Pelas suas declarações e posições, Francisco Queirós parece vir a ser um dos bons exemplos mas não chega apostar na sorte ou acaso como quando afirma que:
Se é possível que o director de uma escola se transforme num pequeno ditador, é. Se vai haver politização, em muitos casos vai. Mas também vai haver exemplos bons e temos que acreditar que estes são os que vão fazer a diferença (…).
Pois, mas não podemos viver na esperança de casos excepcionais serem a «diferença». Na esperança de…
Não chega. E os riscos são demasiado elevados.

Fevereiro 23, 2009 at 5:10 pm
Como se costuma dizer, de boas intenções está o inferno cheio.
Fevereiro 23, 2009 at 5:12 pm
Pensei o mesmo qdo li este artigo.
Deve haver muito poucos como o Queirós. Talvez sejam só os de Coimbra e muito poucos se irão candidatar a directores.
O que vai sobrar são os tecnocratas do regime que obedecem e impoem acriticamente..
Fevereiro 23, 2009 at 5:15 pm
Permitam-me dar o exemplo da minha escola. Nela existe já um CGT que provém da já extinta Assembleia de Escola. Até 31 de Março deveria abrir-se o processo eleitoral para o Conselho Geral electivo do futuro Director. No entanto, sabendo-se que haveria uma lista concorrente, o poder instalado tudo faz para protelar o processo e dessa forma fazer com que seja o CGT, da sua cor, a eleger o Director. O engraçado disto tudo é que, ainda por cima, seriam da mesma cor política.
Viva a Democracia.
Fevereiro 23, 2009 at 5:18 pm
Onde está seriam leia-se são.
Fevereiro 23, 2009 at 5:26 pm
Apesar das boas intenções, a conclusão final diz tudo:
“No quadro legislativo actual o meu espaço de manobra é muito reduzido…”
Fevereiro 23, 2009 at 5:57 pm
Líricos! No mínimo! Como é que alguém pode acreditar que o director, cuja eleição se reveste de contornos pouco ou nada democráticos, poderá reger-se na sua prática diária de princípios democráticos? Basta analisar o que se passa actualmente em muitas das nossas escolas, para se concluir que a tirania, o despotismo nada esclarecido e o totalitarismo fazem a regra!
É triste, mas é assim!
Fevereiro 23, 2009 at 6:09 pm
Alba escreveu:
“Basta analisar o que se passa actualmente em muitas das nossas escolas, para se concluir que a tirania, o despotismo nada esclarecido e o totalitarismo fazem a regra!”
Tendo em conta que as actuais direcções são fruto da “gestão democrática das escolas” como explica este aparente paradoxo?
Fevereiro 23, 2009 at 6:18 pm
Paulo
Não gosto do novo modelo de gestão!
Fui Director executivo e pedagógico de uma escola profissional, o modelo em que funcionei parece-me mais responsável/autónomo.
Fevereiro 23, 2009 at 6:20 pm
Kafkazul
Primeiro, gostaria de o elucidar que o seu nick remete exactamente para o absurdo… E na minha humilde e modesta opinião, o paradoxo reside essencialmente no facto de muitos PCE se terem ‘servido’ de uma eleição democrática para praticarem não a gestão democrática, mas sim gestão totalitária do pensamento único, o qual não promove nem o debate de ideias nem sequer a gestão participada! Não estou a falar do vazio – esta situação vivo-a diariamente na escola onde me encontro a leccionar. Para terminar, esta situação é um dos muitos exemplos de paradoxo existentes na nossa sociedade! Veja-se o governo que temos: também foi eleito democraticamente e age como nós, infelizmente sabemos…
Fevereiro 23, 2009 at 6:22 pm
#7 kafkazul
O aparente paradoxo explica-se com a imposição do SIADAP aos executivos, e pelo facto de muitos rosas e sem serem rosas aspirarem ao cargos para não votarem a dar aulas
Fevereiro 23, 2009 at 6:29 pm
Também aqui, a solução radical já foi anunciada há muito tempo. Se não queremos este modelo de gestão, deveríamos boicotar os procedimentos, protelando prazos e não apresentando listas.
Mas como nem todos estão para aí virados, na maioria das escolas acaba por preferir-se entrar no jogo e tentar colocar os professores mais adequados nos novos órgãos de gestão. Antes que para lá vão os adesivos e os oportunistas.
Também aqui, optamos pelo menos mau e por não correr riscos.
Fevereiro 23, 2009 at 6:31 pm
Eu se tiver que votar votarei em branco ou nulo.
Não me revejo em nenhuma das duas lista, uma é de continuidade que me impôs os Ois…
Fevereiro 23, 2009 at 6:38 pm
O Governo vai criar um sistema penal em que um indivíduo hirsuto de 1,90m, comperturbações mentais, aplicará a Justiça a seu critério, com um pau de marmeleiro, em cada comarca.
Vai haver abusos de poder e politização, mas também bons exemplos, e feitas as contas, esses é que fazem a diferença.
E as bolas são redondas e contam é dentro da baliza, são onze de cada lado, e há que dignificar o futebol e respeitar o adversário.
E quem cá está é que está bem, e quem já foi é que já está safo.
E ao fim e ao cabo, haja uma côdea de pão e um copo de vinho, que o resto a malta cá se arranja.
Fevereiro 23, 2009 at 6:47 pm
Alba escreveu:
“E na minha humilde e modesta opinião, o paradoxo reside essencialmente no facto de muitos PCE se terem ’servido’ de uma eleição democrática para praticarem não a gestão democrática, mas sim gestão totalitária do pensamento único, o qual não promove nem o debate de ideias nem sequer a gestão participada!”
Ou seja, não é pelo facto de o PCE ser eleito como sucedia anteriormente que a gestão passa a ser democrática. Por outras palavras, o actual modelo poderá não ser tão perverso quanto se antecipa nem o antigo tão virtuoso como alguns gostariam que ele tivesse sido.
Tollwut escreveu:
“O aparente paradoxo explica-se com a imposição do SIADAP aos executivos, e pelo facto de muitos rosas e sem serem rosas aspirarem ao cargos para não votarem a dar aulas.”
Esta explicação não colhe pelo simples facto de o SIADAP ter sido aplicado muito recentemente aos PCE.
Fevereiro 23, 2009 at 6:57 pm
Atenção que a substituição de um PCE por um director, tirando o simbolismo, pouco mais representa. Na prática, já há muito tempo que todos os poderes e de direcção e gestão estão entregues, não ao Conselho Executivo, mas ao seu presidente.
As questões fulcrais no novo modelo, a meu ver, são as que irão permitir maior interferência dos pais, autarquias e caciques locais (que ainda os há, não se extinguiram no sec. XIX).
Fevereiro 23, 2009 at 7:17 pm
os directores são apenas cargos politicos dependente de Camaras e politicos da terrinha…
vai ser o bom e o bonito com os favores aos filhos e mulheres desses senhores
Fevereiro 23, 2009 at 7:23 pm
#2
Concordo totalmente com a sua opinião.
Os exemplos de actuação (enquanto PCE’s) que conheço são muito diferentes dos que a notícia poderá ajudar a imaginar como “bons exemplos”.
Tenho assistido a muitos episódios de actuação por parte de PCE’s que indiciam que ainda actuarão de forma mais extrema e ditatorial quando se tornarem directores.
Não me parece, de todo, que a escola pública venha a ganhar com este modelo de gestão…
Mas as contrapartidas do ME para dividir os Professores continuam a aliciar muitos… muitos que permanecem na oposição apenas e até que as medidas anunciadas os servem…
Essas medidas avulsas têm-se revelado “cirúrgicas”…
E os Professores, à semelhança do que aconteceu num passado próximo no Iraque, não fabricam armas de destruição massiva. Mas quando os efeitos deste ME se avaliarem, revelarão uma escola destruída, ingovernável, insustentável…
Tristemente, também aqui há semelhanças de actuação entre os intervenientes oportunistas… e o dinheiro que ganharam com os negócios iraquianos em tempo de guerra…
Fevereiro 23, 2009 at 7:25 pm
Eu é que chou o director da jxunta…
Não gosto desta ideia… Podem pintá-la da cor que quiserem…
Fevereiro 23, 2009 at 7:26 pm
Não tarda, estamos todos a dançar, ao sabor dos presidentes e vogais das Câmaras Municipais.
Oxalá me engane, pois vai ser mesmo muito mau para todos os intervenientes,alunos; professores e escolas.
Fevereiro 23, 2009 at 7:28 pm
Se aparecerem alguns bons exemplos, eles vão fazer que diferença?
Então, agora não há bons exemplos?
Se aparecerem ditadores, se houver politização, isso não tem importância porque há bons exemplos?
Os que falam assim são já produtos acabados e refinados do eduquês?
Cada vez acho mais difícil o recanto sair disto!
Fevereiro 23, 2009 at 7:31 pm
Quando entregarem tudo às câmaras, não será assim tão mau.
De 4 em 4 anos há eleições. Nessa altura, hão-de vir magalhões e mochilas coloridas, pinturas nas paredes e outros “melhoramentos”.
O pior é o resto do tempo.
Fevereiro 23, 2009 at 7:56 pm
O programa político-partidário do pêsse é a este respeito muito claro, bem explícito. Ou não?
É bom recordá-los do que não foi sufragado no voto eleitoral já que é hábito içarem «essa» bandeira.
Coloquem a “voto eleitoral” se a população portuguesa concorda que as escolas devam ser dirigidas por esquemas “tipo frifópor”.
Fevereiro 23, 2009 at 8:03 pm
#7
O presidente do Ce da minha escola disse-me que foram os Ce que pediram mais poderes ao Me. Senão, dizia-me ele, como seria possível aplicar tudo o que temos de aplicar, contra a vontade dos professores, se depois fôssemos a votos? Ora, está o mistério explicado. Os actuais Ce (alguns?) tornaram-se tiranetes porque sabem que não vão ser eleitos pelos professores que «cilindraram» nestes 4 anos. Voilà!
Fevereiro 23, 2009 at 8:19 pm
Afinal, a Escola Secundária de Paredes é o quê ? : excelente, muito boa, boa, insatisfatória !?
Fevereiro 23, 2009 at 8:37 pm
ok, vamos todos fazer figas e depois logo se vê…
Fevereiro 23, 2009 at 9:05 pm
Qualquer dia, ainda vão dar bitaites sobre o modo como nos vestimos e sobre as nossas vidas privadas: onde vamos, o que comemos, como amamos, o que lemos…..
Preparem-se.
Fevereiro 23, 2009 at 9:08 pm
Sei que na avaliação do pessoal auxiliar houve um caso de uma avaliação menos boa. Sabem porquê?
Porque a pessoa em causa nunca mencionava a sua vida privada. Não se sabia se era casada, amante, solteira, hetero, homo ou bissexual.
Gostaram?
Fevereiro 23, 2009 at 9:15 pm
Poucos casos serão excepcionais positivamente!
Depende de muita coisa e também da própria pessoa que assumir o cargo de Director.
Não quero “agoirar” mas se já agora há PCEs tão ditadores, depois como directores, o poder subir-lhes-à ainda mais à cabeça!
Resta-nos esperar pois, como diz o Paulo Guinote, “os riscos são demasiado elevados”.
No entanto, o esperar não leva a lado nenhum de forma a evitar o que se prevê!!!
Fevereiro 23, 2009 at 9:21 pm
Se fossem todos como o Francisco Queirós, lúcido, atento e de boa índole, estavam as escolas bem entregues.
Um abç para ele! E que os bons exemplos vinguem…
Fevereiro 23, 2009 at 9:25 pm
#26
A propósito do seu comentário:
PSP apreende livros por considerar capa pornográfica
Polícia não gostou de ver exposta reprodução de quadro de Gustave Courbet
http://diario.iol.pt/sociedade/psp-livros-braga-pornografia-iol/1044958-4071.html
Fevereiro 23, 2009 at 9:59 pm
Os Pce são como o resto dos portugueses, incluindo…os professores. Uns são sensatos, honestos, trabalhadores, instruídos, justos… Outros, nem por isso.
Fevereiro 23, 2009 at 10:52 pm
Kakazul, todos temos reparado que nos últimos anos os PCEs mudaram de postura.
Há dias questionei uma sobre isso: se representava os que a elegeram ou a DRE, e ela respondeu-me que estamos em regime de transição para o novo modelo e que tudo o que chega da DREL vem nesse sentido: os PCE já são considerados “directores” com poderes exclusivos e que são os representantes nas escolas do ME ( o que lhes é lembrado repetidamente nas reuniões que têm com a tutela)
Fevereiro 23, 2009 at 11:22 pm
Não sei o que me espanta mais; se a apreensão pela PSP do tal livro, se a avaliação negativa da funcionária, se a perspectiva já próxima de códigos de vestuário e correspondentes avaliações… Estamos de novo no Salazarismo, com imbecis totais do tipo Albino CONFAP a mandarem nisto! Não é possível!
Fevereiro 23, 2009 at 11:23 pm
Essa foto não é minha! Eu sou um gajo azul e coberto de pêlo!
Fevereiro 23, 2009 at 11:45 pm
#34
Fevereiro 24, 2009 at 2:36 am
No tempo da outra senhora, a directora veio chamar-me a atenção para a inconveniência da altura das minhas saias!
As sais não lhe ligaram nenhuma e não cresceram devido a essa chamada de atenção.
Há saias mesmo inconvenientes!
Fevereiro 24, 2009 at 3:25 am
#24 A Escola de Paredes é uma das que fica melhor colocada em resultados de exames aqui no Vale do Sousa. Estou à vontade para falar porque não trabalho lá mas numa escola vizinha. É uma escola grande onde este colega, segundo me diz quem lá trabalha, tem feito um óptimo trabalho. Esclarecido?
Fevereiro 24, 2009 at 10:48 am
Apenas para corroborar o comentário anterior. Trabalhei vários anos em Paredes e não tenho a menor dúvida quanto à capacidade do Francisco em fazer um excelente trabalho.
Quanto a “escolas boas e más”, há que ter em conta a realidade do Vale do Sousa.
Fevereiro 24, 2009 at 10:27 pm
Mferrer
É só a puxar pelo brilho do protagonismo….