Tive hoje a oportunidade de assistir em directo, via internet, à Mesa-redonada & Debate sobre “A Luta dos Professores e a Defesa da Escola Pública” que decorreu no Teatro Comuna em Lisboa., que contou com a participação de um conjunto de professores de movimentos independentes e do SPGL.
E posso dizer que fiquei bastante satisfeito, uma vez que tornou-se claro que existe uma grande sintonia entre os movimentos independentes e os sindicatos de professores, relativamente à sua luta em torno quer do modelo de avaliação quer do modelo de gestão das escolas. E é exactamente nesse sentido que deve ser reforçada a cooperação entre os movimentos independentes dos professores e os sindicatos; ambos se completam e prosseguem os objectivos por uma escola pública de qualidade, dentro dos valores construídos em 30 anos de democracia da escola pública portuguesa.
E assim proponho mesmo que ambos, sindicatos e movimentos independentes de professores, comecem a trabalhar também em conjunto, definindo estratégias e planificando acções de luta em conjunto, reforçando a luta dos professores neste terceiro período – o espaço de actuação é amplo e não está em causa qualquer perda de identidade quer de uns quer de outros.
Seria um tónico para a classe docente ver reforçada a unidade dos professores e ver tanto os sindicatos como os movimentos independentes dos professores em cooperação nas escolas de todo o país nesta semana de reflexão e que irá marcar a luta dos professores neste terceiro período. Porque existe um vasto leque de estratégias que os professores podem vir a desencadear; afinal, não há tempo a perder e precisamos de mostrar que continuaremos a nossa luta em defesa da escola pública portuguesa.
Ludgero Brioa
Abril 19, 2009 at 12:25 am
subscrevo na íntegra mas não vejo como…
não é impossível mas não é fácil.
Abril 19, 2009 at 12:31 am
deixem-me adivinhar……………………………………………………………………………………………………………………………………………………entragamos todos fichas de autoavaliação iguais. Boa?
Abril 19, 2009 at 12:34 am
boa! entregamos todos igual e como forma de protesto só o fazemos no último dia e à última da hora. havemos de os fazer sofrer…
Abril 19, 2009 at 12:40 am
#3
Estamos em perfeita sintonia. Eles vão ver o que é receber 150 000 autoavaliações num só dia, pelas 18:30, todas iguais. Para os baralhar podemos mudar a posição das vírgulas em meia dúzia. Vale?
Abril 19, 2009 at 12:40 am
Por falar em debates.
E POR FALAR EM LIVROS!!!
Enquanto não tiverem o livro do Xotor guinote para ler , vão-se entretendo com o PRIMEIRO capítulo do romance lai da Maria Campos, publicado em pré-publicação no dia 6 de Abril, no poste “Triciclos do Mar” (é carregar nesse dia do calendário do blogue e procurar).
VALE A PENA!! Embora bastante pirata salseiro, dá para ver no estilo e na história o que vai nestas caveças como a da Maria, as suas FILOSOFIAS e modos de pensamento dela e dos seus amados e compadres, e o estilo de vida e de mundo que ela pensa que deve de haver, coisa e tal, mais ou menos!!
LEIAM EM TODOS OS DETALHES!!!!!
Abril 19, 2009 at 12:50 am
controleiro… há quanto tempo! parece que foram encontrados uns caixotes com inéditos do grande controleiro de santa comba. que surpresas aí virão? para além de garanhão com o mulherio (dizem-me, que eu não vi…)será que também era filiado no partido comunista?
Abril 19, 2009 at 12:51 am
bale!bale!
Abril 19, 2009 at 12:58 am
em relação ao post: eu prefiro uma manifestação ruidosa de 40 ou 50 mil a uma manifestação silenciosa de 100 ou 120 mil.
e depois, uma greve.
Abril 19, 2009 at 1:03 am
O Ludgero Brioa que me perdoe mas não deve ter visto o mesmo debate que eu. É que eu vi e ouvi, claramente, em diversos momentos, os movimentos e outros intervenientes na plateia afirmarem que a luta deveria ter sido radicalizada mais cedo, que é um erro passar a mensagem que a luta vai durar anos, é desmobilizador da luta, dizerem ainda que faltou presença, dos delegados e dirigentes sindicais, nas escolas, em Janeiro, por todo o país, para apoiar os professores na luta e na resistência à entrega dos OI e que a estratégia da luta escola escola terá sido um erro. Ouvi também propostas de uma luta mais radicalizada para o terceiro período e não apenas uma manifestação nacional, havendo a sensação que só com manifestações não se vai lá (apenas o MEP e, curiosamente, o SPGL parecem apostar apenas na manif e dão-se por satisfeitos). Ora bem, se isto é haver uma grande sintonia entre movimentos e sindicatos (sendo certo também que só lá esteve o SPGL) vou ali e volto já. Mais uma vez me pareceu bem claro: se não forem os movimentos (e os bloggers obviamente) a puxar a carroça estamos conversados e arrumados!
Abril 19, 2009 at 1:04 am
Se for muito silenciosa, são capazes de não dar por nós!…
Abril 19, 2009 at 1:13 am
Xotor Stone!!!
Quanto tempo não dava pelo xotor por estas bandas!!
Andou pelos concertos ou a resvalar pelas montanhas (desculpe as brincadeiras!!)
Até outros têm andado mais tristonhos e fugidos… olhem que este blogue é um dia de sol para a alma, palavra de controleiro!!!
Mas leia a pré-publicação do romance Lai da Maria, revisto e corrigido pelo Controleiro e por qutro corajosos xotores das Escolas primárias.
Diverte-se bem, com as aventuras da Maria Prado (altra-Egas da Maria Campos) e PENSA também bastante com as leituras das entrelinhas dos detalhes, nas narrações e nas descrições também!!!!
VALE A PENA, no meu modesto à parte de ver…
Abril 19, 2009 at 1:14 am
# foi o que aconteceu ou não?
Abril 19, 2009 at 1:16 am
o #12 era para o antónio duarte. mas vou ler vou …se me passar pela vista. quanto a concertos agora nada. vamos lá a ver se este ano há vilar de mouros
Abril 19, 2009 at 1:18 am
A pirata salseira até se esconde pelos cantos… julgava ter obra- prima mas só lhe saiu uma obra-tia, como disse muito bem a xotora Maria A.
E se não fossem as muitas revisões e a alteração do final (do romance) para mais justo… então aquilo ficava intragável de ler…mais intrgável do que as suas experiências culinárias de “Ônte Cui-zine” ou lá como ela diz!!
Abril 19, 2009 at 1:19 am
Boas noites, Xotores!!!!
Abril 19, 2009 at 1:20 am
“mrquasimodo”: Disse-o o padre António Vieira: “Quamdo se olha com simpatia para o rato preto até o rato preto nos parece branco; quando se olha com antipatia para o cisne branco até o cisne branco nos parece preto”. Uma mera suposição que me seja perdoada se for caso disso, e apenas nessa condição:o Ludgero Brioa não terá tansformado o rato preto em rato branco?
Abril 19, 2009 at 1:21 am
Emendo “quamdo” para quando, porque é caso disso.
Abril 19, 2009 at 1:31 am
http://primeirofax.wordpress.com/2009/04/19/parabens-igualmente-aos-sindicatos/
Abril 19, 2009 at 1:59 am
Tem toda a razão, Fafe.
Eu, nesta confusão de parabéns, também já estava quase a dar-lhos´. Foi quando li que não era já agora.
Abril 19, 2009 at 2:12 am
Ludgero Brioa não me parece inocente, Deus me perdoe do erro.
Se eu chegasse agora sem as armas do planeta primeiroFax, que não é só flores e pedacinhos de riso, iria pensar na benevolência dos miasmas do comité central. Mas os miasmas cheiram mal, aquilo não são só luzinhas.
Resumindo, os sindicatos estão mal e à rasca e agora vêm estender o paraíso vaporoso, cantam de sereias, olhem como nós somos todos professores (riso).
É assim que funciona.
Abril 19, 2009 at 2:27 am
#19
Não se incomode, já estou como o outro:
“No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…
(Nem o acho… )
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes…
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio…
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos …
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim…
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui…
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos. . .
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! …
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!…”
Também lhe chamou Aniversário. O tempo é uma coisa complicada pela sua limitação.
Abril 19, 2009 at 2:31 am
#20
E tentam, inúmeras vezes com sucesso, estender os seus cancros.
Abril 19, 2009 at 2:42 am
http://gataescondida.wordpress.com/2009/04/19/sonho-4/
Abril 19, 2009 at 3:06 am
#21,
Fafe,
Muito bonito. Mesmo.
Mas hoje, precisamente hoje, por ser hoje, preferia as suas outras frases.
Abril 19, 2009 at 3:10 am
#21,
…aquelas frases que acabei de ler no post sobre a Música do Umbigo.
Já sorri.
Abril 19, 2009 at 10:14 am
#21 Fafe
O poema é da tua autoria? Não vejo assinatura no fim…
Abril 19, 2009 at 10:30 am
Sindicato e Movimentos, ajudem-nos a organizar um grande concerto em homenagem à Escola Pública!
Abril 19, 2009 at 10:50 am
“reb”: Concordo com o seu alvitre. Todavia, mais do que um concerto precisa urgentemente a Escola Pública, de tão maltratada que é, de ser consertada, mas não vejo nos remendões da 5 de Outubro capacidade ou vontade para tanto ao “oficializarem” as escolas privadas que se tornaram, não poucas vezes, num negócio rendoso com a mão-de-obra barata de quem nelas lecciona como tem denunciado publicamente a Fenprof. Não acha?
Abril 19, 2009 at 11:11 am
Antes da frase final do meu comentário anterior “não acha?”, deveria ter escrito estoutra: ” Contra ventos e marés, tomemos em nossas mãos, professores, blogues e sindicatos as rédeas deste desígnio nacional. O país ficar-nos-á grato!”
Abril 19, 2009 at 11:50 am
#26
Pensei que não necessitasse assinatura, é do Álvaro de Campos.
Abril 19, 2009 at 1:24 pm
“Porque existe um vasto leque de estratégias que os professores podem vir a desencadear; afinal, não há tempo a perder e precisamos de mostrar que continuaremos a nossa luta em defesa da escola pública portuguesa”
Concordo com a segunda parte (não há tempo a perder), mas discordo da primeira, pois não existe um vasto leque de estratégias que os professores podem vir a desencadear…
A única estratégia eficaz é a greve. O resto será, apenas, diversão.
Bastaria que a Plataforma Sindical, se unisse e convocasse uma greve (por tempo indeterminado) a partir do dia 4 de Maio para que o ME olhasse para nós com mais respeito. A greve, para ser menos onerosa, podia ser de 1 ou 2 horas, ao início da manhã. Teria quase os mesmos efeitos, mas com menores custos.
Se ao fim da uma semana não tivesse os efeitos desejados, a greve continuaria por mais uma semana durante o período da manhã.
Se ao fim desta segunda semana ainda não obtivéssemos os efeitos desejados, a greve continuaria por mais uma semana durante todo o dia.
Tenho a certeza que haveria resultados antes do final da primeira semana.
Já não é tempo de manifestações!
O tempo é de luta. Uma luta progressiva, que se vai radicalizando semanalmente. A direcção é uma só: em FRENTE.
Se os sindicatos mostrarem determinação, os professores voltarão a acreditar, muito provavelmente.
Caros colegas,
O tempo urge. Não temos outras alternativas, se a vontade é lutar a sério. Se os sindicatos não propuserem uma forma de luta radical que nos leve à vitória, então o melhor é não perdermos tempo.
Mudemos de sindicatos e tenhamos esperança de melhores dias!
PS: não venham com a hipótese de substituir as fichas de autoavaliação por relatórios críticos ou coisas afins. Por aqui não será o caminho. Temos a experiência dos dois concursos para professores titulares, dos CGT, dos OIs, dos CG, dos Directores, etc., etc..
Ponham de lado, também, a hipótese de greve às avaliações ou exames. Contem com a inteligência e o poder de que tem o poder. Isso não resultará.
Abril 19, 2009 at 1:30 pm
#31,
Essa estratégia da radicalização progressiva a partir de 4 de Maio pode ter vários ricochetes.
Desde logo o facto e poder falhar ao fim de 2-3 dias se não for feita uma boa preparação.
E outras que não aflorarei por agora, não me acusem de isto ou aquilo.
Acho que há muita gente com dificuldade em perceber o “cheiro do balneário”.
Como o ME, há quem só oiça as vozes que são agradáveis.
Abril 19, 2009 at 1:55 pm
#32, Paulo
Aceito que seria necessário fazer uma boa preparação. E que o tempo é cada vez menos…
Porém, julgo que, por todos, deviamos tentar construir uma proposta que pudesse ser eficaz. Discutindo os prós e os contras das sugestões que vão surgindo, para podermos chegar a um desenho final.
Abril 19, 2009 at 2:08 pm
Concordo inteiramente com as palavras do Paulo Guinote. Lamento é que outros colegas, como o Ramiro no seu blogue, crie fait-divers resultantes de leituras precipitadas e, ao invés, de rumarmos todos na mesma direção, leiamos comentários que abrem ainda mais brechas.
Parabéns, Paulo
Abril 19, 2009 at 2:10 pm
A mim, o que me espanta é que o “assalto a s.Onofre” não tenha desencadeado, imediatamente, uma onda de contestação mais visível!
Abril 19, 2009 at 2:45 pm
#34
Concordo, também. Devemos ir todos na mesma direcção.
E, já agora, qual é essa direcção?
E quais são os comentários que não abrem brechas?
Se não se importarem de esclarecer…
Abril 19, 2009 at 7:19 pm
PROFESSORES, NÃO SE ESQUEÇAM!!!!
Peguem no parecer do GP, consultem gabinete de contencioso do vosso sindicato e o advogado vos aconselhará.
“MÁRIO NOGUEIRA PROMETEU QUE OS SINDICATOS APOIARIAM CADA PROFESSOR QUE NA SUA ESCOLA IMPUGNASSEM O PROCESSO CONCURSAL PARA A ELEIÇÃO DO DIRECTOR.”