Junho 2009


Estava tudo preparado para ser através da Educação e das escolas que Sócrates e o partido por si modelado, com os préstimos distantes de Jorge Coelho e mais próximos de António Vitorino, procurariam renovar a sua maioria.

O modelo já tinha sido ensaiado na reentrée de 2008. Era só manter a máquina da propaganda bem oleada, com eventos a acontecerem com regularidade.

Da distribuição de Magalhães alongada no tempo à multiplicação dos diplomas das Novas Oportunidades, passando pelas remodelações de Escolas Secundárias e chegada de equipamentos informáticos e tecnológicos a muitas escolas, não esquecendo acréscimos de sucesso nos exames mesmo em cima das eleições, tudo estava delineado para o sistema educativo estar ao serviço da produção de uma nova maioria em 2009, por ser espaço ideal e privilegiado para aliciar as «famílias».

Mas algo correu mal.

Ainda em tempo útil de demonstração, chegou a constatação de que diversas medidas emblemáticas deste Governo em matéria de Educação foram uma farsa, produziram escassos efeitos reais e muito se resumiu a truques de propaganda.

A luta assumida contra os docentes fracassou, mesmo se restam destroços legislativos à deriva ainda capazes de produzirem danos, sem ganhos especiais para a paisagem. E o primeiro sinal foi o massacre de Vital Moreira nas eleições europeias, ele que fora um paladino desta pseudo-revolução na Educação, como tanto gostou de escrever.

  • Fracassou porque em nada dignificou a carreira ou permitiu melhorar o trabalho nas escolas. Os alunos em nada beneficiaram de medidas como o Estatuto da Carreira Docente, o próprio Estatuto do Aluno ou a avaliação do desempenho docente.
  • Fracassou porque, afinal, a opinião pública não abandonou os professores, por muitos anúncios que disse tenha sido feito. Em Maio, uma sondagem da Visão colocava os professores como os menos responsáveis pelo fracasso das políticas educativas.
  • Fracassou porque os próprios organismos dependentes do ME reconheceram a falta de preparação e qualidade técnica de reformas estruturantes como a da avaliação do desempenho docente.
  • Fracassou ainda e em especial, porque os professores resistiram e resistiram muito para além do que deles se esperava, quantas vezes em situação de aparente isolamento, pois sabiam que a razão estava do seu lado.

Perante isso, José Sócrates, o Governo e o seu PS, decidiram abandonar, pelo menos de forma mais evidente, o campo da Educação como o prioritário na sua estratégia eleitoral. Ontem na abertura do Fórum Novas Fronteiras, sintomaticamente reduzido a discursos oficiais apesar de um António Vitorino na apelar à liberdade das críticas e intervenções, José Sócrates oficializou a retirada:

A três meses das legislativas, e no dia do manifesto de 30 economistas, José Sócrates defendeu ainda três escolhas essenciais: políticas sociais, reformas sectoriais e investimento público.

Tudo muito vago, tudo muito abrangente, tudo muito despesista, agora já sem preocupações orçamentais, que a manutenção do poder vale tudo.

A Educação, que tanto ocupou as prioridades oficiais do passado, foi apagada do discurso oficial. Percebeu-se que a estratégia de afrontamento directo aos professores foi um erro e falhou fragorosamente.

Contra tudo o que esperariam.

O ex-animal feroz, camaleónico, apareceu a admitir o seu erro. A sua testa de ferro para o sector, menos burilada para estas andanças, ainda não conseguiu dar a mão à palmatória. O aparente orgulho pessoal sobrepõe-se a tudo. Como sabe que não continua, parece incapaz de admitir que errou ou que deixou que a usassem como imagem pública de políticas fracassadas. A menos que a obriguem. Mas depois do que a já obrigaram a fazer seria crueldade. embora a política seja isso mesmo e MLR até mereça sofrer aquilo que fez sofrer aos outros.

Na semana passada, em reunião do secretariado, Carlos César sugeriu que voltassem a esconder ministro(a)s como Maria de Lurdes Rodrigues dos olhares públicos, «atrás de biombos» (p. 5 do Expresso).

Não sei se já resolveria alguma coisa.

As feridas estão fundas e por sarar.

Realmente é melhor deixarem a Educação em paz e não relançarem o que já tinha sido lançado em Março, para encobrir o fracasso e servir de contraponto ao Livro Negro da Fenprof.

Não sendo um grande entusiasta do Twitter, em parte pela fragmentação que exige ao discurso, reduzindo-o a curtos segmentos, não posso deixar de reconhecer que a sua utilização tem enormes potencialidades como veículo de comunicação e subversão do poder, em especial dos poderes de matriz totalitária que aspira, ao total controle da difusão da informação e comunicação entre os indivíduos.

Web 2.0 está a minar o poder centralizado

A ser possível doutrinar revolucionários com 140 caracteres, a do Irão não será a primeira “revolução Twitter” da História. Longe disso, não obstante a escassez do percurso do Twitter.
Mais significativa foi o uso do Twitter em dois acontecimentos de Maio: na Moldávia, os manifestantes contra o regresso dos ex-comunistas ao poder foram mobilizados através de redes sociais, com destaque para o Twitter e os telemóveis; e na Guatemala, os protestos contra o presidente Álvaro Colom, alvo da denuncia póstuma e em vídeo – publicado no YouTube e publicitado via Twitter -, de corrupção por um advogado assassinado na véspera.

Todavia, o entusiasmo dos analistas em relação ao fenómeno Twitter iraniano, o principal suporte difusor e de mobilização dos que alegam fraude eleitoral – com o tráfego de mensagens identificadas por #IranElection a passar as 200 mil por hora, levando o Departamento de Estado dos EUA a sugerir à administração do Twitter que não parasse o serviço para manutenção – é desigual.

Artur Alves, doutorando em Comunicação Social com uma tese sobre a importância política das redes sociais, segue os acontecimentos no Irão. E manifesta o seu cepticismo sobre as capacidades de algo como o Twitter, ou até demais ferramentas da web 2.0, fornecer argumentos ao fervor revolucionário: “Não é fácil criar massa crítica suficiente para destabilizar um país, porque as redes sociais são imbuídas dos valores das pessoas que os usam e recorrem a elas. A tecnologia é sempre neutra”, afirma. No entanto, admite que “já não será possível, a nenhum regime, a nenhum Estado, ignorar a importância destes mecanismos de mobilização”.

Algo que parece ter acontecido na República dos mullah, que procura agora, com o fecho de certos serviços da internete, recuperar terreno na guerra de informação instalada. E que extravasou fronteiras. Para iludir a vigilância das autoridades, os twitters iranianos têm recorrido, por exemplo, a um software gratuito chamado Freegate. Criado por engenheiros chineses sediados nos EUA para ajudar o Falun Gong, grupo espiritual chinês perseguido por Pequim, a escapar à censura governamental, o programa, alojado num flash drive, direcciona os navegadores da internet para um servidor no exterior que modifica os endereços de IP (identificador do terminal em uso) uma vez por segundo. Demasiado veloz para os censores reagirem. Disponibilizado em farsi em Julho de 2008, cresceu exponencialmente no Irão, país cuja juventude populacional, além de não ter memória vivida da revolução islâmica que derrubou o Xá em 1979, gerou uma das maiores comunidades de bloggers do Mundo.

A HUMI(L)DADE SOCRÁTICA

Sócrates está para a humildade, tal como Buch está para a inteligência. Nas duas personagens, a pessoa e o atributo são antípodas perfeitos. São uma espécie de Portugal e Nova Zelândia, à face da terra. Diria até que são excelentes e peculiares antíteses, só comparáveis a outras como : a falta de auto-confiança e o treinador Mourinho; a abstinência sexual e o “predador” algarvio”,José Camarinha; ou a paixão “barrosista” de Mário Soares.

Para além de ser conhecido pelas marcas que “veste”, pretende, agora, o “ ilustre turista das Açoteias”ser conhecido pelas “que não veste”. Cansado de ser visto como o manequim do “ Armani”, “deseja” agora ser reconhecido como o político da “ganga”, ou o socialista da “lona”.

Seja como for, para além de lhe admirarem a elegância, os portugueses ( e, sobretudo, as portuguesas) ficam rendidos ao estoicismo “político” do seu Primeiro Ministro, quando o vêem a escorrer suor depois de uma longa sessão de Jogging.

Nem os mais duros opositores duvidam que Sócrates se esforce, e muito, pelo seu projecto político para Portugal. Um projecto que passa pela absoluta necessidade de o país transpirar como ele próprio transpira. Não na rua, como ele, mas nas salas de aula, nos hospitais e nas fábricas …

Mas  agora aqui pra nós que ninguém nos ouve: será que o que sai pelos poros de Sócrates, nas suas famosas sessões de jogging,  é verdadeiro suor?

Sinceramente, não me parece… Aquilo são mas é lágrimas!… Muitas lágrimas!… Lágrimas de pena!… Muita pena!…Pena dos portugueses pobres… Que são cada vez mais pobres. Pena dos professores, por trabalharem muito e ganharem pouco… Pena dos médicos, por não terem capacidade de  perceber a “inteligente” reforma “Correia de Campos”… Pena dos que não são capazes de perceber as suas prodigiosas capacidades políticas… E é por tudo  isto que ele hoje chora … com muita humi(l)dade humana…E com enorme humildade política.

Pena que haja gente desumana, meio céptica e desconfiada, como eu, e teimosa, como ele, jurando, a pés juntos, que o que sai dos poros molhados de Sócrates não passam de puras mentiras solvidas em suores de raiva; de doces promessas laboriosamente destiladas; de ambições condensadas na frieza de espírito de um ser geneticamente egoísta.

ABÍLIO R.

Soluções do ministério para avaliação rejeitadas

Ministra pediu ao Conselho Científico para optar entre prolongar Simplex ou voltar ao modelo inicial, com alterações. Docentes reafirmam que solução passa por ter um novo em Setembro.

Porque me parece óbvio que se o modelo tem todas aquelas falhas que sempre lhe foram apontadas e agora se viram confirmadas no relatório da confiança do próprio ME, a única solução lógica seria não o aplicar, muito menos nesta coisa estranha que corresponde a este simplex, em que o grau de exigência é ainda menor do qu nos velhos relatórios críticos.

E depois vai ser toda a enorme confusão que se irá gerar entre a fase final deste ano lectivo e o arranque do próximo. Em especial no caso das classificações ditas «de mérito» vai ser interessante ver os avaliadores a aplicar a fase final de um modelo no 1º período, quando já deveriam estar a preparar e a recolher elementos para o novo ciclo de avaliação, com regras diferentes.

Carmel, It’s All In The Game

Mao foi vencido por J. S. Bach

Consta que havia 1-1 ao intervalo.

CCAPRel35

Esta é apenas mais outra área que desde o início fomentou enormes críticas: a ausência de formação credível dos avaliadores.

Em muitos casos tornaram-se avaliadores por inerência da titularização - a que concorreram para não verem a progressão bloqueada – colegas sem qualquer apetência ou formação específica para fazer avaliação de outros docentes. Porque não é o mesmo avaliar o desempenho dos alunos numa dada área disciplinar e avaliar a prática profissional de colegas, por vezes com praticamente a mesma experiência profissional e quantas vezes com maiores requisitos académicos.

E só não vê, nem viu isto que é muito cego.

A formação dada no final do ano lectivo foi em muitos casos ridícula e serviu mais para catequizar os incréus do que outra coisa. E para penalizar na avaliação dos formandos aquele(a)s que ousavam desalinhar da cartilha.

E isto não é boato, aqui por casa há quem tenha sofrido na pele os demandos de um formador adesivado, com escassa ética em matéria de avaliação.

Afinal, quem faz os exames?

CCAPRel20

Tem obviamente graça ler no relatório do CCAP (p. 20) que os mega-departamentos (de início criados com a desculpa que era para o concurso de titulares, mas já agora ficam assim…) funcionam pior a vários níveis do que os anteriores departamentos.

Nada que não se saiba ao nível das escolas. O retorno aos grupos disciplinares, de modo formal ou informal, tem sido a solução para contornar os entorses de funcionamento do novo sistema.

Deveria acontecer algo parecido com a avaliação, mas…

saojoao20093

1769a

(c) Antero Valério

Escrevem de sua justiça Mário Carneiro e Paulo Prudêncio.

A ler sem moderação.

Algo verdadeiramente vergonhoso. Que sempre terá acontecido, mas que os novos tempos potenciam.

Censura

Na blogosfera mais situacionista em relação ao Ministério da Educação, há um enorme silêncio por estes dias. O Canhoto está mudo há três dias e o Causa Nossa vive apenas das diatribes de Ana Gomes com Paulo Rangel. O Câmara Corporativa também parece fingir que nada se passa, quando se esperaria uma reacção anti-corporativa.

Há um desamparo só equivalente ao abandono a que foi votado Vitalino Canas, esse mestre do spin.

Na faixa direita, estranha-se imenso o silêncio sobre o assunto no Blasfémias, onde João Miranda durante algum tempo campeou a causa anti-profes. Em outros espaços da mesma área (31 da Armada, O Insurgente), também este tema parece ser desinteressante.

Ao que parece há quem não tenha aprendido quase nada, ou nada mesmo…

O ME e o próprio Governo fizeram publicitar um desmentido relativo a uma notícia de Pedro Sousa Tavares no DN acerca do facto de só no final do ciclo de avaliação estar a ser disponibilizada formação aos avaliadores.

O desmentido tem o seguinte teor:

O Ministério da Educação desmente categoricamente a manchete de hoje do Diário de Notícias: “Avaliadores de professores só vão ter formação neste final de ano lectivo”, correspondente a um texto assinado por Pedro Sousa Tavares.

Com efeito, a formação de avaliadores decorre desde Abril de 2008.

Desde então, já foram formados 42 mil professores avaliadores, organizados em 1500 grupos, cuja formação, organizada em diferentes módulos, totalizou 39 mil horas.

A acção de formação que está agora a decorrer é a última deste ciclo e destina-se exclusivamente à fase final do processo, isto é, ao preenchimento final das fichas e à atribuição de classificação que só terá lugar depois do final do ano lectivo e que se poderá prolongar até 31 de Dezembro.

Para apoiar o trabalho que está a ser realizado nas escolas foi desenvolvida uma aplicação informática, correspondendo, de resto, aos pedidos das escolas.

A acção de formação em curso destina-se a familiarizar os avaliadores com a utilização desta ferramenta informática.

Muito bem, estaríamos esclarecidos acerca do eventual equívoco se, por acaso, não me tivesse chegado o plano dos seminários em causa, cujo programa é o seguinte:

SEMINARIO “O PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE”

PROGRAMA

OBJECTIVOS

1)     Caracterizar a sequência do processo de classificação da avaliação do desempenho docente
2)     Discutir a função de interpretação dos dados registados para a decisão da classificação
3)     Aplicar procedimentos de diferenciação da avaliação qualitativa
4)     Apresentar e explicitar as fichas de avaliação a utilizar
5)     Aplicar o sistema de classificação final

CONTEÚDOS

  1. Classificar, como resultado da avaliação:

A.1 – A recolha da informação
A.2 – A interpretação dos dados registados
A.3 – A tomada de decisão

  1. Sequencia do processo de classificação da avaliação do desempenho docente
  2. As fichas de avaliação:

C.1- Apresentar e explicitar as fichas de avaliação
C.2 – Aplicação – determinação da classificação

ACTIVIDADE

A actividade a desenvolver permite aos participantes simular a fase de avaliação final de forma a adquirirem competências que lhes permitam classificar de modo seguro, objectivo e diferenciador.

Na realização da actividade dever-se-à ter em conta a necessidade de gestão rigorosa do tempo e os resultados esperados na sessão de trabalho.

A actividade decorre com a utilização por cada grupo de trabalho de equipamento informático com ligação à Internet.

METODOLOGIA

1. Exposição ………………………………………………………………. 1 h
A. Classificar, como resultado da avaliação
B. Sequencia do processo de classificação da avaliação do desempenho docente
C. Apresentação e explicitação das fichas de avaliação

2. Actividade Prática ……………………………………………………… 3 h
1. Simulação do preenchimento das fichas de avaliação
2. Determinação da classificação
3. Dúvidas e esclarecimentos sobre a aplicação realizada

Eu posso estar muito enganado, mas este programa excede em muito a mera utilização da tal ferramenta informática e recai sobre toda a metodologia de avaliação, incluindo mesmo a recolha de informação que deveria estar feita há muito.

Como não gosto de forçar ninguém a desmentir-me ficam em seguida os dois documentos relativos à divulgação desta formação.

Anexos: AvaliaCandidatura, AvaliaPrograma.

A conjugação da nova pele assumida pelo primeiro-ministro na entrevista-sai-uma-dose-dupla-de-xanax-para a-rapariga dada à SIC, durante a qual fez que assumia erros cometidos na avaliação dos professores, com a divulgação do relatório do CCAP sobre a mesma cuja dita avaliação só podia provocar uma cadeia de reacções, não apenas na comunicação social como na blogosfera.

Ficam aqui alguns exemplos, em grande parte graças ao trabalho de recolha do João B.

No Afilhado:

Quem está em campanha

Era quase uma dama de ferro, não tivesse o show-man sempre à frente, a empurrá-la, para aparecer à frente da câmara. Maria de Lurdes Rodrigues quase que chamou a si a tarefa heróica de revolucionar o sistema de ensino nacional. Como todos os pretensos heróis messiânicos, falhou.

(continua…)

No Aventar:

De recuo em recuo: a avaliação de professores

A Ministra da Educação acaba de admitir que a versão simplificada do modelo de avaliação de desempenho docente irá continuar no próximo ano lectivo, o de 2009/2010.
De recuo em recuo, a Ministra da Educação nem percebe que o seu prazo político já se esgotou há muito. Primeiro, era o modelo inicial, excelente, maravilhoso e os professores não tinham razão nenhuma. Durante meses, não admitiu mexer sequer uma vírgula.

(continua…)

No Correntes:

desorientação

(…)

Depois do senhor “homem novo” ter deixado cair a ministra da Educação e de ter afirmado que a avaliação de professores é complexa e burocrática, e no dia em que o Conselho Científico para a Avaliação de Professores publica um relatório que apenas confirma o que já se sabia deste nefasto diploma, a ainda ministra da Educação faz esta desorientadas declarações. Assiste-se ao tão esperado esboroar do monstro burocrático que tantas teclas exigiu aos professores portugueses e que criou nas escolas um péssimo clima relacional.

As questões centrais deste incompetente modelo continuam nesta versão reduzida. Que ninguém se iluda com estas cosméticas apressadas. Basta ler o relatório e ver o que se diz de tão negativo a propósito das quotas, por exemplo. Chega.

No Educar, resistindo:

Ministra pede parecer sobre modelo original de avaliação… mas AINDA HÁ MINISTRA DA EDUCAÇÃO?

Tal como nos últimos dias do Reich ou de Mussolini, MLR continua a despachar como se a realidade já não fosse outra.
Depois de Sócrates ter reconhecido o erro do modelo da avaliação dos professores, agora a Ministra vem recuar, sem dizer que o faz. Definitivamente não há pachorra para esta gente e têm que ser corridos quanto antes.

Em circunstâncias normais, o insucesso escolar deveria começar a ser combatido a montante das escolas. A relação não é obviamente directa, mas dá muito que pensar…

Uma em cinco crianças em Portugal é pobre

País ocupa cauda da tabela europeia de bem-estar infantil. Dificuldades económicas atingem um terço.

Só agora, e graças ao Ricardo, descobri que , afinal, Alexandre Ventura conseguiu introduzir no relatório final do CCAP um elogio desmesurado à influência dos blogues na luta contra a tentativa de impor  de modo totalitário e sem contraditório o modelo de avaliação do desempenho docente.

CCAPBlogues

Repare-se que não se diz que a informação divulgada foi errada ou enganosa. Apenas que «perturbou» por ser «múltipla».

De qualquer maneira percebe-se que, afinal, os blogues tiveram uma penetração forte nas escolas, mesmo nas mais adesivadas ou com caciques mais papistas que a papisa. E que tiveram influência ao informar.

É o raisparta do problema da democracia em funcionamento e em rede. Isto na Coreia do Norte tinha sido implementado num instantinho.

Cortava-se o acesso do povinho à net ou colocavam-se uns filtros tais que só mesmo o Tony Carreira e a Ana Malhoa passariam pelo crivo, mas apenas se devidamente compostinhos, penteadinhos e com as tatuages e protuberâncias  escondidas.

R ainda quem ande a querer dar lições de pluralismo ao Irão…

Alebana

Foto da Alebana

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