A propósito do assunto que ontem à noite ocupou parte do noticiário da SIC – gravação da forma como uma professora se dirigia aos alunos numa sala de aula – e que foi abordado neste post, apercebi-me – caso já não o soubesse – que existe em muita gente um duplo padrão de conduta e de apreciação dos factos (alegados ou reais) em algumas matérias.
Vejamos:
- Há quem ache que estar a expor este caso em praça pública está errado porque implica uma espécie de julgamento prévio da pessoa visada. Compreendo, mas discordo. Em especial quando quem defende isso, surge de forma inflamada a querer a exposição pública de outros casos, para outras pessoas, em especial quando ocupam cargos públicos de responsabilidade.
- Há ainda quem considere que a SIC está em busca de audiências ao apresentar a dita gravação. Gostaria de saber a opinião dessas pessoas sobre a apresentação das gravações feitas sobre o caso Freeport pela TVI. Haverá quem alegue que são casos de natureza diferente mas, em minha opinião, o tratamento comunicacional é paralelo, com a diferença que ali temos uma gravação com a própria pessoa e em outro caso temos uma gravação em que falam sobre terceiros não presentes.
Em consciência, acho que qualquer dos casos merece divulgação pública. Se, como já disseram, a situação da docente – com ou sem estado de perturbação psicológica – já era conhecida na escola, mais grave é que a deixassem prolongar. Por isso, a denúncia é correcta. E, como escrevi, a docente deve ser suspensa enquanto se apuram os factos. Acho que é a forma correcta de proceder. Acho o mesmo, por exemplo, quanto ao caso do procurador Lopes da Mota.
Também em consciência, acho que nada justifica reacções de alarido, e aparente cegueira, por parte de quem acha que isto é tudo uma imensa tramóia e apontam timings suspeitos para a exposição deste caso. Poderíamos dizer o mesmo de muita outra coisa. Também não acho que eventuais actos incorrectos, fortemente incorrectos, por parte de uma colega professora possam ser justificados com comportamentos equivalentes de alunos ou encarregados de educação.
O erro alheio pode contextualizar o nosso mas nunca legitimá-lo.
Lamento a aparente impopularidade e não-corporativismo da minha opinião – que nãoi equivale a um linchamento público mas ao desejo de esclarecimento cabal dos factos, daí o “suspenda-se para averiguações” – mas não posso aceitar quem usa de duplo padrão para avaliar estas situações: a denúncia pública só é válida para os «outros», para os «adversários», mas para os «nossos» deve ocultar-se?
Tenho pena, mas a sala de aula também é um espaço público e eu gostaria que todos nós tivessemso padrões de exigência para com a nossa conduta superiores aos que são admitidos para os outros grupos profissionais, incluindo os políticos.
Porque, ao contrário do que se afirma, a imagem pública dos professores não está em baixa. Muito pelo contrário. Não estraguem tudo, ao querer varrer o que é incómodo para debaixo do tapete.
O silenciamento forçado nunca é a política certa.
Maio 19, 2009 at 10:34 am
Vejamos…
“ainda antes de me recolher a vale de lençóis com o Paulo Feytor Pinto, tenho a certeza que os exercícios são «bastante bons». Ainda o ano passado e no anterior foi assim. Desconfio que sei porquê. Há bons anos que isso se passa…”
Paulo Guinote no post ‘Tantos Equívocos’
Maio 19, 2009 at 10:34 am
Paulo, queres mesmo falar de silenciamentos? Pois a consequência mais inevitável de se publicar uma matéria noticiosa não é tanto o átomo de realidade que descobrimos como o universo de realidade que deixamos sossegadamente a vegetar na sombra.
Maio 19, 2009 at 10:34 am
Apenas troquei as palavras do seu contexto, são todas retiradas desse texto…
Maio 19, 2009 at 10:38 am
Creio ser inadmissível a gravação de aulas servir como prova, pois é proibida e passível de ser sujeita a trucagens. Alíás, os silêncios, em certas partes, sugerem cortes…
O que eu faria. Os EEs mostravam-me a gravação e eu agia disciplinarmente contra os alunos, investigando, depois, em testemunhos a credibilidade da coisa.
Porém, a gravação nem a ouviria.
Maio 19, 2009 at 10:44 am
#1,
Interessante.
Irrelevante para o que eu gostava de discutir.
Não muda em nada a minha opinião.
Não percebo esse esforço imenso por ocultar algo que só acha não existir quem não anda neste mundo.
Maio 19, 2009 at 10:51 am
Isto para mim é um no brainer, if i ever saw one.
Maio 19, 2009 at 10:52 am
Concordo inteiramente.Doa a quem doer e independentemente do que se venha a provar. Se houve queixas formais deveria ter-se proporcionado ajuda à colega.
É encarando o problema que se resolve. Poderia ter evitado o lavar de roupa suja na praça pública. Quiçá?…
Solidariedade sim, cumplicidade não.
É claro que a estratégia da divulgação noticiosa e o timing não são inocentes. É o preço da exposição. No auge da batalha não se olha a meios, é valido para os dois campos. Mas este é outro assunto, ou não.
Maio 19, 2009 at 11:07 am
Tento, mas não consigo escrutinar uma razão válida, para além de um (compreensível e saudável) espírito de unidade de grupo, para que o comportamento dos professores deva ser pautado por critérios mais exigentes que aqueles que são usados para os políticos e para os proprietários dos media. Aliás, vejo razões para que se inverta essa lógica. Do trabalho de um mau professor resultam prejuízos (lamentáveis) para algumas dezenas de alunos. Do trabalho de um mau político resultam prejuízos para milhões de pessoas.
Maio 19, 2009 at 11:14 am
#5 Eu vi e ouvi as coisas no youtube… Não estou a querer branquear nada… Apenas não creio que se deva aceitar gravações de aulas como prova.
Quanto ao resto, só a voz, o tom e o discurso da mulherzinha diz-me tudo…
Maio 19, 2009 at 11:15 am
Não está em causa o conhecimento de situações merecedoras de censura, mas antes o circo que se monta à volta dos problemas.
Não está em causa a maior ou menor censurabilidade da actuação da professora, sendo necessário averiguar também a actuação do PCE, do DT, e saber o que motivou a actuação da aluna.
O que está em causa é mesmo a dimensão que os problemas tomam: o Freeport não é sequer comparável a esta situação e no entanto a exposição mediática coloca os problemas ao mesmo nível.
Num caso como noutro, a investigação jornalística é determinante para que situações censuráveis caiam no esquecimento sem conclusão adequada. No entanto, o “sangue” que se faz pelo caminho é criminoso, porque a populaça quer ver o circo dos condenados e na euforia do espectáculo perde-se o sentido da dignidade.
Esse é o problema…
Maio 19, 2009 at 11:19 am
ANTÓNIO FERRÃO:
– Subscrevo o que diz.
PAULO:
– Hoje foste mais explícito na tua opinião,que é equilibrada e imparcial.
– Mas eu insisto que a Senhora em causa deve estar bem doente. E é como PESSOSOA DOENTE que tem que ser tratada.
– Concordo que deva ser suspensa sim senhor. E até concordo que seja utilizada uma gravação “legalmente proibida”, porque é uma forma objectiva de se provar a atitude da professora (doente).E corrigir o problema de uma vez por todas.
– MAS, FAÇA-SE O MESMO COM OS POLÌTICOS QUE SE PORTAM MAL! SUSPENDAM-SE JÁ. E UTILIZEM-SE TAMBÉM AS GRAVAÇÕES COMO PROVA, PARA EVENTUAL INCRIMINAÇÃO.
Maio 19, 2009 at 11:22 am
Não percebo esse esforço imenso por ocultar algo que só acha não existir quem não anda neste mundo.
É pacífico que num grupo profissional composto por 140 mil pessoas haja maus profissionais, ninguém de bom senso contestaria. Seja qual for a probabilidade de tal ocorrência, o número de casos cresce com o tamanho da população. Nem seriam precisos tantos. No grupo dos magistrados do Ministério Público, muitíssimo mais reduzido, já encontramos disso.
É igualmente inegável que existe um esforço imenso para ocultar os bons exemplos de práticas lectivas. Um esforço premeditado cuidadosamente planeado, que nada tem de fortuito.
Defender o rigor na informação não significa defender a dualidade de critérios ou a ocultação dos factos. Significa procurar uma imagem completa da realidade, na qual uma parte não se veja sistematicamente vilependiada.
Maio 19, 2009 at 11:39 am
Há bem pior…
http://videos.sapo.pt/aWCBzS2SIhahWzoftzgZ
Maio 19, 2009 at 11:42 am
Eu não sei porque carga de água vocês dão tanta importância ás escutas, eu.. pfffffff..! -desculpem dei um peido- eu já tive problemas desse género e as mesmas foram considerads ilegais; isso é uma cabala que estão a fazer á senhora.
Desculpem mas agora vou telefonar ao meu meerceiro para encomendar uma frutazinha.
Maio 19, 2009 at 11:45 am
Essas escutas da Casa Pia não existem, aliás a Casa Pia nem sequer existe é uma escola de ficção que foi inventada por jornalistas de ficção; a fonte de inspiração foi a escola dos Morangos com Açucar.
Maio 19, 2009 at 11:47 am
Concordo com a argumentação. No entanto, aquilo que ouvimos sugere que a professora está mesmo muitísimo desiquilibrada, na esfera do patológico.
Julgo que não se pode considerar que a senhora “errou”, pois é um ser humano que necessita urgentemente de tratamento.
A questão que coloco vai um pouco mais longe: sendo um caso conhecido, desde há três anos, qual a responsabilidade do CE, dos Departamentos, do corpo docente em geral? Vale a pena averiguar pois por vezes há tendência para sermos cúmplices pelo silêncio. Situações destas nunca se podem prolongar no tempo pois as consequências são normalmente muito graves, até porque os alunos são ainda crianças; não são adultos.
Não estou minimamente a culpabilizar nem a professora, ser humano em sofrimento, nem o corpo docente; estou apenas a lançar um alerta para as responsabilidades colectivas.
Maio 19, 2009 at 12:21 pm
# 16 working on a dream
Concordo contigo.
Agora julgo que houve dois pesos duas medidas tal como o Paulo afirmou.
Quando tivermos que leccionar a disciplina de educação sexual, gostaria de saber como e do que poderemos falar,ou o M.E. enviará um guião de leitura com o que deveremos ler?
P.S. Não ouvi a famosa gravação, pelo que de nada sei a não ser as noticias por alto.
Maio 19, 2009 at 12:28 pm
A professora está “doente”, está “em sofrimento”, e tantas outras frases feitas de um corporativismo bacoco e medíocre.
Por favor enfrente-se a realidade: a dessacralização das instituições tem como consequência a descida dos seus agentes ao inferno da vida real.
O resto são declarações beatas e considerações deslocadas no tempo, mais próprias de um salazarismo ou de uma outra qualquer visão parcial e infantilizada.
Este tipo de dialéctica cristalizada, em que se colocam determinadas profissões acima de qualquer suspeita, como que paradas no tempo e desligadas do mercado global, é anacrónica e idiota.
Mas algumas personagens ainda não perceberam e continuam com os neurónios sintonizados num histerismo delirante, vendo o mal na porta ao lado, mas sem capacidade crítica em relação ao que se passa dentro de casa.
Maio 19, 2009 at 12:32 pm
A senhora devia ter-se limitado(?) a dar a aula de História ponto. Mas parece-me que os contornos da coisa são mais complicados do que aparentam e têm antecedentes, a gravação foi premeditada, para fazer prova em tribunal não precisa de ser autorizada por um juíz? ou só nos casos do apito dourado e outros precisam dessa autorização? a professora não esteve nada bem (pois estou a ser simpatica e não se pode), são conversas completamente disparatadas mas só as conhecemos em parte, sinto-me desconfortável com isto tudo, mas sabemos que isto pode acontecer.
Maio 19, 2009 at 12:36 pm
Eu só alertaria o Paulo Guinote e outros justicialistas da cassete pirata para a extrema facilidade que existe em gravar a voz e imagem de terceiros, bem como em truncar e descontextualizar as passagens mais convenientes para os fins que se entender.
Do que estamos a falar é de manipulação e de procedimentos à margem da lei.
Ou para umas coisas queremos uma justiça tão rigorosa que até encomendamos pareceres jurídicos e noutras achamos que vale tudo, em nome de princípios que podem parecer muito éticos mas que não deixam de ser subjectivos?
Maio 19, 2009 at 12:37 pm
Entretanto no JN online
Um grupo de alunos da Escola Básica 2,3 Sá Couto, de Espinho, mostrou-se solidário com a professora de História suspensa e alvo de um processo disciplinar na sequência de alegadas alusões ao comportamento sexual dos estudantes e ameaças de retaliação.
“A professora está a ser alvo de uma grande injustiça”, referiu uma das estudantes ao JN. “Tem uma personalidade forte, mas deve ter sido provocada pelos alunos”, acrescentou.
O grupo solidário referiu-se também à turma a que pertencem os alunos que gravaram as alusões ao comportamento sexual de estudantes como “umas das mais problemáticas” daquela escola.
Maio 19, 2009 at 12:39 pm
Acho que não estamos de posse de todos os dados… é boa altura para crucificar uma professora e generalizar…
Maio 19, 2009 at 12:39 pm
#20 vide #1 e2
Maio 19, 2009 at 12:40 pm
#17:
Tollwut, vem aí o manual do aplicador da educação sexual. É só ler o que lá diz.
Depois fazem umas gravações às escondidas para verem se o pessoal leu bem.
Maio 19, 2009 at 12:41 pm
Aplauso Guinote.
O resto, como tanto comentário dúbio, fala por si e pelo corporativismo.
Abraço.
Maio 19, 2009 at 12:44 pm
Olha o h5n1 o Goobels deste Blog; homem não se esforce com tanta filosofia barata não vai a lado nenhum, deve ser um daqueles que se masturba ao ouvir os postulados Kantianus,; Trate-se homem, você sofre de um complexo de Édipo mal resolvido.
Maio 19, 2009 at 12:45 pm
Olha o Himmler também aqui apareceu.
Maio 19, 2009 at 12:52 pm
Está é tudo doente…
Maio 19, 2009 at 12:56 pm
Por favor, parem de varrer o lixo para debaixo do tapete.
Os professores têm de ser melhores que os políticos, melhores que os jornalistas, melhores que os médicos. (#8) Os políticos vêm e vão, os jornais nascem e falem, os médicos são substituídos quando não prestam. Os professores mudam vidas, criam cidadãos, educam os (que virão a ser) políticos, jornalistas e médicos. Ou, destroem vidas, criam autómatos, deseducam gerações. E nunca são substituídos: podem fazer estragos durante décadas.
Temos de ser exigentes. Temos de ser melhores que os outros. Podemos ter maus pais, maus alunos, maus governantes.
Pouco importa, se tivermos bons professores.
Maio 19, 2009 at 1:02 pm
Se tivermos maus pais nunca vamos superar isso; veja o casso de staline e hitler, superaram isso pela educação e até podem ter tido bons professores, mas veja no que eles se tornaram, isto para não falar do Salazar.
Maio 19, 2009 at 1:04 pm
Alguns dos comentários demonstram a dificuldade em lidar com argumentos e opiniões diferentes.
Curiosamente invoca-se a mesma retórica socretina da lei como único critério de aferição das condutas pessoais, mandando para o caixote de lixo da história a responsabilidade individual e a ética que devem presidir ao desempenhio de quem assume um papel na vida pública.
Sim porque a escola é uma instituição semi-pública (ver Arendt) e os docentes devem responder pelos actos que praticam no exercício da sua profissão, independentemente de poderem ser criminalizados pele lei ou não.
Quem assim não o entende, ou escolheu a profissão errada ou então já se tornou militante da ética republicana apregoada por este governo imoral e sem escrúpulos.
Maio 19, 2009 at 1:07 pm
#29:
Desculpe, mas isso é um chorrilho de disparates. Nenhuma pessoa ou grupo profissional é uma ilha na sociedade, imune o que o rodeia. Não são os bons professores ou a boa escola que mudam, só por si, o mundo que nos rodeia.
Maio 19, 2009 at 1:08 pm
# 29
Que exagero!!!! No tempo em que as crianças não iam à Escola…. eram todas ignorantes, tontas, desenraizadas, dependentes, não criativos….
E os professores não são Deuses!!!
No entanto, concordo com a exigência, individual e colectiva. Um corpo docente, exigente e responsável, teria agido no momento oportuno – “caso conhecido desde há três anos”- evitando a estimulação desta triste imagem do Professor.
Maio 19, 2009 at 1:10 pm
A palavra “suspensa” tem pelo menos duas acepções. Uma e outra servem perfeitamente para tratar de uma pessoa com aquela estatura ética. Viva a DREN.
Maio 19, 2009 at 1:12 pm
#31:
“Sim porque a escola é uma instituição semi-pública (ver Arendt) e os docentes devem responder pelos actos que praticam no exercício da sua profissão, independentemente de poderem ser criminalizados pele lei ou não.”
A questão é: devem responder a quem?
E já agora: quem acusa deve ser obrigado a ouvir a cassete inteira, ou bastam os 5 minutos que passaram na TV?
Maio 19, 2009 at 1:15 pm
#34 a expressão Viva a DREN também tem muitas acepções… e nos tempos que correm quase não creio que nenhuma seja boa…
Maio 19, 2009 at 1:15 pm
#34:
Viva a DREN, porquê? Os procedimentos que foram anunciados decorreram internamente e foram decididos pela PCE. A DREN limitou-se a confirmar.
Maio 19, 2009 at 1:16 pm
tira o quase… ficou a mais…
Maio 19, 2009 at 1:30 pm
A SIC continua hoje, em todos os noticiários, de hora a hora, a dar ampla divulgação ao caso. confesso que me sinto mal a ouvir não só o discurso em aula, mas também a forma como é conduzido. Há alí muita coisa que não bate certo. É claro que não podemos admitir que na escola se tomem atitudes daquelas, mas é imprescindível que se perceba o que se está a passar com esta professora. Não é normal que alguém que dedica a vida a formar jovens aja desta forma e o que me parece mais provável é que esta colega não esteja bem de saúde. Neste momento ela está a ser atirada às feras, assim, sem mais nem menos, e isso não me parece justo. Quando os professores são agredidos e injuriados, faz-se tudo para silenciar o caso que, regra geral, é classificado como isolado; mas este caso verdadeiramente isolado é divulgado aos quatro ventos em horário nobre e tudo. Há aqui qualquer coisa que não está certa.
Maio 19, 2009 at 1:44 pm
Sr. Guinote: sobre o post que publicou, apenas digo o seguinte: parabéns.
Maio 19, 2009 at 1:46 pm
Perfeita leitura. Acho inconcebível a dualidade de critérios.
E não compreendo o corporativismo.
Fiquei realmente muito triste ao ver a notícia pois independentemente dos contextos e, friso, sem julgamentos antecipados, as palavras que ouvi foram muito infelizes.
Mas… será assim tão difícil aceitar que existem realmente maus professores?
Independente da situação em si – volto a frisar – é um facto indesmentível que existem maus profissionais na educação.
Como em qualquer outra profissão.
Devemos aceitar essa realizade… e não tentar escondê-la.
Mas aproveitemos esta situação para levantar algumas questões pertinentes:
1 – Os que por aí já andam a rejubilar com o ocorrido, sabem, por acaso, se a professora em causa é uma das que o governo “classificou” como TITULAR, ou seja, uma das que poderia AVALIAR outros professores graças ao “sorteio” do concurso para professores titulares?
2 – Este modelo de avaliação irá realmente “encontrar” os maus professores? E irá ajudá-los a serem melhores profissionais?
Sim, os tais maus professores – que tantos militantes rosados que por cá aparecem dizem existir – serão realmente “identificados” com este modelo de avaliação???
Fica aqui lançado um desafio aos que aqui pairam defendendo este modelo:
- No final deste período de avaliação apresentem quantos foram os professores avaliados com MAU ou INSUFICIENTE neste biénio de avaliação.
É que em 20.000 avaliados no ano passado, pelos vistos, não houve nenhum…
Talvez assim, nessa altura, entendam melhor o que andamos aqui há anos a dizer…
…
… e deixem de dizer asneiras.
Maio 19, 2009 at 1:59 pm
Maurício, eu ia exactamente escrever o mesmo que tu.
Em 1ª lugar, abomino critérios de análise diferentes, do tipo: nós, se erramos estamos “doentes”, os outros são sacanas!
Não vamos a lado nenhum assim. Ainda bem que nos unimos contra as medidas absurdas deste ministério, mas não devemos tornar-nos cegos e incapazes de lucidez( qdo se trata de avaliar comportamentos lamentáveis de colegas).
A “doença mental” não justifica os comportamentos agressivos. Pode ser atenuante, mas apenas isso.
Como se sabe, todos os criminosos são “doentes mentais”. Uma pessoa sã é incapaz de matar, violar, etc.
Simplesmente, devem ser punidos pelo mal que causam a outrém. E devem ter acompanhamento psiquiátrico tb.
Maio 19, 2009 at 2:04 pm
Por outro lado, como diz o Maurício, isto expõe a farsa da avaliação docente.
Como se avalia um bom professor?
Esta senhora pode ter um portfolio brilhante, até planos de aula mto bem concebidos. ( tem mestrado, lembram-se?).
Esta senhora, que não deve ser titular, pq diz que tem um curso de 4 anos ( provavelmente ESE) e por isso é relativamente jovem, pode até ter pedido aulas assistidas noutra turma e ter um Muito Bom no final da avaliação. Ao que parece, havia turmas em que não há queixas. Talvez tivesse algum problema com apenas uma turma.
Por tudo isto, desconfio que o ME não se vai pronunciar sobre este caso.
Arriscavam-se a que lhes perguntassem: “Então, com este novo modelo de avaliação, não puseram os professores na ordem?”
Maio 19, 2009 at 2:07 pm
Palavras de Bertrand Russel que convém reter de cada vez que Francisco Pinto Balsemão abrir os seus canais informativos sobre as escolas públicas (ou serviços públicos em geral). A guerra a que se refere era outra, mas os métodos de processamento da informação permanecem os mesmos.
Although many of these highly revealing articles were buried in inside pages of the newspapers, a careful reading of the Western press every day made it possible to assess the character of the war from evidence and documentation which could not be easily dismissed. My method in accepting this material was the familiar procedure of ‘evidence against interest’. I assumed that when the New York Times stood to gain nothing from the publication of an article, it was likely to have no other motive than a desire to print a truthful account. Rarely does anyone fabricate reports an evidence which are inimical to his interest. I was soon to discover, however, that although some newspapers were prepared to publish isolated pieces of horrifying information, they had no intention of forming a coherent picture of the war from these reports and every intention of preventing others from doing so. The informed press knew that there was something seriously wrong about the war, but restricted themselves to pedestrian comments and peripheral criticisms. This course preserved their ‘responsible’ stance but prepared the ground for a later volte face when their earlier attitude was widely discredited. (Anyone who thinks this a far-fetched description of how the fourth estate goes about its business would do well to recall the press’ attitude to dissenters in other fields – for example to early critics of the Warren Commission report.)
Repeatedly the press gets away with such disgraceful behaviour through the helplessness of the public. Most people have no access to facts in matters about which their suspicions are aroused nor the resources to gather information independently. Even if they can remove these formidable obstacles, they still have no means of communicating their findings to the public. I have tried to overcome these difficulties in three ways: first, through a thorough study of the war as reported in Western, Vietnamese and other publications; secondly, by sending observers regularly through the Bertrand Russell Peace Foundation to travel widely in Indo-China and return with first-hand reports; [One such report appears at the end of this book] and thirdly, by raising my voice whenever possible.
Maio 19, 2009 at 2:15 pm
Tiremos a parte das “órgias” e o sexo da coisa, que é a parte que vende a notícia em plena discussão parlamentar sobre educação e preservativos, mas descontextualizada não me interessa para nada.
Ouvi qualquer coisa como isto:
“Estás feita comigo: quem faz os testes sou eu, quem os corrige sou eu.”
É sobre isso que profissionalmente me pronuncio.
Poupando na adjectivação, é nojento. E todos sabemos que existe. Todos nos cruzámos com profes (ia a escrever colegas, mas não são meus colegas) que exercem essa chantagem, que em última análise determina a influência das antipatias e simpatias na avaliação dos seus alunos, o que em grau menor nos condiciona a todos, mas aqui e tantas vezes é levada ao extremo de ser feita conscientemente.
Este extremo deve ser julgado na praça mais pública. E para mim (que não para a lei, e ainda bem, entenda-se) legítima a gravação, não como prova, mas como forma última de defesa da parte desprotegida, a aluna a quem de outro modo resta a impotência.
A espada da avaliação é muitas vezes uma defesa desesperada contra a indisciplina. Percebo por vezes o desespero mas não o posso aceitar. Como não aceito que se combata a criminalidade com sevícias e torturas.
Numa escola, mesmo numa escola com nome de fábrica de computadores, até um inspector consegue apurar toda a trama que está por trás de uns segundos de gravação, e até lá seria
no mínimo revoltante que quem proferiu tais ameaças não fosse suspenso, continuando a pressionar, e a avaliar, quem as denunciou. Apurada a verdade, se tal não tiver passado de um desabafo de revolta, justificado no contexto de toda a aula e episódios anteriores, quem o pronunciou sairá por cima.
O que me irrita nestes comentários de quem defende a todo o custo a sua colega, nem é o corporativismozeco, escudado no mal dos outros (os médicos, os políticos, etc.). É saber que muitos dos que o vomitam exercem a mesma chantagem ou são coniventes com a dos seus pares.
Tive algumas experiências bem frustantes ao tentar denunciar outros casos, um dos quais incluía apalpar as alunas e avaliá-las pelos seus atributos físicos, perante a passividade geral. Se calhar hoje também seria passivo. De algumas guerras terminamos por desistir. Mas não deixo de me irritar.
Maio 19, 2009 at 2:16 pm
A posição desassombrada do Paulo nesta matéria, como noutras, só pode trazer benefícios à imagem que a sociedade possa formar em relação aos professores, mau grado a postura irresponsável de quem tem obrigação (mesmo tendo “carácter forte”) de resistir a eventuais provocações de alunos.
Relativamente à questão dos “timings”, não concordo que colocar a sua hipótese seja uma questão de cegueira e mesmo o facto de em muitas outras situações se poder dizer o mesmo não retira peso ou pertinência a essa hipótese.
Mesmo no caso Freeport, parece-me insustentável que a aparição da famosa cassete não obedeça a “timings” inconfessados ou inconfessáveis. Que a partir da sua exibição se possa partir para o apuramento de qualquer verdade é todo um outro campeonato.
Já agora, o nosso primeiro fax não hesitou em processar um jornalista que pôs em causa a sua idoneidade moral. Alguém me sabe dizer se já agiu judicialmente ou pensa fazê-lo em relação ao senhor Charles Smith?
Maio 19, 2009 at 2:26 pm
#46 “Alguém me sabe dizer se já agiu judicialmente ou pensa fazê-lo em relação ao senhor Charles Smith?” Já agiu. É pública a informação.
Maio 19, 2009 at 2:27 pm
#46 doctor strangelove
Se porventura é crente, Deus o proteja de um dia se ver na situação de objecto de filmagem inesperada, com palavras suas a ilustrar contextos definidos por outros, a passar pela SIC em horário nobre. Será mesmo esta a sorte em que se sente confortável como professor? Se sim, só tenho de lhe reconhecer uma grandiosa coragem. Já agora, também boa sorte.
Julgava eu que era ingénuo…
Maio 19, 2009 at 2:34 pm
Concordo plenamente com o “suspenda-se para averiguações”.
suspenda-se a docente;
suspenda-se o Lopes da Mota;
suspenda-se o Alberto Costa;
suspenda-se o Sócrates pelo caso freeport;
suspenda-se o Sócrates pelo caso cova da beira;
suspenda-se o Sócrates pelos casos da aprovação dos projectos na Guarda;
suspenda-se o Sócrates pelo caso da Independente;
suspenda-se o Sócrates por ter enganado tantos socialistas;
suspenda-se a ministra pelo desvario legislativo;
suspendam-se os Secretários de Estado pelo mau desempenho profissional;
suspenda-se a justiça portuguesa pela sua podridão e ineficácia;
suspenda-se Portugal;
Por exemplo, como suspenderam e procederam disciplinarmente de imediato o Fernando Charrua.
Maio 19, 2009 at 2:35 pm
Pais surpreendidos
Esta manhã as aulas decorreram dentro da normalidade. Para muitos pais e alunos a suspensão da docente constituía uma novidade. Já os encarregados de educação dos alunos vítimas de alegadas alusões ao comportamento sexual aplaudem o afastamento da professora.
VEJA AQUI O VÍDEO DA REPORTAGEM NA MANHÃ DE HOJE
http://www.videos.iol.pt/consola.php?projecto=27&pagina_actual=1&mul_id=13136914&tipo_conteudo=1&tipo=2&referer=1
Maio 19, 2009 at 2:40 pm
Nunca gostei de emitir sentenças sem saber toda a verdade até porque, vi alguns colegas nessa mesma situação, que após procedimento disciplinar foram considerados inocentes.
Mas não suporto o duplo critério de alguns: o DVD para o Sócrates já serve para condená-lo em praça pública, mas uma gravação de uma alegada atitude de uma professora já é uma conspiração da SIC contra os professores!
Tenham paciência! Por estas e por outras, para aqueles que sentenciam os outros antes de saberem toda a verdade, é que este mundo anda de pernas para o ar.
Faltam-me muitos elementos para julgar a docente em questão e por esse motivo ela é inocente até prova em contrário.
Contudo não podemos negar a existência de docentes que são maus profissionais.
Dos meus 10 anos com experiência de PCE ainda me faz uma certa impressão perceber porque razão alguns professores foram aprovados em estágio.
Nem me venham com as supostas pós-graduações ou especializações…
Há professores, como em todas as profissões, que padecem da competência mínima para leccionarem:
-são desprovidos de um mínimo de bom senso!
Maio 19, 2009 at 2:41 pm
# 49,
Na linha do seu raciocínio dou-lhe razão!
Maio 19, 2009 at 2:44 pm
Reb,
também não é com 3 minutos de gravação que podemos julgar a docente em questão!
Maio 19, 2009 at 2:47 pm
Nem com o DVD do Charles Smith!
Maio 19, 2009 at 2:47 pm
Estranho …
Alunos dão a cara em defesa da professora …
Maio 19, 2009 at 2:49 pm
Concordo com a suspensão e a instauração de um processo de averiguação disciplinar a esta professora.
Maio 19, 2009 at 2:50 pm
# 55, por esse motivo julgá-la com uma gravação de 3 minutos é extemporâneo!
Maio 19, 2009 at 2:54 pm
# 57 ler “condená-la” em vez ” julgá-la “.
Maio 19, 2009 at 2:58 pm
Parece que, neste momento, com a falta de auxiliares nas escolas, há problemas a rebentar por todo o lado a este nível (“sexualidade”), se me faço entender … e fora das escolas. No caso das escolas está TUDO a ser abafado dentro de portas e nem os professores e funcionários sabem(…)
Etc.Etc.
Os putos gravam e mostram uns aos outros.
Etc.Etc.
Maio 19, 2009 at 3:00 pm
Na gravação parece que a professora sabe algo … (digamos)… a este propósito (…)…
Para mais o filho dela é mencionado (…)
Os miúdos gravam tudo…
Maio 19, 2009 at 3:02 pm
#48
Trata-se de repudiar este tipo de atitude, mais ou menos descontextualizada. A atitude em questão é sempre reprovável, com ou sem exibição mediatizada.
#47
Obrigado pelo esclarecimento, deve ser por isso que o Charles aparecia sempre a sorrir perante as câmaras.
Maio 19, 2009 at 3:08 pm
Pedro #51
Concordo totalmente contigo.
Maio 19, 2009 at 3:11 pm
A proósito de mediatização.
I have learned certain rules that must be observed in readind the newspers.
1. Read between the lines.
2. Never underestimate the evil of which men of power are capable.
3. Know the jargon of ‘terrorists’ versus ‘police actions’, and translate wherever necessary.
Experienced newspaper readers may care to compile their own glossaries of terms used for ‘our’ side and ‘their’ side.
Ibidem
Maio 19, 2009 at 3:12 pm
# 61
“A atitude em questão é sempre reprovável”
Há uns tempos atrás diria exactamente o mesmo.
Neste momento não o consigo dizer em face de tanto desvario na escolas, de tanta provocação a que os Profs estão sujeitos constantemente.
Confesso, contudo, o ser impossível dar-me na escola com uma colega destas, se me faço entender …
Maio 19, 2009 at 3:17 pm
Não sei se será novidade por aqui, mas repete-se a história…
“Os alunos que não têm aulas enquanto se realizam as provas de aferição dos 4º e do 6º anos de escolaridade vão ser compensados com mais dois dias de escola no final do ano lectivo. A decisão do Governo visa ultrapassar as dificuldades com que algumas escolas se debatem nesta altura, sobretudo nas zonas urbanas onde não há salas disponíveis para isolar os alunos que realizam as provas de aferição.” CM
Maio 19, 2009 at 3:22 pm
Orgias Sexuais Indiscretas ou Como Ensinar Educação Sexual Nas Escolas
“A presidente do Conselho Executivo da escola, Noémia Brogueira, disse hoje à Lusa que adoptou aqueles procedimento [gravação da aula por uma aluna menor] na sequência das queixas que recebeu “recentemente” de duas encarregadas de educação de alunas da turma”
Só não percebo uma coisita, insignificante por certo, mas…
Então, no caso Freeport, não se dizia que era ilegal a utilização de gravações não autorizadas?
“A gravação da conversa em DVD não é admissível como prova na lei portuguesa”
Em que ficamos afinal? Pode-se utilizar uma gravação áudio de parte de uma aula para suspender uma professora mas não se pode utilizar uma gravação vídeo, incriminatória, do ingº Socas para nada ?
E põe-se uma aluna menor a gravar uma aula? Edificante!
E a coisa foi tão estranha, tão estranha que não se ouvia barulho nenhum. Numa aula daquelas, no discurso daqueles, o mais natural era haver um ruído de fundo, umas gargalhadas, enfim, qualquer coisita que se parecesse com uma sala de aula de miúdos de 12 anos. Parecia que estavam todos calados para não perturbar a gravação.
E a DREN vai abrir processo à aluna que gravou o som e àqueles que o colocaram na TV, tal como fez ao aluno que publicou as imagens no caso do telemóvel?
Sem querer desculpar a “pobre” docente (pobre, porque ali há desequilíbrio), as leis não são as mesmas para todos?
E a esperta que mandou a menor gravar a aula sem autorização da professora? Não lhe acontece nada?
http://www.educacaosa.blogspot.com/2009/05/orgias-sexuais-indigestas.html
Maio 19, 2009 at 3:37 pm
Concordo completamente com o Paulo a propósito deste triste incidente. Claro, que há muito que podia discutir-se, incluindo aquilo que o Paulo também refere acerca da docente em causa já ter outros comportamentos que deveriam ter sido tomados em conta atempadamente. Mas há aqui um comportamento inaceitável por parte da nossa colega e não há atenuantes que possam desculpar o incidente, embora possam explicá-lo, claro!
Maio 19, 2009 at 3:41 pm
Penso, também, que a nossa colega não está bem e presto-lhe a minha solidariedade. Deus sabe, que a escola dá com qualquer um em louco. É preciso estar atento e tratar estas situações no início, sem perseguições. Quando se sabe que alguém numa escola não anda a ter um comportamento razoável, há que, da parte da escola, haver uma acção imediata para que as coisas não cheguem a este ponto.
Maio 19, 2009 at 3:43 pm
Alunos solidários com a professora suspensa
12h23m
Natacha Palma *
Um grupo de alunos da Escola Básica 2,3 Sá Couto, de Espinho, mostrou-se solidário com a professora de História suspensa e alvo de um processo disciplinar na sequência de alegadas alusões ao comportamento sexual dos estudantes e ameaças de retaliação.
“A professora está a ser alvo de uma grande injustiça”, referiu uma das estudantes ao JN. “Tem uma personalidade forte, mas deve ter sido provocada pelos alunos”, acrescentou.
O grupo solidário referiu-se também à turma a que pertencem os alunos que gravaram as alusões ao comportamento sexual de estudantes como “umas das mais problemáticas” daquela escola.
O presidente da Associação de Pais da Escola Básica 2,3 Sá Couto, José Carvalhinhas, mostrou-se também surpreendido com as notícias e com as gravações vindas esta terça-feira a público.
Os alunos que se deslocaram aos portões da escola para falar com os jornalistas fizeram questão de afirmar “que a professora não é assim” e que se tem sido “um ombro amigo”.
As encarregadas de educação que denunciaram a professora estiveram reunidas, esta manhã, com o responsável pela inquirição do processo disciplinar.
http://www.jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1237261
Maio 19, 2009 at 3:46 pm
#63
Continuo a achar que a mediatização nunca é inocente nem neutra, mas isso nada desculpa a atitude em questão, nem com muita (des)contextualização à mistura.
Maio 19, 2009 at 3:51 pm
“A presidente do Conselho Executivo da escola, Noémia Brogueira, disse hoje à Lusa que adoptou aqueles procedimento [gravação da aula por uma aluna menor] na sequência das queixas que recebeu “recentemente” de duas encarregadas de educação de alunas da turma”
ATENÇÃO: Se assim foi, a coisa é bem mais grave. A PCE NUNCA poderia autorizar uma coisa dessas!!!
Maio 19, 2009 at 3:56 pm
Este tipo de eventos deve deixar grande parte dos nosso deputados, «classe» política e jornalistas perfeitamente abismados: como é possível um sistema parlamentar tão sólido como o do Reino Unido cair numa verdadeira apoplexia «apenas» porque alguns dos seus membros terão defraudado as regras e em especial a confiança dos seus eleitores? «Um exagero, a coisa não é assim tão grave, todos fazem, aguardar pelo inquérito, é devolver e prontos….». Claro, em sistemas imberbes, pouco sólidos e de cultura política e cívica nada exigente como a nossa, assim seria. Já por lá, entende-se a coisa tão grave que pela primeira vez nos últimos 314 anos um speaker (espécie de presidente do parlamento) será forçado a demitir-se. Pela primeira vez em 320 anos, 2 membros da Câmara dos lordes foram suspensos. A coisa vai ao ponto de ser bem provável a realização urgente de eleições gerais para limpar o parlamento de elementos que, com propriedade, não poderiam continuar a ser chamados pelos seus pares como «Honourable Member of Parliament».
Cá, é o que é.
blasfemias.net/2009/05/18/aula-democratica/
Maio 19, 2009 at 3:58 pm
####
Maio 19, 2009 at 3:59 pm
On the record
Olá, desde há muito tempo.
Imagine-se que um membro do Governo fazia o mesmo que a rapariga-de-quem-tanto-se-fala-e-que-tem-professora-vidrada-em-sexo: um gravador digital na sala do Conselho. Presumo que ficaríamos todos com muito má ideia sobre o processo de decisão política. Como ficámos com péssima opinião sobre o que se passava na sala de aula. Agora, leve-se a hipótese para todas as reuniões privadas que conhecemos ou imaginamos conhecer (como, por exemplo, uma encontro do Conselho Superior do Ministério Público).
Basicamente, iniciar um golpe de Estado está ao alcance do dono de um gravador.
http://www.31daarmada.blogs.sapo.pt/2626884.html?mode=reply#reply
Maio 19, 2009 at 4:06 pm
Todos sabemos que o uso não autorizado de qualquer tipo de gravação (nas escolas) por parte dos pais de alunos e professores é Expressamente Proibida. Ilegal.
Lembrem-se dos Vídeos no You Tube (do Liceu Carolina Micaelis no Porto) e das gravações de alunos das escolas para efeitos da campanha política do PS.
Maio 19, 2009 at 4:46 pm
É giro o tempo que se perde a tratar um caso isolado (uma em 150.000?)e as inúmeras “conclusões” que se tiram a partir de uma mão cheia de nada.
Com as extrapolações que aqui vemos, onde vamos parar?
A professora é doida? foi a ministra que nos pôs, a nós, todos desvairados…
As gravações mostram uma coisa feia? em todas as reuniões se gravariam coisas horríveis…
A professora vai ser condenada? vamos já condenar todos os portugueses, a começar pela DREN, pela ministra, pelo sócrates, por todos os políticos…
A SIC noticiou o caso? é de certeza uma cabala para descredibilizar todos os professores…
A professora falou em sexo? é o caso de todos os professores titulares, escolhidos pela ministra: todos uns tarados sexuais.
Estas extrapolações são uma vergonha para quem quer manter um pouco de sanidade mental.
Eu sou professor titular: nunca faltei, estou no 10º escalão, nunca me furtei a assumir responsabilidades e *sempre* dei aulas. Lá porque há titulares que não o merecem ser não venham denegrir quem merece.
Façam o favor de não tomar a qualidade do todo pelos defeitos das suas más partes.
Maio 19, 2009 at 4:51 pm
“Há quem ache que estar a expor este caso em praça pública está errado porque implica uma espécie de julgamento prévio da pessoa visada. Compreendo, mas discordo. Em especial quando quem defende isso, surge de forma inflamada a querer a exposição pública de outros casos, para outras pessoas, em especial quando ocupam cargos públicos de responsabilidade.”
Diferença! Um professor por ter estatuto de funcionário da administração pública não se pode defender publicamente, como sabemos. Uma pessoa que ocupa responsabilidades públicas, embora sendo funcionário público, fá-lo permanentemente e constantemente publicamente.
Maio 19, 2009 at 4:54 pm
O encadeamento de incorrecções é tão grande que se torna difícil apontá-las todas.
A gravação aparece descontextualizada, porque:
a)não se conhece os antecedentes e todo o enquadramento que levou a professora a dizer tais frases
b)de 90 minutos de aula, ouve-se praí 1 minuto
c)estamos no Norte, e a referência a “furar o hímen” é banal, é o nosso correspondente a “perder a virgindade”, ou coisa parecida.
Maio 19, 2009 at 4:54 pm
Para além da falta de contexto, há calúnia pura, e intenção clara de queimar a docente, seja para ter audiências, seja ao serviço da guerra movida aos professores desde há 4 anos – e que já teve mártires, lembro…
A SIC dá a notícia, e outros órgãos de Informação (?) fazem eco da mesma, afirmando que a professora foi dar uma aula de educação sexual em que descreveu orgias em que participou!
Isto é criminoso, é má-fé!
Maio 19, 2009 at 4:55 pm
A minha experiência diz-me que é muito possível que se tenha passado algo do género:
1 – alunos e alunas vão sistematicamente para a aula descrever experiências sexuais num registo de vulgaridade
2 – professora não está pelos ajustes e queixa-se aos pais
3 – alunas e alunos, mimados da geração “Morangos”, copiam a tv e juram vingança
4 – levam câmara oculta e destatam a provocar a professora com os clássicos “e que é que tem, fazer sexo aos 12 anos” e coisas assim
5 – professora reafirma a sua posição e declara qualquer coisa como “é possível a abstin~encia sexual até uma idade em que a cabeça acompanhe as vontades do corpo”
6 – aí avança com o exemplo da mãe, que terá “furado o hímen” aos, sei lá, 25 (foi a idade com que as nossas mães o “furaram” na noite de núpcias e pelos vistos não morreram…
7 – tendo a docente mordido o isco, os alunos picam mais e mais a professora, levando-a aos píncaros da irritação e colhendo o que depois os FDP da SIC retiraram do contexto e muitos colegas festejaram, apedrejando de imediato a professora, para mostrarem que são professores bem amestradinhos, para quem a Odete Charnequeira e o Chico Chungoso têm SEMPRE razão, mesmo quando não a têm!
Maio 19, 2009 at 4:55 pm
Outras frases, ditas já na fase de irritação total, tendo uma turma toda (os sistemas de fidelidade adolescentes são tramados…):
- “Tenho 12 anos de básico, 4 de faculdade, dois de profissionalização e dois de mestrado, quando as vossas mães falam comigo devem tratar-me por senhora doutora”.
Na gravação é patente que ha antecedentes da turma, ou parte contra esta professora, que não deve ser das que come e cala.
As clientes de novelas da SIC que falaram, devidamente intoxicadas pelas filhinhas, serão porventura das que aparecem na escola e perguntam pela “gaja de Português” ou pelo “gajo de Matemática”.
Há contextos em que cada macaco no seu galho, e este é porventura um deles. Não me choca!
Maio 19, 2009 at 4:56 pm
“Sou eu que vos corrijo os testes” – onde está o espanto??? É obviamente mais difícil lixar uma professora do que uma empregada, que essa leva suas solhas e enrosca-se!
Maio 19, 2009 at 4:56 pm
Outra frase:
“Não querem dizer-me já agora com que idade perderam a virgindade para eu contar aos vossos paizinhos?”.
É para mim quase 100% certo que uma frase dessas é um protesto óbvio em relação a cenas escabrosas que estão ali a ser descritas! E que a professora presencia!
Mas alguém no seu perfeito juízo imagina que uma professora pode chegar a uma aula, virar-se para turma e começar a perguntar sobre a virgindade de cada um???
Sim, alguém imagina! Alguns professores, que estão a ser os primeiros a condenar sem saber o que se passou, com base em frases soltas de uma gravação DA SIC!!!
Maio 19, 2009 at 4:57 pm
# 76
“Eu sou professor titular”
Já se inscreveu na Ordem dos Titulares?
Primeiro tem que se inscrever. Depois compra o anel …
Já agora: É conde ou duque?
… para me inteirar da linhagem.
Maio 19, 2009 at 4:57 pm
Quantas vezes esta professora se terá queixado ao CE ou à(o) DT? Quantas vezes lhe terá sido dito que não há nada a fazer? Há quanto tempo andará ela a aturar sabe Deus o quê? Quantos alunos deste terá enviado para a rua, até ser pressionada por pais e por pares para não fazer?
Quantas reuniões morangais com açucarais terão ocorrido em preparação desta operação? A SIC estava a postos…
APOSTO que esta turma é a tirma da terra, a turma “benzoca”-saloia, e que não é uma turma das aldeolas à volta! Diz-me a experiência de muuuuuitos anos de ensino que são os meninos mimados que investem mais neste tipo de vinganças maquiavélicas, muitas vezes ajudados “de cima”.
Maio 19, 2009 at 4:58 pm
Hoje recebi pais. Atracessaram o átrio e perguntaram-me porque é que nós autorizávamos álcool, tabaco (?…), cenas estilo porno à frente da escola, e os encontrões, a pancadaria generalizada e o palavreado do mais obsceno berrado pela escola toda.
Pergunataram-me porque é que não lhes damos uns tabefes. Não disse nada. Eles não sonham que alguns até armas de fogo usam. Fiquei eu a ser o bandalho, o mau professor, para não “difamar o Ministério e os políticos em geral”!
A partir de agora, e a juntar a isto, teremos 28 alunos de câmara de vídeo apontada 90 minutos de seguida. E montagens em casa. E SIC à porta.
Os telemóveis, devido aos tarifários “fale grátias entre família”, já estão no fundo das mochilas a transmitir tpda a aula para casa. As partes das gravações em que eles irritam os professores de propósito para ouvirem desesperar, têm grande sucesso no MSN! Quando descobrirem que as montagens dão para despedir professores vai ser LINDO!
Depois disso só a Solução Final para docentes. Porque ao fime ao cabo, comas Novas Oportunidades, e num país de mão d’obra barata e ao serviço de Bruxelas, tornámo-no OBSOLETOS!
Parabéns aos colegas inquisidores, que estão a dar um valente empurrão ao processo.
Com 50 anos, talvez os Senhores do Bilderbergue aceitem pagar-me 100 euros por mês para apanhar lixo ou guardar retretes. Se comer só pão, dá para sobreviver, com uns cartões para dormir.
Maio 19, 2009 at 4:59 pm
Pelas “regras” decretadas por muito boa gente que aqui se insurge contra a acusação de uma pobre e traumatizada docente, também não se deveria ter julgado e punido os militares americanos da prisão iraquiana de Abu Ghraib!
Também os militares norte-americanos tinham razões do foro psicológico para actuarem assim, imersos num clima propício à tortura (experiências científicas provam-no sem margem para dúvidas), ainda por cima com instruções de superiores hierárquicos para procedimentos menos ortodoxos com os prisioneiros.
As imagens foram divulgadas pelos media, talvez por aqueles que queriam influenciar o curso da guerra (para utilizar os mesmos argumentos invocados pelo Ferrão).
Extraordinário como em determinadas alturas o pensamento racional de alguns é toldado pelo envenenamento ideológico ou por considerações retorcidas e abstrusas.
Não se quer ver o poder que um docente tem face a uma turma de crianças e adolescentes em formação.
Se esse poder e autoridade foi desperdiçado e hoje em dia está pelas ruas da amargura, a quem se devem queixar os docentes ????
Maio 19, 2009 at 5:03 pm
Vocês não aprendem…
Estão a ser roubados, ofendidos, pisados e tratados como atrasados mentais desde que o Partido Socialista subiu ao Poder e mesmo assim não aprendem…
QUAL É O INTERESSE DESTA NOTÍCIA!: O PINTO BALSEMÃO ESTÁ VENDIDO AO SR. JOSÉ SÓCRATES OU VOCÊS ACHAM QUE O PINTO BALSEMÃO JÁ NÃO LEVANTOU A FORTUNA TODA DO BPP…ENQUANTO OS OUTROS ESTÃO A ARDER!
ESTOU MAIS PREOCUPADO COM SITUAÇÕES DESTAS…:
Maio 19, 2009 at 5:05 pm
#85
Não há contextualização que lhe valha, se os alunos provocaram ou agiram incorrectamente há mecanismos para pôr cobro a esse tipo de atitudes.
Num momento em que o modelo de gestão está a mudar significativamente e os encarregados de educação e outros “agentes” ganham peso nas escolas é imperioso que se interiorize a consciência de uma conduta ética e pedagógica irrepreensível. Não há volta a dar-lhe.
Maio 19, 2009 at 5:06 pm
Vejam a SIC Notícias – A Opinião Pública agora…
Vocês não aprendem…
Maio 19, 2009 at 5:08 pm
Concordo com #87.
Mas o poder e a autoridade não foram desperdiçados.
O nosso poder vem da experiência e da capacidade que temos para respeitar os miúdos (tenham a idade que tiverem, sejam eles filhos de ricos ou de pobres). E esse é enorme junto a qualquer horda de morangos (com ou sem açúcar).
A autoridade mede-se, não pelo mando mas pela obediência: não vem do ministério, não vem do CE, não vem da palmatória.
Vem do respeito.
Maio 19, 2009 at 5:09 pm
Ontem, eu e o colega que aplicámos provas num 6º ano, passámo-nos literalmente com um fedelho. DUAS HORAS.
Depois de TODAS AS TACTICAS POSSÍVEIS E IMAGINÁRIAS para não incomodar os colegas agarrei-lhe nos braços com força e fi-los cruzar na carteira, peguei-lhe na cabeça e “afinquei-a” em cima dos braços. Gozou e continuou.
No final de tudo perguntei aos colegas da turma se era sempre assim o seu comportamento. Disseram que sim. Dois anos disto.
A DT (das colegas mais pacientes e afáveis da escola) contou-me posteriormente que já fez tudo e que a mãe sempre colaborou com ela e a escola.
Talvez pela mãe, os professores daquele CT aguentaram … tudo.
Maio 19, 2009 at 5:09 pm
h5n1 fala de sexo, das orgias em que participa:
TReparem que ele disse “regras”: menstruação!
Depois apontou para os genitais e disse que tinha lá dentro guardado um “Ferrão”, com letra grande e tudo, porque o tarado sexual deu-lhe um nome.
E é assassino, porque no antepenúltimo parágrafo confessa que vai procder a um “envenenamento”!!!
Cadeira eléctrica já! Justiça de Fafe! MATA!!!!! MATA!!!!! MATA!!!!!
Maio 19, 2009 at 5:11 pm
De contextualização em contextualização chegaremos ao ninho de cucos…
Maio 19, 2009 at 5:12 pm
Extraordinário o número de argumentistas que por aqui aparecem a dar o seu contributo para explicar ou justificar o injustificável.
Realmente confirma-se que alguns docentes são espectadores assíduos de telenovelas e de séries sem qualidade e que por este andar ainda acabam por ficar ao nível dos alunos menos dotados, o que aliás é patente neste episódio caricato.
Pobre país.
Maio 19, 2009 at 5:12 pm
#88 livresco
Não é o Pinto Balsemão que está vendido ao Sócrates, muito antes pelo contrário…
Maio 19, 2009 at 5:12 pm
Notas sobre um despacho de arquivamento que suscitou muitos comentários de reprovação ocaso que se passa a relatar tem sido muito comentado em blogues e não só, dado consagrar um entendimento da liberdade de expressão não muito vulgar ou habitual nas nossas autoridades judiciárias, nomeadamente no Ministério Público.Um qualquer procurador da República adjunto foi, no passado dia 27 de Fevereiro de 2009, interceptado pela polícia, no Seixal, enquanto conduzia o seu automóvel e, em simultâneo, falava ao telemóvel.
O agente de autoridade elaborou o respectivo auto de contra-ordenação, que não foi assinado pelo infractor (o magistrado), que se recusou a fazê-lo. Entendeu o agente da PSP comunicar à sua chefia o que disse o magistrado no momento em que foi interceptado, destacando as seguintes frases: “Eu não pago nada, apreenda-me tudo… Cara…, estou a divorciar-me, já tenho problemas que cheguem… Não gosto nada de identificar-me com este cartão, mas sou procurador… Não pago e não assino … Ai você quer vingança, então o agente Frederico ainda vai ouvir falar de mim. Quero a sua identificação e o seu local de trabalho.”
Maio 19, 2009 at 5:14 pm
Não é uma situação “natural”. Os miudos sabiam que estavam a gravar … e com as “costas quentes”. Provocaram mais.
Maio 19, 2009 at 5:16 pm
# 95
Da discussão nasce sempre algo de bom.
Maio 19, 2009 at 5:17 pm
De seriozinho em seriozinho o Ferrrãozinho está todo contentinho. Ó Ferrão, hãããã?… O sabor do sangue fresco da vítima julgada e apedrejada em praça pública é do melhor!
Com professores destes merecemos isto e muito mais. No dia em que nos puderem de cócoras a beijar o rabo aos Directores e aos presidentes da câmara, e a sacudir-lhes a pilinha quando vão fazer xi-xi, APOSTO que a primeira pergunta de muitos colegas (90%?), com a baba a escorrer em golfadas, será:
– E dá créditos?
Maio 19, 2009 at 5:17 pm
O MP no seu melhor
Via Jumento:
Vale mesmo a pena ler a a decisão do Ministério Público relativo ao arquivamento de um processo contra um dos seus magistrados, que recentemente foi notícia na comunicação social. Depois, cada um faça o que entende, tanto dá para rir como para chorar, depende do respaito que ainda se tenha pelo país e pelas suas instituições e, em particular, pela justiça, com letra pequena pois aquilo que temos não justifica o recurso a letra grande.
Peça nº 1322 – Arquivamento de inquérito 01-04-2009Área temática – CriminalEspécie – Arquivamento de inquéritoUnidade org. – PGD de LisboaProcesso – 5/09.6TRLSBAutor da peça – João Manuel Parracho Tavares CoelhoTítulo – Denúncia contra Magistrado. Injúrias e ameaças. Inexistência de crime. Arquivamento do Inquérito
Sumário
I – Não incorre em prática de qualquer crime, designadamente o de injúrias ou de ameaças, aquele que, perante o agente de autoridade, em exercício de funções, no acto em que está a ser autuado (por eventual violação de regras de trânsito), a título de desabafo e sem que lhe dirija as palavras, se limita a expressar “Caralho! Já ando com problemas que cheguem… e o sr. ainda vai ouvir falar de mim” (sic). II – Com efeito, nem o vocábulo “caralho” encerra qualquer epíteto dirigido à autoridade nem o alerta de que “ainda vai ouvir falar de mim”, no contexto em que foi proferido, não contém a anunciação de um “mal futuro”, apto a causar “inquietação, medo ou prejudicar a liberdade”
Texto integral:
Inquérito nº 5/09.6TRLSB – (contra Magistrado – PRAdjunto)
I – Introdução – Objecto da comunicação/denúnciaA PSP do Seixal, mediante auto de notícia elaborado pelo sr. Agente — (nº….), entendeu comunicar ao Ministério Público da área (na pessoa do Exmº Procurador-coordenador do Tribunal da Comarca do Seixal, Dr…..) factos que têm como protagonista um Procurador da República adjunto, o Exm. Colega —-, registados quando foi este interceptado enquanto conduzia veículo automóvel e, em simultâneo, falava ao telemóvel.
Aquele agente de autoridade elaborou o respectivo auto de contra-ordenação pela infracção verificada, em 27 de Fevereiro de 2009, pelas 14 horas e 53 minutos, na Praça das Geminações (Torre da Marinha – Seixal (Auto nº —— a fls. 5) que não foi assinado pelo infractor (o magistrado) por se ter recusado a fazê-lo.
Segundo tal auto contra-ordenacional, o condutor (o magistrado do MPº) praticou a infracção rodoviária prevista artº 84º, n. 4 do Código da Estrada, punível com coima (de 120 a 6.000 €) e com sanção acessória de inibição de conduzir (de 1 a 12 meses, nos termos dos artºs 145º, n. 1 e 147º, n. 2 do mesmo Código).
Mais entendeu o sr. Agente autuante dar notícia à sua chefia (cfr. fls. 4) do que expressou o autuado no momento em que foi interceptado, destacando as seguintes frases: “Eu não pago nada, apreenda-me tudo… Caralho, estou a divorciar-me, já tenho problemas que cheguem… Não gosto nada de identificar-me com este cartão, mas sou procurador…Não pago e não assino… Ai você quer vingança, então o agente Frederico ainda vai ouvir falar de mim. Quero a sua identificação e o seu local de trabalho”.
Foi na posse destes dados que o Exmº Procurador-coordenador do Seixal entendeu, como era, aliás, de seu mister, dar notícia hierárquica, à Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, “para conhecimento” (of. de fls. 2).
II – Da inexistência do crime
O participado, que é Magistrado do Ministério Público[1], beneficia de «foro especial», nos termos conjuntos dos artº 12º, n. 2, a) do CPP artº 92º do respectivo Estatuto (Lei nº 60/98, de 27 de Agosto). [2]
Estamos em crer, sem margem para dúvidas, que a matéria comunicada não constitui qualquer ilícito (penal ou disciplinar).
Mas vejamos.
É certo que é exigível a todos os cidadãos uma postura de colaboração e de urbanidade para com os agentes de autoridade no exercício de funções, maxime na disciplina e controlo das regras estradais.
De todo o modo, não se vislumbra que as expressões utilizadas e proferidas pelo autuado magistrado, consideradas as circunstâncias da sua publicitação, constituam qualquer crime, designadamente de injúrias ou de ameaças. Com efeito, no contexto em que foram ditas só se podem ter como “desabafos” de quem foi surpreendido a infringir o Código da Estrada e nunca como intencionalmente utilizadas para ofender a honra do Exmº agente de autoridade autuante ou outrém.
Desde logo, o dizer-se que “não pago nada e não assino” é uma referência de opção pessoal que apenas terá reflexos na marcha e tramitação do processo contra-ordenacional.
Por outro lado, o vocábulo “caralho” utilizado, não obstante integrar um termo português de calão grosseiro, como se apreciou, foi proferido como desabafo e não como injúria dirigida ao OPC [3] autuante. Ou seja, o autor da expressão “desabafou” sem que se tenha dirigido ao autuante o epíteto, chamando-o ou sequer tratando-o por “Caralho”. Na gíria popular, considerado o contexto e as circunstâncias (pendendo divórcio e tendo já problemas, fica aceite uma fase de perturbação do autuado), tal expressão equivale a dizer-se, desabafando “caralho, estou lixado”. Admite-se que houve falta de correcção na linguagem proferida, mas não de molde a beliscar a honorabilidade pessoal e funcional do sr. agente autuante.
O facto de o magistrado infractor ter referido que não gosta de se identificar/exibir com o seu documento profissional (cédula pessoal de “livre trânsito”) não integra qualquer recusa de identificação, pois o autuado disse ser Procurador e identificou-se integralmente com o Bilhete de Identidade.
Por seu turno, o desabafo “Ai você quer vingança, então o agente F. ainda vai ouvir falar de mim” não contém qualquer ameaça, ainda que velada ou insinuante, pois que a frase não encerra qualquer promessa de um mal futuro que determine que o destinatário se possa considerar perturbado na sua livre circulação, passando a recear a concretização de que algum mal lhe suceda, como “prometido”.
São três os elementos essenciais do conceito de “ameaça” constante do tipo objectivo de ilícito: – um mal, que há-de ser futuro cuja ocorrência dependa da vontade do agente – cfr. AMÉRICO TAIPA de CARVALHO, Comentário Conimbricense, pág. 343.
O crime de ameaças do artº 153º CP, entre outros requisitos, exige que a ameaça seja proferia em tom sério e apta atingir a liberdade pessoal da pessoa humana, que compreende o interesse jurídico do indivíduo à imperturbada formação e actuação da sua vontade, à sua tranquila possibilidade de ir e vir, à livre disposição de si mesmo ou ao seu status libertatis, nos limite definidos na lei (neste sentido Nelson Hungria, II Vol., pág. 145).
E segundo Leal Henriques e Simas Santos, no seu Código Penal anotado (artº 153º) “a ameaça é punida, por um lado, pelo perigo que a acompanha e o alarme que poderia inspirar sendo conhecida; e por outro, porque é um acto de natureza a causar, por si só, perturbação social, isto é não lesando directamente a liberdade, contudo perturba a tranquilidade de ânimo, causando um estado de agitação e incerteza no ofendido ameaçado que não se crê seguro na vida ou nos bens.” E dizem mais: “ameaçar é prenunciar ou prometer um mal futuro que constitua crime, é anunciar a intenção de causar um facto maléfico… é o facto de o sujeito, por palavras, escrito ou gesto, ou qualquer meio simbólico, anunciar à vítima a prática de um mal injusto e grave, consistente num dano físico, económico ou moral.”
Finalmente, também o facto de o magistrado ter pedido a identificação do agente autuante não traduz qualquer ilícito, pois que consubstancia até um direito.
Supra, deixaram-se desenvolvidas algumas considerações jurídico-penais no campo de análise substantiva.
Todavia, também importante é ajuizar sobre a procedibilidade da comunicação para eventual procedimento criminal, dentro do quadro processual (direito adjectivo) e que afira da legitimidade do MPº para investigar e exercer a acção penal.
Os crimes que se poderiam ter como verificados (injúrias e ameaças) – e já se disse que não se mostram verificados os respectivos pressupostos ou elementos do tipo – têm natureza semi-pública (cfr. artºs 181º, 184º, 132º, n. 2, alínea l) e 188º, n. 1 alínea a), e 153º, n.s 1 e 2, respectivamente, todos do Código Penal).
Ora, atenta a natureza dos crimes in judice, conforme estipulam os artºs 48º e 49º do CPP, para que o MPº possa ser investido na legitimidade para a investigação e ulterior exercício da acção penal (se for caso disso), previamente tem de ser exercido o direito queixa pelo respectivo titular (o ofendido) tal como prescreve o artº 113º, n. 1, do CP.
E como se viu, os autos foram instaurados sem que tivessem o suporte de qualquer queixa ou manifestação de vontade de procedimento criminal, sendo certo que não se imputam ou descrevem factos integradores de outro/s crime/ s público/s.
Concluindo – e julga-se não haver motivos que aconselhem a maior profundidade e exaustão – não temos como verificado qualquer crime, maxime de natureza, pública que determinem a legitimidade do Ministério Público para promover o processo. E sendo assim, porque não há lugar a diligências de investigação e à constituição de arguido[4], determina-se o arquivamento dos autos (artº 277º, n. 1 do CPP).
Notificações e comunicações:
1. com cópia, comunique ao senhor Procurador-coordenador do Tribunal do Seixal, que informará o Exmº magistrado visado neste inquérito
2. com cópia, dê também conhecimento à Exmª. Procuradora-Geral Distrital de Lisboa.–//–
Lisboa, 01 de Abril de 200O Procuradora-Geral Adjunto( João Manuel Parracho Tavares Coelho)
[1] – Procurador da República adjunto no Tribunal judicial do Seixal.[2] – cfr. artº 92º do respectivo Estatuto (Lei n.º 47/86, de 15 de Outubro , sucessivamente alterada : Lei n.º 2/1990, de 20 de Janeiro, Lei n.º 23/92, de 20 de Agosto, Lei n.º 60/98, de 27 de Agosto, Rectif. n.º 20/98, de 02 de Novembro, Lei n.º 42/2005, de 29 de Agosto).[3] – Abreviatura de Órgão de Polícia Criminal.[4] – Por não haver “suspeita fundada da prática de crime”. (cfr. alínea a) do n. 1 do artº 58º do CPP).
http://farpasdamadeira.blogspot.com/2009/04/o-mp-no-seu-melhor.html
Maio 19, 2009 at 5:19 pm
Educação para a sexualidade nas escolas?!
Livra.
Maio 19, 2009 at 5:19 pm
Este h5n1 não é o H5N1, não pode ser! E ou não é professor, ou é professor amanuense! Quem semia colhe. Amanhã pode ser um dos que agora atiram a pedra na “pecadora”! Cretinos!
Maio 19, 2009 at 5:21 pm
96. Estão casados: Jura?
Maio 19, 2009 at 5:21 pm
Bem vou trabalhar…:
Não aprendem…
Maio 19, 2009 at 5:21 pm
Ora aí está no Público online! A professora foi provocada para as gravações!
Maio 19, 2009 at 5:23 pm
“vocês não aprendem”
Estejam atentos:
Livresco vai a seguir dizer em quem devemos votar.
É o grande educador da classe operária!
Maio 19, 2009 at 5:30 pm
Do Público:
“Sempre foi muito correcta. Não tenho nada que lhe possa apontar”, disse. Samir dá um exemplo da atitude pela qual diz “admirar” a docente: “Eu mudo muito de namorada e a professora Joaquina sempre me disse que isso não estava bem e que eu devia ter cuidado”.
Ricardo Joel Familiar, do 8.º ano, é outro aluno que garante que “ela é a professora mais espectacular da escola”.
Carlos Santos, 18 anos, também defende Joaquina Rocha: “Ela é muito boa professora e sempre a ouvi dar bons conselhos ao pessoal”.
Sobre a gravação da conversa em que a docente se terá referido à alegada actividade sexual de duas alunas, em termos que os pais das mesmas consideram impróprios, tanto Samir, como Carlos e outros jovens dizem que “aquilo foi tudo arranjado”.
Ricardo Joel Familiar assegura que “as alunas já fizeram aquilo de propósito e provocaram a conversa toda porque sabiam que estavam a gravar”. Daniel Ferreira considera, aliás, que “a professora não disse nada de mais. Foi é muito provocada para chegar àquele ponto”.
Maio 19, 2009 at 5:32 pm
Embrulhem…:
Escola EB 2/3 Sá Couto
Alunos consideram professora suspensa de escola de Espinho como “a mais espectacular”
19.05.2009 – 15h37
Dezenas de alunos da Escola EB 2/3 Sá Couto de Espinho descrevem a docente, que foi suspensa devido à acusação de manter conversas impróprias nas aulas, como “a professora mais espectacular na escola”.
Estudantes do 7.º ao 9.º ano – aos quais a referida docente Joaquina Rocha lecciona as disciplinas de História ou Cidadania do Mundo Actual – afirmam que ela sempre se revelou preocupada com os problemas pessoais dos seus alunos. “Mas sem deixar de dar a matéria das aulas”, asseguram.
Samir Nica, 19 anos, diz que ela “é uma professora espectacular. Dá as aulas, mas também se preocupa com o que a gente anda a fazer lá fora. É a nossa segunda mãe aqui na escola”. “Quando eu tinha algum problema, era com ela que ia falar e ela ajudou-me sempre”, acrescenta o jovem.
“Sempre foi muito correcta. Não tenho nada que lhe possa apontar”, disse. Samir dá um exemplo da atitude pela qual diz “admirar” a docente: “Eu mudo muito de namorada e a professora Joaquina sempre me disse que isso não estava bem e que eu devia ter cuidado”.
Ricardo Joel Familiar, do 8.º ano, é outro aluno que garante que “ela é a professora mais espectacular da escola”.
Carlos Santos, 18 anos, também defende Joaquina Rocha: “Ela é muito boa professora e sempre a ouvi dar bons conselhos ao pessoal”.
Sobre a gravação da conversa em que a docente se terá referido à alegada actividade sexual de duas alunas, em termos que os pais das mesmas consideram impróprios, tanto Samir, como Carlos e outros jovens dizem que “aquilo foi tudo arranjado”.
Ricardo Joel Familiar assegura que “as alunas já fizeram aquilo de propósito e provocaram a conversa toda porque sabiam que estavam a gravar”. Daniel Ferreira considera, aliás, que “a professora não disse nada de mais. Foi é muito provocada para chegar àquele ponto”.
Outro aluno, que preferiu não ser identificado, tem a mesma opinião, mas acrescenta: “Isto só chegou ao ponto em que está porque a nossa directora de turma nunca gostou dessa professora e, como também é directora dessa turma [em que se deram os incidentes], aproveitou para fazer disto um grande caso”.
“Se tivesse sido com outra professora qualquer”, continua o mesmo estudante, “não tinha havido nada disto”.
Rui Silva realça ainda que “ninguém tem razões de queixa da professora a não ser esse 7.º ano. E nem é a turma toda! São só as duas alunas que arranjaram este barulho todo”. Essas estudantes, dizem, já teriam reclamado de Joaquina Rocha à directora de turma.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1381561&idCanal=58
Maio 19, 2009 at 5:32 pm
Do Público:
Outro aluno, que preferiu não ser identificado, tem a mesma opinião, mas acrescenta: “Isto só chegou ao ponto em que está porque a nossa directora de turma nunca gostou dessa professora e, como também é directora dessa turma [em que se deram os incidentes], aproveitou para fazer disto um grande caso”.
“Se tivesse sido com outra professora qualquer”, continua o mesmo estudante, “não tinha havido nada disto”.
Rui Silva realça ainda que “ninguém tem razões de queixa da professora a não ser esse 7.º ano. E nem é a turma toda! São só as duas alunas que arranjaram este barulho todo”. Essas estudantes, dizem, já teriam reclamado de Joaquina Rocha à directora de turma.
— E EU NÃO SOU INTELIGENTE! E ESTES ALUNOS TÊM 14, 16 ANOS! SÓ OS PEDABOBOS É QUE NÃO VÊEM O QUE ESTÁ Á VISTA DE TODOS!
COLEGA JOAQUINA, OS MEUS PARAB´NES POIS É DAS ÚLTIMAS PROFESSORAS DESTE PAÍS, E TINHA QUE VIR DO NORTE. AQUI NO SUL É SÓ VIRA-CASACAS!
Maio 19, 2009 at 5:32 pm
Ricardo Joel Familiar assegura que “as alunas já fizeram aquilo de propósito e provocaram a conversa toda porque sabiam que estavam a gravar”. Daniel Ferreira considera, aliás, que “a professora não disse nada de mais. Foi é muito provocada para chegar àquele ponto”.
Outro aluno, que preferiu não ser identificado, tem a mesma opinião, mas acrescenta: “Isto só chegou ao ponto em que está porque a nossa directora de turma nunca gostou dessa professora e, como também é directora dessa turma [em que se deram os incidentes], aproveitou para fazer disto um grande caso”.
“Se tivesse sido com outra professora qualquer”, continua o mesmo estudante, “não tinha havido nada disto”.
Rui Silva realça ainda que “ninguém tem razões de queixa da professora a não ser esse 7.º ano. E nem é a turma toda! São só as duas alunas que arranjaram este barulho todo”. Essas estudantes, dizem, já teriam reclamado de Joaquina Rocha à directora de turma.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1381561&idCanal=58
Maio 19, 2009 at 5:35 pm
106. Vocês não aprendem dado que estão a ser roubados, ofendidos, pisados e tratados como atrasados mentais desde que o Partido Socialista subiu ao Poder e mesmo assim não aprendem…
VOTA ONDE QUISERES! – não te venhas é queixar depois!
Maio 19, 2009 at 5:35 pm
Sobre a gravação da conversa em que a docente se terá referido à alegada actividade sexual de duas alunas, em termos que os pais das mesmas consideram impróprios, tanto Samir, como Carlos e outros jovens dizem que “aquilo foi tudo arranjado”.
Ricardo Joel Familiar assegura que “as alunas já fizeram aquilo de propósito e provocaram a conversa toda porque sabiam que estavam a gravar”. Daniel Ferreira considera, aliás, que “a professora não disse nada de mais. Foi é muito provocada para chegar àquele ponto”.
Outro aluno, que preferiu não ser identificado, tem a mesma opinião, mas acrescenta: “Isto só chegou ao ponto em que está porque a nossa directora de turma nunca gostou dessa professora e, como também é directora dessa turma [em que se deram os incidentes], aproveitou para fazer disto um grande caso”.
“Se tivesse sido com outra professora qualquer”, continua o mesmo estudante, “não tinha havido nada disto”.
Rui Silva realça ainda que “ninguém tem razões de queixa da professora a não ser esse 7.º ano. E nem é a turma toda! São só as duas alunas que arranjaram este barulho todo”. Essas estudantes, dizem, já teriam reclamado de Joaquina Rocha à directora de turma.
http://www.publico.clix.pt/videos/?v=20090519140235&z=1
Maio 19, 2009 at 5:35 pm
Ora aí está! Tivesse eu tanta certeza dos números do totoloto! Sigam o link do livresco! A verdade vem sempre ao de cima e ainda virá mais!
Leiam os posts que meti mais acima, e estava à vista dum cego. Hão-de confirmar que é a turminha da terrinha. Vocês leram Piaget de mais e perderam a noção da REALIDADE!
Até garotos vêem mais do que vocês! Têm a Milu que merecem! E viva o Eduquês!
Será que dá créditos serem vocês a gravar os colegas? Vamos pensar nisso? Tenho desgosto de ter muito boa gemte como colega de profissão!
Maio 19, 2009 at 5:38 pm
106. Para tua informação o ME e este governo anda a farejar as escolas para mediatizar casos destes…: teoria da conspiração? Não pá: inside information do ME
Vocês não aprendem!.
Vota onde quiseres!: foi assim que os judeus acabaram no duche!
Maio 19, 2009 at 5:40 pm
Já te disse:
Tenho acesso a inside information…
Maio 19, 2009 at 5:40 pm
Quando os alunos defendem a sua professora … todos sabemos o que significa. E por aqui me fico.
Ah! TVI
Professora suspensa é «a mais espectacular»
Alunos descrevem a professora como «segunda mãe»
VÍDEO A professora de História da Escola Básica 2,3 Sá Couto (em Espinho) foi suspensa, mas os alunos descrevem-na à Lusa como «a professora mais espectacular na escola».
Os estudantes do 7.º ao 9.º ano afirmam que a professora sempre se revelou preocupada com os problemas pessoais dos seus alunos, «mas sem deixar de dar a matéria das aulas», asseguram os alunos.
Samir Nica, 19 anos, diz que a docente «é uma professora espectacular. Dá as aulas, mas também se preocupa com o que a gente anda a fazer lá fora. É a nossa segunda mãe aqui na escola».
Considerando a professora como uma pessoa «sempre muito correcta», o aluno diz «não ter nada que possa apontar à docente», admitindo falar com a professora sempre que tinha algum problema.
«Quando eu tinha algum problema, era com ela que ia falar e ela ajudou-me sempre», afirma.
Admirada pelos alunos
Samir dá um exemplo da atitude pela qual diz «admirar» a docente: «Eu mudo muito de namorada e a professora Joaquina sempre me disse que isso não estava bem e que eu devia ter cuidado».
Ricardo Joel Familiar garante que «ela é a professora mais espectacular da escola».
Carlos Santos, 18 anos, também defende Joaquina Rocha: «Ela é muito boa professora e sempre a ouvi dar bons conselhos ao pessoal».
Sobre a gravação da conversa os jovens dizem que «aquilo foi tudo arranjado».
Conversa provocada por alunas
Ricardo Joel Familiar assegura que «as alunas já fizeram aquilo de propósito e provocaram a conversa toda porque sabiam que estavam a gravar».
«A professora não disse nada de mais. Foi é muito provocada para chegar àquele ponto», afirma Daniel Ferreira.
Outro aluno, que preferiu não ser identificado, tem a mesma opinião, mas acrescenta: «Isto só chegou ao ponto em que está porque a nossa directora de turma nunca gostou dessa professora e, como também é directora dessa turma [em que se deram os incidentes], aproveitou para fazer disto um grande caso».
«Se tivesse sido com outra professora qualquer não tinha havido nada disto», assegura o mesmo aluno.
Rui Silva realça ainda que «ninguém tem razões de queixa da professora a não ser esse 7.º ano. E nem é a turma toda! São só as duas alunas que arranjaram este barulho todo».
Segundo estes alunos, as duas estudantes «que arranjaram este barulho todo» já teriam reclamado de Joaquina Rocha à directora de turma.
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/professora-espinho-alunos-sexo-educacao-tvi24/1064833-4071.html
Maio 19, 2009 at 5:42 pm
Escrevam:
Este é um governo de psicopatas e lembrem-se que o sr. José Sócrates mais do que nunca quer a cabeça de 150.000 professores servida numa bandeja de prata! – E vão ser feios, porcos e maus…vale tudo…
Maio 19, 2009 at 5:42 pm
livresco
Sorry. Não reparei que já tinhas colocado o link.
Maio 19, 2009 at 5:42 pm
Então e os interrogatórios pidescos apara tentarem obrigar os miúdos a acusar professores? Com isso estas donzelas ofendidas não espirram tanta peçonha! Bater em professor é de borla, e eles sabem, pois levam nas lonas todos os dias e agradecem, devido ao facto de a Sociedade de consumo alienar o ser humano la bla trotsky bla bla edgar morin bla bla bernard shaw bla bla formação integral do ser humano enquanto ser social na socialização do objectivo e do conteúdo bla bla pano encharcado nas ventas!
Salvé Mulher do Norte, COLEGA JOAQUINA, tenho orgulho em ser seu colega!
Maio 19, 2009 at 5:45 pm
Há uns dias a SIC fez uma reportagem sobre o acontecimento numa escola de Tavira. Os pais e alunos apoiavam o professor suspenso pelo Macário Correia. Testemunharam-no à SIC.
Ordens de “lisboa” reprovaram a reportagem!
É o que constou pelo burgo.
Maio 19, 2009 at 5:45 pm
9
Mai 09
|| Flic empranchado, mortal à frente, duplo jeté ligado a mortal atrás e saída de 1/1 frente
Por josé simões, às 17:15 | comentar
Os blogues e os comentários – principalmente a estibordo – que ontem se insurgiam contra a pouca-vergonha e a falta de respeito, a stôra só pode ser uma perigosa esquerdista está mais que visto e revisto, são os mesmos que hoje assobiam para o lado, e alguns até nem leram a notícia ou, na melhor das hipóteses, como já li pelo Twitter, como “aquilo foi tudo arranjado”, onde é que já se viu, onde é que já chegámos? Não se pode sair à rua, nem falar à vontade que corremos o risco de ser gravados que isto é só bufaria.
Para número de contorcionismo está excelente.
http://derterrorist.blogs.sapo.pt/845224.html
Maio 19, 2009 at 5:45 pm
Público on-line
Dezenas de alunos da Escola EB 2/3 Sá Couto de Espinho descrevem a docente, que foi suspensa devido à acusação de manter conversas impróprias nas aulas, como “a professora mais espectacular na escola”.
Estudantes do 7.º ao 9.º ano – aos quais a referida docente Joaquina Rocha lecciona as disciplinas de História ou Cidadania do Mundo Actual – afirmam que ela sempre se revelou preocupada com os problemas pessoais dos seus alunos. “Mas sem deixar de dar a matéria das aulas”, asseguram.
Samir Nica, 19 anos, diz que ela “é uma professora espectacular. Dá as aulas, mas também se preocupa com o que a gente anda a fazer lá fora. É a nossa segunda mãe aqui na escola”. “Quando eu tinha algum problema, era com ela que ia falar e ela ajudou-me sempre”, acrescenta o jovem.
Maio 19, 2009 at 5:46 pm
Quem é a PCE?
Maio 19, 2009 at 5:47 pm
E mais
“Sempre foi muito correcta. Não tenho nada que lhe possa apontar”, disse. Samir dá um exemplo da atitude pela qual diz “admirar” a docente: “Eu mudo muito de namorada e a professora Joaquina sempre me disse que isso não estava bem e que eu devia ter cuidado”.
Ricardo Joel Familiar, do 8.º ano, é outro aluno que garante que “ela é a professora mais espectacular da escola”.
Carlos Santos, 18 anos, também defende Joaquina Rocha: “Ela é muito boa professora e sempre a ouvi dar bons conselhos ao pessoal”.
Sobre a gravação da conversa em que a docente se terá referido à alegada actividade sexual de duas alunas, em termos que os pais das mesmas consideram impróprios, tanto Samir, como Carlos e outros jovens dizem que “aquilo foi tudo arranjado”.
Maio 19, 2009 at 5:47 pm
Terça-feira, 19 de Maio de 2009
O circo está montado e para ficar…
É criminoso o julgamento na praça pública, destroem-se vidas em nome de valores de fachada.
É cobarde o julgamento com base em situações cujos contornos não são conhecidos na sua globalidade. A professora até pode ter tido um comportamento incorrecto, mas há um contexto que não pode ser esquecido – e ninguém fala nisso. Ocorreram factos censuráveis? Pois que se apure com rigor toda a situação, mas não se faça este espalhafato. Basta que se comunique no fim qual a situação e qual o castigo – ou não.
A aluna que gravou a conversa também não tem nada de anjinho e ninguém se preocupa em perceber o que está por detrás dessa situação: vingança por más notas? Foi instrumentalizada? Afinal, que motivação tem uma miúda de 12 ou 13 anos para gravar uma conversa com alguém? Parece evidenciar uma situação com antecedentes. Alguém se preocupou em a sinalizar devidamente em tempo? Onde estavam os pais agora juízes? E a Escola (direcção, director de turma…)?
A coberto da defesa da dignidade dos seus filhos, alguns pais excedem-se… basta-me assistir a reuniões de pais na escola dos meus filhos para ver os tiranetes-pais em defesa dos monstrinhos que têm em casa… “ele é assim…” serve para desculpar os excessos, mau comportamento e fraco aproveitamento escolar…
Também é triste que a “prova” assim obtida sirva para uns mas não sirva para outros. Triste é que uns possam ser suspensos desde logo e outros devam manter-se em funções até que se prove a culpa.
Como reagirão os papás quando a escola decidir que os alunos apenas podem levar para a escola uma caneta, um lápis e uma borracha, além de cadernos e livros? Acabaram-se os ralhetes ao professor que impede a criança de atender a mãe, que se lhe deu um telemóvel “é para a atender sempre que a mãe entender”, mesmo que perturbe a aula…
O circo está montado, alimentado por uma maioria que se diverte a espezinhar os outros sempre que tem oportunidade. É o ser humano na sua vertente mais repugnante… isto tem a ver com sexo ou problemas de outra natureza?
http://inducacao.blogspot.com/2009/05/o-circo-esta-montado-e-para-ficar.html
Maio 19, 2009 at 5:47 pm
Ricardo Joel Familiar assegura que “as alunas já fizeram aquilo de propósito e provocaram a conversa toda porque sabiam que estavam a gravar”. Daniel Ferreira considera, aliás, que “a professora não disse nada de mais. Foi é muito provocada para chegar àquele ponto”.
Outro aluno, que preferiu não ser identificado, tem a mesma opinião, mas acrescenta: “Isto só chegou ao ponto em que está porque a nossa directora de turma nunca gostou dessa professora e, como também é directora dessa turma [em que se deram os incidentes], aproveitou para fazer disto um grande caso”.
“Se tivesse sido com outra professora qualquer”, continua o mesmo estudante, “não tinha havido nada disto”.
Rui Silva realça ainda que “ninguém tem razões de queixa da professora a não ser esse 7.º ano. E nem é a turma toda! São só as duas alunas que arranjaram este barulho todo”. Essas estudantes, dizem, já teriam reclamado de Joaquina Rocha à directora de turma.
Maio 19, 2009 at 5:49 pm
O ME e este governo anda a farejar as escolas para mediatizar casos destes…: teoria da conspiração? inside information do ME…
Vocês não aprendem!.
Maio 19, 2009 at 5:52 pm
Não aprendem…:
E esta não é fora de contexto – é uma directa…
|| Vale zero; vale nada
Por josé simões, às 23:48 | comentar
“Antes tarde do que nunca”, lá diz o povo. Neste caso concreto não se aplica; é tarde demais. Pesa-lhe na consciência a atribuição por “serviços excepcionais e relevantes prestados ao País”, previstos no Decreto-Lei 404/82, uma pensão vitalícia a Abílio Pires e Óscar Cardoso, inspectores-adjuntos da PIDE, ao mesmo tempo que recusava uma pensão à viúva de Salgueiro Maia?
Um é porque foi bombista, outro é porque era comunista, o outro é porque era não sei o quê. O homem “fez” a Revolução e no dia 26 de Abril meteu a espingarda à bandoleira e rumou a casa de onde nunca mais saiu. Não havia por onde lhe pegar, logo só pode ter sido porque fez a Revolução. A haver Memória, no próximo dia 10 de Junho havia uma pessoa, e só uma, de coroa de flores na mão frente ao monumento a Salgueiro Maia: o actual Presidente da República. Mas como o povéu gosta é de festa…
http://derterrorist.blogs.sapo.pt/844740.html
Maio 19, 2009 at 5:55 pm
JA, rendadebilros, livresco e ana henriques,
continuam a defender o indefensável, um professor não pode, em circunstância alguma, assumir um discurso do calibre em questão.
Maio 19, 2009 at 5:56 pm
Essa não ajuda à imagem da classe. Tb tenho turmas difíceis e não insulto os meus alunos daquela maneira!
http://gataescondida.wordpress.com/2009/05/19/nao-ha-desculpa/
Maio 19, 2009 at 5:58 pm
129. Não estou a defender nada – e nem fiz qualquer juizo de valor: a esta altura do campeonato só se fosse burro!
O ME e este governo anda a farejar as escolas para mediatizar casos destes…: teoria da conspiração? inside information do ME…
Maio 19, 2009 at 5:59 pm
juízo
Maio 19, 2009 at 6:02 pm
129. Maus profissionais existem…:
Agora se se querem atirar todos para a pira…está à vontade…
Maio 19, 2009 at 6:06 pm
Saíram as listas
Maio 19, 2009 at 6:09 pm
A professora é uma perigosa esquerdista? Vítima de perseguição?
Não ofendam a minha inteligência.
A dita professora é uma fascista ignorante (“com quem tu te mestestes…”), com uma pesporrência e arrogância inacreditáveis. A forma como humilha os alunos, como os incita, como os provoca é lamentável.
Defender tais comportamentos (explicando-os, justificando-os, menorizando-os, generalizando-os) é pior que mau: é estúpido.
Maio 19, 2009 at 6:10 pm
#108
livresco: “Embrulhem…:”
embrulhem porquê? porque há alunos que admiram a professora? e isso desculpa a atitude noticiada? ou foi tudo uma montagem monstruosa?
Maio 19, 2009 at 6:13 pm
# 129
Não estou a ajuizar, nem me metia nisso. Estou a tentar perceberos “enquadramentos”, o que é diferente.
As escolas estão a funcionar na base de jogos de poder.
Este país está um “nojo”.
Maio 19, 2009 at 6:16 pm
Pode tudo ser retirado de contexto…mas aquela “está a 1,70metros abaixo de mim” é inadmiss´vel em qualquer contexto. Pessoal também temos que ser exigentes connosco para o podermos ser com os outros.
Maio 19, 2009 at 6:16 pm
A Educação Sexual na escola já era.
Maio 19, 2009 at 6:17 pm
Desculpem, colegas, mas ouviram mesmo a gravação??
É que me custa a crer que uma pessoa que fala com os alunos daquela maneira seja uma pessoa “espectacular” como dizem esses miúdos que a defendem.
A pessoa em questão até pode ser espectacular umas vezes mas tb é lamentável outras! Talvez seja uma pessoa algo desequilibrada que se aproxima de mais dos alunos colocando-se ao nível deles. Às vezes, isso dá barraca!
Não a acuso sem a ocnhecer, mas acuso o que ouvi: aqueles 2 ou 3 minutos foram lamentáveis, arrogantes, prepotentes, etc.
Lamento, mas não consigo contextualizar ou justificar o injustificável!
Maio 19, 2009 at 6:17 pm
135. Não conseguiste atingir a minha ironia pois não? Azar…
Maio 19, 2009 at 6:19 pm
Ora vamos lá então, caros colegas que já tinham o feito o filme todo e condenado a professora sem apelo nem agravo, a rever as posições face aos últimos desenvolvimentos. É no que dão as precipitações.
Eu continuo a dizer que nem acuso nem desculpo a professora, aguardo um processo justo e esclarecedor.
E chamo a atenção que, se em relação aos excessos de linguagem é necessário avaliar a sua gravidade em função do contexto de toda a aula, o que nenhum de nós tem condições de fazer com os dados disponíveis, há uma ilegalidade que é incontestável: a gravação da aula. Se não houver a punição adequada para quem o fiz, instigou e divulgou, então também não há qualquer legitimidade moral para punir a professora.
Como professor não me custa nada admitir que os professores erram e que em determinadas situações merecem ser sancionados. Não aceito é que isso se faça da forma como aqui se tenta fazer, com gravações clandestinas devidamente truncadas e descontextualizadas.
E a recusa deste método para “fazer justiça” contra os professores devia ser um ponto de honra para todos nós. Infelizmente não é.
Maio 19, 2009 at 6:19 pm
Vive-se um clima de guerra civil nas escolas…eles conseguiram…95% dos professores anda a tentar lixar os outros: mentira? Não me façam rir!
Maio 19, 2009 at 6:25 pm
136. “Embrulhem” – Claro que sim…outro que pensa que quando eu faço um past é por concordo com o artigo de jornal ou post de blog:
Isto chama-se agitar consciências!
Faz-me lembrar a situação do Vital Moreira…não deixem assentar a poeira que não é preciso…
Escreve:
129. Maus profissionais existem…:
Agora se se querem atirar todos para a pira…está à vontade…
Maio 19, 2009 at 6:26 pm
#135:
Tantas certezas, Bruno!
Se dependesse de si já nem era preciso o processo de averiguações para nada.
Maio 19, 2009 at 6:29 pm
145. Concordo…: é ao bom estilo da Inquisição! Os nazis fizeram o mesmo…aos judeus…
Maio 19, 2009 at 6:31 pm
Vou descansar um pouco:
Deitei-me às 3 da Manhã e levantei-me às 8!
É o que faz colaborar em blogs para ver se se consegue mudar o rumo deste país…roubo às horas de sono.
É…uma percentagem mínima luta pela classe docente e o resto anda a dormir…
Maio 19, 2009 at 6:37 pm
Como queiram, continuo na minha, há situações que exigem uma tomada de posição firme e inequívoca: a atitude daquela professora, tal como foi noticiada (agora já não há nada a fazer), é absolutamente reprovável. Foi empolada e aproveitada para jogos de poder? Azar. É possível contextualizá-la de várias maneiras? Obviamente que sim.
Tomemos mais cuidado no futuro. Quanto ao resto, apure-se a verdade e decida-se em conformidade.
Maio 19, 2009 at 6:40 pm
Esta situação é lamentável e não deveria ter acontecido. Há bons e maus professores, os professores são pessoas; acertam e erram, uns menos outros mais. Educar crianças e jovens é uma tarefa cada vez mais complexa, que exige ponderação, bom senso e trabalho de parceria. Os professores não podem trabalhar isolados dentro da sala de aula, quando surge um problema, seja com um aluno, seja com um professor, deve ser resolvido de imediato e não empurrado para debaixo do tapete. Com os problemas de indisciplina que povoam as salas de aula, com o excesso de funções que são atribuídas aos professores e com a evolutiva desautorização destes, temo que os colegas mais sensíveis e inseguros caminhem para o desequilíbrio psíquico e físico, ficando impossibilitados de trabalhar. A selecção de professores deve ser rigorosa. O trabalho docente deve ser desempenhado pelos mais capazes, mas isso só se consegue com uma formação credível, valorizando a profissão e motivando os melhores. Não me parece ser esse o caminho encetado pelas políticas da educação de há uns anos para cá.
Maio 19, 2009 at 6:41 pm
#140
Reb:
sem desculpar a linguagem da colega de Espinho, acho que ela deve ter sido muito provocada… a gravação começa não se sabe bem como,´já ontem referi que a achava descontextualizada!
Muitos andam com os nervos à flor da pele e cada vez, mais de nós, nos sentimos desvalorizados, denegridos e achincalhádos por tudo e todos!
Quem está dentro do convento é que sabe o que lá vai dentro!
Se a colega “puxou dos galões” para mostrar que era superior a uma maezinha, isso não me espanta porque consigo imaginar o que essa maezinha lhe disse ou que até a ameaçou!
Maio 19, 2009 at 6:42 pm
Pois eu até aconselho a colega a beber cicuta…se é desculpável o que ela DISSE? ATÉ PODE NÃO SER, TODAVIA QUANDO SE LIDA COM ANIMAIS OU SEMI Animais perde-se a cabeça..e não me venham com tretas de pedabobos…eu próprio vai uns bons 12 anos m´numa turma horrível de selvagens disse-lhes simplesmente isto…os vossos pais dizem alguma vez que vos amam? Dizem que não foram um acidente mas desejados,,?Preocupam-se com o vosso percurso escolar e ajudam-vos nos trabalhos escolares..? Dão-vos um beijo antes de adormecer..? Falam convosco dos vosos problemas..? Têm tempo para estar com vocês…?Muitos dos que por aqui falam nunca tiveram alunos skin heads, passadores de droga, etc…muitos não sabem nem sonham o que algumas escolas têm lá dentro mas que não transpira cá para fora …continuem a fingir que a escola é a de à 30 anos atrás…
Maio 19, 2009 at 6:44 pm
A minha última colaboração de hoje:
Vive-se na escolas um clima de guerra civil, tenho saudades do tempo em que saia com colegas para jantar, para beber uns copos e falávamos dos nossos alunos com carinho sobre as particularidades de cada um…e alguém dizia: “lá estamos nós a falar de escola! – Mudar de assunto…”
Tenho saudades do tempo é que convivia na sala de professores sem medo de falar (não estou a falar da minha presente escola), tenho saudades do tempo em que ninguém escondia fichas de ninguém, em que emprestávamos dossiers uns aos outros com material para as aulas.
Eles conseguiram: 95% anda a tentar lixar os outros 5%.
Tudo se perdeu…é tudo a ver “se falo mal do outro ao chefe para ver se fico na mó de cima…”
Quem sofre: os alunos, os professores que andam esgotados sem paciência para a família,
E depois são aqueles que se acham todos bons profissionais…: de presunção e água benta está o inferno cheio.
A Escola Morreu.
Maio 19, 2009 at 6:45 pm
#100 JA
Tantas inferências de uma única frase? Caramba, desconhecia o meu poder polissémico.
Quando a contextualização do episódio passa por esclarecer o que teria acontecido em Abu-Grahib, apetece-me ser irónico. Não invoquei ninguém e, já que teve a amabilidade de mencionar o meu nome, agradecia que me dissesse com quem tenho o elevado prazer de trocar cumprimentos.
Maio 19, 2009 at 6:46 pm
Escrevam:
A Escola Morreu.
Maio 19, 2009 at 6:48 pm
Os professores unidos?: não me façam rir…
Os professores foram roubados, ofendidos, pisados e tratados como atrasados mentais desde que o Partido Socialista subiu ao Poder e mesmo assim não aprendem…
Maio 19, 2009 at 6:49 pm
#149
M.Perira
“O trabalho docente deve ser desempenhado pelos mais capazes, mas isso só se consegue com uma formação credível, valorizando a profissão e motivando os melhores. Não me parece ser esse o caminho encetado pelas políticas da educação de há uns anos para cá.”
Pois…
Maio 19, 2009 at 6:50 pm
perdão: Pereira
Maio 19, 2009 at 6:54 pm
Há uns dias soube de algo «forjado» nas minhas costas inqualificável. Por ser a única a defender o melhor para um meu aluno.
O jovem não tem culpa da família que tem mas, infelizmente, tornou-se muito mentiroso e manipulador. Desgostei. Continuo a trabalhar com ele mas … felizmente que a mãe quer um outro professor (que não eu) para o filho (um caso que nenhum professor desejaria tal os distúrbios socio comportamentais associados a uma paralisia cerebral).
Não relato os jogos de poder na escola que “percebi”.
Nos tempos que correm vale tudo. Mesmo tudo.
E no ponto a que chegámos já nem sei o que dizer.
Maio 19, 2009 at 7:08 pm
Paulo concordo totalmente consigo. O que mais me faz impressão é esta ideia de se estar a tentar camuflar a questão e virar as atenções para a aluna que gravou a aula e para a maneira como as televisões se estão a aproveitar disto.
É evidente que as televisões aproveitam os
casos chocantes. Fizeram-no há um ano com o caso da aluna que bateu numa professora por causa do telemóvel, fizeram-no antes disso quando uma professora numa escola básica de Oeiras foi ameaçada com uma arma, e fazem-no agora.
Mas é inadmissível que se esteja a fazer disto um problema sobre questões paralelas. Interessa lá se a miúda gravou a aula ou não. É óbvio que em circunstâncias normais não o devia ter feito. Não digo até que não seja legítimo a preocupação de alguns professores de começarem a ver os seus alunos a gravar tudo o que se diz nas aulas, mas neste caso o uso do gravador foi mais do que justificado. Até porque, suspeito, que os alunos já tinham dito aos pais que a professora, como eu disse acima, devia era estar internada num hospital psiquiátrico, só que os pais não ligaram nenhuma.
A VERDADEIRA questão é como é que nunca NINGUÉM percebeu que aquela mulher tinha problemas? Como é que nunca ninguém se lembrou de analisar a situação? É que estas coisas acontecem com mais frequência do que nós pensamos. Mas raramente se liga.
Porquê? Porque são miúdos e estão a implicar com os professores. Porque não gostam deles. Mas ás vezes estas coisas têm fundamento. A maior parte das vezes, provavelmente não têm. Mas as situações tem de ser analisadas especialmente quando há várias queixas.
Maio 19, 2009 at 7:25 pm
Só cheguei agora.
Ainda estou a tentar digerir o que vi e ouvi…
Julgo que vou ter uma indigestão…
Maio 19, 2009 at 7:28 pm
É melhor eu esclarecer o “Só cheguei agora.”
Não, não ando distraída…
A vida é que nos prega partidas e as nossas atenções seguem outras direcções que se apresentam como prioritárias.
Maio 19, 2009 at 7:30 pm
Quer mesmo saber porquê ? Porque hoje em dia ninguém quer saber do outro todos se remetem á sua miserável vidinha..eu, eu e mais eu…uma sociedade que se resume em volta do eu e mais eu só pode ter um fim; suicídio social…hoje os vizinhos não se conhecem, os colegas não se conhecem, a família não se tem tempo…a colega fez mal? Provavelmente fez, mas deixem estar que daqui a 10 anos muitos estarão a fazer algo similar ….
Maio 19, 2009 at 7:37 pm
Internem o anormal do livresco. O tipo está passado completamente. Começa a atingir laivos de perigo público. Estou mesmo a ver que um destes dias vai fazer uma asneira na escola. Depois não se admirem. O tipo atingiu o grau zero da insanidade mental. Júlio de Matos já.
Maio 19, 2009 at 7:44 pm
Livresco
Envio um grande abraço e espero que o teu Pai esteja bem.
Maio 19, 2009 at 7:46 pm
#145 António Duarte
Não. Não tenho certezas (quase) nenhumas.
Tenho algumas, no entanto. Aquela arrogância é salazarista: a exibição despudorada de diplomas e cursos, a falta de respeito pelos outros (pelos mais fracos – neste caso, os alunos), o rancor incontido na voz, a mãe que perdeu a virgindade para ela nascer.
Nos idos de 74 e 75 teria sido apodada de fascista. (Claro que hoje diremos que é uma pessoa profundamente perturbada). Mas os adjectivos não alteram o essencial do problema. Enquanto tivermos professores como estes e justificarmos o injustificável, estaremos mal.
Felizmente, a professora tem todo o direito à sua defesa. Eu não estou a condenar (ou seja, a culpar ou a sentenciar castigo) mas a deplorar o comportamento. Valerá a pena negar a evidência?
E, claro, ninguém chega a este ponto sem ter um historial de problemas (pessoais, profissionais?).
#146 livresco
É a frustração típica do educador da classe operária. A vanguarda dita e quando o povo não segue, a culpa é do povo…
Os que disconcordam são “traidores”, “inquisidores”, o habitual.
E o queixume final, como dizia Marcelo Caetano: “Portugal acabou!”.
Maio 19, 2009 at 7:47 pm
E8u acho que só as tias da avenida de Roma DEVIAM TER O DIREITO A SEREM PROFESSORAS,,
Maio 19, 2009 at 7:50 pm
19-05-2009 – 19:21h
Espinho: FNE diz que incidente com professora é «condenável»
Sindicato quer averiguar se a docente estava perturbada e as respectivas causas
A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) classifica de «condenável» o caso da professora de História, de uma escola de Espinho, que terá abordado temas sexuais, de modo impróprio, a alunos de 12 e 13 anos.
Um caso que afirma conhecer apenas através da comunicação social.
De acordo com Maria Armanda Bragança, da FNE, citada pela Lusa, é necessário conhecer a origem deste episódio, acrescentando tratar-se de um caso grave que deve ser investigado até às últimas consequências.
A mesma sindicalista refere que a professora pareceu «extremamente perturbada», sublinhando que será de ter em conta possíveis atenuantes dependendo das razões desta perturbação.
A dirigente defende, por isso, que se perceba se a professora estava perturbada e as possíveis razões.
Por outro lado, critica a ausência de regras legais sobre saúde e segurança na docência, numa alusão aos casos de stress associados à actividade lectiva.
http://diario.iol.pt/sociedade/escola-professora-alunos-espinho-sexo-tvi24/1064897-4071.html
Maio 19, 2009 at 7:51 pm
http://www.willatworklearning.com/images/chigra2.gif
Maio 19, 2009 at 8:00 pm
165. Bruno…:
Conheci pessoas perfeitamente equilibradas que se “passaram da cabeça” e isso pode acontecer a um professor…
Tenho um primo que trabalhou 30 anos numa empresa (multinacional) que fechou…nos últimos 5 anos a pressão nessa empresa era enorme: saiam empregados e ele ficava sobrecarregado de trabalho. Esse primo quando saiu da empresa já andava em depressão, recebeu uma indemnização e resolveu investir numa empresa de consultoria…a história é longa e acaba assim:
Começam a fazer trabalhos para uma grande empresa que lhes fica a dever dinheiro e faliu (ficou sem dinheiro…).
Fim: ficou “passado”…
Maio 19, 2009 at 8:03 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/05/19/mea-culpa/
Maio 19, 2009 at 8:04 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/05/19/culpada-sem-apelo-nem-agravo/
Maio 19, 2009 at 8:06 pm
165. Bruno não se julga ninguém em três tempos: qualquer pessoa está sujeita a entrar em depressão e a “ficar passada”…
Maio 19, 2009 at 8:07 pm
#162 Bulimunda
“Quer mesmo saber porquê ?” era para mim?
Os meus comentários 160 e 161 dizem respeito ao vídeo passado na tv. Infelizmente só hoje tive hipótese de me actualizar…
Não era nada dirigido a ti, ok?
Eu nem me dei ao trabalho de ler os comentários anteriores…
Maio 19, 2009 at 8:09 pm
165. Bruno…quanto às frustrações resolve as tuas: porque frustrações nunca as tive meu caro e a nossa conversa acaba por aqui.
Maio 19, 2009 at 8:10 pm
NÃO NÃO ERA PARA TI ALEBANA…ERA PARA UM COMENTÁRIO ANTERIOR 159…PUXA ANDA TUDO COM AOS NERVOS Á FLOR DA PELE…
Maio 19, 2009 at 8:12 pm
ELE LÁ CHEGARÁ lIVRESCO…A DEPRESSÃO É A DOENÇA DO SÉCULO xxi…MAIS DE DOIS TERÇOS DAS
PESSOAS IRÃO TER DEPRESSÃO ALGURES DURANTE A SUA VIDA…
Maio 19, 2009 at 8:13 pm
175. Pois é bulimunda…
Maio 19, 2009 at 8:14 pm
Quem “anda passado” é o grunho: ninguém lhe liga!
Maio 19, 2009 at 8:15 pm
Disse que ia descansar e ainda não o fiz: só dormi 5 hs…
Maio 19, 2009 at 8:17 pm
Mulher condenada por ameaçar e injuriar professora
http://www.poisaleva.blogspot.com/2009/05/agressao-professora-na-canto-da-maia.html
Maio 19, 2009 at 8:17 pm
Vá lá tomem as vitaminas…:
Vitaminas para frenar enfermedades neurodegenerativas
El déficit crónico de vitaminas del grupo B puede conducir a hiperhomocisteinemia, asociada a diversas enfermedades neurodegenerativas como el Parkinson
* Autor: Por MAITE ZUDAIRE
* Fecha de publicación: 7 de octubre de 2008
Los estudios epidemiológicos han mostrado una relación dosis-dependiente entre las concentraciones plasmáticas de homocisteína -un aminoácido- y el riesgo de desarrollo de enfermedades con base neurológica (también de enfermedades cardiovasculares) de distinta índole y afectación, desde el Parkinson hasta la depresión, e incluso la epilepsia. La elevada concentración de homocisteína es un marcador para la deficiencia de determinadas vitaminas del grupo B, en concreto de ácido fólico, B6 y B12. Se ha publicado una reciente revisión sobre el efecto de la suplementación con estas vitaminas para reducir el riesgo del deterioro cognitivo y de las enfermedades neurodegenerativas, por su papel específico en la mejora de la función cerebral.
Nexo: homocisteína y enfermedades neurodegenerativas
Las dosis elevadas de las vitaminas del grupo B, siempre bajo supervisión facultativa, pueden mejorar la función cerebral
La homocisteína es un aminoácido (constituyente de las proteínas) que se obtiene en el organismo como resultado del ciclo metabólico de otro aminoácido, la metionina. La deficiencia crónica de ciertas vitaminas del grupo B puede desembocar en un aumento preocupante de los niveles de homocisteína en plasma (hiperhomocisteinemia) y en orina (hiperhomocisteinuria) y, según las últimas investigaciones, esta situación es común en pacientes con enfermedad de Parkinson.
Al parecer, los estudios epidemiológicos han demostrado que existe una relación dosis-dependiente entre las concentraciones de homocisteína en plasma y el riesgo de desarrollar enfermedades o trastornos neurodegenerativos que, según se ha descrito en algunos pacientes, se asocia a una deficiencia enzimática para metabolizar correctamente ciertos aminoácidos.
En estas líneas, científicos alemanes del Saarland University Hospital en Homburg (Alemania) han examinado recientemente el nexo entre la hiperhomocisteinemia y la deficiencia de vitaminas del grupo B y su papel en diversas afecciones neurológicas y trastornos psiquiátricos. La investigación, publicada en la revista “Fortschritte der Neurologie-Psychiatrie” en 2007, confirma esta asociación.
Déficit específico de vitaminas
Está demostrado que la elevada concentración de homocisteína es un marcador de la deficiencia de ciertas vitaminas del grupo B, en concreto de ácido fólico o vitamina B9, piridoxina o B6 y cianocobalamina o B12. Según la explicación científica, la hiperhomocisteinemia es causa de hipometilación y esto, a su vez, se vincula a la demencia u otros trastornos con base neurológica. La metilación es una compleja reacción bioquímica esencial en la regulación de la expresión de los genes, de ahí que el fenómeno de hipometilación pueda provocar alteraciones en la transcripción genética, alterando el comportamiento de las células neuronales en este caso.
Según los investigadores, y a la luz de las evidencias actuales, la suplementación con vitaminas del grupo B (B6, B9 y B12) ayudaría a reducir el riesgo de las enfermedades neurodegenerativas. De hecho, los científicos alemanes informan de que la concentración elevada de homocisteína es relativamente común en pacientes con enfermedad de Parkinson, e incluso se observa una asociación positiva con la depresión y la epilepsia, en este último caso derivada en parte del efecto secundario de los fármacos antiepilépticos.
Considerando estos datos, los investigadores advierten que deviene fundamental garantizar un aporte suficiente de estas vitaminas, bien a través de la dieta o en forma de complementos dietéticos específicos, especialmente a aquellas personas que ya han desarrollado algún tipo de enfermedad neuropsiquiátrica. Está demostrado que las dosis elevadas de estas vitaminas, siempre bajo supervisión facultativa, pueden mejorar la función cerebral.
En relación con la concentración elevada de homocisteína en plasma, también está demostrada la asociación directa e independiente a otros factores, con un mayor riesgo de enfermedad cardiovascular. Al parecer, como consecuencia de la hiperhomocisteinemia, se generan cambios en el tejido endotelial de los vasos sanguíneos, el tejido responsable de la elasticidad vascular. Estos cambios favorecen la arteriosclerosis, es decir, el endurecimiento y estrechamiento de las paredes arteriales, aumentando por tanto el riesgo de accidente cardiovascular o cerebrovascular.
Buscar en los alimentos
La dieta puede ayudar a garantizar un aporte suficiente de estas vitaminas, aunque en determinadas circunstancias puede ser preciso el aporte vitamínico extra. Los alimentos que se consideran una fuente interesante de vitamina B12 son los de origen animal (carnes, pescados, huevos, leche y derivados), mientras que está ausente en los vegetales. El aporte adecuado de vitamina B6 es fácil de conseguir ya que está distribuida en variedad de alimentos como los vegetales, especialmente los cereales integrales y los frutos secos y, en menor cantidad, en ciertas frutas como el plátano.
Respecto a la vitamina B9, los alimentos que más la concentran son los vegetales de hoja verde, la levadura de cerveza, las legumbres, los frutos secos y los cereales integrales, además de los cereales de desayuno enriquecidos en dicho nutriente.
MAYORES DÉFICITS EN ANCIANOS
- Imagen: Pedro Simões -
En un estudio realizado en España por investigadores de la Facultad de Medicina de la Universidad de Granada, publicado en el “International Journal for Vitamin y Nutritional Research” en 2007, se comprobó la elevada prevalencia de hiperhomocisteinemia entre un colectivo de personas mayores. Según el estudio, de los 218 ancianos que participaron en la investigación con edades de entre 60 y 105 años, en el 80,7% se detectó hiperhomocisteinemia (tHcy>12 pmol/l). Se observó igualmente deficiencia de folato grave (menor o igual a 4 ng/mL) en el 19,3% y moderada (entre 4 y 7 ng/mL) en el 43% de los ancianos institucionalizados; y deficiencia de vitamina B12 en el suero (menor o igual a 200 pg / mL) en el 15,8% de la población estudiada.
La asociación demostrada entre esta circunstancia, la hiperhomocisteinemia, y el deterioro cognitivo, relativamente frecuente a medida que envejecemos, sugiere la necesidad de evaluar sistemáticamente los niveles de homocisteína en plasma en los ancianos. Esta evaluación permitiría detectar la deficiencia subclínica de vitaminas en los ancianos, y a partir de ahí comenzar a tiempo con un tratamiento vitamínico complementario que ayudaría a frenar el deterioro cognitivo.
http://www.consumer.es/web/es/alimentacion/aprender_a_comer_bien/curiosidades/2008/10/07/180517.php
Maio 19, 2009 at 8:17 pm
http://livresco.wordpress.com/2008/10/10/wwwconsumeres-vitaminas-para-frenar-enfermedades-neurodegenerativas/
Maio 19, 2009 at 8:18 pm
As vitaminas são dedicadas ao Bruno: vá lá não te passes…
Maio 19, 2009 at 8:19 pm
Eu não lhe vou ligar mais…
Maio 19, 2009 at 8:19 pm
Não se esqueçam das vitaminas…: Alimentar o cérebro
Estudo. Um professor de Neurocirurgia da Universidade da Califórnia analisou mais de 160 estudos sobre como o que comemos afecta o nosso cérebro e concluiu que há alimentos que funcionam como remédios: melhoram o desempenho e ajudam a conservar a memória
No estudo publicado na edição de Julho da Nature Reviews Neuroscience, Fernando Gomez-Pinilla conclui que alguns alimentos têm efeitos tão importantes que são “como medicamentos”. “A dieta, o exercício físico e o sono têm o potencial para alterar a saúde do nosso cérebro. Isso deixa no ar a excitante possibilidade de introduzir mudanças como uma estratégia para melhorar as nossas capacidades cognitivas, proteger o cérebro de danos e contrariar os efeitos do envelhecimento”, explica.
O que comemos influencia o desempenho do nosso cérebro. A conclusão foi revelada por um professor da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que passou em revista 160 estudos sobre como os alimentos afectam o cérebro para fazer o mais completo guia sobre a influência da dieta na nossa capacidade cognitiva e memória.
CONTINUA: LINK
http://livresco.wordpress.com/2008/07/22/nao-se-esquecam-das-vitaminas-alimentar-o-cerebro/
Maio 19, 2009 at 8:20 pm
Vou dormir meia h…
Maio 19, 2009 at 8:21 pm
Concordo inteiramente com o afirmado neste post… e noto que a duplicidade de critérios nem é, na maior parte dos casos, resultado de um processo consciente de decisão, mas o envolvimento emocional dos temas e dos valores em causa. É caso para dizer, inteligência emocional, precisa-se…
Finge-se que nada acontece… por “corporativismo”, “comodismo”… e pronto.
Somos vítimas de uma lógica em que mordemos o próprio rabo… ou então andamos a tentar sair de um pântano puxando as nossas próprias tranças, como o Barão…
Acho piada… quando a propósito da defesa de determinados pressupostos, se vêm comentários com os velhos rótulos de “fascista”, “ignorante”, também já li “falta de sexo”…
A velha antítese maniqueísta domina… e é claro que quem “não defender o meu ponto de vista”… “ponto de vista que eu apressadamente emiti”… tem aí um dos rótulos de cima…
Gostei ontem do prós e contras … falta civilidade às consciências, sim… abnegação, generosidade, interesse desinteressado… este povo precisa de olhar para si e procurar uma identidade… é preciso mudar de políticos sim (TODOS), mas só é possível fora desta lógica…
Sem aparências, gente armada em convencida, comparações, chica espertice, gente que não se leva a sério nem a si, nem aos outros… paninhos quentes… falta de coerência, rótulos… espero que mais gente comece a esta farta… absolutamente farta(o).
Maio 19, 2009 at 8:23 pm
184. O tipo é formado em Psicologia…: é o grunho mais abjecto que apareceu por cá mas temos de o ignorar…se não entramos no jogo: mas no outro dia adorei brincar com o grunho: rebola grunho e ele rebola, deita grunho e ele deita…
Maio 19, 2009 at 8:25 pm
É preciso profissionalismo, honestidade e amor ao outro…
Maio 19, 2009 at 8:28 pm
A última de hoje…:
MEUS CAROS ESTE PORTUGAL ASSUSTA…
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Barrela geral do Estado .
Imagem picada daqui
Titulou a SIC, ontem, 18-5-2009:
«Denúncia fala em “manipulação da contabilização”
“Apagados” 15 mil desempregados dos registos do Instituto do Emprego
O sistema informático do Instituto do Emprego “apagou” indevidamente dos registos 15 mil desempregados, no final do mês passado. Ou seja, às 00h00 do último dia de Março, 15 mil pessoas sem emprego foram dadas como empregadas perante o sistema.»
Contabilizando esses 15 mil desempregados apagados, o número de desempregados sobe dos 484.131 para 499.131 e a taxa de desemprego em Março de 2009 seria de 9,2% (a maior taxa de sempre em Portugal, desde que existem registos?).
Já não chegava contar como empregadas as «70 mil pessoas que o INE designa por “desencorajados disponíveis”» e os inscritos como desempregados que o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) põe propositadamente em formação profissional (10% dos desempregados, segundo o Sol?)… Ainda, se apagam informaticamente desempregados que nenhuma categoria, mais ou menos fictícia, elimina dos registos…
Realmente, a taxa de desemprego não podia exceder no 1.º trimestre de 2009 aquela que creio ser a taxa mais elevada de sempre (desde que existem registos): os 8,9% do 4.º trimestre de 1985… Para que não se pudesse dizer que o socialismo de Sócrates é o campeão do desemprego. E, mais ainda, porque o Governo fez da criação de emprego (150 mil empregos…) e da redução do défice os seus totens, e não pode admitir que falhou nos objectivos.
E hoje, 19-5-2009, segundo o Público, o «presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos de Emprego, Marçal Mendes, assegurou ter provas de que o IEFP tem apagado desempregados das estatísticas, desde Março de 2008».
Já não necessitávamos de confirmação relativamente à mentira estatística, à mentira oficial, do Estado socialista.
O povo exige ao próximo Governo que proceda à revisão das estatísticas financeiras (ex. défice do Estado, dívida pública, reservas de ouro), económicas (ex. inflação, desemprego, crescimento económico) e sociais (ex. número de pessoas a receber rendimento social, número de pessoas que recorrem à assistência social) para que conheçamos a verdade da situação do País que o socialismo tem mascarado.
No quadro dessa revisão contabilística e estatística, o próximo Governo deve efectuar uma auditoria, através de organismos independentes, aos procedimentos contabilísticos, de tesouraria, e estatísticos e a todos os contratos e concursos públicos e enviar para o Ministério Público todos – todos! – os casos de irregularidade e ilegalidade, responsabilizando políticos e ainda todos os funcionários e prestadores de serviços cúmplices e coniventes com todo e qualquer incumprimento da lei.
A direcção do Estado e a administração pública portuguesa precisam de uma barrela geral.
http://doportugalprofundo.blogspot.com/2009/05/barrela-geral-do-estado.html
Maio 19, 2009 at 8:28 pm
#169
Verdade.
Pode acontecer com qualquer de nós: basta sermos colocados numa situação intolerável e o disjuntor dispara. É humano.
Daí que seja necessário manter o racional a funcionar, rejeitando fazer de cada acontecimento um drama passional.
Não sei se percebes o que eu quero dizer. Aquela história de dizer “[somos] roubados, ofendidos, pisados e tratados como atrasados mentais” ou “andam a tentar lixar…”. Eu não posso com discursos emotivos (pode ser bom para agitar uns quantos, mas é contra a minha maneira de ser).
Sejamos um pouco racionais: o que todos os ministros querem é pôr o pessoal a trabalhar mais para terem mais resultados. E a ministra não ha-de ser excepção. Nada mais normal.
Passa-se o mesmo com o Mário Nogueira: quer mostrar serviço ao partido para poder aceder a mais e melhores lugares. Nada mais normal.
Agora, eu continuo a pensar pela minha cabeça e o que eu queria era que eles chegassem a um acordo que fosse mutuamente vantajoso para acabar de vez com estas tele-novelas que só aproveitam à SIC e à TVI.
Via-se logo desaparecer dos écrans tudo o que diz respeito a professores, a alunos e a pais. (Basta ver o que aconteceu quando o Correia de Campos foi corrido: nunca mais alguém pariu numa ambulância ou morreu de unha encravada).
Sou cínico? Pois, é a dura realidade!
Maio 19, 2009 at 8:29 pm
Domingo, 17 de Maio de 2009
A cegueira do cego de Landim .
Camilo Castelo Branco, O Cego de Landim, 1876
A propósito da desgraça em que vivemos, um comentador nosso recordou «O Cego de Landim», das «Novelas do Minho» de Camilo Castelo Branco, publicado no já longínquo ano de 1876 e, no entanto, ainda tão actual. O leitor, distraído das eras, que, todavia, se sucedem nos traços com frequência pendular, até pode crer, no seu devaneio literário, que o cego de Landim, cego «do corpo e da alma», maçon, está vivo e entre nós e que a miséria da sua acuidade, ferida por um chicote patriótico, se aplica – mutatis mutandis… – outrossim ao presente, dominado pela «corpulência da corrupção».
Contava Camilo que o cego de Landim:
«viera encontrar em Portugal espécies de ladrões fleumáticos e frios, que não topara nos climas quentes; e que o larápio luso-brasileiro era francamente analfabeto e lerdo, ao passo que o ladrão, extreme e puramente luso, era, por via de regra, além de perverso, bacharel formado.»
http://doportugalprofundo.blogspot.com/2009/05/cegueira-do-cego-de-landim.html
Maio 19, 2009 at 8:30 pm
Alguns deveriam ter ido à tropa para saberem o que é ser insultado, achincalhado e obrigado a fazer o que não quer…
neste caso, só vi e agora mesmo a reportagem da TVI que começa por afirmar que a professora já sabia da queixa de dois E.E. quando começou a falar.
Pode estar tudo fora do contexto e haver frases cortadas e manipuladas, mas ninguém sabe a razão daquela actuação, nem o famoso psicólogo ou psiquiatra sexual que apareceu.
Quando vejo o que vejo e ouço os Pais, fico a pensar realmente qual é a vida REAL dos pais…De hipocrisias estou farto e vivemos numa sociedade totalmente “Católica apostólica Romana” no entanto as casas de put@s existem e as famosas acompanhantes também…Rica sociedade que todos nós criamos: Um Monstro.
Todos lutam pela imagem de seriedade de justiça, mas ela não existe.
Vivemos num jogo, no fio da corda, uns são aspergidos por àgua benta e nada lhes acontece outros são enxovalhados …
Depois de tudo isto proponho:
Que todos os professores tenham um guião da sua disciplina onde passo a passo ele possa ler o que o M.E. e os E.E. achem por bem.
Quanto às aulas de educação sexual…depois disto o melhor é esquecer. Não acham? Ou querem mais problemas?
Conclusão:
O dvd Freeport a SIC nem o quis nem investigou, mas este caso já!
Clube de Biulderberg no poder.
Maio 19, 2009 at 8:31 pm
Adoro os títulos destes posts
Do Blog Politicazinha: Dia Nacional da Evaporação
1. 15.000 desempregados apagados dos Centros de Emprego.
2. Processos da Cova da Beira desapareceram do Ministério do Ambiente
http://politicazinha.blogspot.com/2009/05/dia-nacional-da-evaporacao.html
Maio 19, 2009 at 8:32 pm
Apagão
Três notícias sem nada em comum
* Documentação do processo Cova da Beira foi destruída
* 15 mil desempregados “apagados” do sistema do Instituto de Emprego
* Certidões da venda da casa da mãe de Sócrates desapareceram
http://aoutravarinhamagica.blogspot.com/2009/05/apagao.html
Maio 19, 2009 at 8:33 pm
Obrigado pelas vitaminas.
Maio 19, 2009 at 8:33 pm
#175 bulimunda
Ok, Bulimunda.
Eu não ando com os nervos à flor da pele…
Mas como escreveste logo, logo a seguir ao meu comentário… sorry…
Maio 19, 2009 at 8:36 pm
191. Bruno: um abraço! – tenho de ir dormir um bocado: sem dúvida que é necessário pensar pela nossa cabeça…eu leio muito e tudo…
Maio 19, 2009 at 8:38 pm
Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto do Correio da Manhã: Diplomas estatísticos
Um dos problemas estruturais de Portugal é o nível baixo de qualificação dos recursos humanos. E nos tempos que correm capital humano sem qualificação é capital muito desvalorizado. Por isso, o programa Novas Oportunidades é uma excelente ideia. A inteligência, a capacidade de trabalho e o saber-fazer são dos raros trunfos que temos para ultrapassar as dificuldades.
Os números dos diplomas do programa mostram o sucesso estatístico desta iniciativa, que ontem até levou o primeiro-ministro a fazer uma corrida de promoção. Mas há legítimas dúvidas sobre se todas as 143 mil pessoas que receberam certificados têm de facto mais qualificação. Há professores que contam que é fácil a um cozinheiro que tem apenas a quarta classe e que é competente na sua profissão ganhar automaticamente um diploma equivalente ao 9º ano só com a apresentação do currículo.
Há pessoas que de facto sabem mais da sua profissão do que outras com uma escolaridade formal mais elevada. E merecem ter uma certificação da sua qualidade, mas neste país de obsessão estatística há o perigo de o desejo oficial de mais qualificação se traduzir na entrega de diplomas sem qualquer valor acrescentado. É uma pena se a excelente ideia das Novas Oportunidades for estragada por um velho truque batoteiro.
Fonte: Correio da Manhã de 18.05.2009
http://livresco.wordpress.com/2009/05/18/armando-esteves-pereira-director-adjunto-do-correio-da-manha-diplomas-estatisticos/
Maio 19, 2009 at 8:44 pm
#198 Estás mesmo doente pá! Até tenho pena de ti. Não gosto de “bater” em doentes e obcecados. Sempre foste assim, um bicho feroz? Tenta uma consulta em psiquiatria. Tenho um colega muito bom. Poderia ajudar-te. Até te arranjo um preço especial. Sabes, no fundo não gosto de te te ver assim. Estás a “estragar” o blog do sr. guinote. E eu não quero, apesar de tudo.
Maio 19, 2009 at 8:48 pm
196. Bruno qualquer dia escrevo um artigo sobre suplementos para professores…
Maio 19, 2009 at 8:50 pm
Bruno aparece: guarda nos favoritos!
http://livresco.wordpress.com/
Maio 19, 2009 at 9:11 pm
#202
livresco
Vou descansar um pouco e depois apareço.
Um abraço!
Maio 19, 2009 at 9:21 pm
Vertigem Civilizacional Desumana
O homem não pode manter-se humano a esta velocidade, se viver como um autómato será aniquilado. A serenidade, uma certa lentidão, é tão inseparável da vida do homem como a sucessão das estações é inseparável das plantas, ou do nascimento das crianças. Estamos no caminho mas não a caminhar, estamos num veículo sobre o qual nos movemos incessantemente, como uma grande jangada ou como essas cidades satélites que dizem que haverá. E ninguém anda a passo de homem, por acaso algum de nós caminha devagar? Mas a vertigem não está só no exterior, assimilá-mo-la na nossa mente que não pára de emitir imagens, como se também fizesse zapping; talvez a aceleração tenha chegado ao coração que já lateja num compasso de urgência para que tudo passe rapidamente e não permaneça. Este destino comum é a grande oportunidade, mas quem se atreve a saltar para fora? Já nem sequer sabemos rezar porque perdemos o silêncio e também o grito.
Na vertigem tudo é temível e desaparece o diálogo entre as pessoas. O que nos dizemos são mais números do que palavras, contém mais informação do que novidade. A perda do diálogo afoga o compromisso que nasce entre as pessoas e que pode fazer do próprio medo um dinamismo que o vença e que lhes outurgue uma maior liberdade. Mas o grave problema é que nesta civilização doente não há só exploração e miséria, mas também uma correlativa miséria espiritual. A grande maioria não quer a liberdade, teme-a. O medo é um sintoma do nosso tempo. A tal extremo que, se rasparmos um pouco a superfície, poderemos verificar o pânico que está subjacente nas pessoas que vivem sob a exigência do trabalho nas grandes cidades. A exigência é tal que se vive automaticamente sem que um sim ou um não tenha precedido os actos.
Ernesto Sábato,
Este autor retrata á minúcia op que hoje se passa na nossa sociedade ocidental…fastliving ,fast work fastlove..fastdeath…to fast tolive…
Maio 19, 2009 at 9:34 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/05/19/mea-culpa-e-guilty/
Maio 19, 2009 at 10:10 pm
Os mais ousados não têm dúvidas: tudo não passa de uma armadilha montada pelos serviços da contra-informação do ME.
Os mais infantis também já têm aliados: os alunos avaliam a professora e asseguram que merece um Excelente.
Não quero acreditar que uma parte da classe do(c)ente deste país se coloque ao mesmo nível dos alunos, utilizando argumentos desprezíveis e patéticos.
Penso que isto só pode ser o resultado de uma política desastrosa de colocar o aluno no centro da escola, levando o docente a desvalorizar a sua relação de autoridade e a resvalar para uma vala comum de horizontalidade institucional.
O “igualitarismo” e a “pedagogia de afectos” deu nisto.
Maio 19, 2009 at 10:17 pm
Concordo com o Paulo. Mas que fico triste com esta situação, fico.
Maio 19, 2009 at 10:22 pm
1. “Há quem ache que estar a expor este caso em praça pública está errado… Em especial quando quem defende isso, surge de forma inflamada a querer a exposição pública de outros casos… em especial quando ocupam cargos públicos de responsabilidade.”
R: Não parece razoável colocar estas duas situações no mesmo patamar. A própria lei de imprensa impõe diferentes regras para um cidadão comum e para as chamadas figuras públicas.
2. “Há ainda quem considere que a SIC está em busca de audiências ao apresentar a dita gravação. Gostaria de saber a opinião dessas pessoas sobre a apresentação das gravações feitas sobre o caso Freeport pela TVI. Haverá quem alegue que são casos de natureza diferente mas, em minha opinião, o tratamento comunicacional é paralelo…”
R: São mesmo casos de natureza diferente. O da professora é meramente laboral.
O do Freeport (e outros), para além de apresentarem indícios de natureza criminal não laboral (estou só a falar da natureza das notícias e não a dizer que há crimes), é também de extrema importância política.
Esta comparação não faz sentido, a não ser para algum campeonato de televisões.
A suspensão da professora fará sentido, até para evitar sequelas. A fogueira é que não deveria ter sido logo acesa.
Maio 19, 2009 at 10:23 pm
Ainda estou a digerir o vídeo….
Hoje ouvi-o melhor. Parece-me que se avança mais alguma coisa. Ou, se calhar , percebi mal:
- a tal conversa nas aulas sobre orgias, por exemplo, parece reportar-se a uma qualquer aula em que a professora terá falado de Roma, da Grécia….
- a professora sabe de denúncias feitas e parece tentar refutar o facto de não estar a leccionar a disciplina, mostrando-se irritada com a extrapolação dos factos.
O que terá acontecido?
E será que entendi bem? O CE dá apoio a alunas para gravarem a aula?
Então, a ser assim, é normal isto acontecer?
Não há Coordenação? Não há intervenção do CE? Do/a DT?
Como alguém dizia, eu vou aguardar com calma este processo.
E pelo que ouvi da ministra, também me pareceu que a própria estava a por a tónica na actuação da escola no seu todo, mas especialmente no CE.
Hum….
Maio 19, 2009 at 10:24 pm
#209:
Oxalá que os colegas que pressurosamente acendem a fogueira não se venham a queimar nela. Porque nesta coisa da caça à bruxa, o que custa é começar…
Maio 19, 2009 at 10:26 pm
Boa noite! trnho andado por aqui…parco em palavras contudo tenho verificado que o darquense não deve ter vida para além de comentador de blog. Uma tristeza… o homenzinho passa a vida a comentar! tem receita para tudo…mas não disfarça o seu ódio aos professores. Foi trauma …certamente de infância…seria abusado?
Maio 19, 2009 at 10:26 pm
#210:
Segundo o Público online, haverá uma quezília qualquer entre esta professora e a DT.
Maio 19, 2009 at 10:27 pm
Curioso não acredito que no meio de África os alunos tivessem uma atitude destas…aliás um menino europeu é uma espécie de menino em redoma…coitadinho do menino, formata-se ..abre-se a cabeça despeja-se o balde e zás…pronto a produzir para o bem da humanidade…cada vez acredito mais que os verdadeiramente felizes apesar da miséria são eles…até a musica e a forma de estar indiciam isso…nós no nossa suposta superiorade civilizacionalcada vez mais definhamos como seres humanos…
Maio 19, 2009 at 10:28 pm
Compreendo o ponto de vista do Paulo, mas mesmo assim acho precipitado criticar.
Sobre isso já comentei longamente no post “Suspenda-se”.
No geral, concordo com as observações feitas aí por Namor.
Há toda uma descontextualização estranha aqui. Como já ouvi falar de “linchamentos” docentes por ditos “colegas” noutras situações ( até muito mais inocentes, só porque tal ou tal turma ou EE ou ATÉ “colega” tem o intenção de “tramar” um professor, para usar linguagem “soft”) penso que não devemos interferir num caso destes, mesmo que, e repito aqui algo que disse no outro “post”, mesmo que a professora em causa se tenha excedido verbalmente.
Maio 19, 2009 at 10:30 pm
Leia-se e releia-se…
Na vertigem tudo é temível e desaparece o diálogo entre as pessoas. O que nos dizemos são mais números do que palavras, contém mais informação do que novidade. A perda do diálogo afoga o compromisso que nasce entre as pessoas e que pode fazer do próprio medo um dinamismo que o vença e que lhes outurgue uma maior liberdade. Mas o grave problema é que nesta civilização doente não há só exploração e miséria, mas também uma correlativa miséria espiritual. A grande maioria não quer a liberdade, teme-a. O medo é um sintoma do nosso tempo. A tal extremo que, se rasparmos um pouco a superfície, poderemos verificar o pânico que está subjacente nas pessoas que vivem sob a exigência do trabalho nas grandes cidades. A exigência é tal que se vive automaticamente sem que um sim ou um não tenha precedido os actos.
Ernesto Sábato,
Maio 19, 2009 at 10:30 pm
A pedagogia dos afectos, principalmente com crianças a nível do 1º ciclo, desde que “usada” com a maturidade e equilíbrio que se espera do adulto, é fundamental. Os alunos, alguns ainda com 5 anos de idade, passam quase o dia inteiro connosco. Nenhuma criança desta idade aguenta passar o dia com um adulto que não saiba conjugar o ensino com os afectos.
A autoridade vem por acréscimo.
Maio 19, 2009 at 10:31 pm
ARMADILHA MONTADA SOBRE A PROFESSORA,QUE NÃO DISSE NADA DE ESPECIAL. TURMA BEM ORGANIZADINHA A PROVOCAR A COLEGA, MÁQUINA DE FILMAR, SIC À ESPERA PARA EDITAR, MINISTRA A POSTOS, E ESTÁ O CENÁRIO PREPARADO.
A SEGUIR SERÃO OUTROS A CAIR NA ESPARRELA, E OS QUE AGORA ATEIAM A FOGUEIRA ONDE ARDE ESTA PROFESSORA DIGNA E SÉRIA, TERÃO A SUA VEZ DE ARDER!
PORQUE NÃO HÁ CLASSE MAIS INFANTILIZADA QUE A NOSSA. SOMOS QUASE TODOS EX-MENINOS MELHOR ALUNO DA SALA “S.RA PROFESSORA EU PORTEI-ME BEM”!
ESPERAI PARA VER!
Maio 19, 2009 at 10:31 pm
É bom que os colegas que por aqui têm andado a condenar, com base nos dados divulgados, esta professora, estejam conscientes de qual é a mensagem que, conscientemente ou não, estão a passar à opinião pública do nosso país:
ALUNOS, QUANDO ACHAREM QUE O PROFESSOR NÃO PRESTA, QUE DIZ O QUE NÃO DEVE OU QUE A AULA, SIMPLESMENTE, É UMA SECA, GRAVEM TUDO E FAÇAM-LHE A FOLHA!
Maio 19, 2009 at 10:31 pm
era para o #207.
Maio 19, 2009 at 10:33 pm
A “PEDAGOGOA DOS AFECTOS” E OUTROS DISPARATES DE PEDABOBOS QUE NUNCA DERAM AULAS, É QUE DERAM NISTO. PEDAGOGIA DOS AFECTOS FAZ ESTA PROFESSORA, QUE SE ESFORÇA POR ENSINAR UM MÍNIMO DE AUTO-RESPEITO AOS ALUNOS, E ASSIM SE TRAMA. A MINISTRA ESTAVA A POSTOS! AGORA FALOU!
Maio 19, 2009 at 10:35 pm
#219
Também concordo contigo. Isto assim é complicado. Pode ser um precedente muito mau.
Maio 19, 2009 at 10:39 pm
A propósito do post, não sou nem nunca serei a favor de julgamentos na praça pública. <colocam-se aqui questões…inúmeras e variadas e demasiado sérias. Ninguem tem o direito de julgar de forma leviana, certamente que existem razões e permissas diversas neste processo.
Julgar é a forma mais fácil!.
Maio 19, 2009 at 10:41 pm
E o darquinho morreu?
Maio 19, 2009 at 10:41 pm
Estou a tentar digerir a situação.
1º As palavras que a professora disse ou foram muuuuito descontextualizadas ou a colega é uma pessoa desiquilibrada.
Como acho que foram demasiadas as frases proferidas para terem uma outra leitura num outro contexto estou inclinada para a hipótese de a colega ser (estar) muito desiquilibrada.
2º E a tratar à parte: gravações das aulas? Muito perigosa esta estratégia.
3ºHá uns anos atrás (estava eu no Conselho Directivo) havia um professor claramente desiquilibrado, paranóico. Contactámos o ME (porque temíamos que o colega se passasse mesmo) e solicitámos ajuda, para a escola e para o colega. Em Dezembro. Resposta: só lá para Maio ou Junho poderemos atender à situação.
Maio 19, 2009 at 10:43 pm
EH PÁ, AQUI NÃO HÁ QUESÕES NEM PREMISSAS! DEIXEM-SE DE EDUQUÊS, E NÃO EMPRENHEM PELOS OUVIDOS, QUE A CAMPANHA FOI BEM MONTADA E ALEGADAS FUGAS DE INFORMAÇÃO FORAM CONSENTIDAS PARA ISTO MESMO.
Acham mesmo que a professora chegou ali e desatou a perguntar sobre a virgindade dos alunos?
Vocês desconhecem por completo o mundo adolescente de hoje. Entre vós e ele há muralhas de livros escritos por Milus!
Sejam dignos da vossa profissão e da vossa inteligência!
Maio 19, 2009 at 10:46 pm
Colega Mª Teresa,
A professora Joaquina foi acicatada para a filmarem a reagir às provocações. Isto é feito todos os dias e depois os alunos trocam as gravações no MSN! Neste caso, houve mãozinha adulta!
Parece que vocês não conhecem os alunos que estão literalmente a fornicar nas casas de banho, ou atrás do pavilhão, e que se chamados à atenção respondem:
- “O que é que tem?”.
Aí são valentes, depois perante os pais negam, e a partir daí o professor que chamou a atenção é o alvo a abater!
Maio 19, 2009 at 10:49 pm
#224
Xiuuuuu
#226
Jorge
Não me diga que a classe dos professores é a única em que somos todos perfeitos.
Mas sim, sinto-me tentada achar que há aqui manipulação para a opinião pública, aproveitamento de um caso.
Maio 19, 2009 at 10:55 pm
M.a Teresa,
Não deixe construções intelectuais sobreporem-ao ao óbvio! A prova de que não somos perfeitos é que esta colega foi vítima também de professores, e o facto de os professores serem os primeiros a apunhalar uma colega de profissão.
Não somos perfeitos, não. bem pelo contrário. Somos um grupo profissional em que é considerado de bom tom ser enxovalhado e agradecer. Só somos impiedosos para os coelgas que trabalham ao nosso lado.
Somos o oposto das outras profissões.
Maio 19, 2009 at 10:57 pm
Em função do que alguns descrevem por aqui, seria levado a concluir que os alunos tomaram conta das escolas e que os professores são reféns das crianças e dos adolescentes.
Julgava eu que o inimigo era o ME, mas parece que não, que os verdadeiros carrascos dos pobres e indefesos professores são mesmo os alunos…
Cumpriu-se, pelo menos, um dos desígnios revolucionários do 25A, na escola quem manda são os alunos!
Maio 19, 2009 at 11:04 pm
Mas tem dúvidas, h5n1?
Não são “os alunos”! São alguns alunos, uns por marginalidade militamnte, e outros, como as 2 meninas do presente caso, porque podem.
Já viu gravações de aulas nos últimos 4 anos, com câmara escondida? Houve um documentário que a ministra proibiu!
Infelizmente não posso contar aqui casos de que tenho conhecimento. os pais não sonham o que se pais. E os que sonham, calam-se, se não é pior!
Viu os incidenes em Setúbal? Já pensou como são aqueles “meninos” nas escolas? Esta Ministra gaba-se de os ter metido no “Ensino Integrado”!!!
Maio 19, 2009 at 11:38 pm
#207
Vejamos esta pérola (que me perdoe o h5n1):
“Penso que isto só pode ser o resultado de uma política desastrosa de colocar o aluno no centro da escola, levando o docente a desvalorizar a sua relação de autoridade e a resvalar para uma vala comum de horizontalidade institucional”.
Ora, os alunos *são* o centro da escola. A escola foi feita para educar os alunos e não para dar dores-de-cabeça aos professores.
Colocar os alunos no centro não significa, porém, desvalorizar os professores. Pelo contrário, se estes souberem respeitar os alunos, serão também respeitados. Nunca nenhum aluno passou dos limites comigo porque eu sempre fui o primeiro a dar o exemplo.
Este respeito mútuo é a única garantia que temos nestes tempos de tecnologias ubíquas: não acredito que um aluno meu se dispusesse a gravar o que se passa nas minhas aulas. Se o fizesse estaria a violar uma regra fundamental de confiança entre professor e aluno.
Por isso, a aluna que gravou o episódio deveria ser também, severamente punida.
“A autoridade mede-se pela obediência e não pelo quero, posso e mando”.
Maio 19, 2009 at 11:56 pm
Maio 20, 2009 at 12:00 am
#221
Outra pérola (Arriaga):
A “PEDAGOGOA DOS AFECTOS” E OUTROS DISPARATES DE PEDABOBOS QUE NUNCA DERAM AULAS, É QUE DERAM NISTO. PEDAGOGIA DOS AFECTOS FAZ ESTA PROFESSORA, QUE SE ESFORÇA POR ENSINAR UM MÍNIMO DE AUTO-RESPEITO AOS ALUNOS, E ASSIM SE TRAMA. A MINISTRA ESTAVA A POSTOS! AGORA FALOU!”
Valha-nos Deus!
Esta valente professora que “se esforça por ensinar um mínimo de auto-respeito aos alunos”.
Auto-respeito? Para o colega Arriaga, se não vai a bem, vai a mal! E a ministra estava a postos? Oh Arriaga, venha daí da nuvem e assente os pés na terra…
Estes discursos passionais, inflamados, exagerados, quem convencem? O que ganhamos (em termos de vencer a nossa luta) ao justificar (por solidariedade, por corporativismo?) um acto insensato de uma colega desequilibrada?
Em vez de uma posição sensata e racional lá vai radicalismo de pacotilha.
Oh Arriaga: – Mate-se!
Maio 20, 2009 at 12:02 am
#239
“Se estes soubrem respeitar os alunos, serão também respeitados”
Está bem.Sim. O.K.. Também concordo “em geral” com a pureza dessa tese.
Mas partindo do princípio que os alunos (e seus EE) têm a mesma noção do que é “respeito” que nós.
E os dias que correm são uma manta de retalhos de valores.
“Dream on…”
Isso seria o Paraíso.
Maio 20, 2009 at 12:05 am
#235
Oops!
Referia-me ao #232 (Bruno)
Maio 20, 2009 at 12:36 am
#235
“Mas partindo do princípio que os alunos (e seus EE) têm a mesma noção do que é “respeito” que nós.
E os dias que correm são uma manta de retalhos de valores.”
Ora, aí é que entra a escola.
A escola da idade moderna foi inventada para que o Estado pudesse difundir a sua ética, a sua língua, as suas mensagens, a sua ideologia, etc. A escola começa por ser um corpo estranho na comunidade: o professor é arrogante porque detém a autoridade do Estado (em rigor, autoritarismo, não autoridade). O que deve fazer a escola, no século XXI?
É preciso reinventar a escola. A escola tem de ser tolerante com a diferença, tem de substituir os pais cada vez mais ausentes, tem de passar os valores republicanos, etc.
O problema é que nós, professores (sobretudo os da minha geração) reproduzimos, frequentemente, o papel social do professor de há 30 anos atrás. Não obedecem? grita-se. Não estudam? humilha-se. Os pais não se interessam? Estou-me nas tintas porque já tenho o mestrado e duas pós-graduações. Etc., etc..
Com a geração “net” (os nascidos depois de 1978) este tipo de estratégia funciona ao contrário… então há professores que se passam!
Respeitá-los significa compreender os pontos de vista deles (fazem sempre sentido no contexto em que vivem) e estabelecer um protocolo de entendimento, entre-ajuda, e mútuo-consentimento. É muito giro ver como os alunos mais problemáticos ficam surpreendidos quando são tratados com dignidade.
O resto vem com muito tempo, persistência e por imitação. (E às vezes nem mesmo funciona!).
Maio 20, 2009 at 12:48 am
Pois. E aqueles que são SEMPRE tratados com dignidade pelo professor e acham que têm direito a tudo, em qualquer altura, sendo mal educados quando estão a ser tratados com bons modos ou ficando ofendidos quando têm de ser alertados para corrigirem alguma atitude menos correcta (estou a ser eufemística) da sua parte?
Espero que o que diz não seja só dos livros.
A “Escola da Barbiana” e quejandas são arquitecturas do passado que não deixam saudades…
Maio 20, 2009 at 12:56 am
#237
“E às vezes nem mesmo funciona”
Ora nem mais.
Não há mesmo receitas.
E acredite: há alunos MESMO malcriados, que chegam a espantar os próprios colegas, mesmo os que são um pouco rebeldes.
Por todos os que não são assim é que nós continuamos a lutar. Não têm culpa da turma ou dos colegas que lhes saem na “rifa”.
Maio 20, 2009 at 12:59 am
E adaptar-se o professor, está bem.
Agora ter de “engolir” todos os “sapos”, também não!
Somos seres humanos como os demais, não super-heróis imunes à dor.
Maio 20, 2009 at 3:26 am
Digamos que este tema funde muito, tem pano para mangas.
Independentemente de, alegadamente, a professora se ter portado mal, confesso que me preocupa muito mais o facto de alguém ter filmado a aula.
Como dizia um amigo e colega, uma aula não é uma coisa íntima, nem secreta (sigilosa) mas é , sem dúvida para mim, um espaço privado; ou melhor, um espaço de privacidade.
E convém não esquecer que até a vídeo vigilância legal, tem regras, e uma delas é, que as pessoas devem possuir a informação de que essa vídeo vigilância está instalada.
Já aqui se trouxe para comparar, “notícias freeport”, mas eu prefiro comparações mais terra a terra: não passaria pela cabeça de ninguém ( ou passaria?) esconder uma câmara de video na retretes da escola, por exemplo, para ver como é que alguns porcos “sujam” aquilo tudo.
As imagens que vi preocupam-me ( monsieur de La Palice) :começa a ser demasiadamente fácil e vulgar filmar aulas e, mais fácil ainda, se as imagens não enganam, um professor enlouquecer.
Por outro lado, e já que se fizeram comparações com famosos casos de polícia, gostava de lembrar que em matéria de investigação, quando se usam “agentes infiltrados” , corre-se se o risco de obter resultados inválidos se se provar que o alegado criminoso, cometeu o crime porque agiu “sob provocação”.
E ponho-me a pensar, que se aquela professora é mesmo má, eu quero uma turma assim, silenciosa, certinha e direitinha (como dizia o actor), uma espécie de “betinhos” de primeira água. Se aquela professora está doente, eu acho que deve ser punido, quem montou ou permitiu que se montasse aquele cenário. Falo com a legitimidade de quem, há 25 anos, ajudou enquanto membro de um Conselho Directivo, a “sair”, para onde devia, sem feridas de maior, uma professora esquizofrénica que durante alguns meses provocou incómodos, em alunos e professores que tiveram que lidar com ela (claro que não havia telemóveis).
Mas já que “a imagem” está na ordem do dia, não seria desinteressante que alguém se lembrasse de inverter o cenário; filmar, à socapa, a realidade de alguns comportamentos de alunos, não digo em sala de aula ( lá se virava o santo contra a esmola), mas no “recreio” ou fora da escola. Talvez muitos pais, daqueles que ainda não estão em vias de levar uns estalos dos filhos, concluíssem que afinal o ar angelical com que se conquista o Nike e a Bike, não passa de fachada e o menino de ouro, pode mesmo nem passar de pechisbeque.
Maio 20, 2009 at 8:39 am
#232
Os alunos são o centro da escola, ou seja, a escola deve girar em torno deles.
Pensava eu na minha ignorância, que o centro da escola deveria ser o saber e os conhecimentos, a memória e a civilização. Mas não, agora os alunos, numa concepção abstracta ou, pior ainda, numa ideia bizarra de mercado, constituem o centro de um processo de “qualificação” e “negociação”, qualquer coisa com sabor a loja de vendas de competências.
O Bruno assume o papel de um vendedor tranquilo, sem dores de cabeça, porque os produtos são de boa qualidade e os clientes aceitam-no.
A coisa parece simples: ele vende e os alunos compram, tudo de uma forma asséptica e respeitosa, como mandam as boas regras comerciais.
Portanto “os alunos são o centro da escola” deve ser o equivalente de “o cliente tem sempre razão”
Maio 20, 2009 at 8:54 am
#242 h5n1
Embora com as expressões pitorescas que o caracterizam, desta vez concordo. A qualidade do “produto final” ou do “centro da escola” depende, antes do mais, das condições de trabalho dos seus principais responsáveis. Também uma boa viagem de avião “está centrada”, “destina-se primordialmente”, “é justificada” ou simplesmente “existe” por causa dos passageiros, mas ninguém se predispõe a infernizar o trabalho dos pilotos, a questionar na hora cada uma das suas decisões.
Maio 20, 2009 at 11:21 am
#243
E quando os “clientes” ou passageiros tomam conta do avião, o resultado é perigoso: 11 Setembro.
Por alguma razão existe uma confiança absoluta nos pilotos de avião que são escolhidos e seguidos com avaliações exigentes e rigorosas (de que não se queixam).
Precisamente para evitar que algum que esteja “doente” ou “em sofrimento”, resolva estoirar o avião com os passageiros lá dentro…
Maio 20, 2009 at 12:14 pm
Esperem lá…quando filmaram a aluna a dar porrada na professora tudo bem, agora que gravaram a professora a fazer ameaças (que ela é que corrige os exames) já está mal.
Sem querer falar da parto do sexo, o maior problema aqui foi a professora ter ameaçado os alunos que se fosem fazer queixas tavam marcados com ela. Ora, quem faz ameaças destas é porque sabe que está errado ou não?
Maio 20, 2009 at 12:19 pm
Salvo as excepções, se dúvidas houvesse sobre com quem lidamos esta caixa fala por si. Fala pelo corporativismo salazarento de uma classe com pouca classe. Ética e intelectual. Fala pelo triste estado da escola pública.Já agora: a gravação do Carolina serviu? Pois. ( Mesmo quando, já aí, confrangedora era a prestação da ” professora ” ). Continuem. A Milú agradece.
Abraço Guinote.
Maio 20, 2009 at 12:32 pm
# 244 h5n1
Essa relação de confiança é a pedra de toque de toda esta questão. Bem visto. No caso em apreço, a relação já estava afectada, segundo a direcção da escola. O que pode manter-se de pé, como é possível alguém defender-se nestas condições? É só esperar até que a casca de banana faça o seu trabalho, apelando na altura à intervenção de tantos quantos for possível arregimentar para ajuizarem a quente o aspecto da última gota que fez transbordar…
Maio 20, 2009 at 12:33 pm
Sem pretender meter a foice em seara alheia, e considerando mesmo a abertura deste espaço, gostaria de acrescentar alguma coisa qo que aqui se diz.
Discordo do princípio de que os alunos devam ser o “centro da escola”, tal como discordo do princípio de que “o cliente tem sempre razão”. E mais, discordo completamente da ideia ridícula esparralhada por toda a administração pública, resultado da bela legislação, de que estamos cá para “servir” e não para cumprir. Isto deveria ser melhor explicado, mas não há tempo.
Mas quanto à referência à “confiança absoluta nos pilotos de avião que são escolhidos e seguidos com avaliações exigentes e rigorosas”, que pretende ser comparada com a que deve existir na função docente, parece-me uma ideia demasiado aérea.
Em primeiro, pela comparação entre profissões que não têm nada a em comum.
Segundo porque é necessário conhecer alguma coisa do que se passa com erros de pilotos, os tais sujeitos a “avaliações exigentes e rigorosas (de que não se queixam)”. Como aquele que foi responsável pela morte de cerca de 200 (penso) passageiros porque pôs aos comando um filho de tenra idade. Foi o que a caixa negra contou, porque deles não sobrou nada!
Maio 20, 2009 at 12:59 pm
O que sei dizer sobre isto é que tudo me mete um imenso nojo. Tanto o discurso perverso da colega como o facto de ter sido difundido na tv. O modo aparentemente desequilibrado como a professora se dirige aos alunos diz respeito a ela, aos seus alunos, àquela escola e aos pais. Nada mais. Tudo deveria ter sido resolvido nesse âmbito e não publicitá-lo descaradamente e sem pudor.
Parece que estamos a entrar numa época em que já não há limites, em que tudo é permitido, em que os direitos de todos, mesmo dos prevaricadores (porque os têm) não importam, perante as vantagens em obter algo.
É a versão sem arte do “Big Brother is Watching You”.
Maio 20, 2009 at 4:18 pm
#248
As analogias servem apenas para retirar algum elemento central de comparação e não são para serem levadas à letra.
Ferrão compreendeu bem o que era essencial: a relação de confiança absoluta que deve existir em relação aos docentes.
Quando os docentes se apresentam como “parceiros” dos alunos, dando a estes a centralidade no processo educativo, é toda uma estrutura de autoridade assente em provas dadas e reconhecimento técnico e social que vai por água abaixo.
Foi isso que aconteceu ao longo dos últimos 35 anos, com os docentes a irem no canto das sereias eduquesas e sindicais que em conjunto prepararam o terreno para a actual cilindragem do Estado.
Comparem com o que aconteceu em relação aos pilotos de avião quando o governo tentou agravar as suas condições de trabalho…
Maio 20, 2009 at 4:38 pm
Todo este caso me está a fazer lembrar As Bruxas de Salem.
Topa-se à légua o que se passou aqui, e nenhum de nós está livre disso! Nem jogando o mais à defesa possível!
A perseguição das duas Cátias Vanessas a esta docente arrasta-se há meses, e esta armadilha foi bem montada e a professora levada aos limites do nervosismo e da revolta!
Vocês são todos uns santinhos, que nunca se passam dos carretos… Gostava de ser mosca!
Os telemóveis estão dentro das mochilas e entre 30 alunos, reis e senhores do mundo, torna-se impossível controlar todas as câmaras de vídeo dos telemóveis.
Até aqui eles filmavam para se divertirem. Agora vão filmar para tramar o professor a sério. Quem viver, verá.
O registo “tadinho do bom selvagem”, do Acção Directa (o nick diz TUDO!), vem daquele sector, a Esquerda Lunática, que acha que o professor é um agente da «opressão e da formatação das mentes puras das crianças para o Capitalismo».
É claro que esse sector puritano foi o primeiro a pedir a queima pública da bruxa. Com amigos assim, a Mula da Cooperativa nem precisa de inimigos.
Notem que não estou a dizer que a colega foi “impecável”. Acho nojento é que se venha transformar uma conversa num dado contexto, para alegados “relatos que a professora faz das orgias sexuais em que participa”!
Isso traz a marca Morangos com Açúcar estampada, e a preversão de certas mentes adolescentes não tem limites. Bruxas de Salém. No século XXI.Em Portugal.
É uma deturpação grotesca e diabólica, e espero ver os SICários no banco dos réus!
Amanhã poderá ser o Acção Directa e os outros todos que acham que a professora chegou ali e toca a “falar de sexo”!.
E aí, eu vou rir-me, confesso.
Maio 20, 2009 at 4:40 pm
h5n1 diz:
“Quando os docentes se apresentam como “parceiros” dos alunos, dando a estes a centralidade no processo educativo, é toda uma estrutura de autoridade assente em provas dadas e reconhecimento técnico e social que vai por água abaixo.”
Mas foi exactamente nessa BANDALHEIRA que esta colega se recusou a alinhar! As meninas, habituadas a mandar nos pais e nos “setores”, não lhe perdoaram!
Maio 20, 2009 at 4:57 pm
Este comentário define muito bem o contexto de fundo desta história, a mentalidade “Morangos com Açúcar” e chama a atenção para algo de que me passou despercebido – onde estão naquela gravação as referências a orgias que titulam a notícia? Faz-se um “lead” e depois a notícia não o confirma? É que, eu que desconfio da informação por sistema, só agora me dei conta de que o corpo da notícia cujo conteúdo parece ser gravíssimo, não concorda com o título. Se isto não é manipulação da informação, é o quê? Volto a dizer- não sou professor. Isto é muito grave. Vamos, pais, alunos e professores, pagar um preço agravado pelas consequências que a criação deste tipo de imagem, terão na relaçao aluno/professor no futuro. Presumo que estará para breve um comunicado da associação de pais, aquela que não representando realmente ninguém, está lá por desistência dos pais que querem uma relação diferente com a escola, eu incluído e se constitui como o interlocutor priveligiado do ME.
Maio 20, 2009 at 8:28 pm
Hoje lá fui dizendo aos alunos para graverem isto e aquilo. Fora do contexto é o máximo. Continuam a discutir as bananas. Os alunos, os pais e a comunicação social prestaram um mau serviço. Somos um país de bananas, mas daquelas que são todas iguais. O “veneno” quando surge mata todas.
Maio 20, 2009 at 8:33 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/05/20/a-vida-secreta-do-do-darquense-a-novela-das-7-parte-3-de-8/
Dezembro 8, 2009 at 4:58 am
[...] a porta para uma segunda dimensão, em que não vou concordar com o Paulo Guinote, que na Educação do meu umbigo defende a divulgação do som. O que foi feito é uma ilegalidade [...]