Espero ter ainda hoje noticiário mais actualizado mas, ao que parece, o CE do Agrupamento de Santo Onofre ainda não foi formalmente demitido.
Também ao que consta a situação será motivo de alguma iluminação amanhã.
Esperemos.
Março 31, 2009
Espero ter ainda hoje noticiário mais actualizado mas, ao que parece, o CE do Agrupamento de Santo Onofre ainda não foi formalmente demitido.
Também ao que consta a situação será motivo de alguma iluminação amanhã.
Esperemos.
Março 31, 2009 at 8:34 pm
Eu que nasci no meio da África em terras do Moxico e, portanto, no ex-Império que esta escumalha destruiu, não alinho com abriladas e abrilistas.
Mas por mero acaso, lembro que o 25 de Abril foi antecedido pelo Golpe das Caldas…
O problema é que já não há nenhum Salgueiro Maia e o estado a que chegámos talvez já não tenha retorno…
Março 31, 2009 at 8:44 pm
É uma formalidade que está prevista no Regime de Autonomia: se até final de Maio não estiver aberto o concurso para Director, as funções de direcção passam para uma Comissão Provisória com mandato de um ano. Está lá escrito, no fim do Decreto. Está dentro da “lógica” geral, não é uma surpresa.
Por mim, já estou a chegar a este ponto: “deixá-los andar, que a escola não é minha e o povo que decida quem nos há-de desgovernar!”
Março 31, 2009 at 8:48 pm
CONTRA AS ESCOLAS MARCHAR, MARCHAR
(OU COMO SE DESTRÓI UM PROJECTO DE SUCESSO)
A demissão imposta pelo Ministério da Educação ao Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, em Caldas da Rainha, tem um enorme significado: para este Ministério da Educação o que menos importa é a qualidade das escolas e o bom ambiente de trabalho indispensável ao sucesso das aprendizagens. O Agrupamento de Santo Onofre colocou o interesse dos alunos acima da “guerra da avaliação de desempenho” e, por isso mesmo, rejeitou integralmente o modelo do ME, um modelo que substitui a cooperação pela concorrência e o trabalho colectivo pelo individualismo.
Numa visão muito “especial” de autonomia, o Ministério da Educação quer impor às escolas deste agrupamento um modelo de gestão e um modelo de avaliação que a escola de facto rejeita. Que a escola /agrupamento funcione bem, que os alunos tenham sucesso real (e não apenas estatístico…) que os professores se sintam unidos na construção de um projecto inovador e criativo, que a ligação com a comunidade seja exemplar, nada disso interessa aos que têm a arrogância do poder como único argumento. Como também não lhes interessa os vários prémios que o agrupamento tem recebido do jornal “O Público” na promoção dos jornais escolares, como não lhes interessa o terem sido pioneiros na informatização da escola e no cartão electrónico, como não lhes interessa o trabalho desenvolvido que a fez passar de TEIP a escola onde todos queriam matricular os filhos, como não lhes interessa os resultados escolares dos alunos, como não lhes interessa todos os projectos que ao longo dos anos tem desenvolvido com sucesso.
Ao que se sabe, o Ministério da Educação, do alto do seu despotismo nada iluminado, terá já nomeado três docentes para substituir – com que legalidade? – o Conselho Executivo legitimamente eleito. Um vindo de Peniche, outra de uma biblioteca e um outro não se sabe ainda donde … Paraquedistas impostos contra toda a comunidade escolar, poderão cumprir o seu papel de comissários políticos, mas não conseguirão, certamente, manter e desenvolver um projecto que exige paixão e uma liderança democraticamente aceite. Nestas coisas, o abuso de poder pura e simplesmente não funciona ou é mesmo contraproducente…
Esta brutal intervenção do Ministério da Educação (repete-se: em tudo contrária aos interesses dos alunos e aos de toda a comunidade) pretenderá talvez ser um “aviso à navegação”. “Quem se mete com o PS…leva!”. Lembram-se? Maria de Lurdes Rodrigues & Cia. passam agora à prática as diatribes verbais de Jorge Coelho: “Quem se mete com o ME… leva!”. Esta trupezeca pouco instruída ignora possivelmente que a história nunca deixa de derrubar, mais cedo ou mais tarde, os tiranetes e tiranetezitos de tigela ou de meia tigela e que o respeito pelo trabalho de gente honesta e competente é realmente aquilo que perdura. Sobretudo quando a honestidade e a competência têm de se impor contra a arrogância incompetente e ignorante de quem, por acaso e transitoriamente, ocupa os cadeirões do poder.
A direcção do SPGL exorta os professores e educadores do Agrupamento de Santo Onofre a que não desistam. O projecto de verdadeira autonomia que têm vindo a erguer não pode ser destruído. As trevas não duram sempre.
A Direcção Regional do Oeste do SPGL
Março 31, 2009 at 8:52 pm
#3,
Já divulguei esse comunicado.
Mas sempre enche a caixa de comentários.
Acresce que o comentário é, de acordo com uma fonte da Escola, ligeiramente precipitado.
A demissão ainda não aconteceu, pelo menos formalmente.
Março 31, 2009 at 9:21 pm
Ops… não queria dizer Maio, queria dizer Março…
Março 31, 2009 at 9:29 pm
À medida que fui lendo o que se está a passar nas Caldas, lembrei-me de Gedeão. Obrigada, colegas, por me fazerem acreditar
Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos à boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule, flutuando
no pranto do desencanto,
se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.
António Gedeão
Março 31, 2009 at 9:34 pm
Mas por que raio não se demitem todos os PCE’s?
Um dia ouvi o meu PCE dizer que era porque no dia seguinte todas as escolas tinham lá os “boys and girls for the jobs”!
Caraças! Deixá-lo! Assim os portugueses viam a realidade!
Lapas? Não, obrigado!
Março 31, 2009 at 9:57 pm
Paulo
Há precipitações que podem salvar…
A intenção não nos surpreende, mas deve colocar-nos em estado de alerta. fjsantos já tinha “avisado” aqui http://fjsantos.wordpress.com/2009/03/29/directores-a-forca/
Março 31, 2009 at 10:13 pm
#8
E há casos mais a Norte…
Nos próximos dias acho que mais destas coisas se saberão…
Março 31, 2009 at 10:29 pm
Isto ainda vai acabar mal….
Até o Teixeira dos Santos já vai alertando para a situação, assim como que a prevenir.
Ó ME!
Não vão por aí!
Não sei porquê, mas é um pressentimento…
Março 31, 2009 at 10:30 pm
Na minha escola nem sequer abriram o processo eleitoral para o CG, todos estamos convictos que o CG transitório se vai transformar em definitivo porque é os”representantes” do corpo docente saíram de uma lista de seguidistas escolhidos pelo CE e já estão a tratar da eleição do director, claro, tudo no pressuposto de que o único candidato será o actual PCE. E se surgir um candidato importado directamente da Tailândia? (leia-se boy) Com um projecto com um embrulho muito bonito e um grande laçarote, será que vão no engodo como garantia de continuidade de lugar no CG???
Tanta idiotice e falta de coluna vertebral. Até dá náuseas. E estamos a Norte!!!
Março 31, 2009 at 10:34 pm
Náusea… mais náusea… este país cada vez me provoca mais náuseas… mais do mesmo… mais do mesmo… mais… mais junto do abismo… mais junto… mais… mais do mesmo… sempre mais dos mesmos… é demais!
Março 31, 2009 at 11:47 pm
#12, Concordo!
Mais do mesmo… e até quando vamos aturar isto?
A este ritmo e sem oposição muito mais do mesmo virá até Às eleições!
Os Portugueses estão amorfos? Resignados? Não entendo!
Abril 1, 2009 at 1:06 pm
Na minha escola aguardamos novidades, mas também não temos CGT.
Abril 1, 2009 at 1:47 pm
Doutor Guinote e outros:
A verificar-se a situação proponho, desde já, uma deslocação a Santo Onofre para assistirmos à Cerimónia…
Eu levarei as comendas e o Estandarte da Ordem…
Irei no meu jeep topo de gama pelo que poderei levar nos meus bancos de pele e em ar condicionado com o filtro dos pólens ligado, mais 6 Titulares ou 9 outros.
Abril 2, 2009 at 7:15 pm
O Super Mouse que nasceu nas Caldas
Para pensar sem dramatismos entorpecedores a anunciada demissão, pelo ME, do Conselho Executivo da EBI de S. Onofre, somos obrigados a começar por suspender o juízo, evitando tomar posição por uma ou outras das partes em conflito – professores ou ME.
O ME tem toda a autoridade de demitir um CE de uma escola, uma vez que existe um vínculo hierárquico, de tipo administrativo, que o permite quando o orgão subordinado desrespeita objectivamente o cumprimento de algum normativo daquele emanado. Contudo, neste caso, por uma questão de transparência democrática numa área social tão sensível como esta da educação, e para que a comunidade possa fazer o seu escrutíneo, seria politicamente acertado haver o cuidado de, por parte do ME, explicitar as razões de tal decisão.
Esta decisão, no momento em que é tomada, pelo que tem de abrupto, vem introduzir factores de instabilidade na comunidade escolar, que tem vindo a prosseguir uma dinâmica positiva, em vários domínios, como é do conhecimento geral. O ME deve ter ponderado suficientemente a sua decisão legítima, em termos dosa seus efeitos pedagógicos e sociais. Se não o fez, e só a história o julgará, só podem ter sido a força do pathos castigador em virtude de nesta escola, como foi divulgado, os vários orgãos, incluindo o CE, terem solicitado esclarecimentos ao ME sem os quais não se encontravam em condições para avançar com o processo de avaliação dos docentes.
A situação em que se encontram os professores que se disponibilizaram para o exercício de um cargo como uma CE deve ser muito embaraçante: sabem que são uma emanação de quem os elegeu e que o seu trabalho de direcção da vida de uma escola se tem de articular sempre com as exigências soliticitadas a partir comunidade, mas também sabem da sua dependência hierárquica em relação ao ME, que deve ser sobretudo uma estrutura de orientação e apoio e não de constrangimento e coacção.
O ME deste actual Executivo, no seu impulso reformista, alcançou alguns êxitos em algumas reformas. Mas resvalou, por precipitação, para outras, convencido talvez da sua necessidade e consistência, não conseguindo persuadir e mobilizar para as mesmas os principais interessados. Esta é uma opinião partilhada em muitos quadrantes da nossa sociedade, excepto pelo ME e pelo Governo no seu conjunto.
Os índices de popularidade da actual Minista da Educação, sobretudo na área da Educação, poderiam e deveriam levá-la a uma questionação sobre o modo como tem vindo a exercer o seu cargo.
Na situação de crispação entre professores e ME, que detém a autoridade, este caso só pode ser interpretado pela maioria dos docentes, sobretudo os desta escola, como uma decisão perversa, ainda que o ME venha a apresentar as suas razões abonatórias.
Os professores – e os cidadãos que saibam ler outros sinais emergentes – podem começar a pensar que, com a nova figura do Director, nomeado pela tutela, segundo o novo modelo de gestão, passam a ser uma entidade monolítica da expressão da Vontade Geral do ME, obrigados a falar apenas a “Novilíngua” oficial e ficando despojados dos seus direitos de participação na vida da escola, específicos de uma democracia deliberativa.
Quando se aproxima mais um calendário eleitoral, esta decisão vem acentuar ainda mais o fosso que existe entre os professores e o ME. Cobrirá dividendos eleitorais ao PS? Nos professores, seguramente não.
Da análise, retiro uma conclusão panfletária.
Os professores vão saber assumir a potência adquirida no decurso da sua formação cultural e política.
Os professores são, aqui e agora, um avatar do Super Mouse. Como este, que do seu planeta feito de queijo, vivem em vigilância permanente e, com uma grande luneta, não vão deixar de ir ao encontro dos irmãos e libertá-los das garras do felinos.
Com as armas sagazes e desmesuradas da sua arte, farão já esforçadamente a grande paródia ao Levitã, que os quer amordaçar, ele que se esquece dos seus pés de barro.