Dias Loureiro suspeito num novo processo por corrupção
O Ministério Público abriu um novo processo contra o ex-conselheiro de Estado no âmbito da investigação ao caso BPN. Dias Loureiro é agora suspeito de ter recebido luvas na venda da Plêiade à SLN.
Já sei que a presunção da inocência é algo sagrado numa Estado de Direito, mas a ascensão meteórica de Dias Loureiro após a saída do cavaquismo sempre me fez alguma confusão, em especial a passagem de alguém que tutelou a Administração Interna e sempre apresentou um perfil político para cargos na área empresarial e financeira.
E depois há aquela conjugação estranha de ser um dos pretensos senadores da Nação (conselheiro de Estado), uma espécie de eminência parda do PSD, mas ao mesmo tempo o prefaciador do menino d’oiro e o um dos pólos do centrão dos negócios que tem Jorge Coelho (curiosamente também um ex-ministro da Administração Interna) como estrela simétrica.
Julho 22, 2009 at 9:33 am
Portugal é que um país de corruptos, com a mania de que são melhores….
É uma vergonha. Esra gente mete nojo a qualquer um!!!!!
Julho 22, 2009 at 9:48 am
Chegou-me aos ouvidos que este sr. tem a cabeça a prémio…alguma a morte súbita…:
22-07-2009 – 07:27h
Oliveira e Costa entrega amigos em troca da liberdade
Banqueiro sai da cadeia nos próximos dias em troca das informações dadas aos investigadores
Oliveira e Costa denunciou os ex-amigos, entregando à Justiça os dados das «off-shores» por onde circulou dinheiro, e conseguiu ver a medida de coacção reduzida, revela o «Correio da Manhã».
O ex-patrão do BPN vai para casa com pulseira electrónica e é possível que daqui a pouco mais de três meses possa mesmo estar em liberdade. Em troca, o ex-secretário de Estado tem de continuar a colaborar, dando às autoridades dados reais.
Como o fez no caso que agora envolve o ex-ministro da Saúde, ao ter revelado aos investigadores quais as off-shores e as empresas criadas para o encobrimento dos lucros, após uma empresa gerida pelo ex-governante (Pousa Flores) ter comprado diversos imóveis ao extinto Instituto Participações do Estado. A sua colaboração também já era visível no caso que levou à constituição de arguido de Dias Loureiro, ex-conselheiro de estado, quando forneceu elementos considerados fundamentais aos investigadores.
http://diario.iol.pt/economia/portugal-bpn-oliveira-e-costa/1077263-4058.html
Julho 22, 2009 at 9:50 am
Segunda-feira, 20 de Julho de 2009
Follow the money .
“(…) A corrupção não é uma situação nova, mas tem-se agravado. Há mais de cinquenta anos, já o meu avô José Balbino, que conhecia outras culturas, dizia que Portugal se tornara «um país de padrinhos e afilhados»: onde o afilhado se encosta ao padrinho e o padrinho se apoia no afilhado.
Não existe, ainda, em Portugal esse ambiente sanguinário da Sicília mafiosa ou dos gangues de Chicago, da violência física sobre os agentes da lei e de opositores. No País que é nosso, a utilização da violência física é muito rara e constitui um argumento para justificar que a corrupção de Estado não existe. Homicídio, lembro-me do caso do vereador António Colaço de Almodóvar; agressão, do ataque ao vereador Ricardo Bexiga de Gondomar num caso de futebol; e sequestro, o rapto e encarceramento de um jovem vítima denunciante do escândalo da Casa Pia na mala de um carro. Aqui, por enquanto, o sistema não mata: mói. Todavia, creio que é uma fase transitória. Se não for desmantelada, a corrupção de Estado em Portugal acelerará para a violência física sobre denunciantes, investigadores e opositores.
Num plano mais vasto, o enquistamento da corrupção no Estado é ainda protegido pelo clubismo de eleitores que votam no líder (local ou nacional) de turno no seu partido, qualquer que seja a sua reputação. Essa base acrítica é usada pelo entalado como tropa de apoio contra quem investigue os factos que lhes são imputados. Uma pastetta cozida no forno viciado pelos grandes eleitores que os pequenos são forçados a comer por falta de alternativas viáveis.
Tudo isto corre para a necessidade de preencher a lacuna de apoio institucional comum, com a prioridade de seguir o fluxo do dinheiro, da foz para a nascente, cêntimo a cêntimo. Através da identificação dos fluxos financeiros das contas pessoais, de família e amigos próximos, e a utilização de métodos indiciários sobre os suspeitos de corrupção. A justificação da riqueza pessoal, dos bens adquiridos, do estilo de consumo e dos sinais exteriores (e interiores) de riqueza. Nesses sinais de riqueza, merece destaque, por exemplo, uma valiosíssima colecção de arte.”
http://doportugalprofundo.blogspot.com/2009/07/follow-money.html
Julho 22, 2009 at 9:52 am
É…depois os professores é que ganham muito e “deitam o Estado abaixo” com os seus mega ordenados galácticos…
Julho 22, 2009 at 9:54 am
Para mim é porrada e prisão em cima destes gajos…eu sou do lado da linha dura…:
Terça-feira, 21 de Julho de 2009
Preparar o futuro: criar equipas especiais de investigação e auditoria da corrupção de Estado
O nível de corrupção de Estado é tal que não é possível desmantelá-lo com os métodos e instrumentos em vigor. O próximo Governo deve criar equipas especiais de investigação criminal e auditoria, dotadas de meios e poderes especiais, para descobrir e punir a corrupção de Estado.
http://doportugalprofundo.blogspot.com/2009/07/preparar-o-futuro-criar-equipas.html
Julho 22, 2009 at 9:55 am
Opus Dei e Maçonaria é tudo a mesma merd*: uma cambada de filhos da pu**…
Julho 22, 2009 at 9:58 am
E o “menino” Cavaco durante o seu reinado também tem alguns meninos da Opus Dei como amiguinhos.
Se querem entrar na Católica arranjem um amiguinho da Opus Dei (Estou a falar a sério…até se consegue arranjar um jeitinho em Faculdades Espanholas).
Vou ficar por aqui…
Julho 22, 2009 at 9:59 am
Em #(7): “também teve”
Julho 22, 2009 at 10:11 am
Feed?
Julho 22, 2009 at 11:36 am
Livresco,
“O próximo Governo deve criar equipas de investigação criminal…” – será que querem????
O Sócras não quer mas os anteriores também nunca quiseram.
O cepticismo decorre da realidade.
Julho 22, 2009 at 11:52 am
Já muitos aqui referiram a promiscuidade entre o poder político e económico, que faz com que não exista uma verdadeira concorrência em Portugal, protege os grandes grupos económicos e financeiros e ainda a manutenção no poder do “centrão”.
Como quebrar este ciclo… É algo que não se adivinha fácil nem para breve, com os personagens políticos que temos nos partidos do poder e na dificuldade aparente das alternativas em o exercerem. Só uma maior cultura, em geral e democrática em particular, do povo português se poderia traduzir num maior espírito crítico e numa maior exigência face aos políticos que nos governam. Mas isso é uma tarefa de gerações dado o ponto de partida, e não parece que o poder político actual esteja empenhado nessa mudança.
Julho 22, 2009 at 1:07 pm
#11
Nós, cidadãos, teremos que ser mais interventivos, politicamente, do que temos sido até este momento.
Provavelmente só vai acontecer, no dia em que começarmos a passar fome. Nós habituámo-nos a aceitar tudo e a exigir “muito pouco” ou “nada” dos nossos políticos………
Julho 22, 2009 at 3:40 pm
Coitado eu já tenho pena do homem, será que se trata de perseguição? Tadinho.
Julho 22, 2009 at 3:51 pm
#13
Não é nenhuma perseguição. É uma campanha negra contra tão ilustre pessoa, por parte dos corruptos (que somos nós, os professores)!!!!!
Julho 22, 2009 at 3:59 pm
#14- E que ainda por cima somos muito bem pagos (comparando com o PIB…claro)
Julho 22, 2009 at 4:13 pm
#15
Somos os professores mais bem pagos da europa………..já nem sei que fazer ao dinheiro que me pagam…………
É o slogan “mais querido” deste trio ministerial, que nada fez nestes 4 anos e meio de governação.
Julho 22, 2009 at 11:27 pm
#16
Desde que começei a dar aulas já comprei: uma casa na cidade, uma no campo e uma na praia; comprei 1 ou 2 Mercedes e 1 Audi; já dei (quase)a volta ao Mundo e agora encomendei uma avioneta.Não tenho ganho nada mal, pois não?
Esta gentinha esquece-se que os 1ºs anos são muito duros e gasta-se muito a dar aulas a “milhas” de distância. Que vão pró inferno ou pró diabo que os…Estou farta de ouvir dizer mal dos prof. Porque não decidiram ser todos prof? Se é tão bom…