Maio 2009


Em defesa da docente acusada:

A professora de Espinho e o Eurojust – o contexto da Srª Ministra

Crucifiquem-na!!!

As frases começam por “já agora”?

Albino Almeida certo de que o ano lectivo vai arrancar sem professores de Espanhol

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida, responsabilizou hoje a Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL) “pela mais que certa falta de professores de Espanhol em todas as escolas do país, no início do próximo ano lectivo”.

O quarto mosqueteiro está de volta.

Ontem o relatório final da petição foi aprovado na Comissão de Educação.
O relatório segue em anexo.
A petição vai ser agendada para ser discutida em plenário.
Salienta-se do relatório a enumeração dos deveres dos pais citados do  Estatuto do aluno.
A presença desse conteúdo poderá parecer que desvaloriza a utilidade  da proposta da petição mas antes pelo contrário destaca-a. Na verdade  todos aqueles deveres não correspondem a uma qualquer sanção nos casos  de incumprimento.
É muito curiosa a referência à obrigação de vinda dos pais à escola em  caso de processo disciplinar ao aluno: e que acontece se não vierem?
Esse é o problema que dá origem à petição.
Assim o relatório evidencia pelo conteúdo a questão que se levanta.
Chegados a este ponto e para lá da questão simbólica do debate em  plenário estamos no fulcro do problema. Há 2 projectos pendentes do BE  e PCP sobre Estatuto do Aluno (portanto há oportunidade de legislar) e  acima de tudo há a possibilidade de cada deputado exercer as suas  funções e fazer propostas sobre este assunto.
Agradeço a todos o contributo para se chegar a este ponto.
Para a Escola Pública será muito importante se algo mais se produzir  deste esforço de sensibilização mas agora já não depende de quem  escreveu ou assinou a petição: está nas mãos do órgão mais abrangente  e representativo do nosso Regime Democrático e há que ter esperança  que em plenário o debate consolide a ideia de que não se pode  continuar a ter textos legais bonitos que afirmam deveres  inconsequentes e insusceptíveis de sanção em casos de incumprimento.

Obrigado a todos

Luís Sottomaior Braga

PS: A SIC iria emitir ontem uma reportagem sobre este ponto de  situação da petição.
Do que me informam pessoas que tem tempo de ver notícias não saiu. A  agenda noticiosa estava ocupada com outros assuntos, com certeza mais  importantes.

Anexo: Relatório final petição respon pais.

Recebi por mail do Ricardo Silva e confirmei nos blogues da APEDE e do MUP a seguinte notícia:

O PSD marcou para hoje um debate de actualidade no Parlamento sobre Educação para pedir “bom senso” ao Governo nas negociações do Estatuto da Carreira Docente, disse à agência Lusa o líder parlamentar social-democrata.

“Marcámos este debate de actualidade para que o Parlamento faça um ponto da situação e apelo ao bom senso do Governo no sentido da pacificação das escolas”, justificou Paulo Rangel.

Segundo o líder parlamentar do PSD, “seria importante que nas negociações do Estatuto da Carreira Docente o Governo se aproximasse das posições dos professores” e aceitasse “o fim das quotas” para promoção na carreira e “o fim da distinção entre professor titular e professor não titular”.

Paulo Rangel lembrou que “os professores têm pré-avisos de greve para a semana e têm uma manifestação marcada para 30 de Maio”, o que apontou como prova de que “continua a haver um forte conflito entre os professores e o Governo” que deve ser resolvido antes do fim deste ano lectivo.

Esta iniciativa parece decorrer de uma reunião recente tida por alguns movimentos independentes de professores (APEDE, MUP, PROmova) com o grupo parlamentar do PSD e ´´e bem-vinda embora eu ache bastante mais importante que o PSD apresente as suas propostas alternativas do que meramente interpelar o Governo nesta matéria, coisa já por demais feita, recorrente e sem resultados palpáveis.

Seria interessante saber o que o PSD pretende apresentar ao eleitorado em matéria de Educação, nomeadamente quanto ao modelo global do sistema de ensino (ciclos de escolaridade, currículos), se o modelo de gestão é para manter (e eu aposto que é, porque já vejo muita gente toda contentinha do vermelho ao azul e não apenas rosa ou laranja), o que é proposto em termos de carreira e avaliação dos docentes.

Criticar a farsa da avaliação-simplex já não chega, porque todos sabemos o que é. Falta algo mais. E as eleições são já a seguir…

Associação de Professores de Matemática satisfeita com provas de aferição

A Associação de Professores de Matemática considera que as provas de aferição do 4º e 6º ano realizadas hoje denotam uma “evolução positiva” por comparação à de anos anteriores tanto no que respeita ao “equilíbrio entre” questões mais directas e outras que apelam a respostas mais elaboradas, como ao grau de dificuldade geral da prova e aos conteúdos.

“Bem estruturada, adequada ao nível dos alunos”, frisou Margarida Abreu, professora do 2º ciclo.

Será que estão a pensar na questão 4.2 em que se pedia que os alunos, na prática, soubessem somar 4+1?

Governo não vai suspender processo de avaliação

O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, afastou hoje qualquer possibilidade de suspensão do processo de avaliação de desempenho dos docentes, conforme solicitado pela Plataforma Sindical de Professores.

“A suspensão da avaliação está absolutamente fora de causa”, disse o governante aos jornalistas depois de ter recebido uma delegação da Plataforma Sindical, que lhe entregou um abaixo-assinado com mais de 40.000 assinaturas pedindo esta medida e uma revisão “efectiva” do Estatuto da Carreira Docente.

O secretário de Estado garantiu que as escolas estão a ser apoiadas para concluírem o processo de avaliação de desempenho “com a maior tranquilidade”.

Para o porta-voz da plataforma, Mário Nogueira, foi politicamente relevante ter sido Jorge Pedreira a receber o documento.

“Do ponto de vista político tem algum significado termos sido recebido pelo secretário de Estado Adjunto”, afirmou Mário Nogueira à saída do encontro.

Jorge Pedreira, por seu lado, declarou que tem estado “disponível para receber os sindicatos” quando entregam abaixo-assinados: “Este é pelo menos o terceiro que recebo”.

Apesar das posições divergentes sobre a carreira dos professores, o secretário de Estado disse que o Governo continua empenhado neste processo negocial e que já apresentou medidas que irá, “em breve”, concretizar em articulado para entregar aos sindicatos.

Ocorre-me uma palavra que define tudo o que penso acerca disto: TRETA.

Bdia1

Lá vou eu a caminho de uma vigilância. Tédio. Desespero por os ver falhar questões de cacarácácá. Ainda não é desta que levo o megafone para as instruções.

Eis uns dados sobre a estrutura da prova. Não sei se sairá a tabuada dos 7. No meu tempo era difícil. Pelo menos até à 2ª classe.

PAMat

Kings of Leon, King of the Rodeo

Este post no Educação S. A. levanta uma questão interesante sobre os dois pesos e duas medidas acerca da utilização de gravações incriminatórias.

Mas até prova em contrário ou a favor, eu mantenho que prefiro uma gravação à sorrelfa que permita provar algo do que não gravar ou não admitir a coisa como prova. Porque a argumentação valentina é demasiado semelhante.

E é assim que eles se escapam.

Como na questão dos vínculos, há PCE/Directores com um especial prazer em não sei o quê, a coberto da DGRHE:

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UM PRESIDENTE QUE NÃO AGE NEM SAI DE CIMA

Cavaco Silva faz-me lembrar Artur Jorge (treinador de futebol) que, raramente, levantava o “rabo” do banco.

Mesmo que a equipa jogasse e empolgasse, marcasse golos e vencesse, Artur Jorge não descolava um milímetro do banco, nem para incentivar, nem para festejar . Se a equipa jogasse mal, não marcasse qualquer golo, e perdesse, Artur Jorge permanecia, inerte e imóvel como uma estátua. Triste? Não, esfíngico.

Pois é esta mesma imagem de ser humano frio, impassível, inactivo, inoperante, numa palavra, esfíngico, que formei de Cavaco Silva desde que se vestiu de Presidente da República. E, cada vez mais, essa imagem de lésmica inoperância se apodera de mim.

Artur Jorge via a equipa a jogar mal? Não importava. Permanecia irritantemente sentado até ao final do jogo. Quem quisesse que andasse, que corrigisse, que berrasse. A ele bastava cofiar, levemente, o farfalhudo bigode.

Cavaco Silva vê o Governo fazer asneiras? Não tem importância. As asneiras são para se fazer, e Cavaco não muda de atitude por causa de asneiras dos outros. O que é preciso é voltar a ser eleito. O resto é conversa.

Artur Jorge até podia , mesmo sentado, tirar da equipa os jogadores mais cansados. Mas não. Deixava arrastar a rapaziada até ao fim, com a língua de fora, a cambalear. Mesmo que a equipa sofresse e perdesse.

Cavaco também podia aconselhar o Primeiro Ministro a demitir aquele Ministro ou aquele secretário de estado mais esgotado, ou menos capaz, que é reincidente na asneira, ou constantemente assobiado na rua. Mas não, mesmo que o país sofra e a crise avance a galope, nada, nem ninguém, o convence a mudar seja o que for, pois o que importa é continuar, ao lado da sua dama, a respirar o ar húmido do Tejo, nas sumptuosas varandas de Belém.

Por isso, já desisti de ter esperança neste Presidente da república, que, antes, me habituei a apreciar como homem sério e político honesto, e que, agora, me parece ainda sério como homem, mas pouco honesto como político.

CUNHA RIBEIRO

SURDOS pintam FLORES

flores2009

manif do adeus – 2

Não sei se repararam que existe uma outra vertente do caso da EB 2/3 Sá Couto. Atentem lá nas declarações de Maria de Lurdes Rodrigues a propósito do caso:

A ministra da Educação afirmou hoje que o comportamento da docente suspensa numa escola de Espinho “não é corrente, nem normal, nem de regra”, sublinhando também que está a ser averiguado se o estabelecimento de ensino agiu “prontamente”.

“Não conheço o suficiente do caso, mas o que me parece é que é um caso extraordinário de uma professora que terá tido um comportamento que não é corrente, nem normal, nem de regra. A escola tem o dever de responder prontamente, não sei se respondeu se não. É uma questão que está em averiguação”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.

Há pouco na SICN dizia-se que o «conselho directivo» [sic] tinha sido «reeleito» ontem o que, para além de anedótico no actual contexto, significa que o actual Director é capaz de ter um problema entre mãos maior do que pensa, caso seja o anterior PCE.

Porque agora muitos destes novos líderes estão a um curto despacho da exoneração por qualquer DRE, secretário(a) de Estado ou Ministro(a).

E provavelmente nem deram ainda por isso…

Então para quê tanto aparato?

Gabinete Coordenador da Segurança Escolar tem como missão conceber, coordenar e executar medidas de segurança nas escolas

O Gabinete Coordenador da Segurança Escolar (GCSE), uma estrutura integrada no âmbito do Ministério da Educação que vem dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela Equipa de Missão para a Segurança Escolar, tem como missão conceber, coordenar e executar as medidas de segurança nas escolas.

Uma vez findo o mandato da Equipa de Missão para a Segurança Escolar, com a duração de três anos, tornou-se necessário criar uma estrutura com a estabilidade adequada à natureza do serviço público em causa, permitindo também regularizar a situação dos prestadores do serviço de vigilância nas escolas.

Em articulação com o Observatório da Segurança na Escola e com o Programa Escola Segura, cabe ao GCSE conceber, coordenar e executar as medidas de segurança no interior das escolas e no perímetro interior da vedação, incluindo a formação de pessoal docente e não docente.

Em função dos dados recolhidos pelo Observatório de Segurança na Escola, cabe ao GCSE elaborar um plano de actividades anual e proceder à concretização das medidas necessárias para combater situações de insegurança e violência escolar.

Salvo as devidas distâncias, porque ainda estamos em Maio e tudo, mas a mim quer-me parecer que este ano o concurso é capaz de dar pano para mangas e não será só por causa do castelhano ou dos TEIP.

Concurso para professores de Espanhol suspenso

A Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE) acaba de informar que o concurso para colocação dos professores de Espanhol se encontra suspenso, pelo que “não pode” divulgar as listas provisórias relativas àquele grupo de recrutamento.

No próprio sítio da internet em que publicita as listas de ordenamento e de exclusão dos restantes grupos de professores, está um comunicado em que a DGRHE explica que a situação se deve à providência cautelar apresentada pela Associação Sindical de Professores Licenciados no Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu e adianta que aguarda “a sentença” para saber “se dará ou não continuidade ao concurso”.

A situação não afecta apenas os professores profissionalizados em Espanhol, mas também docentes de Português, Francês e Alemão que este ano, excepcionalmente, puderam candidatar-se às cerca de 220 vagas para colocação definitiva abertas pelo Ministério da Educação. É precisamente esta excepção, permitida por uma portaria de Março e justificada com a carência de professores de Espanhol, que está na origem do recurso aos tribunais por parte da ASPL.

A Caixa de Pandora
E os males da Educação

Era uma vez um diabo que conseguia controlar os anjos que o guardavam. E assim amarrou a LEI, calou a JUSTIÇA, escravizou a LIBERDADE e sequestrou a DEMOCRACIA. Após este feito e este facto, o diabo abriu de par em par a “Caixa de Pandora” e libertou todos os males da educação: o novo E.C.D., o modelo de avaliação, o modelo de gestão, a carga de trabalho escravizante dos docentes, o Estatuto do Aluno permissivo, a escola a tempo inteiro, a mentira, a manipulação, o esmagamento, o marketing, etc, etc…
O diabo conduziu a Escola Pública ao abismo e ainda por cima deu-lhe como presente o caos. Eis o reino do diabo! Este terrível satanás só poderia e só pode ser vencido se todos os cidadãos ajudassem e ajudarem a libertar a LEI, a JUSTIÇA, a LIBERDADE e a DEMOCRACIA para que estes anjos recoloquem o diabo no seu lugar e assim termine este reino infernal.
E esta é a história contada por este espectáculo de rua!

Qualquer semelhança desta história com a realidade não é nenhuma coincidência!!!
É mesmo real!!!!

Cartaz - Caixa de Pandora

Tão apropriado… a tudo…

Maldita liberdade

Em tempos que já lá vão, a manipulação por Salazar do evasivo conceito de “equilíbrio orçamental” permitia que orçamentos tecnicamente deficitários aparentassem sempre invejável saúde financeira. A censura e a ausência de discussão pública faziam o resto. E a coisa, com a ajuda de um legislador fortemente proteccionista, funcionava e ia alimentando a confiança dos agentes económicos (nas suas “Lições de Finanças Públicas”, Teixeira Ribeiro dizia que “Deus escrevia direito por linhas tortas”).

Para a coisa funcionar hoje, seria preciso haver de novo censura. Por isso, foi por água abaixo a bem intencionada decisão estatística do IEFP de embelezar os números do desemprego “eliminando” 25 mil desempregados (passando a dá-los como “inactivos”) e apagando informaticamente outros 15 mil do Sistema Integrado de Gestão da Área do Emprego. Não fosse sindicatos e jornais terem posto a boca no trombone e o desemprego em Portugal teria crescido “apenas” 13,1% no primeiro trimestre do ano. Assim desembestou por aí acima e já vai, parece, em 9,3%, e não nos anunciados 8,9. Maldita liberdade de informação!

Vital Moreira e as Ordens Profissionais

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