Duran Duran, Skin Trade (versão com o line-up da penúltima fase; versão original de 1987)
Junho 19, 2009
Junho 18, 2009
São uma moderada surpresa.
Os alunos da minha direcção de turma – este ano não lecciono 6º anos de Língua Portuguesa – afinal foram claramente acima da média, assim como a generalidade dos alunos do 6º ano do meu agrupamento. Afinal os resultados nacionais das provas de aferição de Língua Portuguesa e Matemática para os 4º e 6º anos não foram estrondosamente melhores do que em 2008 como eu esperava mas apenas moderadamente melhores.
Verdade se diga que a margem de progressão até aos 100% começa a ser escassa.
Como já tinha dito os resultados ao meu redor foram bastante positivos, com 95,5% e 87,5% de sucesso, respectivamente, e cerca de um terço dos alunos com classificações B ou B e A. Confesso que esperava um nível de sucesso nacional maior (foi de apenas 89% e 80% para o 6º ano e 92% e 89% para o 4º).
A explicação oficial é um bocado trôpega e é interessante que surja primeiro no Portal do Governo do que no do Ministério da Educação ou do próprio GAVE, como chegou a ser anunciado.
Junho 18, 2009
O dia foi cansativo, com a partida a ser feita após uma tarde de reuniões. Mas o convívio compensou, em especial porque – depois de Lisboa, das Caldas e do Porto, assim como nos contactos feitos durante as manifestações – reforcei a percepção que entre os professores, apesar de todas as diferenças que existem, se renovou um espírito de pertença a uma classe profissional e, apesar do massacre e das injúrias que ainda se sucedem, há orgulho naquilo que somos e em debatermos isso olhos nos olhos, sem que nos menorizem.
E, claro, a percepção, que durante estes últimos anos se fez História e que esta fará a todos a devida e adequada justiça.
Junho 18, 2009
Junho 18, 2009
O falso
O primeiro ministro acabou de dar uma “entrevista” a Ana Lourenço da SIC. Entre aspas, porque de entrevista não teve quase nada, a entrevistadora não confrontou José Sócrates como o contraditório, e deixou-o falar e dizer apenas o que quis e como quis. Não se percebe como é que um canal de notícias, tem um programa de entrevista em que a jornalista pura e simplesmente não as sabe fazer. Um tempo de antena não teria feito melhor.
Junho 18, 2009
CHOCAR CONTRA A PAREDE
Chego a casa e está o admirável líder em dois canais de televisão simultaneamente. E ouço-o logo a murmurar «como dizem os anúncios». Não era preciso ouvir mais nada. Porém, depois de um chá gelado, e contemplando o ar compungido do homem – é já o “novo” Sócrates, o humilde, em acção, mais plastificado do que o costume e o costume tinha estado presente na AR, de tarde – regressei ao ecrã.
Junho 18, 2009
“Foi errado fazer uma avaliação dos professores tão exigente”
Durante a tarde, à margem do debate da moção de censura apresentada pelo CDS, o primeiro-ministro assumiu o primeiro erro da governação: a fraca aposta no sector cultural. À noite, em entrevista à SIC, José Sócrates reafirmou esse erro e admitiu outros dois: a ideia de que o Executivo fazia reformas contra algumas classes sociais e o modelo de avaliação dos professores, demasiado exigente.
“Um dos erros que cometemos foi deixarmos instalar a ideia de que, quando fazíamos reformas ao serviço do interesse geral, agíamos contra algumas classes sociais. Claro está que o Governo não age contra classes sociais”, declarou José Sócrates, especificando que se referia, por exemplo, aos juízes e aos professores.
Foi precisamente no sector do Ensino que o primeiro-ministro reconheceu outra falha. “Gostaríamos de não termos cometido o erro de apresentar uma avaliação (dos professores) tão exigente, tão complexa, tão burocrática”, afirmou, embora vincasse que “os sindicatos também deviam meter as mãos à consciência.
Que não passe – mesmo numa admissão de erro – a ideia de que o problema é a exigência. O problema não é esse. Aliás, nem sei como é possível qualificar uma avaliação como exigente quando…. adiante… siga antes que escreva uma verdade.
O problema é ter sido um modelo errado, não testado entre nós, abandonado no sítio onde teve origem, desfasado da realidade das escolas. Ponto final. Parágrafo. Mude-se. Suspenda-se. Atire-se para o lixo. Pela ordem certa.
Porque a verdade é que ele nunca foi, nem será, aplicado. O que dele sobrou é uma brincadeira de mau gosto e péssima qualidade para consumo eleitoral.
E a outra verdade é que se foi errado, em nome da accountability, quem é que paga por isso?
Já agora… admitir que se errou é tocante. Resta saber o que se faz para o corrigir. Porque depois de morto, o cadáver já não ressuscita e quem disparou bem pode fazer mesuras e pedir mil escusas que isso de nada servirá…
Junho 18, 2009
… enquanto neste caso nós adivinhámos os resultados ainda o jogo não começou:
Resultados “positivos” nas provas de aferição
A ministra da Educação garantiu esta quinta-feira que os resultados das provas de aferição, dos 4º e 6º anos, foram globalmente positivos, tendo-se revelado “resultados de continuidade em relação aos dos anos anteriores”.
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Alguém em seu devido juízo esperaria algo diferente???
Eu há dois anos que antecipei a primeira geração de galinhas com dentes.
Junho 18, 2009
SE um anticoagulante nos devia afinar o sangue e, em vez disso, o deixa como a “borra” do vinho do porto, que fazemos nós? Continuamos estupidamente a tomar esse medicamento? Sim?! E a bem de quê? Em nome de quem? A bem da estabilidade do nosso organismo, que é muito sensível à mudança? Em nome da fidelidade ao nosso médico, que nos receitou tal veneno?
Consultar outro médico não será a melhor decisão? Ou vamo-nos pôr a jeito, pra que um AVC trate da nossa saúde?
QUANDO um governo faz muita asneira seguida, que deve fazer o país? Continuar a levar com as asneiras do dito, ou procurar substituí-lo por outro?
SE os Estados Unidos não tivessem cedido tão estupidamente, à teoria da estabilidade, o “nabo” do Buch já tinha, há muito, sido arrancado da Casa Branca, e nem para a sopa iria servir. E quem ficava a ganhar, era o mundo, de fio a pavio.
IMAGINEM agora o Benfica, e o estado do seu património, se, em nome da estabilidade do clube, não tivesse mandado Vale e Azevedo às urtigas, mais ou menos a tempo…
E, já agora, porque carga de água é que Correia de Campos não serviu para defender a teoria da estabilidade governativa, tão cara ao Eng.º Sócrates?
A verdade é que, esta estranha teoria, da Estabilidade “à tout prix”, ora serve como princípio sagrado e incontestável, e não se mexe em nada nem em ninguém, ora se esquece a sua existência, e empurramos quem queremos, para onde nos apetece…
Tudo bem, admitamos que há excepções, havendo ministros que devem ( se devem!) ser remodelados, como o foi Correia de Campos. Mas, e o Primeiro Ministro e todo o governo, não podiam já ter sido, excepcionalmente, “remodelados” também?
Pergunto: este governo não fez asneiras a fio? Das que doem e ficam a doer para sempre? E já nem se podem operar? E olhem se foi “remodelado”! Vejam se o Presidente da República mexeu uma palha para o dissolver!
O governo de Santana Lopes não foi dissolvido por muito menos? Alguém viu, nessa altura, a Av.ª da Liberdade, a abarrotar de gente, gritando contra o governo? E mais que uma vez? Ninguém viu, pois não?
Pois é…
Cunha Ribeiro
Junho 18, 2009
Junho 18, 2009
Já não basta os docentes serem humilhados e tratados com indigentes, agora interpretações abusivas da lei por parte dos secretários de estado da educação tornam apetecível a sonegação dos direitos liberdades e garantias dos pais professores e também cidadãos que supostamente estão garantidos pela constituição.
No Agrupamento de Escolas da Lousã, pais-professores, pertencentes ou não à escola em causa, foram impedidos de pertencer ao Conselho Geral, com a suspeita poderem assumir posições corporativas.
Note-se que esta posição, com o alto patrocínio das Associações de Pais do respectivo Agrupamento e Presidente do Conselho Geral (Professor!!!!) é suportada por interpretação da lei do Gabinete do Secretário de Estado da Educação que me parece verdadeiramente lesiva dos direitos e garantias constitucionais.
Leitor devidamente identificado
Junho 18, 2009
Eu acho pequeno. Como é que coube tudo em apenas 80 páginas, com a ficha técnica, capa e algumas páginas em branco e um tipo de letra grandinho?
Junho 18, 2009
Junho 17, 2009
The Killers, Spaceman
Junho 17, 2009
Que ninguém se espante se não andar por aqui a comentar. Mesmo este post foi ré-programado á saída da manhã.
Junho 17, 2009
Só posso falar especificamente pela minha direcção de turma e um pouco pelo que vi das restantes turmas do 6º ano da minha escola.
O sucesso é estrondoso em Língua Portuguesa e Matemática. No caso dos meus alunos (que não das ditas disciplinas, pois lecciono-lhes HGP) tiveram, respectivamente, mais de 95% e 85% de sucesso nas provas, com a curiosidade de terem sido obtidos níveis A apenas em Matemática.
Pelo que vi há turmas em que o sucesso em Matemática ultrapassou o de Língua Portuguesa. Afinal dá resultado fazer perguntas do género 4+1 para aferir os conhecimentos no final do 2º Ciclo do Ensino Básico. Nada como encontrar as ferramentas certas para o sucesso.
Aguardam-se agora as elegias ao PAM e a relação a estabelecer entre as medidas do Governo na educação e este estrondoso sucesso, criado com provas de aferição gradualmente mais simplórias de ano para ano. Claro que isto só poderia acontecer assim mesmo. Nem haveria outra maneira de concluir da melhor forma um ciclo eleitoral.
Junho 17, 2009
Mas há muito mais no relatório Talis que o ME faz por obscurecer, relevando só um ou outro detalhe. Ainda sobre a formação contínua de professores, repare-se como os professores portugueses (p. 65) são dos que menos apoio recebem para a sua formação. E os dados são de 2007/08. Nem suplemento salarial, nem tempo disponível, nem custos pagos. os professores portugueses são dos que mais pagam a sua formação, usando o seu tempo pessoal e sem qualquer estímulo salarial.
Disto Valter Lemos não fala.
E temos ainda o privilégio, só sendo ultrapassados pela Coreia (p. 73), de sermos o país em que os docentes enfrentam maiores conflitos entre os horários da formação disponível e o horário de trabalho.
Junho 17, 2009
Ao contrário das piruetas que o ME dá em cima deste relatório (não é de estranhar que nem coloquem link para o dito cujo), o que lá está escrito não seria de molde a entusiasmar nenhum apoiante das políticas educativas deste Governo e muito menos da estratégia de spin usada para colocar as suas evidências e conclusões como coincidentes com as posições do ME no diferendo com os professores.
Repare-se na página 63: apesar de os professores portugueses serem os sétimos a gastar mais tempo em formação, são dos que mais se queixam da qualidade e adequação dessa formação. Nem de propósito, sabemos bem que o se tem passado nos últimos anos nesta matéria com a formação afunilada apenas em 3 ou 4 direcções, deixando a larga maioria dos docentes sem uma oferta adequada para a sua área científica.
Junho 17, 2009
Provavelmente as médias descerão numas disciplinas consideradas mais periféricas e técnicas, enquanto espero sentado por sucessos estrondosos, em nome do PNL e do PAM.
Exame fácil permite melhorar médias nacionais na Europa
Começou ontem época de exames nacionais, com teste de Português, considerado por todos muito fácil. Professores dizem que notas vão subir e, com elas, resultados escolares vão-se aproximar das médias europeias. Estratégia que, dizem, tem vindo a ser seguida pelo Ministério. Em ano eleitoral, alunos salientam necessidade de melhorar as estatísticas.
Professores de Português consideram que prova não repetirá “resultados catastróficos”
A Associação de Professores de Português considera que o exame nacional do 12º ano a esta disciplina que hoje se realizou está de acordo com os conteúdos programáticos, pelo que não deverá ter “os resultados catastróficos” da prova de 2008.
No ano passado, a média de notas no exame de Português do 12º ficou abaixo dos 10 valores pela primeira vez em três anos, resultado que para a associação se deveu “exclusivamente” a uma prova “duvidosa e mal formulada” e não à falta de preparação dos alunos.
Este ano, segundo a Associação de Professores de Português (APP), a prova “está de acordo com os conteúdos programáticos seleccionados pela tutela como objecto de avaliação, durante o primeiro período lectivo, e que se restringem a apenas um ano de escolaridade: o 12º”.
Junho 17, 2009
Professores que entregaram parecer na Provedoria ainda esperam resposta
O grupo de professores que entregou, em Fevereiro, na Provedoria de Justiça, um parecer de Garcia Pereira sobre o modelo de avaliação continua à espera de resposta. Paulo Guinote admite que o processo é complexo, mas já esperava ter uma resposta.
O grupo de professores que entregou, na Provedoria de Justiça, um parecer do especialista em Direito do Trabalho, Garcia Pereira, sobre o modelo de avaliação definido pelo Governo continua à espera de uma resposta.
Este parecer, entregue em Fevereiro, aponta para inconstitucionalidades de vários aspectos desta avaliação, incluindo a entrega de objectivos individuais.
Um dos professores responsáveis por esta queixa entende que este parecer é complicado, contudo, disse já esperar ter uma resposta nesta altura, até porque «há respostas a pareceres que têm saído em dois, três meses».
«Claro que este é mais complexo e exige mais atenção. Há uma sobrecarga na Provedoria neste momento, mas realmente lamento que não tenha sido dada uma resposta até agora. Fizemos o pedido em Fevereiro, estamos a meio de Junho», explica Paulo Guinote.
Em declarações à TSF, este professor admitiu não saber quais são os prazos na Provedoria, mas disse que «seria muito útil que chegasse antes das férias».
Este docente adiantou ainda que o responsável da Provedoria encarregue deste processo decidiu acompanhar Nascimento Rodrigues e sair desta instituição, o que deixa os professores impossibilitados de recorrer à Provedoria.
«Estamos preocupados porque o Provedor Adjunto, que trata das questões de Educação, foi exactamente aquele que anunciou que sairia com o Provedor Nascimento Rodrigues e estamos com muito receio que estas questões relacionadas com a Educação estejam mais ou menos congeladas ao nível da Provedoria», acrescentou.
Para Paulo Guinote, esta situação «é extremamente preocupante porque estamos neste momento cerceados do acesso ao funcionamento normal de uma instituição básica da democracia».