“CARRASCADA” DE ABRIL

As mil águas de Abril foram chegando de mansinho. De repente, porém, desabou uma bátega imprevista, e o famoso ditado retomou a sua eterna presença no calendário.

Estávamos todos à espera que o “chuvisco” passasse, quando, das nuvens negras que escureciam o “céu” de Constâncio (dignamente alapado no trono paradisíaco do Banco de Portugal) se soltou, com estrondo , uma súbita “carrascada”, que ecoou, medonha, da voz grave e profunda do soturno Constâncio . E dela  eclodiu o anúncio cruel: ” O país está à beira da maior recessão económica do pós 25 de Abril!!!”

Passado o susto, pus-me a avaliar melhor o calamitoso cenário. E , ou me engano muito, ou Victor Constâncio veio, de novo, a mando de Sócrates, assustar a nação.

Estejamos, pois, muito atentos! A “ave de rapina” voltou a abrir as asas ao vento, e  poderá voltar a “embicar”, vorazmente, na sua presa de sempre – o pobre e desprotegido funcionário público.

O cerco foi feito. Como será desferido o ataque?

C.R.