Junho 2009


Liedson renova contrato até Julho de 2013

dk_liedson

Aceitam-se apostas sobre a forma como Maria de Lurdes Rodrigues demonstrará o seu fastio, incómodo, falta de vontade, irritação e demais coisas boas que lhe são habituais nestas ocasiões…

PCP vai obrigar ministra a explicar no Parlamento avaliação para 2009/2010

O PCP anunciou hoje que vai utilizar um pedido de agendamento potestativo para obrigar a ministra da Educação a ir ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre a avaliação dos professores, as alterações à carreira docente e o concurso de recrutamento.

O anúncio foi feito hoje à tarde pelo deputado Miguel Tiago durante a reunião da Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, depois de a maioria socialista ter rejeitado um requerimento do próprio PCP a solicitar a presença de Maria de Lurdes Rodrigues. Toda a oposição tinha votado favoravelmente o requerimento dos comunistas.
(…)
“Significa igualmente a persistência no erro, uma vez que a única solução correcta seria a imediata suspensão do modelo de avaliação e a sua imediata alteração. Esta obstinação do Governo em impor e manter uma solução comprovadamente fracassada acarreta efeitos inaceitáveis para a vida dos professores portugueses”, lê-se no requerimento do PCP entregue na semana passada.

(Mário, como vês, tudo cabe num blogue desde que se queira… no Twitter é que precisavas de umas 100 tuítadas)

Caneças, 30 de Junho de 2009

Exmo. Senhor

Director da Escola Secundária de Caneças,

Venho, por este meio, comunicar a minha decisão de não entregar qualquer documento relacionado com a minha auto-avaliação respeitante ao ano lectivo de 2008-2009. Esta decisão vem na sequência da minha tomada de posição anterior, expressa no facto de não ter entregue os objectivos individuais mencionados no Decreto Regulamentar n.º 2/2008 de 10 de Janeiro. Entendo que a não entrega desses objectivos, inscrita numa contestação do modelo de avaliação imposto aos professores pelo Ministério da Educação e na exigência de que o mesmo seja suspenso, tem como corolário lógico a não entrega da auto-avaliação, sinalizando assim a minha objecção de consciência face a um modelo de avaliação do desempenho que padece dos vícios que passo a expor:

  • É um modelo inteiramente comandado por uma estreita visão ideológica do que deve ser um professor, visão que, nas últimas décadas, dominou a formação dos docentes em Portugal. A sua influência sobre o sistema educativo tem procurado reduzir toda a riqueza, pluralidade e complexidade do trabalho docente a um formato único, definido por pedagogias pretensamente «novas», e o seu resultado tem-se traduzido, quase sempre, pelo declínio acentuado dos níveis de exigência e de rigor nos procedimentos de ensino. Esse declínio tem, de resto, a sua ilustração no escandaloso facilitismo que marcou os exames nacionais neste ano lectivo como no anterior.
  • O citado modelo de avaliação pretende quantificar, de forma absurda e hiperburocratizada, uma série de comportamentos e de actividades cujo carácter eminentemente qualitativo não cabe em fórmulas aritméticas. Só uma mentalidade tecnocrática, infelizmente instalada nos decisores ministeriais e nos ideólogos da educação, imagina que grelhas quantificadoras conseguem captar, com fidelidade, aquilo que um professor investe no processo educativo.
  • Pelo que foi dito acima, o modelo de avaliação do desempenho docente concebido pelo Ministério revela-se impróprio para reconhecer a genuína excelência de um professor, a qual se afere, acima de tudo, pela capacidade de, no acto de comunicação dos saberes, marcar e transformar duradouramente os alunos com as perspectivas de desenvolvimento individual que esse acto lhes pode abrir. Esta dimensão fundamental da relação pedagógica prima pela ausência no referido modelo, pois a ideologia que o informa é totalmente incapaz de a apreender.
  • Na sua versão original, consubstanciada no Decreto supracitado, o modelo de avaliação está ideologicamente orientado para converter o professor num fabricante de sucesso escolar artificial, mistificação produzida para inflacionar estatísticas que em nada correspondem aos saberes efectivos dos alunos. Desse modo se agrava, ano após ano, a crescente tendência para que os alunos concluam o seu percurso escolar mutilados por ignorâncias e iliteracias várias, as quais só não são maiores porque muitos professores continuam a fazer o seu trabalho à margem das doutrinas congeminadas pelos “especialistas” ministeriais.
  • A avaliação dos professores, consagrada neste modelo, releva de uma lógica de poder própria do mundo empresarial, apostada em aumentar o controlo sobre funcionários proletarizados e em punir os comportamentos classificados como desviantes ou improdutivos, mesmo quando estes conduzem a um enriquecimento das práticas sociais com sentido emancipador. Tal lógica, já de si perversa pelo tipo de relações de poder que insinua no espaço laboral, é absolutamente estranha ao cariz cooperativo que deveria pautar o relacionamento entre os diversos agentes do espaço pedagógico.
  • Na versão que lhe foi introduzida pelo Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009, o modelo transformou-se em pouco mais do que uma farsa, abrindo a porta para que os professores sejam, na sua grande maioria, avaliados pelo cumprimento de funções meramente burocráticas, extrínsecas à sua prática lectiva, numa estratégia de mera sedução daqueles que têm demonstrando a sua revolta e indignação. Essa estratégia não visa mais do que obter vantagens político-eleitorais para o actual governo, sem qualquer intenção de melhorar as práticas educativas ou de premiar o mérito – mérito cuja definição está, de resto, presa da ideologia tecnocrática que denunciei atrás.
  • O modelo de avaliação, mesmo na versão dita «simplificada», assenta num sistema profundamente injusto de quotas para as classificações mais elevadas, que sabemos agora ser único em toda a União Europeia e ao qual a própria Ministra da Educação atribuiu, recentemente, um cunho apenas provisório – contrariando, assim, todo o discurso com que, meses antes, quis legitimar esse sistema. Provisória ou não, a imposição de quotas mostra-se desprovida de racionalidade no plano pedagógico, e surge sem outro fim que não seja o obstáculo artificial para a progressão na carreira, com o intuito de preservar a desvalorização salarial dos professores.
  • A implementação deste modelo de avaliação pretende reforçar a divisão da carreira docente entre professores titulares e não titulares, uma divisão que também não possui equivalente na maior parte dos países europeus e que só vem inserir assimetrias e desigualdades entre os professores para as quais não existe um fundamento científico-pedagógico plausível. A injustiça que pesa sobre tal divisão é agravada pelo facto de a mesma ter sido inaugurada por um concurso baseado em critérios absurdos, valorizando, acima de tudo, o exercício de cargos de natureza administrativa e não pedagógica, cobrindo apenas sete anos de carreiras profissionais longas e ricas, e penalizando situações de doença obviamente não imputáveis aos candidatos, o que levou a que muitos professores experientes e válidos fossem preteridos, no acesso à titularidade, a favor de colegas com currículos globais francamente inferiores.
  • A aplicação do modelo de avaliação em causa fica, por conseguinte, dependente de avaliadores seleccionados da forma referida no ponto anterior, a que acresce o facto de grande parte deles não ter habilitações especiais nem qualquer formação efectiva para avaliar colegas de profissão – um argumento que, no entanto, deve ser relativizado, tendo em conta que tal formação se destina a ser efectuada no âmbito das já referidas ideologias pedagógicas que são, em grande medida, responsáveis pelo desastre a que chegou o sistema de ensino em Portugal.

Tudo isto me leva, pois, a manifestar a minha completa indisponibilidade para colaborar em qualquer fase deste processo de avaliação no que toca ao meu desempenho individual. Faço-o, como já disse, num espírito de objecção de consciência e não porque a auto-avaliação me suscite receio ou relutância. Devo, contudo, sublinhar que, no modelo em vigor bem como no anterior, a figura da auto-avaliação é um convite para o encómio em causa própria, rotineiro e inconsequente, e não para uma reflexão séria sobre o trabalho produzido, acabando por constituir, assim, mais um instrumento inócuo, a somar a todos aqueles que as modas pedagógicas dominantes nos tentam inculcar.

Concluo este texto, sublinhando justamente a seriedade que me leva a assumir esta escolha. A minha ética profissional, feita de rigor e de exigência para comigo mesmo, que sempre acompanhou os meus vinte e três anos de entrega à actividade de professor, permite-me encarar, com serenidade, as consequências que possam advir da tomada de posição aqui enunciada. É, aliás, em nome dessa ética que considero ser um dever de consciência não participar num modelo iníquo que o Ministério da Educação insiste em impor, contra toda a razão, às escolas e aos professores deste país.

Mário Artur Borda dos Santos Machaqueiro

(Professor de Filosofia no Quadro de Nomeação Definitiva

da Escola Secundária de Caneças)

CAVACO FEZ UMA PLÁSTICA

Cavaco Silva já não é o político que me habituei a respeitar e admirar enquanto Primeiro Ministro.

O actual Presidente da república, que, antes, rejeitava, não só por princípio, mas também por temperamento, maquilhagens políticas de toda a espécie, deixou-se, infelizmente, resvalar para a pior das ortodoxias da política tradicional – o fingimento.

Por isso, Cavaco banalizou-se como político, sendo hoje, tal como a maioria dos políticos, alguém que se serve da política para atingir ambições pessoais. O político sério, que era antes, virou um político “a sério”: um político que exercita gestos, falas e sorrisos com o exclusivo intuito de ficar bem na fotografia.

Aquele Primeiro Ministro de expressão permanentemente crispada e séria, que cortava a direito, exclusivamente preocupado em salvaguardar o interesse nacional, “morreu” desde que se apercebeu da sua impotência para continuar a regeneração do país.

Se reformou bem a economia e as finanças foi porque esse era o domínio do seu saber. Mas a saúde, a justiça e a educação continuaram em progressiva degradação, tendo atingido o clímax degenerativo com o governo de Sócrates. Todavia, foi a partir da derrota com Jorge Sampaio, nas primeiras eleições presidenciais, a que se candidatou, que Cavaco Silva mais se modificou como político.

Cavaco não digeriu nada bem a derrota. Tê-la-á sentido como uma espécie de ingratidão popular. E, aconselhado, ou não, percebeu que não lhe bastava a aura de bom ex-primeiro ministro para alcançar o sonho de ser presidente da república. Era preciso mais para, caso se candidatasse de novo, conseguir a vitória.

E foi assim que o rosto sério e crispado de Cavaco Silva começou a rasgar-se em sorrisos; foi assim que o começámos a ver, com ar informal, a abocanhar bolo-rei, sem o mínimo recato; foi assim, que a metamorfose se deu.

E a verdade é que Cavaco venceu, na sua segunda candidatura presidencial. O que teve um efeito de reforço na sua atitude de transformação plástica. A partir daí nunca mais o homem sério deixou de se distanciar da sua anterior imagem de marca. A partir daí, o espelho tem sido o melhor “assessor” de Cavaco ( e o  acessório que mais o acompanha), sempre à sua beira, para, no momento oportuno, lhe mostrar o rosto, que ele vai alterando, ao sabor das circunstâncias.

E tem sido assim em toda a legislatura de Sócrates.

Ora vimos um presidente despreocupado com o tremendo atropelo constitucional que foi o novo estatuto dos professores; ora o vimos quase possesso com a insignificante questiúncula política levantada pelo estatuto dos Açores; ora deixou passar legislação decisiva que iria afectar a vida dos portugueses; ora vetou leis e decretos de “lana caprina”.E, continuando a sua inacreditável metamorfose política, vemo-lo agora a fazer de conta que quer eleições separadas.

Mas será verdade que o Presidente da República quer mesmo eleições separadas?

Eu acho que não. E por duas razões:

Em primeiro lugar, porque Cavaco adoraria fazer a vontade ao PSD, e sobretudo, à sua amiga, Ferreira Leite, que as pretendiam no mesmo dia.

Em segundo lugar, porque seria favorável ao interesse nacional que as eleições fossem em simultâneo, visto a despesa pública ser muito menor. E todos sabemos que Cavaco, não fosse o seu projecto pessoal falar mais alto, não deixaria de ser sensível a essa poupança.

O que me leva à inevitável conclusão que, mais uma vez, o Presidente da República não agiu em conformidade com o que seria melhor para o país, pelo mero interesse egoísta de continuar no poder, a todo o preço.

Cunha Ribeiro

Ao Conselho Pedagógico

Ser-se avaliado em Professor Excelente não é a mesma coisa que ser-se um excelente professor.

E não é fácil, um professor ser avaliado em EXCELENTE!

É difícil, muito difícil mesmo e, numa escala de valores, ser EXCELENTE é ainda mais do que ser-se MUITO BOM. Eu disse mesmo M-U-I-T-O–B-O-M; não disse BOM.

Ser-se portanto EXCELENTE é o mesmo que ser-se perfeito, distinto, notável, admirável, brilhante, magnífico, óptimo. São sinónimos que o qualificam extraordinariamente, que o qualificam como O MELHOR de entre aqueles que já são MUITO BONS.

Tal como o Ministério preconiza, os professores titulares têm obrigação de ter as maiores responsabilidades nas escolas porque os considera melhores que os outros; então, também deve caber aos professores EXCELENTES serem os mais responsáveis em todo o processo ensino/ aprendizagem e em todas as funções e tarefas do contexto escolar.

E se um professor titular, de acordo com o ministério, já é do melhor que existe numa escola, então, um professor Titular Excelente é muito mais! Além de distinto, perfeito, admirável, notável, brilhante, magnífico e óptimo, ainda tem mais um atributo: ser TITULAR. Este título não é para muitos!

E, mesmo, ser-se apenas EXCELENTE já haverá poucos, muito poucos!

Posto isto, gostaria de propor para análise aos colegas deste Conselho Pedagógico o seguinte: aos professores que, nesta fase, forem avaliados em EXCELENTE, sejam eles titulares ou não, deverão, a partir do próximo ano lectivo, leccionar as turmas mais «difíceis» da escola, bem como direcções de turma e cursos que só eles, pelas suas reconhecidas qualidades evidenciadas neste rigoroso processo que tem sido a avaliação de desempenho docente, serão capazes de resolver ou minimizar problemas da melhor forma, contribuindo, assim, para que a escola seja também melhor. O rigor desta avaliação deu-lhes esse direito. É por isso que vão ser beneficiados na pontuação para concursos, no concurso para titulares, em prémios pecuniários, … É por serem EXCELENTES, por serem os MELHORES DOS MELHORES, por serem perfeitos, distintos, notáveis, admiráveis, brilhantes, magníficos e óptimos que devem mostrar aos outros como se deve fazer.

Não é pois justo nem razoável que a escola deixe escapar este capital de conhecimentos mantendo os restantes professores com turmas difíceis e funções e tarefas complicadas, aparentemente bons professores, é verdade, mas incapazes de evidenciar os dotes que, em rigor, os professores EXCELENTES foram capazes de demonstrar nesta avaliação criteriosa dirigida ao desempenho de cada docente.

Certo da melhor atenção dos colegas e consciente da importância desta análise, solicito que, após reflexão devida, esta proposta baixe aos Departamentos e deles seja considerado o conjunto de opiniões formuladas.

Francisco Teixeira Homem, professor titular

De novo a Escola Secundária João Gonçalves Zarco a motivar um mail enviado para vários blogues com o pedido de divulgação.

O triste nisto é o medo que se (pres)sente nos pedidos de anonimato. O receio de represálias é uma coisa que faz doer a alma.

É lamentável que um apelo à liberdade tenha de ser feito assim, mas compreende-se que os tempos que se vivem andam terrivelmente perigosos.

ZarcoObviamente que o espaço deste blogue – seja nos comentários ou através de texto para publicação em post – está aberto ao contraditório acerca deste ou qualquer outro assunto.

Aberta a contraditório, fica aqui uma exposição, anónima por razões que se compreenderão, da situação vivida no Agrupamento de Escolas de Gondifelos.

A Escola Básica Integrada de Gondifelos (posteriormente Agrupamento de Escolas de Gondifelos ) tem cerca de 18 anos de existência, inicialmente como secção da Escola Júlio Brandão. Foi um dos Agrupamentos que fez parte do Projecto-Piloto da Avaliação Externa e em sequência disso, foi uma das vinte e duas escolas que em Outubro de 2007 assinou um Contrato de Autonomia com o Ministério da Educação.

O Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Gondifelos foi reeleito para o triénio 2007/2010 no dia 25 de Junho de 2007 com tomada de posse a 20 Julho.

Em Abril deste ano foi aberto concurso para « Director » ao abrigo do Dec.-lei 75 / 2008. O prazo das candidaturas terminou a 24 de Abril e nesta data foi recebida uma única candidatura de uma pessoa externa ao Agrupamento (já para se conseguir uma lista de professores candidata para o Conselho Geral Transitório foi um problema e só depois de duas tentativas!)

Esta única candidatura, e depois de todos os procedimentos previstos, foi rejeitada por unanimidade do Conselho Geral Transitório, sem ter ido sequer a votação. A fundamentação para esta rejeição baseou-se na falta de condições necessárias para ser eleita Directora do nosso Agrupamento que tem um percurso único e características muito próprias. Além disto, a candidata foi opositora a quase todos os concursos das Escolas de V. N. Famalicão, tendo apresentado sempre o mesmo Plano de Acção / Projecto de Intervenção.

Esta decisão do Conselho Geral Transitório consta de uma acta datada de 15 de Maio onde também se lê que deveria ser nomeada uma Comissão Administrativa constituída por professores do Agrupamento. Tudo isto foi comunicado de imediato à DREN que nunca deu resposta, apesar das várias tentativas telefónicas feitas pela Presidente do Conselho Geral Transitório, que acompanhada do Presidente do Conselho Executivo tentou também ser recebida pessoalmente pelo Director Regional Adjunto, sem o ter conseguido.

Na passada 5ª feira, dia 25 de Junho a Escola recebeu um telefonema do prof. Jonas Maciel dando-nos conhecimento de que tinha sido nomeado Presidente da Comissão Administrativa Provisória do nosso Agrupamento, por um ano. Só no dia seguinte, 26 de Junho, a Escola recebeu comunicação escrita da DREN nomeando a pessoa atrás referida e mais duas outras pessoas que não pertencem também ao Agrupamento. Esta equipa de três elementos ( e ainda uma quarta pessoa que por coincidência foi destacada na mesma data para a DREN ) corresponde exactamente ao ex-Conselho Executivo da Escola Secundária Camilo Castelo Branco.

Reconhecemos a longa experiência em gestão escolar das pessoas nomeadas, mas ao nível do ensino secundário. O Ensino Pré-Escolar e o 1º Ciclo em particular,tem especificidades muito distintas do secundário, já para não falar no total desconhecimento da nossa realidade enquanto Agrupamento. O professor Jonas Maciel perdeu a eleição para Director da Camilo e como recompensa foi nomeado Presidente da Comissão Provisória de Gondifelos, escola cujo projecto desconhece na totalidade.

Ninguém foi tido nem achado sobre esta nomeação, nem mesmo a Equipa de Apoio às Escolas de Barcelos. Além disto, o Presidente da Comissão Administrativa Provisória irá tomar posse já na próxima 4ª feira, dia 1 de Julho, sem que tenha havido aviso prévio ou nos tenham auscultado sobre a oportunidade da data. O ano lectivo ainda não terminou e há um sem número de tarefas de natureza administrativa e pedagógica que ainda não concluímos, para além de nem nos ser dado tempo útil para desocupar e arrumar os gabinetes e os armários que são/foram do Conselho Executivo.

É inacreditável e lamentável esta atitude da DREN e por isso achamos que esta situação deveria ser denunciada.

Caro Paulo Guinote,

Gostaríamos de chamar a sua atenção para uma situação que está em vias de se concretizar e de que ninguém parece ter conhecimento: para além das TEIP, seguem-se aqueles que há anos estão nas escolas profissionais, com horários completos, sem terem ido a concurso, com direito a indemnizações caso sejam dispensados e que nem ao Ministério da Educação pertencem (têm contratos do ensino particular e cooperativo)…

Se esta situação se concretizar (como parece que está prestes a acontecer) estas pessoas vão ultrapassar os contratados do ministério, os QZP e, se ninguém se mexer, vão entrar em Quadro de Agrupamento… é óbvio que quando se der por isto é tarde para mudar!

Gostaria que divulgasse o que está a acontecer.

Obrigada,

Remetente devidamente identificado(a)

Pronto, também eu – para não ficar atrás de alguns sindicatos – quero facultar elementos para que os colegas não sintam o sufoco destes dias, para isso usando o contributo da Isabel G. e da sua forma de preencher a ficha de autoavaliação:

01 – Como avalia o cumprimento do serviço lectivo e dos seus objectivos individuais estabelecidos neste âmbito?

Excelente. Cumpri o dever de assiduidade que abrange todos os funcionários do Estado e que sempre foi o meu objectivo individual.

02 – Como avalia o seu trabalho no âmbito da preparação e organização das actividades lectivas? Identifique sumariamente os recursos e instrumentos utilizados e os respectivos objectivos.

Excelente. Utilizei os recursos necessários à programação das aulas de modo a promover a formação e realização integral dos alunos, estimulando o desenvolvimento das suas capacidades, a sua autonomia e criatividade.(art. 10ºA alínea b) do ECD)

03 – Como avalia a concretização das actividades lectivas e o cumprimento dos objectivos de aprendizagem dos seus alunos? Identifique as principais dificuldades e as estratégias que usou para as superar.

Excelente. As dificuldades foram superadas organizando e gerindo o processo ensino-aprendizagem, adoptando estratégias de diferenciação pedagógica susceptíveis de responder às necessidades individuais dos alunos. (artº 10ºA alínea d) do ECD)

04 – Como avalia a relação pedagógica que estabeleceu com os seus alunos e o conhecimento que tem de cada um deles?

Excelente. Tenho o conhecimento suficiente e necessário de forma a respeitar a sua dignidade pessoal e as suas diferenças culturais valorizando os diferentes saberes e culturas, prevenindo processos de exclusão e discriminação (art. 10ºA alínea a) do ECD) e promovendo o desenvolvimento do rendimento escolar dos alunos e a qualidade das aprendizagens, de acordo com os respectivos programas curriculares e atendendo à diversidade dos seus conhecimentos e aptidões (art. 10ºA alínea c) do ECD)

05 – Como avalia o apoio que prestou à aprendizagem dos seus alunos?

Excelente.

06 – Como avalia o trabalho que realizou no âmbito da avaliação das aprendizagens dos alunos? Identifique sumariamente as instrumentos que utilizou para essa avaliação e os respectivos objectivos.

Excelente. Foram usados os instrumentos de avaliação definidos nas reuniões de grupo adequando-os às exigências do currículo nacional, dos programas e das orientações programáticas e curriculares, adoptando critérios de rigor, isenção e objectividade na sua correcção e classificação (artº 10ª alínea f do ECD)

(…)

09 – Como avalia o seu contributo para a vida da escola e em particular a sua participação nos projectos e actividades previstos ao nível da escola/agrupamento e da turma (designadamente, no 1.º ciclo, na supervisão das actividades de enriquecimento curricular)? Identifique as actividades que dinamizou e/ou em que participou.

Excelente. Colaborei com todos os intervenientes no processo educativo, favorecendo a criação de laços de cooperação e o desenvolvimento de relações de respeito e reconhecimento mútuo, em especial entre docentes, alunos, encarregados de educação e pessoal não docente. (art 10º ponto 2 alínea c))

10 – Como avalia a sua participação nas estruturas de orientação educativa e nos órgãos de gestão e o contributo que deu para o seu funcionamento?

Excelente. Colaborei, de forma activa, nas reuniões de departamento. Cooperei com os órgãos de gestão sempre que solicitada.

11 – Como avalia o estado de actualização dos seus conhecimentos científicos e pedagógicos e a sua capacidade de utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação?

Excelente. Actualizo e aperfeiçoo os meus conhecimentos, capacidades e competências, numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida, de desenvolvimento pessoal e profissional e de aperfeiçoamento do meu desempenho. (artº 10, ponto 2 alínea d) do ECD). Excelente capacidade para a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação

.12 – Refira as acções de formação contínua realizadas e a classificação nelas obtida e avalie o contributo de cada uma delas para o seu desempenho profissional

Não realizei nenhuma acção de formação.

13 – Identifique sumariamente as suas necessidades de formação e de desenvolvimento profissional

Formação em Educação de Adultos.

14 – Como avalia a relação que estabeleceu com a comunidade e o cumprimento dos seus objectivos individuais definidos neste âmbito?

Excelente.

15 – Este espaço destina-se a permitir aos coordenadores de departamento curricular e aos professores titulares com funções de avaliação fazer a auto-avaliação do exercício das funções de coordenação e/ou avaliação. Permite ainda a todos os docentes adicionar elementos complementares que considere relevantes para a sua auto-avaliação

Cumpri, na sua generalidade, os deveres consignados no ECD nos artigos 10º, 10ºA, 10ºB e 10ºC.

2469a

(c) Antero Valério

Recebi há pouco minutos estes dois documentos, de que retirei a autoria (não foi quem mos enviou), acompanhados com o seguinte mail:

Aos Dirigentes e Delegados Sindicais:

Caros Colegas,

Chegado o momento da maioria dos professores proceder à entrega da sua ficha de auto-avaliação e tendo em atenção as dúvidas que nos têm sido colocadas, face a esta fase da A.D.D. bem como à formação contínua, resolvemos elaborar alguma informação que vos possa ser útil, não só para vosso uso pessoal mas também para divulgação e esclarecimento aos restantes colegas da vossa escola.

Espero que a informação seja útil e ajude a minimizar o “sufoco” que estes momentos possam causar.

Qualquer dúvida que subsista, cá estaremos para, na medida dos nossos conhecimentos, esclarecermos.

Abraço.

Lamento mas isto é …

Só me apetece mandar esta gente, que deveria dar o exemplo contra o sufoco, dar uma imensa volta ao bilhar grande.

Anexos:
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE

Formação contínua para o ciclo de avaliação-1

Pearl Jam, Last Kiss (numa versão, no mínimo, memorável para quem lá esteve…)

Deloitte2

Confesso que tenho dificuldade em perceber a diferença entre um estudo de benchmark(ing) e um estudo comparativo normal, tirando o facto de ser escrito em inglês very technical.

O que o ME nos traz agora, embora com data de Abril (onde andou estes dois meses???), é o sumário executivo de um estudo que não conhecemos na sua totalidade (nem surge referenciado na página da Deloitte cá do burgo)  e que nesta versão curta deixa cair uma das principais (e mais polémicas) constatações, ou seja, que lá fora não há quotas para o acesso ao topo da carreira docente.

A coisa transpirou para a imprensa há uns dias, mas agora desaparece no éter ou algo parecido. Aliás, a apresentação no site do ME destes dois sumários executivos da Deloitte é uma peça fabulosa de spin.

Quanto ao que agora nos é dado de mão beijada, muitas reservas se levantam em matéria de metodologia.

  • Antes de mais é feito um estudo comparativo entre o SIADAP e o modelo de ADD que nele se inspirou que é mais ou menos o mesmo que comparar a Mona Lisa com a Gioconda. O que eu gostava mesmo era de ver um estudo comparativo, desculpem lá, um benchcoiso com os modelos de avaliação do desempenho de empresas privadas de sucesso (não estou a falar do BCP, obviamente…). Comparar as diferenças entre irmãos gémeos, mesmo se gémeos dizigóticos, não é o melhor método de comparar a diversidade humana.
  • Em seguida é escolhido um lote de países tidos como representativos das várias regiões da Europa, o que me parece irrelevante, sendo de muito mais interesse fazer a comparação com os países com melhores desempenhos em estudos comparativos internacionais. por exemplo, nos resultados do PISA 2006, Portugal encontrava-se em 37º lugar no desempenho na área das Ciências. A Deloitte usou os sistemas de avaliação de professores da Finlândia, Estónia, Coreia, Canadá, Hong-Kong ou Macau (!!!) que ocupam os primeiros lugares da tabela? Não, usou a Holanda (mesmo assim um 11º lugar), a Inglaterra (21º lugar), a Polónia (23º lugar) e a França (32º lugar). É impressão minha ou esta selecção de base geográfica faz pouco sentido? Não seria melhor estudar os que apresentam melhores resultados? É só uma ideia…

O sumário executivo encontra-se disponível, mas desde logo é interessante analisar a amostra usada e o método do estudo que se quer apresentar como externo:

Deloitte

Vejamos:

  • O guião para a recolha de informação foi validado pelo ME, assim como a sua estrutura e o «fluxo processual».
  • As escolas foram seleccionadas pelas DRE.
  • As escolas seleccionadas tinham de ter o modelo implementado em curso.
  • As 9 escolas seleccionadas são apresentadas como representativas da diversidade das escolas nacionais.

OK. Não é um estudo tipo-OCDE, mas para lá caminha a passos largos. Deixem-me adivinhar… são escolas com directores com assento no CCAP ou declarados defensores do modelo de ADD?

E já agora um pormenor… todos os participantes no estudo tiveram de assinar uma declaração emc omo não diziam nada cá para fora sobre este maravilhoso estudo?

Dez mil cirurgias ao cancro feitas fora do prazo

Utente morreu por falta de assistência médica

Centro de Saúde de Ferreira do Alentejo encontra-se há três dias sem médico

Recebi um mail, reencaminhado, de um colega que defende a entrega da ficha de autoavaliação com base nos argumentos da lógica custo/benefício.

Apeteceu-me reproduzi-lo, mas depois achei melhor não, porque me poderia apetecer comentar de forma demasiado cortante.

Podem argumentar de muitas maneiras , que eu aceito como boas e legítimas. Mas com base na lógica do tostanito aforrado ou a aforrar custa-me um pouco a aceitar, porque me parece que as convicções ficam à venda por umas centenas de euros.

Tanto pior se for de alguém que depois acuse de economicistas as políticas educativas deste Governo.

Já agora, boa parte do meu dia de hoje vai passar-se a elaborar um documento a explicar porque não entregarei amanhã dita ficha e aquilo que pretendo entregar, como balanço do ano lectivo, quando as minhas actividades deste ano estiverem concluídas para efectivo balanço.

Manuela também quer “rasgar” na educação

A exactamente três meses das eleições legislativas, o debate político vai-se centrando em torno das opções programáticas do PS e do PSD para a próxima legislatura. Manuela Ferreira Leite quer “rasgar” o essencial do programa de obras públicas. Mas não só: prepara-se também para inverter prioridades no sector da educação. Menos estatística, mais exigência.
(…)
Outro dos campos de reforma profunda deverá ser na educação. O PSD votou no Parlamento, com o resto da oposição, pela suspensão do novo regime de avaliação dos professores. E também, por várias vezes, acusou o Governo de Sócrates de estar obcecado com as estatísticas do insucesso e do abandono escolar, desguarnecendo a exigência sobre os alunos. Um programa do PSD deverá incluir uma reforma curricular profunda de forma a inverter as prioridades.

Não chega desfazer o mal feito, embora já seja um passo no caminho certo. Importa conhecer as alternativas. Começa a ser já um pouco tarde…

Ministério admite ter dado informação errada sobre negociações do calendário escolar

O assessor do ministério da Educação, que a FENPROF acusou sábado de ter mentido, assumiu hoje ter dado uma informação “errada” sobre as negociações do calendário escolar, mas justificou o incidente como um “equívoco”.

Este homem não cessa de nos maravilhar com o alcance da sua perspicácia:

3ª travessia no Tejo dava para 30 no Douro

Luís Filipe Menezes afirmou este domingo que “o investimento previsto na construção da terceira travessia do Tejo dava para construir 30 pontes no Douro.

Os cidadãos que todas as manhãs penam em intermináveis filas nas pontes da Arrábida, do Infante e do Freixo deviam lembrar-se disto e rebelar-se contra esta situação”.

Para além de que o Douro já tem 431 pontes.

E nem vale a pena falar nas derrapagens de custos por aquelas bandas. Se a sul a derrapagem é 150%,  norte normalmente é de 300%, ou algo assim.

Tindersticks, A Night In

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