Movimentos independentes de professores associam-se à manifestação nacional

O Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) e a Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE) juntam-se à manifestação nacional do próximo sábado “contra as políticas de um ministério e de um Governo que tudo fizeram para desprestigiar e humilhar a profissão docente”, mas dizem que “esta forma de luta de pouco valerá se não for integrada num plano mais vasto, coerente e determinado”.

Apesar de dizerem que a unidade é essencial, criticam que “se procurem silenciar outras perspectivas de luta e se imponham falsos unanimismos”, pelo que insistem na “divulgação pública das propostas de luta aprovadas nas reuniões de consulta aos professores”.

“Recusamos a ideia de que esta luta se vai arrastar por tempo indeterminado, sem radicalização, e com um passo de caracol ritmado por negociações sindicais incapazes de oferecer resultados visíveis”, lê-se num comunicado conjunto das duas associações.

Depois temos a admissão sindical das evidências.

O comunicado surge no mesmo dia em que a Plataforma Sindical dos Professores, citada pela agência Lusa, admite que a adesão às acções de luta previstas para esta semana diminua, o que atribui ao “desgaste” e “desânimo” dos docentes, mas desvaloriza a questão afirmando que os motivos da “indignação” se mantêm.

E depois temos quem acha que tudo é evidente se for para estar sossegado:

Álvaro Almeida dos Santos, presidente do Conselho das Escolas, órgão consultivo do Ministério da Educação, vai mais longe e diz mesmo que a contestação está a acalmar, o que diz ser “evidente”.