The Killers, Losing Touch
Fevereiro 21, 2009
The Killers, Losing Touch
Fevereiro 21, 2009
Produção, sempre antecipada, do Maurício Brito, com muitos umbiguistas a espreitar na sopa de letras.
Fevereiro 21, 2009
Alguns artigos interessantes, outros nem tanto, tudo numa perspectiva muito de Educação como meio de produção de Capital Humano
De qualquer maneira, nem que fosse pelo título da conferência inaugural do neurologista Alexandre Castro Caldas, já se justifica a aquisição:
Sucesso Só Vem Antes de Trabalho No Dicionário
Pois é, mas cá antes de tudo ainda aparecem o decreto e o despacho, não falando na portaria.
Fevereiro 21, 2009
A CUNHA
Ser DEPUTADO na Assembleia da República pode ser O SONHO de muitos.. Para mim foi apenas e só um vulgaríssimo sonho que se pode contar assim: Andava à procura da melhor forma de ser DEPUTADO. A primeira pessoa que encontrei , na minha procura, disse-me, sem rodeios: ” Olhe que para ser Deputado, não vale muito a pena ter diplomas ou licenciaturas, nem mesmo doutoramentos em coisa nenhuma. Nem sequer com médias altas. Que isso de diplomas eram coisas valiosas, sim, mas no passado.” – E se tirasse um curso só para deputado ?- perguntei. E a resposta saiu categórica: “Que não, que não havia nenhum curso desses.” Fechei-me em copas, olhei para os meus botões e perguntei: – Que hei-de fazer então? ( Nenhuma resposta).
Mas não desisti. Continuei à procura, pois ser Deputado, se bem que não dê lá muito DINHEIRO LÌQUIDO, ao fim do mês, sempre pode dar bastante DINHEIRO ILÍQUIDO de vez em quando. Encontrei, então, alguém que, com aquele ar de quem já de lá vem, me disse: ” Se você pertencesse a algum partido, poderia ter alguma chance. Mas – indaguei – como posso pertencer a um partido, se (ideologicamente) os partidos já nem existem? E logo me retorquiram: – Está red… ( iam-me dizer “redondamente”) mas arrepiaram caminho e continuaram: ” Está enganado, olhe que ainda há quem fale no Partido Socialista, no P.S.D., no C.D.S.P.P. e mesmo no Partido Comunista…”. Ai sim?! – Disse eu; então vou tentar.
Fui à procura do P.S. “Vá ao Largo do Rato” – disse uma voz. E eu fui. Mas, mal entrei, deparei com um homem forte, a passear no corredor, com um livro na mão. Tinha ar de poeta. E, numa voz grave e colocada, entoou: Você procura o P.S.? Já não é aqui. O P.S. que eu conheci acabou.”. Mas – retorqui timidamente – a mim disseram-me que… “Já lhe disse e repito – que a mim ninguém me cala! – o P.S mudou, já não é aqui.” E eu, fiquei tão perturbado, tão cheio de medo, que desisti, logo ali, de procurar o P.S.
Depois, fui à procura de quem manda no P.S.D.: Uns diziam-me que estava no Porto, e era homem; outros que vivia em Lisboa, e era mulher; outros ainda que o podia encontrar na Madeira… A verdade é que fiquei tão desorientado que não consegui procurar mais.
Seguiu-se o C.D.S.P.P.: desloquei-me a Lisboa de propósito. Perguntei onde era a sede. Indicaram-me o sítio, e eu subi umas ruas esquisitas e lá fui bater à(s) PORTA(S). Mas esta, não havia maneira de abrir. Passou um transeunte, um pouco mal vestido, e logo me avisou: “Não vale a pena” , isso é muito pequenino. Entram lá muito poucos. E quando entram saem depressa…Além do mais, você já tem idade demais p’ra entrar.
Já quase a desistir, por descargo de consciência, procurei o P.C.P. Disseram-me que era um partido muito antigo e muito amigo de “pobres ” e “pedintes”. Podia estar ali a minha salvação. Lá fui; bati à porta; abriram, escutaram o que eu tinha a dizer, e a resposta veio, fulminante. “Que não, que não tinham lugar p’ra gente licenciada em universidades católicas. E, ainda por cima, de fato e gravata!”
E pronto, curvado pelo infortúnio, sem réstia de esperança, lá voltei p’ra minha casa. Fiquei ao menos de consciência tranquila. Ninguém vai poder dizer que sou DEPUTADO à custa de uma CUNHA qualquer. E, já agora, dormir por dormir, sempre durmo melhor na minha cama do que no hemiciclo de S. Bento…
CUNHA RIBEIRO
Fevereiro 21, 2009
Fevereiro 21, 2009
Confesso que há assuntos e temas que cansam um pouco quando regressam à discussão pública sempre com base no mesmo tipo de argumnetário mistificador, duvindando eu que isso se passe de forma inocente.
Um desses temas passa pelas melhores formas de combater o insucesso escolar ou, de forma mais enviesada, de querer fazer que crer que acabar com os chumbos ou retenções é a fórmula mágica para acabar com males como «estigmas», «traumas», «não recuperação das aprendizagens» e outros lugares-comuns do mesmo calibre, a que agora se soma a confissão compungida de que tudo isso sai caro ao Orçamento do ME.
Hoje acontece isso numa peça do Sol, em que chamados a defender o sucesso por decreto, Alexandre Ventura, o novo especialista instantâneo ao serviço da justificação dos desejos do ME e Carlos Pinto Ferreira do GAVE voltam a esgrimir os velhos chavões de sempre, agora acrescidos de uma que me tinha escapado, ou seja, de que o insucesso leva à criação de «turmas heterogéneas do ponto de vista etário», o que pode dificultar a gestão da sala de aula pelos professores. Aparentemente não lhes ocorreu que uma sala de aula com alunos da mesma faixa etária mas níveis e ritmos de aprendizagem completamente díspares é um problema muito maior.
Mas adiante. Eles são especialistas. Eles estudam. Se dessem aulas mesmo perceberiam essas coisa de forma diferente. Mas os professorzecos é que não entendem a parte conceptual da coisa.
Pois claro.
Mas o argumento que me irrita mesmo mais é aquele de apontar alguns (sublinhe-se o alguns) casos de países com maior sucesso nos exames PISA que não têm prevêm, se não excepcionalmente, as retenções.
Mesmo quando os factos desmentem isso como se percebe pela comparação entre o desempenho dos alunos franceses (onde a retenção é possível em qualquer ano) e os noruegueses (onde isso não é possível), no mapa comparativo incluído na peça em causa.
E estabelecem uma relação pavloviana linear entre «não-retenção»=«sucesso nos exames»=«melhores aprendizagens».
O que estas mentes brilhantes parecem esquecer é a cronologia dos factos. A não-retenção não precedeu os bons resultados, foi uma sua consequência.
Aliás, gostaria mesmo que um destes especialistas demonstrasse publicamente que a eliminação das retenções na escolaridade obrigatória aconteceu antes desses países terem uma alfabetização a 100%, uma literacia funcional elevada e bons resultados em exames.
O interessante é se descobrirmos que aconteceu depois disso. O que significa que, após estar o sistema a uma boa velocidade de cruzeiro, é realmente possível tomar essas medidas, porque o sucesso é sustentado.
Não estabelecido por decreto com base em falácias.
Fevereiro 21, 2009
Para quem ensaiou uma tentativa de desacreditar esta via de ataque ao modelo de avaliação por ser incerto, moroso e não sei o quê mais, a reconversão foi feita a uma velocidade supersónica.
Fenprof reforça luta na Justiça
Depois do Carnaval, a Fenprof vai abrir nos tribunais “centenas de processos”. Dia 26, entregará em Lisboa, a primeira de três providências cautelares, sendo as outras apresentadas em Coimbra e Beja, e no Porto interposta uma acção administrativa especial.
O objectivo das iniciativas é o mesmo – suspender a avaliação através dos tribunais – e o fundamento para a sua entrega também. A Fenprof avança com a acção, explicou, ontem, à saída do ME Mário Nogueira, contra “as orientações da Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação”, de incubir os presidentes de conselhos executivos de fixarem os objectivos individuais (OI) o que, de acordo com o líder da Fenprof, gerou disparidades nas escolas. A Federação também vai iniciar “inúmeros” processos individuais de professores que receberam notificações “ilegais” por não entregar os OI.
Será caso da típica sobre-manifestação de fé da cristandade nova?
Eu continuo a achar que não há vergonha nenhuma em (re)pegar à custa de um bom empurrão.
Mesmo quando se faz os (im)possíveis por demonstrar que não, que tudo sempre foi assim, como acontece com a peça de da págimna 2 da edição de hoje do Expresso, que estranhamente não surge assinada.
Fevereiro 21, 2009
Fevereiro 21, 2009
«Magalhães»: MP volta atrás e aprova imagens
O presidente da CM Torres Vedras requereu uma autorização para a colocação de um novo autocolante igual ao anterior. Procuradora-adjunta aprovou o pedido.
Fevereiro 21, 2009
Não é que se resolvesse com aquelas sacramentais experiências-piloto típicas das novidades dos anos 90, em que a coisa era posta em prática em 10 escolas e depois generalizada aos milhares restantes, mas haveria por certo maneiras de fazer isto melhor.
Equipa da avaliação admite que faltou fase experimental
CCAP diz que actual situação é incerta
Conselho científico vai apresentar em Maio um relatório sobre o processo
O presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP), Alexandre Ventura, admitiu ontem ao DN que o processo actualmente em curso nas escolas teria decorrido com menos sobressaltos se tivesse sido precedido de uma fase experimental, num pequeno grupo de estabelecimentos.
Alexandre Ventura, que preside a este órgão consultivo do Ministério da Educação desde Setembro, não quis comentar a possibilidade de o Governo se ter precipitado, ao avançar de forma generalizada para o actual modelo sem o pôr à prova. Mas acabou por ser claro em relação aos benefícios que teriam resultado de uma solução mais ponderada na aplicação da avaliação. “Os princípios da investigação e os princípios relativos a alterações com alguma dimensão apontam para que a abordagem ideal seja a experimentação”, assumiu. “Dessa forma, é possível reflectir e ver como o modelo se adapta, se precisa de correcções e melhorias”.
Realidades muito variadas
Actualmente, admitiu, a percepção do CCAP sobre a forma como está a ser implementada a avaliação é que “a diversidade impera” nas escolas: “Ninguém consegue ter uma ideia clara sobre o que se passa. Há escolas que definiram dezenas de instrumentos de avaliação e outras que escolheram três ou quatro. Há escolas onde todos os professores entregaram os objectivos individuais e outras onde ninguém o fez…”
Segundo revelou, a CCAP está actualmente a trabalhar com um grupo de 30 unidades de ensino (escolas isoladas ou agrupadas) tendo em vista o diagnóstico do processo. “As escolas são todas voluntárias, mas não foram escolhidas por serem a favor ou contra avaliação”, garantiu. “Um dos factores de selecção foi o sentido crítico, numa perspectiva construtiva”. Em breve será ainda atribuída por concurso, a uma “entidade externa”, a selecção de “um grupo muito mais alargado” de escolas. As conclusões serão divulgadas em Maio.
Sobre as recentes medidas de simplificaçãodo processo, aprovadas em Janeiro, o líder do CCAP disse que esta estrutura “foi ouvida” pelo Ministério. Tal “não” aconteceu em relação à questão dos objectivos individuais dos professores. Mas, sem querer “comentar as questões jurídicas” que têm vindo a ser suscitadas, Alexandre Ventura defendeu “não fazer sentido” uma avaliação que não seja precedida por esta entrega.
Em especial sobre estes últimos parágrafos gostaria só de colocar duas questões:
Fevereiro 21, 2009
A mim pessoalmente agrada-me este ímpeto. para além de poupar imenso trabalho a quem faz isto em regime de voluntariado, como o soviete umbiguista.
Professores prometem entupir ministério com processos
Sindicatos vão entregar providências cautelares para travar procedimentos
Centenas de acções deverão avançar a partir da próxima semana, individuais e sindicais
Entre acções individuais de professores e iniciativas directas dos sindicatos deverão chegar às centenas os processos relativos à avaliação de desempenho que, a partir da próxima semana, vão dar entrada nos tribunais. Depois das greves e das manifestações, a guerra contra o actual modelo vira-se definitivamente para a frente jurídica.
Em declarações aos jornalistas, à saída de uma reunião negocial no Ministério da Educação, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, deu ontem conta de uma verdadeira avalancha de acções visando a tutela. Além de três providências cautelares, entregues em Lisboa, Beja e Coimbra a partir de quinta-feira, esta estrutura vai avançar com uma acção administrativa especial no Porto. “Tudo isto na próxima semana”, disse o sindicalista, assumindo: “Se o Ministério, no plano político e administrativo, não suspende a avaliação de desempenho, nós através do tribunal levaremos a essa suspensão.”
A estas iniciativas vai juntar-se uma acção judicial contra a Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE), que a Fenprof acusa de ter induzido os conselhos executivos em “ilegalidades”, ao recomendar-lhes que informassem os professores que poderiam ficar sem avaliação se não entregassem os objectivos individuais. Nogueira revelou também que será pedido ao Ministério Público que declare a ilegalidade do decreto-regulamentar sobre a avaliação (Simplex) aprovado este ano, e que será também solicitado à Provedoria de Justiça, à Procuradoria-Geral da República e à Assembleia da República que peçam a fiscalização sucessiva desse documento.
Fevereiro 20, 2009
Enviado pelo caríssimo CR:
Pedi ao meu filho de treze anos que fizesse uma redacção sobre a ESCOLA e ele, não se fez rogado e escreveu isto:
A ESCOLA
” A Escola é um sítio onde há muitos professores e alunos. Os professores não se riem muito. Vêm quase sempre tristes e saem ainda mais tristes. Ouvi dizer que é por causa da Ministra da Educação que, por acaso, também nunca se ri. Até parece que anda sempre zangada. Deve ser por causa dos professores. Todos os professores que eu conheço a detestam. Conheço uma professora, que é mãe de um amigo meu, que até já atirou com uma almofada à televisão, quando a Ministra estava a falar. Eu acho que os professores têm razão. Nós damos-lhes tanto trabalho! Chateamo-los tanto, com as nossas birras e faltas de respeito, que eles têm que se chatear. Se o meu pai fosse professor, da maneira que ele é… (não admite nenhuma espécie de falta de respeito), acho que muitos colegas meus não faziam as porcarias que fazem com a maioria dos professores. Acho que levavam umas bofetadas como eu já levei dele. Mas agora porto-me bem. E mesmo na escola não concordo com os meus colegas que até chegam a gozar com os professores! E, para concluir, eu acho que se a Ministra saísse as escolas ficavam mais aliviadas . Os professores andavam mais contentes e as nossas aulas iam ser mais alegres e descontraídas e nós aprendíamos muito mais.
FIM
Fevereiro 20, 2009
Fevereiro 20, 2009
Docentes amordaçados e acorrentados em desfile de Carnaval
Paredes de Coura: professores protestaram desta forma por terem sido obrigados a participar na actividade.
Fevereiro 20, 2009
Fevereiro 20, 2009
De: João Trocado Mata (GEPE) [joao.mata@gepe.min-edu.pt]
Enviado: quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009 18:30
Para: xxxxxxxxxx@xxxxx.xxx.xx
Caro Presidente do Conselho Executivo
O programa escolinha regista 320 mil inscrições, o que significa que 3 em cada 4 alunos das escolas públicas foram já inscritos na plataforma informática do Ministério da Educação (www.escolinha.gov.pt).
Foram entregues nas escolas aproximadamente 150 mil computadores.
A entrega faseada dos computadores Magalhães deve-se aos seguintes factores:
No que respeita aos problemas detectados no preenchimento dos formulários, os serviços centrais e regionais do Ministério da Educação, em articulação com as escolas, têm vindo a proceder à correcção dos dados. Chama-se, no entanto, a atenção para a importância do preenchimento correcto do número de telefone. Preferencialmente, deverá ser indicado um número de telemóvel, uma vez que é utilizado o sistema de SMS para envio dos dados de pagamento (referência multibanco). Os encarregados de educação que indicaram apenas o número de telefone da rede fixa, podem alterar este dado, através do seguinte endereço: http://www.youtsu.pt
De igual modo, chama-se a atenção para a importância do correcto preenchimento dos seguintes campos informativos:
Deve ainda ser realçada a importância da participação dos professores, em articulação com os serviços administrativos da escola, no programa escolinha. De facto, apenas a escola está em condições de garantir igualdade de oportunidades no acesso ao computador Magalhães. Só o envolvimento das escolas garante o acesso de todas as famílias ao programa, em particular das famílias que não dispõem de acesso à Internet.
Solicito, por fim, que divulguem esta informação junto dos coordenadores de estabelecimento e dos coordenadores TIC.
Com os melhores cumprimentos,
João Trocado da Mata
Coordenador do Plano Tecnológico da Educação
Fevereiro 20, 2009
Fevereiro 20, 2009
Fevereiro 19, 2009
Prefab Sprout, Carnival 2000
Sei que não é consensual, mas para mim o Paddy Mac Aloon é grande…
(confirmar aqui, aqui e aqui, entre muitas outras discretas maravilhas-pop…)
Fevereiro 19, 2009
Qualquer semelhança com personalidade reais é mera coincidência, ó meu Deus que nós não queremos nenhum processo por atentado ao poder e sevícias emocionais em cima.
(c) Antero Valério