Os dados da sondagem usada hoje na Visão são extremamente interessantes não apenas pelos seus valores globais, mas igualmente quando desagregados por idade ou estatuto económico.

Por exemplo os dados globais sobre a má influência dos diversos intervenientes no processo educativo são os seguintes:

Professores: 23,2%
Pais e Associações de Pais: 24,4%
Sindicatos: 30,3%
Alunos: 48,4%
Governantes e ME: 56,6%

Nota-se desde logo que nâo apenas os professores mas os próprios sindicatos estão bastante bem vistos por comparação com os alunos e o pessoal político do ME.

Mas se tomarmos os dados relativos às chamadas classes A e B temos os seguintes números:

Professores: 23,6%
Pais e Associações de Pais: 26,1%
Sindicatos: 36,9%
Alunos: 47,1%
Governantes e ME: 61,8%

Isto significa que para as camadas teoricamente mais abastadas e culturalmente aptas da população a posição relativa dos professores melhora, alargando o seu diferencial para as próprias associações de pais e pessoal político (de 33 para 38 pontos de vantagem).

Portanto, e sempre ao contrário de um falso senso comum que se tenta apresentar como dado adquirido, a imagem dos professores continua bastante bem e tanto melhor quanto se sobe na própria estrutura socio-económica da população, descendo a dos políticos e do Ministério.

Quando se afirma que o estado da Educação é mau ou insatisfatório, não parece que ninguém concorde muito que isso se deve aos professores.