Professores voltam aos protestos de rua
Docentes decidem esta semana disponibilidade para manifestação nacional a 16 de Maio
Deputados da Oposição vão pedir esta semana ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva do segundo modelo simplificado de avaliação. Esta segunda-feira também começa a semana de consulta aos docentes sobre acções de luta no 3.º período.Promete ser uma semana “quente” para a Educação que poderá marcar o 3.º período e o final do ano lectivo. Hoje, começa a semana de consulta, promovida pela Plataforma Sindical, aos docentes sobre novas acções de luta no 3.º período. Uma nova manifestação nacional poderá ser aprovada para o dia 16 de Maio. Simultaneamente, deputados da Oposição, do BE ao CDS-PP, uniram-se para subscrever um pedido de fiscalização sucessiva do modelo simplificado de avaliação, que se encontra em vigor, e o documento deverá ser entregue até sexta-feira, assegurou ao JN o parlamentar comunista Miguel Tiago.
O “sacrifício do princípio de igualdade”, a “divisão da carreira” e os “efeitos da avaliação” são alguns dos princípios que fundamentam o pedido dos deputados e que correspondem às críticas dos sindicatos sobre o decreto-lei estar ferido de constitucionalidade. (Alexandra Inácio)
Já percebi o atraso no pedido. Tudo bem. Mas já devia ter saído na passada semana. Mesmo que fosse no final. O tempo urge.
Quantos aos protestos de rua, veremos.
Abril 20, 2009 at 9:33 am
“Quantos aos protestos de rua, veremos.”
Quanto a mim, não há alternativa. A LUTA espera-nos!
se não o fizermos (se não voltarmos a ser mais de 100 mil em Lisboa), estaremos a dar provas de que aceitámos este modelo de avaliação. E apesar de uma grande parte ter entregue os OI´s a maioria continua ainda a dizer NÃO A ESTA AVALIAÇÂO.
Dia 16 lá estarei e espero que comigo, muitos.
Abril 20, 2009 at 9:41 am
Manifestações ao sábado? Não!
Greve por tempo inderteminado? Sim!
Negociações com esta equipa do ME? Não!
Abril 20, 2009 at 9:49 am
Fafe: concordo consigo. estou cansada de andar a brincar às lutas que não levam a lado nenhum. Estou cansada, mas não estou vencida. Continuo mais zangada que nunca e greve, nem que seja um mês. Se quisermos vencer, temos que investir tanto quanto as razões da luta o justifiquem. Manifestações já foram feitas e de arromba e greves de um dia também. Resultou? Se não, para quê repetir?
Abril 20, 2009 at 9:49 am
Greve sim!!!
Abril 20, 2009 at 10:10 am
Quem quer entrar em greves, não conhece o que se passa por esse país fora.
estamos todos a viver mal, já não conseguimos pagar as nossas contas. Acham que vamos ter condições para perder mais dinheiro?…
A greve só serve para termos a opinião pública ainda mais contra nós. Uma manifestação pode ter o mesmo, ou ainda mais impacto que uma greve e de certeza que haverá mais gente a ir à manifestação do que a fazer greve.
Por favor pensem nisto.
Abril 20, 2009 at 10:27 am
#5
A “opinião pública”, que são meia-dúzia de comprados de veiculam pretensas notícias, vai rir-se de ti, ainda mais do que já faz.
Quanto a essa do perder dinheiro é de quem não quer fazer contas, perderás muito mais.
Abril 20, 2009 at 10:29 am
que
Abril 20, 2009 at 10:44 am
SE FO…DIRIA MAIS fAFE…PASSE O VERNÁCULO…
Abril 20, 2009 at 10:51 am
A subserviência em relação àquilo que se entende por “opinião pública”, revela um comportamento de enguia e uma total submissão às regras perversas da Nomenklatura.
Reduzir a estratégia de resolução dos problemas ao tratamento noticioso, porque é disso que se trata quando se fala em “opinião pública”, é reconhecer a instrumentalização dos docentes ao serviço de uma publicidade comercial.
A insistência no n.º de figurantes também é revelador do que se pretende obter: efeitos especiais em vez de mudanças reais.
Abril 20, 2009 at 10:58 am
http://bulimunda.wordpress.com/2009/04/20/uma-singela-homenagem-a-todos-as-criancas-deste-mundoaquelas-que-existem-para-sofrer/
EFEITOS ESPECIAIS…
Abril 20, 2009 at 11:15 am
9# Uma escrita incomoda e certeira.
A eficácia de manisfestações ao sábado esta demonstrada. Vou propor outra formas de luta, mas não me parece que sejam as adoptadas.
Abril 20, 2009 at 11:25 am
3 dias de greve com manifestação à sexta-feira…e3 vigília de 40 mil na noite de sexta-feira ao pé do ministério…
Abril 20, 2009 at 11:40 am
Blimunda: é capaz de surtir mais efeito do que todas as batalhas travadas até agora. Os habitantes da 5 de Outubro não são sensíveis a armas que não ferem. Estas guerras não se ganham com paninhos quentes, nem com estratégias que têm em conta não causar prejuízos. Já devíamos ter aprendido a lição há muito tempo, mas andamos na escola e não aprenemos a mudar a metodologia.
Abril 20, 2009 at 11:59 am
A manifestação de 16 de Maio:
* – permite recuperar para a luta muitos colegas que entregaram os OI’s contrariados e com medo;
* – não tem custos excessivamente elevados, pelo que não afasta da luta os colegas que têm mais dificuldades económicas;
* – terá impacto mediático, com possibilidade de recuperar a temática da escola pública nos órgãos de comunicação social, em véspera de eleições;
* – desde que bastante participada, fará danos irreparáveis para a campanha eleitoral do PS.
Pelo contrário, uma greve, sobretudo se envolver mais do que um dia:
* – terá uma participação muito menor, devido aos custos individuais associados;
* – afastará muitos colegas, quer por questões económicas, quer por se realizar numa fase crítica do ano escolar, interferindo de forma decisiva na vida dos alunos;
* – permitirá manipulação de números, que a propaganda ministerial se encarregará de reverter a favor da campanha do PS;
irá alienar algum do apoio que os professores ainda têm junto da opinião pública e publicada;
* – aliviará os cofres do ministério das finanças.
Abril 20, 2009 at 12:00 pm
eu só falo pelo que ouço na sala dos profs da minha escola…
Abril 20, 2009 at 12:00 pm
A raiva continua a alastrar… Não vão ao veterinário e depois queixem-se. Todos, todos os dias a mesma lamúria. Já mete dó. Trabalhem. Isso é que faz falta.
Abril 20, 2009 at 12:13 pm
#5 Maria
Estranho muito e seu comentário.
- Se não pudermos lutar por uma escola pública de qualidade com a “opinião pública” do nosso lado, lutaremos sem ela.
- Fazer greve nesta fase não é perder dinheiro; tente ver um pouco mais longe.
- O impacto das manifes ao sábado está por demonstrar; até o simplex, a única alteração, parece que nasceu na Provedoria…
Estivéssemos nós com o complicadex em cima e as coisas não estariam tão calmas…
Abril 20, 2009 at 12:22 pm
Tem razão, fjsantos, permitiria “recuperar para a luta muitos colegas que entregaram os OI’s contrariados e com medo” e mostrar ao governo e ao país que não desistimos de defender aquilo em que acreditamos, apesar de a maioria ter entregado os OIs, SE fosse muito participada!
Abril 20, 2009 at 12:28 pm
Eu insisto que outra manifestação igual vai ser um fiasco! Os termos de comparação vão ser fatais!!!
Abril 20, 2009 at 12:36 pm
# 14
É isso. “Há que dizê-lo com toda a frontalidade” nas reuniões que vão decorrer esta semana.
O dia 16 pode ser decisivo. Vai ser decisivo.
Desta vez é que é.
Abril 20, 2009 at 12:54 pm
GREVES? Não me parece! Penso que vai enfraquecer a luta. Muita gente fez as últimas Greves, que foram praticamente ignoradas. Eu fiz Greve e apenas notei menos ordenado e muita contestação da opinião pública.
DEFENDO UMA BOA MANIFESTAÇÃO AO FIM DE SEMANA, bem organizada, mobilizadora da OPINIÃO PÚBLICA e que sensibilize os Profes para a sua REAL SITUAÇÃO: que nunca mais vão progredir na Carreira e que A ESCOLA DEMOCRÁTICA ESTÁ MORIBUNDA, prestes a MORRER, com este Modelo de Gestão que se pretende implementar.
É TEMPO DE FAZER PEDAGOGIA JUNTO DAS FAMÍLIAS!
É TEMPO DE TERMOS APOIO DOS SINDICATOS PARA ACÇÃO JURIDICAS, porque andaram a brincar com a Lei, num Estado que se diz DE DIREITO.
Esta é a minha opinião.
Pedro Vargas
Abril 20, 2009 at 12:55 pm
VAMOS TODOS À MANIF. DIA 16 MAIO!
Abril 20, 2009 at 1:02 pm
“deputados da Oposição, do BE ao CDS-PP, uniram-se para subscrever um pedido de fiscalização sucessiva do modelo simplificado de avaliação, que se encontra em vigor, e o documento deverá ser entregue até sexta-feira, assegurou ao JN o parlamentar comunista Miguel Tiago”
Já desesperava por esta notícia!!!
ALELUIA.
Abril 20, 2009 at 1:03 pm
E para quando iniciativas a nível Judicial?
Abril 20, 2009 at 1:03 pm
“Deputados da Oposição vão pedir esta semana ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva do segundo modelo simplificado de avaliação.”
YESSSSSS!!!!! WE DID IT!!!!
Abril 20, 2009 at 1:08 pm
Manifestação ao sábado??? Não! Continuamos a passar a mensagem “desculpe,veja lá se estamos a incomodar…”
Manifestações durante a semana, como fazem as outras classes profissionais. Ou corremos o risco de ser mais um folhetim de fim de semana, do tipo “lá vêm estes passear a Lisboa outra vez.”
Abril 20, 2009 at 1:11 pm
Opinião Pública:
http://marialisbo.blogspot.com/2007/01/opinio-pblica.html
Abril 20, 2009 at 1:31 pm
Ana
É isso mesmo que eu também penso.
Queremos mudanças reais e não fazer parte de uma encenação para campanha eleitoral.
Abril 20, 2009 at 1:34 pm
dark
Faça umas perguntas para o Socrates 2009, ele lhe responderá em video a cores.
Abril 20, 2009 at 1:44 pm
A grande notícia é o pedido de fiscalização por parte de 3 grupos parlamentares. Só o “centrão” ficou de fora.
Demorou ( tb acho que entendi as razões), mas antes tarde que nunca!
Espero que tenha algum resultado!
A manif que venha. É mais uma. Menor que as outras, certamente, mas serve para “animar a malta” e pouco mais.
Estou como disse alguém num comentário acima: se estivessemos com o “complex” em cima, outra mobilização “cantaria”. Assim, sem grandes chatices a não ser entregar uma folhita de OI feita em conjunto, a maioria dos nossos colegas não sabe do que nos queixamos…
A ver se ainda conseguimos lembrar-nos que falta uma parte deste processo ( a tal fichinha que consta do ECD) e que temos que ter coragem para debater entre nós o que fazer acerca dela.
Abril 20, 2009 at 1:50 pm
Não vamos lá com manifestações .Se a opinião péblica não está informada deveria já ter sido informada .Sou a favor de greves pelo tempo que seja necessário .Paninhos quentes ,não !
Abril 20, 2009 at 1:51 pm
Pública ,perdão.
Abril 20, 2009 at 2:12 pm
Provérbio do dia:
mais vale uma manif ao fim de semana,
do que uma greve que nos leve grana…
Abril 20, 2009 at 2:46 pm
Não são os que por vezes discordam das estrategias sindicais que faltam à chamada. Nos momentos da verdade estão na primeira linha da luta.
Agora para o papel de ovelha bem comportada do rebanho, para isso não contem comigo.
Eu diria
Mais vale uma greve que reponha a grana
que uma manifestação de fim de semana.
Abril 20, 2009 at 2:47 pm
Depois de manifs que mobilizaram a esmagadora maioria dos professores o resultado foi…
Abril 20, 2009 at 2:49 pm
A preocupação com a opinião pública (sempre tão esclarecida, como sabemos!) levou a…
Abril 20, 2009 at 2:52 pm
“Depois de manifs que mobilizaram a esmagadora maioria dos professores o resultado foi…”
Depois de duas greves na ordem dos 90% de adesão o resultado foi…
logo, não restam dúvidas: até agora nada resultou e ponto final.
Nesta fase é crucial voltar à luta. As eleições aproximam-se… o freeport está ao rubro… ou é agora ou nunca.
Vamos à manif.
Abril 20, 2009 at 2:52 pm
Agrupamento de Escolas D. Carlos I – Sintra:
Acções de luta aprovadas SEM QUALQUER voto contra:
- greve por uma semana* seguida de manifestação nacional,
- publicação nos jornais de um comunicado/anúncio, de página inteira, no dia da manifestação, explicando à opinião pública as razões da luta dos professores,
- caso a greve prolongada e a manifestação não façam recuar o ME,
greve às avaliações do 3º período, responsabilizando-se directamente o ME pelas consequências negativas que daí possam advir para os alunos.
*feita nos moldes defendidos pelos movimentos independentes de professores (nessa semana cada colega só faz dois dias de greve: um por departamento curricular ou região e outra geral)
Ricardo Silva (APEDE)
Abril 20, 2009 at 2:54 pm
E os pareceres levaram a quê?
Até agora a nada. Essa é que é a verdade.
Abril 20, 2009 at 2:55 pm
É absolutamente urgente encontrar medidas de acção que sejam eficazes.
Greve? Sim. A doer.
Não pactuar nem com mais um papelinho para a avaliação.
Trabalhar 35 e só 35 horas por semana! O que eu gostava de deixar registado em acta, nas reuniões de avaliação o facto de não ter ainda avaliação para ´propor ao CT devido às horas de trabalho individual serem insuficientes para realizar todas as tarefas que pertencem a esse “bloco” no meu horário!
Abril 20, 2009 at 2:59 pm
Faltou uma vírgula. Ponham-na lá, se faz favor.
Abril 20, 2009 at 3:19 pm
#5
“(…) de certeza que haverá mais gente a ir à manifestação do que a fazer greve.”
Sem dúvida Maria! Mas não é essa a questão. Sejamos optimistas e admitamos que a 16 de Maio ou noutro sábado qualquer juntamos, de novo, 120 mil professores em Lisboa. E então? A Lurdinhas vai-se embora e o Sócrates borra-se de medo e cede às nossas reivindicações? E porque é que isso não aconteceu antes? Mantenhamos o optimismo para outra hipótese, os sindicatos convocam uma greve por tempo indeterminado (até que acabe a divisão da carreira e encetem negociações sérias). [Eu sei, isto é optimismo a mais, não lhes convém nada.] Para compensar sejamos (agora) pessimistas. Um em cada 10 professores que iriam à suposta manifestação adere à greve por tempo indeterminado, temos então 12 mil professores em greve. Quantos seriam os alunos afectados e que impacto teria na opinião pública? A maioria ficaria furiosa connosco, claro, eu também fico se os médicos (ou os homens do lixo) fizerem greve por tempo indeterminado. Mas quando se chega a este extremo, só um cego não vê que o Governo não quis encontrar soluções e teima em impor as suas “ideias” (sem ofensa) à revelia de 95% da classe.
Para os fãs da opinião pública (essa ‘ganda’ maluca)
Que vantagem temos nós (em concreto e palpável) em ter a opinião pública do nosso lado? Quem é a opinião pública? Dizem as sondagens que cerca de 40% dela prepara-se para votar num pato-bravo mentiroso que de há 4 anos para cá está a afundar ainda mais o país, apesar disso (dado o estado inicial) não se ter apresentado tarefa fácil.
Repito a resposta à pergunta que o Paulo fez ontem em ‘post’ abaixo: “Querem luta? Daquela a sério?” Não, não querem! A maioria quer é desabafar e passear pela avenida, enquanto alguns (patos-bravos convictos) seguem a doutrina do chefe e entregam OI’s e lambem botas para chegarem primeiro ao topo da carreira, que isto está mau mas é só para alguns, os espertalhaços acham que se safam de qualquer maneira pisem quem pisarem.
[Estou um pouco mal-disposto, eu sei… O almoço era peixe.]
Abril 20, 2009 at 3:20 pm
#37
Ricardo Silva,
qual a percentagem de votantes relativamente ao universo de professores desse agrupamento?
qual a percentagem de abstenções?
esteve presente algum membro do Executivo?e votou favoravelmente?
Abril 20, 2009 at 3:35 pm
É ler a lei no que diz respeito à ADSE e atestados médicos.
Quem ganha 1500€ num mês de atestado perde: 150€ nos 3 primeiros dias mais 450€ referentes aos outros dias. no total são 600€. Quem está livre de adoecer?
Acordem!!!! Perderemos menos se fizermos a greve e a manifestação!
E, que fique claro, entregar um relatório crítico em vez da fichinha de auto-avaliação.
Abril 20, 2009 at 4:17 pm
Vamos lá ver se eu percebo: Greve por tempo indeterminado. Eu adiro à greve, mas a maioria não e eu sou substituída pelos colegas que não aderiram, certo? De que vale eu fazer greve? É que se for um apenas em cada dez não vale mesmo a pena! Não sei se neste momento temos força para greve por tempo indeterminado…Logo se verá nas reuniões nas escolas.
Abril 20, 2009 at 4:32 pm
vamos dar luta e mostrar a força da nossa classe com uma greve a sério, mesmo com alguns a ficarem pelo caminho. Nos momento dificeis ficam os que primam pelo seu caracter. Eu acredito que a resposta vai ser grande e a maioria dos professores lutará pelos seus direitos.
Abril 20, 2009 at 4:54 pm
# 44
Eu adiro à greve, mas a maioria não e eu sou substituída pelos colegas que não aderiram, certo? De que vale eu fazer greve?
É expressamente proibido isso acontecer. E se tal acontecer só tens que apresentar queixa.
Aconteceu-me isso, uma vez, por distracção do funcionário… nunca mais aconteceu porque os avisei de que a queixa seguiria nesse mesmo dia se se voltasse a repetir.
Abril 20, 2009 at 4:55 pm
#14
Se esclarecesem DEVIDAMENTE os professores sobre o que Margarida S. Franco diz em #43, talvez houvessse muito mais colegas a aderir EM PESO a uma greve prolongada. Estão muito calados em relação a isto porquê? Não sabem já que, dentro de pouco tempo (e se nos mantiverem com esperanças numa luta sem transtornos e bons resultados)nem poderemos estar doentes? NÓS SABEMOS, mas pouco falam disto!
O sapo aprisionado na panela, com a água a aquecer devagarinho…nem salta para fora nem se livra de morte certa!
Uma greve prolongada, nem que tivesse adesão de 30 ou 40%, era insuportável para a Escola. Não conseguem convencer os restantes 20% de indecisos? Bastava alertá-los para o que aí vem. Ficar doente ou não ser conhecido/amigo do Director vai trazer muito mais prejuízos…
E o Sócrates nunca esteve tão fraco. Agora é a melhor altura para mostrar até que ponto somos firmes ou se, pelo contrário, acabamos por ceder ao “lucro” imediato, sacrificando todo o nosso futuro.
Provem-nos que a luta não é apenas política!
Abril 20, 2009 at 4:56 pm
Houve 1 abstenção apenas na proposta da greve por uma semana e 3 na greve às avaliações. NENHUM VOTO CONTRA! Estavam cerca de 20 ou 30 professores, não consigo precisar. É importante dizer-se que a reunião foi marcada logo para 2ªf, às 10.30h, e muita gente não sabia da sua realização. E foi realizada em tempo lectivo, infelizmente, há muito quem continue a prescindir dos seus direitos e não use o direito que tem de faltar às aulas para estar presente em reuniões sindicais. Por este andar, qualquer dia perdemos esse direito! Posso afirmar, no entanto, daquilo que conheço da escola, que se tivesse ido mais gente o resultado não seria diferente.
Abraço
Abril 20, 2009 at 5:00 pm
#46 Isso já aconteceu. Desde que o professor que não está em greve tenha aulas de substituição no seu horário compatíveis com as horas do professor em greve, pode.
Abril 20, 2009 at 5:12 pm
Sim, manif a meio da semana, a entupir bem tudo em Lisboa…
Abril 20, 2009 at 5:15 pm
E greve durante 1 semana, por grupos disciplinares ou departamentos?
Abril 20, 2009 at 5:16 pm
Uma greve às avaliações. É um momento complicado e de impacto, dado que os alunos precisam de saber se vão a exame.
Abril 20, 2009 at 5:45 pm
Desculpem-me fazer papel de advogado do diabo.
A minha pergunta é:
Greve contra quê?
Em Novembro, faziamos greve contra a ADD, em janeiro tb.
Depois do último simplex, a maioria do pessoal entrou no ADD ( ao entregar OI), pq iria fazer greve agora? Greve contra si mesmos?
Greve contra o novo modelo de gestão?
Há falta de candidatos em muitas escolas?
Para mim, o único motivo para greve ( dos últimos acontecimentos) seria em solidariedade com S.Onofre! Isso, sim, poderia ter mobilizado de novo muita gente, desde que devidamente informados.
Nesta momento, a nós, os resistentes, falta-nos uma nova fase da luta: a fase RAA ( relatório de auto-avaliação).
No entanto, a ser marcada greve, fá-la-ei, mas no meu agrupamento serei a ÚNICA!
Abril 20, 2009 at 5:49 pm
A verdade verdadinha +e que lá no fundo a grandemaioria dos professores se está a cagar para os resultados desta luta..desde que dê mais umas moedinhas ..já é uma vitória…e isso quem não quiser ver é cego….horrivel…? sim ..mas é a sociedade que temos e fazemos…amen…
Abril 20, 2009 at 6:02 pm
É bom ver que há colegas muito decididos.
É sempre positivo.
Já não se compreende que oponham essa sua decisão a uma iniciativa que consideram menos avançada.
A manifestação não fará bem, dizem?
Mas também não faz mal, pois não?
Então porque não a fazer?
Vamos lá mobilizar todos para a manifestação, fazer uma grande manifestação!
Querem coisas mais radicais, greve de um mês? E porque não tomar o poder? Já que se fala em luta “mesmo a sério”?
Ou então, porque não ficar em Lisboa até o governo se ir embora?
Mas para isso é preciso lá estar, levar os sacos cama ou as tendas para acampar na rua.
Vamos nessa, é pacífico e com impacto.
Abril 20, 2009 at 6:12 pm
Reb, GREVE contra a divisão da carreira e o novo modelo de gestão. independente de haver candidatos ou não, é um atentado à DEMOCRACIA: E nós até estamos numa posição privilegiada para a defender pois ainda temos algumas seguranças que outras calsses profissionais infelizmente não terão.
E temos a obrigação, somos PROFESSORES, temos informação, “lemos, ouvimos e lemos, NÂO PODEMOS IGNORAR”!
É uma pena que a invejite e a mesquinhez, magistralmente utilizados por quem nos (des)governa, não deixem que quem não se pode defender nos apoie e se apoie nesta luta.
É uma luta pela LIBERDADE num país cheio de tiques e de medinhos salazarentos. Porque afinal 30 e poucos anos não são nada na construção de um país nem na renovação das mentalidades…
Abril 20, 2009 at 6:13 pm
Quanto à avaliação, é um cadáver. mas entregar a fichinha a que o ME obriga é pactuar com uma farsa e com uma ilegalidade.
De mim, levarão um relatório de reflexão crítica, o que já tencionava fazer mesmo antes da discussão surgir aqui.
E quanto a manifestações, também as farei, mas durante a semana, a doer no dia a dia das pessoas e no meu também, proposta que pretendo apresentar na reunião sindical de 4ª feira.
Abril 20, 2009 at 6:37 pm
Reconsiderei, vou à manifestação, mesmo que num sábado.
Por curiosidade, para tentar distinguir os hipócritas dos professores.
Abril 20, 2009 at 6:43 pm
E farei todas as greves, mantendo sempre a curiosidade alerta.
Abril 20, 2009 at 6:58 pm
ECD, passou,
Modelo chileno de ADD, passou,
Humilhação, gozo e insultos primários,
Morte anunciada num esquema altamente eficaz de se matarem uns aos outros; vergonha e dignidade perdidas num servilismo aos directores.
Que mais querem os professores?
Continuar a passear na avenida ao sábado?
Greve de descanso por um dia?
Se não viram quando ainda estavam vivos agora quase mortos que sonhos idílicos povoam as suas mentes?
Rebolo-me de cansaço e descrença mas apenas farei uma greve, no mínimo, por uma semana.
Face à monstruosidade de profissão docente que se define com a actual politica educativa só uma resposta está verdadeiramente à altura: greve por tempo indeterminado.
Assim, os sindicatos a convocassem e os professores honrassem as suas pessoas e o seu ofício.
Abril 20, 2009 at 7:03 pm
#49
obrigado
Abril 20, 2009 at 7:12 pm
Greve sim ,mas a DOER. Mais historias de amor, NÃO.
Abril 20, 2009 at 7:36 pm
Still you all remember this?
Fernando Teixeira dos Santos: “Este é o timming correcto.”
Abril 20, 2009 at 7:44 pm
Infelizmente vamos ter de assumir, ainda hoje, uma posição crítica face ao método seguido, pela Plataforma Sindical, nestas consultas aos professores. Apelamos a todos os colegas para que consultem, mais logo, os blogues dos movimentos.
Abraço
Ricardo Silva (APEDE)
Abril 20, 2009 at 7:50 pm
Na minha escola que é composta, na sua maioria, por gente amorfa, decidimos, quase por unanimidade, que vamos fazer greve. Também decidimos participar na manifestação.
Na semana passada, as AAEs do agrupamento tiveram uma reunião sindical na 2/3 que é a sede do mesmo. A “DITADORA executiva” marcou falta a todas as que não eram da escola sede, dizendo que só tinham esse direito se a reunião fosse na escola onde exercem funções.
Ficámos revoltadas com isto e com outras coisas que a dita cuja tem feito, desde o início de Janeiro. Qualquer dia proíbe-nos, a nós, de ir às reuniões, proíbe-nos de falar, obriga-nos a ficar lá as 12h diárias, já persegue quem se impõe,etc.
É isto que queremos nas nossas escolas??????????
#54 Reb
Porque não se entrega o relatório crítico, em vez da fichinha como já tinha dito? É uma bofetada sem mão.
Abril 20, 2009 at 8:20 pm
#50
Na sua escola se 10% dos professores fizerem greve, a bolsa de substitutos chega para os substituir a todo o tempo? E esses colegas asseguram (de facto) as aulas que estavam planeadas?
#51
Aos dias de semana, as manifestações só podem ocorrer a partir das 19:30 (artigo 4º do DL 406/74)
#53
“Uma greve às avaliações. É um momento complicado e de impacto”
Pois é! O que nos estão a fazer também tem tido muito impacto.
#54
Não encontra motivos para uma greve? Anda com falta de memória, Reb.
#58
Creio que manifestações, durante a semana, depois das 19:30 teriam pouca participação. E se a colega está a referir-se a uma possível desobediência civil, acho que não atingimos ainda essa etapa.
Abril 20, 2009 at 8:40 pm
Uma proposta – Greve e manifestação a uma sexta-feira.
Abril 20, 2009 at 8:56 pm
#67
“Aos dias de semana, as manifestações só podem ocorrer a partir das 19:30 (artigo 4º do DL 406/74)”
Ainda há pouco tempo houve umamanifestação, autorizada, durante o dia e num dia da semana (5ª feira)
http://tvnet.sapo.pt/noticias/video_detalhes.php?id=41509
Há duas leis??? Não me admirava muito…
Para podermos participar, claro que teria que ser convocada greve para essse dia.
Abril 20, 2009 at 9:19 pm
Não vou a mais manifestações.
Não quero invenções:
greves regionais, manifestações regionais, greves a exames, greves a avaliações, não entrega dos objectivos.
Não é possível fazer manifestações maiores do que as que foram feitas, insistir é estragar o que foi feito. Deixam de ser manifestações para serem romarias.
Greve por tempo indeterminado? Impossível
Greve por 3 dias. É curto? Se calhar, mas não acredito que seja possível mais.
Cada um faz a greve que puder. Mas se só puder fazer um dia de greve, que o faça no 3º dia. Marcada o mais depressa possível.
Porque é que faço greve? Porque a ministra e os secretários de estados não foram demitidos. Seria o único princípio credível para qualquer negociação.
Abril 20, 2009 at 9:37 pm
#67 Quase de certeza.Asseguram tão bem como quando os professores faltam e deixam plano de aulas… Dificilmente um professor de Português dá uma aula de Matemática e vice-versa. Aplica uma ficha e dá uma Aula da treta, mas que mantém os alunos dentro da sala de aula. E não é isso que o ME e a maioria dos pais querem?
A haver greve tem que ser muito, muito expressiva de modo a impedir que as substituições aconteçam.
E a haver manifestação, que tal levarmos as Associações de Pais e E.E. ao nosso lado?
Abril 20, 2009 at 9:47 pm
As manifestações não carecem de autorização. Não sei porque ocorreu esta excepção que aponta, Ana.
Abril 20, 2009 at 9:52 pm
#71 Na minha escola, a cada tempo lectivo não há mais que 2 ou 3 professores para substituir os faltosos e somos 120, bastam 10 ou 15 a fazer greve e o impacto é enorme. no 1º ciclo só o coordenador de estabelecimento faz substituições, porque não há reduções do 79.
Quem faz greve não deixa plano de aula.
Abril 20, 2009 at 10:04 pm
São realidades diferentes. Na minha há uma média de 8 a 9 profs por tempo lectivo.
Abril 20, 2009 at 10:43 pm
#68
Porquê á sexta-feira?
Abril 20, 2009 at 10:46 pm
LEMOS, OUVIMOS E LEMOS, NÃO PODEMOS IGNORAR!
Abril 20, 2009 at 11:49 pm
E que tal levarmos também: os professores e alunos do ensino superior, membros da comunidade educativa, pais e ee, autarcas, alunos do secundário e pessoal não docente.
Abril 26, 2009 at 7:20 pm
[...] a semana de consulta aos docentes sobre acções de luta no 3.º … Veja o post completo clicando aqui. Post indexado de: [...]