Recebi por mail do Ricardo Silva e confirmei nos blogues da APEDE e do MUP a seguinte notícia:

O PSD marcou para hoje um debate de actualidade no Parlamento sobre Educação para pedir “bom senso” ao Governo nas negociações do Estatuto da Carreira Docente, disse à agência Lusa o líder parlamentar social-democrata.

“Marcámos este debate de actualidade para que o Parlamento faça um ponto da situação e apelo ao bom senso do Governo no sentido da pacificação das escolas”, justificou Paulo Rangel.

Segundo o líder parlamentar do PSD, “seria importante que nas negociações do Estatuto da Carreira Docente o Governo se aproximasse das posições dos professores” e aceitasse “o fim das quotas” para promoção na carreira e “o fim da distinção entre professor titular e professor não titular”.

Paulo Rangel lembrou que “os professores têm pré-avisos de greve para a semana e têm uma manifestação marcada para 30 de Maio”, o que apontou como prova de que “continua a haver um forte conflito entre os professores e o Governo” que deve ser resolvido antes do fim deste ano lectivo.

Esta iniciativa parece decorrer de uma reunião recente tida por alguns movimentos independentes de professores (APEDE, MUP, PROmova) com o grupo parlamentar do PSD e ´´e bem-vinda embora eu ache bastante mais importante que o PSD apresente as suas propostas alternativas do que meramente interpelar o Governo nesta matéria, coisa já por demais feita, recorrente e sem resultados palpáveis.

Seria interessante saber o que o PSD pretende apresentar ao eleitorado em matéria de Educação, nomeadamente quanto ao modelo global do sistema de ensino (ciclos de escolaridade, currículos), se o modelo de gestão é para manter (e eu aposto que é, porque já vejo muita gente toda contentinha do vermelho ao azul e não apenas rosa ou laranja), o que é proposto em termos de carreira e avaliação dos docentes.

Criticar a farsa da avaliação-simplex já não chega, porque todos sabemos o que é. Falta algo mais. E as eleições são já a seguir…