Professores marcam protesto para início da campanha
Sobre esta decisão – não colocada nas reuniões de que tenho conhecimento, nem sequer nos relatos dos sindicalistas – nem sequer vou fazer comentários. Mas dou a minha mão à palmatória: por uma vez a realidade impôs-se às decisões das cúpulas. HAveria mais a comentar sobre as razões desta inversão de marcha, mas não gostaria de fragilizar ainda mais o que já de si está demasiado frágil.
No entanto deixo aqui duas anotações sobre passagens particulares, atribuídas ao colega Mário Nogueira, que acredito terem sido descontextualizadas, por ser impossível aceitá-las como provenientes de alguém consciente do que se passa nas escolas:
A proposta de acompanhar a auto-avaliação com uma declaração de protestos “tem tido uma aceitação extraordinária e mostra que o modelo de avaliação é incoerente, burocrático e não serve para avaliar professores”.
É difícil considerar extraordinária a adesão a qualquer medida apresentada em reuniões com uma baixíssima participação. Mesmo que digam que conta é a opinião de quem vai, espero que percebam que a aceitação da maioria dos presentes em debates com 5, 10 ou mesmo 20 ou 30 docentes em agrupamentos com 150-200 professores, será sempre algo muito longe do sentir da maioria efectiva dos docentes. Tal como com a política – e no Expresso de hoje vem uma esclarecedora matéria sobre a desafeição dos portugueses em, relação aos partidos (77%) – seria interessante compreender a razão desta regressão em tão poucos meses, depois de uns míticos 91% de adesão à última greve.
Não parem mesmo para pensar…
Mas há mais. Numa tirada perfeitamente desnecessária, Mário Nogueira afirma:
Sobre as críticas de alguns docentes que na semana passada acusaram os sindicatos de estar a cumprir calendário por já terem decidido avançar para um protesto, o dirigente da Fenprof reconheceu a existência de “alguns críticos” mas diz que na “na hora da verdade eles não aparecem”.
Pois, ou não aparecem ou são mandados sair das reuniões. Ou as suas propostas não são ouvidas ou consideradas. Eu desafiava Mário Nogueira a apresentar o número de reuniões em que a medida de uma manifestação em cima das eleições europeias foi a decisão tomada formalmente ou sequer proposta.
A menos que, «na hora da verdade», as provas teimem em «não aparecer».
É que, já depois de eu ter sido convidado a sair da minha reunião, sei que foi feita a exigência por parte de uma colega que, para a próxima, seja feita uma acta da reunião realizada e de todas as suas principais incidências.
Porque parece que algumas destas reuniões são como as realizadas na 5 de Outubro. Parece que quem de lá sai esteve em reuniões diferentes.
Apetecia-me escrever mais umas verdades, daquelas mesmo verdadeiras que andam a esconder do olhar público, mas é 25 de Abril, vamos deixar o sarcasmo para outro dia.
Porque hoje festeja-se uma vitória pública e não gostaria de falar em quem anda a lamber derrotas em privado.
Abril 25, 2009 at 1:07 pm
Não abram a pestana que não é preciso!
Perda de vínculo gera novo protesto
00h30m
ALEXANDRA INÁCIO
Os professores vão perder o seu vínculo de nomeação à Função Pública e passar a regime de contrato individual de trabalho. A Fenprof aconselha os docentes a contestar a alteração por recear futuros despedimentos.
A mudança era esperada: deve-se à entrada em vigor da lei 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, que estabelece os regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas.
As escolas afixam as listas com os nomes dos professores que mudam de regime e notificam os que não estão a exerce funções docentes. A partir do momento em que é afixada a lista ou é recebida a notificação, os docentes têm 30 dias para contestar, caso contrário cessa automaticamente o vínculo de nomeação como funcionário público. A contestação é feita mediante preenchimento de um requerimento disponível no site dos sindicatos da Fenprof.
A Federação apela aos docentes que contestem o acto administrativo por considerar que a transição deixa os docentes numa situação de maior instabilidade. “Devem fazê-lo por uma questão de salvaguarda dos direitos laborais”, afirmou ao JN Mário Nogueira.
De acordo com o secretário-geral da Fenprof antes da entrada em vigor das novas regras, os docentes entravam nos quadros da função pública por concurso e assinavam com a administração a sua nomeação definitiva – vínculo que não permite despedimento.
“Os docentes podiam ser aposentados compulsivamente ou entrar no quadro de mobilidade especial mas não serem despedidos”, explica Nogueira, sublinhando que o contrato individual já permite a dispensa.
O receio da Fenprof é que o próximo Governo “aproveite essa mudança de vínculo e comece a despedir docentes”.
Para os juristas da Federação a transição do vínculo “viola princípios legais e constitucionais”, como sod a segurança jurídica e da confiança ou os que garantem o direito à função pública e ao lugar. Por isso, Nogueira avança: se os requerimentos forem indeferidos serão “desencadeados processos em tribunal. Será mais uma luta que pretendemos generalizar”, defendeu.
O receio quanto às consequências da mudança de vínculo contratual aumentam, refere Nogueira, por os sindicatos anteciparem que “milhares de professores vão ficar por colocar” no concurso docente.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1212162
Abril 25, 2009 at 1:08 pm
Já agora:
Caldas da Rainha
Paulo Guinote apresenta livro no CCC
“A Educação do Meu Umbigo”, o livro baseado nos textos do blogue com o mesmo nome, vai ser apresentado amanhã, 25 de Abril, às 18h00, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha.
Tudo começou com um blogue criado pelo professor Paulo Guinote, o qual estava longe de imaginar que, poucos anos depois, os seus textos seriam publicados num livro.
Segundo a Porto Editora, o blogue de Paulo Guinote “ganhou o estatuto de referência mobilizadora da revolta de toda uma classe profissional”, a dos professores.
A verdade é que “A Educação do Meu Umbigo” é um exemplo de como a blogosfera se transformou num espaço de intervenção cívica, com grande poder de influência aos mais diferentes níveis, nomeadamente político.
Agora, em formato de livro, o projecto de Paulo Guinote ganha um outro estatuto, chegando a novos leitores e com o claro objectivo de alimentar o debate sobre uma das áreas mais importantes da sociedade: a Educação.
São 400 páginas que revisitam o que de mais importante se passou nos últimos anos no âmbito da realidade educativa em Portugal, “lançando um olhar ácido sobre situações, protagonistas e outras incredulidades que têm afligido o nosso sistema educativo”, como refere Paulo Guinote.
Textos que revelam um conhecimento de causa incontestável e que contribuíram para transformar este como o “blogue-bandeira” de toda uma classe e, ao mesmo tempo, um espaço incómodo para determinados círculos.
Organizado numa perspectiva cronológica, o livro constitui um documento fundamental para perceber as polémicas que marcam a agenda da política educativa no nosso país.
http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=21246
Abril 25, 2009 at 1:26 pm
é verdade: tudo isto está muito frágil; também é verdade que devemos parar para pensar como se esvaziou em tão pouco tempo um potencial de luta tão forte….mas hoje é 25 de Abril e nesta data renovamos a esperança, nem que seja de forma simbólica.
Abril 25, 2009 at 1:49 pm
QUANDO ETES GAYZOLAS TOMARAM CONTA do poder vestidos de armani e com ideias wiki…está tudo dito..o nosso fuTuro é não ter futuro…
Abril 25, 2009 at 2:18 pm
O jornalista Amadeu Araújo estava muito distraído quando redigiu este texto que publica no DN.
No título: “Professores marcam protesto para início da campanha.”
Logo a seguir à foto: “Sindicatos prometem manifestação para o final de Junho.”
No início do 1º parágrafo do (corpo) do texto: “Os professores vão voltar a manifestar-se na rua e tencionam aproveitar o arranque da campanha eleitoral para as europeias para o protesto.”
No início do 3º parágrafo, citando(?) Mário Nogueira: “há colegas que preferem o dia antes do arranque da campanha e outros que querem mesmo o dia 23 de Junho”.
Como me parece que está “alguém” confuso ou desorientado ou esquecido, relembro:
Na consulta aos professores, que decorreu na semana que está a findar, a única data propalada pela Plataforma para a manifestação foi a de 16 de Maio [ainda que para mim, a irrelevância da proposta se deve à forma de luta e não na data];
A campanha eleitoral para as europeias decorre entre 12 de Maio (segunda-feira) e 5 de Junho (sexta-feira);
As eleições para o Parlamento Europeu são no dia 7 de Junho (domingo).
Abril 25, 2009 at 2:20 pm
Eu estive na mesma reunião que o Paulo, onde lhe foi dito que se se estivesse a sentir mal saísse. Tal e qual!
O “Zé”, enquanto delegado sindical, não consegue ter a humildade de aceitar posições/opiniões divergentes daquelas de que é mandatário. Como tal tem, muitas vezes, atitudes pouco cordiais e a roçar a falta de educação. Já aconteceu comigo, em reunião anterior, só não fui convidada a sair, mas fui devidamente colocada no meu lugar…
Mas, como lhe disse outra colega, se os sindicatos resolvessem todos os problemas, os colegas teriam de voltar para a escola a tempo inteiro, o que convenhamos é muito complicado…
Abril 25, 2009 at 2:56 pm
#6,
Obrigado.
#5,
Por isso eu afirmei que algo deveria estar «descontextualizado».
Aquela notícia não tem por onde se lhe pegar.
Em todos os planos.
Abril 25, 2009 at 3:12 pm
Há muito que venho dizendo que os professores têm vindo a ser usados como plataforma de lançamento pulitico do sr mário nogueira que quer ser depetado à custa da classe docente.
Aibram os olhos enquanto ainda é tempo!
Não se deixem enrolar em maningâncias e em cantigas de embalar, pois os tempos não estão para brincadeiras.
Lembrem-se que vocês ainda vão tendo emprego que é pago muito acima da média dos cidadãos que fazem os descontos para vos poderem pagar, enquanto nós trabalhadores do privado nos vemos confrontados com o desemprego, ordenados muito baixos e mais horas de trabalho só para garantirmos o posto de trabalho. Lembrem-se que quem vos avisa vosso amigo é!
Máxima : de mobilização em mobilização até à derrota final…
Abril 25, 2009 at 3:15 pm
#5:
Não é só o jornalista que anda distraído…
A campanha eleitoral começa oficialmente a 25 de Maio.
http://www.cne.pt/dl/Cal_PE07042009.pdf
A bem do rigor…
Abril 25, 2009 at 3:19 pm
Afinal, o Mário tinha toda a razão…
Desta vez, os sindicatos não assinaram um memorando…
Desta vez, os sindicatos não assinaram um memorando. Desta vez, os sindicatos, depois da maior manifestação de sempre e depois da maior greve de sempre dos professores, preparam-se, não para assinar um memorando, mas para deixar arrefecer a contestação ao actual modelo de avaliação e, subtilmente, começar a direccionar os protestos unicamente contra o Estatuto da Carreira Docente, cuja revisão só terá efeitos a partir do próximo ano lectivo.
Deste modo, a baixa política, a política que visa servir quem a protagoniza, e o baixo sindicalismo, o sindicalismo que visa servir quem o protagoniza, mais uma vez, aproximam-se, juntam-se, abraçam-se. Mais uma vez. E, mais uma vez, com a intervenção de Carvalho da Silva, como veio noticiado nos jornais.
Mais uma vez, a substância dos problemas é atirada para o lixo: a objectiva incompetência do modelo de avaliação é colocada de lado, as injustiças que ele comporta são esquecidas, o arbitrário concurso para professores titulares não existiu e, amanhã, o Sol voltará a nascer como se nada de inaceitável tivesse ocorrido. Ou melhor, os sindicatos continuarão a dizer raios e coriscos contra o modelo, mas mais nenhuma iniciativa forte pensam promover contra a sua aplicação.
Sindicatos e o Governo chegaram a um acordo, a um acordo de bastidores, quanto à estratégia a seguir para que ninguém, como se diz em politiquês, perdesse a face. Continuarão todos, oficialmente, inimigos, mas, entretanto, nada os impede de salvaguardar os interesses de ambas as partes — a baixa política e o baixo sindicalismo é assim que manobram, é disto que vivem, é para isto que vivem:
1. O Ministério impõe o simplex, com a anuência dos sindicatos, que não repetem o erro de assinar qualquer acordo, mas comprometem-se a progressivamente amenizar os protestos contra o modelo de avaliação e a direccionar gradual e exclusivamente os protestos contra o Estatuto. O simplex avança. O Governo salva a face. Publicamente, propagandeia que não cedeu e que impôs a avaliação. Os sindicatos continuarão a dizer que o modelo é mau, mas não farão mais do que isso;
2. Os sindicatos recebem, em troca, a promessa de uma negociação minguada do Estatuto da Carreira Docente, onde se procederá a uma diferente hierarquização da carreira e a outros pequenos acertos. Os sindicatos pensam que assim salvam a face, porque poderão reclamar que obrigaram o Governo a mexer no Estatuto. Não interessa se a mexida é substancial ou não, o que interessa é que se possa dizer que se conseguiu mexer.
Entretanto, vêm as eleições e logo se verá…
Esta política repugna? Repugna. Este sindicalismo repugna? Repugna. Isto é um destino incontornável? Não, não é um destino incontornável.
Mais uma vez também, a baixa política e o baixo sindicalismo só prevalecerão se os professores o permitirem. Mais uma vez, os professores, contra a vontade dos sindicatos e contra a incompetência do Governo, podem/devem assumir a responsabilidade de fazer a única coisa que pode/deve ser feito:
— prosseguir na rejeição absoluta deste modelo de avaliação, prosseguir na recusa absoluta de a ele se submeterem.
Foi assim, com uma atitude de inabalável firmeza, que os professores conseguiram, contra a vontade inicial dos sindicatos, a realização da manifestação de 8 de Novembro. Foi assim que conseguiram, contra a vontade inicial dos sindicatos, a antecipação da greve para 3 de Dezembro. E é assim que conseguirão preservar a sua dignidade e vencer a baixa política e o baixo sindicalismo.
Publicado por Mário Carneiro, em 16 de Dezembro, in “O estado da Educação”
Abril 25, 2009 at 3:23 pm
#8:
Já agora, mais um aviso de quem “amigo é”:
Aquela trafulhice do Fripór é lixada, pá!
Vai dar cabo da carreira do pinóquio.
Já andam os notários de todo o país a escarafunchar as negociatas em que o armani se meteu, usando os nomes de familiares.
E os investigadores que agora foram conferenciar com os ingleses vão ter que apresentar resultados das suas investigações.
O vosso menino de ouro saiu-vos melhor do que a encomenda.
É bem feito para vocês, socialistas da treta, que trocaram ideias e princípios por acesso ao poder.
Já começaram a pensar no próximo?…
Abril 25, 2009 at 3:29 pm
#10:
Este relambório é capaz de estar um bocado desactualizado… Dez. 2008?
É que a maioria dos professores se mostrou incapaz de “prosseguir na rejeição absoluta deste modelo de avaliação, prosseguir na recusa absoluta de a ele se submeterem”, apesar de os sindicatos terem proposto que o fizessem.
Persistir em manter a luta numa frente onde é evidente que já não se pode vencer é o que interessa aos que pretendem derrotar a luta dos professores. É fazer o jogo dos xuxas…
Abril 25, 2009 at 3:35 pm
Movo-me na mais absoluta escuridão…
Abril 25, 2009 at 3:45 pm
Paulo
De nada!
Só ontem à noite tive oportunidade de vir umbigar e ler o comentário do “Zé”.
Como és novato nas reuniões do SPGL naquela escola, não estavas habituado ao tratamento de choque. És muito sensível…
Pela minha parte, e pela 2ªvez, já prometi a mim mesma, que não vou a mais nenhuma. Também, às vezes, sou mais sensível do que pretendo demonstrar.
Abril 25, 2009 at 3:46 pm
23 de Junho,
Boa data. Um S. João no Porto com um milhão de manifestantes.
Já agora o 12 de Junho em Lisboa e a véspera de S. Pedro na Póvoa de Varzim.
Garantia de casa cheia.
Abril 25, 2009 at 3:47 pm
Pois os privado..aqueles que vendem a alma ao diabo..não pagam impostos…po~em dinheiro nos ofshores..os patrões vão ás casas de alterne..os empregados chupam para subir…e se for preciso até os lambem dos pés á cabeça…tenho por mim que se a função pública pode até não funcionar bem.. mas os privados foram e continuam a ser o cancro da sociedade portuguesa…até se esquecem dos filhos quando vão trabalhar no carro…isto para não falar das empresas do regime..deste e do outro…antes do 25 Abril…
Abril 25, 2009 at 3:52 pm
Esta é a canção que os privados adoram…
Bem até logo….e sejam felizes com o vosso patrão privado…quer dizer não se esqueçam de por vaselina..
Abril 25, 2009 at 3:53 pm
#14:
E que tal correm as reuniões dos outros 10 sindicatos da plataforma na vossa escola?
É que se o vosso problema é o SPGL, sindicatos de professores é o que não falta…
Se até gostam do SPGL mas não querem o “Zé”, podem sempre contactar a direcção do sindicato e pedir que, para a próxima, mandem o “joão” ou a “maria” em vez dele. Verão como vos fazem a vontade.
Não queiram é convencer-nos que os problemas dos professores são com os seus sindicatos.
Abril 25, 2009 at 4:02 pm
#10, António Duarte
O texto é de Dezembro de 2008, e o que impressiona é a capacidade do Mário Carneiro adivinhar o futuro. Já nessa altura alguém escreveu o seguinte comentário:
“O teu texto incomoda-me, Mário, como incomodam as verdades cruéis. Incomoda porque a desumana realidade se ergue e avoluma aos nossos olhos…. aos nossos… mas parece que a alguns outros não, o que torna o incómodo ainda maior e mais repugnante. Contra a baixeza, ergamo-nos, continuamente, firmemente.”
Abril 25, 2009 at 4:07 pm
#9
Obrigado pela correcção, António. Ia escrever que a campanha durava 12 dias, depois desisti e deu borrada. Começa a 25 de Maio (segunda-feira).
Abril 25, 2009 at 4:36 pm
Anda por aí (e por aqui) muita a gente a escrever que a culpa do estado a que isto chegou se deve aos professores, porque entregaram os OIs.
Imagine-se que 75 % dos professores (que já é uma grande maioria) não tinham apresentado os OIs. Julgam, alguns, que se isto tivesse acontecido tínhamos ganho a batalha contra a avaliação.
Nada disto é verdade.
Em primeiro lugar porque a luta dos professores não é só contra a avaliação. É contra o ECD, os concursos, a gestão das Escolas, etc.
Em segundo lugar porque um professor que não tenha apresentado os objectivos não deixará de ser avaliado. Logo, entregar ou não os OIs será indiferente para o ME.
E a entrega dos OIs pode, até, ter outro significado: os professores concordarem com esta avaliação, mas estarem contra o ECD, os concursos, a gestão das Escolas… E é por isso que não se entende é o silêncio a que os sindicatos se remeteram desde Janeiro.
Abril 25, 2009 at 4:43 pm
O António Duarte é um homem simples, mas por vezes tropeça nos próprios pés.
Trata os sindicalistas como se fossem vendedores da Tupperware.
Além disso, utiliza uma lógica muito própria para branquear os sindicatos, pois reconhece a derrota e justifica a rendição (nomeadamente a do Memorando), mas transmuta-a numa forma de luta hiperbólica contra o mal, identificado “tout court” com o poder socialista.
Abril 25, 2009 at 4:51 pm
Não entregar os OI era um ponto de honra. Por favor não me venham com tretas. Se os prof.s não são capazes de ser unidos… então “batatas”. Estão a contar que entremos nas lutas pl ECD e outras ???? como? Nem sequer se pode contar com muitos colegas.Eles quiseram foi “defender o seu umbigo”.
Bom fim de semana a todos. E mais uma vez, Viva o 25 de Abril.
Abril 25, 2009 at 5:02 pm
#23,
Volto a insistir. O facto de não entregarmos os OIs não impediria a avaliação. E muito menos impediria o ECD e tudo o mais.
A verdade é só uma: OS PROFESSORES NÃO TÊM SINDICATOS QUE ZELEM PELA DIGNIDADE E VALORIZAÇÃO DO SEU TRABALHO.
Lembram-se do célebre Memorando?
Abril 25, 2009 at 5:03 pm
A única forma de luta que aceito neste momento é um CONCERTO pela Educação que reunisse milhares de professores, por exemplo, no centro do país (Coimbra). Uma manif seria mais do mesmo.
Abril 25, 2009 at 6:04 pm
#8 zé manifestante
“Lembrem-se que vocês ainda vão tendo emprego que é pago muito acima da média dos cidadãos que fazem os descontos para vos poderem pagar,…”
Ó Zé esta sua frase é infeliz.
Se não pagasse impostos para nos “sustentar” talvez seria melhor. Assim o ensino seria inteiramente privado e o Zé não teria possibilidades de manter os seus filhos a estudar. Já agora também deixaria de sustentar com os seus impostos o sistema nacional de saúde, a justiça, as vias de comunicação, etc, etc e tudo ficaria privado e o Zé deixaria de sustentar esta “cambada”.
Já agora, em atalho de foice, como raramente não vou ao médico, porque razão terei de pagar os meus impostos para o Zé ir ao seu médico?
Este argumento de que os trabalhadores do privado sustentam os trabalhadores dos serviços públicos é de uma falácia e de um popularismo absolutamente perigoso.
Já agora aqueles que não têm viatura própria deveriam ter desconto nos impostos, ou os cidadãos que nunca utilizaram o sistema de justiça não deveriam sustentar os juízes, ou ainda, aqueles que nunca foram a um médico não deveriam sustentar os médicos, mas gostaria de saber como o vulgar “zé” sobreviveria?
Abril 25, 2009 at 6:12 pm
O ECD é o grande Monstro contra o qual devemos todos estar unidos.
Abril 25, 2009 at 6:15 pm
#1 Livresco:
Qual é o prazo para as escolas afixarem essa lista?
Abril 25, 2009 at 6:52 pm
Ao longo de anos negros para a educação, já tudo foi tentado. As manifestações são indiferentes, as greves são do agrado das finanças.
Só resta o último recurso, a greve de fome, no local de trabalho, sem dar aulas nem tratar de papeladas.
Abril 25, 2009 at 7:01 pm
#21 e #24, A. Ventura:
A meu ver, na avaliação do desempenho havia duas questões distintas:
1. A vontade do ME, enquanto patrão dos professores, de os avaliar. Estando esta avaliação prevista na lei, podem fazê-lo, independentemente do nosso protesto;
2. A recusa dos professores em colaborar com esta farsa chamada avaliação. E aqui, a partir do momento em que o ME, perante as dificuldades, se descartou da sua parte – arranjar inspectores para avaliar os titulares – passou tudo para as mãos dos próprios professores. Se tivéssemos sido capazes de nos unir e boicotar o processo, simplesmente cruzando os braços e não fazendo nada, esta avaliação estava morta e enterrada. Simplesmente, a maioria dos professores, por medo, falta de convicção ou outras razões, desistiu de levar esta luta até ao fim.
Estas coisas não eram os sindicatos que tinham que fazer – eram os professores. E eu estou inteiramente à vontade a escrever isto porque até agora ainda não mexi uma palha para que a ADD se fizesse: não entreguei OIs, não olhei sequer para as fichas e os parâmetros e as outras tretas em vigor na minha escola, não contribui em nada para que a avaliação se fizesse. Se os meus colegas tivessem feito o mesmo, estávamos bem.
Abril 25, 2009 at 7:05 pm
#29:
Eles tentam dar essa ideia, mas as manifestações não lhes são indiferentes. Desgastam-nos e corroem-lhes a base de apoio. Não os matam, mas moem…
Quanto às greves, fôssemos nós capazes de fazer uma greve prolongada, com adesão em massa, e veríamos se não começavam logo a falar-nos ao jeito…
Abril 25, 2009 at 7:37 pm
Também é um “caso isolado” na escola da prof. Armandina Soares.
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Vila%20Franca%20de%20Xira&Option=Interior&content_id=1211743
Abril 25, 2009 at 7:46 pm
Eu pensava que na escola desta senhora professora não havia problemas. Era tudo uma maravilha de integração.
E é extraordinario, pois: “Os agressores não sofrerão qualquer processo disciplinar movido pelo estabelecimento de ensino.”
Abril 25, 2009 at 7:50 pm
Deve ter sido engano. Na escola da Vialonga não há destas coisas. O J.N mentiu.
Abril 25, 2009 at 8:03 pm
#32
Extraordinário
Por um lado a escola protege os vândalos, numa lógica de submissão à violência.
Por outro, a peça jornalistica fala em “bullying”, ignorando completamente a diferença entre roubo com agressão e as práticas de intimidação entre pares.
Ou seja, tanto a escola como o jornal confundem e ocultam a realidade, alimentando a impunidade dos mais jovens, numa clara demonstração de estupidez e de alinhamento com as modas ideológicas mal digeridas.
Abril 25, 2009 at 8:16 pm
MC #25, concordo com a sua ideia.
Abril 25, 2009 at 8:19 pm
http://raivaescondida.wordpress.com/2009/04/25/25-de-abril-2/
Abril 25, 2009 at 8:19 pm
http://raivaescondida.wordpress.com/2009/04/25/25-de-abril-3/
Abril 25, 2009 at 8:34 pm
A noticia e inacreditavel!
Os dois agressores fugiram… para a escola! Lugar onde se sentem protegidos das consequencias, sem duvida.
#35:
Ja nem acho que seja estupidez e alinhamento, e mais do que isso, e o sindroma da mulher violentada que leva tareia do marido mas nao tem coragem de fugir de casa.
O pior, e que no caso da escola, nao ha albergue de acolhimento onde esta se possa refugiar.
Abril 25, 2009 at 8:52 pm
António Duarte escreveu:
“Se tivéssemos sido capazes de nos unir e boicotar o processo, simplesmente cruzando os braços e não fazendo nada, esta avaliação estava morta e enterrada. Simplesmente, a maioria dos professores, por medo, falta de convicção ou outras razões, desistiu de levar esta luta até ao fim.”
Sempre mantive grande cepticismo quanto à recusa da participação dos professores no processo de ADD. E escrevi-o aqui. Embora tivesse ficado espantado com o gigantismo das duas manifestações de professores, como o país ficou, de resto, a pergunta que me assaltou de imediato foi como aquela onda de indignação se iria manter ao longo do tempo. A luta política, porque é disso que se trata, embora não necessariamente partidária, é uma maratona, não uma corrida de velocidade, uma prova de regularidade, não um fogacho momentâneo.
Haverá grandes análises sobre as razões desta derrota anunciada. Uns culparão os sindicatos, outros os próprios colegas, outros ainda os movimentos não sindicais. Haverá ainda quem venha dizer que sempre propuseram medidas radicais, como greve por tempo indeterminado, num arroubo de adolescentes enfeitiçados por um poder ilusório que julgam possuir.
Neste dia em que se comemora o 25 de Abril é triste constar o óbvio: os professores perderam. É certo que no meio da tanta indignação se escondia muito oportunismo e mesmo uma hipocrisia que me metia nojo. Aqueles que rasgavam as vestes e que gritavam que queriam ser avaliados mas não por este sistema foram os mesmos que, ao longo de quase 20 anos, não mexerem uma palha para mudar um sistema iníquo que premiava a mediocridade porque todos promovia. Mas também existia muita gente de grande valor, a quem a escola pública tanto deve, e que não merecia ser tratada desta maneira indigna. E é nesses colegas que penso neste Abril tão carregado, 35 anos depois desse “dia inicial inteiro e limpo/ Onde emergimos da noite e do silêncio”, como escreveu Sophia de Mello Breyner Andersen.
Abril 25, 2009 at 9:18 pm
Então mas afinal que medidas podemos ainda tomar?
Abril 25, 2009 at 9:22 pm
Os professores que entregaram OIs sentem-se como se tivessem engolido sapos. E os sapos são difíceis de digerir, têm peçonha.
Abril 25, 2009 at 10:02 pm
#40
“Haverá ainda quem venha dizer que sempre propuseram medidas radicais, como greve por tempo indeterminado, num arroubo de adolescentes enfeitiçados por um poder ilusório que julgam possuir.”
Boa piada, Kafkzul. No fundo, vocês borram-se de medo de uma greve por tempo indeterminado mesmo com 10 ou 15% de adesão. Imaginem se fosse 60%. Lá teria de vir o tribunalzinho constitucionalzinho, independentezinho mas rosinha decretar serviços mínimos à revelia da própria Lei, porque a leizinha, essa é que é para cumprir.
“Aqueles que rasgavam as vestes e que gritavam que queriam ser avaliados mas não por este sistema foram os mesmos que, ao longo de quase 20 anos, não mexerem uma palha para mudar um sistema iníquo que premiava a mediocridade porque todos promovia.”
Por comparação com este sistema de avaliação, o anterior até passava por objectivo e justo.
Abril 25, 2009 at 10:20 pm
#40:
Quem disse que os professores perderam?
Não acho nada disso. Ainda não conseguimos o que queríamos e estamos confusos e indecisos quanto ao caminho a seguir. Mas podemos pelo menos evitar as armadilhas, uma das quais seria continuar a insistir numa luta radical em torno DESTA avaliação.
Abril 25, 2009 at 10:20 pm
#40 kafkzul
Só os medíocres precisam de avaliação e de provar que são melhores que os restantes professores.
Os bons , mto bons ou excelentes não precisam, todos sabem quem são.
Continuo a afirmar, a ADD não serve para mais nada do que diminuir o peso dos salários no PIB.
O resto é conversa da treta e de medíocres.
Abril 25, 2009 at 10:23 pm
“Por comparação com este sistema de
avaliação, o anterior até passava por objectivo e justo.
Objectivo era, sem dúvida. Toda a gente progredia até ao topo. Quanto à justiça..
Abril 25, 2009 at 10:46 pm
Eu sou do tempo em que como delegado sindical, nos meus verdes anos, frequentava assiduamente os Plenários do SPGL. E perante propostas de luta mais audazes que nasciam na Assembleia, em momentos críticos, com a votação a tremer, a Mesa engonhava o mais que podia até aparecer a malta fixe (que brotava como cogumelos, quase por geração espontânea). E depois, como se não fosse nada, meia assembleia marchava para a 5 de Outubro, onde a polícia nos deixava passar as barreiras de protecção, por que éramos poucos… embora bons! E por fim, tinha sempre aquele momento sublime: uns figurões que dos andares superiores do M.E se acercavam das janelas e olhavam para nós com um sorriso de ironia e bem-estar. Bons tempos! Que saudades da minha juventude!
Nós somos a única corporação em luta. Todos as outras fazem pela vida. Os bons médicos debandam do sector público e a Ordem dos Médicos faz manobras de diversão com a eventual entrega de medicamentos nos centros de saúde, os polícias só querem celebrar os 20 anos dos ‘secos e molhados’, os magistrados e os militares já não são ‘corporações’, o poder político proclamou-os como os verdadeiros funcionários públicos, aos enfermeiros já dividiram a carreira em duas – ouvem-os?
Somos os únicos. E os queridos sindicatos já nos puseram no devido lugar. São muitos anos de tarimba. Ninguém vai entregar “declarações de protestos”, é aldrabice (e quem as iria contar?), poucos professores irão à dita manifestação, mas as praças vão encher-se na mesma…
A luta dos professores, como nos bancos, tem falta de liquidez.
Abril 25, 2009 at 11:04 pm
#30
Não é só a avaliação que está em causa.
É o ECD, os titulares, a gestão das escolas os concursos, os vínculos, etc..
O que fizeram os sindicatos?
Como a luta era só a fazer de conta, aconselharam, os mais próximos a entregar os OIs.
OS SINDICATOS SÃO OS ÚNICOS CULPADOS DO ESTADO A QUE ISTO CHEGOU!
Abril 25, 2009 at 11:26 pm
#32/#33/#34
Em bom rigor foi fora da escola.
Abril 25, 2009 at 11:27 pm
# 46 kafkzul
E este sistema de ADD é justo?
Viu-se o que aconteceu no Chile com o escândalo da venda dos portefólios…
Ou como na minha escola, em que um colega, que pediu a avaliação para Muito Bom, anda a pedir material didáctico aos colegas, para apresentar um bom portefólio.
Abril 25, 2009 at 11:36 pm
#46:
Eu não tenho problema em defender como justo um sistema baseado no princípio de que:
TODOS OS PROFESSORES SÃO BONS ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO!
É isto que se faz na generalidade dos países desenvolvidos. Nós queremos o quê? Descobrir a pólvora?…
Abril 25, 2009 at 11:49 pm
Se alguém souber da obrigatoriedade de entregar a auto-avaliação em determinado suporte, que avise. Não parece que tenha de ser em folhas A4!
Abril 26, 2009 at 12:07 am
Nem que aqui fosse encontrada a maior jaziga de petróleo do mundo, nem assim teríamos progressos. Está tudo controlado!
Abril 26, 2009 at 12:53 am
# 40 kafkzul (só o nome revela a adolescência que há no homem)
“…arroubo de adolescentes enfeitiçados por um poder ilusório que julgam possuir.”
Cambada de profs franceses e chilenos … Saíram um adolescentes pouco dados à obediência.
Abril 26, 2009 at 1:41 am
[...] Plano Inclinado Professores marcam protesto para início da campanha [...]
Abril 26, 2009 at 2:34 am
Curiosidades para manter o ego:
A History of Portugese Overseas Expansion 1400-1668
ISBN: 041523980X
Over a period of 250 years Portuguese became the global language of maritime trade, and Iberian silver circulated as a world trading currency. A History of Portuguese Overseas Expansion 1400-1668 provides an accessible survey of how the Portuguese became so influential during this period and how Portuguese settlements were founded in areas as far flung as Asia, Africa and South America.
Malyn Newitt examines how the ideas and institutions of a late medieval society were deployed to aid expansion into Africa and the Atlantic islands as well as how, through rivalry with Castile, this grew into a world wide commercial enterprise. Finally, he considers how resilient the Portuguese overseas communities were surviving wars and natural disasters and fending off attacks by the more heavily armed English and Dutch invaders until well into the 1600s.
Including a detailed Bibliography and Glossary, A History of Portuguese Overseas Expansion 1400-1668 is an invaluabletextbook for all those studying this fascinating period of expansion by all the European powers.
First published 2005 by Routledge 2 Park Square, Milton Park, Abingdon, Oxon OX14 4RN
Simultaneously published in the USA and Canada by Routledge 270 Madison Ave, New York,
NY 10016
Routledge is an imprint of the Taylor & Francis Group
This edition published in the Taylor & Francis e-Library, 2005.
“To purchase your own copy of this or any of Taylor & Francis or Routledge’s collection of
thousands of eBooks please go to http://www.ebookstore.tandf.co.uk/.”
© 2005 Malyn Newitt
All rights reserved. No part of this book may be reprinted or reproduced or utilised in any form or
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British Library Cataloguing in Publication Data A catalogue record for this book is available from
the British Library
Library of Congress Cataloging in Publication Data Newitt, M.D.D. A History of Portuguese
Overseas Expansion 1400–1668/Malyn Newitt. p. cm. Includes bibliographical references and
index. 1. Portugal–History–Period of discoveries, 1385–1580. 2. Portugal–History– Modern,
1580–3. Portugal–Territorial expansion. 4. Portugal–Colonies–History. I. Title. DP583.N49 2004
325′.3469′09031—dc22 2004005783
ISBN 0-203-32404-8 Master e-book ISBN
ISBN 0-415-23979-6 (hbk)
ISBN 0-415-23980-X (pbk)
Abril 26, 2009 at 2:35 am
#18,
De outro sindicato saiu em lágrimas há uns tempos.
O A. Duarte acha que os professores é que estão errados.
Os sindicatos é que estão certos.,
É a inversão do princípio da representação, mas está bem…
Abril 26, 2009 at 3:06 am
#46
“Toda a gente progredia até ao topo.”
Isto de todos os profissionais de um sector terem formação superior é chato. Os sacanas cumprem as suas obrigações de serviço e as formalidades necessárias para progredirem na carreira, incluído as taras legislativas definidas pela tutela e depois julgam que temos de os fazer progredir na carreira. Era só o que faltava. A quem é que roubávamos o dinheiro para encher os bolsos dos filhos da mãe que nos pagam as campanhas e nos empregam quando perdemos as eleições?
#51
E se não o são por má formação profissional devem ser mandados fazer formação que lhes supere as lacunas, se o não são por incumprimento dos deveres, por culpa ou dolo, a eles exclusivamente imputados devem ser sancionados disciplinarmente. Tudo o mais é “eduquês avaliativo”.
Abril 26, 2009 at 8:31 am
Pela amostra do conjunto de comentários a este post não me foi possível detectar uma linha de rumo para a acção suficientemente consensual para se qualificar de representativa dos professores, pelo que invocar a antinomia de qualquer um contra a generalidade me parece prematuro. De positivo, aparentemente, o prosseguimento da discussão e a ânsia generalizada para continuar a busca. Não é pouca coisa, mas ainda não chega.
Bom dia a todos.
Abril 26, 2009 at 11:21 am
Afinal, há ou não ilegalidades nos diplomas que regulamentam a ADD, o novo modelo de gestão das escolas e s concursos? Não basta dizer que as há. Aliás, estamos cansados de o ouvir dizer continudamente aos sindicatos .
Porque é que se deixou cair a luta no plano jurídico “em banho-maria”? Há interesses mais imediatos a defender?
Abril 26, 2009 at 11:26 am
Infelizmente hoje fez-se santo o homem que nos tramou…se não fosse isso hoje o problema da ADD não se poria.
Abril 26, 2009 at 8:24 pm
Raramente comento os comentários dos ilustres colegas que escrevem neste blog.Não porque não tenha vontade, mas porque já não aguento aquilo que eu acho meros disparates, a ignorância e os ataques indecorosos aos sindicatos. Estou farto de revolucionários que propõem medidas radicais, sem conhecimento da realidade em que vivem. Estou farto de pessoas que só olham para o seu umbigo. Estou farto dos iluminados que só vêem defeitos nos sindicatos, como se estes fossem entidades abstractas e não a emanação dos defeitos e das virtudes dos seus associados. Estou farto daqueles que não sabem assumir as suas responsabilidades e culpam os sindicatos pelas suas próprias incongruências e contradições. Estou farto daqueles que acham que são detentores da verdade. Afinal, a entrega dos objectivos individuais é da responsabilidade dos sindicatos ou de cada um de nós? Querem ganhar uma luta política, sim política,à margem dos sindicatos?
Se os sindicalistas são assim tão privilegiados, como alguns deixam entender, porque razão há tão poucos candidatos ao cargo?
Disparar para todos os lados não custa nada. Dá-se uma no cravo e outra na
ferradura; mas tê-los no sítio, isso é outra história. Trabalhar em grupo é mais difícil do que individualmente, mas quem o faz potencializa as suas capacidades.
A propósito do comentário do Paulo Guinote e da colega Cristina, eu também conheço o José Costa. Não acredito que ele tenha posto alguém na rua. Deve haver aqui algum mal entendido. Conheço o seu feitio e sei que perante determinadas situações é capaz
de responder à letra, mas só depois de muito provocado. Ter paciência para egocentrismos não é fácil, embora seja desejável. Afinal, os sindicalistas não são santos nem pecadores!
Vítor Barros