Março 2009
Março 19, 2009
Isto Foi Em 2007?
Posted by Paulo Guinote under Citações, Deixa-me Rir, Língua de Trapos, Protagonistas[10] Comments
Março 19, 2009
Nouveau-Né, en pauvre, se dit, Nouveau-Pauvre.
Manque de Liquidité, em pauvre, se dit J’Ai Faim.
Cachemire, en pauvre, se dit, Acrylique.
Première Classe, en pauvre, se dit Seconde.
Beau, em pauvre, se dit Ne Pas Toucher.
E muitas coisas mais…
Março 19, 2009
Margarida Moreira em 3-Páginas-3 da Visão
Posted by Paulo Guinote under Educação, Imprensa, Protagonistas[62] Comments
Com fotos interessantes dos seus interessantes tempos como Margarida Elisa, a aguerrida activista sindical.
Como sou assinante, preciso de esperar que me chegue a cópia em papel para digitalizar algumas mimagens deliciosas.
Talvez pelo receio de atropelamento em praça pública, os depoimentos são poucos. Claro, nestes casos avançam os inconscientes, pelo que forneci os seguintes 500 caracteres (pediram-me 300) que são reproduzidos com a fidelidade desejável.
Margarida Moreira revelou-se desde o início deste mandato a mais fervorosa apoiante da política educativa deste Governo. Tanto na substância como na forma. Se a substância pode ser objecto de discussão, por se tratar em parte de matéria de natureza política, já a forma é injustificável, desde o caso Charrua até ao de Paredes de Coura, pelo grau de interferência e abuso de poder que revela. Isto para não falar em tantos outros episódios que, adequadamente, acontecem de maneira a não deixar rasto documental.
Só uma nota perfeitamente lateral: o Umbigo tem actualmente aquele número de visitas (15 a 16.000) e não de visitantes individuais.
Nota final: Colega Margarida, como sei que passa por aqui, não se aborreça por eu estar demasiado a sul. Daqui por uns dias eu prometo fazer uma investida pelos seus domínios… e pode ser o início de uma bela amizade.
Março 19, 2009
Março 19, 2009
São Jovens, Não Sabem Bem O Que Dizem, Mas Sabem Ao Que Andam
Posted by Paulo Guinote under Coisas Muuuito Estúpidas[19] Comments
JS denuncia perseguição política a alunos em Aveiro
Há alunos do concelho de Aveiro que estão a ser alvo de discriminação por parte de alguns professores por terem manifestado concordância em relação às políticas educativas do Governo de José Sócrates. A denúncia é feita pela Federação Distrital de Aveiro da Juventude Socialista (JS), que garante ter conhecimento formal de dois casos, que acabam de ser expostos ao Ministério da Educação para averiguação. A estrutura da JS “condena veementemente” esta situação e exige medidas por parte dos sindicatos de professores.
A notícia afirma que são dois casos e eu apostaria, singelo contra triplicado, em como algum menino da JS foi chamado a atenção na aula por ser malcriado e não gostou. Vai daí…
O que não percebo é o papel dos sindicatos dos professores nisto tudo.
Março 19, 2009
Vai Começar O Circo Do Multiculturalismo Bem-Pensante
Posted by Paulo Guinote under Conversa da Treta, Multiculturalismo, Poeira nos Olhos[20] Comments
Muito mediador cultural (e não só…) vai ser necessário quando deixarem os miúdos 12 horas na escola e eles só falarem a sério com os pais nos fins de semana em que os ditos não forem obrigados a trabalhar.
Nessa altura acho que vão ser necessários é mediadores parentais (e maternais).
Mediadores culturais nas escolas, precisam-se
O sistema de ensino português tenta “uniformizar” os alunos, mas as crianças ciganas
não querem perder a sua cultura.
Entretanto, só por curiosidade, gostava de saber o que fazem na Escandinávia para integrar – numa perspectiva multicultural – os alunos não indígenas.
É que tudo isto é tudo muito bonito mas a verdade é que após 15-20 anos de estudos e produção teórica sobre estes fenómenos pouco foi feito de concreto, excepto umas «experiências-piloto» aqui e ali para fundamentar esses mesmos estudos.
E mais do que eficazes intervenções no terreno, estes episódios acabam é por fazer nascer mais um Observatório ou uma Estrutura de Missão ou seja lá o que for que sirva para dar um complemento de rendimentos a uns quantos «cientistas sociais» que depoios produzem uns relatórios giros mas quase sempre para arrumar na gaveta.
Março 18, 2009
James, Sit Down (numa bela versão longa…)
Março 18, 2009
Audiência Com O Grupo Parlamentar Do PCP
Posted by Paulo Guinote under Balanços, Parlamento[123] Comments
Como aperitivo uma sessão de alegre e jovial troca de mimos entre mim, o Ilídio e o Ricardo, enquanto o resto da delegação confraternizava.
Quanto ao prato principal, vou deixar aqui apenas umas breves notas da audi~encia de uma hora com o deputado Manuel Tiago:
- O PCP está disponível, como se sabe desde ontem, para promover o pedido da fiscalização da inconstitucionalidade do simplex, produzindo um texto base que será posteriormente adaptado conforme as necessidades para serem obtidas as necessárias assinaturas de deputados de outros partidos. Ficámos de colaborar na sensibilização dos restantes grupos parlamentares para esta questão. Até ao momento ainda não tivemos resposta cabal aos restantes pedidos de audiência, mas o Ricardo e o Ilídio ficaram a tratar disso á saída.
- Existe neste momento um profundo incómodo devido à ausência da Ministra da Educação, ontem na Comissão de Educação, após a utilização do direito potestativo pelo PSD para a sua convocatória. Tanto mais quanto a ministra pareceu ter tempo para dar uma longa entrevista ao JN, mas não para se deslocar ao Parlamento, responder a questões sobre o mesmo assunto. A atitude é encarada, pelo que julgo perceber por outros sinais, com um misto de sentimento de desrespeito, incredulidade e semi-resignação.
- Há bastante interesse em conhecer os termos do novo parecer em elaboração pelo doutor Garcia Pereira sobre o modelo de gestão escolar, adivinhando-se que este assunto também virá a ocupar a agenda política em matéria de Educação, por ser esta uma peça essencial na arquitectura legislativa do ME.
- Há outras iniciativas em decurso no Parlamento em matéria de Educação, nomeadamente por iniciativa do PCP, mas sobre as quais nos foi solicitado sigilo até ao seu anúncio oficial.
Março 18, 2009
Sobre os ciganos de Barqueiros, podia-se ouvir mais ou menos isto hoje na T.V.:
Eu acho que os ciganos de Barqueiros devem estar em contentores, perdão monoblocos ( e quem achar o contrário ou é b… ou é cigano). A isto chama-se diferenciação positiva ( que é o contrário de diferenciação negativa) e o monobloco já lá estava, deve andar distraído o Sr. Secretário da Junta, e não o Sr. Presidente da Junta, porque não foi este que levantou o problema.
Se não fosse o contentor os ciganos não tinham aulas, perdão o monobloco.
Os ciganos são pessoas como as outras, por isso é que são diferentes e devem ter professores como os outros e diferentes.
C.R.
Março 18, 2009
A Observação De Aulas, Numa Escola De Sintra…
Posted by Paulo Guinote under Avaliação, Curiosidades[132] Comments
OBSERVAÇÃO DE AULAS – MEMORANDO
- Aula observada – 45 minutos
- Plano de aula – 45m / 90m (contextualização; sequenciação; gestão da planificação)
- Grelha de Plano de aula – tem de ter: competências, objectivos, actividades, materiais, avaliação.
- Cada Departamento tem alguma margem de liberdade relativamente ao aspecto formal da planificação
- O Plano de aula deve ser entregue ao professor observador com uma antecedência mínima de 24h
- Diálogo entre professor observador / professor observado antes e depois da aula observada ou só depois da aula observada, de acordo com solicitação do professor observado – Elaboração de acta
- Registo integral, escrito, das observações feitas - o que o professor observado diz e escreve, como responde às perguntas dos alunos, como apresenta os conteúdos, como se movimenta na sala, que materiais utiliza, que relação estabelece com os alunos, como rentabiliza os recursos físicos da sala de aula, como motiva os alunos…
- Encontro professor observador / professor observado após a aula – o professor observado faz uma reflexão sobre a aula (registo escrito); o professor observador faz a sua reflexão (registo escrito) – os dois professores assinam os registos – elaboração de acta.
- Preenchimento da check-list em conjunto – elaboração de acta
- Preenchimento da Ficha de Observação de aula – professor observador
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No acto de observação e avaliação o professor observador não deve ter em consideração o grau de relação que tem com o professor observado e a imagem que se fez desse professor. |
Gostam desta última parte? Eu também!!!
E ainda diz MLR que é só preencher um papelinho…
Março 18, 2009
Acho Que Semos Nós
Posted by Paulo Guinote under (In)Constitucionalidade, Avaliação, Simplex[34] Comments
Março 18, 2009
Mas Não Era Um Caso Exemplar de Discriminação Positiva?
Posted by Paulo Guinote under A Lógica do Tubérculo, Hipocrisias, Inclusão[39] Comments
Ou agora a fórmula é arranjar uma minoria étnica, metê-la em contentores e temos um TEIP à la minuta?
Escola de Barqueiros passa a Território de Intervenção Prioritária
Março 18, 2009
Mais Um Caso Isolado A Juntar Aos Outros
Posted by Paulo Guinote under Escolas, Violência[14] Comments
E ainda se admiram que andem a limpar as estatísticas da violência em espaço escolar?
Homens e mulheres armados com paus entram em escola à procura de aluno
Março 18, 2009
Afinal… A Via Jurídica E Tal… 2
Posted by Paulo Guinote under Avaliação, Sindicalismo, Tribunais[36] Comments
Providência cautelar contra avaliação dos docentes
A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação entregou, esta quarta-feira, no Tribunal Administrativo de Lisboa a primeira de três providências cautelares contra o modelo simplificado de avaliação dos professores.
Segundo o dirigente da estrutura sindical, João Dias da Silva, “os serviços jurídicos da FNE detectaram inconsistências jurídicas no decreto regulamentar de simplificação do modelo de avaliação para este ano” e inclusive uma situação de inconstitucionalidade, por o decreto regulamentar 1/2009 alterar regras do estatuto da carreira docente, norma em relação à qual é juridicamente inferior.
“O Ministério da Educação (ME), relativamente a esta matéria, em vez de procurar encontrar soluções exequíveis e práticas, encontrou soluções apressadas e sem consistência jurídica sequer e, portanto, agora vai ser preciso que os tribunais decidam em relação a esta matéria”, concluiu.
Na próxima semana, a FNE vai apresentar providências cautelares semelhantes nos tribunais do Porto e de Braga, para tentar travar a avaliação este ano.
Março 18, 2009
Tribunal diz que docentes não podem ser prejudicados
Foi ganha pelos sindicatos a primeira batalha jurídica contra o ministério: o tribunal aceitou uma das quatro providências cautelares contra a notificação dos professores pela não entrega de objectivos individuais. Fenprof diz que escolas vão ter de classificar mesmo quem só fizer auto-avaliação
Fica suspensa notificação feita a docentes do Norte
Os professores que foram notificados pelos conselhos executivos por não entregarem objectivos individuais não poderão ser prejudicados na sua carreira, como tem dito o Ministério da Educação (ME). E, no fim do ano, se entregarem ficha de auto-avaliação, terão de ser avaliados. A decisão do Tribunal Fiscal e Administrativo do Porto aplica-se a milhares de docentes do Sindicato de Professores do Norte, afecto à Fenprof, que viu ontem a Justiça acolher a sua providência cautelar. E, com isto, vence a primeira batalha jurídica numa guerra que dura há dois anos.
“A repercussão desta decisão é muito maior”, sublinhou ao DN Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof. A decisão é pontual e ainda não resume a acção principal entregue no tribunal, “mas os seus efeitos são nacionais”, acrescenta. Até porque os professores não podem ser avaliados de modo diferente no País. Para Mário Nogueira “surgem agora sinais dos tribunais que mostram que as orientações dadas pelo ME não são correctas nem conformes”. Curiosamente, “com a legislação aprovada pelo próprio Ministério”, diz o dirigente sindical, referindo-se ao decreto que simplifica o modelo de avaliação e à informação veiculada pela Direcção-geral dos Recursos Humanos da Educação. Em Fevereiro, a DGRHE informou as escolas que os docentes seriam prejudicados se não entregassem objectivos.
Março 18, 2009
Março 18, 2009
Março 18, 2009
Colaborações – Rui Baptista
Posted by Paulo Guinote under A Ordem, Opiniões, Sindicalismo[45] Comments
Sindicatos “versus” ordens profissionais
Não vou discutir a razão que assistiu ao sindicato visado em não atender um professor não sindicalizado. Como disse o Marquês de Pombal (cito de memória), um homem em sua casa tem tanta força que mesmo depois de morto são precisos 4 homens para o porem de lá para fora. Só me parece estranho (a ser verdade) que a cúpula do referido sindicato tenha estipulado o atendimento de não sócios e a delegação de Viseu (por sua alta recreação, a ser verdade também) não cumpra as orientações vindas de cima. Adiante, portanto!
De quando em vez vem à baila (mesmo que em contra mão) a questão de uma Ordem dos Professores. Assim “fripoR” (com. 12, post “Coisas complicadas-2″,17/03/2009)) escreve, com razão, que a inscrição nas ordens profissionais é obrigatória,”ergo”, o pagamento da respectiva quotização outrossim. Isto para evitar que apareçam pára-quedistas a darem aulas, à socapa ou à luz do dia, sem a conveniente habilitação. Só os possuidores de uma cédula profissional o poderão fazer, passando a competir a uma Ordem dos Professores denunciar e agir contra situações de exercício ilegal de profissão. Dessa forma, o acto docente (a exemplo, do acto médico) passaria a ter a garantia de estar em mãos devidamente credenciadas encarregadas de zelar pela sua qualidade, através, inclusivamente, de medidas sancionatórias que aos possíveis prevaricadores do respectivo código deontológico.
A inscrição nos sindicatos não tem dado essa garantia. Tempos houve, até, em que qualquer um, independentemente, de estar ou não devidamente habilitado, podia inscrever-se em certos sindicatos “ad libitum”. Chegou a haver “professores” sindicalizados com menor habilitação académica que os próprios alunos. Mesmo no período de maior confusão institucional, as ordens profissionais existentes não acolheram como associados indivíduos sem satisfazerem os requisitos necessários. Ainda bem recentemente, a Ordem dos Engenheiros não admitiu a admissão de licenciados em engenharia por universidades não creditadas por si (v.g., Universidade Independente). Quantos licenciados de outros ramos do (des)conhecimento, saídos dessa universidade e de outras não dignas de crédito, não andarão por aí em desempenho de elevados cargos de natureza política ou quaisquer outros públicos ou privados? Como se vê, bem complacente tem sido a tutela do ensino superior que só quando os escândalos de falta de idoneidade de universidades privadas rebentam toma medidas tardias, e muito contra vontade, compelida pela opinião pública. Bem sei que a legislação que passou a reger a criação de novas ordens profissionais (e o motivo está bem à vista!) retirou-lhes a prerrogativa de sancionarem a qualidade dos diplomas dos respectivos candidatos. Esta medida draconiana para proteger cursos de duvidosa qualidade deverá ter os dias contados pela asneira que representa em abrir o caminho à criação, sem rei nem roque, de novos cursos superiores que não valem um tostão furado. O bem público não deve estar ao serviço de interesses privados ou mesmo oficiais. As actuais ordens profissionais têm tido uma acção frenadora nesse sentido digna do maior louvor. Medidas legislativas desconexas, ou mesmo, disparatadas que as amputam dessa importante finalidade têm a efemeridade dos partidos políticos que as partejam!
Março 18, 2009
Isto é apenas uma espécie de desabafo, que tem um relativo interesse em ser público.
Todos os que andam nestas andanças têm os seus momentos de cansaço, têm momentos em que erram na apreciação, em que estão mais reactivos a críticas, em que apetece bater com a porta, tratar da vidinha e os outros que se lixem.
Nos últimos dias parece que desagradei a vários sectores apenas porque dei a minha opinião sobre algumas situações. Em on e off recebi diversas críticas quanto à minha postura «altaneira» e pouco solidária para quem acha que merece essa solidariedade.
Não chegou ainda o momento certo para fazer a estória pequena de alguns equívocos, muitos egos (que não só o meu) em choque e diversas discordâncias estratégicas.
Chegou apenas o tempo para dizer que estou cansado e que, ao contrário de outros, daqui a um ano devo estar a fazer o mesmo que estou a fazer agora, provavelmente só não estarei às 8 da manha a escrever aqui, porque estarei a preparar-me calmamente para ir para as aulas.
Talvez por saber tanto do que se passa nos bastidores desta imensa encenação com diversos palcos e muitos actores comece a ficar mesmo entediado e enjoado com muita coisa.
Quem me conhece bem e comigo priva há mais tempos sabe que eu não tenho muito mais paciência para isto. Não é falta de capacidade de resistência e de reacção. É apenas uma incalculável inadequação para este tipo de coisa. Em que cada um cuida de si, quantas vezes ao abrigo de uma capa de altruísmo.
Embora exista muita gente boa que dá o litro ou que, mesmo com medo, vai resistindo por aqui e ali, procurando um apoio e uma palavra de coragem para continuar.
São esses que me (pre)ocupam a maior parte das 3 horas diárias que passei a perder/ganhar com o blogue.
Há muita gente irritada comigo, muita gente a dar-me conselhos, a querer apontar o caminho certo, a dar-me exemplos de quem faz bem as coisas. Pela manhã li uns quantos mails com esse tipo de registo, algo condescendente e paternalista, acusando-me daquilo que seria melhor encontrarem em si mesmos.
Por uma vez não me apetece nomear as autorias, até porque foram trocas privadas.
Mas apeteceu-me deixar aqui registado que começo a ficar mesmo farto, fartinho de me quererem apontar o caminho certo.
Hoje ainda vou até ao Parlamento, porque prometi à Reb. Mas quer-me parecer que para este tipo de peditórios, de exposição pública, vou deixar de dar. E nunca me forçarei a fazer aquilo que não me apetece ou para que acho não ter vocação.
Porque eu conheço as minhas limitações.
Também tenho direito a tratar da minha vidinha.
Março 18, 2009
Garbage, Special
Dedicado à Anabela F. por tudo o que tem passado e porque esta 4ª feira é novamente um dia difícil.




















