Sindicatos já só pensam no próximo Governo
Fenprof acredita que paralisação de ontem não irá condicionará manifestação de Sábado
A manifestação de professores, no sábado, poderá não ter a adesão história das duas anteriores mas o Governo também já não é o único alvo, os sindicatos querem avisar o próximo Executivo que “não desistem”.Os professores cumpriram, ontem, uma paralisação de duas horas e meia mas desta vez não houve a habitual guerra de números, porque os sindicatos não defenderam qualquer percentagem de adesão – os níveis de participação das escolas variaram entre os zero e os 100%, lê-se no comunicado. Mesmo assim, para o porta-voz da Plataforma Sindical de Professores a iniciativa cumpriu “claramente” o seu objectivo: relançar a luta; pelo que não condicionará a dimensão da manifestação de Sábado. Antes pelo contrário, defendeu: “Estou mais convencido, do que antes, de que Sábado vai ser uma grande manifestação”, afirmou ao JN Mário Nogueira.
Já o líder do Fenei/Sindep está menos optimista. Carlos Chagas admite “não ter grande expectativa em relação à manifestação de Sábado”, tal como não tinha para a paralisação. Aliás, confessou, nas reuniões da Plataforma “os sindicatos manifestam a percepção de se tratarem de protestos simbólicos”. Ambos, no entanto, recusam que a diminuição da mobilização signifique aceitação das políticas educativas, como o modelo de avaliação. Na penúltima semana de aulas do Secundário os sindicatos invocam o dever de os docentes assegurarem o final do ano lectivo, como a preparação para os exames; também reconhecem o cansaço ao fim de quase quatro anos de luta e apontam baterias ao próximo Executivo.
“A nossa intenção já não é a de levar o Governo a resolver o que quer que seja mas sim chamar à atenção do próximo. Este Governo está esgotado. O que fazemos agora é a pensar no futuro”, afirmou Carlos Chagas.
“O melhor para o Governo era que não houvesse nada mas vai haver e não voltará a ser um Sábado tranquilo”, argumentou Nogueira. Para o secretário-geral da Fenprof “o processo tinha entrado num rumo demasiado calmo para quem tem tantos problemas ainda para resolver” e a “jornada” de ontem “voltou a acordar os docentes para a necessidade de irem à luta”, insistiu.
O problema é que o próximo Governo pode ter aprendido com este a deixar passar o tempo, enquanto vai avançando aos poucos.
Quanto ao rumo «demasiado calmo», é melhor nem comentar…
O que vale é que no sábado muita gente se vai tentar esquecer dos erros cometidos e voltar a dar a mão…
Maio 27, 2009 at 9:13 am
“A manifestação de professores, no sábado, poderá não ter a adesão história das duas anteriores”…
Quem disse?
…
Esperem pelo dia e falem depois!
Maio 27, 2009 at 10:41 am
É a confissão da impotência.
Maio 27, 2009 at 11:46 am
Adiar para as eleições é erro de palmatória.
Maio 27, 2009 at 12:25 pm
Eu não sei o que diga! Estou sem forças! Estou desiludida! Estou sem rumo. Uma coisa sei: não é desta escola que eu gosto, não é esta escola que eu gostaria que fosse adiante. Se eu tivesse filhos, não era esta escola que eu escolheria para eles!!
Maio 27, 2009 at 12:25 pm
É uma ilusão pensar sequer que ao próximo governo basta deixar passar o tempo… a questão é que o mal já está feito, nem sequer precisam de fazer nada. Ou obtêm um compromisso público agora ou depois já não vão a lado nenhum.
Maio 27, 2009 at 12:36 pm
#4 A. Rocha
“Estou sem rumo.”
Rumo a Lisboa no dia 30 – sábado!
Não desanime!
Maio 27, 2009 at 1:56 pm
“Na penúltima semana de aulas do Secundário os sindicatos invocam o dever de os docentes assegurarem o final do ano lectivo, como a preparação para os exames;” dispensava-se; sou sindicalizada, na última greve declarei na escola que fazia greve ainda que não tivesse actividades lectivas nesse dia. Á de ontem não aderi; caso julgasse que devia aderir penso que seria capaz de planificar as actividades de forma a assegurar o final do ano lectivo(tenho alunos que vão a exame), até porque a data já estava definida há muito tempo.E considero os meus colegas capazes de fazer o mesmo, caso tivessem optado pela greve.
Quanto a Sábado, lá estarei.
Maio 27, 2009 at 2:03 pm
Pois é, “está tudo muito calmo…”
inclusive….
Tb acredito no fôlego que virá do próximo sábado!
Maio 27, 2009 at 2:23 pm
Só vim espreitar. Acredito que a nossa indignação voltará a ter grande visibilidade no próximo sábado. Depende de cada um de nós. E nem quero acreditar no que vou dizer: esqueçam que são os sindicatos a convocar esta manifestação. Por favor, esqueçam mesmo…
lembrem apenas as vossas/nossas razões, que os diversos movimentos deram as mãos.
Façamos o mesmo.Sábado merece, ou melhor, nós merecemos pelo menos 100 mil em Lisboa.
Maio 27, 2009 at 2:29 pm
#9,
merecemos mesmo, mas estou-me a lembrar de alguém que merecia muitos mais
Maio 27, 2009 at 4:18 pm
“O problema é que o próximo Governo pode ter aprendido com este a deixar passar o tempo, enquanto vai avançando aos poucos.”
Cá estaremos de vigília e se for necessário tomar a dianteira da luta dos professores.
Como o fizemos anteriormente.
A Manifestação de 8 de Novembro existiu porque os professores agendaram uma Manifestação para 15 de Novembro!!!
Já provámos que nos organizamos (se for preciso) sem os sindicatos…
Logo … não vamos permitir, daqui para a frente, muito(s) mais bailaricos governamentais e sindicais.
Maio 27, 2009 at 4:20 pm
O dia 15 de Novembro foi histórico.
Maio 27, 2009 at 10:13 pm
Está tudo demasiado calmo?!
Só se é na “quintinha” dele!
Que venha para a escola que ele vê se está tudo calmo.