Quem sou eu para apontar o dedo, que é raro o teste que não tenha a sua gralhita, com uma letra trocada, duas palavras coladas ou até a numeração das perguntas repetida, fruto dos automatismos bem-intencionados do Word, que eu deixo passar em claro.

Quanto aos posts é o que sabem. A pressa…

Mas complica-me sempre ver exames nacionais com erros factuais. No de História A para o 12º ano (prova 623, p. 6), Mikhail Gorbatchev passou a ser secretário-geral do PCUS e dirige te da URSS de 1985 a 2001.

Desta vez, ao contrário de outro exame (Biologia) em que parece que na versão online o erro era corrigido como se nunca tivesse ocorrido, na versão oficial do exame disponível no site do GAVE é mantido o erro, mas inserida uma nota final – tipo errata – a corrigir o erro, a mando do Júri Nacional de Exames. O que é estranho para quem aterre aqui vindo da Rebordosa do Meio, pois parece que num exame impresso foi possível manter um erro factual e inserir a sua correcção duas páginas depois.

É menos escandaloso do que tentar dar a sensação que o erro não existiu, mas dá a sensação que os alunos dispuseram da emenda quando estavam a fazer o exame, algo que não é totalmente correcto, pois o esclarecimento já foi divulgado mais tarde.

O que também é cursioso é que erros deste tipo – que os há – se repitam, ano após anos, como se o controle de qualidade dos exames fosse algo apenas ligeiramente melhor do que a revisão dos diplomas legislativos produzidos pelo ME.