É que não há até agora nenhum estudo, prévio ou actual, que apoie as medidas concretas do ME nesta matéria. Nem as encomendas…
Modelo português é o único em 5 países com quotas para classificações mais altas
O modelo português de avaliação dos professores é o único de entre cinco países europeus que prevê quotas para as melhores classificações, revela um estudo comparativo encomendado pelo Governo.
O relatório “Benchmark (Padrões) de Avaliação de Desempenho”, datado de 2009, foi pedido à consultora Deloitte pelo Ministério da Educação, no âmbito do processo de implementação do Modelo de Avaliação de Desempenho dos Educadores e Professores, e compara as formas de avaliação dos docentes em Portugal, França, Inglaterra, Holanda e Polónia.
“Considerando as características genéricas do modelo de avaliação, deverão destacar-se três componentes relevantes: a obrigatoriedade do processo, o avaliador e o sistema de quotização. Assim, os modelos dos diferentes países são obrigatórios, os avaliadores são elementos internos à escola (com excepção da França em que o processo é externo e não obrigatório) e apenas em Portugal é contemplado um sistema de quotização/harmonização das avaliações”, lê-se no documento.
A empresa indica que este estudo “não deve ser entendido como uma avaliação ao modelo de avaliação dos docentes do ensino público”, uma vez que não foi assumida uma “posição crítica”, mas antes uma “análise factual e objectiva” de comparação. Segundo o documento, os modelos de avaliação de desempenho de professores adoptados por estes países têm todos como princípios orientadores a qualidade do ensino, a melhoria dos resultados escolares e o desenvolvimento pessoal e profissional dos docentes.
E repare-se como os autores do estudo se refugiam ao dizer que estão a fazer uma análise factual e não uma crítica. Ora não… e se não lhes voltam a pedir mais nada?
Quanto à essência da questão, haverá a decência de admitirem que andaram a enganar a opinião pública com a fundamentação deste modelo de ADD e que mentiram (acho que é o termo certo) quanto à questão das quotas e do seu papel na excelência do ensino?
Junho 26, 2009 at 11:35 am
Lá estão vocês com as cotas!
Mas ainda não perceberam que isso é tudo a brincar? A verdade é que as cotas foi ideia dos professores mais cotas.
Junho 26, 2009 at 11:48 am
Temos um modelo único e isso deveria encher-nos de orgulho.
Cambada de mal agradecidos.
Junho 26, 2009 at 11:54 am
Os tugas são mesmo criativos e originais – somos os “únicos”.
Certamente vamos ser copiados, talvez pelos americanos, como sugere “o grande especialista” Don Tapscott.
Haverá alguém com um pingo de juízo no ME??? Que comentário fará o “trio maravilha”?
Junho 26, 2009 at 12:02 pm
O ME dirá qualquer coisa do género:
Os avanços mais significativos na matéria não se centram nos países com sistemas mais antigos e anquilosados, mas sim naqueles, com o Chile, por exemplo, que têm implementado processos de mudança inovadores conducentes à excelência e tal e coisa…
Junho 26, 2009 at 12:09 pm
A consultora contrariando a regra de ouro da consultadoria (afirmar convincentemente as conclusões antecipadas do cliente)? Hum… Já começou a era pós-Lurdes?
Junho 26, 2009 at 12:17 pm
Ainda aparece o Tapscott a elogiar o modelo e a pedir que o OBama o imponha nas escolas americanas pois Portugal está a liderar o ensino do sec XXI!
Em bom inglês: damn f..kwits!
Estamos tramados com tamanha energumenice…
Junho 26, 2009 at 12:41 pm
Hello sindicatos! Estamos aqui…
Junho 26, 2009 at 12:51 pm
Desde 7 de Junho, temos assistido a cenas repetidas de segurem-ME, se não vou-me a eles (professores)…
Junho 26, 2009 at 1:22 pm
Caro Dr. Paulo Guinote, mais um exemplo triste e até revoltante do que se passa na Escola Secundária Tomás Pelayo – Santo Tirso. O prazo para entrega da ficha de auto-avaliação termina amanhã!!! Pois apesar de a Presidente do C. Executivo ter perdido as eleições e estar para sair, ainda consegue produzir, com a conivência de «avaliadores» a seguinte pérola que todos os professores estão a receber via e-mail hoje:
Colegas,
Na sequência da reunião de ontem de avaliadores cumpre-me informar que os colegas que pretendam efectuar a entrega de objectivos individuais em conjunto com a sua auto-avaliação poderão fazê-lo solicitando para o efeito um pedido à Presidente do Conselho Executivo.
1 abraço
XXXXXXX
Junho 26, 2009 at 1:27 pm
A srª já veio a público justificar a existência de quotas com a imaturidade dos Professores em relação à avaliação do seu próprio trabalho. Depois de amadurecido o conceito de avaliação, as quotas têm tendência a desaparecer…
Mas a mulher veio do espaço?!
Junho 26, 2009 at 1:33 pm
Mais interessante ainda é a admissão da própria ministra da educação de que o mecanismo de quotas é “artificial” (sic) – declarações passadas há pouco na TVI. Mais palavras para quê?
Junho 26, 2009 at 1:33 pm
As cotas/quotas são uma gota no imenso oceano castrador que é o ECD e o coarctar a possibilidade de 2/3 dos profs. progredirem na carreira.
Junho 26, 2009 at 1:33 pm
http://primeirofax.wordpress.com/2009/06/26/a-coisa/
Junho 26, 2009 at 1:36 pm
A coisa está a ficar careca
Junho 26, 2009 at 1:50 pm
#2 Olinda,
Bem único, único mesmo não era. Porque era um copy-paste mal disfarçado do chileno.
Junho 26, 2009 at 1:56 pm
#15
Acho que o Chileno não tinha quotas (não tenho a certeza). De qualquer modo, já caíu…por causa da venda dos portafolhas e do mês de greve de professores (que nem sequer são funcionários públicos e dependem do Director)
Junho 26, 2009 at 1:57 pm
E a avaliação era externa!
Junho 26, 2009 at 1:57 pm
Mas a mulher veio do espaço?! (10)
Veio.
Está quase a aterrar.
Junho 26, 2009 at 1:58 pm
Ou seja, o nosso ainda consegue ser pior do que o Chileno e os professores Chilenos não engoliram o deles…
Junho 26, 2009 at 2:04 pm
#18
O teu não abre. Mas descobri esta aparição de MLR na última festa de Natal do ME:
Junho 26, 2009 at 2:08 pm
Talvez este abra.
Junho 26, 2009 at 2:10 pm
#18
Já vi! Espectacular!
Felizmente, o “cargo” de piloto de aeronaves ainda não é de nomeação política…
Junho 26, 2009 at 2:12 pm
Também há pilotos titulares?
Junho 26, 2009 at 2:13 pm
Ainda bem que nunca lhe deu para tirar o brevet. Ficou-se pelo “ensino”. Do mal o menos…
Junho 26, 2009 at 2:16 pm
#23
Espero que nunca lhe apliquem um modelo de avaliação destes. Chateiam-se com o avaliador, tomam uns xanax e aterram de costas…
Junho 26, 2009 at 2:17 pm
nunca lhes apliquem
Junho 26, 2009 at 2:21 pm
Há cotas na avaliação dos pilotos?
Junho 26, 2009 at 2:24 pm
Tudo isto é espantoso.
Depois das eleições europeias, saem relatórios em catadupa ( ou serão excertos sempre do mesmo estudo?), encomendados pelo governo, a destruir completamente as políticas educativas.
Eu só não percebo pq razão os sindicatos não desistem de se sentar à mesa de negociações, nem que seja com base neste estudo que nos dá razão, e gritam: Basta!
Não sabem que é isso que a maioria dos professores espera???
Junho 26, 2009 at 2:33 pm
O António Duarte corre o risco de ver o seu texto #4 vertido para uma conferência de imprensa qualquer
Continuo a não perceber (ou talvez sim) os sindicatos. Depois do ainda primeiro ministro ter assumido publicamente algumas das falhas do sistema de avaliaçã e, apesar de não assumir o erro na alteração do ECD assumiu que o modelo de avaliação foi UM ERRO, eu ouvi, como é que não há o abanão final para a queda da fruta podre?
Estou com o Pedro Castro “Hello sindicatos! Estamos aqui…”. Existimos! apesar de ….
Junho 26, 2009 at 6:42 pm
Educação: Avaliação é individual e regulamentada pelos Governos nos países do Sul da Europa – estudo
Lisboa, 26 Jun (Lusa) – Os processos individuais de avaliação de desempenho dos professores predominam nos países do Sul da Europa e a sua regulamentação está centrada nas autoridades governamentais, conclui um relatório encomendado pelo Ministério da Educação.
Lusa
7:45 Sexta-feira, 26 de Jun de 2009
Lisboa, 26 Jun (Lusa) – Os processos individuais de avaliação de desempenho dos professores predominam nos países do Sul da Europa e a sua regulamentação está centrada nas autoridades governamentais, conclui um relatório encomendado pelo Ministério da Educação.
O relatório “Benchmark (Padrões) de Avaliação de Desempenho”, datado de 2009, foi pedido à consultora Deloitte pelo Ministério da Educação, no âmbito do processo de implementação do Modelo de Avaliação de Desempenho dos Educadores e Professores.
A empresa indica que este estudo “não deve ser entendido como uma avaliação ao modelo de avaliação dos docentes do ensino público”, uma vez que não foi assumida uma “posição crítica”, mas antes uma “análise factual e objectiva” de comparação.
O documento, a que a Agência Lusa teve acesso, compara semelhanças e diferenças entre Portugal, França, Inglaterra, Holanda e Polónia.
Para a selecção dos países foi efectuada uma segmentação por região da Europa: Sul da Europa (França), Europa Ocidental (Holanda) e Europa Central e de Leste (Polónia); e pela maturidade do sistema: Reino Unido (Inglaterra, com um modelo implementado depois do ano 2000).
No entanto, o documento apresenta informações sobre os restantes países da Europa, definindo genericamente o adoptado em cada região.
Assim, nos países da Europa Ocidental predominam os processos centrados na avaliação às escolas, sendo em alguns casos complementados por uma avaliação individual dos professores.
No que diz respeito aos países do Norte europeu, verifica-se a existência de processos de avaliação totalmente descentralizados por escolas ou regiões e a inexistência de regulamentação na avaliação dos professores.
Já no Centro e Leste da União Europeia a avaliação é maioritariamente feita ao nível das escolas, não existindo um modelo formal de avaliação dos professores.
PL.
Lusa/fim
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/522919
Junho 26, 2009 at 7:13 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/06/25/no-apple-for-johnny-1977-short-film-fabuloso-para-professores-e-nao-so/
PAULO DEVIAS POSTAR ESTE VÍDEO…ACHO EU….
Junho 26, 2009 at 7:19 pm
#28
pois é Reb, mas se os sindicatos não conseguirem acordo lá se lhes vai o novo escalão de topo…
já viste quanto tilim os senhores dos escalões de topo não perdiam a prazo?
Junho 26, 2009 at 7:27 pm
http://www.fenprof.pt/?aba=27&cat=266&doc=4212&mid=115
Comunicado da FENPROF!
Acabaram-se as negociações.
Junho 26, 2009 at 9:35 pm
As cotas na ADD têm origem no SIADAP. É este o ponto de comparação deles.
Junho 26, 2009 at 9:42 pm
SIADAP… ou seja…Sifliticos, Inchados, Anémicos, Diarraicos, Armanis, Punheteiros…
Junho 26, 2009 at 10:30 pm
Portugal é único. E isso tem de acabar.
Portugal era o único país europeu a ter as suas chefias escolares eleitas democraticamente, aspecto em que foi invejado por muitos outros países que adoptaram o modelo unipessoal sem qualquer sucesso que faça divergir os seus resultados de gestão quando comparados aos nossos.
Como Portugal era o único a fazer isso, decretou-se: acabe-se com isso.
Portugal era (é?) o único a lançar um bandeirante sistema de quotas para aceder ao escalão máximo da carreira de professor.
Como Portugal era o único a fazer isso, decretou-se: acabe-se com isso.
Em Portugal o indispensável é que haja alguém estrangeiro a dizer coisas. Se não for estrangeiro, ao menos que seja da OCDE. (Eu, como conheço gente da OCDE, sempre vos vou dizendo que os tipos são óptimos, mas não me parece que se tenham em tanta conta quanto os portugueses os têm).
Certo e sabido é que, se for um estrangeiro a dizer coisas, faça-se e decrete-se como diz o senhor ou a senhora do estrangeiro. É como diziam os gato fedorento num outdoor célebre: “Com Portugueses não vamos lá”.
Ontem, foi o Don Tapscott que dizia que o modelo português é o melhor. Se ele diz, (e atenção que ele é estrangeiro e ao mesmo tempo que é estrangeiro também não nasceu em Celorico da Beira ou Sever do Vouga), é porque é verdade.
Hoje, é a consultora Deloitte que diz que Portugal anda a inventar.
Imediatamente acendeu-se o alarme “xenodixit”. ‘Red Alert Red Alert. Alguém de fora disse coisas sobre nós’. Acendem as luzes e todos andam em correria com os braços no ar nos corredores.
“- Mas que dizem eles? – perguntam-se uns aos outros.
- Parece que isso das quotas é coisa portuguesa. – responde alguém.
- Portuguesa? Mas portuguesa, como? Só portuguesa? Mais ninguém? Ninguém? Nem no Vanuatu?”
Vivemos no síndroma pós salazarista do “inadmissivelmente sós”. É preciso é calma. É preciso é placidez. O povo é sereno. Se Portugal era (é?) o único país da Europa a ter quotas, então imediatamente, se percebe, sempre se percebeu, só não via quem não quis ver, que isso das quotas, sempre foi, nunca deixou de ser e mesmo antes de Jesus, Maomé e Buda terem nascido, ainda antes de haver a palavra “ainda” e mesmo antes do advento natal da palavra “antes” já as quotas eram transitórias. Aliás, quando se inventou a palavra “quotas” aquilo já era para que significasse “coisa que é para acabar daqui a dias” e nunca o significado que, por corruptela dos tempos, acabou por vir malogradamente a adquirir.
Nada mais simples. Simplório.