Chet Atkins e Mark Knopfler
Isto era para ter entrado há 8 horas. Et tu, WordPress?
Março 24, 2009
Chet Atkins e Mark Knopfler
Isto era para ter entrado há 8 horas. Et tu, WordPress?
Março 24, 2009
Pelas 9 da manhã tocam-me à campaínha.
Pensei para comigo: É desta!!!
É desta que a encomenda que espero há 2 semanas e teve duas entregas falhadas por motivos que desconvém comentar me vai chegar!
Afinal não!
Era um jovem técnico da PT que me vinha instalar o MEO em casa, sendo que eu tenho o MEO instalado há ano e meio.
Adivinhei logo a razão do erro: lá veio ele bater-me à porta de casa porque confundiu a rua onde moro com a praceta com o mesmo nome.
Isto acontece pela milentésima vez nos últimos anos. Eu bem posso tentar explicar que uma rua é uma rua e uma praceta uma praceta. Que se distinguem bem pela morfologia. Para não dizer pelas placas respectivas, sendo que a da minha rua está bem visível a cerca de 50 metros da minha casa em painel de azulejos.
Lá fui eu muito gestual, explicando que minha rua é bem recta e dificilmente se confunde com uma praceta que, por definição, terá uma forma arrendondada, oval, quadrada, rectangular, sei lá.
Desta vez o rapaz abespinhou-se com o meu protesto e alegou que não sei quê as pracetas têm formas estranhas e que só seguiu o GPS.
Pois claro.
O GPS.
Quais mapas!
Quais placas toponímicas!
O GPS com vozinha a dar recomendações, para evitar usar o cérebro e os olhos.
Cheguei à porta e apontei-lhe a placa com o nome da rua e perguntei-lhe se não sabia ler, ou apenas olhar em busca de indicações, em vez de apenas seguir cegamente o gadgetzinho.
Acho que se foi embora aborrecido.
Mas não se deve voltar a enganar.Pelo menos por estas bandas.
(Já agora, a minha última encomenda na Amazon está com 2 semanas de atraso, não fazendo ideia sobre o local onde terá ido parar. O mais certo é alguém ter ficado feliz com 90 euros de livros novinhos em folha.)
Março 24, 2009
Ontem comecei a via sacra das auto e heteroavaliações. Eu sei que devem ser feitas por todas as razões que estarão a pensar, mais ou menos algumas.
Mas tem as suas compensações.
Na primeira turma em que as fiz, houve 100% de acerto na autoavaliação quanto às classificações que pretendo atribuir no final do período.
Há momentos em que chego a acreditar que as coisas quando são claras, são claras (e aqui não vai qualquer comentário subreptício de natureza étnico-cultural, ok?).
Março 24, 2009
Estudantes saem hoje à rua para pedir o fim de Bolonha, das propinas e dos exames nacionais
Lamento se sou céptico, mas isto parece-me assim a modos que.
Março 24, 2009
“Magalhães” em falta chegam antes da Páscoa
Os computadores Magalhães “encomendados até à semana passada” pelas escolas serão distribuídos “antes da Páscoa”.
O anúncio foi feito, na noite de segunda-feira, pela directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira. Falando num debate sobre Educação organizado pelo Núcleo Associações de Pais de Matosinhos, explicitou que foi essa a informação que lhe deu o “ministro Mário Lino”, responsável por este dossiê.
Só na Região Norte faltam ainda “cerca de 140 mil Magalhães”, indicou ainda a mesma responsável, em declarações feitas à Agência Lusa, referindo, porém, haver já várias escolas equipadas com este computador.
Margarida Moreira respondeu assim a uma observação feita pelo presidente da Federação das Associações de Pais da Trofa, que ali foi convidado pela organização do debate e aproveitou para notar que “os Magalhães ainda não chegaram às escolas”.
Março 24, 2009
Mais 53 mil desempregados nos últimos dois meses
Mais fome leva Cáritas a criar refeitórios sociais
Isto é no DN, que no JN a parada sobe:
Mais 60 mil perdem trabalho num mês
Março 24, 2009
Interessante por vir de quem vem, do sector que vem, mesmo se no final da leitura se fica sem se perceber bem se…
Revolutionary School
B. é professora numa escola secundária de Lisboa, bairro chique, a curta distância do centro de decisão política do País. Em trinta anos de carreira, conviveu com as mutações ideológicas do sistema educativo, com os voluntarismos e as experimentações pedagógicas no ensino público e com a deterioração dos valores de sociedade. “Eu, que pensava ser possível educar, de modo igual, o pobre como o rico, o rural como o urbano, o branco como o moreno, dou comigo a dar graças por cada dia que passa sem ser vítima de uma agressão” – afirma B., professora de português numa escola pública onde o Estado levou por diante mais uma bem intencionada experiência de integração sociocultural.
B. está cansada. Cansada de uma escola onde pululam gangues e a insegurança se entranha na pele e nos comportamentos de todos – estudantes, funcionários e professores. Cansada de gastar o seu tempo a proteger os alunos “normais” das investidas dos desordeiros, quando não de famílias inteiras de malfeitores. Cansada de não lhe sobrar tempo para ensinar. Cansada de assistir à capitulação do sistema perante a indisciplina e a sistemática desautorização dos professores. Cansada do desinteresse dos pais perante a sorte dos filhos. Cansada de guerra.
Dantes, relata B., a ideia da reforma era um tormento. Para a maioria dos professores, a sua vida era a sua escola. Hoje, sempre que alguém se aposenta há festa, onde não faltam lágrimas ao canto do olho dos que ficam, num misto de saudade e de amargura por não terem a mesma sorte. Diz-se, por graça, que o registo de bons serviços prestados à Educação se mede pelo número de equimoses contraídas em combate.
Não, não é a avaliação nem as carreiras que incomodam B. (encolhe os ombros, com enfado, às lógicas sindicais). É o sentimento de impotência perante a desordem reinante, os baixos índices de auto-estima e realização profissional e, sobretudo, a frustração de ver fenecer uma das mais belas causas de Abril – a escola inclusiva.
Devemos ficar surpreendidos com as taxas de aproveitamento e abandono escolar no ensino secundário? Com a pobreza de conhecimentos em disciplinas nucleares, como o Português ou a Matemática? Com a disseminação de uma matriz cultural assente no salve-se quem puder? Não. Uma árvore destas não pode dar bons frutos. Mas, como tratá-la?
Não escondo as perplexidades que a matéria me coloca. Entendo e apoio os princípios da universalidade e da integração, mas não aceito que impere a lei da canalha. As escolas não podem ser jaulas nem quartéis, é certo, mas têm a obrigação de fazer respeitar a disciplina e a ordem, sob pena de fracassarem na sua missão. Não é admissível que uma turma inteira veja os seus trabalhos escolares permanentemente prejudicados pela atitude selvagem de um(a) jovem a quem obrigam a ir a uma escola que odeia, à excepção dos intervalos onde se diverte a aterrorizar os colegas, e que provavelmente nunca completará.
Nos tempos da escola selectiva, o sistema educativo tratava dos casos de indisciplina com mão de ferro – suspensões e expulsões. Sendo raros os estudantes oriundos de minorias étnicas (a mais problemática, a cigana, não passava da instrução primária), a ordem era mais fácil de manter. Hoje, os conselhos directivos das escolas secundárias fogem das medidas disciplinares como o diabo da cruz. Sabem que à mais pequena sanção arriscam-se a ser agredidos ou a ver a escola invadida pela família do jovem-injustamente-perseguido, normalmente mais arruaceira do que o próprio jovem.
Recordo-me de uma reportagem realizada algures na Bósnia, onde se dava conta do primeiro caso de sucesso na integração escolar das duas principais comunidades. “As turmas são mistas?”, perguntou o repórter. “Isso não. Os miúdos sérvios têm aulas de manhã e os muçulmanos à tarde”, respondeu o director sem pestanejar. Será sistema?
Março 23, 2009
Tubeway Army, Are Friends Electric?
Março 23, 2009
A partir do post abaixo é possível contactar com duas ideias ou conceitos que vão ganhando terreno em matéria de avaliação dos docentes nos países onde as medidas que agora queremos (ou melhor, quer o ME e papagueiam alguns dos seus próceres) adoptar se revelaram brutalmente falíveis.
Claro que a aplicação de qualquer dessas ideias implica um conjunto de condições envolventes e de preparação que nem sempre se coadunam com calendários eleitorais.
Estes conceitos são estranhos ao modelo de ADD legislado pelo ME porque são menos imediatos, não se implementam em dois anos, acarretam um trabalho preparatório de médio prazo e implicam uma ideia diferente e menos linear de accountability do que aquela que se vulgarizou na discurso híbrido de economês e sociologês que tomou conta de alguns sectores – limitados é certo – das Ciências da Educação e da opinião publicada.
Acredito que também levantem reservas a quem considere que não deve existir qualquer tipo de avaliação do sistema de ensino, salvo para os alunos, ou nem mesmo para eles (e há quem o ache, inclusivamente como credo sincero).
Março 23, 2009
Obama’s Grand Education Plan: Can It Really Work?
(…)
Realizing Obama’s grand vision would require intense discussion to hammer out a number of difficult and politically charged questions about what we value about teachers and learning–Which subjects are most important? What does good teaching look like? And while incentives for teachers who take on assignments in hard-to-staff subjects and schools are a good idea, any performance-pay plan should prioritize rewarding teachers for how much their students actually learn. The standard assumption is that teachers would be paid based solely on their students’ standardized test scores, but that doesn’t have to be the case. An 8th-grade student who enters a classroom reading on a 4th-grade level, and ends the year reading on a 6th-grade level won’t pass an 8th grade exit exam, but that student’s teacher has still done a remarkable job.Merit pay should be based on multiple measures, like evidence of value-added student growth (such as the gains of that 8th-grader), fair evaluations of teacher performance, a teacher’s adoption of school leadership roles, and yes, even test scores and job seniority. Many experts recommend a combination of shared and individual performance incentives, meaning that part of a teacher’s compensation would be based not only on his or her individual performance but also on that of the school as a whole or of a team within the school. This helps address the concern expressed by some that merit pay would motivate teachers to compete against one another, rather than help each other out.
Março 23, 2009
Head forced to quit by stress wins £400,000 payout
Council to pay negligence claim after breakdown forced teacher to quit
A primary school headteacher was awarded more than £400,000 in damages yesterday after suffering a nervous breakdown which forced her to give up her job.Erica Connor, aged 57, was awarded the compensation against Surrey County Council for negligence in protecting her, following a campaign against her by governors during which she was accused of racism and Islamophobia. The payout is thought to be one of the biggest ever awarded to a headteacher.
Deputy High Court Judge John Leighton ruled she had been given insufficient support by the council after it became clear that she was suffering mental health problems.
Mrs Connor was head of New Monument primary school in Woking, Surrey, for seven years up until 2005 – and oversaw a big improvement in the school’s national curriculum test results for 11-year-olds in her first few years. The school serves a multi-ethnic community.
Março 23, 2009
Professora agredida à dentada por avó
Adivinha-se avó ainda razoavelmente jovem e com dentição invejável ou então recomenda-se o seu dentista ou ortodontista ou protésico dentário, ou isso.
Março 23, 2009
Alunos do CEF sentem-se enganados por Ministério
Quando se inscreveram, há dois anos, nos cursos de Educação e Formação (CEF), os cerca de 50 mil alunos afirmam que receberam a garantia de que teriam as mesmas condições que os estudantes dos cursos regulares para fazerem o exame nacional de acesso à universidade. O problema é que os alunos do CEF descobriram que as matérias que dão, nada têm nada a ver com o exame nacional.
(…)
No entanto, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, desvaloriza esta preocupação referindo que «o professor não está lá para ser explicador dos alunos para os exames».
Valter Lemos recusa ainda responsabilidades e garante que as escolas sabiam que estes cursos tinham regras diferentes e deviam ter avisado os alunos.
Quem ouvisse hoje Valter Lemos no noticiário das 17.00 da TSF a desviar as culpas pelo «engano» de que os alunos se queixam julgaria, por certo, que foram as escolas a avançar voluntariamente para os cursos de CEF e EFA e que foram os seus órgãos de gestão e respectivos professores que apareceram a vangloriar-se pelo aumento do número de alunos neste tipo de cursos.
A verdade é bem diversa e uma das alunas que falou foi clara: esta opção foi-lhes apresentada como uma via rápida - mesmo sem usar fax – para concluir o Secundário, com notas mais altas e conteúdos programáticos mais acessíveis. Quem aprova tais cursos e tais conteúdos? Que os promoveu de forma activa, demagógica e propagandística?
Claro que muita gente foi fazer cursos pseudo-profissionalizantes de nível III apenas a cheirar uma forma mais fácil de chegar à Universidade e agora descobre que tudo foi um embuste.
Se as escolas têm culpa de alguma coisa é de terem sido demasiado macias e terem aceite de forma muitas vezes acrítica esta política do ME que, como as Novas Oportunidades, se descobrirá não passar de uma enorme manobra de diversão sem sustentação nenhuma e com escassos efeitos na melhoria efectiva da qualificação da população ou no seu nível de empregabilidade.
De qualquer maneira, este(a)s aluno(a)s não devem desesperar porque, logo que completem 23 anos, têm um outro programa fast-lane para o sucesso universitário.
Quanto a Valter lemos fez apenas a segunda parte daquilo em que é especialista: primeiro quer recolher os louros pelo lançamento de grandes ideias, mas depois está indisponível para arcar com as responsabilidades pelas suas 8esperadas) consequências.
Março 23, 2009
Março 23, 2009
Do Público (sem link permanente):
CDS-PP questiona Ministério da Educação sobre contratos com João Pedroso
Estudo encomendado por 280 mil euros ao jurista ficou por fazer. Populares querem saber porquê num requerimento com 21 perguntas ao ministério
O CDS-PP quer saber se foram cumpridos os objectivos iniciais do estudo atribuído pelo Ministério da Educação por ajuste directo a João Pedroso e que “condições específicas e únicas” tinha este jurista para ser o escolhido como coordenador do trabalho, que apenas foi cumprido em parte.
Março 22, 2009
Lilly Allen, Alfie (num mundo sempre pop…)
Março 22, 2009
Março 22, 2009
Militar diz que foi punido por pedir estatuto de trabalhador-estudante
Um sargento que solicitou o estatuto de trabalhador-estudante deverá cumprir em breve três dias de detenção, disse hoje o advogado do militar, Paulo Encarnação.
“A menos que o recurso hierárquico consiga revogar a pena, terá que cumprir os três dias de detenção”, afirmou o advogado de A. S., que é militar no Centro de Recrutamento do Porto.
O advogado garantiu que o seu cliente “apenas” exerceu o direito de petição sobre o estatuto de trabalhador-estudante, “direito que lhe é permitido por lei, junto do Ministério da Defesa Nacional, por despacho expresso do próprio ministro”.
Março 22, 2009
Sei que o aviso é com boas intenções, mas que se lixe.
Março 22, 2009