Depois de tanta conversa em torno da avaliação (só aceitamos a suspensão!!! não cedemos!!! e não sei que mais), e na semana em que se anuncia o envio do simplex para o Tribunal Constitucional a partir do Parlamento, chegam-me relatos de indicações precisas dos delegados sindicais em digressão pelo país no sentido da entrega da grelhazinha da auto-avaliação proposta a partir do ME, com um papelinho anexo de que os próprios sindicatos querem fazer a minuta.
É impressão minha ou isto começa a roçar um clima clownesco, porque palhaçada em português soa mal, algo ofensivo e menos cosmopolita?
Abril 21, 2009 at 10:58 pm
CLOWN NÃO MAS PORQUE NÃO AJAVARDESCO…?
Abril 21, 2009 at 11:01 pm
Chamar palhaçada ofende o circo, não é justo. Aqui não faz-se disso.
Abril 21, 2009 at 11:03 pm
Obrigada pelo post, Paulo!
Penso que tiveste em conta o que te contei.
Na minha escola houve hoje reunião.
À minha pergunta sobre o que se deveria fazer aquando da fase de entrega da ficha de auto-avaliação, foi-me respondido que os professores a deviam entregar e anexar um protesto escrito ( que o sindicato disponibilizaria).
Fiquei perplexa. É isto que nos falta? Pq razão não entregámos, então, os OI??
eu não entendo esta posição e confesso que sinto necessidade de me sentir em coerência comigo própria!
Pelo menos, fico à espera que por aqui surja um debate sobre o assunto. Podemos decidir o que quisermos, mas, por favor, conversemos claramente sobre isto.
Abril 21, 2009 at 11:03 pm
Confirmo. Foi dito que é um dever e dá direito a processo disciplinar.
Tudo a entregar a ficha de auto-avaliação. è o que se prevê.
Abril 21, 2009 at 11:05 pm
Regina, onde está escrito que dá direito a processo disciplinar?
“Dá direito” a penalização na contagem do tempo de serviço para efeito de progressão.
Abril 21, 2009 at 11:07 pm
#3,
Como viste li o sms e o mail.
Não respondi de forma mais alongada por amnifesta falta de tempo.
Abril 21, 2009 at 11:09 pm
Paulo, esclarece-me se puderes: ao não entregarmos os OI esta´vamos apenas a contestar o simplex DR 1/A 2009?
A luta foi apenas contra o dr e não contra o DL ( ECD) ?
Abril 21, 2009 at 11:10 pm
Nem sei que diga…
Na reunião sindical falaram na entrega da ficha de auto-avaliação e de um relatório nos moldes antigos!
Abril 21, 2009 at 11:12 pm
Eu sentir-me-ia ridícula se fizesse greves e manifs e “cumprisse” as “ordens”!
Preciso de coerência!
Abril 21, 2009 at 11:15 pm
“E A Auto-Avaliação, Afinal Faz-se?”
Ainda hoje coloquei essa questão a uma das únicas resistentes da escola. Descobri que só eu estou disposta a arriscar a pele! Bonito, e agora???
Não tenho aparecido por aqui neste ultimo mês, mas alguém me pode dizer se foi tomada alguma decisão em relação a isto? É para não entregar, certo? E como é que fica a nossa defesa? Avançamos em conjunto para tribunal?
Abril 21, 2009 at 11:28 pm
Referi defesa e tribunal (#10) porque sei que só não me tramam na escola se não puderem. Parece que não gostaram muito que alguém tentasse abrir os olhos a quem andava distraído e marcar um RGP para isso é chato… a malta começa a pensar e pensar pode criar problemas…claro que pensaram, mas à primeira ameaça foi tudo entregar os OIs…cambada de mariquinhas!
Abril 21, 2009 at 11:29 pm
Desculpem lá mas chegou mesmo a altura de tentar pôr os “pontos nos is”.
Desde quando é que a plataforma, como um todo, assumiu o boicote à avaliação? Falo em boicote mesmo pondo a hipótese de ser legalmente sustentável a não entrega de Objectivos Individuais. Que me lembre, de forma explícita, só a Fenprof é que o fez oficialmente, mas no terreno foram inúmeros os casos em que responsáveis sindicais entregaram os ditos ou aconselharam a entrega dos mesmos…
Há que ser claro, apelar à não entrega de Objectivos Individuais e a seguir anuir à entrega da ficha de auto-avaliação é uma pura contradição. Não faz sentido, digam o que disserem. E menos sentido faz quando, se bem me lembro, o próprio Mário Nogueira foi taxativo ao afirmar que a luta essencial situava-se no plano político e não no plano legal. Feitas as contas, estamos a viver uma situação semelhante à da greve aos exames mas sem a componente de prejuízo dos alunos. Não há a hipótese de invocar interesse público, nem serviços mínimos ou coisa que o valha. E por isso não tenho dúvidas em afirmar que os sindicatos não propõem essa forma de contestação porque não acreditam nela e não por ser mais ou menos legal.
Pergunta final: quantas greves ilegais terão sido necessárias para que a greve fosse legalizada?
Abril 21, 2009 at 11:31 pm
Paulo,
Já o disse aqui antes. Os sindicatos farão o que os professores conseguirem.
Mas não podemos entrar em grandes aventuras. Pergunto: como se pode ir contra o ECD? Que suporte legal defenderá os professores que não entreguem a autoavaliação, seja lá que papelito for? Boicote? Com quem? De repente olhamos para trás e quem temos? Se já alguns se encolhem nesta altura para ir a uma manifestação, como é que vão lutar com a lei(ECD)contra si?
Abril 21, 2009 at 11:33 pm
Aqui s´po existem 2 hipóteses para quem quiser continuar a ser coerente:
1. não entregar a ficha de A-A
2. entregá-la em branco, com um anexo de 10 páginas a denunciar as irregularidades deste processo todo
Não vejo mais nenhuma saída para os 5% de professores coerentes, lá para meados de Julho.
Abril 21, 2009 at 11:34 pm
Hoje também tive reunião lá na escola. Fiquei a perceber duas ou três coisas:
a auto-avaliação é para fazer
o modelo de gestão é para engolir
manifestação é importante para não apagar a chama (!!!!!!!!!!!)
greves, hum, bem, não sei bem se, ….
Mas que tristeza!
Abril 21, 2009 at 11:34 pm
#12, tal como tu, eu vejo nisto uma enorme contradição!
Ainda bem que não sou a única a pensar assim.
Abril 21, 2009 at 11:36 pm
# 14 António
E ficamos pela coerência? Se temos razão, porque é que temos que aguentar ser penalizados e ficar por aí? Tem que haver defesa possível!
Abril 21, 2009 at 11:37 pm
#15, tal e qual.
As manifs fizeram sentido qdo estávamos em luta!
Que luta é esta? ( falo de quem organiza as manifs)
Abril 21, 2009 at 11:39 pm
Resta saber que penalização poderiam aplicar-nos se fossemos o mesmo nº dos que não entregaram OI?
Ainda hoje as delegadas sindicais disseram que houve 40% que não entregaram.
Abril 21, 2009 at 11:40 pm
Não esqueçamos, como o Paulo diz no post, que esta semana será feito o pedido de fiscalização por parte dos grupos parlamentares.
Isto pode ir tudo ao ar!
Abril 21, 2009 at 11:46 pm
Não quero ser pessimista mas… houve muitos, dos que não entregaram os OI, que “resistiram” porque tinham a “garantia” dos CE de que, em Junho/Julho, podiam entregar a auto-avaliação.
Abril 21, 2009 at 11:47 pm
Reb
A maioria vai entregar a Auto-avaliação.Na minha escola só um ou dois é que vão ser coerentes até ao fim e mesmo assim estou com receio das pressões. A minha primeira represália demorou, mas já chegou na semana passada… Sei lá eu se haverá mais… Nem sei se consigo resistir sozinha. Sou coerente este ano e lixada pelo director no próximo.
Abril 21, 2009 at 11:47 pm
Maria Teresa e Reb,
E o que é que vocês propuseram na reunião das vossas escolas? Que alternativas? Como ajudar a mobilizar e dar coragem a outros?
É muito importante a coerência em cada um de nós, mas mais importante ainda é conseguir que outros pensem e ajam connosco. Assim com discursos choramingas não vamos lá. Força, mulheres.
Abril 21, 2009 at 11:49 pm
Reb
Na minha escola ninguém entregou OI, com a pequenina esperança de que isto moresse por aqui. Neste momento duvido que alguém abdique de entregar a (ou uma) ficha de auto-avaliação.
Abril 21, 2009 at 11:49 pm
“morresse”
Abril 21, 2009 at 11:52 pm
#12
Reb,
mas há coisas neste processo todo tão ou mais graves, como acordar no MEMORANDO um balanço do processo de avaliação quando o mesmo não teve sequer início…
Ainda por cima as duas greves tiveram uma adesão absolutamente histórica. Não há praticamente ninguém que se reveja neste estatuto e nesta avaliação. O ministério tem perfeita noção disso, mas se não lhes “mostrarmos os dentes” não nos vale praticamente para nada!
Nestas circunstâncias, a manifestação será seguramente muito menos expressiva e isso servirá, por um lado, para dar a ideia de que os profesores já não estão todos insatisfeitos e, por outro lado, para enfatizar o braço de ferro que o Sócrates tanto deseja com as forças corporativas (mais a mais agora que o Pedreira veio com a história do Mário Nogueira de querer tirar ao PS a maioria absoluta, pouco me interessa o que se disse de facto ou não).
Abril 21, 2009 at 11:57 pm
#23
Olá Maria Vinagre!
Eu propus greve. Esforço d´para tentar reunir novamente as tropas. As manifs podem ser importantes mas se nada arrastarem com elas são irrelevantes.
Também fiquei a saber que há escolas onde apenas um professor não entregou OI.
Mais, fiquei a saber que há uma escola em que o único professor que não entregou OI é contratado.
Não sei qual é a escola, não sei qual é o Prof mas tenho enorme admiração pelo colega!
Abril 22, 2009 at 12:02 am
Paulo,
Este cavalo de batalha está perdido…não adianta bater mais… falar em coerência.
A coisa começou a ficar clara quando os porta estandarte mais barulhentos arrumaram as bandeiras e correram a entregar os OI pela calada…
.
Abril 22, 2009 at 12:02 am
#13
Maria Vinagre,
não concordo com essa ordenação de causa/efeito, pois se os sindicatos são os primeiros a sublinhar a obrigatoriedade de entrega da ficha de auto-avaliação já não há verdadeira margem de manobra para que a hipótese de não entrega seja verdadeiramente auscultada.
A grande maioria dos professores não tem opinião formada sobre a melhor forma de contestar a avaliação e o estatuto nesta fase do processo, mas há muitos professores suficientemente insatisfeitos e preocupados com o futuro da profissão para que a plataforma se possa dar ao luxo de nem sequer equacionar uma forma de contestação que no fundo acaba por ser a única que não prejudica os alunos…
Abril 22, 2009 at 12:10 am
É muito triste dizê-lo, mas, a confirmar-se este cenário, toda a contestação dos sindicatos que passou pela não entrega dos O.I. vai parecer-se com a cena do Mário Nogueira, em Dezembro, para as câmaras, tipo “agarrem-me senão eu mato-o!”, quando respondeu ao Pedreira acerca da suspensão do modelo de avaliação: “Se querem guerra é guerra que vão ter”
Vê-se.
Abril 22, 2009 at 12:18 am
Vá lá umbiguistas, vejam o meu cão Bino..
http://gataescondida.wordpress.com/2009/04/21/o-caozinho-bino/
Abril 22, 2009 at 12:25 am
É sabido que foi aprovada, a 14 de Março, no Encontro de Professores em Leiria, uma proposta no sentido de se substituir a entrega da ficha de auto-avaliação por um relatório crítico. Mas convém clarificar o que se pretende verdadeiramente com isso. Neste momento, vários de entre nós (eu incluído) encaram esse gesto com a maior das reservas. Em minha opinião, se a entrega do relatório de auto-avaliação for feita na expectativa de, com ela, o respectivo professor “beneficiar” da mesma avaliação que irão ter os colegas que entregaram os objectivos individuais e que, no final do ano lectivo, entregarão a ficha de auto-avaliação decorrente do modelo ministerial, cair-se-á numa contradição insanável e num ridículo efectivamente letal para qualquer combate político com um mínimo de dignidade. A entrega do dito relatório alternativo tem de ser rodeada de todas as condições para que não possa ser interpretada como uma cedência ao modelo de avaliação que estamos a contestar, isto é, para ser encarada como um acto simbólico no qual o professor se limita a afirmar a sua disponilidade para ser avaliado, mas não à luz do modelo em vigor. Por outras palavras: quem entregar esse relatório tem de estar disposto a que essa entrega implique a penalização já anunciada da não progressão na carreira e que isso seja assumido publicamente de forma inequívoca. De outra forma tal entrega significará a capitulação mais miserável e indigna. Pois não podemos querer a luta sem as suas consequências. Não podemos aspirar à quadratura do círculo: “lutar”, sim, desde que isso não traga riscos pessoais; “lutar”, sim, contanto que se possa, no fim, gozar dos mesmos “benefícios” (notem que ponho esta palavra entre aspas) que alcançam os que capitularam previamente. Isso seria de um oportunismo, para não dizer de um grotesco, absolutamente lamentável. Tenho muita pena, mas é assim que vejo as coisas. De resto, é por temer que a entrega do relatório de auto-avaliação possa ser lida por muitos órgãos executivos como equivalente à entrega da ficha de auto-avaliação que me pergunto, como já fiz antes, se não seria mais transparente (e mais coerente) que nada fosse entregue, sinalizando assim a total indisponibilidade do professor para colaborar com esta farsa da avaliação do desempenho. Penso, francamente, que sairíamos todos mais dignificados e não daríamos azo a quaisquer ambiguidades.
Aqui faço um pequeno parêntese para dizer que é, de resto, previsível que muitos presidentes de conselhos executivos, os mesmos que foram tão pressurosos a notificar os colegas que não entregaram os objectivos, se recusarão a aceitar o relatório de auto-avaliação, invocando que ele não se enquadra na legislação concebida para avaliar os professores. E devo acrescentar que eles terão toda a razão, pois a lei não prevê a entrega de relatórios de auto-avaliação feitos à medida do que cada professor entenda lá escrever. Nesse caso, que faremos nós? Vamos defender, como já vejo alguns fazerem, que eles terão de aceitar essa entrega e avaliar os que a fizerem da mesma forma que serão avaliados os professores “cumpridores”? Este cenário igualmente pífio é, creio eu, um motivo acrescido para não se entregar coisa alguma.
Abril 22, 2009 at 12:27 am
#29, Pulp
Não são os sindicatos “os primeiros a sublinhar a obrigatoriedade de entrega da ficha de auto-avaliação”, é o próprio ECD.
Que “forma de contestação [é essa] que no fundo acaba por ser a única que não prejudica os alunos?
É preciso equacionar da mesma forma uma contestação que não prejudique (alguns) professores.
É verdade que o ME não parece dar importância às manifestações, mas também é verdade que não gosta nada delas. E nesta altura uma, várias, manifestações e outras formas de luta que mostrem uma classe unida e coesa serão capazes de incomodar muito. Logo agora que parecia que estavamos sossegadinhos. Claro que isto obriga a muito esforço, muita conversa na escola com os colegas, muita vontade, de facto.
Abril 22, 2009 at 12:27 am
Já me estou a preparar para ser fustigado pelo comentário que escrevi acima. Estejam à vontade. Mas vejam lá (já agora) se se entretêm mais a atacar o argumento com argumentos do que a atacar o homem…
Abril 22, 2009 at 12:35 am
# 32 Mário Machaqueiro
Pois é…é um acto de auto-perfídia absoluta.
Abril 22, 2009 at 12:37 am
#32
Já há muito que os professores interiorizaram como possível penalização a não progressão. Aliás, isso pode acontecer pela via de mais uma Lei de congelamento, vulgo, roubo (a crise e coisa e tal…). Mas é preciso conhecer bem a legislação, cruzar com outros diplomas da Administração Pública, com a Lei 12-A/2008. Além de que antes de Julho/Setembro ainda podemos fazer algo mais, mostrando uma classe unida e coesa que sabe o que não quer.
Abril 22, 2009 at 12:39 am
Vamos voltar um pouco atrás e seguir a linha de raciocínio que por aqui tem sido adoptada.
1. A forte contestação dos professores à política educativa começou com a ADD. Antes disso, nem congelamentos, nem substituições, nem concursos, nem titulares fizeram os professores mexer-se. Mas quando a avaliação começou a andar, foi o que se viu.
2. Começaram a surgir nas escolas posições colectivas de recusa de entrega dos OIs. As primeiras, ainda antes de haver qualquer orientação sindical neste sentido.
3. Perante a vontade de resistir desta forma, os sindicatos, em especial a FENPROF, apoiaram e tentaram alargá-la o mais possível.
4. Vieram depois o simplex, a responsabilização directa dos PCE e as pressões do ME. Aqui, uns porque acharam que na versão simplex o sapo já se tornava comestível, outros por medo, outros ainda por oportunismo, a verdade é que a maioria dos professores entregaram os OIs.
5. Nesta fase surgiram as posições mais estranhas e contraditórias. Houve escolas onde se faziam aprovavam moções por unanimidade a rejeitar esta avaliação e a seguir, com a mesma unanimidade, entregaram todos os OIs. “Uma coisa é tomar uma posição para o ME saber o que pensamos, outra é fazermos o que é melhor para nós”. Temos colegas capazes de dizer destas coisas acreditando na seriedade do que estão a dizer!
6. A partir daqui, o que é que queremos? Formar uma aldeia gaulesa de meia dúzia de irredutíveis? Convidar uns quantos a sacrificarem-se para que os outros tratem da vidinha? E sacrificarem-se em nome de quê? De uma avaliação que é um embuste mas que afinal se poderá dizer que se fez?
Abril 22, 2009 at 12:41 am
Acho que estamos a pôr a carroça à frente dos bois. Se tivessemos sabido que a maioria dos colegas ia entregar os OI, não tinhamos feito as manifes nem as greves?
Agora, antes da fichinha, não podemos ainda agir de forma eficaz que justifique a muitos não entregar a ficha?
Ainda não está tudo perdido…
Abril 22, 2009 at 12:46 am
Deviamos é ter, desde o início, ignorado todo este processo ilegal: não preencher grelhas nem gastar tempo em reuniões para o efeito, não entregar OIs, não entregar auto-avaliação, os que concorreram a titulares não o terem feito…
Em resumo, deixar o ME a falar sozinho,funcionar como as escolas anterior a este ME,que já dá trabalho que chegue, inclusivé não aplicando este regime de horários(alô CEs!), enquanto a legalidade não fosse reposta e comprovada.TODOS em todas as escolas e uníssono, sem “mas” ou “talvez”.Vejam a ausência de hesitações ou panos quentes dos médicos, por exemplo.
Iam então brincar com o sistema educativo de outro país da ocde.
No entanto, gostamos de passar esta imagem de meninos obedientes e acríticos(para não falar dos adesivos ou dos carrascos e ditadores latentes) e servimos de cobaias para políticas torpes e, como diz muito bem o Paulo no seu livro(a propósito do ECD) de cariz eugenista.
Temos de continuar a fazer o que ainda pode ser feito, mesmo individualmente, se queremos a tal coerência de que fala a Reb.
Custa? pois custa, mas não reza a História que as grandes resistências tenham existido sem sofrimento e sacrifício.
Julgo que entregar a tal fichazita de AA é pactuar com o famoso modelito, emesmo que no íntimo pensemos que, enfim , não estamos a pactuar, o resultado PRÁTICO será, como sabemos, o da Tríade se vir gabarem público da tal normalidade e adesão.
E lembrem-se que os ditos cujos têm o acesso muito mais facilitado, despudorado até, aos OCS.
Lembrem-se também da tal solidariedade que tanto aqui defendemos, há uns meses, na crise dos OIs.
Abril 22, 2009 at 12:52 am
Nesta altura tornam-se evidentes as fragilidades dos professores enquanto classe profissional coesa e lutadora. Com “consciência de classe”, como reza a vulgata marxista.
É pena, mas é assim. Se nós todos, ou quase todos, quiséssemos, o ME não conseguiria implementar uma avaliação dos professores feita pelos próprios. Bastava recusarmo-nos a fazer, ponto final. E não arredar daqui.
Assim como os directores: quem é que começou afanosamente a formar listas para constituir os conselhos gerais? Se se deixassem estar quietinhos, se em vez de um Santo Onofre tivéssemos mais de mil, acham que o ME podia alguma coisa contra nós?
O que nos perde é o medo. A desunião. A incapacidade de acreditarmos em nós. A vontade estúpida de andarmos a cumprir ordens que vão contra os nossos interesses e o interesse da escola que queremos.
Às vezes, já me pergunto: seremos uma classe de masoquistas?…
Abril 22, 2009 at 12:54 am
Corrijo 2.º parágrafo:
“(…) a falar sozinho, mantendo as escolas a funcionar como no´tempo anterior a este ME, O que já dá trabalho que chegue(…)”
(Nota: é evidente que este ME também nos “dá trabalho” que chegue- isto é, é incompetente e inutilmente cansativo-…mas bastavam-nos alguns dos nossos meninos! Não precisávamos de mais comportamentos rufias a invadir a Escola…).
Abril 22, 2009 at 12:59 am
Em ” … a Tríade de se vir gabar em…”
as palavras “gabar” e “em” surgem inadvertidamente juntas o que parece, à primeira leitura, o plural “gabarem”.
Abril 22, 2009 at 1:00 am
Há outra coisa em que é preciso pensar: esta luta dos professores é uma luta colectiva. De uma classe inteira.
O que significa que ou ganhamos todos ou perdemos todos. Pois não haverá escolas A para professores resistentes e escolas B para os que desistiram de lutar. O que vier ou não, virá para todos.
Por isso acho que fazem pouco sentido atitudes mais ou menos quixotescas em torno da ficha de auto-avaliação. Não podemos continuar a centrar nesta batalha, que nunca poderemos ganhar, a nossa luta.
Ou acham que com o actual ECD poderemos ter uma avaliação substancialmente diferente? A luta tem que ser pela revisão do ECD.
Abril 22, 2009 at 1:01 am
É triste ver a palhaçada em que se tornou a nossa profissão e os palhaços que são muitos dos nossos colegas!
Eu acho que a luta tem que “doer” e isto já não vai lá com passeatas pela nossa linda Lisboa!
Abril 22, 2009 at 1:03 am
#40 António
acho que não somos masoquistas, somos palhaços!
Abril 22, 2009 at 1:04 am
António Duarte:
vais entregar a ficha de auto-avaliação?
Abril 22, 2009 at 1:06 am
http://raivaescondida.wordpress.com/2009/04/21/10952/
Quando não se luta,perde-se sempre!
Abril 22, 2009 at 1:10 am
Bia
acho que tens razão. O meu desânimo vem da consciência de que somos já muito poucos.
Manifs são importantes para aglutinar mas se se fica só por aí de nada servirão.
Abril 22, 2009 at 1:12 am
#46, mais do mesmo:
Se calhar, vou. Ainda não sei. Espero discutir estas questões com os colegas, e a nossa reunião é só na sexta.
Como já disse acima, acho que não faz sentido isolarmos-nos em posições individuais de “coerência” quando a luta é essencialmente colectiva. E não se esgota no formalismo da entrega ou não de um papel.
Por isso, quero ver qual é o “sentir” da minha escola, onde a grande maioria não entregou OIs.
Abril 22, 2009 at 1:16 am
#47:
Mas temos que escolher as lutas que podemos ganhar.
Houve uma altura em que os professores se achavam fantásticos e tudo nos parecia possível.
Agora estamos a ver que, por muito vanguardistas e radicais que sejamos alguns dos que se encontram por aqui, a grande maioria dos nossos colegas não pensa nem age como nós.
Abril 22, 2009 at 1:22 am
#34 Mário Machaqueiro:
Concordo em absoluto com o comentário.
#40 António Duarte:
Concordo com as observações, apesar de tudo um pouco menos pessimista que o anterior, em #37.
É sabido que oa professores são um grupo demasiado heterogéneo, que nunca teve grande espírito de classe, inclusivamente em pequeno grupo, nas escolas (ou pelo menos nem sempre).
Mas deve restar sempre a Esperança, de que este blogue é um exemplo- onde é que antes viamos professores dos vários ciclos, dos jardins de infância aos do Secundário, a debater questões comuns em relativa harmonia,deixando de estar virados de costas uns para os outros,enredados apenas nos problemas diários de cada grupo ou ciclo?
Ainda há Esperança.
NÓS temos de fazer a esperança!
Abril 22, 2009 at 1:29 am
desde o início que tinha percebido a incoerência dos coerentes que não entregavam os OI porque não estavam previstos na lei. questionados sobre a entrega da AA, respondiam, depois logo se vê!
estava visto, está confirmado!
Abril 22, 2009 at 1:32 am
E sobre a AA? O que é que diz o parecer do grande educador GP?
#3 reb, a minha resposta à questão colocada está aqui:
http://fjsantos.wordpress.com/2009/04/22/avaliacao-protestos-coerencia-e-por-se-a-jeito/
Abril 22, 2009 at 1:42 am
Continuo a não perceber esta ideia (provavelmente boa, eu é que não compreendo) de violar o dever profissional de “proceder à auto-avaliação” (alínea g) do artigo 10º do ECD) para ganhar concretamente o quê? Então a ideia de substituir esta ficha, onde cada um escreve o que muito bem entende, por um relatório crítico onde cada um escreva o que bem entende, tenho que reconhecer que é, no mínimo, muito original.
Acho que todos têm consciência que a não entrega da ficha de auto-avaliação implica a não contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão (no meu caso, são menos 100 euros por mês durante dois anos, o mesmo que perco se fizer 56 dias de greve, a tal que “ninguém” quer fazer por tempo indeterminado porque se perde muito dinheiro e prejudica os alunos). Se numa escola esta acção for levada a cabo por menos de 10 ou 15% dos colegas (e em muitas foi o que aconteceu com a não entrega dos OI’s) um PCE adesivo poderá tentar-se a abrir processos disciplinares, E o que se ganha em troca? (desculpem a insistência mas o meu lado mercenário, está hoje particularmente activo.) Cedências do ME, não creio, uma vez que não há prejuízo nem para a tutela nem para os alunos.
Que luta é esta em que o objectivo é só acumular perdas?
Abril 22, 2009 at 3:07 am
Declaração:
Eu, Pedro Nuno A. Castro,
- após ter prescindido de pedir a minha titularidade, devido a uma recontagem de tempo de serviço que me foi deferida em contencioso do TAF do Porto, transitado em julgado após 4 anos e 3 meses do início do procedimento contencioso, apesar de ter pontuação superior à do titular do meu departamento com melhor pontuação aquando do concurso extraordinário para professor-titular.
- após ter feito todas as manifestações, excepto a do “cordão humano” em Lisboa.
- ter feito todas as greves.
- após ter renunciado a ser membro da Conselho Geral transitório.
- após não ter entregue os OI’s na minha escola.
- após não ter caído em tentação e candidatar-me a… quando sabia que seria eleito por unanimidade.
- após ter desenvolvido acção, que por agora permanece em segredo (somente o Paulo e o Fafe têm conhecimento)que virou quase toda a escola contra mim,
- vendo neste momento pouca participação nas reuniões realizadas nas escolas da minha vizinhança.
- vendo quase total capitulação na entrega da auto-avaliação.
decidi que irei proceder em conformidade, com a decisão que sairá da reunião, a realizar na 4ª feira da próxima semana, dos 77 docentes da minha escola, que não entregaram os OI’s,
Como diz o Apache
“Que luta é esta em que o objectivo é só acumular perdas?”
Abril 22, 2009 at 3:11 am
Correcção a # 55
- “após ter renunciado a convite para integrar uma lista para o Conselho Geral Transitório”
Abril 22, 2009 at 3:17 am
Como diz a Maria Vinagre:
“É muito importante a coerência em cada um de nós, mas mais importante ainda é conseguir que outros pensem e ajam connosco.”
É preciso tornar a reunir as tropas e engolir muitos sapos.
Abril 22, 2009 at 8:56 am
Os docentes são uma classe decadente, pela via da democratização do ensino.
A afirmação persistente e prepotente dos sindicatos, enquanto representantes exclusivos dos docentes, é a expressão dessa desvalorização inevitável, uma vez que a manipulação da educação e dos seus agentes é a condição indispensável para a colonização da educação ao serviço do Capital, logo da proletarização dos professores.
A questão é simples: a sobrevivência dos sindicatos depende, em larga medida, de poderem e saberem cumprir o seu papel de mediadores e capatazes do Estado.
Os sindicalistas têm duas hipóteses, ou alinham com a Nomenklatura e salvaguardam a sua vidinha, ou desafiam a imoralidade e a injustiça das políticas do Estado e arriscam o seu futuro enquanto figurinhas do cartel.
Portanto, não há muito que enganar, uma vez que os sindicatos são instituições mantidas e toleradas pelo poder enquanto cumprirem o seu papel, sendo a carreira sindical uma passadeira para ascender a outros lugares mais apetecíveis no mundo da política mafiosa.
Mas parece que não resta mais nada aos docentes, uma vez que se deixaram embalar pelo bigode do memorando.
Abril 22, 2009 at 10:10 am
No # 53 é colocada uma questão pertinente:
Que diz o parecer do Dr. Garcia Pereira sobre a Auto Avaliação?
É uma pergunta que fica a repetir-se como no fonógrafo do Jacinto. E a maneira de a evitar é só afastarmo-nos dela.
Abril 22, 2009 at 10:19 am
É o FIM!
Abril 22, 2009 at 10:22 am
#53 e 59,
Parto do princípio que saberão ler e terão o parecer em vosso poder.
Anoto também a unidade ME/alguns sindicalistas em torno da AA.
Já a conhecia desde Janeiro e ao acordo que esteve implícito por essa altura.
Restava confirmar, no terreno.
Abril 22, 2009 at 10:41 am
A partir daqui, o que é que queremos? Formar uma aldeia gaulesa de meia dúzia de irredutíveis? Convidar uns quantos a sacrificarem-se para que os outros tratem da vidinha?
Acho boa ideia!
Asterix ao poder!
Abril 22, 2009 at 11:04 am
Ora bem. Na minha Escola (devia dizer Agrupamento mas não apareceu nínguém das outras escolas tal é o clima de medo)já se deu a dita Consulta. Já agora, é de referir que só meia dúzia de nós não entregámos OI (tal é o medo). Também não eramos muitos, não sei bem porquê… Ainda assim lá fomos delicadamente empurrados para a Manif, até porque o tipo do sindicato é um bacano. Pedimos que ficasse em acta que achamos insuficiente e que só valerá a pena se se verificar clara e inequívoca adesão e motivação. Eu ainda aventei irmos todos vestidos de palhaços, arlequins e colombinas, para dinamizar o evento e chamar a atenção do domínio público. Ouvi como resposta uma sonora gargalhada da parte dos meus colegas, uma voz que disse “lá estás tu!” e um sorriso amarelo do colega sindicalista – não passou, é pena.
Abril 22, 2009 at 11:05 am
Mas o grande ensinamento que podemos retirar da vida política não é precisamente que são os corruptos que dominam a “res publica”?
E que ainda por cima têm o apoio do povo?
E não será este o resultado inevitável de uma escola orientada para a adequação aos tempos modernos, com o marketing a substituir a política?
Sócrates representa o homem sem qualidades, o triunfo do igualitarismo, do anti-intelectualismo e do sindicalismo de massas amorfas, rendidas ao mercado.
Sócrates também se auto-avalia como um grande estadista. É por isso que a auto-avaliação é tão do agrado dos corruptos e dos medíocres.
Abril 22, 2009 at 11:06 am
#62,
Eu sempre gostei do Astérix.
Porque mesmo quando vai só com o Obélix, não têm medo de enfrentar a “legalidade” romana.
Só estou a confirmar que, afinal, a vidinha sobrepõe-se a tudo.
Abril 22, 2009 at 11:07 am
[...] frente jurídica, foca a atenção no combate jurídico ao processo de eleição dos directores e critica a falta de coerência na entrega da ficha de auto-avaliação . FJ Santos, no blogue (Re)flexões, responde com um texto crítico das posições dos movimentos [...]
Abril 22, 2009 at 11:07 am
#64,
A auto-avaliação, feita na base do auto-elogio e encobrimento das falhas, não passa de uma enorme TRETA!
Abril 22, 2009 at 11:20 am
A realidade é que não preencher e entregar a ficha de avaliação subentende algum incumprimento por parte do professor!
Qual não se sabe, nem que consequências poderá ter para esses professores além da não contagem de tempo para progressão.Essas eventuais consequências dependerão, e aí entra a politica, do nº de professores que o fizerem.
Quem o fizer pode correr o risco de olhar para trás e se encontrar sózinho.Em termos de coerência é louvável, mas em termos de obter mudanças politicas na educação nada vai conseguir.
Ficamos muito divididos, pelo facto de uns terem entregue/ou aceite objectivos e outros não.Vamos ficar ainda mais divididos pela entrega ou não da auto-avaliação.Estamos a percorrer inexoravelmente o percurso inverso que conduziu à união dos professores no passado recente.Estamos a ficar desunidos.
Existe no entanto, algo de substancial que nos une, não concordamos com este modelo de avaliação dos docentes.Como recuperar esse espírito de – é mais o que nos une que o que nos divide – parece-me o mais essencial.
Mesmo quem cedeu, a diferentes níveis,não se deve afastar/ser afastado da luta que importa continuar a desenvolver. O Simplex vai voltar no próximo ano lectivo sob a forma Complex, disso não haja dúvidas.
Os sindicatos têm lidado com a situação o melhor que conseguem, procurando ser responsáveis pelas formas de luta que mobilizam o que os obriga à prudência.
Se sempre defenderam, nas reuniões em que estive,que não havia consequências disciplinares da não entrega dos objectivos, assumindo inclusivé a defesa em termos judiciais dos professores e mesmo assim a desmobilização foi superior a 50% face às expectativas iniciais o que é que poderiam dizer agora quanto à auto-avaliação, cuja obrigatoriedade ou não é mais discutível.
A questão fundamental parece ser:
Como é que recuperamos para a luta todos os professores descontentes com este modelo?
Para já não votar PS, e influenciar para que outros não votem, é da maior importância!
Abril 22, 2009 at 11:21 am
Eu continua casmurro nas minha opinião. Continuo a julgar que não precisamos de ADD nem de AA. Todos podemos verificar e corrigir os erros sem nada disso. Isso só existe porque é necessário dividir entre competentes com mérito e incompetentes.
Continuo na minha: Modelo Finlandês.
Sei que para isso, todos o edifício jurídico teria de ser modificado ou começado a partir do zer.
Julgo que não vamos com remendos , a colcha está demasiado remendada que rebenta pelas costuras, basta o professores assimilarem a sua força. a força que realmente têm para conseguir esfrangalhar todos este edifício jurídico.
Não vejo vantagens em ADDs.
Quando a educação for uma trave transversal a todos os partidos como parte integrante do desenvolvimento de uma País, chegaremos à conclusão que a ADD só tem desígnios orçamentais, de baixar o peso dos sala´rios no PIB.
Nada disto tem a ver com a melhoria do sistema nem com melhores práticas. Quem nos governa não tem as melhores práticas no entanto exige-as.
Confesso, se me é permitido que tenho andado fora deste debate e de lutas por motivos de saúde pessoal, não estou para ter um novo aviso de AVC.
O que posso dizer é que qualquer forma de luta é boa desde que TODOS a ASSUMAM.
Abril 22, 2009 at 11:44 am
Em relação à AutoA,aproveitou-se a vinda do colega do sindicato para se lhe perguntar como é que era. Que pois que sim, que se fazia, entregava-se a dita axexada com um papel a dizer que coiso e tal,por um modelo de avaliação coiso e justo e democrático e mai não sei quê, ou seja, o que já se tinha feito, mais ou menos, quando fomos “notificados”.
Bem, achando bizarro, perguntei: “Mas então eu não inviabilizei a minha avaliação ao não ter entregue OI, e não terei que ser devida e obrigatóriamente punida ainda que não se consiga descurtinar em que Lei é que isso se define, bastando para isso que o Sr. Sub.Sec.Est. Pedreira assim o afirme?”
“O quê?” perguntam várias vozes
“Pois,o Sr. Pedreira foi bem explícito e em Assembleia da Répública,nem menos… é que ainda estou à espera…à espera de ser devidamente punida…ou então estão à espera da data de entrega das AutoA para dizerem que não vou poder entregar a minha, não sei…”
Já claramente agastado o colega do sindicato retorque “Isso são disparates!!”
“Pois são, mas são muito graves, estes e todos os outros que têm vindo a ser cometidos desde que estes Srs.lá estão! Meu amigo, até te digo mais, sou capaz de me ir finalmente sindicalizar para poder levá-los já a Tribunal, em vez de ficar à espera que passe… é que as custas de tribunal aumentaram enormemente (coincidências do diabo) e eu estou a ver que não tenho posses para ir pelo meu pé (a não ser que o Guinote se lembre de alguma, tem todo o meu apoio…gargalhadas…). Aliás, se os 40 ou 50 mil professores “desalinhados” interpusessem processos ao ministério, queria ver o que acontecia… era lindo…”
O que vale é que o colega do sindicato até é uma pessoa calma…
Abril 22, 2009 at 12:10 pm
Eu só digo que VOU FICAR CONGELADA!
Devo ter uma costelita nórdica.
Abril 22, 2009 at 12:12 pm
Depois de quase cinco anos em que não morri de fome, mais dois menos dois…ou 3 ou 4…é o que quiserem.
Abril 22, 2009 at 12:59 pm
Eu auto-congelado.
Só quero que passe o pesadelo diurno e nocturno.
Abril 22, 2009 at 1:11 pm
Não se pode entregar a AA porque isso também faz parte DESTE processo. O processo é um todo, não se escolhem partes “porque esta é a que faz sentido” (desculpa dos que pediram aulas assistidas) ou “porque a AA é obrigatória” porque ela é obrigatória como parte de um todo com o qual discordamos totalmente.
Estou a ver as coisas mal paradas. O único caminho dos “coitadinhos” é mesmo ir para tribunal. Juntamos mais uns euros e avançamos. Alguém acha que podemos perder? Eu acho impossível dado o numero de inconstitucionalidades e atropelos constantes à lei.
Abril 22, 2009 at 1:21 pm
#62 e #65:
Para sermos os Asterix do séc. XXI, enfrentando a legalidade socratina, temos um pequeno problema:
Falta-nos a POÇÃO MÁGICA!
Abril 22, 2009 at 4:03 pm
#69
“Não vejo vantagens em ADDs.”
Nem eu, Tollwut. Agora vai dizer isso numa reunião sindical e caem-te em cima dezenas de virgens ofendidas, a reclamar que sim, tem de haver avaliação, alguns são bons mas eles são ainda melhores e o mérito tem de ser distinguido e depois há um ou 2 “artistas” em cada 100 que não cumprem (porque o PCE é um banana, digo eu) e esses têm de sentir na pele a espada sagrada do colega avaliador.
Abril 22, 2009 at 6:28 pm
Na minha escola houve hoje reunião e o que foi dito, preto no branco, foi:
devemos entregar a ficha de auto-avaliação.
Depois de tanta “merdice de discussões entre colegas” (desculpem o palavreado) devido à entrega ou não dos objectivos individuais, até eu me começo a arrepender!!!É que detesto fazer figura de ursa e é o que andamos todos a fazer.
Depois deste “devem entregar” quantos não o vão fazer?
Abril 22, 2009 at 6:30 pm
Acho que já perdemos.
Abril 22, 2009 at 6:48 pm
#76 Apache
Tens toda a razão. lembro-me de na ultima reunião uma ter questionado a não entrega dos OIs pois queria ter mto bom ou excelente.
Bem, esta menina entregou os OIS e pediu aulas assistidas.
Na 1ª aula, fez correcção do teste de avaliação…Ora a Avaliadora tomou as notinhas e disse, entre os amigos…esta está tramada, nem mto bom leva.
Abril 22, 2009 at 6:54 pm
#76 Apache
Mas essa opinião de que qualquer ADD não serve para nada já a ando a repetir desde o inicio desta luta. Sei que nem todos concordam pois tal como dizes há sempre alguns que se julgam melhores do que os outros, não sei em que bases nem em que métodos.
No entanto continua a ser a minha opinião mesmo que tenha todos contra…
Abril 22, 2009 at 7:23 pm
#70 Silvie
Negar o relatório de auto-avaliação com base nas palavras intimidatórias de Pedreira é indefensável. Há mais na vida para além dos delírios de poder destes seres irracionais. Como justificar em tribunal que a escola tenha aceite a realização de aulas por um professor, o exercício da sua autoruridade e competência para preparar alunos, senão na base de que cumpria com os objectivos fixados para o seu trabalho pela “entidade patronal”. Alguém vai nessa treta de que tais objectivos são inexistentes se não forem explícitos num papel, ainda por cima destinado apenas e realçar algo de estritamente pessoal? A lógica da vida tem mais ramificações que as malhas apertadas propagadas pelo ME. Muitas palavras que vêm deste lado não passam de ruído. Seriam imediatamente vistas dessa forma caso não houvesse tanto desgaste e cansaço. Há que manter a calma e tentar recuperar alguma serenidade.
Abril 22, 2009 at 10:48 pm
Acreditei sempre na vitória da razão.
Hoje, e com a ajuda da consulta sindical, tive a nítida sensação que já perdemos. Fiquei enjoada com a lata das intervenções de todos os que estão desde o início a cumprir todas as etapas desta avaliação ridícula. Falam, sugerem, criticam e depois portam-se como ovelhas num rebanho. Tive que morder a língua…mentira, ainda respondi torto a dois…não compreendo a falta de coragem e o medo desta gente.
Estou triste, desiludida e farta disto tudo. Como não sei o que me espera, limitei-me a perguntar a um dos representantes sindicais como é que funciona o apoio jurídico caso necessite (claro que vou precisar!). Se os umbiguistas avançarem com uma luta jurídica, podem contar comigo. Não existe mais nenhuma saída.