PCP disponível para pedir ao TC que fiscalize a constitucionalidade do modelo de avaliação

O PCP indicou hoje que está disponível para subscrever o pedido feito ontem pela Fenprof no sentido de ser pedido ao Tribunal Constitucional (TC) a fiscalização sucessiva abstracta da constitucionalidade do modelo de avaliação dos professores.

O Partido Comunista Português indicou hoje em comunicado que irá tentar arranjar um grupo de 23 deputados para levar o pedido da Fenprof ao TC. Como o PCP apenas conta com 11 deputados, serão necessários mais 12 de outras bancadas para que o pedido chegue à justiça.

Em declarações ao PÚBLICO, o deputado comunista João Oliveira indicou que o PCP irá agora alargar a subscrição do pedido a todas as bancadas parlamentares, à semelhança do que aconteceu com o recente pedido de fiscalização abstracta da constitucionalidade do Código do Trabalho.

“Julgamos que a recolha destas assinaturas será uma forma de obrigar um ministério que desrespeita sistematicamente a Constituição a respeitá-la. Há limites que não podem ser ultrapassados, e este ministério tem-no feito”, acusou o deputado.

Arranjar os 23 deputados não deve ser problema, porque o Bloco e o PSD já se mostraram disponíveis para esta iniciativa.

Entretanto, e graças à iniciativa da Reb, amanhã ela, a Maria Lisboa, o Teodoro, o Ilídio Trindade do MUP, o Ricardo Silva da APEDE e eu seremos recebidos pelo Grupo Parlamentar do PCP pelas 12.30.

Só para dar uma forcinha a estas coisas, embora saibamos que já está tudo a rolar.

E para que vejam, que disputas e opiniões à parte, estamos todos a remar para o mesmo lado. Podem existir divergências quanto às tácticas e à estratégia, mas só os mais cristalinos ficam a remoer sozinhos.