As habilidades deste governo, com uma tentativa chico-esperta de dar a volta às leis por azinhagas e betesgas esconsas começam a dar demasiado nas vistas.
Na área da Educação foi, aliás, a regra desde os primeiros dias. Há quem duvide do recurso à luta jurídica contra aos actos praticados e as leis produzidas neste caldinho de cultura laxista que desrespeita o Estado de Direito, mas não é o meu caso.
Só é pena que alguns, em particular ao nível das instituições, tenham despertado algo tarde para a necessidade de fazer cumprir as leis, mas principalmente de ter o cuidado de perceber que leis e de que forma estão a ser cumpridas.
Mas eu mantenho a esperança que, apesar de tudo e de eventualmente um pouco tarde, se venha a demonstrar a justeza e razão de certas reclamações aqui festas. A esse respeito o Pedro mandou-me há uns dias um sms muito interessante. Sei que pediu sigilo, mas… fica só aqui assinalado para memória futura, caso venha a acontecer algo bombástico.
Por agora fiquemo-nos pela mais recente descoberta em torno dos truques usado para usar o computador Magalhães como arma de propaganda, fora do controle das instituições reguladoras do próprio Estado. A prosa é de sexta-feira, de Paulo Pinto de Albuquerque:
Fundação fictícia
A Fundação das Comunicações Móveis foi o artifício de que o Governo se serviu para fazer o ajuste directo dos computadores Magalhães e outros no âmbito da sua política da educação. Mas fê-lo contrariando o direito nacional e comunitário.
O direito nacional e comunitário obriga à realização de um concurso público para a aquisição dos ditos computadores. A natureza excepcional dos procedimentos contratuais não competitivos, ainda recentemente sublinhada pelo Tribunal de Contas num relatório que avaliou um conjunto de grandes obras públicas, foi mais uma vez defraudada, como já sucedeu no passado.
O Governo defende-se alegando que não celebrou qualquer contrato de aquisição de computadores e programas informáticos, seja por ajuste directo, seja por qualquer outra forma. No âmbito das iniciativas do programa e-escola, é o operador de telecomunicações que contrata com os fornecedores do equipamento necessário para a concretização das iniciativas.
Mas é manifesta fraude à lei nacional e comunitária evitar a obrigação do concurso público através da celebração de contratos de aquisição de bens, por ajuste directo feito por interposta pessoa jurídica de direito privado.
Com efeito, a referida Fundação das Comunicações Móveis é controlada por emissários do Governo, financiada pelo Governo, sediada em imóvel do Governo e prossegue objectivos políticos do Governo, realizando uma operação de colocação de computadores nas escolas amplamente explorada pelo Governo para fins de propaganda política no país e no estrangeiro.
O artifício da interposição de uma pessoa jurídica de direito privado num negócio desta natureza tem um propósito claro de evitar a aplicação das regras do direito público, que imporiam a realização do concurso público e a fiscalização do Tribunal de Contas. Dito de outro modo, o Governo prossegue a sua política fora dos limites da lei da contratação pública e das directivas comunitárias e nomeadamente da Directiva 2004/18/CE relativa à adjudicação de contratos públicos, adjudicando por interposta pessoa a quem bem entende os contratos de fornecimento de bens que servem a sua política.
Julho 5, 2009 at 12:01 pm
Coitadinhos dos “sobrinhos”, também têm direito à vidinha. Nada a estranhar, o nepotismo é uma prática que já tem barbas brancas e, em Portugal, temos gente muito saudosista, apenas isso!
Julho 5, 2009 at 2:35 pm
[...] Fonte: A educação do meu umbigo [...]
Julho 5, 2009 at 3:52 pm
…este governo (desde o 1º momento aliás)mostrou q maiorias absolutas resvalam para ditaduras absolutas…
…mt primário,mt d “chico esperto”…pouco,mt pouco inteligente…
Julho 5, 2009 at 4:16 pm
…mais…este governo usou,como nenhum outro,a demagogia barata…foram tão patetas…
…morreram d próprio veneno…
…nem em si próprios acreditam…
Julho 5, 2009 at 6:25 pm
Offshore socialista
A última novidade do Governo socialista do senhor presidente do Conselho é uma coisa
chamada Fundação para as Comunicações Móveis. Esta entidade, cozinhada no gabinete do ministro Lino ex-TGV e ex-aeroportos da Ota e Alcochete, foi a contrapartida exigida pelo Governo a três operadores para obterem as licenças dos telemóveis de terceira geração. É
privada, tem um conselho geral com três membros nomeados pelo Executivo e um conselho de administração com três elementos, presidido por um ex-membro do gabinete do impagável Lino, devidamente remunerado, e dois assessores do senhor que está cansado de aturar o senhor presidente do Conselho e já não tem idade para ser ministro.
Chegados aqui vamos à massa. Os três operadores meteram até agora na querida fundação 400 milhões de euros, uma parte do preço a pagar pelas tais licenças. O Estado, por sua vez, desviou para esta verdadeira offshore socialista 61 milhões de euros. E pronto. De uma penada temos uma entidade privada, que até agora sacou 461 milhões de euros, gerida por três fiéis do ministro Lino, isto é, três fiéis do senhor presidente do Conselho. É evidente que esta querida fundação não é controlada por nenhuma autoridade e movimenta a massa como quer e lhe apetece, isto é, como apetece ao senhor presidente do Conselho.
Chegados aqui tudo é possível. Chegados aqui é legítimo considerar que as Fátimas,
Isaltinos, Valentins, Avelinos e comandita deste sítio manhoso, pobre, deprimido, cheio de larápios e obviamente cada vez mais mal frequentado não passam de uns meros aprendizes de feiticeiro ao pé da equipa dirigida com mão de ferro e rédea curta pelo senhor presidente do Conselho.
Chegados aqui é legítimo dar largas à imaginação e pensar que a querida fundação, para além de ter comprado a uma empresa uma batelada de computadores Magalhães sem qualquer concurso, pode pagar o que bem lhe apetecer, como campanhas eleitorais do PS e dos seus candidatos a autarquias, e fazer muita gente feliz com os milhões que o Estado generosamente lhe colocou nos cofres.
Chegados aqui é natural que se abra a boca de espanto com o silêncio das autoridades,
particularmente do senhor procurador-geral da República, justiceiro que tem toda a gente sob suspeita. Chegados aqui é legítimo pensar que a fundação privada criada pelo senhor presidente do Conselho é um enorme paraíso fiscal, uma enorme lavandaria democrática.”
Correio da Manhã
Julho 5, 2009 at 6:29 pm
Bruxelas censura Governo nos ajustes directos
O SOL divulga o relatório da Comissão Europeia que considera ilegais os ajustes directos do Plano Tecnológico da Educação
• Consulte aqui o Relatório da UE
• Comissão Europeia considera Magalhães ilegal
http://www.sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=136325
Julho 5, 2009 at 6:56 pm
Queriam um concurso? Lá vêm vocês com um dos péssimos hábitos das democracias!
Julho 5, 2009 at 7:21 pm
Consolem-se que estão a ser governados pela esquerda. Imaginem que era a direita a fazer isto… Livra!
Julho 5, 2009 at 7:29 pm
Esquerda?
Julho 5, 2009 at 7:53 pm
Sim, foi o que me disseram. E que se o ps perder as próximas eleições, há o perigo de vir aí a direita governar-nos (com tiques autoritários do quero posso e mando, contratações directas com as amigalhaços, desrespeito pelas leis do país, etc.) Os do ps dizem mesmo que eles são o garante de que isso não acontecerá, que se oporão ao avanço da direita. Eu cá acredito em tudo!
Julho 5, 2009 at 8:25 pm
http://argivaionline.blogspot.com/2009/07/desta-vez-leite-sera-vida.html
Julho 5, 2009 at 8:38 pm
# 10
O (P)artido do (S)ócrates não governa ao centro, à direita, à esquerda, nem atrás, nem à frente. Governa de forma totalmente incompetente, virtual, prepotente e autoritária. É um (des)governo pró neo fascista.
Julho 5, 2009 at 8:41 pm
# 10
“com tiques autoritários do quero posso e mando, contratações directas com as amigalhaços, desrespeito pelas leis do país, etc.”
Retrato perfeito do actual (des)governo.
Né?
Pior, não é possível.
Julho 5, 2009 at 8:49 pm
…foi 1 pena termos-lhes dado o poder…
…n souberam o q fazer c ele…