Para estes assuntos não há que hesitar, espreita-se o Margens de Erro e ficamos esclarecidos. Até ao lote de sondagens feitas já em plena campanha, estas são as disponíveis:
Maio 25, 2009
Eleições Europeias E Sondagens
Posted by Paulo Guinote under Eleições, Europa, Sondagens[12] Comments

Maio 25, 2009 at 7:59 pm
Respostas e… perguntas .
Imagem picada daqui
Saíu hoje, 22-5-2009, mais uma sondagem da Eurosondagem sobre as próximas eleições europeias, para o Expresso, Sic e Renascença. A sondagem dá 34,3% ao PS, 32,1% ao PSD, 10,1% ao Bloco de Esquerda, 8,9% à CDU e 6,9 por cento ao CDS-PP; e dá 21,9% para a abstenção (não parece ter medido a intenção de ir votar através de pergunta específica), baseando-se nas respostas «não sabe» e «não responde».
Da ficha técnica desta (euro)sondagem pode ler-se que se trata de um sondagem com 2048 entrevistas (um número bastante elevado) a pessoas com telefone fixo, com uma taxa de resposta de 83,2%, não constando todavia as questões colocadas. Apesar da diferença significativa de valores face a estudos anteriores, os resultados da empresa liderada por Rui Oliveira e Costa merecem-nos reserva, tendo em conta previsões anteriores favoráveis ao Partido Socialista, que falharam. Após as eleições, estas previsões têm de ser objecto de confrontação com os resultados e as empresas responsabilizadas pelo que emitiram, não sendo suficiente culpar a alteração de última hora na intenção de voto quando as diferenças entre as previsões e os resultados são abissais.
Por outro lado, uma sondagem para lares com telefone fixo não dá as mesmas garantias do que as realizadas presencialmente, na rua ou no domicílio, que são mais fiáveis, apesar de mais caras. Isto é, enquanto no período pós-25 de Abril se verificava um enviesamento das sondagens para os respondentes de maiores rendimentos que tinham telefone, sendo sub-representados os mais pobres que ainda não tinham, hoje existe já um segmento crescente de eleitores que só tem telefone móvel e já dispensou o telefone fixo, um segmento que tem proporcionalmente mais rendimento e instrução.
Continua, no entanto, a verificar-se um problema de transparência, geral, das sondagens que é inaceitável: não são publicadas as perguntas colocadas aos elementos da amostra. E é uma obrigação de estrita honestidade intelectual indicar a pergunta realizada e não apenas os valores das respostas das pessoas consultadas. É que as perguntas das sondagens podem enviesar os resultados. Por exemplo, uma sondagem da Aximage (de Jorge de Sá) no CM de 11-4-2009 trazia a seguinte pergunta:
«Acha que o PGR deve ou não abrir um inquérito aos magistrados que investigam o caso Freeport?»
Presume-se que o CM quisesse saber se os portugueses entendiam que deveria ser, ou não, aberto inquérito ao Dr. Lopes da Mota do Eurojust sobre o Recadogate. Mas o facto é que a pergunta apontava para os procuradores encarregados do processo Freeport.
http://doportugalprofundo.blogspot.com/2009/05/respostas-e-perguntas.html
Maio 25, 2009 at 8:01 pm
Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Euro(deputados)milhões
15 votes
Alertado pela nossa comentadora Rita Pereira, cheguei a este artigo do espanhol 20 Minutos.
As mordomias atribuídas aos deputados europeus não contribuem para aproximar os eleitores da política e prejudicam a opinião local sobre o Parlamento Europeu. Estas mordomias ofuscam o trabalho sério, esforçado e útil que muitos deputados têm e diminuem, sem necessidade, a função da instituição.
Nota-se alguma tentativa de moralização, nomeadamente com a questão dos bilhetes de viagem (que, todavia, espero não venha a ser prejudicada por algum abuso detectado pela OLAF, à semelhança do caso das viagens-fantasma do Parlamento português com a troca por bilhetes mais baratos e devolução de dinheiro ou conta-corrente para férias).
Todavia, a União Europeia é ainda usada como árvore das patacas. Ser candidato em lugar elegível ao Parlamento Europeu parece a atribuição de uma espécie de prémio do Euromilhões.
Pelo interesse, traduzo o artigo do espanhol 20 Minutos de 17-4-2009, “As vantagens de ser deputado europeu”:
«As vantagens de ser eurodeputado: 7.655 euros por mês, poltrona de massagens e jacuzzi
D. Fernández
17.04.2009 – 04:21h
20 Minutos
Ser incluído na lista do seu partido para concorrer às próximas eleições europeias de 7 de Junho é um tacho? Julgue você mesmo. Os 736 eurodeputados, que venham a ser eleitos [dos quais, 22 são portugueses], disfrutarão de um novo estatuto que regulará os direitos e condições laborais de suas europeias excelências.
O regulamento unifica os salários: 7.665 euros para todos. (…) Cada dia que suas excelências passem a trabalhar em Bruxelas ou Estrasburgo (sedes do Parlamento Europeu) terão direito a 241 euros de subsídio. E não se esqueça que a sua semana laboral é de segunda a quinta.
Secretários particulares
O artigo 21 do Regulamento estabelece que “os deputados terão direito à assistência de colaboradores pessoais livremente escolhidos por eles” e que “o Parlamento suportará os gastos reais ocasionados pela contratação dos referidos colaboradores”, o que reitera a possibilidade, que já sucede, dos políticos contratarem cônjuges, amigos ou familiares.
Outro ponto estabelece a idade da reforma. Têm direito a aposentar-se aos 63 anos. Quando o fizerem beneficiarão de uma pensão vitalícia. A pensão ascenderá a 3,5% de cada salário por cada ano completo de mandato [17,5% do salário de 7.665 euros pelo mandato de cinco anos, o que corresponde a 1.241 euros], mais um duodécimo desse valor por cada mês completo adicional. Esta pensão é complementar de outra qualquer.
Ginásio novo
Além disso, o Parlamento Europeu vai gastar 9,2 milhões de euros a renovar o ginásio situado na cave da sua sede de Bruxelas, que ocupa uma superfície de 1.375 metros quadrados. O plano é incorporar uma área de spa com actividades de hidroginástica, jaccuzzis e poltronas de massagens. Não são instalações desportivas exclusivas dos deputados, estão abertas a todos os trabalhadores.
Por último, o regulamento mudará o sistema de pagamento das viagens dos eurodeputados. Até agora, pagava-se um monante fixo a cada um em função da distância entre a sua circunscrição e as duas sedes do Parlamento. Depois, cada deputado tratava da compra dos bilhetes, de modo que, se conseguia algum mais barato, ficava com a diferença. Agora, pagar-se-á o custo real dos bilhetes, ainda que se autorize o deputado a viajar em business class (mais cara que a turística).» (tradução minha)
O artigo deixa ainda de fora a alimentação nos belíssimos restaurantes, o acesso à saúde e outros benefícios. Em tempos de depressão económica, recomendava-se outra frugalidade, que também não vemos no Estado, nos seus institutos públicos e empresas públicas ou participadas. Muito menos se verifica no salário de Vítor Constâncio, Governador do Banco de Portugal, segundo o «i», o terceiro mais alto do mundo, mas sempre defensor da contenção salarial dos trabalhadores.
Lembramo-nos sempre do mítico frei Tomás, cujo provérbio luso nos alerta para a indispensável comparação da vaidade dos discursos com a miséria das acções: raríssimo é o político que, apesar de se vangloriar do sacrifício que faz pelo povo, devolve parte do salário, das pensões ou dos benefícios, que ganha com o seu serviço.
http://doportugalprofundo.blogspot.com/2009/05/eurodeputadosmilhoes.html
Maio 25, 2009 at 8:12 pm
Abram os olhos e levem a sério votar nas Europeias – porquê? Têm aqui a resposta:
Rui Tavares – Caro eleitor: você está enganado
Entrámos em campanha eleitoral. Eu mesmo estou em campanha eleitoral. Talvez seja a ocasião certa para me dirigir desde já aos eleitores e repreendê-los – se fosse depois das eleições poderia parecer falta de desportivismo.
Dizem os estudos, a imprensa e os comentadores que a grande maioria não vai votar nestas eleições europeias, que consideram ser a feijões. Nesse caso, vocês – a grande maioria de vocês – estão enganados. Três razões:
Três quartos das leis por que nos regemos vêm de Bruxelas e passam pelo Parlamento Europeu. Decisões que estavam já tomadas pelos líderes – Sócrates, Sarkozy, Merkel e os seus pares – podem ser chumbadas pelos eurodeputados. E ainda bem: foi assim que se impediu que as 60 horas de trabalho semanal se tornassem regra (ao invés das 48 horas) e que uma qualquer empresa pudesse administrativamente cortar-nos a Internet por “mau uso” (ao invés de serem os tribunais a fazê-lo). Nada disto – e há muitos mais exemplos – é a feijões.
Ao contrário do Parlamento nacional, tolhido pela disciplina partidária, o Parlamento Europeu toma decisões mais imprevisíveis e dramáticas, como um bom parlamento pode ser. Na votação sobre os direitos de uso da Internet, a esquerda e os verdes convenceram os liberais a contrariar o bloco central europeu (de socialistas e conservadores) e com isso arrastaram até uma maioria de socialistas em nome individual. Uma coligação esquerda-verdes-liberais a defender um novo direito (de acesso à informação em rede) como outras diversas coligações poderão defender direitos sociais ou ambientais? Parece-me uma boa notícia.
A terceira razão é que, à medida que a crise se desenvolve, é cada vez mais difícil os 27 governos chegarem a compromissos que não sejam imposições dos grandes. É no Parlamento Europeu, por outro lado, que o debate de ideias mais profundo se vai fazendo de forma crescente – mais uma razão para querer participar na escolha de eurodeputados que cheguem lá com vontade (e capacidade) de fazer esse debate de ideias.
Releio as linhas que escrevi e – se querem que vos diga – acho fraco. O que está ali poderia ser dito sobre qualquer eleição. E esta não é uma eleição qualquer.
Por acaso do calendário, este ano vamos decidir sobre as três escalas: a europeia, a nacional e a local (para meu gosto, falta ainda a regional). Ou seja, do grande para o pequeno, podemos sair de 2009 muito diferentes de como entrámos. O ano da grande crise poderia ser o ano da grande transformação.
Do meu ponto de vista, é mesmo isso que deveríamos fazer. Não acredito que a lição da crise tenha sido aprendida; na primeira ocasião, os governantes, os banqueiros e os opinadores esquecerão tudo e voltarão aos velhos hábitos. E o preço de subestimar esta crise é alto: será não ter solução para a próxima.
Enquanto isso, a nossa situação continua injusta quanto já era: os que se sacrificaram pelas reformas são agora sacrificados pelo desemprego; os que se endividaram estão com a corda na garganta. Em Portugal, temos das famílias que mais pagam para ter os filhos na universidade, mas os jovens doutores ou engenheiros acabam a atender telefonemas no call center. Assim nunca daremos a volta por cima.
A sua demissão, caro eleitor, não sobressalta os líderes. Eles acham que têm a situação sob controlo e que as boas decisões já estão tomadas. Eu, pelo contrário, acho que um sobressalto só lhes faria bem: não vejo como sairemos da crise de forma satisfatória, se esta situação de base se mantiver. Quem tem razão? Pode ser que sejam eles, e eu não. Nesse caso, é simples. Vá votar noutro (ou noutra). Não vote em mim: prove-me que estou enganado.
http://livresco.wordpress.com/2009/05/25/rui-tavares-caro-eleitor-voce-esta-enganado/
Maio 25, 2009 at 8:30 pm
Lá estás tu a descarregar feeds.
Eu bem posso pedir para controlares isso, que não há maneira…
Já pensaste que basta o link e quem quer vai ler?
Assim levas o pessoal a nem tentar ler…
E as queixas ou eu que as leio.
Maio 25, 2009 at 8:36 pm
4. Ok eu sei que me deixo entusiasmar…vou voltar aos links…
Maio 25, 2009 at 8:36 pm
Promessa de escuteiro!
Maio 25, 2009 at 8:38 pm
Como diz o outro:
A casa é tua e que manda nela és tu..abraço! Só volto ao fim da noite!
Maio 25, 2009 at 8:38 pm
e quem
Maio 26, 2009 at 12:12 am
Agradeço.
Maio 26, 2009 at 1:04 am
Tché!, então era por causa disso!
Uma licenciada a ganhar o mínimo ligou-me cá para casa, disse e era da Marktest…
- E eu disse logo: veja, o meu telefone é confidencial e já disse à PT que não admito vendedores de colchões ou aspiradores, vou processar-vos pelo meu sossego.
- Piiiiiiiiiiiiii!, desligaram.
As estatísticas são assim e as sondagens também não.
Maio 26, 2009 at 1:05 am
que, ponham no sítio.
Maio 26, 2009 at 3:25 pm
http://4.bp.blogspot.com/_rp1dHwNAYxg/Shv2iE9S-xI/AAAAAAAAC3A/WZPST2q_mrg/s1600-h/Diabo.jpg