser avaliados. O problema disto ser muito sentido pelos professores é porque os sindicatos demoraram 30 anos a construir a situação em que estamos, a que anula todas as diferenças. A única diferença que os professores aceitam é a do salário: eu sou mais velho, ganho mais, tu és mais novo, ganhas menos. Não importa o que fazem ou as responsabilidades. Isso é resultado do trabalho sindical de muitos anos. Eu compreendo as reacções, mas não significa que as aceite. O que estava a acontecer põe, a prazo, em causa o próprio sentido de carreira.

Como se vê, Maria de Lurdes Rodrigues não aprendeu nada, enquistou opiniões, tem um imenso ressabiamento em relação aos professores e procura exibir um historial pessoal de avaliação que eu acho embelezado. Mas isso sou eu a falar que até sei como certas carreira progridem no ensino superior, em especial quando temos casulos protectores em redor e se podem escolher os avaliadores entre antigos mentores, confrades, amigos e conhecidos.

E é melhor ficarmos agora por aqui, antes que se me destrave alguma mola de bom-senso.

E apeteceia-me agarrar nos próprios escritos de MLR sobre sociologia das profissões, mas ainda desenvolvia alguma urticária ou dermatite galopante.

O modelo de avaliação que quer implantar ainda não passou da versão simplificada?

Sim, mas no essencial a sua estrutura de princípios não difere muito do modelo inicialmente proposto. Entendeu-se que há um caminho a percorrer mais lento do que inicialmente gostaria, mas não modifica a natureza do objectivo.

Mais lento porque os sindicatos dos professores não aceitam essas medidas?

Sim. Na realidade, não aceitam a avaliação. Escudam-se por detrás dos argumentos de modelos deste ou daquele tipo de avaliação, mas o que acontece é mesmo a rejeição da avaliação.

Os professores recusam ser avaliados?

Há uma rejeição que se pode exprimir através dos mais diversos argumentos. De que não é este o melhor modelo, que não é com estes professores, que não é na escola… É sempre assim porque, quando não estão de acordo, aí, todos os argumentos são válidos para contestar.

É da opinião que os sindicatos são contra porque os docentes evitam ser avaliados?

Não diria isso, porque acho que muitos professores querem ser avaliados e a prova é que houve uma grande adesão mas também há muito receio neste processo. E aqui os bons professores podiam ser um motor de mudança, porque não há nenhuma razão para um bom professor ter medo da avaliação. Os bons professores não podem ter medo nem misturar-se no ruído que apela à indiferenciação e a considerar que todos são iguais. Houve cem mil professores sujeitos à avaliação este ano e é por aqui que o terreno tem de ser conquistado, a bem das escolas e dos próprios professores. Há uma parte significativa de professores que tem medo da consequência.

Maria de Lurdes Rodrigues concede uma entrevista ao Diário de Notícias de hoje, a qual começa de uma forma divertida:

O seu nome surge em 598 mil referências na Net. É a portuguesa mais comentada, supera Ana Malhoa e Luciana Abreu juntas. O que sente ao ter tanta visibilidade?

Não procuro o meu nome na Internet e não sinto nada de especial em relação a isso.

Esta seria a altura em que eu faria dois ou três comentários de tipo brejeiro, mas enfim, é domingo e depois o Senhor castigava-me.

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PS ofereceu presidência do IDT a Amaral Dias

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Kings of Leon, My Party

Vergonha!

“Vergonha” é a única palavra que deve ser escrita em mails, cartas e sms para tod@s @s deputad@s do PS e para o líder-mor, José Sócrates.

A questão da “oportunidade” é um argumento obsceno. O PS poderia ter avançado, até com base no programa eleitoral, para a apresentação de um projecto – feito e acabado e pronto a votar pela JS.

O que o PS fez foi, da forma mais agressiva, desviante, cruel e obscena possível, dizer à sociedade portuguesa que a igualdade, a constituição, os direitos fundamentais e o respeito pela dignidade de uma fatia de cidadãos e cidadãs, são afinal coisas descartáveis.

Vergonha! Vergonha! Vergonha!

Já sei… é aquela coisa do contexto…

Mas realmente é uma vergonha.

Pista colhida neste post da APEDE.

Soc

É que passei por aqui e fiquei com a perfeita convicção que havia um qualquer acto eleitoral para uma escolha unipessoal.

Tinha ouvido falar que havia eleições em Setembro, mas estava convencidíssimo que eram para a Assembleia da República e que eram, conforme consta daquele documento a que chamam Constituição,  para escolher os deputados que se diz serem da Nação e não um qualquer plebiscito chaviano.

Depende do que entendermos por licenciatura… e que tipo de prova foi feita… esqueçam…

De mim nunca disseram que me licenciei a um domingo

Sócrates quer alargar subsídio de desemprego a 25 mil jovens

Ainda se quisesse alargar o emprego a 25.000 jovens…

Eu acho que o nome para a coisa é outro, mas é bem mais feio para quem aceita. Quem oferece, faz o seu papel de pessar à linha. Se a truta ou o salmonete mordem o isco é lá com ele(a)s…

Francisco Louçã acusa Sócrates de tráfico de influências

Francisco Louçã acusou José Sócrates de tráfico de influências ao ter oferecido à militante bloquista Joana Amaral Dias um lugar de Estado em troca de apoio às listas socialistas para as legislativas.
Falando no almoço-comício numa associação recreativa do Barreiro, em que apresentou a lista do bloco de esquerda (BE) para as legislativas no distrito de Setúbal, Francisco Louçã felicitou Joana Amaral Dias por ter recusado apoiar as listas socialistas numa primeira investida do PS em busca do apoio da militante do Bloco.

“Acontece, no entanto, que voltou a convidá-la para cargos de Estado em troca de um eventual apoio, seja a chefiar um instituto público na área da saúde, seja num qualquer lugar de Governo. Isso mostra-nos o desespero em que está o PS”, acusou o coordenador do BE, que foi mais longe nas suas acusações.

The Go! Team, The Wrath of Marcie

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