Associação de Professores de Matemática satisfeita com provas de aferição
A Associação de Professores de Matemática considera que as provas de aferição do 4º e 6º ano realizadas hoje denotam uma “evolução positiva” por comparação à de anos anteriores tanto no que respeita ao “equilíbrio entre” questões mais directas e outras que apelam a respostas mais elaboradas, como ao grau de dificuldade geral da prova e aos conteúdos.
“Bem estruturada, adequada ao nível dos alunos”, frisou Margarida Abreu, professora do 2º ciclo.
Será que estão a pensar na questão 4.2 em que se pedia que os alunos, na prática, soubessem somar 4+1?
Maio 20, 2009 at 7:50 pm
Eu gostei muito daquela de traçar a circunferência e dos 2/9 das pizza.
Maio 20, 2009 at 8:31 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/05/20/o-aparelho-preferido-dos-alunos-portugueses/
Maio 20, 2009 at 8:43 pm
E quem é o novo Presidente dessa Associação?
O Prof. Arsélio Martins!!!!!
O mistério está desvendado.
Maio 20, 2009 at 8:44 pm
http://www.profblog.org/2009/05/arselio-mratins-deixa-o-ccap-nao-por.html
Maio 20, 2009 at 8:59 pm
E que mal tem pedir…. vão pedindo mas sentados…
Maio 20, 2009 at 8:59 pm
Para uns esta declaração revela incompetência. Para mim manifesta um acto de prostituição moral.
A verdade troca-se por conveniências…
Eis pois o génio Arsélio:
Direcção
A Direcção da Associação de Professores de Matemática é constituída por nove professores de todos os níveis de ensino, eleitos por um período de dois anos. Anualmente são renovados alternadamente quatro ou cinco membros da Direcção.
No ano lectivo 2008/2009 a direcção é composta por
Presidente
Arsélio Martins
Vice-Presidentes
Ana Brito Jorge
Helena Amaral
Liliana Costa
Vogais
Cristina Cruchinho
José Santos dos Santos
José Tomás Gomes
Nuno Valério
Paulo Correia
E-mail: direccao@apm.pt
Maio 20, 2009 at 9:03 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/05/20/pale-saints-half-life-o-que-muitos-tem-dai-a-razao-da-inveja-para-com-outros/
Maio 20, 2009 at 9:36 pm
O Arsélio é uma pessoa honesta e vertical. É inegavelmente um bom pedagogo, no melhor sentido que podemos dar a esta palavra.
Quanto a saber o que vale a prova, entre o que diz Paulo Guinote e o que diz Arsélio Martins, nem hesito: voto por quem ensina Matemática há muitos anos e que nunca se vergou perante o poder.
Por outro lado, dizer que uma questão de interpretação e representação de dados é somar quatro mais um é uma simplificação um pouco grosseira. O que se está a avaliar é se os alunos sabem retirar informação de uma tabela. Poderia até ser um mais um.
A opinião negativa sobre a prova (que eu considero bem feita e equilibrada) não estará “contaminada” por opções partidárias ou sindicais?
Maio 20, 2009 at 9:40 pm
E a Sociedade Portuguesa de Matemática diz o contrário.
São todos grandes matemáticos mas as opiniões da ASP e da SPM são sempre opostas!.
Porque será?
Maio 20, 2009 at 10:02 pm
aliás APM e SPM
Maio 20, 2009 at 10:02 pm
É estranho que os professorzecos que dirigem essa asociaçãozeca estejam sempre a elogiar os exames do ME: uma burla em duplicado…
O ME mais o Albino e mais esta direcçãozeca formam um trio maravilha. Parece que estão sempre de acordo… Estranho…
O problema é mesmo o nível, baixíssimo…
Maio 20, 2009 at 10:06 pm
#1, é verdade, essas 2 questões eram tão simples que houve alunos que as deixaram para o fim e dp esqueceram-se de as fazer…
Maio 20, 2009 at 10:48 pm
Apesar de professora de Matemática, e sócia da APM, a minha opinião não coincide com a da Dra. Margarida Abreu.
Os programas do 2º CEB são muito mais exigentes e equilibrados, mas o ME terá de atribuir o sucesso dos alunos na Aferição ao trabalho desenvolvido no âmbito do Plano da Matemática…
Todos os professores de Matemática que conheço se queixam da exígua carga lectiva da disciplina… e o Novo Programa do Ensino Básico precisa, no mínimo, de 3 blocos de 90 minutos…
Veremos…
A Aferição deste ano é tão aferida como a dos anteriores… para criar a sensação aparente de melhoria dos resultados podiam ter contratado um estatístico… ele apresentaria os valores adequados ao sucesso em Matemática sem causar “transtornos” a todos os envolvidos, ou gastos desnecessários e abate de árvores suplementar!
Maio 20, 2009 at 11:24 pm
Os comentários das minhas colegas de Matemática do 2º ciclo (sou do 3º), na minha escola, é de que há um fosso demasiado evidente entre o enorme lote de conteúdos que andaram a leccionar a correr até à prova de aferição, e as competências exigidas nesta mesma prova. Em primeiro lugar, estão os conteúdos do programa, e, só depois, se houver tempo, quiçá, estão as competências matemáticas que desejamos sejam dominadas pelos nossos alunos. É o caso da resolução de problemas, que, na minha escola, é remetido para o Estudo Acompanhado, em vez de ser trabalhado nas aulas de Matemática. Há um programa para cumprir, portanto. Por sinal, segundo a opinião de quem lecciona (na minha escola), é demasiado extenso para permitir explorar convenientemente a resolução de problemas e aplicação de conteúdos na vida real, por exemplo.
Continuo a achar que isto deriva directamente do método lusitado de resolver tudo à pedreiro: sempre mais massa, mais tijolos, e mais massa… quantidade, quantidade, quantidade… o que interessa é a quantidade…
Há conteúdos que são leccionados no 6º ano, por exemplo, que bem podiam ser deixados apenas para o 7º ano. Quando recebo um aluno no 7º ano que não sabe aplicar a regra de três simples, sabendo eu que a professora deu essa matéria durante várias aulas (neste caso já falo com conhecimento de causa, por assessorar uma professora do 6º ano), sou levado a crer que teria sido bem mais proveitoso, no 6º ano, usar as aulas que se “perderam” a dar a regra de três simples (e as proporções) para aprofundar, com mais calma, outros conteúdos, resolver problemas, etc.
O mesmo digo em relação às equações no 7º ano, que bem podiam ser dadas apenas no 8º ano, sendo que no 7º sobraria, assim, mais tempo para aprofundar outros conteúdos que têm de ser sistematicamente dados “a correr”…
Estas coisas dos programas e tal depende muito da realidade local, da escola, dos alunos, das turmas, e isso convinha remeter para o esquecimento. Numa turma de uma grande cidade, em que os alunos têm pais normais, não se pode pensar que o programa é trabalhado da mesma forma que numa turma de uma aldeia, onde a maior parte dos alunos são órfãos de pais vivos, a escola é um frete, a cultura e sabedoria são desprezadas pelas famílias e o trabalho rende pela metade.
Enfim, em Portugal tem-se o patético hábito de basear tudo nos bons exemplos. É um erro de palmatória. Quando se quer mudar alguma coisa para melhor, tem que se dar tanta importância aos bons exemplos como aos piores exemplos. Não se pode basear nenhuma mudança nas práticas de professores com boas turmas, pois, quando o fazemos, só estamos a acentuar a ocorrência de situações de insucesso educativo. Mas, claro, ah e tal, há que seguir os bons exemplos, com duas palas de cada lado…
Maio 21, 2009 at 12:48 am
Ainda não fui ver a prova do 6º ano mas a do 4º é um insulto: ao trabalho dos professores e à inteligencia dos alunos.