O óbvio afinal é constatado. É inútil pseudo-qualificar em massa, quando o sistema não é credível para ninguém. Mais valia menos e em condições que todos pudessem considerar credíveis.
Não deixa, contudo, de ser interessante o equilibrismo que Roberto Carneiro faz para tentar iludir as constatações empíricas.
Deve ser para não estragar a auto-estima do Governo.
Novas Oportunidades ainda tem pouco impacto no mercado de trabalho
Demasiado tempo de espera, horários difíceis de compatibilizar com a vida pessoal e pouco impacto a nível profissional são os três maiores problemas identificados na Iniciativa Novas Oportunidades, de acordo com o primeiro estudo externo ao programa que será apresentado amanhã no Centro de Congressos de Lisboa. Contudo, para os autores, os ganhos na auto-estima dos participantes é um dos efeitos que mais compensou e que, a médio prazo, poderá revolucionar o tecido empresarial.
Ainda que os resultados abranjam apenas um ano e faltem dois e meio para as conclusões finais, o coordenador do estudo da Universidade Católica Portuguesa, o investigador e ex-ministro da Educação do Governo de Cavaco Silva, Roberto Carneiro, faz um balanço muito positivo das Novas Oportunidades.
Apesar de 66 por cento das chefias ainda não reconhecerem o esforço de qualificação e certificação que os seus trabalhadores fizeram, Roberto Carneiro acredita que os conhecimentos – em especial ao nível das novas tecnologias da informação e comunicação – serão indispensáveis numa altura em que “estamos a entrar no mundo da economia do conhecimento em que as empresas funcionam em rede” e não em pirâmide.
Julho 10, 2009 at 4:16 pm
Como se deitam para o lixo somas astronómicas de dinheiro (de todos nós) para comprar votos para manutenção no poder pelo poder de uma camarilha …
É um verdadeiro escândalo nacional!
Julho 10, 2009 at 4:20 pm
Antes de 7 de Junho, as conclusões deste “estudo”/”avaliação” seriam, seguramente, totalmente diferentes – NO seriam o melhor do mundo ou a nova “descoberta do caminho marítimo para a Índia”.
Julho 10, 2009 at 4:23 pm
Para quem não saiba do que consta o tal de “Programa das NO”, aconselho a leitura do texto seguinte
http://www.scribd.com/doc/17014737/As-Novas-Oportunidade
O NO é exactamente o que relata o texto. Já o testemunhei com “formandos” e fiquei TOTALMENTE CHOCADA!!!
Julho 10, 2009 at 4:53 pm
Mas não se estejam a rir da inépcia do governo.
Quando já não conseguirem enganar ninguém com esta treta, quando até os indefectíveis do socratinismo não forem capazes de negar a aldrabice que as NO representam, há-de, uma vez mais, sobrar para nós:
“A culpa é dos professores, que não se empenharam e não levaram a sério um programa que era rigoroso e exigente e tinha júris e tinha referenciais de competências e mais não sei quê. Os professores não quiseram foi ter trabalho e não cumpriram com as suas obrigações, defraudando as expectativas dos formandos.”
Acham que, passando a época da caça ao voto, estes ou quem vier a seguir, se vão ensaiar muito para vir com esta conversa?…
Julho 10, 2009 at 4:57 pm
“Novas Oportunidades ainda tem pouco impacto no mercado de trabalho”
Quem tirou um 9º ano e um 12º ano nas novas oportunidades vai ter sobre si um estigma de uma formação feita a “martelo”.
Tenho assistido a imensas candidaturas a empregos onde se exigem como habilitações o 12º ano, onde os detentores de cursos das novas oportunidades são marginalizados.
Os únicos que beneficiaram com este programa foram os funcionários da administração central e local que puderam usufruir de uma progressão da carreira.
Os alunos que obtiveram o 12º ano através do ensino regular também ficaram contagiados pelo “má fama” das NO. O 12º ano deixa assim de ser uma referência no mercado de trabalho.
Ainda iremos assistir, para mal dos nossos pecados, ao alastramento do efeito NO no ensino superior.
Julho 10, 2009 at 4:59 pm
# 4 António Duarte
Não tenhas dúvidas, nós arcaremos, no futuro, com as culpas pelo insucesso das NO.
Julho 10, 2009 at 7:29 pm
#6
Pois. Agora não que é feio. Por enquanto a culpa é da crise internacional.
Julho 10, 2009 at 9:32 pm
Isto dos diplomas já não é como antigamente.
Mesmo o grande diplomado subiu na vida não à conta de um famigerado diploma, mas por ter um cartão de militante do PS…