“CONFAP :acusação de “desumanidade” baseou- se em “informação falsa”

Aluna disléxica não tinha direito a mais meia hora no exame

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), Albino Almeida, esclareceu, em declarações ao PÚBLICO, que quando acusou os professores de “desumanidade” se baseou na informação que lhe tinha sido dada, e que verificou ser “falsa, de que num exame de Português do 9º ano tinha sido negada a uma criança com dislexia a meia hora suplementar a que, por lei, têm direito todos os alunos”.

“Mantenho o que disse à TSF: se isso se tivesse verificado, tratar-se-ia de um acto desumano e eu faria queixa à Inspecção-Geral de Educação. Mas, entretanto, já me garantiram que os pais da aluna reclamavam mais meia hora para além da meia hora suplementar, o que, de facto, de acordo com a lei, não lhe poderia ser concedido”, admitiu Albino Almeida.

E ainda por cima tem a manifesta falta de decoro de ufanar-se que mantém o que disse à TSF – caso fosse verdade a mentira que propalou era verdade e não mentira.

Então é assim: se eu disser que o senhor Albano atenta contra a inteligência humana sempre que se lhe sai um disparate da boca (o que é raro não ser…), mesmo sendo verdade (ou mentira, tanto faz), caso me digam que não sei quê, poderei sempre dizer que me baseei em informações falsas, mas que mantenho o que disse porque se fosse verdade era verdade.

Eu sei que o exemplo não é bem assim, mas é como se fosse, porque se não é poderia ser, apenas não sendo porque não é.

E vice-versa.