Moção
Uma senhora educadora pertencente ao Agrupamento de Escolas de Sto Onofre, Caldas da Rainha, acaba de anunciar numa reunião que aceitou um convite para integrar uma equipa, dirigida por um professor oriundo do concelho de Peniche, que irá substituir o actual Conselho Executivo deste estabelecimento de ensino. Segundo a docente, esse grupo de professores tomará posse oficial dentro de dias.
A confirmar-se, esta notícia representa um golpe categórico e inédito nas fundações jurídicas e históricas que sustentam e regulam desde sempre este e os demais estabelecimentos de ensino do concelho da Caldas da Rainha.
Cumpre afirmar peremptoriamente que não existe qualquer fundamento sustentável para executar esta penhora extemporânea do mandato dos actuais órgãos de gestão deste Agrupamento. Estas escolas possuem um Conselho Executivo devidamente eleito por todos os professores dos onze estabelecimentos de ensino associados, com mandato até Junho de 2010.
Os colegas que constituem a equipa do Conselho Executivo apresentaram-se, então, a sufrágio livre e democrático que escrutinou e sancionou o seu programa, em respeito integral pela legislação em vigor.
Por mais do que uma vez, a escola homologou em reuniões de professores a representatividade do Conselho Executivo, reiterando que as suas posições representam vantajosamente os superiores interesses dos alunos, nomeadamente, em matéria de coordenação curricular e dos restantes membros da comunidade escolar, no estrito âmbito da sua organização interna, devidamente regulamentada.
É conhecido que este agrupamento de escolas é um dos que não instituiu o denominado Conselho Geral Transitório. Este órgão é considerado indispensável para criar condições para a aplicação do novo e controverso modelo de gestão escolar e de avaliação de professores, entretanto lançados pelo Ministério da Educação.
Esta situação de carência institucional deveu-se a uma única razão: nenhum professor manifestou interesse em integrar uma lista para o denominado Conselho Geral Transitório. Repetiu-se até o edital que convidava os professores a apresentar listas. A presidente da Assembleia de Escola aplicou escrupulosamente todas as medidas legais, e ultrapassou mesmo as prerrogativas que a lei lhe comete como fundamentais, para que se pudesse iniciar e preparar o necessário processo eleitoral. Não tendo havido resposta por parte dos professores, o Conselho Executivo convocou duas reuniões gerais para expor o problema e novamente instar os senhores professores a apresentar listas. O resultado destas iniciativas revelou-se inconsequente.
Em virtude do vazio que esta situação representa – não existe qualquer articulado legal que preveja e previna esta ocorrência – o Conselho Executivo não poderia tomar qualquer outra medida que não fosse a de, novamente, informar a hierarquia do que se estava a passar. Tal foi cumprido por mais do que uma ocasião.
Se bem que todo o processo carecesse dos instrumentos e entidades considerados essenciais para a implementação do novo modelo de gestão e de avaliação, foi, contudo, exigido pela Direcção Regional de Educação de Lisboa, que se elaborasse e apresentasse um calendário que permitisse concretizar o processo de avaliação de professores. O calendário foi, assim, elaborado, imediatamente remetido à DREL e publicitado nos lugares de estilo do Agrupamento, sempre por iniciativa do actual Conselho Executivo.
Não obstante a perturbação que este vazio institucional fatalmente suscitou, o curso das aulas e o cumprimento do plano de actividades aprovado em Conselho Pedagógico tem estado a ser, tranquila e escrupulosamente, executado, não havendo a registar quaisquer perturbações na actividade escolar em qualquer um dos onze estabelecimentos de ensino, realidade que muito deve ao carácter moderado, equilibrado e sempre tecnicamente fundamentado de todas as posições assumidas, tanto pelo Conselho Pedagógico, como por este Conselho Executivo.
Desde o princípio que esta equipa executiva tem aplicado exactamente o que lhe é instruído. Demonstrou-o em todas as ocasiões. Nenhuma razão objectiva assiste, portanto, a que se proceda a uma contraditória exoneração do actual Conselho Executivo. E este princípio, a que se associam todos os docentes que subscrevem este documento, reitera-se, nomeadamente, se essa exoneração, por absurdo, se reportasse ao facto de, simplesmente, não ter existido ninguém que quisesse integrar o denominado Conselho Geral Transitório. Nenhum professor tem a obrigação de se candidatar a qualquer cargo, assim como nenhum Conselho Executivo pode – ou deve – sujeitar essa coacção a quem quer que seja.
Não é por imodéstia e constitui mesmo uma necessidade dolorosa ter de recordar que este Agrupamento possui um historial de entrega ao trabalho que ninguém saberia como depreciar. O conjunto destas escolas tem desenvolvido projectos educativos que vêm arrecadando numerosos prémios nacionais atribuídos pelo Jornal Público, pela Associação Portuguesa de História, pela Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, pelo Plano Nacional de Leitura, pela Fundação Calouste Gulbenkian, só para referir alguns dos mais recentes; no ano passado foi uma das duas escolas seleccionadas para representar Portugal na Conferência sobre Inovação e Educação durante a presidência Eslovena da União Europeia; trata-se de uma escola que iniciou no concelho das Caldas da Rainha o processo de implementação dos cartões electrónicos dos alunos, numa iniciativa precursora que beneficiou, nessa altura, de uma cumplicidade diligente e memorável com a sua associação de pais e encarregados de educação; foi precursora na construção de instrumentos informáticos de gestão escolar contemporânea, louvada publicamente pelo Senhor Secretário de Estado da Educação, que a quis conhecer e enaltecer pessoalmente; foi o primeiro a instituir a matrícula automática de todos os seus alunos; foi pioneiro na implementação de atendimento aos seus utentes em regime de open-office; foi precursor na dinamização de plataformas de ensino e de coordenação pedagógica a distância, que hoje fazem parte irremovível do seu quotidiano operacional; foi pioneiro na articulação curricular que permitiu que todos os seus alunos do primeiro ciclo tivessem aulas de inglês, dez anos antes da iniciativa governamental o aplicar ao resto do país; é uma escola com experiência segura em programas comunitários (Arion, Comenius, Pestalozzi, Lifelong Learning Programme); os seus alunos são finalistas habituais em iniciativas nacionais de didácticas específicas (Olimpíadas da Matemática); é um agrupamento com uma elevada incidência de docentes pós-graduados, mestres e doutorandos; o agrupamento integra escolas que se situam em contextos escolares difíceis e que, não obstante, conseguiram, não apenas conter o abandono escolar a taxas ínfimas como melhorar, ano após ano, os níveis de aproveitamento e desempenho escolar; trata-se de um agrupamento que anualmente estrutura um plano de formação autónomo e plural, devidamente acompanhado pelo Centro de Formação que serve o concelho; um agrupamento que se habituou a proceder a uma contínua avaliação interna que mobiliza todos os departamentos curriculares; trata-se do primeiro agrupamento a instituir um sistema seguro e pesquisável de todas as suas actas entretanto digitalizadas; trata-se de um agrupamento que se orgulha de ter recebido inúmeros alunos com necessidades especiais graves numa parceria duradoura, consequente e profissional com o Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor que o elegeu, durante anos, como seu parceiro privilegiado. Trata-se de uma escola que movimenta anualmente em acções de voluntariado cívico centenas de alunos e professores, que consistentemente vêm apoiando diversas entidades e iniciativas que sabemos como amparar. Trata-se, de facto, de uma escola com uma vocação de participação activa junto da comunidade; uma escola que criou, em colaboração com empresas e particulares, currículos adaptados pré-profissionais que permitiram integrar dezenas de alunos que entretanto haviam sido considerados de elevado risco de abandono, eliminando-o completamente. Trata-se de uma escola que mantém as melhores relações com a comunidade que serve e com a administração pública que dela se orgulha e que acompanha com proximidade (escola segura, câmara municipal e parceiros privados). São, pois, abundantes as razões que nos conferem o orgulho autêntico que temos em pertencer a este grupo de profissionais solidários, responsáveis e diligentes.
Consideramos, também por tudo isto, não existirem quaisquer fundamentos que autorizem a interrupção do normal cumprimento de um mandato eleitoralmente sancionado e que demonstrou ao longo de anos privilegiar uma conduta de equilíbrio, profissionalismo e de um constante distanciamento em participar em dinâmicas de alvoroço social, motivadas por interesses que transponham a estrita qualidade da aprendizagem dentro e fora das nossas salas de aula.
Consideramos que esta destituição gerará uma perturbação desnecessária e improfícua que não deixará de importar consequências nocivas ao curso das actividades escolares; a saber: a interrupção do projecto educativo que os actuais Conselho Executivo e Conselho Pedagógico aprovaram e têm vindo a acompanhar, em conjunto com uma extensa comunidade escolar, a sua substituição por um programa de actuação que é, nesta altura do ano lectivo, tão inoportuno quanto ignorado de todos os professores, a destituição extraordinária de toda a direcção executiva e respectiva troca por um grupo de professores, desconhecido e desconhecedor desta comunidade escolar, a inevitável reorganização de estruturas curriculares, entre outras anomalias, impõem sobre estas onze escolas um agregado de perturbações e de prejuízos institucionais que, objectivamente, estorvam um quotidiano escolar que é, reconhecidamente, estável e experiente. São alterações imprevistas que, concreta e desnecessariamente, transtornarão a vida de alunos, encarregados de educação, docentes e não docentes.
Cumpre reiterar que a perplexidade aqui demonstrada por este conjunto de professores é reforçada pelo facto de estar a impor-se esta medida, juridicamente desproporcionada e educacionalmente exorbitante, num momento crítico do ano lectivo em que, ao invés, importaria proporcionar-se a maior tranquilidade, nomeadamente na elaboração e implementação do calendário de exames e de encerramento do ano lectivo que se avizinham.
Consideramos que, a ser verdadeira, esta iniciativa hoje anunciada pela senhora educadora acima referida é aviltante do bom-nome de todos os profissionais destas onze escolas, que desde há décadas vêm demonstrando o seu empenhamento e profissionalismo em prol da educação neste concelho.
Preocupa-nos imaginar que lição retirarão os nossos alunos deste atropelo ao mais imprescindível dever e direito de cidadania que é o voto livre e universal.
Apelamos a todas as forças vivas do concelho que promovam as iniciativas que considerem adequadas para testemunhar junto de quem de direito qual o efectivo papel social e cívico que tem sido desempenhado por este agrupamento de escolas, algumas das quais a comemorar o seu centenário.
Consideramos um ultraje à cidadania democrática e à solenidade de um Estado de Direito, que súbita e arbitrariamente, se derrubem os efeitos e as expectativas legitimamente erguidas e sancionadas pela dignidade de um acto eleitoral.
Caldas da Rainha, 31 de Março de 2009
Março 31, 2009 at 10:15 pm
“Uma senhora educadora pertencente ao Agrupamento de Escolas de Sto Onofre, Caldas da Rainha, acaba de anunciar numa reunião que aceitou um convite para integrar uma equipa, dirigida por um professor oriundo do concelho de Peniche”
Quem colaborar com isto não merece ser professor.
Começo a duvidar da ética de muitos professores deste País!
Março 31, 2009 at 10:21 pm
Repugnante!!
Março 31, 2009 at 10:25 pm
Não se entende este ser solitário…
Março 31, 2009 at 10:26 pm
é caso para dizer que todo este processo só avançará à conta dos colaboracionistas de serviço…
Março 31, 2009 at 10:28 pm
Este país já deixou de fazer sentido. Ainda é um país?!
Março 31, 2009 at 10:28 pm
Nojento, inacreditável!!!
Mas quando é que este inferno acaba?
“Portugal
É a hora!”
Não????
Março 31, 2009 at 10:28 pm
é mais um ataque ao Estado de Direito.
Março 31, 2009 at 10:30 pm
VERGONHOSO.
Março 31, 2009 at 10:32 pm
Há muitos candidatos a colaboracionistas de serviço afinal pelo andar da carruagem cheira-lhes a poder e dinheiro.
Março 31, 2009 at 10:37 pm
Náusea… mais náusea… nojo… mais nojo… este país cada vez me provoca mais náusea e nojo… repulsa… asco… mais do mesmo… mais do mesmo… mais… mais junto do abismo… mais junto… mais… mais do mesmo… sempre mais dos mesmos… é demais!
Março 31, 2009 at 10:37 pm
Isto veio pôr a nu, definitivamente, a diferença entre um PROFESSOR e aqueles que davam/dão aulas.
Março 31, 2009 at 10:39 pm
tão longe a esperança de Abril…
se fosse 1 de Abril era mentira.
Março 31, 2009 at 10:44 pm
Para quando a REVOLUÇÃO?
Março 31, 2009 at 10:45 pm
Traição… desespero… taco de basebol… noite escura… horas tardias… INEM… abertura de telejornais…
Quem foi? Como foi? Por que foi? Como é isto possível num país europeu?
(a novela seguem dentro de momentos; interrompemos agora para dar conta dum atentado… ao pudor (poder?!)…)
Março 31, 2009 at 10:45 pm
É uma actuação vergonhosa para o Ministério e de quem com ele pactua! Acho que não devemos cair no esquecimento este atentado. Que marcarmos uma concentração junto à escola/sede do Agrupamento?
Março 31, 2009 at 10:46 pm
Alguém sabe o e-mail desta escola?
Gostava de lhes manifestar a minha solidariedade.
Março 31, 2009 at 10:46 pm
http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com
riqueza instantânea
O grande líder
a não perder
Março 31, 2009 at 10:47 pm
#16 Podes ir ao blog de um dos colegas desta escola:
http://correntes.blogs.sapo.pt/
Março 31, 2009 at 10:49 pm
#16
Mail da escola:
geral@ebionofre.pt
Site:
http://www.escolasonofre.pt/
Março 31, 2009 at 10:49 pm
“É uma actuação vergonhosa do Ministério e de quem com ele pactua! Acho que não devemos deixar cair no esquecimento este atentado. Que tal marcarmos uma concentração junto à escola/sede do Agrupamento de apoio aos colegas?”
Março 31, 2009 at 10:49 pm
E os pais e EE de educação? Não terão uma palavra a dizer?
Eu alinho num cordão humano, manif ou o que lhe quiserem chamar nas Caldas, onde fica este agrupamento. Não podemos deixar o ME levar a sua avante, abre um precedente demasiado perigoso para a DEMOCRACIA.
Março 31, 2009 at 10:57 pm
#21
Democracia?!
Demo…
Por caso ainda me lembro de quando Portugal era um país a construir-se democraticamente! Com defeitos! Com cores e feitios… algumas cores berrantes e alguns maus-feitios… mas “em construção democrática”!
Agora… é um Estado a precisar de se pôr Direito!
(Mas não há Viagra que chegue…)
Março 31, 2009 at 10:59 pm
Ainda estou “aparvalhada” com esta notícia. Confesso que não esperava que fossem tão longe.
E se vão, é pq podem. E, se podem, é pq não resistimos o suficiente!
Aproveitam as férias dos professores para tomar uma medida destas?
É altura para os sindicatos avançarem com outras formas de luta.
Por solidariedade com os colegas de S.Onofre, muitos estaremos dispostos a endurecer a luta!
Sempre achei que a gota de água seria qdo alguém ou alguma escola fossem seriamente atacados!
Março 31, 2009 at 11:03 pm
Reb, concordo contigo. NÓS também somos Portugal! E temos a obrigação e o dever para as gerações futuras de não deixar que estes projectos de aprendizes de ditadorzinhos façam o que querem.
O país não está perdido mas para o salver que nos livrar destas alimárias!
Todos os dias lidamos com o futuro, temos a obrigação moral e cívica de transformar este presente.
Março 31, 2009 at 11:06 pm
Portugal tornou-se um País assustador. Os atropelos à Lei são uma realidade, as decisões dos tribunais não são cumpridas pelos senhores xuxalistas (no poder), as leis são alteradas para servir os poderosos, o sr Presidente da República não actua (entra mudo sai calado). Isto está mesmo muito…
Março 31, 2009 at 11:07 pm
E as Caldas da Rainha até carregam tanto simbolismo… quem sabe…
Março 31, 2009 at 11:14 pm
O historial deste Agrupamento é de meter inveja, por isso é preciso destruir qualquer escola com um curriculum destes, porque é perigoso.
Abril, Abril, Abril…
Março 31, 2009 at 11:27 pm
O implausível disto tudo: um agrupamento de escolas que funciona muito bem (tanto quanto se pode saber pelas informações públicas de que se dispõe) e cuja composição do CE nunca deveria ser posta em causa (pelas mesmíssimas razões), tende a ver o CE “despedido” e a, vergonhosamente, ser posto em causa o seu projecto educativo.
Quando o absurdo é assim exibido, só resta uma alternativa: rejeitá-lo claramente – professores, alunos, pais e encarregados de educação, auxiliares de acção educativa, administrativos e todas as entidades que cooperam com este agrupamento.
Março 31, 2009 at 11:30 pm
Esqueci-me de acrecentar a #28 que todos aqueles que pugnam por uma escola pública de qualidade também só lhes resta uma alternativa: DIZER BASTA!
Março 31, 2009 at 11:31 pm
Digo, “acrescentar”
Março 31, 2009 at 11:33 pm
Eu já disse “BASTA” há muito tempo:
http://img.photobucket.com/albums/v237/Sennol/Capa_JN.jpg
Março 31, 2009 at 11:36 pm
«O historial deste Agrupamento é de meter inveja, por isso é preciso destruir qualquer escola com um curriculum destes, porque é perigoso.
Abril, Abril, Abril…»
Isso. E porque é preciso estupidificar e destruir tudo da escola pública, a começar pelo que houver de melhor. E colocar no lugar dos competentes escumalha socialista como esta testa de ferro que se diz educadora, e que não passa de uma incompetente servil socialista à espera que chegue a sua vez de comer na gamela.
Março 31, 2009 at 11:37 pm
Não conheço a história, mas penso que deverão existir outros factos para essa tomada de posição.
Não me acredito que pelo simples facto de não ser constituído CGT possa ser tomada tal decisão, se for apenas isso, apoio os ex-membros do CE da escola Onofre.
Março 31, 2009 at 11:43 pm
Isto só vem demonstrar o que todos dizemos!
Este (des)Governo, este Ministério da Educação não estão, de forma nenhuma, interessados nem no verdadeiro sucesso, nem na autonomia das escolas, nem na democracia.
Só querem carneiros que cumpram à letra o que dizem, que sejam veículos da sua voz, que abafem quem produz.
Só querem ver as suas parangonas implementadas nem que para isso tenham que sacrificar obra feita, nem que para isso tenham que amordaçar quem trabalha e tem sucesso.
Para eles o sucesso é apenas o deles, não o sucesso de quem, apesar deles conseguiu construir uma comunidade com substância.
Como é que uma escola/agrupamento se atreve a ter sucesso não implementando as estruturas que suas excelências acham as únicas capazes de produzir?
Como é que uma escola/agrupamento pode ter sucesso se os seus professores não têm OI e portanto, na teoria deles não serão avaliados?
Como é que uma escola/agrupamento consegue ter prémios, ter um estatuto social, indo contra tudo o que eles disseram sobre as escolas e o trabalho dos professores?
Como é que uma escola/agrupamento consegue sobreviver sem ter uma liderança que lhes beije os pés e diga amen a todos os dislates que pretendem institucionalizar fruto das suas teorias gestonesas?
Copmo é que
Março 31, 2009 at 11:43 pm
A vergonha morreu em definitivo, temos vindo a saber disso gradualmente e já não restam dúvidas. Devemos manifestar, de todas as formas possíveis, solidariedade para com os colegas de Santo Onofre para que se não sintam assim:
Março 31, 2009 at 11:43 pm
Logicamente que “Copmo é que” ficou a mais!
Março 31, 2009 at 11:44 pm
“33
Com certeza que existirão e pode não ser pelo simples facto que refere, mas haja quem acredite nas boas intenções da escumalha… A mim basta-me a lei da gestão.
Março 31, 2009 at 11:45 pm
Ui, Peniche… Deve haver por ali boys para todo o serviço… E os nomezinhos, da senhora educadora e do senhor professor? Vão ser revelados?
Março 31, 2009 at 11:46 pm
Um abraço de solidariedade para com os colegas de Santo Onofre!
Março 31, 2009 at 11:47 pm
“Uma senhora educadora pertencente ao Agrupamento de Escolas de Sto Onofre, Caldas da Rainha, acaba de anunciar numa reunião que aceitou um convite (…)”
Que vergonha!
Com colegas destes não necessitamos dos inimigos do ME!
Março 31, 2009 at 11:51 pm
#40 Maria Lisboa
Tenho alguma relutância em chamar colega a uma oportunista que se dispõe a fazer o papel da convidada do inimigo!
Abril 1, 2009 at 1:01 am
# 41, Margarida
estive para lhe chamar outras coisas, mas acabei por lhe dar o “título profissional” dado por colegas que, do alto da sua superioridade, não se dão ao luxo de querer saber os nomes dos zecos com quem trabalham. Nunca te aconteceu? Ou nunca ouviste “óóó, colega!
Ou com o mesmo sentido que num outro grupo profissional, quando interpelados por “colega” respondem logo: “colega, o caraças! colegas são as p…!)
De qualquer modo, peço desculpa, devia ter metido aquele “colega” entre aspas!
Abril 1, 2009 at 1:42 am
A sujeita “educadora” teve oportunidade de formar uma lista para o CGT e CG. A sujeita “educadora” poderia ter concorrido a directora.
Provavelmente é uma sujeita com quem ninguém gosta de trabalhar! uma sujeita que passa a vida a fazer que trabalha e a viver do trabalho dos outros!
Será que o seu perfil e currículo a impediram de concorrer a directora?
Estamos a entrar na areia movediça do “pântano” a que se referia Gutrrs
Espero que o parecer do GP seja bem utilizado pelos colegas do Agrup Onofre. Sei que não vão desistir da luta pelos valores democráticos.
Abril 1, 2009 at 1:53 am
Se muitos mais, por este pequeno país fora, tivessem tido coragem, a frontalidade e a honestidade … para actuar em consonância com as suas convicções, no respeito pela Lei e na defesa da sua própria Dignidade profissional e com ela da Escola e dos Alunos e não subjugados a relações de prepotência/ medo/ cobardia/ fraqueza/ignorância e também interesses particulares… estes pequenos indivíduos que se julgam acima da lei, da democracia e dos cidadãos não bricariam como o estão a fazer!
DEMITIU o governo os sucessivos incompetentes administradores/ directores/ chefias/ autarcas… que usaram e abusaram dos dinheiros públicos, que “gerem” prejuízos e distribuem prémios por incompetência de gestão, que misteriosamente fazem desaparecer milhões que ninguém encontra, que premeiam e promovem quem não está ao serviço,que permitem derrapagens escandalosas, que pagam indmenizações escandalosas para depois (e com nova capa) os chamarem de novo para exercer actividades públicas,… ? Não! Esses aquecem e preservam-lhes os lugares e as regalias com que se poderão vir a abastecer … à custa do erário público.
Somos pobres mas pagamos excelente e luxuosamente a INCOMPETÊNCIA…
Toda a minha solidariedade para o Conselho Executivo e Professores desse agrupamento!
Infelizmente, a história, lembra-nos sempre dos pequenos “traidores e judas”… mas felizmente, também nos lembra, que a justiça tarda mas não falha!
Abril 1, 2009 at 1:56 am
Essas dignas profissionais do sexo, cara Maria Lisboa, não hão-de gostar de ser comparadas a esta… “colega”.
Abril 1, 2009 at 9:26 am
Se ninguém se indigna a sério com a nomeação de um comprovado corrupto, como Domingos Névoa, para um cargo político-mafioso (como chama a atenção Cravinho), porque é que a nomeação de um simples criado, para uma escola, deveria incomodar o país?
Este país está frouxo e sedado, graças às políticas terapêuticas de anestesia geral adoptadas pela Nomenklatura que nos tem pastoreado.
Nenhum partido reclama a demissão imediata de Sócrates, como se não existisse material político e moral, mais do que suficiente, para o exigir imediatamente.
Nenhum partido, à excepção do BE neste último caso conhecido, se revolta contra a nomeação de comprovados mafiosos para cargos governamentais.
O que é que resta da dignidade e da honra dos portugueses? Nada!
A Padeira de Aljubarrota transmutou-se em Call Girl da Bancarrota.
Abril 1, 2009 at 9:56 am
A verificar-se esta situação proponho, desde já, uma deslocação a Santo Onofre para assistirmos à Cerimónia…
Eu levarei as comendas.
Abril 1, 2009 at 11:40 am
Professores de Sto Onofre: tiveram a coragem de fazer, dentro da legalidade, aquilo que todos os professores e escolas deveriam ter feito, face ao modelo de gestão escolar e de avaliação imposto pelo Ministério. Adoraria pertencer ao quadro da vossa escola para estar convosco nesta luta, corrijo, nesta caminhada justa e tranquila. Se os boatos confirmarem-se, são represálias em forma de “golpe de estado” e com o dedo, para não dizer com a mão ou corpo todo, da tutela. Sobre os “actores” deste hipotético golpe, serão para mim verdadeiros agentes infiltrados, dignos de um policial de baixo orçamento.
Amigos, estou convosco, tal como os vossos pares e a sociedade que acredita nos verdadeiros professores.
Abril 1, 2009 at 12:39 pm
#40 Maria Lisboa
Neste caso:
Há sempre alguém que não resiste,
Há sempre alguém que não diz não.
Abril 1, 2009 at 12:47 pm
Muito obrigada a todos pelo apoio.
À serenidade da razão junta-se o orgulho de vos ter como colegas.
Lina Soares de Carvalho
Abril 1, 2009 at 3:35 pm
#50
Nós é que nos sentimos muito orgulhosos por termos Colegas como vocês.
Têm todo o nosso apoio e solidariedade.
Muita força e um grande Bem Haja! Não desistam. Abraço!
Abril 1, 2009 at 8:08 pm
#50- continuamos a ter razão para ACREDITAR.
“Há sempre alguém que diz não.”
Lamento que poucas escolas tenham sido tão lineares como a vossa. E as PESSOAS é que fazem as escolas. Vocês, que se orgulham da vossa escola, são um exemplo para muitos dos professores deste país.
A minha solidariedade e a certeza de participação em qualquer acção de apoio explícito.
Abril 1, 2009 at 11:47 pm
A posição firme e serena dos docentes deste Agrupamento merece o maior dos apoios. Na cidade, o prestígio destas escolas é real, e o respeito pela decisão dos seus docentes pôs à prova a capacidade do Governo para lidar com situações que nunca previu, e, claro, não deseja. A administração agiu com uma receita antiga (nomear gente da sua confiança, sem contar com os docentes do Agrupamento)para um problema novo: haver quem cumprindo a lei não obedeça nem a interpretações autoritárias, nem a coacções mais ou menos sedutoras ou mais ou menos assumidas. Demitido o seu órgão directivo eleito, imposta uma Comissão Administrativa Provisória por 18 meses, como se sentirão os docentes? Há gestos que em vez de dividir, unem, e assim passam de vantagem fraqueza. Fraco poder que assim mal avalia a forte gente. Vivam os onofrinos e onofrinas! Viva!
Abril 1, 2009 at 11:49 pm
gestos que assim passam de aparente vantagem A fraqueza
(errata)
Abril 2, 2009 at 12:05 am
#50, colega, OBRIGADA pela coerência!
A serenidade da razão, como diz, não será abalada!
O que for preciso, estaremos convosco!
Maio 9, 2009 at 8:44 pm
ola qu treta