Em defesa da docente acusada:
A professora de Espinho e o Eurojust – o contexto da Srª Ministra
Crucifiquem-na!!!
As frases começam por “já agora”?
Maio 20, 2009
Em defesa da docente acusada:
A professora de Espinho e o Eurojust – o contexto da Srª Ministra
Crucifiquem-na!!!
As frases começam por “já agora”?
Maio 20, 2009 at 11:13 pm
O caso de Espinho escreve-se e lê-se em poucas palavras:
Uma professora terá sido maliciosamente provocada por alunos do piorio. Há quatro anos que anda a deprimir. E a tampa saltou.
Maio 20, 2009 at 11:13 pm
“[...] A propósito deste caso, assinalo esta questão:
- a professora foi “gravada” e imediatamente suspensa: sem defesa, sem notificação…
- no caso do sr. do Eurojust já temos tudo, mas nada.
Para concluir, dizer que isto só acontece porque tivemos quatro anos de Maria de Lurdes, de Margarida Moreira, de Lemos e de Pedreira – um contexto onde a classe docente foi SEMPRE colocada ao nível mais baixo que seria possível imaginar. Sou incapaz de enumerar as situações e declarações desta equipa que tinham como alvo os professores.
Não tenham dúvidas – são estas condições que nos tornam, depois, um alvo de tudo e de todos.
É por isso que dia 30 estarei em Lisboa – pela nossa dignidade!
http://aventar.eu/2009/05/20/a-professora-de-espinho-e-o-eurojust/#comment-2270
Maio 20, 2009 at 11:14 pm
É por isso que dia 30 estarei em Lisboa – pela nossa dignidade!
http://aventar.eu/2009/05/20/a-professora-de-espinho-e-o-eurojust/#comment-2270
Maio 20, 2009 at 11:15 pm
MOVIMENTO ESCOLA PÚBLICA
IGUALDADE E DEMOCRACIA
http://www.movescolapublica.net
Reunião aberta do Movimento Escola Pública
Sábado, 23 de Maio, 16h, Casa do Brasil de Lisboa (Rua São Pedro de Alcântara, 63 – 1º direito – ao Bairro Alto)
Além de discutir as próximas inciativas do MEP, esta reunião destina-se a preparar a Manifestação de 30 de Maio.
Aproximamo-nos da última semana de mobilização para mais um grande momento de expressão da força e união dos professores contra esta política educativa.
É por isso urgente juntar, convencer, convocar, mobilizar. Teremos na reunião cartazes e panfletos para distribuir nas escolas. Debateremos ideias e palavras de ordem para colorir a manifestação e para projectar o dia seguinte.
A Reunião é aberta a todos e todas. Vem ajudar a construir a luta pela escola pública!
http://www.movescolapublica.net
Maio 20, 2009 at 11:16 pm
Hoje esta amanhã o resto…
Maio 20, 2009 at 11:32 pm
Tive conhecimento de um outro caso (num qualquer fórum, não me lembro onde), esse sim realmente grave, de uma professora que teve um acidente fatal por ter perdido uma roda do carro. Pelo pouco que li, parece que o alegado acidente está a ser investigado pela PJ, o que não pode ser bom sinal.
Alguém sabe de alguma coisa?
Maio 20, 2009 at 11:33 pm
Vale a pena lerem no Aventar a sequência de posts sobre isto. Continuo a não entender como é que alguns colegas, que todos os dias passam por isto, não perceberam de imediato de que se tratava!
Este episódio deu-me mais uma grande lição: a de que alguns colegas professores podem descer ainda mais baixo do que possa supor. Tanto a “quinta coluna” que ajeitou a coisa de dentro, como os “camaradas” que pediram de imediato a cabeça da professora de Espinho! Porque parece bem alinhar na tese de que esta é má mas nós somos muito seriozinhos. E até porque fica mais um lugar vago quando esta colega for esfregar escadas…
É como os valentes sindicalistas que estão agora a soldo do ME, vide caso S.to Onofre! Somos uma classe profissional que não cresceu, um bando de meninos marrões que só sabe o que vem nos livros e nada mais!
Maio 20, 2009 at 11:33 pm
Desculpem lá, mas por mais que oiça não consigo imaginar contexto em que se justifique o que a colega disse. Não é UMA frase, que possa ter saído num acesso de fúria. São muitas frases. Já disse noutro post que acho que a colega está descompensada, desequilibrada ou lá o que queiram chamar.
Também acho, é certo, que as alunas deveriam ser punidas por fazerem gravações destas. Isso deve ser tratado no tribunal, especialmente se o fizeram com a conivência de adultos.
Maio 20, 2009 at 11:34 pm
GFilipeB, essa deve estar a ser abafada a todo o vapor! Lembre-se de que as armas entram nas nossas escolas com toda a facilidade, e de que eles não as usam apenas para decorar os boxers…
Maio 20, 2009 at 11:36 pm
#7,
Discordo de parte do que escreve.
E é verdade que também sei e passei (felizmente de forma nem sempre directa) por muita coisa.
Por isso mesmo não aceito condenações ou absolvições sumárias.
Leia-se o meu primeiro post sobre o assunto.
Maio 20, 2009 at 11:37 pm
#9
Calculo que sim…
Maio 20, 2009 at 11:39 pm
Ó Maria Teresa!
Eu já tive uma aula em que uma só aluna me fez dizer uma sequência de apóstrofes que nunca mais termin avam.. E a meio da aula sabe onde fui? Ao hospital
Maio 20, 2009 at 11:39 pm
Um dia destes chegará vossa e a minha vez, colegas. E aí, na berlinda, deitarão as mãos à cabeça.
Maio 20, 2009 at 11:42 pm
Como é que está a investigação da EB2/3 D. Pedro IV, Mindelo?
Maio 20, 2009 at 11:44 pm
#13,
Isso não chega a ser um argumento…
Maio 20, 2009 at 11:45 pm
Já escrevi e reafirmo aqui: se a professora tivesse dado um estalo a um aluno que a provocasse, eu não levantava um dedo para a acusar.
Isto que ouvi é pura maldade! é perverso. é muito negativo.
Espero não me cruzar com pessoas destas nas escolas. Não conseguiria pactuar.
Solidariedade sim, mas com quem é injustamente criticado!
Maio 20, 2009 at 11:45 pm
as ameaças são diárias e constantes.
sabendo nós o que é a profissão esta professora percebe que nós educamos, assumiu-o e com isso temtou dar educação a garotas desavergonhadas que é o que nós temos na escola hoje em dia. aos 12 13 anos estão fartas de andar de mão em mão e gostam.
se alguém lhes faz frente sai asneira……foi o caso.
o professor deve só dar aulas e seguir um tipo de conversa”guião de prova ” com os alunos. uotras quesoes registam-se a nível burocrático.
se os comportamnetos estapafurdios interferirem na escola……
paciência.
dá – se – lhes nota 5 e os papas com70 anos quando levarem nos focinhos das filhinhas queridas e cheias de qualidades, vão lembrar-se do que passou esta ou outra qualquer professora…..
Maio 20, 2009 at 11:46 pm
No reino das gravações clandestinas…
Cansamo-nos de ser treinadores de “sofá”. Doravante, a função é mais apelativa: estatuimo-nos nas funções de psicólogos, psiquiatras, sociólogos. E esta metamorfose funcional dá-nos, aparentemente, um desmesurado poder: o de opinar. Verborreia fácil. Palavras à solta, mas ancoradas nos preconceitos e na desinformação.
O aluno filmado na escola y?
Pertence a uma família disfuncional.
A professora?
Apresenta sintomas de profundo desequilíbrio.
O político, suspeito de corrupção?
É político. Apenas isso. Acima da lei, não ao seu serviço. Abaixo dos valores nobres norteadores da acção “desinteressada”. Está salvaguardado pela lei. Lei eleitoral. Fazedora de víboras.
Um Estado de Direito encobrirá ilegalidades?
Não.
Até onde deve ir a nossa subserviência à Lei desigual na sua aplicação? Onde e como se iniciará a legítima-ilegítima desobediência?
O discurso da professora X?
É um lamentável erro de guião. De casting. De disciplina. De escola. De sistema Educativo. De alunos. De Pais. De povo. De País. Desculpem-me a linguagem cinematográfica.
A pergunta que se deve colocar é: quantos casos ainda do foro de um público-privado existirão? Não, apenas, na disciplina, na escola, no sistema educativo e seus protagonistas, mas de Pais, do Povo e do País?
Bela tríade, esta. Pelo que me recuso a acrescentar mais algum P.!
Como diz a A.M.M. há maus profissionais em todas as áreas. Uns casos são filmados, publicitados; outros, não. Não despenalizo a situação que se me afigura gravosa.. Mas há tantos outros casos conhecidos…os tais acima da Lei e abaixo da Ética….
Somos infinitamente pequenos para a maldade infinitamente grande entranhada no País.
A partir de agora, não é a pasta, mas a máquina (de filmar) que deverá constar dos materiais pedagógicos a serem utilizados pelos professores. A partir deste momento, celebremos e filmemos tudo e todos, em todos os lugares. A todo o momento. Por mim, amanhã estarei de máquina em punho…sabendo de antemão o guião deste país. Um País onde tudo se filma, tudo se deteriora, nada se renova.
Quando a ética se divorcia da política ou a moralidade da legalidade, eis que surge Portugal. E Portugal, geograficamente minúsculo, transformou-se num enormíssimo filme, análogo “À Branca de Neve”. E viva João César Monteiro!
Maio 20, 2009 at 11:48 pm
Dois pesos, duas medidas? Não exacatamente. Que eu saiba, a docente do Carolina Michaelis nunca mais encontrou condições para dar aula àquela turma. Formalmente, quem foi castigado foi a aluna (o canal de TV que passou também merecia uma boa multa). Mas se pensarmos bem, os maiores prejuízos da divulgação televisiva em ambos os casos situam-se em que lado?
Eis porque não acredito em Pinto Balsemão como o salvador dos mais fracos. Mania como outra qualquer…
Maio 20, 2009 at 11:48 pm
…exactamente…
Maio 20, 2009 at 11:48 pm
#13, se algum dia algum aluno me ofendesse a sério, talvez eu perdesse a cabeça e lhe desse um empurrão, ou um grito descomunal, ou sei lá o quê…
Mas não me vejo( nem a nenhum professor que conheça) a falar-lhes de cuecas molhadas, de mães que só têm o 12º ano e por isso se têm que calar perante a professora, de ameças com os testes, etc.
Que raio de moral defendem??? Vale tudo???
Maio 20, 2009 at 11:51 pm
Por falar nesse grande e “maluco” cineasta…
Maio 20, 2009 at 11:53 pm
A sagrada família portuguesa….
Maio 20, 2009 at 11:54 pm
#17 melga
discordo completamente.
Assumamos que a colega não está bem. Só pode. Porque, como já disse, não é uma frase que lhe sai da boca para fora. É muito mais do que isso…
Maio 20, 2009 at 11:58 pm
o QUE EU AFIRMO EM #13 É UM ARGUMENTO, SIM, PAULO GUINOTE. É preciso é saber lê-lo.
A Manuela Estanqueiro e os outros que morreram não tiveram da nossa parte um apoio por aí além, pois não? É cada qual por si. Somos única classe a quem é possível fazer isto.
Leia o livresco, que ele afirma que isto é só o começo.
Agora cada treinador de bancada dá o seu veredicto. A docente devia ter feito “assim”, como eu faria!
As frases comaçam por “já agora”??? Vocês estão ao nível da Odete Magrinha, que vê as novelas todas e mal ouve falar em “cuecas molhadas”, pede para despedirem a professora!
À colega de Espinho, se me estiver a ler, os meus votos de que faça Justiça nos Tribunais!
Maio 21, 2009 at 12:00 am
«Assumamos que a colega não está bem. Só pode.» – diz a Maria Teresa. Com colegas assim, ninguém precisa de andar a ser assassinado por Governos maçónicos!
Só podji, Francineidji! Vamo nessa!
Maria Teresa, deve estar a começar mais uma novela brasileira. E as eleições no SPGL? A sua lista ganhou?
Maio 21, 2009 at 12:01 am
Enfrentar quem se queixou de nós é uma prova muito dura.
Se nas queixas há algum exagero, esquecemos as partes verdadeiras. Em todas as queixas há verdades, em muitas queixas há mentiras.
Já sofri uma acusação em que nunca percebi, sequer, onde tinha nascido o que inventavam. Optei por ignorar porque era início do ano e aluna em questão tinha 12 anos. Com o tempo todos perceberam que era ficção. Confesso que é muito difícil não chamar mentiroso a quem o é e principalmente não cativar testemunhas, como esta colega tentou fazer.
Há que perceber que em casa estão pessoas de má fé que julgam que não têm nada a perder, mas muito a ganhar. Tal como neste caso, julgaram que eu tinha informação considerada inconveniente e que a poderia usar. Só percebi que a motivação seria esta ao fim de algumas semanas.
Mais um conselho: nada de ombro amigo. Em muitas casas isso é incómodo. Albarda-se o burro à vontade do dono. Se os vizinhos e amigos sabem e calam, porque havemos de estragar uma carreira e passar tempos de grande perturbação? Somos professores, não somos confidentes. É dificil, mas é verdade.
Maio 21, 2009 at 12:01 am
Reb…eu entendo.te mas olha que passamos por muito, não deculpablizando a colega..eu próprio vai pora uns anos numa aulas em que um aluno já não me lembra a que propósito me disse que se eu tivesse um acidente deixava-me morrer..nem uma mão me dava…e eu passei-me e disse-lhe se eu fosse a sua mãe tinha abortado…claro que depois caí em mim efalei com ele e finito..ele também entendeu que +passou das marcas…e ainda esta ano um aluno passou todo o tempo a gozar-me e eu a chamar á atenção..passei.me cheguei ao p+e dele e apertei-lhe o pescoso e disse-lhe você não goza mais comigo..e pensei..meu Deus dou aulas +á 23 anos e nunca me aconteceu isso…o aluno ficou fulo..faloo com am~ºae que eu conhecia pois já tinha tido o seu outro irmão mas a senhora entendeu e apenas me pediu que para a próxima o pusesse na rua…entretanto eu falei com ele e a coisa passou ..hoje falo com ele na aula e até nos rimos do acontecido…depende das pessoas e do momento..mas digo-te por vezes as situações ultrapassam-nos..acredita..agora cada um reage de forma diferente…e ás vezes diz coisas que não devia…enfim…erra é humano…repetir o erro sistemáticamente é que já não…
Maio 21, 2009 at 12:03 am
Burocratas atmosfericocefálicos médios, é que vocês são! Interessa é preencher muitos papéis, isso é que é ser bom professor. Muitos palavrões eduqueses a acompanhar uma ida ao Oceanário. Porque quanto mais se escrever melhor nota temos na avaliação docente. Eram vocês os que metiam muita palha nos testes, para impressionar os professores! Agora são professores, e o gosto pela palha mantém-se!
Maio 21, 2009 at 12:03 am
Desculpem a gramática mas estou cansado e não me apetece corrigir o tecto…
Maio 21, 2009 at 12:03 am
#25,
Evocar a Manuela Estanqueiro a este propósito não faz sentido.
O argumento eu percebo-o, mas não posso aceitá-lo neste momento.
Percebo que alguém se “passe” e a mim já me aconteceu.
Mas ali parece haver algo mais.
O que eu recuso é a atitude defender/atacar alguém só pela cor da camisola.
Em nenhum momento defendi condenações/absolvições sumárias.
Mantenho o que escrevi desde o início.
Maio 21, 2009 at 12:05 am
Burocratas atmosfericocefálicos médios, é que vocês são! Interessa é preencher muitos papéis, isso é que é ser bom professor. Muitos palavrões eduqueses a acompanhar uma ida ao Oceanário. Porque quanto mais se escrever melhor nota temos na avaliação docente. Eram vocês os que metiam muita palha nos testes, para impressionar os professores! Agora são professores, e o gosto pela palha mantém-se!
Ou a impossibilidade de um diálogo civilizado…
Não há hipótese, quando à troca de ideias se sucede a pura e gratuita ofensa profissional a quem discorda de nós.
Talvez assim já perceba melhor o apoio incondicional.
Maio 21, 2009 at 12:09 am
Penso que nem vale a pena discutir mais este assunto. Quem quer vê, quem não quer refugia-se em comparações com coisas que nada têm a ver.
Buli, eu sei que somos humanos e todos erramos. Compreendo que tenhas apertado o pescoço a um aluno, eu já lhes apertei o braço até doer. São crianças, temos autoridade para os pôr na ordem.
Nada disso tem alguma relação com a atitude da prof de Espinho que é, em minha opinião, absolutamente condenável!
Maio 21, 2009 at 12:11 am
MJP, na minha vida de docente, tive uma acusação, uma vez, de ter chegado à aula e me ter posto a contar as minhas experiências sexuais! Completamente absurdo! Nunca, mas nunca nem remotamente eu faria tal coisa!
Marquei uma acariação com as alunas em questão, e, antes mesmo de ter pedido a comparência da turma, limitei-me a levar uma colectânea de papelinhos escritos pela menina em causa, que indicou outras duas como “testemunhas”.
Nesses papelinhos contavam convites expressos à minha pessoa para encontros de cariz sexual. O palavreado era ultra gráfico, e os papelinhos, havia meses, eram postos na fechadura do carro ou entregues em mão. Não os guardei por vaidade, pois graças a Deus sou muito bem casado e nunca tive necessidade de me sentir apreciado fora de casa. Mas achei útil guardá-los pois pessoas despeitadas são capazes de TUDO!
Maio 21, 2009 at 12:12 am
#26 Namor, o Principe Submarino
Quer falar a sério ou julgar toda a gente de rajada?
Se quer falar a sério aqui estou. Se não, não estou (estou a ver telenovelas).
Maio 21, 2009 at 12:15 am
Aquilo a que vocês chamam diálogo civilizado eu chamo bandalheira e mediocridade. E cobardia, até. Estou farto de diálogos civilizados apenas no verniz exterior, mas profundamente bárbaros no conteúdo!
Manuela Estanqueiro e os outros colegas que morreram às mãos deste Governo tiveram tanta solidariedade como agora esta colega está a ter. O que interessa são os escalões e os créditos…
“Burocrata atmosfericocefálico médio no acto de ordenhar uma harpa craniana” é um quadro de Salvador Dali.
Aposto que todos aqui já foram mais ou menos infelizes no que lhes saiu da boca como esta colega foi. Mas não consigo entender como é que vocês acham mesmo que a professora esteve a relatar orgias, com base no que se ouve na gravação!
Maio 21, 2009 at 12:18 am
Não! Não somos bem uma classe. Somos mais um aglomerado! Isto era impossívem passar-se com médicos ou qualquer outra classe com foamação superior. Eu já disse “Crucifiquem-na”.
Ouvimos há tempos uma Procuradora dizer em entrevista à RTP que não ia ouvir uma gravação sobre o caso Freeport que fazia parte do processo em Inglaterra e já na altura divulgado na imprensa nacional. Entre nós, professores, há quem ache que o delito cometido na gravação desta colega deve ser usado. Talvez este caso de voyarismo indecente, e de espalhanço docente, tenha mais importância do que o Freeport.
Imaginemos colegas assim num conselho de Justiça de qualquer órgão auto-regulado.
Dá que pensar!
Maio 21, 2009 at 12:19 am
A julgar de rajada esta colega estão vocês, Maria Teresa! Estão ao nível do leitor-tipo de O Crime ou do Correio da Manhã!
Umas palvras aqui e ali, e vocês papam a versão de que a colega foi contar orgias? A Fernanda Câncio deve estar desapontada, pois desta vez nem teve oportunidade de chatear os professores. Foram os colegas que se chegaram à frente aos saltinhos e a clamar:
“Eu não sou assim, como essa malvada que diz hímen”!
Não consegue entender que as frases da professora são respostas a provocações? Se querem acusá-la de alguma coisa, acusem-na de ingenuidade!
Outros colegas têm-na (a esperteza) «mais funda, e além disso estão-se nas tintas para o decoro. Não querem é ter problemas e borram-se todos perante pais e alunos!
Maio 21, 2009 at 12:25 am
Consequência imediata – 20 DE MAIO!!!
http://www.pgr.pt/portugues/grupo_soltas/noticias/2009/nota%2020_05_09.htm
Maio 21, 2009 at 12:28 am
“Imaginemos colegas assim num conselho de Justiça de qualquer órgão auto-regulado.”
Foi uma das coisas que me ocorreu durante esta conversa, In temp oral!
Se eu um dia escrever um livro, suponho que vá ser um best-sellar! Só não o fiz ainda porque sou orgulhosamente coorporativista, e os relatos em questão iriam manchar todo um grupo profissional.
Nota: sou coorporativista, mas não sou pela promoção da mentira. Limito-me a considerar inocente até prova em contrário.
Como os médicos, polícias, enfermeiros, militares, etc., como TODOS menos nós!
Maio 21, 2009 at 12:29 am
#26
Contextualize a frase que citou
#38
“Só podji, Francineidji! Vamo nessa!
Maria Teresa, deve estar a começar mais uma novela brasileira. E as eleições no SPGL? A sua lista ganhou”
foi este seu comentário que me permitiu dizer que julga os colegas de rajada! E, deixe-me dizer-lhe: Como julga mal!
Maio 21, 2009 at 12:33 am
Por falar em dali…calma Namor eu e outros não fazemos juízos precipitados…para mikm -e falo por mim- existe mais do que a espuma dos dias que ali foi retratada…porém a resposta da colega foi algo abrupta…e com tantos anos devia ter um pouco mais de cuidado e contenção verbal…existem ali parte que são algo -para não dizer pior-brutas e não adequadas linguagem de um professor…e olhe que eu num post acima descrevi situações que já me acontecerem a mim similares na forma …mas espero pelas averiguações para ver o que realmente aconteceu..quanto à suspensão, embora possa ser discordante, talvez seja para a própria o melhor neste momento…acho eu…Bem até amanhã pessoal e carpe diem…
Maio 21, 2009 at 12:34 am
#38,
Fala em cobardia quem assina com nick de super-herói dos anos 70?
Olhe eu preferia o Thor e o Demolidor. Este último ceguinho, mas com visão.
Já percebemos que é um bastião da anti-mediocridade e anti-bandalheira.
Fui.
Maio 21, 2009 at 12:34 am
Deixo aqui um quadro adequado do Dali para esta situação…
http://mariojpcastro.zip.net/images/SalvadorDali.jpg
Maio 21, 2009 at 12:35 am
E que dá como endereço o site do clix.
Fui mesmo.
Maio 21, 2009 at 12:36 am
Não devo, não posso e não consigo julgar a professora em causa.
A linguagem é desajustada, o tom de voz intimidatório, mas não vi nem ouvi nada contextualizado…
Pessoalmente, sei como é possível gravar, durante sequências de varios segundos, um minuto de aula que pode por em causa a dignidade e o profissionalismo de um colega.
Pergunto, se a colega foi suspensa, porque é que o mesmo critério não foi em simultâneo aplicada à ou Às alunas?
Não é necessário RI, é da lei geral. A dita gravação é um caso de tribunal.
Dualidade de critérios??? Os pais não vêem o que não querem!
Maio 21, 2009 at 12:38 am
Contextualizando para a Mª Teresa:
Leia os arquivos deste blog e verifique os colegas que foram mandados trabalhar doentíssimos, perante Juntas Médicas em que havia sempre um para insultar, outro para estar a rir ea gozar e outro calado, a tomar notas! NAZISMO PURO! EUGENIA! SOLUÇÃO FINAL!
“Só podji, Francineidji! Vamo nessa!
É que você afoirmou que “a professora está doida. Só pode!”
Esse “só pode” é à telenovela brasileira!
E se a colega estiver doida, pelos vistos, para vocês, é meter na fogueira, estilo idade média, está possessa do demónio! Se está doida, porque será? Talvez amanhã você possa estar assim também, ou eu!
Para mim não será surpresa a total falta de solidariedade dos colegas!
As eleições no SPGL foi uma figura de estilo, pois o seu discurso faz-me lembrar muitos colaboracionistas desse sindicato, que afinal ADORAM a ministra! Há colegas a serem espancados, perseguidos pelos alunos? Não interessa! O que interessa é o meu mundinho de quotas e créditozinhos!
Maio 21, 2009 at 12:39 am
Somos civilizados?
A civilização no homem tem a exacta espessura da pele. Para descobrir o animal, basta um alfinete (José Tengarrinha, antropólogo).
Há que olhar para o outro lado (parafraseando o Paulo)
O outro lado não é o outro lado da contenda, mas o lado em que estas contendas não ocorram facilmente. Pois estão a tornar-se demasiado fáceis, ao alcance de qualquer SIC ou TVI.
Estes órgãos, quanto a professores não têm dois gumes. É mesmo apenas um, os professores já deveriam conhecê-lo.
Não me sinto obrigado a emitir juízos substantivos sobre o caso para ganhar o direito de condenar algo muitíssimo mais público, que me afecta bastante mais. O poder dos media na manipulação da informação. Lembremo-nos de outro regime altamente competente na utilização da rádio e dos jornais que, tendo-se afirmado através de eleições democráticas, deu lugar à maior perturbação europeia.
Sobre o caso, ele só poderá ser e só será resolvido pelas pessoas directamente envolvidas.
Maio 21, 2009 at 12:43 am
Sim, Paulo Guinote, dou como nick o nome do Príncipe Submarino! É proibido usar nick? Muitas vezes comento com o meu nome, mas para não cansar, de outras uso este! O resto da sua argumentação, é treta!
Comecem a organizar a queima da professora no Terreiro do Paço!
O que me desespera é a desilusão com as vossas inteligências. A não ser que entendam bem que a professora foi provocada e as frases descontextualizadas, e aí é pior, pois é má-fé!
Desculpe lá se lhe estou a ferir o orgulho, PG! Você tem muito valor, mas não é Deus!
Maio 21, 2009 at 12:43 am
Desculpem a ironia
O bastonário da ordem dos médicos não ordenou a realização de um inquérito disciplinar após ser publicada um fotografia de médicos numa estância turística a expensas de uma laboratório farmacêutico?
Então o bastonário deveria ter vergonha…
por não ser corporativista … seguindo uma certa linha de raciocínio!
Maio 21, 2009 at 12:44 am
discordam?
pois, eu também……
quando mostramos aos pais que lhes educamos os filhos eles não gostam pois acham que lhe entramos no território nos sobrepomos e pior lhes mostramos claramente onde falharam.
e sim os pais não gostam disso.
e mais quando dizemos que somos os mais qualificados do país, falamos de quê?
do 12º ano?
meus maigos, sabem o que são boatos?
o que é o boato como nasce coo surge como se aperfeiçoa como se expande como cresce do que se alimenta como pode matar?
TENHAM JUÍZO.
E SIM AMANHÃ VOU DE CAMARA QUE ESTOU FARTA DE PEDIR UMA PARA A MINHA SALA DE AULA E NINGUÉM ME OUVE……
Maio 21, 2009 at 12:45 am
Deus é chato.
Cuidado com as vírgulas entre o sujeito e o predicado.
Não é por mim, é por causa do PGR.
Maio 21, 2009 at 12:45 am
É por afirmações dessas, que comparam o incomparável, que se vê a classe infantilóide que somos, Pedro Castro.
Maio 21, 2009 at 12:46 am
V. a mim não me chateia, PG. Neste caso, desilude-me, só isso. Mas também, após 4 anos de luta diária, suponho que esteja cansado.
Maio 21, 2009 at 12:48 am
Jorge Arriga, JA, “senhor canalizador” (mail usado), lamento se o desiludo.
Mas nunca o quis iludir.
Agora vou mesmo.
Maio 21, 2009 at 12:49 am
#47
Desculpe o equívoco. Julguei que queria falar disto com seriedade.
Maio 21, 2009 at 12:49 am
#48, António Ferrão,
Se me permite subscrevo tudo o que disse sobre manipulação de informação.
Como é que este caso “isolado”, para além de uma série deles que todos conhecemos, vai parar à SIC? Foram as alunas?
Não quero, no entanto,passar a mensagem de que concordo com a linguagem ou a postura da professora na sala de aula. Discordo totalmente, penso é que se deveria aguardar por mais e melhor informação.
Maio 21, 2009 at 12:49 am
# 53, Namor não acha que está a ser um tanto ou quanto maniqueísta!!
Maio 21, 2009 at 12:50 am
Só para puxar a fita ao princípio, recordo que não acho as palavras e o tom da professora aproriados.
Só que é monstruoso dizer-se que a professora foi falar de orgias para a sala de aula, sem entenderem, sobretiudo os colegas dela, que isto se vê à légua que é uma armadilha!
Quando se ouve a pr. dizer:
“… já agora não me querem dizer quando perderam a virgindade para eu também ir contar aos vossos paizinhos?”
quem é que não consegue ver que é um excerto de uma resposta a uma provocação?
Que se arrasta desde o início do ano, e após aulas e aulas de martírio?
As duas meninas foram “desbundar” sexualmente para a aula, a progfessora não se calou, e as meninas vingaram-se – obviamente com cumplicidades internas e externas!
Maio 21, 2009 at 12:51 am
Desculpem, mas não consigo ver o mundo a preto e branco!
Maio 21, 2009 at 12:52 am
E se eu quisesse neste caso manter-me sob psudónimo, PG?
Está assim tão furioso e de ego maltratado que perdeu verniz que tantas vezes refere?
Maio 21, 2009 at 12:52 am
http://avenidacentral.blogspot.com/2009/05/professora-de-espinho.html
Maio 21, 2009 at 12:54 am
Existem várias cores no espectro electromagnético…
Maio 21, 2009 at 12:54 am
Pois foi mesmo!… Depois de uma indignidde dessas eu também iria enterrar a cabeça na areia! Isto só prova que o delator pode estar ao nosso lado. Entre os professores é assim. Já agora, podem chamar a SIC e tramar-me também. É alegria garantida, a verem mais um a contorcer-se na fogueira! Mas o que interessa são as vírgulas!
Maio 21, 2009 at 12:58 am
Parece que toda a gente se calou. Vêem, como uma pessoa irritada pode dizer coisas chatas. O General Guinote revelou a minha identidade sem autorização. Vêem, como é possível falhar-se, e neste caso por muito menos? Pela boca morre o peixe…
Maio 21, 2009 at 1:01 am
#50 Pedro Castro
Desculpa, lá. Uma coisa é o bastonário da Ordem dos Médicos ordenar um inquérito, tendo em conta a situação criada. É o dever dele!
Outra coisa é blogues de médicos, com a participação de médicos, fazerem um quase linchamento de um outro médico!
Ou estou a ver mal?
Maio 21, 2009 at 1:07 am
Mas alguém condenou a professora?
O que vi aqui escrito foi somente que aquela reacção da professora foi desadequada. Só isso…
O resto é matéria de inquérito… ou vamos encobrir isto sem o tal inquérito!
Assim como deve pressupor-se que todo o indivíduo é inocente até prova em contrário.
Maio 21, 2009 at 1:07 am
#57 margor
O passar a mensagem tem dois vértices e, semanticamente, só posso aspirar a ocupar um deles.
Se não declaramos literalmente, não declarámos, simplesmente. Restam as inferências abusivas, que permanecem com quem as faz.
Maio 21, 2009 at 1:10 am
E OS PRESERVATIVOS?
É UMA MARAVILHA!
DISTRIBUAM TAMBÉM DROGA PELO MENOS ACABAVAM COM TRÁFICO, ENFRAQUECIA O PODER DOS TRAFICANTES E TALVEZ UM DIA SEM TRAFICANTES CONSEGUISSEMOS ACABAR COM O CONSUMO.
Maio 21, 2009 at 1:11 am
#65
Remeto para o meu comentário 56. E digo-lhe que me é completamente indiferente que se chame João, Jorge, Pedro, etc. Costumo debater as ideias.
#66
Desculpe mas ninguém fez linchamento. Eu disse várias coisas (entre as quais que resolveria a questão da gravação em tribunal). Não posso é concordar com tudo o que uma colega faz. Não concordo. Até se poderia discutir (as razões fundas)o que leva um professor a fazer estes comentários. Talvez aí estivessemos em maior sintonia.
Maio 21, 2009 at 1:12 am
# 70, nem mais Teresa!
Maio 21, 2009 at 1:13 am
Os “nossos” blogues foram os primeiros a cuspilhar acusações contra a colega! Os comentários de professores exemplares e santíssimos alinharam logo!
Foram autores de blogues não-professores que se perguntaram de imediato afinal o que é que nas frases da professora indiciava que ela tivesse ido falar de orgias! E que toparam de imediato que foi uma armadilha!
Cada professor é um exemplo de perfeição. Não há espaço para se desculpar um eventual excesso ocorrido pelas 17 horas de um dia de trabalho duro que começou às 8 e meia!
Na dúvida, salta-se logo com a estatística de que “esta cabra não representa os outros 150.000 – dos quais eu sou o melhor”!
Maio 21, 2009 at 1:14 am
Não sou exemplar nem santo…
Maio 21, 2009 at 1:15 am
Já afirmei que o mundo não é a preto e branco… existem várias cores, felizmente!
Maio 21, 2009 at 1:17 am
Ó Maria Teresa, eu sei que para si é indiferente que eu me chame Jorge Arriaga. Não é isso que está em causa. É que às vezes eu assino esse nome, outras JA e outras Namor. E que o dono um blog não deve revelar a identidade por detrás de um nick sem autorização.
Há coisas que devem estar na formação das pessoas, e não precisam de estar no “regulamento interno”.
Já reparou que os professores hoje em dia já não podem pensar? Têm que cumprir o regulamento interno. Com a diversidade de situações, este Big Brother do regulamento interno qualquer dia tem 1 bilião de volumes!
Lamento que tenha ficado melindrada com a minha graçola do só pode. Eu discuto com ardor e defendo as minhas causas com paixão, mas acredite que não quero mal a ninguém e que muito menos tramo a vida a ninguém.
Maio 21, 2009 at 1:20 am
Green Lantern
Prazwer em conhecê-lo. Gosto de discussões com ardor. Mas às vezes precipita-se algo, o que também não facilita.
Maio 21, 2009 at 1:20 am
Não percebo bem o que se passa neste blogue.
Vi por aqui tantos “agentes provocadores” razoavelmente estimados e agora vejo Paulo Guinote “passar-se” por uma razão que não percebi.
O que disse de tão ofensivo “Namor”? Porque razão o Paulo Guinote desfez o seu anonimato, coisa que nunca fez com os tais “agentes”?
Já agora, o meu pode ser desfeito em qualquer momento!
Maio 21, 2009 at 1:22 am
Para a despedida definitiva:
Há tempos uma colega minha estava de cabeça perdida, na sal de professores, porque vinha no jornal que o ministro da saúde britânico aconselhava os jovens a fazer sexo oral como alternativa ao sexo vaginal.
Do artigo de duas páginas, ela reteve e retirou do contexto esta mensagem:
“O ministro manda os jovens fazerem sexo oral!”.
Ora o que temos aqui?
Falta de caco, antes de mais, pois o ministro assim pretendia obstar a tantos abortos, gravidezes indesejadas e DST!
E puritanismos da treta, pois é sexo oral, cruzes canhoto! Como se fosse uma ordem aos jovens: “FAÇAM sexo oral!”
Isto pode ser uma parábola em relação a este caso, aos puritanismos e à incapacidade de ler as coisas no contexto.
E com esta me vou. De vez.
Maio 21, 2009 at 1:27 am
stá alguém?
Maio 21, 2009 at 1:27 am
Só para não ser mal-educado em relação ao Antº Ferrão, saindo sem lhe responder: aceito essa crítica. Escrevo como falo, e a escrita não capta as inflexões da fala, que em certos casos manifestam ironia e não agressividade.
Mas reconheço que sou um bocado escacha pessegueiro na forma. Depois arrependo-me de certos excessos, como p. ex. o ter chateado a Maria Teresa, peguilhando com o seu “só pode”. São figuras de estilo para mim, mas que magoam as pessoas. Lamento.
Mas o cerne da minha argumentação, despida de questões de forma, esse mantenho-o a 100%.
In temp oral, pessoas como o colega, o livresco, e outros, continuam a dar.me alento para continuar.
E vou mesmo, de vez.
Maio 21, 2009 at 1:30 am
Certamente que já todos tivemos alunos que lograram ‘tirar-nos do sério’ e quase todos estivemos quase a pregar um tabefe nos ‘xungas’ que aturamos, mas custa-me a compreender como é que ainda se procura contextualizar a tremenda gravidade do que é dito naquelas gravações. E nem sequer se ouvem provocações de alunos, só um silêncio siderado.
Maio 21, 2009 at 1:32 am
Subscrevo inteiramente …
A gravação e a professora
“A professora parece-me maluca. Isso, em si, não quer dizer grande coisa: alguns dos melhores professores que tive eram tidos como malucos. Admito, ainda, que pela conversa da professora ela seja do tipo em que seria aconselhável não frequentar garotos de 12 anos. Sobre ela, nada mais digo. Agora, esse escândalo levanta uma outra questão. No meu tempo, nós, os miúdos de 12 anos, comentávamos, entre nós, os professores malucos (as professoras malucas, também, mas, essas, era mais as pernas). Não se levavam as maluquices dos nossos professores aos pais e, muito menos, à rua e jornais. Nem estou a ver nenhum dos pais a pedir a um de nós: “Saquem- -lhe [ao professor maluco] uma maluquice que sirva de prova…” Foi bom ter vivido os meus 12 anos antes da popularização do gravador, fiquei sem memória de experiência de espião a soldo. Vão dizer-me que a gravação da professora de Espinho vai permitir que ela deixe de dar aulas e que isso é bom. Tudo bem. Mas eu digo-vos que é melhor ainda que, aos 12 anos, eu não tenha tido quem me fizesse espião a soldo”.
Ferreira Fernandes
DN
Maio 21, 2009 at 1:34 am
Fala-se muito em perder a cabeça…
Não é forte atenuante o facto de a professora ter perdido a cabeça em resultado de provocação? Claro que é!
A provocação até pode constituir um factor fortemente dirimente ( É um sinônimo de excludente de culpabilidade).
Agora passemos à proporcionalidade:
Foi a reacção da professora proporcional às circunstâncias?
Para isso está o inquérito…
Maio 21, 2009 at 1:38 am
Também deverá ser investigada a gravação e apurada responsabilidades!
Logo o mundo não é a preto e branco!
Maio 21, 2009 at 1:40 am
# 84 queria dizer “… para apuramento de responsabilidades”.
Maio 21, 2009 at 1:40 am
de acordo com o António Ferrão
os vários media manipulam estes factos relevando-os de acordo com as maquias estabelecidas pelos interesses sócio-económicos dos respectivos grupos de influência.
Quanto ao facto per si, permite-me uma opinião substancial: é irremediàvel. Independentemente de possíveis cortes, omissões e montagens a colega nunca mais terá condições para leccionar. Palavras são palavras e o que foi dito está dito. É o facto e a consequência.
A causa pode explicar o desequilíbrio mas não o justifica porque todos os dias estamos a ela sujeitos e todos os dias nos controlamos (violentamos).
É esta a nossa profissão.
Maio 21, 2009 at 1:40 am
Pedro # 83
Considero gravíssimo, repito, gravíssimo um menor utilizar um gravador a mando de adultos para incriminar a sua professora.
Maio 21, 2009 at 1:43 am
É, Pedro Castro! Temos de aplicar a fórmula Matemática ao Direito para ver se é proporcional.
Mas, antes, deveríamos saber o que o sistema está a fazer de nós.
Hoje “juventude” é uma ideologia a que todos temos de nos submeter.
Estou para ver! Se ainda cá estiver!
Maio 21, 2009 at 1:43 am
Pedro
De acordo.
E talvez desta história toda se retire algo importante. Que temos de nos olhar melhor, de perceber se há alguém que nos ajude quando estivermos mal, se há alguém amigo que nos faça parar e pensar, se seremos capazes de perceber se há alguém que precisa de ajuda para suportar um pouco melhor tudo isto
Tenho pensado muito nos colegas de escola da professora.
Maio 21, 2009 at 1:43 am
# 83
“Independentemente de possíveis cortes, omissões e montagens a colega nunca mais terá condições para leccionar.”
Ora essa. Porquê?
Nessa linha de pensamento há muito tempo que a dona Maria, “a passada”, deveria ser corrida do país! E então o chefe dela nem se fala.
Maio 21, 2009 at 1:46 am
Considero gravíssimo, REPITO, gravíssimo um menor utilizar um gravador a mando de adultos para incriminar alguém.
Maio 21, 2009 at 1:48 am
# 88, Intemporal
Compreendo que andamos todos revoltados com esta situação em que vivemos.
Logo ao mais pequeno ataque da nossa imagem reagimos de forma epidérmica.
Mas convém parar e pensar…
Ultrapassa-se a situação de Espinho sem investigar?
Acho que não!
Devemos tirar conclusões precipitadas?
Também não!
Maio 21, 2009 at 1:51 am
#89 Maria Teresa
É bom que saiam ideias nessa direcção. Tem de haver soluções. Posso não as conhecer ainda, mas democratizar o uso de gravadores ou máquinas de filmar não me parece…
#87 anahenriques
Os actos de menores inimputáveis não são da responsabilidade dos pais? Seja como for, parece-me que os miudos são peças instrumentais, há adultos no lugar de mandantes.
Maio 21, 2009 at 1:51 am
O comentário 86 demonstra, se dúvidas houvesse, de que há quem não se importe muito com linchamentos.
Podem alunos e pais utilizar os meios mais vis para tentar destruir vidas. Haverá sempre quem considera isso de somenos importância. E nem valerá a pena esperar pela conclusão do inquérito. A sentença está dada!
Grande solidariedade!
Maio 21, 2009 at 1:51 am
O pior inimigo de um professor é outro professor.
Bons noite a todos.
Maio 21, 2009 at 1:55 am
#92 Pedro Castro
Concordo. Mas não é só isso que está em causa. Muito do que se disse, sem se saber o que levou àquilo, nem o estado da colega, não me agradou nada.
Maio 21, 2009 at 1:55 am
Teresa
Esta semana uma colega de uma outra escola relatou-me que uma colega com depressão bipolar na fase up (eufórica) estava a ser fortemente impertinente com os alunos.
Denotava sintomas delirantes.
A Escola avisou a família da colega e esta foi para casa de atestado. Neste caso os colegas protegeram-na!
Maio 21, 2009 at 2:00 am
A dona Maria é claramente alguém muito perturbado psicologicamente, não é verdade?
Maio 21, 2009 at 2:00 am
Mas a felicidade atinge o cúmulo quando se persuadem de que têm uma nova doutrina. Eles, que inculcam às crianças meras extravagâncias, julgam-se superiores a Palémon e a Donato. (…) Nada lhes é mais suave do que mutuamente distribuírem admirações e louvores, e trocarem saudações. Mas se algum deixa um lapso, de que outro se apercebe, por Hércules! Que tragédia, que degladiação! Quantas injúrias e quantas invectivas!
Maio 21, 2009 at 2:04 am
E é (s)inistra.
Vou
Maio 21, 2009 at 2:05 am
Pedro
Exactamente. Essa é a solidariedade de que falo.
Maio 21, 2009 at 2:09 am
#79, António Ferrão,
Ainda estou por aqui…
Quanto a semântica, confesso que não é o meu
“forte”. Sou formada em Ciências e costumo ser pragmática. ” Inferências abusivas”? Por parte de quem? Apenas referi que se faz julgamento sem conhecimento de causa. Eu sou incapaz de o fazer, não me considero no direito de o fazer. Como já referi, entendo que primeiro averigua-se e depois julga-se, se for esse o caso.
Para evitar falsas interpretações, simplesmente digo que como Mãe e Professora não concordo com a linguagem e a postura utilizada na sala de aula, pela colega. Mas, DESCONHEÇO os antecedentes e por isso mesmo, não faço julgamento deste caso, em concreto.
Entende agora a mensagem ou ainda é dúbia?
Maio 21, 2009 at 2:20 am
Uma coisa é certa. Daqui para a frente vai ser muito mais dificil convencer os alunos a não fazerem gravações das aulas. Bem se lhes poderá dizer que é ilegal gravarem as aulas, que eles lembrar-se-ão que as gravações feitas neste caso não conduziram a sanções e, mais do que isso, até tiveram validade legal. Este caso vai ter como consequencia a banalização, aos olhos dos alunos, do acto de gravar aulas independentemente da vontade do professor.
Maio 21, 2009 at 2:26 am
parece-me ter ouvido num canal (creio que TVI24) que
“professora ata alunos às cadeiras e fecha a porta da sala”
sinais dos tempos e das oportunidades
Maio 21, 2009 at 4:57 am
#50
Pedro, nesse caso foi aberto um inquérito para averiguar se houve ou não infracção disciplinar, neste, abriu-se (ao que consta) processo disciplinar. Haverá factos que sustentem essa abertura (uma vez que a gravação é uma prova ilícita)?
#51
“E SIM AMANHÃ VOU DE CAMARA QUE ESTOU FARTA DE PEDIR UMA PARA A MINHA SALA DE AULA E NINGUÉM ME OUVE…”
Está a brincar, certo? Sabe que para filmar uma aula sua tem que pedir autorização escrita a todos os pais dos alunos e basta um não autorizar para não poder gravar.
#77
Alguns “agentes provocadores” não são tão “agentes” como isso.
#80
“escacha pessegueiro”… (Ezzee….ezzeee….) Cada tiro, cada melro. O Namor ainda acaba crucificado antes da colega de Espinho.
#103
“Bem se lhes poderá dizer que é ilegal gravarem as aulas, que eles lembrar-se-ão que as gravações feitas neste caso não conduziram a sanções e, mais do que isso, até tiveram validade legal.”
Está enganado. Estas gravações não podem ter validade legal (para nenhum efeito). Se houve adultos que instigaram ou permitiram estas gravações isso constitui crime.
Quanto aos alunos é facto provado que realizaram as gravações, ainda que com a circunstância atenuante de poderem ter sido induzidos a fazê-lo por adulto (carece de prova), não vejo como podem não ser penalizados, a direcção da escola perderia toda a credibilidade.
Maio 21, 2009 at 9:50 am
Passa por aqui muita coisa estranha, mas o mais intrigante é uma certa ideia difusa de uma qualquer lei do silêncio que deveria ser observada pelos docentes, tão cara às organizações mafiosas, ou uma igualmente tenebrosa cultura estalinista de solidariedade inquebrantável de classe.
É vergonhoso e significativo que passados 35 anos de democracia ainda se observem tantos tiques totalitários e perversos, ao abrigo de justificações patéticas e miseráveis, querendo defender o indefensável, em nome dos infra-valores de um sub-mundo de gangs e de grupos político-mafiosos.
Maio 21, 2009 at 9:54 am
#106,
Concordo completamente.
Sem reservas.
Ver post mais acima.
Maio 21, 2009 at 10:18 am
#106
Só advogo que as escolas devem apropriar-se de mecanismos suficientemente fortes para corrigir situações de ruptura do trabalho dos professores. Que as soluções serão tanto mais válidas quanto menos extravasarem os limites em que se verificaram. De preferência, não cheguem à direcção regional da educação. Se chegarem, que não tenham que transitar para os órgãos centrais do ministério. Mas se isso acontecer, que não cheguem às aberturas dos noticiários. Pode-se alegar que isto é defender o silêncio. Mas, de cada vez que se ultrapassam limites, sinto que é mais o ruído que entra que a informação que sai. Esta é a razão, não a defesa de qualquer silêncio.
Maio 21, 2009 at 10:20 am
#108,
António,
Percebo isso, mas ao nível das escolas movem-se demasiadas lamas.
Alguns dos casos mais graves de falta de profissionalismo que conheci ou ouvi falar tinham conivências locais.
Sabemos disso.
Maio 21, 2009 at 10:49 am
Estive agora a ler os comentários deste post e quero manifestar aqui o meu desagrado pela forma como o Paulo Guinote tratou o “Namor”. Parece-me que foi incorrecto ao revelar a identidade do “príncipe”, algo que nunca o vi fazer com tantos outros que vieram para aqui insultar e ofender ou simplesmente “poluir” as caixas de comentários. E nem consegui ver, nas palavras escritas, o que é que suscitou tanta irritação.
Já agora, sugiro ao Paulo que evite o tique recorrente de, quando lhe faltam argumentos, começar a apontar os erros gramaticais. Fica-lhe mal, até porque há comentadores “residentes” que escrevem aqui ao correr da pena, com erros de ortografia e de digitação que não se dão ao trabalho de corrigir, sem colocar pontuação, por vezes sem desligar sequer o CapsLock.
Por mim tudo bem, desde que se entenda, cada um que escreva como quiser.
Mas não é correcto o autor do blogue chamar a atenção para estas coisas apenas quando quer apoucar os comentadores que lhe desagradam.
Maio 21, 2009 at 11:02 am
#108:
A questão é esta: afastar das funções lectivas um professor perturbado implica contratar outro professor, pois os alunos não podem ficar sem aulas. E aqui entramos no tipo de autonomia que o ME nunca irá dar às escolas, pois mexe com questões orçamentais. E aqui sabemos que toda a política tem ido no sentido de aguentar as pessoas em funções até ao limite (basta ver algumas situações escandalosas que tem havido com juntas médicas) para reduzir despesas.
Maio 21, 2009 at 11:04 am
#109, Paulo, acho que os pais, na falta de acção da escola terão sempre a possibilidade de apelar para os órgãos centrais do ME, em particular a IGE. Do meu ponto de vista, nada justifica a gravação ilegal da aula e a sua difusão pública.
Maio 21, 2009 at 11:13 am
Vimos por este meio repudiar toda e qualquer calúnia que veio na imprensa sobre supostos abusos sexuais sobre crianças é totalmente infundada,apenas foram feitas abordagens no sentido de as ditas crianças fazerem determinados serviços orais.
Maio 21, 2009 at 11:49 am
#72
Muito curioso, mas certeiro… além da populaça, que gosta de ver sangue na arena, as primeiras reacções de condenação sem mais partiram de professores, mais tarde temperadas por bom senso.
Não está em causa a censura, mas o abuso de um excerto de 2 minutos numa aula de… mais tempo.
No mais, a discussão gira em torno de elementos acessórios, porque, de facto, o problema concreto muito poucos o conhecem. E assim se alimenta a fogueira.
Maio 21, 2009 at 12:00 pm
#114:
Há muito que penso que os professores são os maiores inimigos de si próprios e isso condiciona tudo o que colectivamente somos capazes de fazer.
Nós e a nossa autofagia, a nossa insegurança, o nosso medo… De que outra forma se explica a contradição entre os números das greves e das manifestações e o da entrega de OIs?
Maio 21, 2009 at 12:04 pm
#115
Mais… são a classe que mais denúncias apresenta contra colegas – veja-se o que se passa nos concursos. Basta ver o teor de algumas reclamações… não é assim com mais nenhuma outra.
Possivelmente haverá explicações para isto, mas nenhuma simples.
Maio 21, 2009 at 12:05 pm
Basta ver como com o argumento da defesa de uma colega, um comentador se atirou como gato a bofe a outros comentadores e a mim.
Maio 21, 2009 at 12:14 pm
É agradavel ver tantos identificarem-se com aquela ” senhora “. Abençoado corporativismo. A aluna gravou? Ainda bem. Quem vigia o espaço da sala de aulas? Seria possível denunciar a docente de outra forma? Basta ler aqui a caixa para saber que não. Aquela senhora ( se o é ) está a mais na escola pública. Ponto final. Não tem, face ao que se ouviu, qualquer defesa. Não representa a maioria? Provavelmente, espero. Mas ao ler tanta ” solidariedade ” começo a ter dúvidas. E preocupações.
Abraço Guinote. ( Lapidar e sereno o seu primeiro post sobre o assunto ).
Maio 21, 2009 at 12:59 pm
#118
Parafraseando, “é agradavel ver tantos identificarem-se com aquele ” senhor “. Abençoado partidarismo. O Alan Perkins gravou? Ainda bem. Quem vigia o espaço dos gabinetes ministeriais? Seria possível denunciar um politico de outra forma? Basta ler as caixas para saber que não. Aquele senhor ( se o é ) está a mais no governo. Ponto final. Não tem, face ao que se viu e ouviu, qualquer defesa. Não representa a maioria? Provavelmente, espero. Mas ao ler tanta ” solidariedade ” começo a ter dúvidas. E preocupações.”
Obviamente, o que atrás foi parafraseado é um disparate, mas é lógico e consequente com algumas teorias.
Permite é a passagem da fronteira entre o que é legítimo e não é… não tanto porque impede a condenação de criminosos, mas porque (e estamos a falar em tese geral) permite a condenação de armadilhados. Este É que é o problema, que se vê com clareza se deixarmos de lado o Freeport e a professora…
Maio 21, 2009 at 2:34 pm
#118,
Talvez convenha não confundir as coisas, seguindo uma filosofia maniqueísta: está contra a forma como se revelou o caso, logo, identifica-se com aquela “senhora”. Um pouco mais de seriedade e bom senso na abordagem das questões não faz mal a ninguém. Ou será que temos de nos comportar como a carneirada e passar a vida a balir como convém à ideologia dominante (veja-se que o caso serviu de notícia de abertura num meio de comunicação social – está tudo dito)?
Maio 21, 2009 at 3:04 pm
#81,
Ora, nem mais. Já gritei e disse alguns disparates mas nada parecido com o que ouvi, dito por aquela senhora…
Maio 21, 2009 at 3:20 pm
O Paulo denunciou a identidade do colega???
Que eu saiba, apenas disse que ele escrevia sob vários nicks. Para quê? Para parecer que são várias pessoas com a mesma opinião??
E já vi o Paulo fazer isto outras vezes com outros nicks!
Maio 21, 2009 at 4:58 pm
#118
«É agradável ver tantos identificarem-se com aquela ” senhora”»
Ou ando muito distraído ou não “vi” aqui ninguém a identificar-se com as palavras proferidas pela colega.
«A aluna gravou? Ainda bem»
“Quem (…) por divulgação de escrito (…) louvar outra pessoa por ter praticado um crime, de forma adequada a criar perigo da prática de outro da mesma espécie, é punido com pena de prisão até seis meses ou com pena de multa até 60 dias (…)” [nº 1 do artigo 298º do Código Penal (Apologia pública de um crime)]
“Quem vigia o espaço da sala de aulas?”
Quem vigia o que está neste momento a fazer?
“Seria possível denunciar a docente de outra forma?”
Claro que sim. Sucessivamente: participação ao Director de Turma; participação ao Conselho Executivo; participação à Inspecção Geral de Educação.
“Aquela senhora (se o é) está a mais na escola pública. Ponto final.”
Juízo de valor sem fundamento de facto ou de direito.
“Não tem, face ao que se ouviu, qualquer defesa.”
“(…)em quaisquer processos sancionatórios, são assegurados ao arguido os direitos de audiência e defesa.” [nº 10 do artigo 32º da Constituição da República Portuguesa]
Zangado com a CRP e com a presunção de inocência até trânsito em julgado de sentença condenatória?
Já li bons comentários seus. Seguramente, não é o caso deste.
Maio 21, 2009 at 5:22 pm
#118
Parece-me ser, até agora, a pessoa que mais se identifica com “aquela senhora”(partindo do princípio que considera a sua conduta “criminosa”). Aplaude um crime.
Eu não me identifico com a atitude da colega (embora não a condene). Apenas estranho o seu comportamento e o de quem convivia diariamente com ela e sabia das “acusações” das alunas e E.E. Deixaram chegar a este ponto sem nada terem feito para salvguardar uns e outros.
Resta que ninguém ficou bem na fotografia mas, quem cometeu um crime foram as alunas. Instigadas por adultos, mas cometeram um crime e também não é bom que se habituem a comet~e-los impunemente. Amanhã poderão fazer pior e justificar com abusos alheios. É isto que se pretende?
Até agora só o #118 defendeu que a gravação é digna de aplauso.
Eu defendo que a colega devia ter sido afastada, sem circo, há muito tempo.
Eu sei que tb aplaudimos outras situações que, à primeira vista, podem parecer semelhantes. Mas não são. Nem se tinham (no caso da colega) esgotado os recursos não mediáticos para a responsabilizar pela sua conduta, nem acredito que a colega tivesse poder suficiente para “abafar” ou controlar os meios legais ao dispor dos superiores hierárquicos.
Claro que instigar menores a cometer crimes é muito mais fácil do que fazer uma fiscalização séria da actividade de um professor. Não é, acção directa?
Maio 21, 2009 at 10:38 pm
… tenho vindo menos vezes aqui, por falta de tempo , aquele “bem essencial” que a conjuntura nos roubou.
Sem qualquer paternalismo, ou pedantismo, tenho que dizer que estou assustado com a “desarrumação que aqui vai”, do tipo – casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
Anteontem, pelo meio de um comentário que aqui deixei, sobre o tema que se instalou,disse :
“As imagens que vi preocupam-me ( monsieur de La Palice) começa a ser demasiadamente fácil e vulgar filmar aulas e, mais fácil ainda, se as imagens não enganam, um professor enlouquecer.”
Com muito respeito, sincero, por todos os intervenientes, pelo blog e o seu autor, o “ar” que hoje se respira aqui, faz-me pensar que aquilo que acima transcrevi, possa ter um sentido mais amplo do que seria desjável.
Pode haver ainda muita lucidez, mas é notório, a meu ver, que a serenidade de está a ficar seriamente abalada.
Estou em crer que o “inimigo” comum, atento, possa já, entre duas fumaças, ter soltado uma sonora e sarcástica gargalhada…
Seria caso para dizer, se este meio o permitisse, vamos beber um copo e conversar.
Maio 22, 2009 at 12:30 pm
A aluna tem menos 16 anos. Logo, nenhuma responsabilidade criminal.
Quanto ao resto: já vi um processo disciplinar desaparecer, DESAPARECER, com actas assinadas e tudo, de uma escola. O aluno era culpado de agressão sexual. O CD afirmou à DREN que o processo NUNCA EXISTIU! Lolololololol…tamos conversados?
Eu sei e vocês sabem que só se prova alguma coisa com muita sorte. E com dados na mão. Com a ajuda da escola e dos ” colegas ” fica tudo num limbo putrefacto de silêncio e cumplicidade. O resto é cinismo hipócrita. Metam videovigilância nas salas de aula. Era giro. Era…
Maio 22, 2009 at 12:38 pm
124.
Percebo o vosso problema. Não existindo fiscalização séria ou pouco séria convem que cá fora não se conheça o que se passa lá dentro. A miúda gravou. A questão não é ser ou não legal. Isso é fumaça. Fugir ao essencial. À denúncia. Factual. Assim tem de haver consequências. Sem gravação estavam todos na paz do senhor. Era mentira. Não se provava. Afinal, parece, a coisa durava vai para 3 anos e, parece, vai-se sabendo, a freak da profe tem tido cobertura: dos colegas e do CD. O resto é paleio. Habitual. Minudências jurídicas que da Casa Pia ao Freeport têm destruído a credibilidade da Justiça neste País.
Maio 22, 2009 at 1:29 pm
Conclusão: devemos render-os à evidência e aceitar, definitivamente, que Portugal é uma autêntica república das bananas, sem lei e sem norte. As instituições já não fazem qualquer sentido por não terem uma organização que lhes era subjacente, por isso, a política a seguir é a do salve-se quem puder…
E nós, simples bananinhas, colocamo-nos numa posição muito natural, ao que não tem uma coluna vertebral e duas pernas que garantam uma posição de verticalidade, para sermos comidas por quem assim o entender…