Não questiono a validade de conseguir que estes alunos passem frequentar a Escola. Não conheço a situação específica, é melhor reservar juízos de valor. Mas posso questionar esta linha de argumentação de Margarida Moreira, paredes-meias com um argumento que até poderia ser multicultural do tipo «porque não montamos uma tenha com umas carroças no pátio da escola?»

Aulas em contentor são “discriminação positiva”

Na Escola Básica de Lagoa Negra, em Barqueiros, no concelho de Barcelos (Braga), 17 crianças ciganas têm aulas num contentor, separadas dos restantes alunos, situação que a Junta de Freguesia local classifica como um caso de discriminação racial, mas que a Directora Regional de Educação do Norte considera tratar-se de um caso de “discriminação positiva”.

Entrevistada pela RTP-N, Margarida Moreira defende que o projecto em causa representa mesmo um exemplo de integração social. “Estamos perante uma excelente escola que está a trabalhar de uma forma muito dinâmica, que foi buscar estes meninos ao abandono”, argumenta, acrescentando que a criação desta turma é “a resposta à especificidade deste grupo de jovens”.

Margarida Moreira diz também não entender as críticas da Junta de Freguesia de Barqueiros e assinala que a autarquia terá até apoiado o projecto desenvolvido pela escola.

“A Direcção Regional de Educação do Norte autorizou este projecto em Julho ou Agosto do ano passado por ser de discriminação positiva, um projecto que juntou várias forças vivas e instituições locais, nomeadamente a própria Junta de Freguesia e a Câmara Municipal de Barcelos, entre outras”, refere a responsável.