Não é bem mais um ano, podem ser dois ou três, dependendo do alargamento do ciclo de avaliação
Ministra admite mais um ano de Simplex na avaliação
Conselho Científico para a Avaliação dos Professores diz que processo causou “perturbação” e “desmotivação” nas escolas. Ministra diz que ainda estuda relatórios da OCDE e da Delloitte, mas já fala em prolongar modelo simplificado
A ministra da Educação admite prolongar, por mais um ano lectivo, o modelo simplificado de avaliação de professores, aprovado pelo Governo em Janeiro deste ano. Já o adiamento do processo continua a ser rejeitado “categoricamente”.
A disponibilidade para manter o Simplex surge numa resposta de Maria de Lurdes Rodrigues ao Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP), a propósito de um relatório em que este órgão consultivo alerta para a “perturbação” e “desmotivação” que a avaliação causou em muitas escolas.
No documento, a ministra pede ao CCAP para se pronunciar sobre duas possibilidades: manter o ‘modelo transitório, que deveria vigorar apenas até ao fim deste ano lectivo; ou reactivar o regime de avaliação docente aprovado em 2007 e 2008, retomando a obrigatoriedade das aulas assistidas, as sanções para desempenhos negativos, e itens de classificação polémicos, como as notas e a assiduidade dos alunos.
O que o Ministério fez ontem questão de desmentir “categoricamente” foram notícias no sentido de que poderia “adiar” a avaliação. Isto, apesar de, como noticiou ontem o DN, nesta fase ainda estarem a ser organizadas formações para os avaliadores e enviadas fichas às escolas.
Estranhamente, a hipótese de prolongar o Simplex surge numa fase em que o Ministério discute com os sindicatos alterações ao Estatuto da Carreira (que contempla a avaliação), previstas no “memorando de entendimento” de 2008.
De resto, a própria ministra refere, no documento enviado ao CCAP, estarem em fase de “tratamento e análise” relatórios do acompanhamento do processo de avaliação pedidos à consultora Delloitte e a “uma equipa de peritos” da OCDE, tendo em vista a apresentação de uma proposta às organizações sindicais.
O que não deixa de ser estranho é que existam três estudos sobre um mesmo modelo de avaliação, como se não houvesse confiança em nenhum das encomendas, por si só.
Mas mais anedóticas ainda são as declaração de Maria de Lurdes Rodrigues no final desta peça:
Ainda assim, a ministra considerou ontem que o relatório “vem confirmar” os “elevados níveis de concretização” e de ” exequibilidade técnica” da avaliação.Será que não há limites para a completa incoerência…
(…)
Junho 20, 2009 at 12:04 pm
Já nem ligo…Perdeu a graça. Desceu de Monty Phyton para Fernando Rocha.
Junho 20, 2009 at 12:37 pm
A louca.
Junho 20, 2009 at 12:52 pm
Meus caros…resultado das europeias e tentativa de cultivar cenouras…sabem-na toda estes…
Morfeu
Junho 20, 2009 at 1:23 pm
Eu achei o máximo qdo ela diz que, apesar das críticas do CCAP, o modelo revelou-se positivo no item “exequibilidade técnica”.
Eu gostava de saber o que é a exequibilidade técnica.
A sério que gostava.
Terá a ver com fichas, com plataforma moodle, com páginas da dghre de perguntas/ respostas?
Alguém perceb este conceito?
Junho 20, 2009 at 2:34 pm
#4… Terá a ver com ALUCINOGÉNIOS?
Junho 20, 2009 at 2:39 pm
#5
Excesso de( na fase anarca):
Junho 20, 2009 at 2:54 pm
# 6
Mas ela nunca deixou de ser anarca, no sentido perjorativo do termo…”Revolucionou”
completamente o estado da educação, conduzindo-o ao caos total.
Não acredito em nada que venha deste ME!
Junho 20, 2009 at 2:59 pm
Por que no se calla?
Junho 20, 2009 at 3:31 pm
“O Governo, abalado pela derrota nas europeias, entrou em campanha para as legislativas. Mas escolheu o pior caminho. Se há coisas que merecem elogio neste executivo, uma delas é a coragem de afrontar certas corporações. Ceder agora não valerá os votos dos afrontados – como se viu ontem nas reacções dos professores -, e afastará muitos dos que aplaudiam as medidas. É eleitoralismo puro. E como se viu dia 7, os portugueses sabem bem distingui-lo.”
http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1268087
“Coisas”! “Elogio”! “Coragem”! “Merecem”!
Junho 20, 2009 at 3:36 pm
Esta estratégia é terrível. Consiste basicamente no seguinte: Eu simplifico! E tu que andas prá’i a dizer mal disto?! Diz lá como farias?
Cuidado que a bicha política começou a rabear. Agora é um problema opinar sobre a matéria. A coisa está armadilhada e mesmo com pinças… cuidados com os dedos.