Mais um artigo de qualidade da professora Maria do Rosário Gama. É sempre muito bom ver colegas que não se cansam de repetir a verdade, mesmo que se tenha de repetir milhares de vezes. Talvez um dia seja quebrada a surdez deste Ministério e a razão seja reposta.
José Sócrates, o “Chico-Esperto” nas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, é uma triste e trágica anedota. Transformou a avaliação docente numa anedota tão grande como a sua ruinosa governação. E está a transformar Portugal na maior das anedotas.
Ainda há alguns milhões de palhaços tristes a fomentar o anedotário nacional…
As situações caricatas que a Rosário Gama prevê, qdo os agora PCE passarem à condição de avaliados ou de avaliadores já sem estarem no exercício de funções ( a partir de Maio) é mais uma preversão deste sistema , que redundará em tristes situações, graves para a boa harmonia entre colegas e potenciadoras de grandes conflitos.
A quem pode interessar isto??
Não são só os professores que estão debaixo de ataque. Como se pode ler aqui, o projecto deste governo é mais amplo: desprofissionalizar e proletarizar as classes letradas, valendo-se para tal dos dois mais feios vícios da mentalidade portuguesa, que são o anti-intelectualismo e a inveja.
A única «sociedade civil» que este governo reconhece e respeita é o patronato. O resto são «corporações», e quanto mais cedo forem queimadas em auto-de-fé, melhor.
O ME defende, desde o início, o oportunismo, a conflitualidade, a incoerência e o medo aos professores como forma de impor um modelo económico/social/cultural em Portugal propício ao mais grave atentado à própria Democracia.
Os tipos inscrevem-se, ideologicamente, na chamada linha da «globalização». Tudo “cientificamente” estudado, programado e implementado.
Faz algum sentido recomeçar a escola numa 5ª feira?
Não tem a ver com o post, eu sei.
Tem mais a ver com uma reafirmação do óbvio.
É que não faz sentido.
Quando nos sistemas educativos de países com a França e a Suiça se reintroduz uma recentralidade dos sistemas, após provar-se que a descentração regional/local teria gerado muito mais percas e confusão do que ganhos, os «iluminados» boys e girls do pêsse, intentam o mais grave golpe ao desenvolvimento de um país com um atraso estrutural cultural crónico de muitas décadas. A gestão dos boys!
Enquanto familiar de uma criança autista, é um insulto considerar Sócrates e os idiotas do ME de igual forma.
O autismo é uma doença, não é uma opção; os bandalhos do governo estão bem conscientes da sua acção e o que os norteia. A sua marca perdurará para o futuro e ficarão na História, na pequena história, no canto dos miseráveis.
Estou certo de que os meus filhos e, sobretudo, os dos que nasceram sem berço não lhes perdoarão o futuro que lhes estão a traçar.
Faz porque os pais não podem ter os filhos em cas…em França estão na neve e 2 semanas sem aulas…nós..nã ..somos muito superiores a essa modernices…escola não a tempo inteiro…mas sim o ano inteiro …e esperem mais 3 ou 4 anos e vão ver que a escola só não vai rter pausas ao fim de semana…férias de Natal, Páscoa e de Verão ..finito…
Tenho um familiar autista que numas áreas manifesta grandes dificuldades mas noutras áreas é excelente, apresentando capacidades muito acima da média.
Esta equipa não é autista, é autoritária e muitíssimo incompetentente.
Vai ser responsável pelo fracasso da educação em todas as áreas.
Os professores europeus têm 3 meses de férias por ano, em média.
Estar em relação permanente com crianças e jovens, trabalhar com elas, requer diversos tempos de descanso total, físico e psicológico. Pertencemos a uma profissão de alto risco e desgaste. Aliás, o professorado está no topo da lista.
Tive a possibilidade de trabalhar no ME em contextos que não o lectivo nas escolas. Não necessitava de períodos de férias, de descanso, para além das convencionais.
Não vejo ganhos em termos de mais ou melhores aprendizagens;os alunos também estão cansados, quer os cumpridores, quer os não tão cumpridores.
Tenho alunos que ultimanente já faltavam às aulas porque não aguentavam. Alguns já com atestados médicos indicando depressão. E são os bons alunos.
Começo de aulas a 2 dias do fim-de-semana?
(O problema onde deixar os filhos é outra questão.No entanto, muitos pais começam a organizar e repartir as férias de acordo com a organização escolar dos filhos.)
Melhor medida, para mim, seria se as aulas começassem mais cedo. Muito tempo de férias de Verão……
Mas ao longo do ano deviam ter, para além das interruções do Natal e Páscoa, uma semana ou duas de pausa.
Concordo com o Sísifo. Não posso compreender que se chame autista ao Sócrates. O autismo é um problema que não pode ser banalizado ao ponto de ser utilizado para definir quem é perfeitamente consciente de, e responsável por tudo quanto o rodeia.
A pausa de Verão é um exagero. Os mais pequenos, do 1.º ciclo, naqueles 3 meses perdem imensa coisa.
Não noto os meus alunos cansados.
O nosso calendário é dos mais curtos. Teoricamente tem 36 semanas, na prática tem bem menos.
É impossível as famílias organizarem-se de acordo com as pausas escolares, pai e mãe juntos têm 8 semanas de férias por ano, só no Verão precisariam de 12 semanas. Os colegas dos meus filhos passam as férias no ATL, nada de família. Os filhos dos ricos ficam com as empregadas. Os destas ficam provavelmente na rua. Mas não é função da escola a guarda dos miúdos, pode é ajudar na criação de programas ocupacionais para estes dias.
É que nem sequer perdemos apenas os 4 anos desta legislatura. Recuámos. Veja-se o ambiente que hoje se vive nas escolas! Nunca assistimos a tanta teimosia, a tanta burrice, camuflada de “determinação”.
O oportunismo e a incoerência são “valores” que defendem pois são os valores que os norteiam. Precisamos, efectivamente de uma grande operação mãos limpas.Em todas as áreas, incluindo a Educação. E queremos no ME gente que perceba de Educação, que conheça o terreno porque foi professor.
Para que servem as Associações de Pais e Encarregados de Educação das Escolas? Não é justamente para tratar de assuntos desses?
Têm as instalações das escolas ao seu(s) dispor.
No governo de Guterres (até) foram instituidas no SNE português pausas, em Outubro ou Novembro de cada ano lectivo, para ajustar os tempos de descanso/férias de alunos e professores portugueses aos de outros povos europeus.
Já tive acesso a vários documentos desses países que comprovam o que digo mas não os arquvei.
Testemunho de uma colega nossa:
“(…)Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas! Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria! Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
As escolas não são centros de recreio nem servem para “guardar” os alunos enquanto os pais estão a trabalhar.
Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas.
Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano,às 17.00.
Total de dias de férias por ano lectivo : cerca de 80 ( pode haver ligeiras diferenças de estado para estado)
Sei que por exemplo na Noruega um professor pode pedir autorização para lhe serem concedidas semanas (meses?) de não leccionação. É substituído nesse período.
Alguém que me esclareça por favor. Aí pelos vossos lado alguém está de férias?
É que aqui por casa estamos todos a trabalhar para a escola.
Os progenitores são ambos prof.s e ainda não fizeram mais nada desde sexta-feira: corrigir testes, preparar informações intercalares, organizar dossiers, etc.
O descendente prepara a matéria para os testes intermédios que se seguem.
Carnaval, afinal … só na TV.
Tenho pensado nisto tudo… não será esta também uma forma de escravatura?
Maria Gama continua a revelar-se pouco estudiosa da legislação. Numa tentativa desesperada para mostar que tem razaão, argumenta com a possibilidade da mudança de director dificultar a avaliação dos professores. Acontece que a Lei prevê essa alteração e é muito clara. Esta colega continua agarrada aos 100 mil e aos 150 mil na rua e não percebe que o simplex alterou profundamente esse cenário. Exprimentem outra convocatória e verão como o número encolhe. E, espantoso, continua a querer tempo para encontar uma avaliação que agrade a todos… como se isso fosse possível!?
leia melhor o texto e pelo menos corrija 150 mil para 120 mil…
onde leu desespero nas palavras de Rosário Gama? eu confesso que só li sensatez e alguma ironia.
o simplex não consegue alterar as declarações da própria ministra de educação, no parlamento, onde se manifestou disponível para negociar um novo modelo.
a pergunta de Rosário Gama, nesse contexto, é simples: porquê adiar a alteração daquilo que até a responsável máxima da pasta da educação já menosprezou? eu sei a resposta e o armandino também…
o futuro é que ainda não temos o dom de adivinhar.
“School working hours and holidays in the school year 2008-2009
There is regional variation in the working hours and holiday periods of Finnish schools.
Most Finnish comprehensive schools and upper secondary schools start the new school year on August 11 or 12, 2008. The autumn holiday will be during week 42 or 43 and last from a few days to one full week. Most schools have their Christmas holidays between December 22 and January 5 or 7, 2009. Winter holidays are graded regionally over weeks 8, 9, and 10, starting from the South of Finland. The school year will end on Saturday, May 30, 2009.”
Em dia de Carnaval, Rosário Gama desmascarou o “simplex”, pondo-o totalmente a ridículo.
Já todos percebemos que esta teimosia da camarilha socretina serve apenas para tentar mostrar à opinião pública que “o governo não cedeu” e que “pela primeira vez os professores são avaliados”.
É para o Pinócrates poder dizer isso na campanha eleitoral que se perderam estes dois anos.
Quando o Augusto SS, o Goebbels do Pinócrates, vem dizer que “a avaliação dos professores é uma questão estratégica” está tudo dito sobre quem nos (des)governa.
Qualidade do ensino e das aprendizagens? Isso dá votos? Não? Então, isso interessa-lhes para alguma coisa?
Em França os alunos têm aulas 6 semanas e param .Em Novembro :duas semanas.Em DEZEMBRO outras duas .No Carnaval param duas semanas,na Páscoa mais duas e não sei se em Maio param,mas acho que sim . De qualquer forma posso enviar para todos o calendário que uma amiga minha me enviou com as datas dos “congés “.Estudei lá e já nesse tempo era assim .Sem contar que não há aulas à quarta-feira .
Mas atenção os meus colegas franceses não estão na escola durante as férias .Estão mesmo fechadas.Todos ficam abismados quando me telefonam em Julho e eu digo-lhes que estou cheia de trabalho !Noutros países ,como na Alemanha é igual :ninguem na escola em Julho.
É verdade que começam no início de Setembro e acabam em finais de Junho mas tanto os alunos como os professores andam menos cansados !Os pais organizam-se ,por isso em Julho vemos muitas crianças nos vôos entre Paris e o sul de França,normalmente vâo passar esse mês com os avós.Tambem existem Os “CENTRES AÉRÉS ” vou lá muitas vezes e não ouço os pais queixarem-se dos professores,aliás quando estes fazem greves as pessoas apenas comentam que sim ,que devem defender a Escola Pública !
Armandito, vá dar banho ao cão! O Armando que se reveja nos seus 13 amigos que em tempos foram apoiar a ministra.
Eu faço parte dos muitos milhares que subscrevem as palavras da Profa Maria do Rosário e elogiam a sua coragem.
Um conselho Armando, vá rever os seus objectivos individuais ou se quer ser mais útil dê um pires de leite ao gato.
Quanto aos calendários escolares, há diferenças naturais entre os países de clima mediterrânico (com Verões quentes, secos e longos e Invernos suaves) e os do Norte, Centro e Oeste da Europa (onde os Verões são mais frescos e/ou mais curtos e os Invernos mais frios e longos).
É por isso que na Europa do Sul as férias de Verão são mais prolongadas e as únicas férias do Inverno são as do Natal (pausa do Carnaval à parte). No resto da Europa, as estivais são mais curtas e existem férias invernais. Mas o número de dias de férias é mais ou menos semelhante.
O que me pareceu errado foi o fim da pausa outonal por pressão dos pais. Com as aulas a iniciarem-se em meados de Setembro e a terminarem em 18 de Dezembro, o 1º período torna-se extremamente longo e cansativo.
Ó armandito, a inveja é uma coisa muito feia!
Convém não esquecer que “a minha liberdade acaba onde começa a do outro”.
Haja respeito!
O armandito gostaria de ter a mesma coragem, e de não ter “telhas de vidro” como a colega Rosário Gama, mas isto não é para quem quer…é para quem pode!!!
Três meses no 1º Período lectivo é de loucos. No mínimo deveria existir uma semana a dez dias de pausa em final de Outubro/início de Novembro. Férias. Para professores e alunos.
No 2º período, tal como já existiu, deveria existir uma semana de pausa. Férias.
Na Páscoa, duas semanas completas, como sempre existiu.
Ai, ai. Mais uma pastora que se juntou`ao “comando” dos perdidos. Saberá ela o que diz? A demagogia é incompatível com a problemática educativa. Leva ao deambular, repisar, molhar-se nas mesmas águas. A teimosia da vacuidade de ideias da Rosário Gama conduz mesmo ao caricato.
O tempo. Sempre a questão do tempo, depois o encarar das coisas com o respectivo prazo de validade, ou como se de uma telenovela se tratasse. Há uma série de atropelos e há muito mau ambiente nas escolas. Isto tem de ser invertido, leve o tempo que levar, seja ou não oportuno ou compatível com a agenda mediática! O clima depressivo, como bem diz Rosário Gama, tem que ter um fim, espera-se que seja feliz. Mas não podemos desmobilizar só porque já passou muito tempo e porque as coisas se agravam em vez de serem resolvidas. Demos tempo ao tempo e continuemos a agir no sentido da resolução e não da acomodação às fatalidades!
Fevereiro 24, 2009 at 5:19 pm
Mais um artigo de qualidade da professora Maria do Rosário Gama. É sempre muito bom ver colegas que não se cansam de repetir a verdade, mesmo que se tenha de repetir milhares de vezes. Talvez um dia seja quebrada a surdez deste Ministério e a razão seja reposta.
Fevereiro 24, 2009 at 5:22 pm
Gostei de ler este texto. O arrastamento do caricato, realmente.
Trocava o autismo por incapacidade para ouvir ou outra coisa do género. Coisas menores, claro.
Lembro-me de ter lido algures: “a repetição do óbvio é o dever das pessoas inteligentes” ou mais ou menos isto.
Abraço.
Fevereiro 24, 2009 at 5:28 pm
José Sócrates, o “Chico-Esperto” nas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, é uma triste e trágica anedota. Transformou a avaliação docente numa anedota tão grande como a sua ruinosa governação. E está a transformar Portugal na maior das anedotas.
Ainda há alguns milhões de palhaços tristes a fomentar o anedotário nacional…
Fevereiro 24, 2009 at 5:39 pm
As situações caricatas que a Rosário Gama prevê, qdo os agora PCE passarem à condição de avaliados ou de avaliadores já sem estarem no exercício de funções ( a partir de Maio) é mais uma preversão deste sistema , que redundará em tristes situações, graves para a boa harmonia entre colegas e potenciadoras de grandes conflitos.
A quem pode interessar isto??
Fevereiro 24, 2009 at 6:06 pm
# 4
Tu sabes, Reb! Aos nossos queriiiiiiiiiiiiiidos governantes, claro! A quem mais?
Fevereiro 24, 2009 at 6:08 pm
Descemos a um ponto tal que a reafirmação do óbvio é o primeiro dever dos homens inteligentes
George Orwell
Fevereiro 24, 2009 at 6:10 pm
Médicos no mesmo barco
Não são só os professores que estão debaixo de ataque. Como se pode ler aqui, o projecto deste governo é mais amplo: desprofissionalizar e proletarizar as classes letradas, valendo-se para tal dos dois mais feios vícios da mentalidade portuguesa, que são o anti-intelectualismo e a inveja.
A única «sociedade civil» que este governo reconhece e respeita é o patronato. O resto são «corporações», e quanto mais cedo forem queimadas em auto-de-fé, melhor.
http://www.legoergosum.blogspot.com/2009/02/no-mesmo-barco.html
Fevereiro 24, 2009 at 6:16 pm
#7,
se bem me lembro começaram por atacar os juízes, para mim ficou logo tudo dito!
Fevereiro 24, 2009 at 6:19 pm
#6
Isso Ana. Obrigado
Abraço.
Fevereiro 24, 2009 at 6:20 pm
O ME defende, desde o início, o oportunismo, a conflitualidade, a incoerência e o medo aos professores como forma de impor um modelo económico/social/cultural em Portugal propício ao mais grave atentado à própria Democracia.
Os tipos inscrevem-se, ideologicamente, na chamada linha da «globalização». Tudo “cientificamente” estudado, programado e implementado.
Fevereiro 24, 2009 at 6:24 pm
Faz algum sentido recomeçar a escola numa 5ª feira?
Não tem a ver com o post, eu sei.
Tem mais a ver com uma reafirmação do óbvio.
É que não faz sentido.
Fevereiro 24, 2009 at 6:34 pm
Quando nos sistemas educativos de países com a França e a Suiça se reintroduz uma recentralidade dos sistemas, após provar-se que a descentração regional/local teria gerado muito mais percas e confusão do que ganhos, os «iluminados» boys e girls do pêsse, intentam o mais grave golpe ao desenvolvimento de um país com um atraso estrutural cultural crónico de muitas décadas. A gestão dos boys!
Fevereiro 24, 2009 at 6:42 pm
#11
É que não faz sentido.
Na minha opinião faz.
Fevereiro 24, 2009 at 6:46 pm
Enquanto familiar de uma criança autista, é um insulto considerar Sócrates e os idiotas do ME de igual forma.
O autismo é uma doença, não é uma opção; os bandalhos do governo estão bem conscientes da sua acção e o que os norteia. A sua marca perdurará para o futuro e ficarão na História, na pequena história, no canto dos miseráveis.
Estou certo de que os meus filhos e, sobretudo, os dos que nasceram sem berço não lhes perdoarão o futuro que lhes estão a traçar.
Fevereiro 24, 2009 at 6:56 pm
Faz porque os pais não podem ter os filhos em cas…em França estão na neve e 2 semanas sem aulas…nós..nã ..somos muito superiores a essa modernices…escola não a tempo inteiro…mas sim o ano inteiro …e esperem mais 3 ou 4 anos e vão ver que a escola só não vai rter pausas ao fim de semana…férias de Natal, Páscoa e de Verão ..finito…
Fevereiro 24, 2009 at 6:59 pm
Tenho um familiar autista que numas áreas manifesta grandes dificuldades mas noutras áreas é excelente, apresentando capacidades muito acima da média.
Esta equipa não é autista, é autoritária e muitíssimo incompetentente.
Vai ser responsável pelo fracasso da educação em todas as áreas.
Fevereiro 24, 2009 at 7:10 pm
Os professores europeus têm 3 meses de férias por ano, em média.
Estar em relação permanente com crianças e jovens, trabalhar com elas, requer diversos tempos de descanso total, físico e psicológico. Pertencemos a uma profissão de alto risco e desgaste. Aliás, o professorado está no topo da lista.
Tive a possibilidade de trabalhar no ME em contextos que não o lectivo nas escolas. Não necessitava de períodos de férias, de descanso, para além das convencionais.
Fevereiro 24, 2009 at 7:25 pm
#13,
o DA,
Na minha opinião, não faz sentido.
Não vejo ganhos em termos de mais ou melhores aprendizagens;os alunos também estão cansados, quer os cumpridores, quer os não tão cumpridores.
Tenho alunos que ultimanente já faltavam às aulas porque não aguentavam. Alguns já com atestados médicos indicando depressão. E são os bons alunos.
Começo de aulas a 2 dias do fim-de-semana?
(O problema onde deixar os filhos é outra questão.No entanto, muitos pais começam a organizar e repartir as férias de acordo com a organização escolar dos filhos.)
Melhor medida, para mim, seria se as aulas começassem mais cedo. Muito tempo de férias de Verão……
Mas ao longo do ano deviam ter, para além das interruções do Natal e Páscoa, uma semana ou duas de pausa.
Fevereiro 24, 2009 at 7:30 pm
Concordo com o Sísifo. Não posso compreender que se chame autista ao Sócrates. O autismo é um problema que não pode ser banalizado ao ponto de ser utilizado para definir quem é perfeitamente consciente de, e responsável por tudo quanto o rodeia.
Fevereiro 24, 2009 at 7:33 pm
Já repararam quanto tempo têm os alunos de férias de Verão?
Aí é que não faz sentido. Final de Junho, Julho, Agosto e metade de Setembro?
Nunca se depararam com jovens já fartos de tanta féria de Verão?
Fevereiro 24, 2009 at 7:42 pm
“Os professores europeus têm 3 meses de férias por ano, em média.”
Era capaz de me indicar os países europeus onde isso acontece?
Fevereiro 24, 2009 at 7:53 pm
Fernanda 1,
A pausa de Verão é um exagero. Os mais pequenos, do 1.º ciclo, naqueles 3 meses perdem imensa coisa.
Não noto os meus alunos cansados.
O nosso calendário é dos mais curtos. Teoricamente tem 36 semanas, na prática tem bem menos.
É impossível as famílias organizarem-se de acordo com as pausas escolares, pai e mãe juntos têm 8 semanas de férias por ano, só no Verão precisariam de 12 semanas. Os colegas dos meus filhos passam as férias no ATL, nada de família. Os filhos dos ricos ficam com as empregadas. Os destas ficam provavelmente na rua. Mas não é função da escola a guarda dos miúdos, pode é ajudar na criação de programas ocupacionais para estes dias.
Fevereiro 24, 2009 at 7:55 pm
É que nem sequer perdemos apenas os 4 anos desta legislatura. Recuámos. Veja-se o ambiente que hoje se vive nas escolas! Nunca assistimos a tanta teimosia, a tanta burrice, camuflada de “determinação”.
O oportunismo e a incoerência são “valores” que defendem pois são os valores que os norteiam. Precisamos, efectivamente de uma grande operação mãos limpas.Em todas as áreas, incluindo a Educação. E queremos no ME gente que perceba de Educação, que conheça o terreno porque foi professor.
Fevereiro 24, 2009 at 7:55 pm
“Os colegas dos meus filhos passam as férias no ATL, nada de família.”
Referia-me às ferias escolares. Não ao mês de Agosto. Neste praticamente não há ATLs.
Fevereiro 24, 2009 at 8:00 pm
E que tal começarmos a ignorar o ministério. Deixarmos-nos de MEar. O ME, o ME, o ME…
Abaixo o ME. Extinga-se.
Fevereiro 24, 2009 at 8:02 pm
Então aogora são as férias’
Já se esqueceram da revisão do ECD?
EU, SINDICALISTA, NÃO…QUERO CONTINUAR A NEGOCIAR
Fevereiro 24, 2009 at 8:08 pm
E a proposta da FNE?
Não serve?
Fevereiro 24, 2009 at 8:13 pm
DA (22)
Para que servem as Associações de Pais e Encarregados de Educação das Escolas? Não é justamente para tratar de assuntos desses?
Têm as instalações das escolas ao seu(s) dispor.
Fevereiro 24, 2009 at 8:17 pm
#28
E é isso com algumas fazem.
Fevereiro 24, 2009 at 8:26 pm
# 21
No governo de Guterres (até) foram instituidas no SNE português pausas, em Outubro ou Novembro de cada ano lectivo, para ajustar os tempos de descanso/férias de alunos e professores portugueses aos de outros povos europeus.
Já tive acesso a vários documentos desses países que comprovam o que digo mas não os arquvei.
Testemunho de uma colega nossa:
“(…)Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas! Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria! Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
As escolas não são centros de recreio nem servem para “guardar” os alunos enquanto os pais estão a trabalhar.
Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas.
Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano,às 17.00.
Total de dias de férias por ano lectivo : cerca de 80 ( pode haver ligeiras diferenças de estado para estado)
http://www.movimentodemocracia.blogspot.com/2008/03/texto-enviado-por-teresa-soares.html
Sei que por exemplo na Noruega um professor pode pedir autorização para lhe serem concedidas semanas (meses?) de não leccionação. É substituído nesse período.
Fevereiro 24, 2009 at 8:52 pm
[...] Avaliação e Teimosia – Rosário Gama no Público Link do Umbigo [...]
Fevereiro 24, 2009 at 9:06 pm
Alguém que me esclareça por favor. Aí pelos vossos lado alguém está de férias?
É que aqui por casa estamos todos a trabalhar para a escola.
Os progenitores são ambos prof.s e ainda não fizeram mais nada desde sexta-feira: corrigir testes, preparar informações intercalares, organizar dossiers, etc.
O descendente prepara a matéria para os testes intermédios que se seguem.
Carnaval, afinal … só na TV.
Tenho pensado nisto tudo… não será esta também uma forma de escravatura?
Fevereiro 24, 2009 at 9:32 pm
Com. 21,
Alguns calendários *de férias*:
http://tinyurl.com/bh78sl
http://www.barnim-gym.de/?page=741
Fevereiro 24, 2009 at 9:39 pm
Mais alguns calendários *de férias*:
http://tinyurl.com/d3jrvv
http://tinyurl.com/cx9v8x
Fevereiro 24, 2009 at 9:55 pm
“É que nem sequer perdemos apenas os 4 anos desta legislatura. Recuámos.” (com. 23)
Já recuámos uns duzentos anos…
Nao sei mesmo se já não estaremos a reentrar na Idade Média…
Fevereiro 24, 2009 at 9:56 pm
Maria Gama continua a revelar-se pouco estudiosa da legislação. Numa tentativa desesperada para mostar que tem razaão, argumenta com a possibilidade da mudança de director dificultar a avaliação dos professores. Acontece que a Lei prevê essa alteração e é muito clara. Esta colega continua agarrada aos 100 mil e aos 150 mil na rua e não percebe que o simplex alterou profundamente esse cenário. Exprimentem outra convocatória e verão como o número encolhe. E, espantoso, continua a querer tempo para encontar uma avaliação que agrade a todos… como se isso fosse possível!?
Fevereiro 24, 2009 at 9:59 pm
Armando e se fosse fazer grelhas e não viesse chatear o pessoal?
Fevereiro 24, 2009 at 9:59 pm
“Tenho pensado nisto tudo… não será esta também uma forma de escravatura?”
(com.32)
É.
Fevereiro 24, 2009 at 10:05 pm
O Armando está mascarado de Maria das Campas arma(n)da em santinha.
É Carnaval, ninguém leva a mal.
Fevereiro 24, 2009 at 10:18 pm
#36
Armandino,
leia melhor o texto e pelo menos corrija 150 mil para 120 mil…
onde leu desespero nas palavras de Rosário Gama? eu confesso que só li sensatez e alguma ironia.
o simplex não consegue alterar as declarações da própria ministra de educação, no parlamento, onde se manifestou disponível para negociar um novo modelo.
a pergunta de Rosário Gama, nesse contexto, é simples: porquê adiar a alteração daquilo que até a responsável máxima da pasta da educação já menosprezou? eu sei a resposta e o armandino também…
o futuro é que ainda não temos o dom de adivinhar.
Fevereiro 24, 2009 at 10:26 pm
Com. 21,
O calendário *de férias* na Finlândia:
“School working hours and holidays in the school year 2008-2009
There is regional variation in the working hours and holiday periods of Finnish schools.
Most Finnish comprehensive schools and upper secondary schools start the new school year on August 11 or 12, 2008. The autumn holiday will be during week 42 or 43 and last from a few days to one full week. Most schools have their Christmas holidays between December 22 and January 5 or 7, 2009. Winter holidays are graded regionally over weeks 8, 9, and 10, starting from the South of Finland. The school year will end on Saturday, May 30, 2009.”
http://tinyurl.com/b5qph8
Os calendários são definidos pelas escolas, competindo ao estado apenas definir o número de dias de férias.
Fevereiro 24, 2009 at 10:37 pm
Em dia de Carnaval, Rosário Gama desmascarou o “simplex”, pondo-o totalmente a ridículo.
Já todos percebemos que esta teimosia da camarilha socretina serve apenas para tentar mostrar à opinião pública que “o governo não cedeu” e que “pela primeira vez os professores são avaliados”.
É para o Pinócrates poder dizer isso na campanha eleitoral que se perderam estes dois anos.
Quando o Augusto SS, o Goebbels do Pinócrates, vem dizer que “a avaliação dos professores é uma questão estratégica” está tudo dito sobre quem nos (des)governa.
Qualidade do ensino e das aprendizagens? Isso dá votos? Não? Então, isso interessa-lhes para alguma coisa?
Fevereiro 24, 2009 at 10:37 pm
Em França os alunos têm aulas 6 semanas e param .Em Novembro :duas semanas.Em DEZEMBRO outras duas .No Carnaval param duas semanas,na Páscoa mais duas e não sei se em Maio param,mas acho que sim . De qualquer forma posso enviar para todos o calendário que uma amiga minha me enviou com as datas dos “congés “.Estudei lá e já nesse tempo era assim .Sem contar que não há aulas à quarta-feira .
Mas atenção os meus colegas franceses não estão na escola durante as férias .Estão mesmo fechadas.Todos ficam abismados quando me telefonam em Julho e eu digo-lhes que estou cheia de trabalho !Noutros países ,como na Alemanha é igual :ninguem na escola em Julho.
É verdade que começam no início de Setembro e acabam em finais de Junho mas tanto os alunos como os professores andam menos cansados !Os pais organizam-se ,por isso em Julho vemos muitas crianças nos vôos entre Paris e o sul de França,normalmente vâo passar esse mês com os avós.Tambem existem Os “CENTRES AÉRÉS ” vou lá muitas vezes e não ouço os pais queixarem-se dos professores,aliás quando estes fazem greves as pessoas apenas comentam que sim ,que devem defender a Escola Pública !
Fevereiro 24, 2009 at 10:37 pm
Armandito, vá dar banho ao cão! O Armando que se reveja nos seus 13 amigos que em tempos foram apoiar a ministra.
Eu faço parte dos muitos milhares que subscrevem as palavras da Profa Maria do Rosário e elogiam a sua coragem.
Um conselho Armando, vá rever os seus objectivos individuais ou se quer ser mais útil dê um pires de leite ao gato.
Fevereiro 24, 2009 at 10:43 pm
Armandito já te tenho dito
que não é bonito
andares a enganar!
Fevereiro 24, 2009 at 10:45 pm
Quanto aos calendários escolares, há diferenças naturais entre os países de clima mediterrânico (com Verões quentes, secos e longos e Invernos suaves) e os do Norte, Centro e Oeste da Europa (onde os Verões são mais frescos e/ou mais curtos e os Invernos mais frios e longos).
É por isso que na Europa do Sul as férias de Verão são mais prolongadas e as únicas férias do Inverno são as do Natal (pausa do Carnaval à parte). No resto da Europa, as estivais são mais curtas e existem férias invernais. Mas o número de dias de férias é mais ou menos semelhante.
O que me pareceu errado foi o fim da pausa outonal por pressão dos pais. Com as aulas a iniciarem-se em meados de Setembro e a terminarem em 18 de Dezembro, o 1º período torna-se extremamente longo e cansativo.
Fevereiro 24, 2009 at 10:46 pm
O Silva vem mascarado de Armando. Ou será que a “adesiva” Armandina se travestiu?
Fevereiro 24, 2009 at 11:38 pm
Ó armandito, a inveja é uma coisa muito feia!
Convém não esquecer que “a minha liberdade acaba onde começa a do outro”.
Haja respeito!
O armandito gostaria de ter a mesma coragem, e de não ter “telhas de vidro” como a colega Rosário Gama, mas isto não é para quem quer…é para quem pode!!!
Fevereiro 25, 2009 at 1:07 am
Grande colega Rosário Gama! Continue assim.Fiel às suas origens alentejanas!Viana do Alentejo aqui tão perto,desta cidade-museu.
Fevereiro 25, 2009 at 1:18 am
Três meses no 1º Período lectivo é de loucos. No mínimo deveria existir uma semana a dez dias de pausa em final de Outubro/início de Novembro. Férias. Para professores e alunos.
No 2º período, tal como já existiu, deveria existir uma semana de pausa. Férias.
Na Páscoa, duas semanas completas, como sempre existiu.
Fevereiro 25, 2009 at 1:24 am
# 46
~
“Mas o número de dias de férias é mais ou menos semelhante.”
Já foi.
Agora não é.
Fevereiro 25, 2009 at 10:11 am
Ai, ai. Mais uma pastora que se juntou`ao “comando” dos perdidos. Saberá ela o que diz? A demagogia é incompatível com a problemática educativa. Leva ao deambular, repisar, molhar-se nas mesmas águas. A teimosia da vacuidade de ideias da Rosário Gama conduz mesmo ao caricato.
Fevereiro 26, 2009 at 1:52 pm
O tempo. Sempre a questão do tempo, depois o encarar das coisas com o respectivo prazo de validade, ou como se de uma telenovela se tratasse. Há uma série de atropelos e há muito mau ambiente nas escolas. Isto tem de ser invertido, leve o tempo que levar, seja ou não oportuno ou compatível com a agenda mediática! O clima depressivo, como bem diz Rosário Gama, tem que ter um fim, espera-se que seja feliz. Mas não podemos desmobilizar só porque já passou muito tempo e porque as coisas se agravam em vez de serem resolvidas. Demos tempo ao tempo e continuemos a agir no sentido da resolução e não da acomodação às fatalidades!